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sábado, 24 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:29

Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano

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Mais um jogo do Sul-Americano, mais uma vitória do Brasil por 3 sets a 0, agora sobre a Venezuela (25/14, 25/15 e 27/25). Só que desta vez a partida foi bem pior do que o esperado… Que chegue logo o confronto contra a Argentina!

Bernardinho - Divulgação/Vipcomm

Bernardinho reclama com Murilo. Brasil teve uma atuação ruim contra Venezuela

A seleção foi bem no primeiro set, marcando forte no bloqueio, precisa no saque e quase sem errar. Depois, parou. Saiu perdendo de 3 a 0 na segunda parcial e se recuperou mais em função da confusão da Venezuela do que pela sua qualidade. No final, errou passes e sofreu para fechar, acabando com o set apenas no 27 a 25. No geral, a falta de concentração e os erros de recepção ao logo de quase todo  o jogo fizeram o Brasil ter a pior apresentação no Sul-Americano.

Mas o segundo set ainda merece um espaço a mais pela lambança dos venezuelanos. Eles se atrapalharam de uma maneira que eu nunca tinha visto. Jogadores, técnico e árbitros não se entendiam com a posição de cada um em quadra. Até Bernardinho foi lá ajudar para ver se dava jeito! Depois, eles caíram de rendimento, perderam e só voltaram a jogar no set seguinte, aquele do 27 a 25.

E agora, o que esperar do duelo contra a Argentina? Escrevi que queria ver logo essa partida pelo nível das duas seleções. Finalmente teremos dois times de igual para igual em quadra. Os argentinos, quarto colocados na última Liga Mundial, têm volume de jogo, atacantes bons (como Conte) e um levantador habilidoso (De Cecco).

Théo - Divulgação/Vipcomm

Théo e Bruninho devem ser os titulares na partida contra Argentina

Mas e o Brasil? Como chega para o jogo, ainda mais depois de uma atuação fraca como a deste sábado? Murilo, conhecido pela precisão no passe, não está bem na função. Neste sábado, ele e Dante falharam na posição, por exemplo. Wallace tem as características para embalar, mas não repetiu a atuação que teve diante da Colômbia. Quem veio do banco e precisava conquistar um posição, como Thiago Alves e João Paulo Bravo, foram melhores que os mais experientes.

É difícil mensurar a evolução de uma equipe com rivais mais fracos e é normal perder o foco e tal. Mas se a seleção só teve adversário que não exigiu muito, a Argentina passou pela mesma situação. Porém, a obrigação de vitória é da equipe de Bernardinho. E para conseguir, acho que será necessário arrumar o passe, em primeiro lugar. Além disso, manter o saque que já foi visto neste Sul-Americano, com alguns forçando, como Lucão, Sidão, e outros executando um serviço tático e preciso, como Marlon. De nada adianta errar demais com excesso de pancadas ou só passar para o outro lado. E claro, contra a Argentina não será possível usar a desculpa da falta de concentração ou de um objetivo. Concentração será fundamental para entrar no jogo e não sair dele e o objetivo é cumprir a obrigação de vencer em casa.

P.s.: e na seleção feminina, que joga o Sul-Americano a partir da próxima quarta-feira, Adenízia foi cortada. Pensei que uma das ponteiras poderia perder a vaga, mas Zé Roberto preferiu manter Jaqueline na equipe. O Brasil jogará o torneio com as levantadoras Dani Lins e Fabíola; as opostos Sheilla e Tandara; as centrais Fabiana, Thaísa e Juciely; as ponteiras Mari, Paula, Jaqueline, Sassá, Fernanda Garay e Natália; e a líbero Fabi. Mas isso é assunto para a semana que vem…

Notas relacionadas:

  1. Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano
  2. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de setembro de 2011 Seleção masculina | 07:45

Um set para Wallace, outro para Thiago Alves

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Mais um jogo do Sul-Americano e mais uma vitória do Brasil, desta vez por 3 sets a 0 contra a Colômbia. E a seleção teve dois destaques em quadra, um em cada set.

