A notícia da semana foi o término da equipe adulta do Finasa/Osasco, tricampeã brasileira. Mas, ao que tudo indica, o time adulto de vôlei deve continuar na cidade. Nesta manhã, o Mundo do Vôlei conversou por telefone com o técnico Luizomar de Moura, que estava a caminho de Osasco para uma reunião para definir o futuro da equipe. Ele, porém, não adiantou detalhes da negociação.
Na tarde de quinta-feira, o prefeito de Osasco Emídio de Souza assegurou que o time continuaria na cidade. Ele afirma que “não tem chances de o time sair de Osasco” e busca novos patrocinadores. Também está marcada mais uma coletiva com Emídio para esta sexta-feira. Será que o time continua mesmo por lá?
Enquanto isso, outros clubes e cidades se interessaram em “adotar” a ex-equipe do Finasa/Osasco. E então, quais são as demais opções? O time até pode continuar em Osasco, mas será que terá verba para segurar todo mundo, todas as jogadoras? Vamos às outras possibilidades para as atletas….
Botafogo
Foi um dos primeiros a manifestar interesse em contar com as jogadoras do time paulista. Segundo Miguel Angelo da Luz, coordenador de esportes olímpicos dos cariocas, o projeto é ter equipes adultas de vôlei e basquete. O clube já negocia com a CBV, mas alerta para a falta de verba. “O Botafogo em si não tem condições de arcar com uma despesa de uma equipe principal”, disse o coordenador ao canal Sportv. Nesta sexta, o Botafogo se reúne com a Unimed, patrocinadora do rival Fluminense, para tentar verbas para os esportes olímpicos. Além disso, segundo a ESPN, já existe negociação com mais duas empresas.
Barueri
A prefeitura da cidade já teria entrado em contato com o técnico Luizomar de Moura para levar o time de Osasco para lá. Barueri cederia a estrutura e os ginásios para os treinos e jogos do time, mas, segundo o secretário de Esportes Jorge Calil, não iria pagar salário das jogadoras.
São Caetano
Enquanto todos reclamam de crise, de falta de espaço na mídia, da Rede Globo que não fala os nomes dos patrocinadores, o São Caetano/Blausiegel garante que vai manter a sua equipe e ainda quer gente nova para a próxima temporada. “Pretendemos contratar mais estrelas para montarmos um time de ponta”, disse Marcelo Hahn, presidente da patrocinadora. Jogar do lado de Sheilla, Fofão e Mari seria o destino mais provável de Paula Pequeno, Carol Albuquerque, Thaísa e Sassá. Isso se mudarem o rankemanto de atletas, que permite apenas duas jogadoras titulares da seleção, nível sete, por equipe. As repatriadas ficam fora da conta. E também para defender o São Caetano, elas teriam menos dinheiro no banco no final do mês. O time do ABC paulista também está em negociação com o técnico José Roberto Guimarães para a temporada de 2010.
Fiesp
A Federação das Indústrias de São Paulo também demonstrou interesse em assumir o time de vôlei que era o Finasa/Osasco. Na segunda-feira, será lançado um projeto do Sesi, do grupo da Fiesp, que destina R$ 5 milhões anuais à formação de atletas. Será que essa verba poderia ser usada para um time adulto de vôlei?
Exterior
As jogadoras resistem, mas com dificuldade em conseguir patrocínio, jogar fora do País pode ser a saída. Carol Albuquerque assumiu isso no dia seguinte ao final da equipe paulista. Paula Pequeno, segundo informações do Estadão, tem uma proposta irrecusável da Rússia. Ainda assim, a jogadora, que estava no Osasco desde 1997, não quer sair do País. “Tenho pretensões de ficar no Brasil. Essa é a minha prioridade. Mas se tiver que sair, não quer dizer que fugi, abandonei o problema”, disse a atleta ao jornal. Fofão, que estava atuando na Espanha e voltou nesta temporada, desaconselha jogar no exterior. “Tem que ter tranqüilidade para não querer sair para qualquer lugar. Os países de fora não têm como acolher tantas jogadoras”, comenta a levantadora.
Para segurar as jogadoras por aqui, os interessados precisam dar uma resposta rápida às atletas. Ninguém gosta de ficar esperando assim, sem saber qual será o seu futuro. Elas têm mesmo é que correr atrás de clubes para atuar e se for lá fora, pior para a Superliga e para a torcida nacional.
Por outro lado, está na hora de reconhecer a crise e aceitar ganhar um pouco menos. Pelo visto, não vão bancar os R$ 12 milhões para manter a equipe. E mesmo quem continua como potência no vôlei, como o Rexona/Ades, já pensa em cortes de verba para a próxima temporada.
A Confederação Brasileira vai se reunir com os representantes dos dez times restantes no vôlei feminino para tentar achar uma solução na segunda-feira. Ari Graça, presidente da CBV, afirma que as atletas não ficarão sem emprego e que já recebeu diversos telefonemas de interessados, inclusive de duas prefeituras. Então que esses interessados apareçam logo! O vôlei feminino agradece, as jogadoras agradecem e a torcida agradece!