Sul-Americano | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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terça-feira, 14 de maio de 2013 Diversos | 09:25

Sul-Americano masculino x feminino e as vagas no Mundial

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Aos poucos, as vagas para o Mundial de Clubes estão sendo preenchidas. No final de semana, o UPCN, da Argentina, faturou o Sul-Americano e assegurou o seu lugar. Isso não quer dizer que, apesar do tropeço em casa do Vivo/Minas na final e do RJX ter caído na semi e ficado com bronze, os brasileiros estejam fora do Mundial. Dois times serão convidados pela organização. No feminino, o país vai ao torneio com a Unilever. Pois bem, encerrado o Sul-Americano fica mais uma vez visível o abismo entre homens e mulheres por aqui e também me reascende uma dúvida: por que o Mundial masculino é diferente do feminino?

Se no feminino a Unilever deu um passeio para ficar com o título, no masculino os brasileiros não foram o que a torcida esperava. As equipes da Argentina eram as que poderiam dar trabalho. E na final, o UPCN soube se virar nos momentos chaves e aplicou 3 a 0 no Vivo/Minas em pelo BH. Se os mineiros não tiveram Filip ou Lucarelli inspirados, os argentinos tinham Evandro e companhia para liquidar a partida.

E começa ano, termina ano é esse o cenário. Enquanto o Brasil reina soberano no vôlei sul-americano feminino, o masculino está um pouco mais parelho. Falta investimento entre as mulheres nos outros países? Seria bom alguma ajuda ou incentivo para que houvesse um equilíbrio maior para elas também… Se nada for feito, podemos ver outros 25 a 3 como fez a Unilever.

Agora, é esperar pelo Mundial de Clubes. E de novo estão as diferenças entre homens e mulheres, mas em outros aspectos. O torneio feminino, por exemplo, contará com seis equipes e só a Unilever representará o Brasil. Cadê o Sollys/Nestlé? Ok, o time perdeu a Superliga, mas é o atual campeão mundial e acho que, por isso, mereceria a vaga.

Já o masculino devem ser oito equipes e o Trentino, atual campeão, está na lista e, segundo um texto da FIVB do final de abril, vai participar do torneio justamente porque é detentor do título. Se o critério vale aqui, por que não chamar o Sollys?

Além disso, o Brasil será sede da competição dos homens e levará dois participantes que serão escolhidos pela organização. Aí o assunto volta ao Sul-Americano. Depois ficar com o bronze, RJX merece a vaga por ser o campeão brasileiro? A competição deve acontecer em Belo Horizonte. Com isso, o Sada Cruzeiro, vice brasileiro e que nem jogou a competição continental, deve ser um dos escolhidos?

Os Mundiais masculino e feminino serão em outubro, no Brasil e na Suíça, respectivamente. Vamos esperar para ver quem recebe o convite para a disputa de um lado e se a Unilever, encarando rivais mais complicados, repete a sua supremacia do outro.

Notas relacionadas:

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  2. Estreias e reforço confirmado no vôlei feminino
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 10 de setembro de 2012 Diversos | 09:47

Campeões sul-americanos

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Sada/Cruzeiro

Sada/Cruzeiro é campeão sul-americano no Chile

*atualizado

O torneios Sul-Americanos de vôlei acabaram com brasileiros campeões entre homens e mulheres. Depois de o Sollys/Nestlé faturar o título em casa sem muitos problemas no meio da semana, o Sada/Cruzeiro bateu o argentino UPCN por 3 sets a 1 no Chile e faturou o troféu no masculino na noite de domingo.

Como era esperado, o time da Argentina seria o que daria mais trabalho aos brasileiros no torneio. Na primeira fase, o Sada fez 3 a 0. Agora, precisou de três horas em quadra para liquidar a partida. E a equipe ainda teve que virar e salvar três set points para vencer o quarto set, com uma bola no chão de Filipe.