Wallace, um dia depois de eu ter escrito que estava sentindo falta dele no torneio, apareceu no segundo set com pancadas bem executadas. Lembrou o jogador do Sesi na última Superliga. Depois, Bernardinho mexeu e colocou Bruninho e Thiago Alves e aí voltamos ao tempo da Cimed, com um bom entrosamento entre os dois e Thiago sendo o nome do terceiro no set, com saque forçado e ataques para “buscar petróleo” (só para seguir a sessão nostalgia).

São dois jogadores que estão buscando seu espaço na seleção. No caso de oposto, o Brasil vive um pouco carente de um cara decisivo, como André Nascimento em seus dias inspirados. Théo e Wallace estão aí para ver quem fica. No geral, melhor ainda para o primeiro, mas o outro tem voleibol para brigar, basta se soltar.

Na ponta a vida é mais complicada com a concorrência de Murilo, Dante (finalmente recuperado das lesões no jeolho) e ainda Giba, mas a vida de capitão no time de novos e alguns quilos a menos fizeram muito bem a Thiago. Ele está saltando mais e conta com a ajuda de Bruno, recebendo bolas.

Voltando ao jogo da noite de quinta-feira, a Colômbia relamente deu mais trabalho que os outros rivais porque é melhor no ataque e ainda oferece alguma resistência no bloqueio e na defesa. Entretanto, como Bernardinho disse depois da partida, os atletas podem estar começando a perder a paciência com confrontos fáceis e sem muito objetivo. O Brasil sabe que vai ganhar e luta para manter a concentração (o que consgeuiu mais uma vez e os pontos de bloqueio – 4 apenas em um set – provam isso) e acabar logo com os jogos para fugir do calor e evitar o desgaste.

E todos só falam do jogo contra a Argentina. Então porque não fazer como Nalbert postou no Twitter e criar um pré-torneio? Poderiam colocar os mais fracos para brigar e pegar os dois melhores para um playoff contra Brasil e Aregntina. As vantagens? Menos desgaste para os melhores e mais competitividade e até motivação entre os mais frágeis porque fariam jogos mais parelhos.

Por enquanto, é folga para o Brasil nesta sexta-feira e jogo sábado contra a Venezuela e domingo contra a esperada Argentina. E agora sim o calor vai pegar. Se às 22h a temperatura era de mais de 30 graus, imagine ao meio-dia?

Notas relacionadas:

  1. Brasil vai para quadra “redondo” e vence a Finlândia
  2. Um corte surpresa e outro já esperado para o Mundial
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

segunda-feira, 19 de setembro de 2011 Seleção masculina | 20:26

Estreia fácil, fácil do Brasil no Sul-Americano

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E o primeiro jogo da seleção masculina no Sul-Americano foi como era esperado. Um jogo fácil, uma vitória simples e sem cansar muito. O Brasil venceu o Uruguai por 3 sets a 0 (25/10. 25/10 e 25/14) em pouco mais de uma hora de jogo.

Thiago Alves - Divulgação/Vipcomm

Thiago Alves, que voltou à seleção após ficar fora da Liga, foi titular na estreia no Sul-Americano

Bernardinho poupou jogadores veteranos no torneio, como disse no post anterior, e já aproveitou o primeiro jogo para testar a seleção. Atitude correta, já que a vitória era esperada. João Paulo Bravo e Thiago Alves foram os ponteiros e fizeram até que bem os seus papéis. Bravo ajudou na defesa e Thiago ajudou no ataque, principalmente no primeiro set.

O Brasil conseguiu manter a concentração nas duas primeiras parciais, marcando bem no bloqueio, colocando passe na mão e usando o meio. Mas sabemos como é complicado manter a atenção 100% contra um rival mais fraco e, no terceiro set, a seleção deu uma parada, os uruguaios até pontuaram mais, só que não eram páreo para o Brasil.

