Rússia | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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Posts com a Tag Rússia

domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

Notas relacionadas:

  1. O que não faz um bom técnico
  2. Liga Mundial terá mais um Brasil x Rússia
  3. Brasil volta a ter cara de Brasil no vôlei masculino
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

terça-feira, 7 de agosto de 2012 Seleção feminina | 15:14

Paciência, cabeça no lugar e Sheilla levam Brasil à semifinal

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A Rússia era a favorita para as quartas de final contra o Brasil no vôlei feminino. A Rússia era o time ainda invicto na competição enquanto o Brasil sofreu na primeira fase. Mas nesta terça-feira, as brasileiras tiveram paciência e cabeça no lugar, salvaram seis match points e venceram as russas no tie-break. Que partida!

Leia mais sobre a partida: Brasil salva seis match points e avança à semi no vôlei feminino

Já conversamos muito por aqui sobre os apagões do Brasil em quadra, os vacilos de quando o time está sob pressão. Mas parece que tudo isso fez a seleção crescer e se acertar quando era fundamental. No jogo contra a Rússia, a equipe nacional perdeu o primeiro set, se recuperou, levou o jogo para o tie-break e não teve nenhuma pane, dessa vez.

Sheilla foi a oposta de verdade, que chamou o jogo. Mesmo com a Rússia na frente, ela recebeu bola e colocou no chão, segurando o Brasil na briga. Méritos também para Dani Lins, que sentiu a sua oposta confiante seguiu com ela. Sheilla, pelo que fez no finalzinho do jogo, merece o destaque!

Quem também correspondeu foi a central Thaísa, forte no ataque e ajudando no bloqueio. Se Sheilla foi a maior pontuadora, com 27 acertos, a central colocou 24 bolas no chão. Mais uma vez, jogo inteligente de Dani Lins e boa armação de Zé Roberto. Se a Rússia é boa no bloqueio, vamos acelerar com o meio. E se Thaísa estiver virando, melhor ainda!

Fabiana, capitã e outra central, ficou algumas vezes no bloqueio, mas não se abalou. E foi essa a melhor coisa que senti no time. Elas não se abalaram com os erros ou quando foram paradas no bloqueio e seguiram jogando. Olha o tal lado psicológico que tanto já comentamos entrando nos eixos.

E o jogo também foi de defesas dos dois lados. Bem que vocês já tinham falado aqui da atuação da Rússia no fundo de quadra. Elas aprenderam, sim, a defender e recuperaram lindas bolas. O Brasil também. Foram vários ralis com lindas defesas para se assistir.

Para completar, saque e bloqueio do Brasil funcionaram. O jogo acabou 5 a 1 em aces e 12 a 9 em bloqueios. Sokolova e Ganchorova, melhores atacantes da Rússia, passaram sozinhas em diversas bolas, mas também tiveram dificuldades em outras. Esse era o jogo. Não dá para parar tudo, mas tem que colocar pressão. E isso fica mais fácil quando o saque faz a sua parte.

E até Zé Roberto reclamou do grupo complicado do Brasil na primeira fase, mas ter passado por tanto sufoco para se classificar pode ter feito o time acordar e crescer. A vitória veio e a classificação para as semifinais também. O jogo foi bom, mas ainda dá para melhorar. No terceiro set, por exemplo, o Brasil deu uma parada, alivou a marcação e recolocou Gamova no jogo. Mas, soube se acertar. Antes, poderia ter fechado o segundo set com mais tranquilidade, depois de ter aberto 18 a 10. Outra vez, deu para recuperar. Experiência deve ter contado.

A partida valeu para, mais uma vez, acabar com o trauma das russas em decisão. O Brasil pode ter ganhado delas em Pequim e na semi do Grand Prix de 2011, mas as derrotas nas finais do Mundial em 2010 e 2006 e os 24 a 19 na smei de Atenas sempre reaparecem. Agora é hora de comemorar, sim. Mas vale comemorar pouco porque a semifinal em Londres será contra o Japão, um time diferente, que joga mais acelerado e tem uma das melhores levantadoras. Vamos fazer festa, mas vamos pensar também que ainda tem jogo pela frente.

Notas relacionadas:

  1. As brincadeiras de Sheilla no ataque do Brasil
  2. Brasil tem vaga na semi e cabeça no lugar no Mundial
  3. E deu Rússia na semifinal
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terça-feira, 31 de julho de 2012 Seleção masculina | 21:22

Brasil volta a ter cara de Brasil no vôlei masculino

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Depois da estreia contra a Tunísia, o primeiro teste do Brasil em Londres no vôlei masculino foi nesta terça-feira, contra a Rússia. E o time de Bernardinho foi aprovado com um 3 sets a 0 no placar. Depois deste jogo, parece que o Brasil está voltando a ser o Brasil.

