09/11/2009 - 10:56
De 1989 a 1992, times italianos venceram o Mundial de Clubes de vôlei. 17 anos depois, o Trentino, outro italiano, volta ao primeiro lugar do pódio. Em 1992, o vôlei era jogado mais nas bolas altas nas pontas do que na velocidade no meio. 17 anos depois, com o “Golden Formula”, regra do primeiro ataque apenas atrás da linha dos três, o esporte voltou às jogadas mais lentas. E nesse retrocesso, venceu o time com os melhores atacantes nas extremidades da rede.
O Trentino bateu o polonês Belchatow na tarde de domingo na final do Mundial por 3 sets a 0 (veja como foi a partida). Depois de um primeiro set equilibrado, os italianos cresceram na partida com a variação de jogadas de primeira bola, ou pelo menos que era possível ser feito. Enquanto do lado do Belchatow só Kurek recebia bola, o Trentino contava com o brasileiro Leandro Vissotto, o búlgaro Matey Kaziyski e o cubano Osmany Juantorena.
O levantador Raphael, mais um brasileiro no time italiano, podia escolher quem iria usar já que todos estavam muito bem na partida. Ao final, Vissotto marcou 21 pontos, Kaziyski, 16, e Juantonera, 10. Já Kurek teve que carregar sua equipe, literalmente. Só ele marcou 23 pontos, mais do que todos os outros polonesês somados. Apesar de todo o talento desse jogador, não tem como vencer assim. Ainda mais com um adversário desse nível.
Para coroar o desempenho do Trentino, Kaziyski foi o melhor jogador e o melhor atacante do torneio; Juantorena, o melhor saque e Raphael, o melhor levantador. Kurek foi o maior pontuador, o que não poderia ser diferente. Vissotto, pela regularidade na partida final, merecia também um prêmio, talvez o de melhor ataque.

Trentino, campeão mundial de clubes - Divulgação/FIVB
Outra regra nova na Copa dos Campeões
O Trentino soube se aproveitar da “Golden Formula”, usou bem as bolas altas e faturou o título. Mas isso acabou! Pelo menos até a FIVB resolver fazer outro teste… E pelo que foi comentado ao longo do Mundial de Clubes, todos queriam se livrar dessa regra. Nada mais de ver um central (Salas, do time italiano) sacando do chão em plena final porque quebrar o passe não era mais fundamental, já que a bola seria levantada do fundo! Agora, campeonato novo e mais uma mudança, só que, dessa vez, acredito que para melhor. A Copa dos Campeões começa nesta madrugada e os técnicos poderão contar com 14 jogadores em quadra, ou seja, com duas líberos.
A equipe só pode trocar de líbero uma vez a cada partida. Com a titular em quadra, a líbero reserva pode entrar para atuar em outra posição, como uma jogadora qualquer. E essa mudança já agrada. Segundo Zé Roberto, agora não será mais necessário improvisar alguém para a defesa caso a líbero tenha que sair.
A seleção brasileira feminina estreia na Copa dos Campeões com Fabi e Camila Brait às 4h da madrugada, contra a República Dominicana (com transmissão ao vivo do canal Sportv), e busca o bi no torneio. Que essa regra das líberos faça mais sucesso que a “Golden Formula”. Já estava com saudade das jogadas rápidas pelo meio-de-rede, das fintas para o meio-fundo…
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção feminina
Tags: Copa dos Campeões, Kaziyski, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, seleção feminina, Trentino, vôlei
06/11/2009 - 10:40
Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.
Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).
Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.
Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.
Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha
E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Ball, Belchatow, Cimed, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Payakan, Stanley, Trentino, vôlei, Zenit Kazan
03/11/2009 - 19:14
O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte” com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.
O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.
Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino, atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.
Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.
Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.
Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.
Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Trentino, vôlei
03/11/2009 - 08:57
atualiazada às 17h36
“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.
Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.
Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo
Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo
Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.
Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).
Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.