Para tentar passar pela seleção, uma tática era quebrar o passe. Mas ou o saque uruguaio era simples demais ou era errado. Assim não adianta. Entretanto, o Brasil também não merece ainda elogios no fundamento. O time cometeu erros forçando o serviço e nem era preciso forçar. Quando Bruninho foi para o saque no terceiro set usando mais jeito do que pancada, a seleção pontou e ele só não ficou até o final do jogo na posição porque errou.

Brasil x Uruguai - Divulgaçãop

Bloqueio do Brasil funcionou bem diante do Uruguai

O desafio no Brasil nos primeiros jogos do Sul-Americano é manter a concentração para aproveitar os confronto, ou as partidas ficam “soltas” demais, o time comete erros bobos e não  faz o que sabe.

E contra esses rivais mais simples não é tão fundamental manter a base. É melhor deixar os jogadores mostrar o que sabem e colocar tudo mundo em quadra. Lá no final de semana, contra Venezuela e Argentina, que será a hora de ter o time mais arrumado. Agora, vale o treino e a atenção em quadra para levar isso a sério, colocar as jogadas em práticas e, quem sabe, convencer Bernardinho a deixar alguns desses “novatos” como titular. Próximo jogo será contra o Chile, nesta terça-feira, às 22h30.

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  2. Sul-Americano é obrigação na seleção
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011 Seleção masculina | 22:35

Seleção de novos: um modelo que deu certo

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Seguindo o assunto “times do futuro”, o foco agora é a seleção masculina de novos (como havia prometido no post anterior). O Brasil, sob o comando do técnico Rubinho (veja quem está na seleção de novos), está em excursão pela Europa e segue para a China para a disputa do Universíade, a partir do dia 12 de agosto.

Rubinho e meninos da seleção de novos - Divulgação

Renan, Túlio, Magoo, Rubinho, Isac e Mineiro depois da prata no evento teste em Londres

A ideia dessa seleção é dar “rodagem” aos mais novos e contar com experiência de quem já passou pelo time principal, como Thiago Alves e Éder. É uma ideia que já deu certo nos anos 90. Giba, Ricardinho e a geração nascida em 75, 76 fizeram uma seleção e viajaram por um bom tempo para ganhar experiência. Depois, eles viraram os campeões olímpicos e líderes da geração de ouro. A atual geração olímpica também seguiu esse caminho. Murilo, Lucão e Bruninho, por exemplo, também já foram do time de novos.

A experiência tem dado certo na seleção masculina e também na feminina. Zé Roberto convocou a sua seleção de novas em 2006 e dela saiu Thaísa, campeã olímpica em 2008 (leia mais sobre a experiência de Zé Roberto com as novatas). Nesse ano, o técnico viu Tandara no time B e irá aproveitá-la para o Grand Prix.

Acho que, no caso do masculino, o Brasil já tem um time B praticamente pronto. Prova disso foi o torneio teste em Londres, quando a seleção ficou com o vice, perdendo apenas para a Sérvia, que dá trabalho até para a equipe principal de Bernardinho. Eles passaram, por exemplo, pelos Estados Unidos, que estavam com um time misto, mas contavam com nomes de destaque da Liga Mundial deste ano como Thornton, Anderson e Ptak. Nesta semana, eles ainda fizeram 5 a 0 em um jogo treino contra a Áustria.

E Bernardinho está de olho nessa nova geração. “O Bernardo acompanha tudo. Trocamos email ao longo desta excursão, informo a ele como estão os jogadores, seu desempenho, treinamento, enfim, ele está sempre a par de como as coisas tem ido por aqui”, disse Rubinho ao blog.

Apesar da proximidade, com exceção àqueles que já estão ou passaram pelo time principal (Thiago Alves, Éder e João Paulo Bravo), Rubinho não acha que esse garotos irão para as Olimpíadas. “Temos hoje um plantel muito sólido com relação as próximas competições, principalmente em relação ao Sul-Americano e à Copa do Mundo, que é o classificatorio para a Olimpiada. Eu diria que não vejo muitas possibilidades de grandes mudanças na equipe principal”, analisou.

