09/10/2009 - 10:25
Confesso que a reaprendi a gostar de Zé Roberto Guimarães. Foi com ele que me apaixonei pelo vôlei, no ouro olímpico em Barcelona. Depois, fiquei um pouco decepcionada com a sua ida para o futebol. Quando voltou ao vôlei, achava seu jeito calmo demais. Mas agora, compreendo a sua forma de comando. E ele foi reconhecido na Itália também! Faturou a eleição de técnico do ano da última temporada, à frente do Scavolini Pesaro (leia mais).
Muitos estão acostumados ao estilo Bernardinho de ser. Sempre explosivo, enérgico com todos da equipe em todos os momentos dos jogos. Zé Roberto segue uma linha mais amena e é tão bem-sucedido como o técnico da seleção masculina. Prefere a conversa aos gritos, por exemplo. Quem assiste aos jogos, dificilmente o vê muito nervoso no banco, ou quase rasgando a camisa, o que é muito comum para Bernardinho. Até a sua fala é mais calma.
E foi com esse jeito mais sereno que ele colocou a seleção feminina onde ela está, no topo. Além das conversas, ele mostrou que entende as mulheres, tanto já jurou amor eterno a elas, e que sabe cobrar. Quem não se lembra do veto aos “bumbuns” grandes na seleção, em fevereiro do ano passado?
A partir daí eu passei a gostar mais dele! Foi uma prova que não daria moleza para as convocadas e que, depois de resultados frustrantes e da fama de amarelar sempre, as meninas teriam que trabalhar e muito na seleção. O resultado a gente já sabe. Ouro no Grand Prix de 2008, ouro em Pequim e ouro em todas as outras competições até hoje.
Zé Roberto é um ponto de equilíbrio quase ideal. Ainda acho que poderia cobrar de maneira mais enérgica em alguns momentos, para acordar mesmo as jogadoras. Mas admiro a sua capacidade de conversar, acalmar e passar o que ele deseja para suas comandadas. O título de melhor do ano foi merecido!
Para completar, um vídeo do técnico relembrando seus tempos de jogador (ele foi levantador da seleção brasileira na década de 70) ao lado de suas comandadas. Ele ainda sabe mandar bolas redondinhas! As imagens são do VoleiBrasil.org.br.
E você? O que pensa de Zé Roberto como técnico? Também acha que ele mereceu o título na Itália? Deixe seu comentário!
Aproveite e veja o perfil de Zé Roberto Guimarães no VôleiBrasil.org.br.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, seleção feminina
Tags: Bernardinho, Itália, seleção feminina, técnico, vôlei, Zé Roberto Guimarães
18/09/2009 - 08:30
Zé Roberto definiu na quinta-feira o grupo que vai para o Sul-Americano e, mesmo com o título das reservas no Final Four, ele preferiu manter as jogadoras “de sempre”. A única novidade é Paula Pequeno, que está treinando bem e segue com o time.
Como já conversamos aqui no blog, resta saber se Paula tem ainda vaga na seleção. Alguns leitores afirmaram que ela tem lugar cativo no time. Outros preferem Natália e Mari. Paula é uma grande jogadora, mas, como está sem atuar com o Brasil há um ano, voltou a ser novata e precisa mostrar serviço e que está em forma. No momento, ainda acho que ela sai atrás de Natália, mesmo com a pouca experiência, e Mari.
Mas tem outra posição no elenco de Zé Roberto que me chama a atenção: o meio-de-rede. Carol Gattaz e Adenízia brigam pelo seu espaço, e uma briga muito boa, por sinal! Carol chegou a jogar ao lado de Fabiana e Walewska, mas ficou de fora com a chegada de Thaísa. Agora, com a aposentadoria provisória de Walewska, ela está em alta. É uma jogadora focada e com ótimo posicionamento no bloqueio. Já Adenízia chegou agora e se destaca pela agilidade. É uma atacante muito leve, mas também com potência e está repetindo na seleção o trabalho exibido no antigo Finasa/Osasco na Superliga.
