Como sobreviver ao grupo da morte na Liga Mundial?
De volta ao blog ainda me recuperando da gripe (obrigada pelos recados de melhoras), é hora de falar da fase final da Liga Mundial. O Brasil está, segundo palavras de Bernardinho, no grupo da morte, ao lado de Cuba, Estados Unidos e Rússia. Na outra chave estão Polônia, Bulgária, Itália e Argentina. Os dois melhores de cada chave vão para as semifinais.
E agora, como sobreviver a esse grupo? Vamos a uma breve análise de cada adversário do Brasil e alguns “caminhos’…
Cuba: começou a Liga Mundial um pouco desacreditada sem o central Simon, o ponteiro Leal e o levantador Hierrezuelo, mas mostrou que ainda é uma potência e tanto no ataque. Bell e o jovem Leon são os dois melhores atacantes da competição. Seja qual for o time em quadra, eles apelam para a força física o tempo todo. O jeito é não se intimidar e tentar segurar à frente do placar, colocando pressão o tempo todo. É preciso jogar na técnica e não na força.
quarta-feira, às 8h30
Estados Unidos: depois dos jogos da primeira fase, dispensa maiores explicações. Liderados por Stanley, eles sabem sacar muito bem. Além disso, têm paciência para defender e armar contra-ataques quantos vezes forem necessárias. Foi jogando dessa maneira que eles venceram o Brasil na primeira fase. E é melhor o time nacional se armar para variar os ataques e também ter paciência para vencer.
quinta-feira, às 8h30
Rússia: teve uma chave até que simples na primeira fase, já que Japão e Alemanha não são rivais tão fortes assim. Teve apenas uma derrota, diante da Bulgária, o adversário mais complicado e, ainda assim, foi no final da primeira fase, quando já não atrapalharia mais. São aqueles altos de sempre, com bons jogadores de bloqueio, ataque e saque. Nesta Liga Mundial é destaque é para Maxim Mikhaylov, 3ª melhor atacante e que já deu trabalho ao Brasil em outras edições do torneio. Alerta é total e vale usar as jogadas rápidas para escapar do bloqueio.
sexta-feira, às 8h30
E o Brasil? Deve fazer alguma coisa de diferente para chegar à semifinal? Eu apostaria em Marlon como levantador e seguiria com Sidão no meio. Como vocês comentaram por aqui, o time foi mais preciso no ataque com Marlon, que está distribuindo melhor do que Bruno. E Sidão está dando volume ao bloqueio. Nas pontas, Murilo deve voltar a receber mais bolas. E no geral, o bloqueio precisa pressionar mais e começar a defesa, como foram nas outras temporadas.
Enfim, a fase de adaptação acabou. Agora é para valer. Chegou a hora de ser ofensivo desde o começo dos jogos e de conseguir manter o padrão ao longo dos sets e de um jogo para o outro. Sabemos que o foco na temporada é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica. Mas seria bom já começar com um pódio, não?
E vocês? O que esperam dessa fase final? E o que esperam do Brasil? Deixem seus comentários!
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