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terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Superliga | 23:02

Noite começa com Wallace Souza e termina com Unilever

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*atualizado dia 26/01

Wallace - Divulgação/CBV

Wallace Souza foi o nome do jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi

A noite de vôlei desta terça-feira começou com uma atuação de gigante de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, e terminou com um 3 a 0 do Unilever para cima do Vôlei Futuro com direitos a muitos bloqueios e mais uma boa atuação de Fernanda Venturini.

O Sada/Cruzeiro recebeu o Sesi-SP e venceu no tie-break. O time paulista começou devagar, errou mais e isso pode ter custado o jogo. Do outro lado, Wallace Souza mostrou o que é ser um oposto. Ele foi, em alguns momentos, caçado pelo levantador William, que sabia que seu companheiro estava em um dia inspirado. No quinto set, por exemplo, se o passe estava um pouco ruim, para quem ia a bola? Wallace. E o que acontecia? Ponto.

O oposto marcou 32 pontos e foi eleito o melhor da partida. E Wallace está amadurecendo em quadra. Quando falei com ele às véspera da final da Superliga 2010/2011, ele me disse que se via como um cara que jogava na força e que ainda não tinha tanta manha para jogar no jeito. No jogo desta terça ele soltou o braço, mas também largou, explorou bloqueio… Esse é o caminho.

A noite de vôlei continuou com a Superliga feminina e o que era esperado para ser um jogo de horas e horas e com outro tie-break, acabou em 3 a 0. O Unilever bateu o Vôlei Futuro, seguiu na liderança e viu o rival de Araçatuba cair para a terceira colocação. ultrapassado pelo Sollys/Nestlé (que bateu o Pinheiros). E dois aspectos chamaram a atenção: o bloqueio carioca, com destaque para os seis pontos de Mari, e a diferença entre as levantadoras.

O Unilever foi uma parede na rede nos dois primeiros sets. Na segunda parcial, marcou sete pontos no bloqueio contra nenhum do Vôlei Futuro. Nem precisa falar mais nada…

Mas alguns bloqueios foram facilitados pelas jogadoras de Araçatuba. Eu explico. Os dois times sofrem no passe, mas as levantadoras do Vôlei Futuro não estavam conseguindo arrumar a bola nem para as pontas. Ana Cristina, que começou como titular, não foi ousada. Ana Tiemi assumiu o posto no terceiro set, elevou o nível de jogo, mas logo voltou a colocar bolas baixas demais nas pontas e assim, foram ataques errados ou parados pelo bloqueio da Unilever.

E sim, a Unilever também teve problemas no passe. Mas essa é a vantagem de contar com Fernanda Venturini. A veterana arrumou bolas com toque, manchete e soube explorar suas atacantes. Mari, eleita melhor em quadra, estava confiante, virando bem e bloqueando mais ainda, foi muito acionada. Quando caiu um pouco, Venturini passou a usar Sheilla. O passe quebrado só atrapalhou as jogadas de meio, que ficaram apagadas.

Já está ficando repetitivo falar do time carioca. Mas antes de criar qualquer esperança, Venturini saiu de quadra afirmando que para de vez depois da Superliga e que não vai para as Olimpíadas de Londres. O jeito é aproveitar durante o torneio nacional mesmo…

E a rodada continua

A Superliga seguiu na noite de quarta-feira. No masculino, Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda e assegurou a liderança do primeiro turno. Já a Cimed/Sky fez valer o seu favoritismo e bateu o BMG/São Bernardo. E o RJX, que poderia ter embalado depois de bater o Sada/Cruzeiro na rodada passada, voltou a errar demais e parou no Medley/Campinas, que é um time sem grandes estrelas, mas com bom elenco. Até o returno!

Notas relacionadas:

  1. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
  2. Unilever está em mais uma final de Superliga
  3. Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:18

Resultado esperado no feminino e lista no masculino

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Segundo dia de jogo do Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei e só mudou o adversário. Mais uma vez, contra um time bem mais fraco, a seleção venceu com facilidade. Agora foram 3 sets a 0 para cima do Chile (25/8, 25/9 e 25/9).

