17/11/2009 - 10:56
“Só penso em Cuba. Podia ser mais para o final esse jogo. O campeonato já começa pela final”. Foi assim que o central Rodrigão se referiu a estreia da seleção masculina na Copa dos Campeões em sua página no Twitter. O time de Bernardinho encara Cuba na desta quarta-feira madrugada, às 4h30 (horário de Brasília). Como o torneio é de pontos corridos, uma derrota pode custar o título logo no primeiro jogo. Assim como no feminino, todos jogam contra todos e fica com o ouro quem vencer mais. Para as meninas, bastou a derrota para Itália para ficar com vice…
Contra Cuba as atenções estarão voltadas para o jovem Leon, de 16 anos. Ele é dono de potente saque e bate muito bem no ataque. Foi eleito o melhor atacante e a revelação da Norceca, torneio continental que classificou os cubanos para a Copa dos Campeões. Na final contra os Estados Unidos, Cuba venceu por 3 a 1 e Leon fez 24 pontos. Contra o Brasil, ele não deu tanto trabalho assim, pelo menos na Liga Mundial, mas parece estar evoluindo e merece sim todo o cuidado do nosso bloqueio e da nossa defesa
No caminho do Brasil
“Cuba e Polônia serão nossos principais adversários”, afirmou o ponta Thiago Alves ainda antes de embarcar para o Mundial de Clubes com a Cimed. E lá no Mundial ele enfrentou a base da seleção polonesa e provou do poder de ataque de Kurek, uma das estrelas da competição (relembre o Mundial de Clubes). A Cimed perdeu para os poloneses por 3 sets a 1. Mas o Mundial foi disputado com a “Golden Formula”, que obrigava a equipe a fazer o primeiro ataque depois da linha dos três. Isso ajudou o desempenho de Kurek, ótimo atacante nas bolas altas. Agora na Copa dos Campeões, tudo volta ao normal.
Além de Cuba e Polônia, a seleção ainda enfrenta Irã, Egito e Japão. Todos os jogos terão transmissão do canal Sportv. Brasil busca o tri na competição.
Dia de folga
A seleção brasileira está desde o começo do mês concentrada em Osaka, no Japão, sede dos primeiros jogos da Copa do Mundo. Depois de muito treino, eles ganharam um dia de folga. Veja o passeio nas fotos abaixo. As imagens são do VôleiBrasil.org.br
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Murilo, Marlom e Sidão saíram para as compras em Osaka
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Depois encontraram uma churrascaria para matar a fome
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E ainda aproveitaram para descansar na volta ao hotel
Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 18/11 – Brasil x Cuba – 4h30
dia 19/11 – Brasil x Irã – 2h30
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília
E você? O que espera da seleção masculina na Copa dos Campeões? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Copa dos Campeões, Cuba, Rodrigão, seleção masculina, Thiago Alves, vôlei
05/11/2009 - 17:41
A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).
Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo
E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!
A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…
E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Belchatow, Bruninho, Cimed, Kurek, Lucão, Mundial de Clubes, Polônia, Thiago Alves, vôlei
03/11/2009 - 08:57
atualiazada às 17h36
“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.
Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.
Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo
Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo
Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.
Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).
Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.
E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Golden Formula, Mundial de Clubes, Thiago Alves, Trentino, vôlei
15/10/2009 - 10:28
Na década de 90, fãs ficavam enlouquecidas com Giovane. Depois foi a vez de Giba. Agora já tem um novato que é candidato ao posto de galã da seleção masculina. Thiago Alves, um dos bons destaques da Liga Mundial, já arranca seus suspiros e posou para a Revista TPM deste mês. Ele também falou do seu começo no esporte, do time de Bernardinho e de moda.
Thiago tem 23 anos, fez uma ótima Superliga pelo Cimed na última temporada, foi convocado por Bernardinho e jogou algumas partidas como titular na Liga Mundial. “Era um sonho estar no meio deles. Tu olha de um lado, está o Giba. E eles te chamam pelo nome! No começo tu leva um choque”, contou o atacante gaúcho, que até já deslumbrou em substituir Giba, seu ídolo.