E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Golden Formula, Mundial de Clubes, Thiago Alves, Trentino, vôlei
20/10/2009 - 12:03
Nada de bolas rápidas ou jogadas surpreendentes na primeira bola. Pelo menos não no Campeonato Mundial de Clubes, que começa no dia de 3 de novembro, em Doha. Lá será testada uma nova regra, a Golden Formula, que diz que o primeiro ataque de cada time deve ser feito depois da linha dos 3 metros. Depois disso, o jogo fica liberado.
Segundo os inventores, a regra fará com que a bola fique mais tempo no ar e que os jogos tenham ralis. Ainda de acordo com eles, apenas 20% das bolas ficam no ar e as outras 80% caem logo no chão, o que é muito. Sendo assim, a nova regra, acatada pela Federação Internacional, teoricamente irá diminuir a velocidade da bola e facilitar a vida de quem estiver na defesa do outro lado.
Eu não gostei! E as belas jogadas rápidas de meio? Ou as chutadas da ponta? Serão agora apenas a segunda opção? Ah, o que é isso!? E o levantador vai ter que se virar para fazer uma boa bola no fundo com qualquer tipo de passe. Os brasileiros, pelo menos, sabem fazer muito bem o meio-fundo, o que pode ser uma das jogadas chaves com essa nova regra. Só que, se isso era antes uma arma surpresa e agora, a tendência é que fique um pouco banalizada, já que todos podem tentá-la.
Pensando no voleibol atual, cheio de gigantes em quadra com mais de 2m de altura, os atletas têm impulsão suficiente para atacar direto para o chão mesmo do fundo. Não se vai aliviar tanto assim para a defesa. Além disso, como já comentaram alguns leitores, é bem mais simples bloquear os ataques do fundo! Só quero ver no que isso vai dar…
A Cimed, time brasileiro no Campeonato Mundial, já está treinando em Doha com a nova regra. Será que dá tempo de se adaptar à mudança em apenas 15 dias? Além do atual campeão sul-americano e da Superliga, disputam o título mundial Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Al Arabi Doha (Catar), Zamalek (Egito), Paykan (Irã), Corozal (Porto Rico) e PGE Skra Belchatow (Polônia).
Desabafo feito, agora é a vez de vocês! O que acham dessa nova regra? Será que vai dar certo? Dê a sua opinião! Depois a gente faz um balanço com o que vocês pensam.
Leia mais sobre a Golden Formula no site oficial – em inglês
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: ataque, Cimed, Mundial de Clubes, regra, Trentino, vôlei
14/10/2009 - 08:07
Quem assistiu aos jogos do Brasil da Liga Mundial ou acompanha o Campeonato Italiano já se acostumou com Leandro Vissotto. Ele é o gigante do time de Bernardinho, já foi personagem aqui do blog antes e depois do ouro com a seleção, e agora mostra, com exclusividade ao Mundo do Vôlei, como foram as suas férias.
Em setembro, o atacante aproveitou a folga para conhecer a França ao lado de Natália, sua mulher. Foi a merecida lua-de-mel do casal. “Eu e a Natália casamos duas vezes. Primeiro, casei em Trento e no outro dia estava treinando. Depois, casei em Belo Horizonte e no dia seguinte estava em Saquarema, com a seleção”, explicou Vissotto, que se casou no civil em janeiro na Itália e no religioso em Belo Horizonte, no começo de agosto. “Essa viagem foi um momento de curtir o nosso casamento”, completou o jogador.
O casal passou cinco dias na lua-de-mel e visitou lugares como Mônaco, Nice, Cannes, além dos museus europeus. E ainda elegeu o ponto preferido da viagem. “Saint-Tropez, com certeza, foi o lugar que mais gostamos”, disse Leandro.
