Após uma chegada em Tóquio conturbada ontem, fisica e mentalmente estarrecido após 28 horas de vôo, fiz o que qualquer nerd em sã consciência faria assim que botasse os pés no Japão: uma visita relâmpago ao paraíso otaku na terra, o bairro Akihabara.
Como estava quebrado destroçado, não deu pra aproveitar tanto a terra prometida – e muito menos registrar – portanto lá vai um pequeno teaser do que pode ser encontrado na meca do consumo e apreciação da cultura otaku japonesa.

Essa verborragia visual é a primeira coisa que você vê quando desce da estação de trem. E muita, mas muita gente – em uma terça-feira à noite, diga-se de passagem.

Fachada do Club Sega, uma das maiores redes de fliperama do Japão.

Fileira de máquinas Street Fighter IV. Há uma outra fileira exatamente igual do lado oposto, e os jogagores se enfrentam entre as máquinas adjancentes. Ou seja: você não vê seu adversário enquanto joga e vice-versa – olhar pela lateral da máquina, quando possível, não condiz com as regras de etiqueta dos fliperamas japoneses.

Sequência de máquinas MJ4, versão virtual do clássico jogo de cartas japonês Mahjong. Repararam que parecem bem mais populares que Street Fighter IV? Pois é, nem o Japão escapa da síndrome dos jogos “de ocasião”.

Fachada da Super Potato, considerada a meca para gamers saudosistas. São três andares recheados de raridades, tanto jogos como consoles. Só pra dar uma ideia tinham pilhas – sim, eu disse pilhas – de Super Nintendos e Mega Drives à venda. É realmente de embasbacar.

Outra febre casual japonesa são os pachinkos, uma espécie de pinball miniatura, porém com um viés de jogo de azar. Locais inteiros dedicados à prática são como praga – em todo canto há um, mesmo nos becos mais obscuros de Tóquio dá pra encontrar centros de pachinko. Ainda não tive a chance de jogar, conto melhor quando o fizer – se sobreviver.

Vitrine de uma loja de produtos eróticos e fantasias. Creio que a imagem já diz tudo. Existem várias dessas espalhadas pelo Akihabara – conto mais detalhes assim que entrar em uma.

De novo, a imagem já diz tudo: japonês feliz é japonês tecnológico haha. Se bem que essa loja mais com jeitão de Santa Efigênia mesmo.
Depois da Tokyo Game Show, que começa nessa quinta-feira, voltarei ao Akihabara para desvendar melhor esse território inóspito da nerdice japonesa.
Sayonara!