As chilenas, assim como as paraguaias da estreia, pouco conseguiram fazer contra o Brasil. Elas até defenderam mais e pareciam crianças felizes quadra com a vibração a cada ponto diante das campeãs olímpicas do Brasil. Quem sabe amanhã, contra a Argentina, o jogo não renda um pouco mais…

Já no masculino, saiu a lista do Pan-Americano. Também como era esperado, a seleção não contará com seu elenco principal, já que a prioridade é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica e começa pouco depois do Pan (Fiz uma matéria com o Rubinho para o iG sobre isso. Para ele, o Pan será um torneio de experiência para o time nacional, como um projeto a médio prazo). Mas a lista contou com algumas novidades.

Rubinho, que será o técnico no México, contará com a seleção B reforçada por poucos jogadores do time principal. Irão para o Pan: os levantadores Bruno Rezende e Murilo Radke; os centrais Eder Carbonera, Gustavo Endres e Maurício Souza; os opostos Wallace Martins e Wallace de Souza; os ponteiros Thiago Alves, Luiz Felipe Fonteles, Renato Russomano e Ricardo Lucarelli, além do líbero Mário Júnior.

Não esperava o nome de Bruno, por exemplo, nesta convocação. Como vinha sendo o levantador titular do Brasil, imaginei que pudesse ficar no Rio, treinando para a Copa do Mundo. Por outro lado, ele já está bem entrosado com todos da equipe. Será que Marlon é a aposta como levantador titular no momento?

Já para os opostos, vai ser bom ter os dois “Wallaces”. O mais velho jogou menos do que podia no Sul-Americano e busca a sua chance. O mais novo já foi destaque na seleção de novos e está amadurecendo. Na ponta, o destaque é Thiago Alves, que vem em uma boa temporada no time nacional. E no meio, Gustavo para “colocar ordem” no meninos do time. Apesar de achar que ele é um grande central e forte no bloqueio, a briga na seleção A está complicada com Sidão e Lucão. ´

É difícil pensar no Pan agora porque ainda não conhecemos o elenco dos rivais do Brasil, mas a seleção formou um elenco que já sabe jogar junto e que vai brigar.

E vocês? O que acharam da convocação para o Pan? E o que esperam do Sul-Americano feminino? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Sul-Americano começa como já era esperado
  2. Veteranos na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

domingo, 25 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:28

Obrigação cumprida! Brasil é campeão do Sul-Americano

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Desde que comecei a falar do Sul-Americano por aqui, usei uma frase de Bernardinho, que disse uma vez que vencer o torneio, para o Brasil, era uma obrigação. Pronto, depois do jogo que todos esperaram ao longo da semana, a seleção cumpriu a sua obrigação, bateu a Argentina por 3 sets a 1 e venceu mais uma vez a competição.

Dante - Divulgação/Vipcomm

Dante foi destaque no ataque do Brasil na final do Sul-Americano

E depois da atuação ruim contra os venezuelanos e de um campeonato com nível bem baixo dos adversários, a expectativa era ver como o Brasil se comportaria para esse “jogo de verdade” contra os argentinos. Pois a equipe nacional teve altos e baixos. Os ataques só saíram realmente na medida com Dante (e como ele atacou! Foi o jogador de segurança), já que Théo e o Wallace não se apresentaram tão bem. Marlon teve momentos de distribuição homogênea, mas voltou àquele velho erro de insistir no mesmo jogador depois de um erro para “dar moral” e quase complicou (com isso, viu Sidão perder três ou quatro ataques seguidos!). E o saque, que era o ponto que Bernardinho dizia que precisaria trabalhar, voltou a vacilar em alguns momentos. Se a ideia era forçar, que soltasse o braço e pronto. Quando se acertou nisso, conseguiu também crescer no bloqueio e melhorar.