O Sul-Americano começa no dia 30, em Porto Alegre. Brasil vai enfrentar na primeira fase Paraguai (dia 30/09), Peru (dia 1/10) e Argentina (dia 2/10). As semifinais serão no dia 3 e a final, no dia 4 de outubro. Eu só me preocupo com a Argentina, que já nos deu trabalho neste ano.
Quem vencer garante vaga na Copa dos Campeões. Mas, como disse o leitor JP no post anterior, o torneio vai perder um pouco do brilho, já que a China perdeu para a Tailândia e está fora. E de Brasil x Japão já estamos um pouco cansados. Vamos ver quem se classifica na Europa e na Norceca….
A seleção brasileira
Pontas: Paula Pequeno, Mari, Natália e Sassá
Opostas: Sheilla e Joycinha
Meios: Fabiana, Thaísa, Carol Gattaz e Adenízia
Levantadoras: Dani Lins e Ana Tiemi
Líberos: Fabi e Camila Brait
E para você? Vem mais um título? Quem deve ser titular e quem deve ficar na reserva na seleção brasileira? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Adenízia, Carol Gattaz, Paula Pequeno, Sul-Americano, vôlei, Zé Roberto Guimarães
10/09/2009 - 10:39
A seleção brasileira feminina começou bem a luta pelo segundo título no Final Four. Na noite de quarta-feira, passou pelos Estados Unidos por 3 sets a 2 (veja como foi a partida) e chegou a vitória número 50 contra as norte-americanas.
E quem atou nesse triunfo foram as jogadoras mais novas da seleção. Como prometido, Zé Roberto começou o torneio com um time diferente daquele titular que faturou o Grand Prix. Estavam em quadra Regiane, Fernanda Garay, Carol Gattaz e Adenízia.
Mesmo com as mudanças, a seleção teve uma boa atuação. Venceu o primeiro set com facilidade; viu os Estados Unidos abrirem no segundo e perdeu, mas sem uma grande vantagem; não se afobou com equilíbrio no terceiro set e cresceu no final, fechando mais uma vez; vacilou, errou mais e perdeu o quarto; e voltou para o jogo e segurou as rivais na vitória no tie-break.
Bom jogo para dar ritmo ao time e entrosar as novas jogadoras. O Brasil volta à quadra nesta quinta-feira contra a República Dominicana, às 19 horas (horário de Brasília).
E você? O que achou da escolha de Zé Roberto em poupar as titulares do Grand Prix? E a seleção fatura mais um Final Four? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Adenízia, Carol Gattaz, Fernanda Garay, Final Four, Regiane, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto Guimarães
04/09/2009 - 09:09
Se você fosse José Roberto Guimarães por um dia, Paula Pequeno teria vaga em seu time titular? A atacante de ponta está recuperada de uma artroscopia no joelho esquerdo, já está treinando com a seleção brasileira e pode volta à equipe no Sul-Americano, no final do mês. Mas ela ficaria com o lugar de quem?
Zé Roberto já disse que pretende poupar jogadoras que participaram do Grand Prix nesse torneio e também no Final Four, que começa no dia 9 de setembro. Com isso, Paula ganha uma chance a mais para ser titular, mesmo tendo ficado afastada das quadras desde maio por causa da cirurgia. E ela é aquela atleta que serve como um termômetro para a equipe. Quando está bem, vibra muito e levanta o time. Mas quando não vira as bola, todo mundo sente
.
Paula disputa vaga com Natália, Mari e Sassá, além de Jaqueline, que ainda pode voltar para a seleção. Natália mostrou que tem talento no título do Grand Prix. Ela tem uma potência gigante no ataque, mas ainda precisa melhorar a recepção. Zé havia prometido que ela e Mari fariam um intensivão para arrumar o fundamento. Já Sassá é o contrário. Sabe defender, mas perde no ataque. E Mari é a mais equilibrada. Já melhorou seu passe nos últimos anos e é uma excelente atacante.
Se eu fosse o treinador, deixaria Sassá no banco. Colocaria Mari em uma ponta e Natália, que revezaria com Paula, na outra, para ganhar ritmo de jogo. Mas se o passe de Natália já estiver melhor, ela poderia ser a ponteira titular. Ela é jovem e tem tudo para seguir firme na seleção.