Pelo visto, só no próximo ciclo olímpico teremos caras novas na equipe de Bernardinho. Até porque veteranos como Giba, Rodrigão ou Serginho não devem seguir até 2016. Pelo menos já teremos novos atletas rodados e experimentados fora do País. Por enquanto, queria ver uma outra mudança na seleção principal, como Wallace, do Sesi, como um dos opostos.

P.s 1.: Aproveitando o assunto “novatos”, a seleção masculina se recuperou no Mundial, venceu Estados Unidos e Bulgária e já está classificada para a segunda fase (leia mais sobre o Mundial juvenil)

P.s.2: O Sesi estreou nesta quarta no Sul-Americano com uma vitória muito fácil sobre os peruanos do Club Peerless (25/8, 25/18 e 25/07). Vou guardar os comentários e falar do torneio no domingo, que terá o jogo mais interessante, contra os argentino do UPCN, combinado?

Notas relacionadas:

  1. Técnico da seleção apenas na seleção
  2. Nova seleção masculina passa no teste e é aprovada
  3. Dante quer voltar à seleção… ainda tem espaço?
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quarta-feira, 27 de julho de 2011 Superliga | 18:42

O novo velho time do Sesi

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Rodrigão/Futura Press

Rodrigão é um dos reforços do Sesi para a temporada 2011/2012 no vôlei nacional

O Sesi, atual campeão nacional apresentou nesta quarta-feira a equipe para a temporada 2011/2012 com poucas novidades. É um novo time, reforçado, mas com velhos conhecidos.

Entre os titulares estão Rodrigão e Léo Mineiro, que “roubaram” os lugares de Vini e Thiago Alves. Mas vamos por partes… Primeiro a vaga de central.

Vini deixou o Sesi e acertou com o Vôlei Futuro porque sabia que perderia espaço com a chegada do veterano. Bom para o Vini, que será titular e Araçatuba, e para o Sesi, que mantém um meio de ataque (Sidão) e ganha outro que normalmente vai muito bem no bloqueio.

Na ponta, Thiago Alves demorou a negociar e o clube se adiantou e fechou com Léo Mineiro (Thiago acabou fechando com o Panasonic, do Japão). Nesse caso, gostava mais da formação anterior. Murilo é ponteiro passador e Thiago era o cara mais atacante. Pena que jogou pouco por causa da cirurgia do joelho, mas Japa entrou e manteve as suas características. Agora, Léo também é um ponteiro mais defensivo e bom no passe, como disse o técnico Giovane. O fundo está assegurado, mas e o ataque? Ficará com Murilo?

No geral, o Sesi acertou. Manteve jogadores fundamentais como Murilo, Serginho, Sandro, Sidão e Wallace e também mostrou preocupação em ter elenco, como a chegada de Aureliano, por exemplo, para segurar a equipe quando os selecionáveis estiverem com Bernardinho. A temporada começa na próxima semana, com o Sul-Americano, torneio que o time estará completo e é o favorito. Se vencer, disputará o Mundial de Clubes às vésperas do Pan-Americano sem suas estrelas. Aí sim pode pesar esse elenco da equipe. Vamos ver…

Notas relacionadas:

  1. Por que o Sesi continua invicto na Superliga?
  2. O lado bom e o lado ruim de Pinheiros/Sky x Sesi
  3. Pela primeira vez, Sesi está na final da Superliga
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quarta-feira, 22 de junho de 2011 Diversos | 11:49

Como Thiago Alves foi parar no Japão?

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Na semana passada, comentei aqui no blog sobre a ida de Thiago Alves para o Panasonic Panthers, do Japão (veja o post sobre a negociação do jogador). Eu fiquei um pouco surpresa com a decisão do ponteiro e, por isso, bati um papo com ele depois dos jogos contra Porto Rico na Liga Mundial. O resultado foi uma matéria exclusiva para o iG (leia a reportagem completa) com as explicações.