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Pose na Catedral de Notre Dame, em Paris
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Leando Vissotto também visitou o Museu do Louvre
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E até uma moto quase sumiu ao lado de seus 2,12m em Saint-Tropez
Mas agora, chega de folga! Leandro Vissotto já está na disputa do Campeonato Italiano e se preparando para o Mundial de Clubes e para a Copa dos Campeões, ambos em novembro. Ele segue mais uma temporada na Itália, com a camisa do Trentino, atual campeão europeu. O time está na terceira colocação no Italiano e joga pela liderança do torneio nesta quarta, contra o Macerata, do levantador Ricardinho.
E você, está acompanhando o Campeonato Italiano? Já tem algum time ou jogador favorito? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, seleção masculina
Tags: Campeonato Italiano, férias, França, Leandro Vissotto, seleção masculina, Trentino, vôlei
30/05/2009 - 10:30
Quem acompanhou o Trentino nesta temporada sabe de quem estamos falando. O oposto Leandro Vissotto é um gigante de 2,12m, foi decisivo nos jogos finais do Italiano, tem o título da Liga dos Campeões da Europa e chega à seleção brasileira com grandes chances de assumir a vaga de titular. Conversei com o jogador para o iG Esporte e para uma entrevista exclusiva para o Mundo do Vôlei. Confira a nossa conversa na íntegra!
Mundo do Vôlei: Você chegou à seleção brasileira no começo da semana e agora, sem André Nascimento e Anderson, pode virar titular. Como está o clima no time nacional?
Leandro Vissotto: É um trabalho muito intenso, mas ainda está no começo. É uma grande oportunidade que todo mundo estava esperando. Vai mudar muita coisa na seleção, principalmente na posição de oposto. Não é sempre que tem uma vaga assim em aberto.
Mundo do Vôlei: Mas por enquanto você está quase sozinho na seleção, já que quase todo mundo está na pré-temporada na Europa…
Leandro Vissotto: Por enquanto estamos treinando em quatro. Tem eu, João Paulo Bravo, Wanderson e Léo. Ainda não tive contrato com os outros jogadores. Mas Quando tiver todo mundo vai ser melhor. Aí é que vamos nos conhecer e ver como estamos. Vamos treinar para nos entrosar.
Mundo do Vôlei: E treinar com poucos jogadores assim, como é?
Leandro Vissotto: A diferença é que o treino é mais curto, mas é muito mais intenso. E treinamos as mesmas coisas, ataque, defesa, bloqueio…
Mundo do Vôlei: Você já esteve na seleção, jogou a Copa América no ano passado, já fez parte da seleção de novos e agora tem a chance de ser titular do time principal. Aumentou a responsabilidade?
Leandro Vissotto: Antes chegava como um complemento e agora é a peça principal. E também tem a responsabilidade de manter o Brasil lá em cima.
Mundo do Vôlei: E agora é um momento de renovação, de preparar o time para um novo ciclo olímpico…
Leandro Vissotto: Sim, é o momento de renovação e não tem que ter cobranças. Se tiver, tem que ser algo positivo. É um time novo, que vai se conhecer agora. Tem que fazer um grupo novo e começar tudo de novo. Sim, tem a responsabilidade (de manter os bons resultados), mas responsabilidade todo mundo tem e em todos os momentos da vida, no profissional, no pessoal… Tem que saber lidar e não usar isso como um peso ainda maior. Já tem um adversário do outro lado a cada jogo, não precisa de mais.
Mundo do Vôlei: Mas a cobrança sempre vai existir, ainda mais depois de todos os resultados da “era Bernardinho”. Você e os outros novatos estão preparados para isso?
Leandro Vissotto: Somos jogadores novos, mas já temos bastante bagagem. Eu jogo na Itália e lá os estrangeiros, principalmente, sofrem muita pressão. Mas sei que com a camisa da seleção é um compromisso ainda maior e vou entrar com vontade e fazer o melhor possível para conseguir a minha vaga.

Mundo do Vôlei: Nesta temporada, você foi um dos destaques do Trentino no Campeonato Italiano e na Liga dos Campeões. Como é o assédio lá fora?