E você? O que faria com a seleção brasileira se fosse Zé Roberto Guimarães? Paula Pequeno teria espaço em seu time? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Final Four, Mari, Natália, Paula Pequeno, Sassá, seleção feminina, Sul-Americano, vôlei, Zé Roberto Guimarães
23/08/2009 - 13:48

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu: Porto Rico, Alemanha (3 vezes), Estados Unidos, Tailândia, Polônia, China (2 vezes), Japão, Coreia do Sul, Rússia e Holanda. Nesta manhã, mais uma vitória sobre o Japão por 3 sets a 1 (veja como foi a partida) e, depois de quase um mês de viagens longas e jogos sem parar, faturou o oitavo título no Grand Prix sem perder nenhuma partida.
O último jogo do torneio foi, para o Brasil, um espelho das atuações recentes. O passe não saiu como em quase todas as partidas do Grand Prix. Mas o time se recuperou, com raça no ataque e ótimo posicionamento no bloqueio, também como em todas as partidas. Desde o começo do primeiro set, a seleção sentiu o poder do saque japonês. A situação piorou no segundo e no começo do terceiro. A partir daí, foi a fez das brasileiras reagirem e passarem a atacar mais e bloquear mais ainda! No final, a recuperação, os 3 a 1 no placar e o título na mão.
A partida desta manhã foi a cara de Sassá. Ela entrou ainda no primeiro set no lugar de Natália para ajudar na recepção e não saiu mais. Além do fundo, a jogadora foi importante no ataque. Com o baixo bloqueio japonês, Sassá, mesmo com apenas 1,79m, fez a festa e marcou 19 pontos. Excelente atuação!
Mas não pensem que a briga pela posição com Natália já está vencida. Natália fez um ótimo Grand Prix e tem potência de homem no ataque. Ainda precisa melhorar na recepção, sem dúvida, mas tem uma brilhante carreira pela frente. Ela tem só 20 anos e, logo na primeira grande competição, ganhou o posto de titular. Com o tempo e aperfeiçoamento nos treinos, tem tudo para ser uma das melhores do País.
E além do oitavo título, o Brasil saiu do Grand Prix com dois prêmios individuais. Um mais que merecido e o outro que eu dividiria entre duas atletas. Sheilla foi a melhor atleta da competição. Ela jogou muito contra o Japão e, em todo o torneio, mostrou imensa maturidade e repertório. Ela sabe dar pancada, largar, saca muito bem e ainda ajuda no bloqueio. Completa! Já Fabiana foi a melhor bloqueadora. Reconheço seu poder na rede, mas Thaísa também foi uma gigante e merecia um pedaço desse prêmio. Nos momentos finais dos sets, foi Thaísa quem montou a parede na rede. De qualquer jeito, os prêmios estão em boas mãos.
E ainda vale lembrar que Paula Pequeno e Jaqueline estão fora da equipe. Elas terão que jogar duro para conseguir uma vaga no time titular! Eu não sei quem tirar para dar lugar para as duas. Talvez Mari pudesse revezar com a Jaque para ajudar na recepção… Deixa o Zé Roberto pensar nisso! Afinal, a seleção brasileira mostrou que tem problemas sim, mas que sabe lidar com eles. Isso é sinal de maturidade! Sinal de que aquela época de amarelar realmente já passou!
E você? O que achou de mais um título do Brasil, no dia do aniversário de um ano do ouro olímpico? Foi merecido? As brasileiras se firmaram como as melhores do mundo? Deixe o seu comentário!
Outros resultados da rodada
Alemanha 3 x 1 China (25/14, 23/25, 25/21 e 25/14)
Rússia 3 x 0 Holanda (25/20, 25/23 e 25/21)
Classificação final do Grand Prix
1º) Brasil
2º) Rússia
3º) Alemanha
4º) Holanda
5º) China
6º) Japão
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Fabiana, Grand Prix, Natália, Sassá, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto Guimarães
19/08/2009 - 10:13
Seleção feminina de vôlei estreou nesta madrugada nas finais do Grand Prix em um jogo complicadíssimo contra a Rússia. Depois de 1h54 de partida, Brasil venceu por 3 sets a 2 e mostrou que, definitivamente, o trauma de jogar com as russas acabou (veja como foi a partida).
Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a chance de chegar à final na Olimpíada de Atenas. Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a final do Campeonato Mundial em 2006. Depois disso, vitória na primeira fase em Pequim e vitória nesta madrugada. Isso é resultado da maturidade de um time. As russas sempre serão adversárias complicadas, mas não são mais um bicho-papão. A seleção deixou de se assustar com a altura do outro lado da quadra e, mesmo com alguns erros, aprendeu a encarar as europeias como qualquer outro time. Forte sim, mas não imbatível.
Vamos deixar tudo isso para trás e olhar para o jogo desta madrugada. Os 24 a 19 de Atenas foram históricos, mas passou. O trauma foi superado! O que ainda precisa melhorar no Brasil é a recepção. As falhas começaram na partida desta quarta-feira no final do primeiro set e se agravaram ao logo do duelo. E contra um time alto, todo mundo sabe o que significa jogar sem passe: bloqueio na cara!
Mas, como na maioria dos jogos desse Grand Prix, o Brasil compensou os erros com reação. E aí está a prova de que todos os confrontos com as russas viraram mesmo história. Agora o Brasil não abaixa mais a cabeça! Depois de muitos altos e baixos, essa equipe cresce na hora da decisão. Já tinha sido assim contra China e Alemanha, por exemplo. Hoje o saque entrou quando precisou e, com isso, o time passou a bloquear. Demorou, mas o fundamento funcionou e ajudou na virada depois de estar com 14 a 12 no placar.
A seleção feminina passou sufoco, mostrou instabilidade no saque e no passe, mas se destacou no final e isso vai dar moral para os próximos jogos das finais do Grand Prix, como disse a levantadora Dani Lins depois da partida em entrevista ao Sportv. E é bom manter a empolgação e o foco já que o adversário da madrugada desta quinta será a China. Mais uma vez, a defesa será testada, mas agora com jogadas de velocidade. Que o bloqueio não demore tanto a aparecer e ajude como no final do jogo de hoje!
E você? Assistiu ao jogo contra a Rússia? O que achou da partida? Brasil tem chance de faturar o título? Deixe seu comentário!
Outros resultados do Grand Prix
Holanda 3 x 2 China (18/25, 25/22, 25/22, 24/26 e 15/13)
Japão 1 x 3 Alemanha (21/25, 25/16, 17/25 e 22/25)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x China – 20/08 – 3h37
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Atenas, Campeonato Mundial, Dani Lins, Grand Prix, Rússia, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto Guimarães
16/08/2009 - 13:24
Desde os primeiros jogos fora de casa no Grand Prix, a seleção feminina de vôlei tem a mesma atuação. Consegue vencer, mas se atrapalha nos erros e na falta de concentração e sempre perde algum set. Nesta madrugada foi a mesma coisa. Contra a Coréia do Sul, o Brasil entrou desligado no jogo, perdeu a primeira parcial e venceu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida).
O principal problema da equipe nacional está na recepção e isso é uma falha antiga. Esse time, mesmo com renovação depois da conquista do ouro olímpico, tem excelentes atacantes, mas perde no fundo de quadra. Um exemplo é Natália. Ela está na sua primeira competição com a seleção, faz estrago no ataque, mas peca da defesa. A mesma coisa já aconteceu com Mari.
Na partida contra a Coreia, o Brasil se atrapalhou com as jogadas de velocidade das asiáticas e só ganhou mais volume no fundo com a entrada de Sassá, especialista em recepção. E aí fica a pergunta. Mais vale colocar Sassá, que sabe defender bem, ou deixar Natália e Mari, que são ótimas no ataque? Contra as seleções mais velozes, como as asiáticas, colocaria Sassá e deixaria Natalia como opção para entrar ao longo do jogo. Assim, o time ganharia confiança na defesa e na recepção e ficaria mais solto para variar os ataques.
