Saque e bloqueio dão vitória sobre a Polônia
A seleção masculina voltou para a quadra do ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, na manhã deste domingo e venceu de novo a Polônia, agora por 3 sets a 0 (25/20, 25/20 e 25/15). Mas agora, no segundo jogo, o novo time brasileiro relaxou, jogou mais solto e encontrou uma formação melhor em quadra.
Nesta manhã, o central Sidão entrou no lugar de Éder e Thiago Alves ganhou o lugar de João Paulo na ponta. Pelo meio, a mudança não foi tão significativa. Mas a entrada de Thiago Alves deu mais volume à defesa brasileira e mais agilidade ao ataque, já que Bruninho conhece muito bem o novo atacante, seu companheiro de Cimed.
Além de melhorar no fundo de quadra, com passe mais redondo para o levantador e recepção mais consistente. O Brasil acertou o saque neste domingo. Desde o primeiro set, os jogadores entraram forçando e neutralizaram o meio da Polônia, grande arma do time europeu. Só no primeiro set foram quatro pontos diretos no fundamento. E o serviço se manteve forçado e eficiente durante toda a partida.
O bloqueio também estava melhor posicionado neste domingo e acertou o tempo dos poloneses desde o primeiro set. Com saque e bloqueio, o Brasil conseguiu abrir vantagem e se impor em todos os sets. O problema ficou nos contra-ataques. Apesar da defesa alerta, os atacantes desperdiçaram algumas bolas e isso precisa melhorar.
O balanço dos primeiros jogos da nova seleção é positivo. Foi superada a ansiedade da estreia em um ginásio lotado. E o time rendeu mais com Thiago Alves que, apesar de ser mais baixo que João Paulo, tem velocidade no ataque e já está totalmente entrosado com Bruninho. Além disso, a nova seleção já mostrou que a altura ajuda e muito. Quem tem mais de 2,00m saca melhor e bloqueia melhor. Isso é visto nos centrais. Lucão, Éder e Sidão sacam muito bem e são paredes no bloqueio, além de terem versatilidade no ataque. Lucão, em diversas jogadas, chegou com bloqueio armado e parou para pensar e largar antes de soltar o braço e correr o risco de levar um “toco”. Ajustes ainda são necessários, como na defesa, na recepção e no contra-ataque, mas esse time tem tempo e talento suficiente para se arrumar neste novo ciclo olímpico.
Ouro para as mulheres
Já a seleção feminina, que passa por uma renovação bem menos radical que a masculina, venceu neste domingo a Itália e faturou o penta no Montreux Volley Masters.
Mas o melhor resultado deste torneio é ver que o time não se perdeu sem a levantadora Fofão. Ana Tiemi e Dani Lins estão preparadas para assumir o posto da veterana. E a equipe feminina também está mais alta e consegue pressionar e muito no bloqueio. Zé Roberto terá trabalho para definir quem será titular e reserva. No meio, Carol Gattaz teve um retorno arrasador. No ataque, Natália tem o vigor e a potência da juventude. E também tem Adenísia, que fez uma excelente Superliga pelo extinto Finasa/Osasco. Sem contar com as veteranas como Sheilla, Mari, Sassá, Jaqueline…
E você? O que achou das nossas seleções? Aprovou o começo de temporada de homens e mulheres? Assistiu ao jogo dos meninos no Ibirapuera? Deixe a sua opinião! Depois eu volto com o balanço com o que vocês acharam das nossas seleções Até!
Notas relacionadas:
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