Esse pouco tempo sob o comando de Bernardinho já fez o jogador saber que a rotina de um atleta de seleção não é simples. “Quem acompanha nossa rotina diz: ‘vocês ralam’. São dois turnos de treinamento por dia, é viagem para todo o lado, fica longe de filho um mês fora de casa. Tu passa sete, oito anos sem férias, então abre mão de um monte de coisas”, explica.
Mas o ritmo acelerado não desanima. “Se perguntar se o Thiago quer ser famoso, vou dizer que não. Quero continuar na seleção, disputar uma Olimpíada, quero ser campeão”, disse. Ele já tem alguns títulos na carreira como Liga Mundial, Sul-Americano, Superliga com a Cimed…
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Thiago Alves fez ensaio para a edição de outubro da Revista TPM
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Ele joga na mesma posição que Giba e pode ser seu sucessor…
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Será que o atacante também assumirá o posto de galã para as fãs?
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Thiago Alves ficou conhecido na seleção na campanha da Liga Mundial
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Também é um dos destaques da Cimed, atual campeã da Superliga
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Sem perder o jeito tímido. Está preparado para o assédio, Thiago?
Thiago ainda conta que nasceu no meio do esporte. Seu pai jogava basquete e sua mãe, vôlei. “Eu e minha irmã íamos de carrinho de bebê para dentro do ginásio”.
E esse novo galã faz o estilo tranqüilo fora das quadras. Ele é tímido e não se importa com estética. “Uso camisa furada. Desde pequeno minha mãe tinha que me arrastar para comprar as coisas para mim e até hoje sou assim”, falou. E ele está solteiro e feliz assim. “Me sinto bem assim, só quero focar no vôlei”, completou.
E você? O que acha de Thiago Alves? Qual seu futuro na seleção brasileira? Tem chance de se firmar e jogar a Olimpíada de 2012? Deixe seu comentário!
*créditos das fotos: Marlos Bakker – Revista Tpm, Divulgação/CBV e VôleiBrasil.org.br
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Cimed, galã, Liga Mundial, seleção masculina, Thiago Alves, vôlei
25/09/2009 - 09:22
A seleção brasileira masculina está em Minas Gerais para uma série de amistosos contra os Estados Unidos. Como Bernardinho escolheu um time ainda mais renovado que aquele campeão da Liga Mundial, as partidas parecem realizações de sonhos para alguns atletas. Eles estão jogando ao lado de seus ídolos!
Thiago Alves já tinha passado por isso na Liga Mundial, mas ganhou uma responsabilidade a mais no primeiro confronto contra os Estados Unidos. Ele ficou com o lugar de Giba, seu ídolo declarado. Na segunda partida, Maurício, além de ter feito a sua estreia na seleção principal, dividiu a quadra com Giba. Sonhos realizados e muito bem, por sinal, já que o Brasil venceu as duas partidas. A primeira por 3 sets a 1 (veja como foi) e a segunda por 3 sets a 0 (veja como foi).
“É muito bom ter o meu ídolo por perto e me dando conselhos. Um elogio então, nem se fala”, afirmou Thiago Alves depois do primeiro jogo. Nas últimas Superligas, ele foi segurança no ataque e na defesa do Cimed e jogou bem a Liga Mundial. Tem mesmo grandes chances de herdar a vaga de Giba. Sem contar que atua com uma raça que dá gosto!
Já Maurício está começando com Bernardinho, mas já tem na bagagem o título de melhor jogador do Mundial Juvenil e elogios do ídolo. “É um jovem de cabeça boa e que, sem dúvida, irá estar muitas e muitas vezes na seleção brasileira”, apostou Giba.
Essa boa mescla de jogadores é resultado de duas grandes gerações do vôlei nacional. Enquanto os veteranos Giba, Rodrigão, Serginho e companhia ainda estão em forma, os novatos, que eram apenas admiradores desses caras, já estão aí e lutando pelo seu espaço! Agora é esperar para saber quem brilha mais, se é o ídolo ou a sua “cria”…
Quer acompanhar os jogos?