Thiago disse que tentou negociar com o Sesi, mas que, quando foi dar a sua resposta ao time, eles já haviam acertado com o Leo Mineiro. Depois, como ainda não é um atleta tão conhecido lá fora, não teve boas propostas da Itália. Ainda tentou negociar com a Turquia, mas não teve sucesso. No final, a melhor opção até financeiramente foi o Japão. Lá ele terá contrato de um ano e pode jogar e voltar ao Brasil na próxima temporada.

Explicações dadas com total sinceridade, as coisas ficaram mais claras e consegui entender  a opção de Thiago Alves. Adiantaria fechar com um time B da Itália e ficar preso a dois ou três anos de contrato? Seria um risco. Se o time fosse bem, valeria a pena pelo nível do Campeonato Italiano e pelos rivais de peso. Mas não sei se é possível aprender tanto em uma equipe mediana. Bom negócio fez Bruninho, que ficou só 45 dias por lá, mas jogou no Modena e cresceu junto com o time até as finais.

No Japão, o brasileiro será a estrela do time por ser o jogador estrangeiro. Isso não é garantia de sucesso, mas é uma boa perspectiva para voltar a jogar depois de uma temporada de lesões como foi a última.

Para ganhar reconhecimento, o caminho poderia ser tentar seguir no Brasil. A liga japonesa é mais fraca que a nossa e pouco acompanhada pelos fãs brasileiros. Mas pode valer pela experiência de jogar no exterior. E, como disse no outro post, o Japão não fez mal a Théo e João Paulo Tavares, por exemplo. Agora é focar na seleção brasileira, nas finais da Liga Mundial e, depois, desejar boa sorte!

Notas relacionadas:

  1. Semifinais do Mundial e outras coisas mais…
  2. Vissotto na Itália, mudanças em Araçatuba e em Montes Claros
  3. Futuro de Thiago Alves
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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Diversos | 09:21

Futuro de Thiago Alves

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Enquanto treina com a seleção brasileira para encarar Porto Rico na Liga Mundial, o ponteiro Thiago Alves arruma o seu futuro. Ele disse ao blog na noite de quinta-feira que assinou um pré-c0ntrato com o Panasonic Panthers, do Japão. O que vocês acham? Foi um bom negócio?

Não acompanho muito o voleibol japonês, mas alguns brasileiros já se deram bem por lá. Théo, oposto da seleção, por exemplo, defende o Suntory Sunbirds. E João Paulo Taraves, outro ponta do time de Bernardinho, já defendeu o mesmo time de Thiago Alves. Os dois mantiveram o alto nível e João Paulo foi deu um bom volume ao ataque da Cimed na última temporada.

O “caminho dos sonhos” para os brasileiros fora do País é a Itália, que reúne as equipes com os grandes jogadores de todo o mundo. Thiago acabou mais longe. Vamos ver como ele se sai por lá…

Notas relacionadas:

  1. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
  2. Cimed perde para seus erros e para Kurek
  3. Fim de semana de decisão, guerra e paz
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quinta-feira, 24 de março de 2011 Superliga | 21:14

Segunda noite das quartas da Superliga masculina

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As quartas de final seguem nesta quinta-feira e o Mundo do Vôlei está aqui, de olho. E no primeiro jogo já saiu o primeiro semifinalista da Superliga 2010/2011: o Sesi-SP.

Torcida do Medley/Campinas lotou o ginásio e fez muito barulho no jogo das quartas

Torcida do Medley/Campinas lotou o ginásio e fez muito barulho no jogo das quartas

O time da capital fez a lição de casa e entrou para liquidar a série. No primeiro jogo diante do Medley/Campinas, eles falharam no saque e demoraram um pouco a entrar de fato no jogo. Nesta noite, eles souberam variar o serviço e estavam concentrados o tempo todo. O Campinas foi guerreiro, equilibrou a partir da segunda parcial, mas caiu por 3 sets a 0, o primeiro desses playoffs (leia mais detalhes da partida).