Veja os detalhes da vitória do Sada/Cruzeiro na final

Além de ter que encarar o frio, como todos os jogadores comentaram ao longo da semana no Twitter, valeu para ganhar ritmo e tomar forma para a temporada. O título também deu a vaga ao Sada/Cruzeiro para o Mundial de Clubes e lá sim a coisa vai pegar, principalmente contra os representantes da Europa.

O Sada/Cruzeiro enfrentará na primeira fase Tigres, do México, e  Al-Rayyan, do Catar, que ganhou o reforço do medalhista olímpico Rodrigão.  De for bem, encara o italiano Trentino, atual tricampeão, já classificado para as semifinais. E além do Trentino, o russo Zenit Kazan, que está na outra chave, será o outra potência em quadra.

No feminino, o Sollys/Nestlé venceu mais uma vez o torneio regional. Foi o primeiro título de Sheilla e Fê Garay na equipe, mas elas ainda não precisaram mostrar tudo o que sabem em quadra. O jogo da noite de quarta-feira, por exemplo, diante do Vôlei Amil pelo Campeonato Paulista, deve ser um bom teste.

Lá no Mundial, vale ficar atento ao turco Fenerbahce, de Paula Pequeno e Mari, e também ao Rabita Baku, do Azerbaijão, que entrou por convite, mas pode dar trabalho.

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  3. Sada passa frio de manhã e vence à noite no Sul-Americano
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012 Diversos | 10:52

Sada passa frio de manhã e vence à noite no Sul-Americano

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O Sada/Cruzeiro, atual campeão da Superliga, estreou na noite de quarta-feira no Campeonato Sul-Americano. Para os jogadores do time mineiro, encarar o frio desde que eles desembarcaram na cidade de Linhares, no Chile, deve ter sido mais complicado que o primeiro jogo.

A equipe brasileira venceu o Carmelo Rowing, do Uruguai, com facilidade por 3 sets a 0 (25/9, 25/9 e 25/12), mas teve que entrar em quadra de mangas compridas depois de já ter ido treinar com agasalho da cabeça aos pés na parte da manhã.

“É sempre muito ruim jogar no frio, acho que a bola cai mais rápido. Percebemos isso nos treinos e no jogo. Acho que isso é o que muda por jogar com temperatura mais baixa”, disse Wallace, oposto da seleção brasileira prata em Londres e do Sada/Cruzeiro ao Mundo do Vôlei após a estreia.

O frio é assunto dos jogadores do time no Twitter. Além de fotos bastante agasalhados (veja na galeria abaixo), eles comentaram que a temperatura fica na casa dos 10º . “É meio complicado, mas está dando para aguentar. De manhã é pior, muito frio, mas durante a tarde melhora um pouco”, completou Wallace ao blog. Pelo menos os jogos não são logo cedo..

O Sada/Cruzeiro joga mais uma vez nesta quinta-feira, contra o Deportivo Colon, do Paraguai, em mais uma partida que não deve representar problemas. O jogo duro deve ser o de sexta-feira, contra os argentinos do UPCN. As semifinais do Sul-Americano serão no sábado e a final, no domingo. O campeão garante vaga no Mundial de Clubes.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Diversos | 11:03

Estreias e reforço confirmado no vôlei feminino

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Sheilla - Divulgação/Sollys

Sheilla fez seu primeiro jogo no Sollys/Nestlé e ficou um set em quadra

A terça-feira foi de estreias e de um reforço confirmado para times femininos de vôlei. Jogando em casa, o Sollys/Nestlé viu Sheilla em ação pela primeira vez a camisa do clube. Também em casa, o Vôlei Amil contou com a presença de José Roberto Guimarães pela primeira vez em uma partida. E no Rio de Janeiro, a Unilever acabou com o mistério e confirmou o que todos já esperavam: Logan Tom é mais um reforço para a temporada.

