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Arquivo da Categoria O futuro a Zeus pertence

01/10/2009 - 12:43

Rumor: PSN brasileira a caminho

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Ao que tudo indica, a Sony está preparando o lançamento de games  localizados – ou seja, traduzidos – para o Brasil. Isso, ou uma versão brasileira de sua rede de distribuição digital para Playstation 3 e PSP: a Playstation Network – o que também não seria nada mal. Calma, eu explico.

A afirmação foi feita durante uma conversa informal que tive com o presidente de um pequeno estúdio japonês durante a Tokyo Game Show, que pediu para não ser identificado sob risco de represálias – que segundo ele são bem severas por parte da Sony. Basta dizer que o estúdio é bem conhecido no ocidente e possui alguns games premiados.

Enfim, enquanto conversávamos sobre o mercado de games no Brasil, comentei sobre a dificuldade que nós temos para comprar games na PSN. O produtor então afirmou que isso deve mudar em breve, pois a Sony pediu recentemente à eles que dessem início a um processo de localização de seus jogos para português brasileiro.

Segundo ele, esse é um procedimento padrão quando a empresa pretende lançar o serviço em um novo mercado. Ou, como também já aconteceu, facilitar a compra digital via PSN para um país específico, inclusive oferecendo games traduzidos.

Entrei em contato com a Sony asiática para tentar obter uma posição oficial sobre o assunto há quase uma semana. Como não obtive resposta até agora, decidi noticiar a informação como rumor. Mesmo assim, pode apostar que alguma novidade interessante está a caminho envolvendo o Brasil, jogos traduzidos e distribuição digital de games pela PSN.

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Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): O futuro a Zeus pertence, Tokyo Game Show Tags: , , , , ,
19/09/2009 - 00:04

Escola nova-iorquina adota games como material didático

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Tentar prender a atenção de dezenas de crianças ou adolescentes durante uma aula de matemática ou geografia deve ser uma tarefa  no mínimo hercúlea nos dias de hoje. Principalmente quando se considera a miríade de novas tecnologias e canais de comunicação que cada vez mais inundam nosso cotidiano. E convenhamos: se não se pode vencê-los, porque não juntar-se à eles?

Pois no próximo mês será inaugurado em Nova York o primeiro currículo escolar baseado no aprendizado por games. Isso mesmo, você leu direito: Jogos oficialmente reconhecidos como material didático.

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A escola Quest to Learn espera que aplicando exercícios conceituais dentro de jogos como LittleBigPlanet e Civilization possa preparar melhor seus alunos para tornarem-se os exploradores, matemáticos, historiadores, escritores e biólogos evolucionistas do futuro. A ideia principal por trás do projeto é um tanto óbvia, e que -infelizmente – costuma cair na categoria dos conceitos de “impossível aceitação” pela esmagadora maioria dos pedagogos tradicionalistas: que as crianças aprenderão com mais facilidade e entusiasmo quando em contato com videogames, pois eles oferecem sistemas baseados em regras fáceis e reconhecíveis por elas. (duh!)

O site do do colégio explica melhor: “Por meio de uma pedagogia inovadora que imerge os alunos em contextos diferenciados, baseados em desafios, a escola reconhece os sistemas de reflexão e design de games como métodos de educação chaves do século 21”.

Games não são o único novo recurso adotado pela escola. Jogos inspirados em teorias evolucionistas como Spore dividem a grade com ferramentas mais sérias, como modelação 3D no programa Maya ou animação em Flash.

Em um dos programas, por exemplo, os alunos devem criar uma graphic novel – nome “adulto” dado aos quadrinhos – baseada no poema épico babilônico Gilgamesh, disputar partidas no jogo de tabuleiro “Settlers of Catan” e explorar virtualmente as regiões da antiga Mesopotâmia com a ajuda do Google Earth. RPG’s e jogos de carta também fazem parte do currículo.

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Claro, a escola ainda deve responder a requerimentos educacionais como qualquer outro colégio, portanto não pode livrar-se completamente de disciplinas tradicionais como Matemática ou Inglês. Porém isso não os impediu de desenvolver uma estrutura e terminologia para os cursos que também tira sua inspiração dos videogames, como ressalta artigo da revista Metropolis:

“Cada uma das 20 a 25 crianças por classe terão acesso a notebooks e, no lugar das matérias singulares tradicionais, assistirão a quatro aulas de 90 minutos, cada uma dedicada à um domínio curricular, como ‘Codeworlds’ (uma combinação de matemática com inglês) e ‘A Maneira Como As Coisas Funcionam’ (que reunirá as disciplinas matemática e ciências). Cada domínio ser concluído com um período de duas semanas de provas chamado ‘Boss Level’ – ou Fase do Chefão”.