Leandro Vissotto: Lá o pessoal acompanha muito o time. Já tem uma história com a cidade de Trento e sempre todo mundo acompanha, vai aos ginásios e viaja para ver o time. Lá os jogadores de clube são muito mais conhecidos do que aqui no Brasil. Aqui, são reconhecidos os caras da seleção e acho isso até injusto com quem é bom e joga nos clubes. Lá na Itália ainda tem a admiração das crianças, as pessoas te conhecem e às vezes te param quando você sai para jantar. É uma satisfação pessoal muito grande. Estamos aqui para dar bons exemplos. O importante é a admiração pelo jogador. Isso é muito positivo. Você é visto como um símbolo. Mas a gente sabe que isso é passageiro. Tem que aproveitar essa pseudofama para passar algo de bom para as pessoas.
Mundo do Vôlei: Pelo visto você está feliz na Itália. Vai continuar por lá ou pensa em voltar a jogar no Brasil?
Leandro Vissotto: O Campeonato Italiano é o melhor do mundo. É o número um se comparar com o nível internacional. Enquanto gostar e tiver prazer de jogar no alto nível, eu vou continuar lá. Ainda tenho mais três temporadas de contrato com o Trentino.
Mundo do Vôlei: Mas nem tudo deu certo nesta temporada na Itália. Você faturou a Liga dos Campeões, mas ficou com o vice no Campeonato Italiano. O que faltou para vencer o Piacenza na final?
Leandro Vissotto: Faltou fôlego. O nosso objetivo era conseguir a Liga dos Campeões e nós vencemos. Já o Piacenza chegou mais descansado para a final. Eles tinham três jogadores importantes que ficaram fora por causa de lesão e estavam voltando a jogar, Marshall, Zlatanov e João Paulo Bravo. Com isso, chegaram mais frescos à decisão. O time deles eliminou o Macerata na semifinal, que era um dos favoritos, e mereceu o título. O nosso segundo lugar foi muito bom. Fiquei muito feliz pelo que fiz nesta temporada. Ficamos em segundo, mas combatemos até a final. Foi decidido no último jogo, no último set, por dois pontos. É claro que a gente quer ganhar tudo. Mas estou feliz e lá as pessoas reconheceram o nosso esforço.
Mundo do Vôlei: E no Campeonato Italiano você jogou com bons atletas do mundo inteiro. Isso vai ajudar em alguma coisa agora na Liga Mundial?
Leandro Vissotto: Conhecer os outros jogadores ajuda um pouco, você acaba sabendo de alguma coisa. Ajuda para não pegar a gente de surpresa.
Mundo do Vôlei: E o que esperar da Liga Mundial, sua primeira competição com a seleção brasileira?
Leandro Vissotto: Pelo que eu andei escutando, é um ano de renovação para todo mundo, não só para nós. Então eu não sei dizer o que esperar dos outros times.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, seleção masculina
Tags: Leandro Vissotto, seleção brasileira, Trentino
18/05/2009 - 11:21
Acabou o Campeonato Italiano e o dono da taça foi o time “da primeira vez”. Depois de quatro finais, o Piacenza, do brasileiro João Paulo Bravo, faturou o título. O time venceu o Trentino na casa dos adversários no último jogo da série, acabou com os traumas de ser apenas vice e levantou a taça.
Lembra o terceiro jogo dessa série, quando Piacenza venceu e assumiu a liderança na final? Foi ao começo da lista da “primeira vez”: pela primeira vez estava na frente na série decisiva, pela primeira vez teria a chance de conquistar o título em casa, pela primeira vez fez o Trentino perder diante da torcida e, pela primeira vez, fez o rival perder um tie-break.