Primeiro, as estreias. Ainda é muito cedo para falar como Sheilla vai se sair no Sollys/Nestlé. O time estreou no Campeonato Sul-Americano com vitória por 3 sets a 0 sobre o Club Deportivo Venezuela com facilidade, em menos de uma de jogo. A oposta atuou no primeiro set e ainda recupera o ritmo de jogo após a folga depois das Olimpíadas de Londres e tenta se livrar de dores no joelho. Valeu para que a jogadora comece a entrosar com as companheiras, mas não dá para fazer muita coisa diante de um rival mais simples do que apenas se soltar em quadra.

Dê sua opinião: Sollys/Nestlé será o ’supertime’ da temporada?

O Sollys/Nestlé também já colocou em quadra a ponteira Fernanda Garay, mais um reforço para a temporada. Falta ainda ver Jaqueline de volta às quadras. Como todas já atuaram com a levantadora Fabíola na seleção e o time se manteve quase o mesmo da temporada passada, quando também teve Karine como reserva na armação de jogadas, entrosamento não deve ser problema. Mas só vai ser possível ver se o time no papel deu certo em quadra mais para frente, nos jogos mais complicados do Paulista, por exemplo, porque no Sul-Americano a equipe de Osasco deve sobrar.

Zé Roberto/Divulgação

José Roberto Guimarães acompanhou vitória do Vôlei Amil no Paulista

Aproveitando para falar do Paulista, o Vôlei Amil venceu a segunda partida no torneio, com 3 a 1 para cima do Pinheiros. Depois de perder o primeiro set, a equipe passeou nas outras parciais e logo liquidou o jogo. José Roberto Guimarães acompanhou o time pela primeira vez, mas não ainda como técnico. Ele assistiu ao jogo da quadra, mas quem comandou ainda foi  Paulo Coco. Os dois tem um longo histórico juntos, mas se teremos que esperar para ver a cara de verdade do Sollys, também teremos que esperar para ver o elenco de Campinas com o jeito de Zé Roberto. Será que a mescla de experientes e novatas que ele buscou na montagem da equipe vai dar certo na temporada? Quando Vôlei Amil e Sollys/Nestlé duelarem no Paulista será possível ter uma mostra…

E para completar, desde as Olimpíadas de Londres todos tratavam Logan Tom, vice-campeã com os Estados Unidos, como reforço da Unilever. O time carioca confirmou a ponteira apenas na terça-feira. Vai ser uma ajuda e tanto para Fabi no fundo de quadra. E vocês devem lembrar de alguns sufocos que o time de Bernardinho viveu na temporada passada, com Mari e Régis como ponteiras e também tendo que passar. Para piorar, com Natália ainda em recuperação, não restavam opções no banco para mexer. Agora, além de ter Natália jogando de novo, contará com a norte-americana para garantir volume de jogo no fundo, ou seja, um problema a menos. E já tem quem aponte o time como favorito para a temporada, como o leitor Leonardo.

E para você, quem contratou melhor? Quando as equipes ficarão “redondas”? Deixe seu recado!

Notas relacionadas:

  1. Pinheiros é bicampeão paulista feminino
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  3. Beleza fora das quadras do Vôlei Amil
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

terça-feira, 4 de outubro de 2011 Seleção feminina | 08:30

Jogar sério x desgaste do time

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A seleção feminina conquistou o Sul-Americano de vôlei com facilidade no final de semana. Todos os jogos forma vencidos por 3 sets a 0 e tiveram pouco mais ou pouco menos de uma hora de duração. Depois do torneio, Zé Roberto elogiou a seriedade do time em quadra. E por aqui, os comentários foram sobre o desgaste da seleção.

Sul-Americano - Divulgação/CBV

Vale usar um time principal em uma competição mais fraca ou que não signifique muita coisa?

Zé Roberto tem razão em comentar a postura da equipe. Na maioria dos jogos o Brasil não deixou os rivais somarem mais de 10 pontos. Segundo Fê Garay, isso foi uma tática para manter a concentração mesmo diante dos mais fracos. Deu certo. A seleção não perdeu o foco, entrou em quadra e fez o seu papel, sem demora. Neste ponto, acho que a seleção feminina foi melhor que a masculina, já que foi concentrada e regular em todas as partidas.