Se os erros são os mesmos de sempre, os acertos também se repetem. Quando consegue voltar para o jogo e retomar a concentração, o Brasil é uma potencia no bloqueio e no ataque. Resultado das nossas altas atacantes, a boa característica dessa geração da seleção feminina. Contra a Coreia, foram 14 pontos no bloqueio, por exemplo.
Brasil fechou a fase classificatória como o único time invicto. Só que vai encarar times complicados como Rússia, Alemanha, Holanda, China e Japão nas finais e não pode mais vacilar tanto. Hoje foram 22 pontos dados de graça! Qualquer time que esteja do outro lado, cresce e se aproveita de tantos erros assim. É preciso concentrar mais e errar menos! E dar mais bola na mão de Dani Lins, para voltarmos a ter a variação de ataque dos primeiros jogos do Grand Prix.
E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a Coréia do Sul? O que espera dos jogos da fase final? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto Guimarães
13/08/2009 - 13:28
O final desta semana será de decisão para a seleção feminina. Time precisa de apenas mais uma vitória para se classificar para as finais do Grand Prix, mas pode ficar sem uma de suas principais jogadoras, que deu um susto na Coreia do Sul.
A líbero Fabi torceu o tornozelo esquerdo no treino e ainda está com o local inchado. Ela se machucou na noite de terça-feira, passou por tratamento e já voltou a treinar com o grupo na quarta e hoje, mas ainda depende do aval do médico do time para saber encara o Japão na madrugada de sexta. As informações são do blog oficial da seleção feminina.
Não precisa nem falar o quanto o Brasil pode perder sem a líbero titular em quadra. Ainda mais contra as japonesas, que exploram a velocidade o tempo todo e vão exigir muita atenção da nossa defesa. Sem ela, a equipe fica sem liderança no fundo e pode se complicar… Mas vamos ter calma! Fabi é uma guerreira e vai fazer de tudo para entrar em quadra com a seleção. “Se estiver me sentindo bem vou jogar. Mas, primeiro, vou sentir se tenho condições de jogo. Não quero comprometer o time”, afirmou a líbero do Brasil. “Isso aqui é a minha vida. Amo o que faço”, completou.
Brasil enfrenta, além do Japão, Alemanha e Coreia do Sul na última etapa da fase classificatória do Grand Prix. As partidas estão marcadas para as madrugadas de sexta, sábado e domingo. Perto da vaga, vale usar esses jogos para embalar e chegar forte às finais.
E você? Como o Brasil pode ser comportar sem Fabi em quadra? O time consegue a vaga logo no primeiro jogo? Deixe o seu comentário e palpite para os finalistas do Grand Prix!
atualizado às 18h55
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Camila Brait, Fabi, Finasa/Osasco, Grand Prix, seleção feminina, Superliga, vôlei, Zé Roberto Guimarães
11/08/2009 - 10:41
A seleção feminina de vôlei está perto de mais uma fase final do Grand Prix. Para garantir o seu lugar, precisa apenas de uma vitória sobre o Japão, na Coreia do Sul, na próxima sexta-feira. Tomara que o jogo contra as japonesas seja mais simples que o caminho de Macau até Mokpo, sede das próximas partidas da seleção.
Depois do jogo contra a China, o técnico Zé Roberto Guimarães já havia reclamado no planejamento da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) para a viagem da seleção (leia mais). Um trajeto de Macau para a Coreia do Sul, que poderia ser feito em pouco mais de três horas, demorou 23! E, como conta Georgia Infante, que acompanha a seleção no blog oficial da CBV, o time ainda teve que encarar espera no aeroporto, ônibus sem espaço para as malas e bagagens perdidas de Zé Roberto e Thaísa. Precisava tanta dor de cabeça?
Mas vamos voltar para a quadra. O Brasil precisa vencer o Japão para estar matematicamente na próxima fase do Grand Prix. E vai encarar um time em ascensão. Depois de três derrotas no primeiro final de semana, inclusive para a frágil Tailândia, as japonesas surpreenderam. Atuando em casa, passaram por Porto Rico, Coreia e Rússia. Como elas já têm a vaga na final por ser o país-sede, vão atuar soltas e podem complicar com jogadas de velocidade. Vale o alerta para o bloqueio. As japonesas seguem o estilo das chinesas e o Brasil não se acertou neste fundamento no último jogo. Foram apenas sete pontos e não lembro de uma partida que o time não tenha chegado aos dois dígitos no bloqueio.