Durante a Liga Mundial a reclamação era de que o time estava apático, sem convicção em quadra, jogando por jogar. Em Londres, eles entraram com força total para cima dos russos e o placar indica que a mudança de atitude deu certo. Para mais detalhes e o set a set, segue o relato que fiz para o iG.

Leia mais: Brasil volta à velha forma, vence Rússia e segue invicto

O saque brasileiro entrou bem. Eles conseguiram forçar e dar trabalho à recepção russa. E também aliviar e surpreender. Fazia tempo que um jogo não me agradava assim neste fundamento. Do outro lado, Mikhaylov, aquele mesmo oposto que fez uma grande final da Liga Mundial de 2011, deu muito trabalho no final do segundo set no saque, fez a Rússia encostar. Mas se eles também sabiam forçar o serviço, como deram p0ntos em erros… E não adianta forçar demais e errar demais também. O Brasil entendeu isso. Até que errou também, mas soube variar.

Além disso, a defesa estava ligada. Serginho foi bem e recuperou diversas bolas. Isso com ajuda do bloqueio, que acertou o tempo dos grandões. E que bloqueio na hora certa de Leandro Vissotto já no final do terceiro set! E também que levantamentos de Serginho quando a bola sobrou para ele!

A seleção só bobeou no começo do último set. O ataque parou de entrar e Bernardinho mexeu. Ricardinho entrou e dessa vez, justiça seja feita, acertou o tempo de bola e conseguiu fazer um jogo acelerado no tempo que ficou em quadra. E Murilo, mais um que boi abaixo na Liga Mundial, voltou a ser decisivo e a soltar o braço no saque e no ataque. O ombro deve estar bem!

Foi um bom jogo, disputado, com defesas dos dois lados e um belo resultado. Que esse espírito siga com a seleção em Londres e aquele time da Liga Mundial fique mesmo no passado!

Notas relacionadas:

  1. Brasil bate Holanda e se recupera de ‘tapa na cara’
  2. Volta na seleção brasileira e baixa na equipe russa
  3. Mais uma vitória no feminino e vaga nas finais no masculino
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quarta-feira, 13 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:35

Brasil no “grupo da morte” nas Olimpíadas

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A FIVB (Federação Internacional de vôlei) confirmou na terça-feira os grupos das Olimpíadas de Londres. E o caminho não será fácil nem para a seleção masculina nem para a feminina. Veja como ficou a divisão no quadro abaixo:

No masculino, o problema logo de cara pode ser a Rússia. A equipe se renovou bem durante o ciclo olímpico, venceu a Liga Mundial e a Copa do Mundo e chega forte às Olimpíadas. Tem jogadores como o oposto Mikhaylov, um atleta jovem, mas que já tem uma certa experiência internacional e sabe decidir.

No grupo B também tem a Sérvia, que ficou sem o ídolo Milijkovic, que resolveu se aposentar, mas garantiu a vaga no Pré-Olímpico mundial e tem outros bons atacantes. Já os Estados Unidos não são os mesmos que foram campeões em 2008 sem o levantador Ball, mas sempre crescem contra o Brasil. E eles seguem com Stanley e outras potências no saque e no ataque, sem contar com o volume na defesa. Alemanha e Tunísia sobraram no grupo…

Leia mais: Calendário da Liga Mundial preocupa Bernardinho

No feminino, os Estados Unidos, líderes do ranking mundial, também estão no caminho do Brasil, mas, por aqui, devem dar ainda mais trabalho. Se os homens sabem defender, nem é preciso falar das mulheres. E agora a equipe tem, além de suas estrelas, Hooker depois de uma ótima temporada aqui na Superliga. Acho que essa será uma das seleções a ser batida.

Depois vem Sérvia e Turquia. As sérvias, como as russas, são altas e boas jogadoras. Já a Turquia venceu o Pré-Olímpico europeu e ganhou moral. Para piorar, o grupo ainda tem China e Coreia, seleções asiáticas chatas e experientes, com seu estilo de jogo rápido e potente Kim no ataque das coreanas.

Como era de se esperar, a Grã-Bretanha, cabeça de chave, acabou em grupos mais fáceis tanto no masculino quanto no feminino. Ainda assim, a vida deles não será simples. Os times se classificaram às Olimpíadas por serem do país-sede e não por méritos em quadra.