Mas quem escreveu por aqui tem razão também em abrir um debate: era necessário jogar o Sul-Americano com a seleção principal? Por que não colocar um time B e poupar as principais atletas para os jogos mais importantes?

Mesmo com toda a superioridade, acho que foi válido mandar o time A ao Sul-Americano, afinal, não se podia correr o risco de ficar fora da Copa do Mundo. E também foi mais uma oportunidade para dar rodagem a algumas atletas, como Fê Garay, Tandara, Juciely e até Jaqueline, que estava voltando ao time. É difícil analisar o real desempenho do Brasil por causa da fragilidade das adversárias, mas não deixou de ser uma competição internacional, que valia uma vaga importante e que elas souberam jogar bem.

Já para o Pan… aí eu tenho as minhas dúvidas. Foi uma opção do Zé Roberto jogar mais do que treinar nesta temporada, mas querendo ou não há o desgaste de mais uma competição no caminho. E infelizmente o Pan não tem grande valia… Não classifica para Olimpíada, conta com times desfalcados. Como disse Serginho, serve para cansar.

No caso do Brasil, pode servir também para dar moral à equipe com um ouro. Ainda assim, acho que isso não resolve alguns problemas do time, que sabe jogar sem se abalar com os mais fracos, mas ainda se perde diante de Rússia e Estados Unidos, por exemplo. E elas só vão aprender a jogar contra essas grandes justamente jogando contra essas grandes, e não contra times desfalcados como no Pan.

Se tivesse uma seleção B, seria a chance de dar mais experiência a outras atletas, como no masculino. Mas a escolha de Zé foi colocar o time para jogar, seja ela correta ou não. Com isso, vamos de seleção principal para Guadalajara e torcer para que sobre fôlego, e muito, para a Copa do Mundo. Pelo menos o torneio feminino será antes do masculino no México…

Notas relacionadas:

  1. O que fazer para não relaxar em jogo fácil?
  2. Final do Sul-Americano, final dos treinos
  3. Resultado esperado no feminino e lista no masculino
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Seleção feminina | 00:05

Mais um 3 a 0, agora na Argentina

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O Sul-Americano feminino continua, e o Brasil segue vencendo por 3 sets a 0. Era esperado que o rival desta sexta-feira, a Argentina, dificultasse mais o jogo por ser um time mais profissional, que já jogou Grand Prix… Pelos números, só o primeiro set foi um pouco mais complicado, com 25 a 19 no placar. Depois, a rotina do Sul-Americano voltou e o Brasil marcou 25 a 10 e 25 a 8 (leia mais sobre o jogo)

E dessa vez eu peço desculpas… cai com uma crise de sinusite e preciso de um tempinho de descanso para me recuperar! Sabemos que a seleção vencerá o torneio e volto assim que tiver melhor com os comentários. Por enquanto, deixo o blog para vocês! Até mais!

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. O que fazer para não relaxar em jogo fácil?
  3. Jaqueline e a briga pelas vagas de ponteiras na seleção
Autor: Aretha Martins Tags: ,

quinta-feira, 29 de setembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:18

Resultado esperado no feminino e lista no masculino

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Segundo dia de jogo do Brasil no Sul-Americano feminino de vôlei e só mudou o adversário. Mais uma vez, contra um time bem mais fraco, a seleção venceu com facilidade. Agora foram 3 sets a 0 para cima do Chile (25/8, 25/9 e 25/9).