O Sesi foi mesmo completo. Sandro, melhor em quadra, distribuiu muito bem e viu seus atacantes baterem com o bloqueio simples diversas vezes. Tudo bem que o outro lado tinha Gustavão, de 2,15m, que parou Murilo praticamente do chão no segundo set… Mas os atacantes do Sesi também estavam espertos. Murilo foi parado dessa vez, mas virou várias outras. Wallace e Thiago Alves também acertaram a mão. E ainda teve a cobertura. A equipe estava muito atenta e chegou a muitas bolas amortecidas pelo bloqueio. Fazia tempo que eu não via o Sesi tão concentrado assim. O resultado foi reflexo disso.

Só acho que Giovane não precisava poupar seus jogadores ainda com o jogo aberto. Thiago Alves, que estavas vibrando muito e puxando o time, saiu porque sentiu dores no joelho no terceiro set. Até aí, tudo bem. Mas o oposto Wallace foi para o banco e ficou morrendo de vontade de voltar. O Campinas estava vivo e ameaçava, tanto que cresceu no final e segurou um match point. Mas depois, melhor para Giovane, que viu o time marcar 26 a 24 e liquidar o jogo. Primeiro semifinalista da Superliga definido.

E boa notícia também do outro lado! Maurício, dirigente do Medley/Campinas, disse que o time segue na próxima temporada. Bom, antes do torneio Maurício me disse que o objetivo que seria cobrado deos atletas era a chegada aos playoffs. Eles chegaram e merecem seguir no cenário nacional. A torcida, que fez uma linda e barulhenta festa mesmo com a derrota, merece também!

E agora tem mais, com Vivo/Minas x BMG/Montes Claros. Daqui a pouco volto com os comentários desse segundo jogo. Por enquanto, quem quiser pode seguir os pitacos da partida no Twitter aqui do blog, o @mundodovolei.

Notas relacionadas:

  1. Já temos os oito classificados na Superliga masculina
  2. Começam as quartas de final da Superliga masculina
  3. Segunda etapa da rodada as quartas da Superliga masculina
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011 Superliga | 11:54

O lado bom e o lado ruim de Pinheiros/Sky x Sesi

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*atualizado às 19h45

Pinheiros/Sky e Sesi fizeram o clássico paulista que encerrou a primeira rodada do returno da Superliga na noite de segunda-feira. A partida foi disputada, rendeu belas jogadas, mas teve um lado ruim e outro bom.

O lado ruim da história foi a lesão de Giba. Ele torceu o tornozelo direito depois de pisar no pé de Murilo em um lance na rede. O local ficou bastante inchado na hora e, ainda durante o jogo, Giba deixou o ginásio para fazer exames. De acordo com nota oficial do time, ele sofreu uma lesão ligamentar.

Giba machucou o tornozelo e deve parar por três semanas

Giba machucou o tornozelo e deve parar por três semanas

“Já fizemos o exame de raio x e não foi constatada fratura na avaliação, que era o que mais preocupava. O Giba sofreu uma lesão ligamentar no tornozelo direito. Vamos tratar e vai ficar tudo bem”, disse o Dr. Julio Nardelli, médico do Pinheiros. Segundo o médico, a previsão inicial é de três semanas parado. O ponta ainda passará por novos exames para ter um tempo de recuperação mais exato.

Giba era o destaque diante do Sesi e mostrava um belo entrosamento com o levantador Murilo. Ele estava bem fisicamente e vibrante, como estamos acostumados. Foi uma pena a lesão. E também doloroso ver o pequeno Patrick chorando ao ver o pai com o pé enfaixado! O Pinheiros parecia realmente estar se recuperando da crise do final do ano e impondo seu jogo, mas se abateu com a saída de Giba, cometeu diversos erros e levou um 3 sets a 1. Acho que ele vai fazer falta ao time, principalmente pelo bom momento que estava…

O lado bom da história foi a volta de Thiago Alves. O ponteiro ainda estava um pouco “devagar” depois de dois meses afastado após uma artroscopia no joelho. Ainda assim, conseguiu bloquear, atacar e se jogar para fazer uma bela defesa no quarto set. Com ele, o Sesi finalmente consegue colocar em quadra o time que era considerado titular quando a equipe foi formada no começo da temporada.