Cuba fora dos Jogos Olímpicos

O triste em olhar para esses grupos e não ver Cuba nem no masculino e nem no feminino. Entre as mulheres, a seleção perdeu a chance se de classificar na Norceca e só levou pancada no Pré-Olímpico mundial. A equipe não conseguiu se renovar e há tempos nem lembrava aquele conjunto que tanto provocou o Brasil nos anos 90.

Mais detalhes: Seleção masculina perde, e Cuba fica fora do vôlei nas Olimpíadas

No masculino, entretanto, Cuba estava conseguindo se manter entre os melhores e, em 2010, fez a final do Campeonato Mundial contra o Brasil. No ano aseguinte, com suspeita de plano de fuga (problema comum no país), cortou nomes importantes do time, como Simon. Restaram o promissor Leon, Mesa, Diaz e Bell, mas o time não conseguiu a vaga no Pré-Olímpico na Alemanha. Fim de uma tradição nos Jogos Olímpicos e reflexo de problemas do país.

Notas relacionadas:

  1. Como sobreviver ao grupo da morte na Liga Mundial?
  2. Brasil faz sua parte, mas acaba no pior grupo no Grand Prix
  3. Quem já tem e quem ainda pode ter a vaga olímpica
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

domingo, 27 de maio de 2012 Diversos | 15:29

Vôlei feminino completo para as Olimpíadas

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*atualizado dia 29/05, às 9h48

Servia - FIVB

Sérvia comemora vitória sobre o Japão e vaga nas Olimpíadas de Londres

Acabou neste domingo o Pré-Olímpico mundial para as mulheres no vôlei. Depois do vexame de Cuba, que passou longe da vaga olímpica, Rússia, Coreia do Sul, Sérvia e Japão completaram as seleções que vão brigar nas Olimpíadas de Londres. O que vocês acharam? O torneio teve o resultado esperado?

Leia também: Cuba perde e está fora do vôlei feminino em Londres

Rússia foi o melhor time do campeonato, com sete vitórias e apenas um set perdido, na partida contra a Sérvia. Como de costume, Gamova foi a maior pontuadora em todas os jogos (apenas contra as sérvias ela marcou os mesmos 18 pontos que Estes). O time teve pouquíssimas mudanças, Merkulova entrou em alguns momentos, e Tatiana Kosheleva, importante peça da equipe que se machucou no Pré-Olímpico europeu, não entrou. A Rússia segue como uma potência e para Londres terá de novo Sokolova, que dá bastante volume ao time. Vai dar trabalho, mais uma vez.

A seleção da Coreia acabou na segunda colocação no Pré-Olímpico mundial, com duas derrotas, para Sérvia e Rússia. Por aqui, a segurança é a oposto Kim. Ela foi a maior pontuadora em cinco das sete partidas do time e chegou a marcar 34 pontos na vitória sobre o Japão. É um time asiático, de defesa e volume, mas com essa atacante forte e que sabe resolver.

Depois veio a Servia, apontada há tempos como grande time europeu, capaz de desbancar a Rússia no continente. Elas estavam desfalcadas no torneio, mas também têm jogadoras altas e rápidas e garantiram a vaga em Londres com uma vitória por 3 sets a 2 sobre o Japão, dono da casa. É mais uma seleção que pode brigar por medalha nas Olimpíadas.

E essa vitória ni tie-break fechou a lista, deixando o Japão na quarta colocação e dando a eles a vaga como a melhor seleção asiática fora do “top três”. Segundo o técnico Masayoshi Manabe, a equipe entrou nervosa contra a Sérvia e precisa melhorar a recepção. Mas os comentários foram que o time entregou, já que os 3 a 2 classificariam japonesas e sérvias para as Olimpíadas. Não consegui acompanhar o jogo, mas disseram aqui nos comentários que o Japão errou demais no último set. Bom, está na hora de rever esses regulamentos para impedir qualquer tipo de combinação…

Com o final do Pré-Olímpico mundial, Londres receberá Brasil, Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia, República Dominicana e as quatro últimas classificadas no torneio feminino de vôlei. E agora, quais são as seleções que subirão ao pódio nas Olimpíadas? Façam suas apostas!

Notas relacionadas:

  1. Semifinais do Mundial e outras coisas mais…
  2. Turquia, Rep Dominicana e mais dois brasileiros em Londres
  3. Cuba dá adeus a Londres no vôlei feminino
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 18 de maio de 2012 Seleção masculina | 11:28

Volta na seleção brasileira e baixa na equipe russa

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A Liga Mundial começa nesta noite e o primeiro adversário do Brasil na competição será a Polônia. E agora, com a volta de Ricardinho à equipe, quem Bernardinho vai escalar para o jogo? O veterano volta também ao posto de titular? Ou Bruninho segue no comando das jogadas?