As chilenas, assim como as paraguaias da estreia, pouco conseguiram fazer contra o Brasil. Elas até defenderam mais e pareciam crianças felizes quadra com a vibração a cada ponto diante das campeãs olímpicas do Brasil. Quem sabe amanhã, contra a Argentina, o jogo não renda um pouco mais…

Já no masculino, saiu a lista do Pan-Americano. Também como era esperado, a seleção não contará com seu elenco principal, já que a prioridade é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica e começa pouco depois do Pan (Fiz uma matéria com o Rubinho para o iG sobre isso. Para ele, o Pan será um torneio de experiência para o time nacional, como um projeto a médio prazo). Mas a lista contou com algumas novidades.

Rubinho, que será o técnico no México, contará com a seleção B reforçada por poucos jogadores do time principal. Irão para o Pan: os levantadores Bruno Rezende e Murilo Radke; os centrais Eder Carbonera, Gustavo Endres e Maurício Souza; os opostos Wallace Martins e Wallace de Souza; os ponteiros Thiago Alves, Luiz Felipe Fonteles, Renato Russomano e Ricardo Lucarelli, além do líbero Mário Júnior.

Não esperava o nome de Bruno, por exemplo, nesta convocação. Como vinha sendo o levantador titular do Brasil, imaginei que pudesse ficar no Rio, treinando para a Copa do Mundo. Por outro lado, ele já está bem entrosado com todos da equipe. Será que Marlon é a aposta como levantador titular no momento?

Já para os opostos, vai ser bom ter os dois “Wallaces”. O mais velho jogou menos do que podia no Sul-Americano e busca a sua chance. O mais novo já foi destaque na seleção de novos e está amadurecendo. Na ponta, o destaque é Thiago Alves, que vem em uma boa temporada no time nacional. E no meio, Gustavo para “colocar ordem” no meninos do time. Apesar de achar que ele é um grande central e forte no bloqueio, a briga na seleção A está complicada com Sidão e Lucão. ´

É difícil pensar no Pan agora porque ainda não conhecemos o elenco dos rivais do Brasil, mas a seleção formou um elenco que já sabe jogar junto e que vai brigar.

E vocês? O que acharam da convocação para o Pan? E o que esperam do Sul-Americano feminino? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Sul-Americano começa como já era esperado
  2. Veteranos na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011 Seleção feminina | 19:40

Saque e ponto! Esta foi a estreia do Brasil no Sul-Americano

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“Brasil no perdona”. Esta foi uma das frases mais repetidas pelos narradores da TV peruana pela web que transmitiu a estreia da seleção feminina no Sul-Americano (http://www.frecuencialatina.com/?prog=tv). O placar explica. O Brasil encarou o Paraguai e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/07, 25/09 e 25/08.

E o Brasil não perdoou e venceu com um placar tão elástico pela fragilidade das rivais, mas também pela maneira como se comportou em quadra. Praticamente todos os contra-ataques viraram pontos com bolas de todas as posições. E o saque, mesmo sem muita força, acabou com passe das paraguaias. O jogo se resumiu a isso. O Brasil chegou, atacou e ganhou.

A facilidade e a diferença entre os times era tanta que um fato chamou a atenção. No único tempo que a tal tv peruana abriu o microfone do ginásio, sabe qual o assunto no banco do Brasil? “Será que estão vendo? Tem algum canal passando”, disse a líbero Fabi para o técnico Zé Roberto. Não, não, Fabi, só a semifinal e a final serão transmitidos pela Sportv…

Ainda não dá para falar da postura do Brasil ou discutir se Zé Roberto acertou ou não em deixar Paula Pequeno e Natália de fora e usar Sassá e Jaqueline, além de Mari e Fernanda Garay, como ponteiras. E, pelo visto, a próxima partida também será simples como a estreia e não será nenhum parâmetro. O Chile, rival desta quinta-feira, também é jovem e não deve representar nenhum perigo. O Sul-Americano deve começar a render mais para o Brasil na partida de sexta, diante da Argentina, que já tem uma equipe mais “encorpada” e que já jogou o Grand Prix.

Mas, como disse Zé Roberto arriscando um espanhol após a estreia, passar por esses jogos faz parte do trabalho do Brasil para garantir a vaga na Copa do Mundo e lutar por um lugar nas Olimpíadas. Se não tem como fugir, é melhor jogar e vencer logo, sem complicações.

