*atualizado às 15h21
Galera, estou de férias na redação do iG, mas sigo acompanhando o que acontece no vôlei nesta semana. Fico por aqui (por isso o “quase férias” do título) até a final da Superliga masculina e como essa semana começou agitada, resolvi colocar o papo em dia no blog. Teve ideia de diminuir número de pontos por set, novo ranking de atletas, movimentação no mercado e uma confirmação que a gente já esperava, mas que mesmo assim deve ter sido comemorada.
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A novidade desta quarta-feira é que a FIVB estuda diminuir os sets de 25 para 21 pontos. A ideia será testada na Liga europeia e serviria para diminuir o tempo dos jogos. O assunto já rendeu comentários no Twitter. Estava agora mesmo comentando isso com Gustavo. O central gostou da ideia e ainda deu uma sugestão: “Melhor os 21 pontos, na minha opinião, e um tempo a menos. Substituições mais rápidas!”, me respondeu ele. Com uma parada a menos e menos pontos, o jogo pode ficar mais ágil. Ainda assim, não perderá a essencial. Não sei se só quatro pontos fariam tanta diferença, mas quem sabe a mudança não dá certo? Como estávamos falando no Twitter, jogos de mais de 2h30 ou 3h são bem cansativos. E vocês, galera, o que acham dessa ideia?
Outro assunto foi o ranqueamento, que gerou algumas polêmicas nesta temporada. Quantas vezes escrevi ou comentaram que o Sollys/Nestlé era a seleção brasileira? Quem não lembra das reclamações de Zé Roberto Guimarães depois da semifinal da Superliga? Pois bem, uma das selecionáveis terá que deixar o time.

Fernanda Garay agora é 7 no ranking da CBV
Cada equipe pode somar 32 pontos, mas pode contar com, no máximo, três jogadoras com sete pontos, valor mais alto do ranking. E depois do bicampeonato olímpico, Fernanda Garay foi promovida ao grupo de sete pontos. A classificação acho que é justa, afinal, a ponteira fez uma excelente temporada e nas Olimpíadas de Londres tirou o lugar de Paula Pequeno e foi importante para a seleção. Como o ranking leva em conta o que a atleta fez no ano anterior, Fê Garay deveria mesmo ser 7.
Veja o ranking completo das atletas da Superliga feminina
Agora, além dela, Thaísa, Jaqueline e Sheilla são as atletas do Sollys/Nestlé com pontuação máxima. Uma delas terá que sair. Qual faria menos falta? Não tenho ideia. Alguns boatos falam que é a própria Fê Garay quem vai deixar o time. Não sei, mas qualquer uma fará falta porque todas são destaques em suas posições. O Sesi já tentou levar a Jaqueline e o time paulista tem Fabiana e Tandara como 7 no momento. Ah, e Tandara foi o mesmo caso de Garay. Ela mudou de pontuação nesta temporada. Mas aí acho que contou não a seleção, até porque ela conseguiu o seu lugar no time, mas é reserva, mas o crescimento ao longo da Superliga. Bom, vou parar de fazer suposições e deixar para os dirigentes do Sollys e dos outros times se acertarem com isso… Mas quem quiser comentar e montar o seu time, fique à vontade!
Falando em montar time, o mercado teve mudança e confirmação nesta semana. Pacheco é o técnico do time masculino do Sesi, na vaga deixada por Giovane. Apesar de achar que houve falha na semifinal por não ter um plano B para a lesão de Serginho, que jogou no sacrifício o tempo todo contra o Sada/Cruzeiro, gostava do trabalho de Giovane. Mas Pacheco tem mais experiência no banco, diversas finais de Superliga e o time paulista segue em boas mãos. O ruim disso é ver a equipe de Campinas que ficou sem patrocinador já perdendo gente também.
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Bernardinho segue na Unilever e na seleção
Outro técnico foi notícia, só que pela confirmação. Bernardinho, campeão da Superliga, segue na Unilever e na seleção brasileira. Tem gente que pode falar, reclamar do jeito dele ou se algumas decisões como cortes e tal, mas Bernardinho é um treinador e tanto. Ele mexeu na Unilever em diversos jogos da Superliga e isso fez o time mudar e vencer. Até na final, as jogadoras falaram que mudaram de postura após uma conversa dele do segundo para o terceiro set. A torcida carioca deve ter comemorado a decisão, ainda mais depois de o próprio Bernardinho ter comentado no começo da temporada ao Diário de São Paulo, se não me engano, que estava cansado e que seguiria só com um dos times, a Unilever ou a seleção. Mas ainda assim, era uma decisão esperada. Ary Graça já tinha dito que seguiria no time nacional, e não o imagino fora da Unilever. Alguém imagina?
A semana ainda deve render mais assuntos, afinal, a decisão da Superliga masculina será no domingo, no Maracanãzinho. Eu sigo nas minhas “quase férias” e, por isso, posso ficar um pouco distante nos próximos dias. Mas volto para a final RJX x Sada/Cruzeiro!