Ainda de acordo com a Metropolis, representantes do sistema educacional nova-iorquino demonstram esperança de que o colégio possa representar o começo de uma nova revolução educacional. O projeto foi criado pela instituição sem fins lucrativos Institute of Play, e conta com apoio financeiro de parceiros como a Gates Foundation, Intel e MacArthur Foundation – o governo de Nova York pretende assumir a responsabilidade dos custos a partir de 2015.

Tudo isso, é claro, depende de professores pro-ativos e menos preguiçosos – que como bem sabemos, já é há tempos uma espécie em extinção. Não adianta jogar um moleque em Liberty City com uma bazuca embaixo do braço sem antes pelo menos situar o garoto.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): O futuro a Zeus pertence Tags: , , , , ,
11/09/2009 - 19:27

Nova tech para PS3 une reconhecimento facial e realidade aumentada

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Parem tudo! Meu sonho de cruzar com um dragão virtual enquanto passeio pelo vão do Masp acaba de receber mais um “boost”. A Sony anunciou durante a CEDEC 09 uma tecnologia rastreamento facial para uso em videogames, baseada no recurso de reconhecimento de rostos de máquinas fotográficas point-and-shoot.

A tecnologia desenvolvida pela empresa é capaz de reconhecer o sexo ou idade da pessoa, assim como se ela está sorrindo ou o movimento de seus olhos – além, é claro, sua movimentação. Esses dados são utilizados para processar uma nova imagem, que substitui o rosto que aparece na tela, e cujos movimentos são sincronizados aos da pessoa filmada em tempo real.

O reconhecimento facial e interpretação de dados é realizado via software, o que permite utilizar a boa e velha câmera oficial da empresa, o Playstation Eye – ou tecnicamente qualquer câmera USB, visto que recursos similares já estão disponíveis em softwares de vídeo da Logitech. Tecnologia parecida também já está em uso em “vending machines” japonesas – que além de calcinhas usadas e lagostas também vendem cigarros e bebidas alcoólicas - para identificar a idade do consumidor antes de autorizar a venda de produtos.

Mas claro, estava demorando para alguma empresa anunciar a utilização desse tipo de recurso em games. E mais, a tal da tecnologia já foi inclusive disponibilizada no formato SDK – kits de desenvolvimento - para desenvolvedores começarem a programar jogos baseados na mesma. Já dá pra imaginar o tipo de bizarrice que pode sair daí.

Bom, mas voltando ao assunto principal: meu videogame dos sonhos. Trata-se de um par de óculos com telas LCD transparentes, munido de GPS e 3G. Com ele um game pode reproduzir animações em realidade aumentada, que são transmitidas no visor da lente, sobrepostas sobre as imagens reais. O recurso GPS ajuda o software a reconhecer a posição de outros jogadores nas imediações, e o 3G serve apenas para a comunicação entre os sistemas.

Imagine tal videogame sendo empregado em uma aventura no estilo RPG, em pleno cotidiano urbano. A nova tecnologia de reconhecimento e sobreposição facial pode ajudar a tornar toda a experiência ainda mais verossímil – ou inverossímil, dependendo do nível de descrédito da realidade sobre o qual você se apoia enquanto lê este texto.

Portanto no dia em que você ver um bando de loucos empunhando espadas invisíveis contra um dragão invisível embaixo do vão do Masp, não se assuste: trata-se apenas meu sonho nerd mais molhado tornando-se realidade.

 

PS: Em tempo: a Sony também demonstrou durante CEDEC 09 outras duas tecnologias que devem chegar em breve ao Playstation 3 – e PSP. A primeira é um sistema de reconhecimento de voz similar ao que já vem sendo empregado na série SingStar, porém para outros jogos da plataforma. A outra é um sistema de navegação por zoom em alta definição que pode muito bem também ser o futuro para a maneira em que a internet é navegada.

Autor: Bruno Vasone - Categoria(s): O futuro a Zeus pertence Tags: , , , , , , , , , , ,
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