Notas relacionadas:

  1. Paula Pequeno é a única “novata” no Sul-Americano
  2. Sul-Americano = vaga na Copa dos Campeões
  3. Estreia com cara de estreia na Copa dos Campeões
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

domingo, 25 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:28

Obrigação cumprida! Brasil é campeão do Sul-Americano

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Desde que comecei a falar do Sul-Americano por aqui, usei uma frase de Bernardinho, que disse uma vez que vencer o torneio, para o Brasil, era uma obrigação. Pronto, depois do jogo que todos esperaram ao longo da semana, a seleção cumpriu a sua obrigação, bateu a Argentina por 3 sets a 1 e venceu mais uma vez a competição.

Dante - Divulgação/Vipcomm

Dante foi destaque no ataque do Brasil na final do Sul-Americano

E depois da atuação ruim contra os venezuelanos e de um campeonato com nível bem baixo dos adversários, a expectativa era ver como o Brasil se comportaria para esse “jogo de verdade” contra os argentinos. Pois a equipe nacional teve altos e baixos. Os ataques só saíram realmente na medida com Dante (e como ele atacou! Foi o jogador de segurança), já que Théo e o Wallace não se apresentaram tão bem. Marlon teve momentos de distribuição homogênea, mas voltou àquele velho erro de insistir no mesmo jogador depois de um erro para “dar moral” e quase complicou (com isso, viu Sidão perder três ou quatro ataques seguidos!). E o saque, que era o ponto que Bernardinho dizia que precisaria trabalhar, voltou a vacilar em alguns momentos. Se a ideia era forçar, que soltasse o braço e pronto. Quando se acertou nisso, conseguiu também crescer no bloqueio e melhorar.

Mas o Brasil venceu e, para isso, também fez coisas corretas. Acho que a tônica do jogo foi justamente o bloqueio. A Argentina estava com o levantador De Cecco muito inspirado. Ele acelerou jogadas, variou e deixou Conte e Quiroga, seus ponteiros, livres na rede. Além disso, eles conseguiram marcar o Brasil. A situação só se inverteu quando o saque brasileiro entrou mais e o bloqueio nacional apareceu. Foram dois sets marcados pelo fundamento. No segundo, a Argentina fez seis pontos de bloqueio. No terceiro, foi a vez do Brasil devolver o placar.

Bloqueio - Divulgação/Vipcomm

Bloqueio foi o principal fundamento do jogo deste domingo

E no final, o que pesou também foram os erros da Argentina. Eles deram mais de um set de graça para o Brasil em erros de saque. Isso mesmo, formam mais de 25 serviços errados em quatro sets! E o técnico Webber perdeu a cabeça e abandonou os seus atletas. Depois de uma reclamação de Bernardinho de que um argentino estava molhando a bola no saque, o treinador rival ficou nervoso, discutiu, xingou e não falou mais com seus jogadores. Ele pedia tempo e nem se aproximava dos atletas! A Argentina tem, sim, talento, mas precisa de um técnico até o fim.

A decisão do Sul-Americano foi o melhor jogo do torneio, como era o esperado, e o Brasil venceu porque teve mais experiência, usou o seu bloqueio e contou com Lucão em um grande dia na rede. Mas no geral, os problemas de ataque e contra-ataque podem ser resultado das outras partidas mais fracas, porque nenhum dos dois times chegou à final no auge. Eles chegaram ali e fizeram o seu jogo. A Argentina tentou usar o talento de De Cecco e dos seus atacantes, o que rendeu belas jogadas. O Brasil usou a rodagem, a emoção e os bons momentos para faturar mais um título.

Agora é pensar na Copa do Mundo. Brasil e Argentina estão classificados e lá será um campeonato em pontos corridos, com seleções de níveis semelhantes e mais jogos com cara de final.