E Thiago falou sobre a sua volta. “Fiquei muito contente ontem (segunda-feira), mas sei que não estou 100% ainda. Agora é ir melhorando o ritmo de jogo ,pegando mais confiança nesses fundamentos que exigem salto e fortalecendo a perna”, explicou o atacante.

Mais uma vez, o elenco comandado por Giovane mostrou porque é líder da Superliga. Eles cresceram quando o Pinheiros perdeu Giba e, mesmo também cometendo alguns erros, variaram mais as jogadas e foram potentes no bloqueio. Já os donos da casa pouco usaram pouco os centrais no ataque.

No final, mais uma vitória para o Sesi (leia mais sobre a partida). Do outro lado, alento com a melhora do time neste começo de ano e preocupação com Giba. O restante da Superliga dirá quem tem mais chances de levar o caneco!

Notas relacionadas:

  1. Gringos de um lado e cor nova do outro
  2. Sesi x Pinheiros tem set mais longo da Superliga
  3. Sada/Cruzeiro e Pinheiros/Sky estão nas semifinais
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 22 de novembro de 2010 Diversos | 15:20

Fim de semana de decisão, guerra e paz

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Dois campeonatos estaduais conheceram seus campeões neste final de semana. Em São Paulo, o Vôlei Futuro bateu  o Sesi por 3 sets a 0 no último jogo da série e ficou com o título no masculino. Em Minas Gerais, o BMG/Mackenzie superou o Usiminas, também na terceira partida dos playoffs, e foi campeão entre as mulheres. E as duas decisões tiveram seus momentos de guerra e de paz.

No Paulista, a confusão ficou visível segundo jogo da série. Depois de vencer o primeiro confronto em casa por 3 sets a 2, o Sesi foi a Araçatuba precisando de um triunfo para levar o ouro. Mas o Vôlei Futuro fez 3 a sets a 0 e o clima esquentou, principalmente entre Leandro Vissotto e Serginho. Eles se provocaram, trocaram ofensas e não se cumprimentaram ao final do jogo, gerando a confusão (leia mais).

No último jogo, na manhã de sábado, nova vitória por 3 sets a 0 do Vôlei Futuro e o clima parecia tenso. Serginho cobrava a equipe do Sesi em todos os tempos de maneira veemente, característica do jogador. O time de São Paulo começou mal, sofrendo com o saque adversário e não encaixando o seu serviço. “Tudo começou a ser decidido ali. O Sesi não estava num bom dia no saque”, analisa Leandro Vissotto.

A equipe de Murilo e companhia reagiu e cresceu no terceiro set, com o passe funcionando. Mas o dia não era deles. “Eles tiveram o set na mão, mas a gente acreditou que teria uma oportunidade para conseguir virar e deu certo”, afirma o oposto de Araçatuba.

Depois da partida, mais do que a festa do Vôlei Futuro, foi importante ver o abraço na rede entre Vissotto e Serginho. “Tudo foi coisa de jogo. Nós dois estávamos querendo muito vencer. Mas acabou tudo ali, na quadra, e o que fica é a comemoração, o bonito do jogo”, completa Vissotto.