Na partida de domingo, quando estava tudo empatado, já que o Trentino havia levado o quarto jogo, alguns itens dessa lista se repetiram. O Piacenza venceu de novo o Trentino na casa do rival e, mais uma vez, por 3 a 2. A equipe de João Paulo Bravo continuou a sua lista de “primeira vez”. Foi o primeiro time a terminar a temporada regular em quinto lugar e ser campeão. E, para manter a regra, quase todos os jogadores do Piacenza faturaram o título pela primeira vez. Só o técnico Angelo Lorenzetti, campeão com o Modena em 2002, e o levantador Dante Bonifante, campeão com o Treviso, já tinham sentido o sabor da vitória.
Depois de passar pelo Peruggia, melhor time da segunda fase, pelo Macerata, vencedor da temporada regular, e pelo Trentino, campeão da Liga dos Campeões da Europa, o Piacenza mereceu muito o título. Principalmente pelo poder de reação. Depois de levar um 3 a 0 na quarta partida da final e sair atrás do placar no ultimo jogo, o Piacenza se superou, virou e venceu. Depois de quatro anos na espera, vale gritar “É Campeão”!
O último jogo
Com o ginásio lotado em Trento, os donos da casa saíram na frente. O Trentino lutava pelo bicampeonato e venceu os dois primeiros sets por 25/21 e 25/20. A partir daí, a reação do Piacenza foi impressionante. Eles levaram os dois sets seguinte, por 25/21 e 25/22, e empataram a partida. No tie-break, o Trentino reagiu e parecia que iria repetir o feito da última temporada, quando faturou o título em cima do Piacenza. Entretanto, o Piacenza manteve a concentração, segurou o jogo e fechou em 15 a 13.
O grande nome da partida foi o italiano Zlatanov. Só ele fecharia um set sozinho e ainda sobraria, já que marcou 30 pontos. João Paulo Bravo também fez a sua parte e colocou 13 bolas no chão. Cubano Marshall, destaque do Piacenza na fase final, foi autor de 18 pontos. Do outro ladro, o brasileiro Leandro Vissotto também não fez feio e marcou 17 vezes.
Ou seja, foi uma série final de alto nível, como é esperado no Campeonato Italiano, e decidida apenas nos últimos lances do tie-berak da última partida. Emoção e bons jogos. “Estavamos esperando isso acontecer há anos e é muito bom que tenha vindo desta maneira”, concluiu o campeão João Paulo Bravo.
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Zlatanov, destaque do último jogo da final, vibra com o primeiro título italiano
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Taça merece beijo depois de cinco jogos suados na fase final
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Zlatanov se diverte e faz dancinha no pódio com o Piacenza
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Cubano Marshall chora depois da conquista do título do Italiano
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Festa do campeão Piacenza continuou até no vestiário do time
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Piacenza é campeão italiano
Crédito das fotos: Divulgação/legavolley.it
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano
Tags: Itália, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Piacenza, Trentino, Zlatanov
14/05/2009 - 11:37
Ainda não foi desta vez que o Piacenza conseguiu mudar a sua história e faturar um título do Campeonato Italiano. Diante da sua torcida, o time do brasileiro João Paulo Bravo sentiu a pressão e perdeu por 3 sets a 0 (25/23, 25/11 e 26/24) para o Trentino, do oposto Leandro Vissotto. Duelo brasileiro está acirrado lá na Itália!
A partida da noite de quarta-feira foi a quarta da série final. Se o Piacenza vencesse, fecharia a série em 3 a 1 e levaria o caneco. Mas, logo de cara, João Paulo Bravo e companhia pararam no bloqueio do Trentino. Só o levantador sérvio Nikola Grbic fez três dos sete pontos de Trento nesse fundamento no primeiro set. Na parcial seguinte, o Piacenza se desconcentrou, errou muito, principalmente no ataque, e levou uma lavada dos visitantes. No último set, o time da casa tentou reagir, salvou dois match points, mas acabou perdendo para o Trentino.