O Brasil segue os confrontos contra os Estados Unidos nesta sexta, às 19 horas, em Uberlândia. Todos os ingressos já estão esgotados, mas o VôleiBrasil.org, site de entretenimento da CBV, vai fazer um tempo real pelo Twitter (@voleibrasil). É uma boa alternativa para quem está longe e sem transmissão na televisão…
E o Mundo do Vôlei também começou a se aventurar pelo Twitter (@mundodovolei). Se você for ao jogo do Brasil, deixe a sua mensagem por lá, ou aqui nos comentários!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: amistoso, Bernardinho, Estados Unidos, Giba, Maurício, seleção masculina, Serginho, Thiago Alves, vôlei
28/07/2009 - 15:40
A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.
Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.
Como é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba. Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.
Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.
Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!
Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.
Dois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.
Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.
Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Bruninho, Éder, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Lucão, Marlom, Rivaldo, seleção masculina, Sidão, Thiago Alves, vôlei
23/07/2009 - 16:59
A estreia da seleção masculina de vôlei na fase final da Liga Mundial não foi o jogo esperado. Contra Cuba, Brasil teve trabalho em alguns momentos para ficar a frente do placar. A seleção precisou de 1h38 para vencer os jovens cubanos por 3 sets 1 (veja como foi a partida). Mas, pelo menos, duas coisas deram certo: bloqueio e saque.
No total, foram 17 pontos no bloqueio e 12 pontos no saque. Não me lembro de um jogo com números. Finalmente o serviço brasileiro entrou do jeito que precisava. Os cubanos, acostumados a jogar na pancada o tempo todo, sabem defender pancadas. Simples, basta tirar a força. Até Lucão, famoso pela potência no serviço, optou por sacar mais balanceado. Sinal de maturidade do jogador, que parecia nervoso no começo da partida. Normal para um menino de 23 anos que está pela primeira vez em uma grande competição com a seleção e já é titular.
Mas quem merece méritos no saque é Thiago Alves. Ele entrou no lugar de Giba, que estava muito mal no ataque, e marcou seis aces. Sem contar os saques que quebraram a recepção! A responsabilidade dele era substituir um dos melhores do mundo e capitão do time. Mas Thiago mostrou personalidade. Entrou forte, arrumou o ataque e caprichou no serviço. Parabéns!
E, com o saque fazendo o seu papel, o bloqueio pode trabalhar mais. E Cuba joga na força, ou seja, para bloquear a chave é estar bem posicionado. Não é o jogo mais difícil de acompanhar. Brasil parou também Leon, jovem de 15 anos e destaque do time. Ele deu trabalho no saque no começo do jogo, apenas. Todo o sistema defensivo do Brasil funcionou. Se a bola não parava no bloqueio, sobrava para alguém na defesa, mais um ponto que melhorou com a troca de Giba por Thiago Alves.
Porém, nem tudo foi bem nesta tarde. O Brasil não fez o que sabe na virada de bola. Bruninho usou pouco as jogadas de meio, segurança do time nacional. Ele acelerou bem com Vissotto e com Murilo, mas poderia ter variado mais. E também aproveitado melhor os contra-ataques. Bernardinho ficava louco no banco a cada bola que era recuperada pela defesa, mas desperdiçada no ataque. De que adianta defender sem concluir bem a jogada? Esse é um problema desse time desde a sua formação e ainda precisa ser melhorado.
Com a vitória, o Brasil coloca um pé na semifinal. O outro passo será dado nesta sexta, contra a Argentina. Pelo jogo deles contra os cubanos, muito nervosos e previsíveis, a seleção passa sem muitos problemas…
Adeus, Estados Unidos!
Na outra chave, os norte-americanos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, acabaram de perder por 3 sets a 0 para a Rússia (veja como foi a partida). É, parece mesmo que o time dos EUA não se acertou ainda com a renovação. Com a derrota, eles estão fora da Liga Mundial. Rússia encara a Sérvia amanhã na decisão da liderança do grupo e de quem será o provável adversário do Brasil. Jogaço!