Vôlei Futuro é campeão paulista 2010

Vôlei Futuro é campeão paulista 2010

Tapa na cara em Minas
O clima foi ainda mais tenso em Minas Gerais. BMG/Mackenzie e Usiminas também fizeram uma decisão equilibrada e a confusão, mais uma vez, foi no segundo jogo da série, no sábado. O Usiminas venceu por 3 sets a 2 e, depois da partida, a oposta do Mackenzie Aline Siqueira, conhecida como Wime, foi tirar satisfação com a cubana Herrera por conta das provocações que ela disse ter escutado da rival durante todo o jogo. Segundo a imprensa local, Wime chegou a acertar um tapa na cara de Herrera e briga teve que ser apartada por membros da comissão técnica dos dois times. No domingo, sem confusão, o Mackenzie venceu por 3 a 1 e levou o Estadual. A oposta campeã se desculpou com a torcida e disse que perdeu a cabeça.

Sou apaixonada por voleibol e fiquei bastante decepcionada com esse clima nos jogos. As provocações existem, ainda mais em decisões, mas os jogadores são profissionais e tem que saber lidar também com isso. Mas fico feliz com a reconciliação, principalmente entre Vissotto e Serginho. Afinal, estamos falando de um ídolo do esporte, um líbero que é conhecido pela garra, determinação e o “sangue nos olhos” durante as partidas, e um jogador que está estourando na seleção, crescendo para a torcida brasileira. Já Brasil e Cuba é uma eterna briga, mas não precisava terminar em agressão…

Superação e festa
O final de semana também foi de coisas boas. A final do Paulista também foi um exemplo de superação. O ponta Thiago Alves, do Sesi, jogou os playoffs visivelmente no sacrifício e não quis deixar a quadra nem quando o técnico Giovane lhe deu essa opção. E mesmo com dores, ele virou no ataque e ainda fez pontos em bloqueios simples para cima de Vissotto (Thiago tem 1,94m e Vissotto, 2,12m). Depois da decisão, a explicação do ponta.

“Semana passada, após o jogo do Cruzeiro (pela Superliga),estava sentindo muita dor no joelho. Na quinta, fiz uma ressonância e no resultado viram que tinha machucado o menisco e que teria que fazer uma artroscopia. A comissão técnica se reuniu e perguntou o que eu queria fazer: se já operar ou tentar jogar as finais do Paulista. Escolhi tentar jogar, então fiz o que pude nessas 3 partidas”, afirma Thiago. Agora ele dará um tempo para a operação e será desfalque nesse começo de Superliga.

Dor de um lado e festa do outro. A torcida do Vôlei Futuro era pequena perto do número de fãs do Sesi, mas eles fizeram barulho e ganharam o reconhecimento dos jogadores. Os campeões cumprimentaram e vibraram com a torcida em quadra, ganharam um almoço em uma churrascaria em São Paulo e encararam uma viagem de mais de 500km de ônibus de volta para Araçatuba.

“Chegamos por volta de 11 e meia da noite de sábado, mas uma verdadeira multidão esperava pelo ônibus do Vôlei Futuro na entrada da cidade. Demos uma volta pela principais avenidas e depois chegamos ao Ginásio Plácido Rocha, onde uma 3 ou 4 mil pessoas estavam lá”, diz o central Lucão.

“As ruas estavam cheia e muita gente saiu nas sacadas dos prédios”, fala Vissotto, um pouco maravilhado. “Em Trento tinha um pouco isso, mas nem se compara. Aqui você sai na rua e tem gente que vem, fala com você, te dá parabéns e pede autógrafo”, comenta o oposto, que voltou ao Brasil depois de cinco temporadas na Itália. E ele já sente a responsabilidade de ter tantos fãs. “A cidade vibra e também cobra e isso dá uma pressão a mais dentro de quadra”, completa. Que o vôlei continue assim, com festa, pessoas apaixonadas e atletas em busca de superação.

P.s.: Conversei com Vissotto por telefone para escrever o post e quase foi “atrapalhada”. No meio da conversa, o levantador Ricardinho passou pelo oposto e o interrompeu. Os dois moram no mesmo prédio em Araçatuba. E ao fundo também dava para ouvir a voz da pequena Catarina, filha de Vissotto. Esse é o bom clima de família!

Notas relacionadas:

  1. Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha
  2. Serginho e Vissotto entram para seleção ideal
  3. Família Vissotto
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última