Mas o Brasil venceu e, para isso, também fez coisas corretas. Acho que a tônica do jogo foi justamente o bloqueio. A Argentina estava com o levantador De Cecco muito inspirado. Ele acelerou jogadas, variou e deixou Conte e Quiroga, seus ponteiros, livres na rede. Além disso, eles conseguiram marcar o Brasil. A situação só se inverteu quando o saque brasileiro entrou mais e o bloqueio nacional apareceu. Foram dois sets marcados pelo fundamento. No segundo, a Argentina fez seis pontos de bloqueio. No terceiro, foi a vez do Brasil devolver o placar.

Bloqueio - Divulgação/Vipcomm

Bloqueio foi o principal fundamento do jogo deste domingo

E no final, o que pesou também foram os erros da Argentina. Eles deram mais de um set de graça para o Brasil em erros de saque. Isso mesmo, formam mais de 25 serviços errados em quatro sets! E o técnico Webber perdeu a cabeça e abandonou os seus atletas. Depois de uma reclamação de Bernardinho de que um argentino estava molhando a bola no saque, o treinador rival ficou nervoso, discutiu, xingou e não falou mais com seus jogadores. Ele pedia tempo e nem se aproximava dos atletas! A Argentina tem, sim, talento, mas precisa de um técnico até o fim.

A decisão do Sul-Americano foi o melhor jogo do torneio, como era o esperado, e o Brasil venceu porque teve mais experiência, usou o seu bloqueio e contou com Lucão em um grande dia na rede. Mas no geral, os problemas de ataque e contra-ataque podem ser resultado das outras partidas mais fracas, porque nenhum dos dois times chegou à final no auge. Eles chegaram ali e fizeram o seu jogo. A Argentina tentou usar o talento de De Cecco e dos seus atacantes, o que rendeu belas jogadas. O Brasil usou a rodagem, a emoção e os bons momentos para faturar mais um título.

Agora é pensar na Copa do Mundo. Brasil e Argentina estão classificados e lá será um campeonato em pontos corridos, com seleções de níveis semelhantes e mais jogos com cara de final.

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  2. Sul-Americano é obrigação na seleção
  3. Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:29

Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano

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Mais um jogo do Sul-Americano, mais uma vitória do Brasil por 3 sets a 0, agora sobre a Venezuela (25/14, 25/15 e 27/25). Só que desta vez a partida foi bem pior do que o esperado… Que chegue logo o confronto contra a Argentina!

Bernardinho - Divulgação/Vipcomm

Bernardinho reclama com Murilo. Brasil teve uma atuação ruim contra Venezuela

A seleção foi bem no primeiro set, marcando forte no bloqueio, precisa no saque e quase sem errar. Depois, parou. Saiu perdendo de 3 a 0 na segunda parcial e se recuperou mais em função da confusão da Venezuela do que pela sua qualidade. No final, errou passes e sofreu para fechar, acabando com o set apenas no 27 a 25. No geral, a falta de concentração e os erros de recepção ao logo de quase todo  o jogo fizeram o Brasil ter a pior apresentação no Sul-Americano.

Mas o segundo set ainda merece um espaço a mais pela lambança dos venezuelanos. Eles se atrapalharam de uma maneira que eu nunca tinha visto. Jogadores, técnico e árbitros não se entendiam com a posição de cada um em quadra. Até Bernardinho foi lá ajudar para ver se dava jeito! Depois, eles caíram de rendimento, perderam e só voltaram a jogar no set seguinte, aquele do 27 a 25.

E agora, o que esperar do duelo contra a Argentina? Escrevi que queria ver logo essa partida pelo nível das duas seleções. Finalmente teremos dois times de igual para igual em quadra. Os argentinos, quarto colocados na última Liga Mundial, têm volume de jogo, atacantes bons (como Conte) e um levantador habilidoso (De Cecco).

