Civilization | Natural Born Gamer
iG

Publicidade

Publicidade

29/03/2010 - 16:27

Love, o MMO cooperativo de um homem só

Compartilhe: Twitter

Desenvolver um MMO não é tarefa fácil, muito menos um que pretende revigorar o gênero. Definitivamente não é tarefa para um homem só. Ou não era, pois foi exatamente isso que o game designer independente Eskil Steenberg concretizou.

Love, lançado no final da semana passada, é um MMO bem diferente do habitual do gênero, a começar por sua estética que remete à pinturas impressionistas. Em sua essência um jogo de tiro em primeira pessoa, igualmente importantes são seus elementos de estratégia em tempo real e simulação. Algo que poderia ser definido como um encontro entre Counter-Strike, Sim City e Civilization.

Mas o grande barato de Love é seu foco irrestrito no aspecto comunitário: jogadores devem trabalhar de forma cooperativa para construir uma colônia em um planeta remoto, mantê-la abastecida de suprimentos e defendê-la de tribos guiadas pela inteligência artificial do jogo.

Ferramentas de edição permitem moldar terrenos, cavar montanhas e erguer estruturas, desde que próximas a um monólito – que marca o centro de sua cidade. Usinas de energia, centros de comunicação e torres de defesa são algumas das estruturas disponíveis.

Cada servidor abriga até 400 jogadores, e nenhum é idêntico a outro. Os mundos de Love evoluem constantemente, de acordo com as ações comunitárias de seus habitantes virtuais. Sua vila pode ser completamente dizimada a qualquer momento, ou tornar-se uma vasta capital: tudo depende do trabalho conjunto dos jogadores. A diplomacia tem um papel importante aqui, com tribos vizinhas podendo tornar-se aliadas ou inimigas de guerra, desencadeando cercos à sua cidade e combates lutados em primeira pessoa.

O conteúdo do jogo é gerado e processado em tempo real, fazendo com que uma experiência em Love nunca seja igual à outra. Lembre-se que esse game foi desenvolvido por um cara sozinho, o que torna o recurso ainda mais impressionante – e uma saída de mestre pra questão do conteúdo.

O cliente do jogo pode ser baixado gratuitamente no site oficial de Love – para testar se sua máquina será capaz de rodá-lo – porém para jogar de fato é preciso pagar 10 euro, o que lhe dá direito a jogar por 30 dias. Todas as instruções sobre como jogar – assim como promoções de “recrutamento de amigos” – podem ser encontradas no site oficial de Love.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): Indie Tags: , , , , , , , ,
19/09/2009 - 00:04

Escola nova-iorquina adota games como material didático

Compartilhe: Twitter

Tentar prender a atenção de dezenas de crianças ou adolescentes durante uma aula de matemática ou geografia deve ser uma tarefa  no mínimo hercúlea nos dias de hoje. Principalmente quando se considera a miríade de novas tecnologias e canais de comunicação que cada vez mais inundam nosso cotidiano. E convenhamos: se não se pode vencê-los, porque não juntar-se à eles?

Pois no próximo mês será inaugurado em Nova York o primeiro currículo escolar baseado no aprendizado por games. Isso mesmo, você leu direito: Jogos oficialmente reconhecidos como material didático.

lbp

A escola Quest to Learn espera que aplicando exercícios conceituais dentro de jogos como LittleBigPlanet e Civilization possa preparar melhor seus alunos para tornarem-se os exploradores, matemáticos, historiadores, escritores e biólogos evolucionistas do futuro. A ideia principal por trás do projeto é um tanto óbvia, e que -infelizmente – costuma cair na categoria dos conceitos de “impossível aceitação” pela esmagadora maioria dos pedagogos tradicionalistas: que as crianças aprenderão com mais facilidade e entusiasmo quando em contato com videogames, pois eles oferecem sistemas baseados em regras fáceis e reconhecíveis por elas. (duh!)

O site do do colégio explica melhor: “Por meio de uma pedagogia inovadora que imerge os alunos em contextos diferenciados, baseados em desafios, a escola reconhece os sistemas de reflexão e design de games como métodos de educação chaves do século 21”.

Games não são o único novo recurso adotado pela escola. Jogos inspirados em teorias evolucionistas como Spore dividem a grade com ferramentas mais sérias, como modelação 3D no programa Maya ou animação em Flash.

Em um dos programas, por exemplo, os alunos devem criar uma graphic novel – nome “adulto” dado aos quadrinhos – baseada no poema épico babilônico Gilgamesh, disputar partidas no jogo de tabuleiro “Settlers of Catan” e explorar virtualmente as regiões da antiga Mesopotâmia com a ajuda do Google Earth. RPG’s e jogos de carta também fazem parte do currículo.

civilization

Claro, a escola ainda deve responder a requerimentos educacionais como qualquer outro colégio, portanto não pode livrar-se completamente de disciplinas tradicionais como Matemática ou Inglês. Porém isso não os impediu de desenvolver uma estrutura e terminologia para os cursos que também tira sua inspiração dos videogames, como ressalta artigo da revista Metropolis:

“Cada uma das 20 a 25 crianças por classe terão acesso a notebooks e, no lugar das matérias singulares tradicionais, assistirão a quatro aulas de 90 minutos, cada uma dedicada à um domínio curricular, como ‘Codeworlds’ (uma combinação de matemática com inglês) e ‘A Maneira Como As Coisas Funcionam’ (que reunirá as disciplinas matemática e ciências). Cada domínio ser concluído com um período de duas semanas de provas chamado ‘Boss Level’ – ou Fase do Chefão”.

Ainda de acordo com a Metropolis, representantes do sistema educacional nova-iorquino demonstram esperança de que o colégio possa representar o começo de uma nova revolução educacional. O projeto foi criado pela instituição sem fins lucrativos Institute of Play, e conta com apoio financeiro de parceiros como a Gates Foundation, Intel e MacArthur Foundation – o governo de Nova York pretende assumir a responsabilidade dos custos a partir de 2015.

Tudo isso, é claro, depende de professores pro-ativos e menos preguiçosos – que como bem sabemos, já é há tempos uma espécie em extinção. Não adianta jogar um moleque em Liberty City com uma bazuca embaixo do braço sem antes pelo menos situar o garoto.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): O futuro a Zeus pertence Tags: , , , , ,
Voltar ao topo