Para fechar a primeira fase, Brasil encara Alemanha, que já foi vencida na etapa do Rio de Janeiro, e Coreia do Sul, dona da casa, que está apenas na 11º colocação e, até agora, só venceu Porto Rico e perdeu todos os outros jogos. Acho que a seleção não terá problemas para se classificar.
Os outros
Além de Brasil e Japão, a Holanda segue bem neste Grand Prix. Assim como a equipe de Zé Roberto, ainda não perdeu. Está em segundo lugar na classificação geral pelo desempate em número de pontos. Mas terá um caminho mais complicado pela frente. Enfrenta Polônia, República Dominicana e a forte China na última etapa da classificatória.
China e Alemanha, na terceira e quarta colocadas respectivamente, também tem boas chances de se classificar. E se a final fosse hoje, a última vaga ficaria com a Rússia, que veio para o Grand Prix com algumas jogadoras novas e ainda não se encontrou em quadra.
E para você? Quem se classifica para as finais do Grand Prix? Vem aí o oitavo título do Brasil? Deixe o seu palpite no Mundo do Vôlei! Depois volto com um balanço para ver quem acertou!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Grand Prix, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto Guimarães
02/08/2009 - 15:14
Em quadra nesta manhã de domingo estavam Brasil x Estados Unidos. Os mesmos times que brigaram pelo ouro olímpico em Pequim, no ano passado. O Brasil era praticamente o mesmo, só com Dani Lins no lugar de Fofão. Já os Estados Unidos, totalmente renovado. E mais uma vez, deu Brasil. A seleção venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) e terminou invicta a primeira etapa do Grand Prix.
O jogo de hoje foi mais complicado da fase do Rio de Janeiro. Mesmo novatas, as americanas seguem com a característica principal do seu voleibol: a defesa. A bola não cai na quadra delas. E elas são muito guerreiras. Mesmo sem a qualidade técnica do Brasil, acreditaram em todas as jogadas, fizeram defesas lindas e deram trabalho à seleção nacional.
Os dois primeiros sets foram bem equilibrados. As americanas estudaram muito o Brasil também e sabiam da força do nosso bloqueio. Com isso, não chegaram atacando para cravar a bola na quadra e, sim, exploraram a mão de fora da nossa jogadora e a tática deu certo. Além disso, o saque tirou o passe da mão de Dani Lins, que usar muito a oposta Sheilla, que estava bem marcada e não conseguiu explorar o bloqueio dos Estados Unidos. Só Mari estava atacando com mais eficiência.
Mas, mesmo com as medalhistas olímpicas em quadra, quem entrou e deu moral para as brasileiras crescerem nos finais dos sets e dominarem o terceiro foi uma novata. Natália, que teve jogar com esparadrapo da mão por causa de um dedo fraturado, entrou no saque no primeiro set e ficou lá até o Brasil fechar a parcial. No segundo, ela foi a segurança no ataque e virou todas as bolas que recebeu. Ficou em quadra no terceiro set e manteve o desempenho.
E o último set, vencido com facilidade, foi o momento que o time brasileiro acertou a mão no saque tático e arrumou o bloqueio. Sem passe, os Estados Unidos se perderam em quadra.
Foi um bom começo de Grand Prix. Três vitórias, em três jogos, com três níveis de adversários diferentes. Porto Rico entregou o jogo. Já a Alemanha viu o melhor do Brasil em quadra. E os Estados Unidos exigiram adaptação e crescimento ao longo da partida. A seleção agora viaja para Macau e volta a jogar no dia 7 (sexta-feira), contra a Tailândia.
E você? Assistiu aos jogos da seleção feminina? Estava no Maracãzinho? O que achou da primeira etapa do Grand Prix? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Estados Unidos, Grand Prix, Natália, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto Guimarães
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