Théo - Divulgação/Vipcomm

Théo e Bruninho devem ser os titulares na partida contra Argentina

Mas e o Brasil? Como chega para o jogo, ainda mais depois de uma atuação fraca como a deste sábado? Murilo, conhecido pela precisão no passe, não está bem na função. Neste sábado, ele e Dante falharam na posição, por exemplo. Wallace tem as características para embalar, mas não repetiu a atuação que teve diante da Colômbia. Quem veio do banco e precisava conquistar um posição, como Thiago Alves e João Paulo Bravo, foram melhores que os mais experientes.

É difícil mensurar a evolução de uma equipe com rivais mais fracos e é normal perder o foco e tal. Mas se a seleção só teve adversário que não exigiu muito, a Argentina passou pela mesma situação. Porém, a obrigação de vitória é da equipe de Bernardinho. E para conseguir, acho que será necessário arrumar o passe, em primeiro lugar. Além disso, manter o saque que já foi visto neste Sul-Americano, com alguns forçando, como Lucão, Sidão, e outros executando um serviço tático e preciso, como Marlon. De nada adianta errar demais com excesso de pancadas ou só passar para o outro lado. E claro, contra a Argentina não será possível usar a desculpa da falta de concentração ou de um objetivo. Concentração será fundamental para entrar no jogo e não sair dele e o objetivo é cumprir a obrigação de vencer em casa.

P.s.: e na seleção feminina, que joga o Sul-Americano a partir da próxima quarta-feira, Adenízia foi cortada. Pensei que uma das ponteiras poderia perder a vaga, mas Zé Roberto preferiu manter Jaqueline na equipe. O Brasil jogará o torneio com as levantadoras Dani Lins e Fabíola; as opostos Sheilla e Tandara; as centrais Fabiana, Thaísa e Juciely; as ponteiras Mari, Paula, Jaqueline, Sassá, Fernanda Garay e Natália; e a líbero Fabi. Mas isso é assunto para a semana que vem…

Notas relacionadas:

  1. Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano
  2. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Seleção masculina | 07:45

Um set para Wallace, outro para Thiago Alves

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Mais um jogo do Sul-Americano e mais uma vitória do Brasil, desta vez por 3 sets a 0 contra a Colômbia. E a seleção teve dois destaques em quadra, um em cada set.

Wallace, um dia depois de eu ter escrito que estava sentindo falta dele no torneio, apareceu no segundo set com pancadas bem executadas. Lembrou o jogador do Sesi na última Superliga. Depois, Bernardinho mexeu e colocou Bruninho e Thiago Alves e aí voltamos ao tempo da Cimed, com um bom entrosamento entre os dois e Thiago sendo o nome do terceiro no set, com saque forçado e ataques para “buscar petróleo” (só para seguir a sessão nostalgia).

São dois jogadores que estão buscando seu espaço na seleção. No caso de oposto, o Brasil vive um pouco carente de um cara decisivo, como André Nascimento em seus dias inspirados. Théo e Wallace estão aí para ver quem fica. No geral, melhor ainda para o primeiro, mas o outro tem voleibol para brigar, basta se soltar.

Na ponta a vida é mais complicada com a concorrência de Murilo, Dante (finalmente recuperado das lesões no jeolho) e ainda Giba, mas a vida de capitão no time de novos e alguns quilos a menos fizeram muito bem a Thiago. Ele está saltando mais e conta com a ajuda de Bruno, recebendo bolas.

Voltando ao jogo da noite de quinta-feira, a Colômbia relamente deu mais trabalho que os outros rivais porque é melhor no ataque e ainda oferece alguma resistência no bloqueio e na defesa. Entretanto, como Bernardinho disse depois da partida, os atletas podem estar começando a perder a paciência com confrontos fáceis e sem muito objetivo. O Brasil sabe que vai ganhar e luta para manter a concentração (o que consgeuiu mais uma vez e os pontos de bloqueio – 4 apenas em um set – provam isso) e acabar logo com os jogos para fugir do calor e evitar o desgaste.

E todos só falam do jogo contra a Argentina. Então porque não fazer como Nalbert postou no Twitter e criar um pré-torneio? Poderiam colocar os mais fracos para brigar e pegar os dois melhores para um playoff contra Brasil e Aregntina. As vantagens? Menos desgaste para os melhores e mais competitividade e até motivação entre os mais frágeis porque fariam jogos mais parelhos.