Desta vez, os brasileiros não foram os principais jogadores das suas equipes. O melhor em quadra foi mesmo Grbic e seus bloqueios. Mas a atuação nacional foi equilibrada. Leandro Vissotto terminou com oito pontos marcados e João Paulo Bravo, com nove. Riad, outro brasileiro do Trentino, começou como titular, mas logo voltou para o banco.
A decisão do título italiano ficou para a última partida. Trentino recebe o Piacenza no domingo e quem vencer é campeão. Pelo desenrolar da competição, Trentino leva a vantagem, já que está empolgado com a boa vitória desta quarta e só perdeu uma vez em casa, justamente para o Piacenza.
Façam as suas apostas! Quem fatura o Campeonato Italiano de 2009? Trentino leva o bi ou Piacenza, depois de quatro anos, vai conseguir desencantar? Deixem os seus palpites por aqui e a gente descobre quem acertou no domingo!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano
Tags: Itália, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Piacenza, Trentino
11/05/2009 - 11:47
O final de semana foi recheado de brasileiros nas quadras do Campeonato Italiano. No masculino, o Piacenza, de João Paulo Bravo, virou a série final contra o Trentino, de Leandro Visotto. Já entre as mulheres, o Pesaro,de Jaqueline e José Roberto Guimarães, faturou o bicampeonato nacional.
O Piacenza já havia empatado a final com uma vitória por 3 sets a 1 em casa, no meio da semana. No domingo, venceu mais uma vez, agora por 3 sets a 2 (22/25, 25/13, 19/25, 25/23, 15/09), uma partida de “primeira vez”. Olhem a lista: pela primeira vez o Piacenza, de João Paulo Bravo, lidera uma fase final de Campeonato Italiano depois de quatro anos; pela primeira vez o Piacenza pode faturar o título em casa, na partida desta quarta; pela primeira vez o Trentino, de Visotto, perdeu diante de sua torcida nos playoffs; pela primeira vez o Trentino perdeu um tie-break.
Apesar do duelo brasileiro João Paulo Bravo x Leandro Visotto, quem se destacou foi o cubano Marshall. Ele marcou 22 pontos e resumiu o jogo: “Nós jogamos com o coração e com a cabeça e isso foi recompensado pelo resultado”. Emoção e razão juntos em quadra!
Piacenza recebe o Trentino na quarta-feira e, se vencer, fica com o título italiano. Caso dê a equipe de Leandro Visotto, o campeonato será decidido no último jogo da série no domingo, em Trento.
Jaqueline e Zé Roberto faturam o ouro
Pesaro levou tudo o que disputou nesta temporada na Itália. Já tinha sido campeão da Superliga e da Copa da Itália. Já estava com duas vitórias na série melhor de cinco da final do Campeonato Italiano. E confirmou o título nacional com um 3 sets a 0 (25/18, 25/18 e 25/21) sobre o Novara.
O time de Zé Roberto dominou os dois primeiros sets e só encontrou resistência na última parcial. Aí brilhou a estrela de Jaqueline, maior pontuadora com 17 acertos, no ataque e no bloqueio, e o Pesaro fechou e levou o título.
Mais gringas do vôlei
Campeão na França: Paris Voley, de Marcelão e do líbero Marquinhos, venceu em casa o Tourcoing por 3 sets a 2 e ficou com o bicampeonato. Marquinhos não jogou a final porque ainda se recupera de uma lesão, mas estava em quadra, vibrou muito e ainda foi homenageado pelos companheiros. O brasileiro também foi eleito, por jornalistas franceses, o segundo melhor líbero da competição, perdendo apenas para Exiga, dono da posição na seleção francesa.
Campeão no Japão: Chupita, que já foi convocado para a seleção brasileira de novos, jogou pouco por causa de uma lesão, mas ajudou o Panasonic a faturar o bicampeonato na Copa do Imperador.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, Mais Europa
Tags: Campeonato Italiano, Chupita, França, Jaqueline, Pesaro, Piacenza, Trentino, Visotto, vôlei, Zé Roberto
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