E você, o que acha? O Brasil vai para a semifinal? E na outra chave, quem será o primeiro e quem será o segundo? O que achou do jogo contra Cuba? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Mais Europa, seleção masculina
Tags: Bernardinho, Bruninho, Cuba, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Murilo, seleção brasileira, Thiago Alves, vôlei
19/07/2009 - 13:10
A seleção brasileira masculina de vôlei se despediu da torcida e da fase de grupos da Liga Mundial com mais uma vitória. De novo contra a Venezuela, a seleção fez 3 sets a 0 (veja como foi o jogo) no Mineirinho lotado. Mas a diferença nesta partida foram as caras novas em quadra. No último jogo, quase todo mundo teve o gostinho de entrar.
Brasil começou com os titulares e apenas uma mudança: Éder no lugar de Lucão para arrumar o bloqueio, principal deficiência do time na primeira partida em Belo Horizonte. A rede realmente melhorou e a seleção venceu, sem problemas. Como não teria muito mais o que testar com os titulares, Bernardinho colocou o banco em quadra, para dar ritmo a todos para a fase final. Depois de um pequeno susto, deu certo.
Com Thiago Alves, João Paulo, Rivaldo e Marlom, o Brasil sofreu no segundo set, principalmente com o saque de Diaz. Entretanto, eles logos se entrosaram em quadra e conseguiram fechar a parcial. No último set, Lucão e Léo Mineiro foram para o jogo e o time deu um passeio. É bom ver quem está com vontade de mostrar serviço jogando. Marlom manteve a precisão e a velocidade para o ataque e Thiago Alves e Rivaldo jogam com uma garra que empolga o resto do time.
Agora, chega de testes! Bernardinho fez o que era preciso. Formou seu time titular (Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba, Murilo e Serginho) e já sabe que tem bons jogadores no banco. Mais uma vez, ainda é preciso mais regularidade no saque. Vissotto, mesmo com 2,12m não tem o serviço mais potente do time, por exemplo.
Rivais das finais
Brasil deu sorte na fase final. Vai enfrentar Cuba e Argentina, enquanto Estados Unidos, Rússia e Sérvia duelam na outra chave. Os dois melhores do grupo passam para as semifinais. Será que vem o oitavo título da Liga Mundial por aí? Com a melhor campanha, em 12 vitórias em 11 jogos, muitos já apontam o Brasil como favorito ao ouro…
Prefiro a cautela. Todos ainda estão brigando por um lugar seguro no time titular, a equipe ainda é nova e, como disse a leitora Patrícia Silva, é melhor formar um time homogêneo e ganhar experiência que apenas um título. Vamos ver o que vem pela frente.
E você? O que achou de mais esse jogo do Brasil? Eles estão prontos para a fase final da Liga Mundial? Deixe o seu comentário no Mundo do Vôlei! Volto depois com um balanço das seleções classificadas para as finais e da renovada seleção masculina!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Liga Mundial, Marlom, reservas, Rivaldo, seleção brasileira, Thiago Alves, vôlei
29/06/2009 - 15:54
A seleção brasileira masculina é a única equipe invicta na Liga Mundial. Depois de mais um final de semana de jogos, o Brasil venceu duas vezes a Polônia por 3 sets a 0,cumpriu a sua parte e fez os seus pontos, mas ficou só nisso. No papel, fez bonito, mas em quadra, se atrapalhou.
No primeiro jogo, no sábado, a seleção errou demais e venceu porque a Polônia conseguiu errar mais ainda! Foram 17 pontos de graça contra 25 dos europeus. O Brasil não se encontrou na recepção e, como conseqüência, estava lento no ataque. Murilo, maior pontuador do time nacional, não fez nenhum ponto no ataque no primeiro set. O que salvou formam os 12 pontos de bloqueio e os 6 aces.