Por enquanto, é folga para o Brasil nesta sexta-feira e jogo sábado contra a Venezuela e domingo contra a esperada Argentina. E agora sim o calor vai pegar. Se às 22h a temperatura era de mais de 30 graus, imagine ao meio-dia?

Notas relacionadas:

  1. Brasil vai para quadra “redondo” e vence a Finlândia
  2. Um corte surpresa e outro já esperado para o Mundial
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011 Seleção masculina | 08:05

E o saque do Brasil finalmente funcionou

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Foram precisos dois jogos, um bom e outro ruim, para o saque do Brasil funcionar no Campeonato Sul-Americano. Depois de vencer o Uruguai e levar uma partida cheia de erros contra o Chile, a seleção fez o seu jogo, arrasou o Paraguai por 3 sets a 0 (25/10, 25/14 e 25/11) e, principalmente, acertou a mao no saque.

Murilo - Divulgação/CBV

Bernardinho observa Murilo. Saque foi o melhor fundamento do Brasil contra Paraguai

A proposta do time não mudou muito (nem os jogadores, já que Bernardinho praticamente repetiu a escalação, trocando apenas Lucão por Rodrigão, para dar uma chance para eles consertarem os erros da noite anterior) e o saque continou mais forçado do que táatico. Porém o serviço entrou, e entrou bem!

Foram14 pontos no fundamento e uma lambança na recepção paraguaia. Esse é o saque dos sonhos, bem feito e fora de alcance dos rivais. Pena que nem sempre será um frágil Paraguai do outro lado…

O Brasil também foi preciso no ataque e não perdeu nenhuma bolade meio fundo. Mais uma vez, do outro lado estava um time que deixou Dante subir várias vezes sozinho nessa jogada. A vida nem sempre é simples assim.

O lado bom de tudo foi a seriedade e a concentração de jogar pelo menos um pouco do que sabe contra uma equipe que até faz dancinha ao conseguir colocar um simples ataque no chão. A seleção fez o seu trabalho e pronto, sem relaxar ou olhar muito para o outro lado.

Quanto os jogadores, Wallace, uma sa minhas apostas para o torneio, ainda tem aparecido pouco. Já Bruno entrou bem no segundo set e deu mais ritmo ao time. Só senti falta do bloqueio nacional.

E agora, pelo visto, acabou a vida mais fácil. Todos falam que a Colômbia, rival da noite desta quinta-feira (às 22h30 no horário de Brasília) é uma equipe mais arrumada e melhor tecnicamente. Sendo assim, bom para o Brasil ter se acertado em quadra.

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  1. Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia
  2. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
  3. Bloqueio + sequência de saque = 2ª vitória no Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

domingo, 18 de setembro de 2011 Seleção masculina | 09:49

Os 12 do Brasil para o Sul-Americano

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Bernardinho divulgou no final da tarde de sábado os 12 jogadores que vai levar para o Sul-Americano. Ficaram de fora Giba, Gustavo, Leandro Vissotto e Mário Jr, porém, os dois primeiros viajam e seguem treinando com o time (leia mais). Os cortes foram surpreendentes?

Giba ainda se recupera de lesão e já era esperado que fosse poupado. No meio, Gustavo é o mais velho da posição e também teve lesão na temporada e Bernardinho também pode estar querendo poupá-lo para a Copa do Mundo. Já na saída, achei justa a decisão. Vissotto tem altura e potencia, mas não vem em uma boa fase na seleção, enquanto Wallace é um ótimo jogador e ainda conhece muito bem a Argentina, único rival de peso do Brasil no Sul-Americano. Para fechar, Serginho é melhor líbero que Mário Jr e isso diz tudo.

No final, vão para o Sul-Americano os levantadores Bruno e Marlon, os opostos Theo e Wallace, os centrais Rodrigão, Sidão e Lucas, os ponteiros Murilo, Dante, Thiago Alves e João Paulo Bravo e o líbero Serginho.