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  2. Sul-Americano é obrigação na seleção
  3. Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sábado, 24 de setembro de 2011 Seleção masculina | 14:29

Brasil faz 3 a 0, mas tem a atuação mais fraca do Sul-Americano

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Mais um jogo do Sul-Americano, mais uma vitória do Brasil por 3 sets a 0, agora sobre a Venezuela (25/14, 25/15 e 27/25). Só que desta vez a partida foi bem pior do que o esperado… Que chegue logo o confronto contra a Argentina!

Bernardinho - Divulgação/Vipcomm

Bernardinho reclama com Murilo. Brasil teve uma atuação ruim contra Venezuela

A seleção foi bem no primeiro set, marcando forte no bloqueio, precisa no saque e quase sem errar. Depois, parou. Saiu perdendo de 3 a 0 na segunda parcial e se recuperou mais em função da confusão da Venezuela do que pela sua qualidade. No final, errou passes e sofreu para fechar, acabando com o set apenas no 27 a 25. No geral, a falta de concentração e os erros de recepção ao logo de quase todo  o jogo fizeram o Brasil ter a pior apresentação no Sul-Americano.

Mas o segundo set ainda merece um espaço a mais pela lambança dos venezuelanos. Eles se atrapalharam de uma maneira que eu nunca tinha visto. Jogadores, técnico e árbitros não se entendiam com a posição de cada um em quadra. Até Bernardinho foi lá ajudar para ver se dava jeito! Depois, eles caíram de rendimento, perderam e só voltaram a jogar no set seguinte, aquele do 27 a 25.

E agora, o que esperar do duelo contra a Argentina? Escrevi que queria ver logo essa partida pelo nível das duas seleções. Finalmente teremos dois times de igual para igual em quadra. Os argentinos, quarto colocados na última Liga Mundial, têm volume de jogo, atacantes bons (como Conte) e um levantador habilidoso (De Cecco).

Théo - Divulgação/Vipcomm

Théo e Bruninho devem ser os titulares na partida contra Argentina

Mas e o Brasil? Como chega para o jogo, ainda mais depois de uma atuação fraca como a deste sábado? Murilo, conhecido pela precisão no passe, não está bem na função. Neste sábado, ele e Dante falharam na posição, por exemplo. Wallace tem as características para embalar, mas não repetiu a atuação que teve diante da Colômbia. Quem veio do banco e precisava conquistar um posição, como Thiago Alves e João Paulo Bravo, foram melhores que os mais experientes.

É difícil mensurar a evolução de uma equipe com rivais mais fracos e é normal perder o foco e tal. Mas se a seleção só teve adversário que não exigiu muito, a Argentina passou pela mesma situação. Porém, a obrigação de vitória é da equipe de Bernardinho. E para conseguir, acho que será necessário arrumar o passe, em primeiro lugar. Além disso, manter o saque que já foi visto neste Sul-Americano, com alguns forçando, como Lucão, Sidão, e outros executando um serviço tático e preciso, como Marlon. De nada adianta errar demais com excesso de pancadas ou só passar para o outro lado. E claro, contra a Argentina não será possível usar a desculpa da falta de concentração ou de um objetivo. Concentração será fundamental para entrar no jogo e não sair dele e o objetivo é cumprir a obrigação de vencer em casa.

P.s.: e na seleção feminina, que joga o Sul-Americano a partir da próxima quarta-feira, Adenízia foi cortada. Pensei que uma das ponteiras poderia perder a vaga, mas Zé Roberto preferiu manter Jaqueline na equipe. O Brasil jogará o torneio com as levantadoras Dani Lins e Fabíola; as opostos Sheilla e Tandara; as centrais Fabiana, Thaísa e Juciely; as ponteiras Mari, Paula, Jaqueline, Sassá, Fernanda Garay e Natália; e a líbero Fabi. Mas isso é assunto para a semana que vem…

Notas relacionadas:

  1. Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano
  2. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
  3. Os 12 do Brasil para o Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

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