Já na partida de domingo, Bernardinho mudou o time e a seleção estava mais ligada. Assim como na excelente vitória no segundo jogo sobre a Finlândia, Leandro Vissotto foi o oposto e Thiago Alves, um dos pontas. Vissotto foi o homem de segurança, como um oposto deve ser. Foi o maior pontuador, com 16 bolas no chão, sendo 14 no ataque. E com Thiago Alves, o time ganhaou bolas mais aceleradas no ataque, pelo entrosamento perfeito com Bruninho, e volume na defesa.
Entretanto, o que não deu muito certo foi o saque. Pela primeira vez na Liga Mundial, o Brasil não marcou nenhum ponto direto de serviço.E ainda errou 12 vezes! Parecia que estavam com medo de forçar e colocar a bola fora ou na rede. Além disso, Bruninho variou pouco as jogadas. Ele conseguiu usar mais bolas rápidas nas pontas, mas explorou pouco o meio e não usou o fundo. Além do passe quebrado, faltou tranquilidade para armar as jogadas.
Os jogos serviram para acalmar os ânimos. O Brasil é um time novo, que ainda precisa de treino para amadurecer e se encontrar em quadra. Contra um grande adversário, não vamos ter tempo de “dormir” no começo dos sets e virar depois. Como disse Giba na coletiva, quem se adaptar primeiro, vence. Vamos ver como será contra a Finlândia!
E você? O que achou do desempenho do Brasil? As vitórias convenceram? Vai ser mais difícil contra a Finlândia, que levou o jogo aqui em Brasília para o tié-break? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Polônia, seleção masculina, Thiago Alves, vôlei
20/06/2009 - 12:19
Esta era a seleção masculina que eu estava esperando ver em quadra. Com Thiago Alves na ponta e Leandro Vissotto como oposto, o Brasil ficou “redondo”. O ataque melhorou muito em relação ao primeiro jogo contra a Finlândia, Bruninho variou e acelerou bem mais as jogadas e o time venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida no post abaixo).
Depois do sufoco dos 3 a 2 no jogo de sexta-feira, a seleção veio para quadra muito mais concentrada e parecia um outro time. Além de Thiago Alves e Vissotto, Sidão assumiu o lugar de Rodrigão no o meio-de-rede e, com ele, a equipe verde e amarela ganhou mais um saque forçado. Enquanto isso, os finlandeses não encaixaram o serviço e se perderam no ataque.
Nesta manhã, o Brasil chegou inteiro no bloqueio, muito criticado por Bernardinho na sexta-feira, e colocou pressão o tempo todo nos rivais. Lembrou até o jogo da seleção feminina, que sabe armar a sua parede. Com isso, os europeus erraram muito mais ao tentar se livrar do bloqueio nacional.
Mas o que foi mesmo bonito de se ver neste sábado foi a evolução de Bruninho. Ele acelerou o jogo, abusou do entrosamento com Thiago Alves e usou muito bem Vissotto, que acertou quase todos os ataques. Com isso, a seleção aproveitou muito mais os contra-ataques, já que a defesa estava em ótimo dia e acreditava em todas as bolas.
O Brasil também não chegava para atacar com bloqueio triplo armado, como na sexta. E, se chegasse, era na segurança com Vissotto, que conseguia passar por cima, com seus 2, 12m, ou tinha visão para explorar. Falando nisso, vamos fazer justiça. No geral, os brasileiros tiveram mais visão de jogo. Ninguém estava querendo soltar o braço e sim, pensar antes de bater para achar o melhor espaço na quadra do adversário. Por isso que a seleção, logo no primeiro set, fez 17 pontos de ataque contra apenas 10 dos finlandeses e manteve o ritmo toda a partida.
Bernardinho também usou Raphael e Rivaldo, na inversão do 5-1, e o levantador reserva entrou e manteve o ritmo acelerado do jogo. Ou seja, a renovada seleção em gente boa em quadra e também no banco de reservas. Lógico, ainda é o começo de um novo trabalho, mas temos excelentes jogadores para treinar e manter o Brasil no topo.
E para você? Qual a melhor formação do Brasil? E o que achou da atuação desta manhã? Mande a sua opinião para o Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Bruninho, Finlândia, Leandro Vissotto, Liga Mundial, seleção masculina, Sidão, Thiago Alves, vôlei
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