O que vocês acharam? Segunda-feira começam os jogos…

Notas relacionadas:

  1. Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano
  2. Veteranos na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Seleção masculina | 08:00

Giba aposta nas categorias de base, e você?

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Nesta semana, Giba comentou mais uma vez que pretende deixar a seleção brasileira depois das Olimpíadas de Londres e disse que a aposta nas categorias de base para que o Brasil siga no topo.

Para ele, as equipes do País tem jogadores para revezar e, como os mais novos treinam com os mais velhos em Saquarema, eles ganham experiência e queimam etapas (leia a matéria completa com Giba). Será que só isso é suficiente?

No Mundial juvenil masculino, que acabou há pouco no Rio de Janeiro, o Brasil ficou apenas com a quinta colocação. E, segundo o técnico Leonardo Carvalho, faltou tranquilidade e maturidade ao time (sim, estamos falando de uma seleção juvenil, mas os outros times foram melhores e mais maduros, ou pelo menos mais consistentes que o Brasil). Ele chegou a dizer que o time tinha vontade, mas faltava competência para virar as bolas e pontuar. Em vários momentos, a equipe teve chances de fechar e definir os jogos, mas acabou errando demais, perdendo o foco e o resultado foi acabar longe do pódio.

Vale lembrar que jogadores que foram destaque nas outras conquistas mundiais (o Brasil havia vencido as duas últimas edições, em 2007 e 2009), como Renan, estão na seleção de novos.

E falando nisso, se olharmos a seleção de novos, acho que Giba tem razão. Há atletas lá que já defenderam o time principal, como Thiago Alves, Éder e João Paulo Tavares, e também outros que logo estarão prontos, como Wallace e Renan. A seleção de novos está encaminhada, mas a juvenil ainda precisa de mais. Só ter gigantes no time não adianta. Tem que saber decidir. E a seleção principal chegou onde está não por ser a mais alta, mas por ser a mais habilidosa e saber jogar na velocidade, como já comentaram por aqui.

Já outras seleções seguem bem a renovação. A Rússia, campeã mundial juvenil, fez incríveis 32 pontos de bloqueio diante da Sérvia na semifinal e mostrou que esse ainda é o seu melhor fundamento. Já a adulta, campeã da Liga Mundial diante do Brasil, levou o título com um elenco jovem, comandado por Maxim Mikhaylov, oposto de 23 anos e grande destaque da competição e da final, e Dmitriy Muserskiy, central de 22 anos (relembre a final da Liga Mundial)

Tem também a Argentina, que surpreendeu na Liga com uma equipe jovem, com Facundo Conte, de 21 anos, e ainda viu os juvenis chegarem à final do Mundial pela primeira vez.

Para alguns times, a renovação é uma realidade, e para o Brasil?

Notas relacionadas:

  1. Será que agora Giba volta ao Brasil?
  2. A volta de Giba em um encontro de gala no Paulistão
  3. Os bigodes e as barbas seleção
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quinta-feira, 14 de julho de 2011 Seleção masculina | 09:00

Os bigodes e as barbas seleção

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Depois de falar do vice da seleção da Liga Mundial, do desembarque, dos erros de arbitragem, vamos a um assunto bem mais leve…

Bigodes e barbas parecem ter virado moda entre os jogadores do time de Bernardinho. Lucão já adota esse visual há algum tempo e Giba sempre cultiva o “bigodon” na finais. Mas a lista ganhou novos adeptos. Depois de Marlon adotar um cavanhaque, o oposto Wallace postou uma foto em sua página no Twitter na quarta-feira ao melhor estilo “mexicano”.

Veja os barbudos ou bigodudos na galeria e, quem quiser, pode deixar um comentário falando qual o visual favorito.

P.s.: isso foi só para descontrair um pouco, logo mais eu volto a falar de coisa séria…

Notas relacionadas:

  1. Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina
  2. O que falam da volta de Ricardinho à seleção
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domingo, 19 de junho de 2011 Seleção masculina | 18:57

Dever cumprido contra Porto Rico

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A seleção masculina conseguiu o que queria contra Porto Rico e nem precisou se esforçar muito para isso. O Brasil venceu neste domingo por 3 sets a 0 (pena que nem todo mundo viu pela TV, como disse no post anteiror), somou os seis pontos em casa e agora viaja mais tranquila para encarar Estados Unidos e Polônia fora de casa.

Mais uma vez, o jogo foi fácil e a superioridade do Brasil foi clara. Mas, mesmo contra o lanterninha da chave, deu para ver alguns bons aspectos. No sábado, como disse por aqui, a seleção começou devagar, ainda errando muito, mas fez um ótimo segundo set. Dessa vez, eles finalmente entraram com força máxima e logo venceram o primeiro set por 25 a 10. Depois, acabaram relaxando um pouco, o que é normal contra um rival simples, mas não tiveram problemas para fechar a partida.

Mas por que o Brasil começou melhor? Porque o saque funcionou desde os primeiros pontos. Todo mundo fez o seu papel. Quem tinha que forçar, sotlou o braço, como Lucão ou Giba. E também teve gente que usou o saque tático, como Marlon. Ou seja, a seleção variou o serviço, prejudicou o passe rival e conseguiu se impor no bloqueio. Além disso, se armou e usou os recursos no ataque. Até Marlon atacou! Pronto, essa é uma ótima fórmula para vencer, seja um rival simples como Porto Rico ou um mais complicado. Não foi a toa que muitos atletas disseram que esse foi o melhor da Liga.

E Bernardinho fez bem em colocar todo mundo em quadra. Marlon, Théo, Sidão, Thiago Alves, e João Paulo Bravo, que geralmente não estão entre os titulares no começo dos jogos (Bravo foi titular nos primeiros jogos, mas deve perder a vaga para Giba e, por isso, está nessa lista) tiveram chances de mostrar o que sabem ao técnico e ganhar ritmo de jogo. E em uma partida mais simples, é isso que deve ser feito: colocar todos para jogar!

É difícil “medir” o nível do Brasil neste momento porque, segundo Serginho, Porto Rico não veio para jogar. Mas dá para se animar com a melhora no saque e na agressividade. Agora é esperar os jogos lá fora.

Quem vai e quem fica

Bernadinho já definiu o grupo que embarca nesta segunda para os Estados Unidos (veja quem segue na equipe). Dos jogadores que disputaram essa fase, foram cortados Éder, Wallace e João Paulo Tavares. Éder e João Paulo não chegam a ser surpresas. O central chegou depois e foi convocado para a vaga deixada por Gustavo após a fratura no pé. Rodrigão e Sidão indo muito bem, e Bernardinho confia em Lucão. Ou seja, esse corte já era esperado. Assim como o de João Paulo, que joga em uma posição “inflada”, que já conta com Murilo, Giba e Dante. Também tem João Paulo Bravo, que foi bem nos primeiros jogos, e Thiago Alves, que ganhou mais uma chance na seleção. Tavares pouco atuou e perdeu o espaço.

Já na saída de rede, a briga era boa entre Leandro Vissotto, Théo e Wallace. E achei que Wallace pudesse seguir no time, já que foi utilizado nesses primeiros jogos da Liga Mundial e é um bom jogador, com potência e habilidade. Mas Bernardinho preferiu seguir com a formação de campeonatos anteriores, com Vissotto, titular na posição, e Théo, que já entrou bem em momentos duros para o Brasil, como nas finais da Liga Mundial de 2010. Espero que Wallace ainda tenha chances no time nacional.

E vocês? O que acharam dos jogos contra Porto Rico? E dos cortes? Deixem seus comentários

Notas relacionadas:

  1. Brasil começa devagar, mas vence Porto Rico
  2. Que o 2º set contra Porto Rico vire exemplo
  3. Mais um 3 a 0 diante de Porto Rico
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última