Ricardinho - CBV

Ricardinho está de volta à seleção brasileira depois de cinco anos

Ricardinho precisa de jogos para se acertar com a nova seleção masculina. Quando ele reinava nas quadras, o seu fiel parceiro era Giba, com aquelas ótimas bolas aceleradas. Agora, a equipe brasileira tem caras novas e é necessário um tempo de adaptação. E não adianta só treino.  Por isso, Ricardinho pode ser uma pedida entre os titulares neste começo de Liga Mundial.

Leia também: Brasil estreia para voltar a dominar a Liga Mundial

Eu gostaria de ver Ricardinho jogando com Wallace como oposto, por exemplo. No Vôlei Futuro, o levantador não se deu tão bem assim com Leandro Vissotto, um cara que ataca mais bolas altas que velozes. Já Wallace, o cubano brasileiro, sabe bater na velocidade. E já que Vissotto ficou treinando em Saquarema, quem sabe o oposto do Sada Cruzeiro não ganha também uma chance? Acho que a dupla pode ficar boa.

Se a seleção tem a volta de Ricardinho, a Rússia terá uma grande baixa para o Pré-Olímpico mundial, que começa no sábado. Sokolova pediu dispensa e não viaja com o time para o Japão. É comum, quando falamos em Rússia, lembrar de Gamova e de seus mais de 30 pontos sobre o Brasil na final do Mundial de 2010 e em outros jogos. Mas Sokolova dá volume e consistência ao time e pode fazer falta. Quem retorna ao time é Kosheleva, mais uma boa atacante, mas ela se machucou no Pré-Olímpico europeu e não sei como ela volta.

Os próximos dias serão agitados no vôlei mundial…

P.s.: E o Brasil perdeu com Ricardinho na estreia na Liga Mundial. Assim que tiver um tempinho aqui no plantão na redação do iG eu coloco um post completo aqui no blog! Abs

Notas relacionadas:

  1. O que falam da volta de Ricardinho à seleção
  2. Que volta de Dante para a seleção brasileira!
  3. De malas prontas e de volta à seleção brasileira
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quarta-feira, 16 de maio de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina, olimpíadas | 10:34

Quem já tem e quem ainda pode ter a vaga olímpica

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Os Pré-Olímpicos continentais acabaram e ainda restam as repescagens mundiais para homens e mulheres. Até agora, quem já conseguiu a vaga para as Olimpíadas de Londres? Entre os classificados, já dá para saber quem está melhor? E entre aqueles ainda sonham com Londres, quem carimbará o passaporte?

Quem já está lá

Brasil-FIVB

Brasil venceu sem problemas o Pré-Olímpico Sul-Americano em São Carlos

Entre as mulheres, o Brasil entrou para a lista que já contava com Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia e República Dominicana. No masculino, Estados Unidos, Argentina e Itália completam a relação ao lado de Grã-Bretanha, Rússia, Polônia, Brasil e Tunísia.

Como conversamos por aqui, ainda é difícil falar qual o nível atual da seleção brasileira feminina, já que os rivais do Pré-Olímpico Sul-Americano foram mais fracos.  Os homens estreiam agora na Liga Mundial e a expectativa é para ver como será a volta de Ricardinho. Se ele encaixar as suas bolas rápidas com os atuais atacantes, como fazia nos anos de parceria com Giba, o Brasil ganha um ótimo ponto positivo.

Já entre os outros time, a Turquia mostrou suas credenciais no Europeu feminino, deixando Rússia e companhia para trás. É uma seleção que vem crescendo e vale ficar alerta. A República Dominicana também é outra que gosta de dar trabalho, ainda mais com Bethania de La Cruz jogando bem. Estados Unidos dispensam comentários e podem ser candidatos ao ouro.

No masculino, os norte-americanos ainda têm estrelas de Pequim, como Stanley e seu saque, e Anderson, que já foi destaque em Liga Mundiais. São os campeões e merecem respeito e cuidado. A Argentina é a seleção em crescimento, que busca amadurecer e, apesar de ter Conte e companhia, acho que ainda fica um pouco para trás.

Quem ainda busca a vaga

Cuba - FIBV

Cuba quase ficou fora do Pré-Olímpico mundial, mas deve conseguir a sua vaga

Os torneios classificatórios mundiais dão uma vaga aos asiáticos e três para seleções de outros países. No feminino, brigam Japão, Coreia, Taiwan e Tailândia, além de Sérvia, Cuba, Rússia e Peru. Por aqui, a briga não deve ser tão dura. O Japão deve ser o asiático classificado e Peru não tem ainda time para competir com os demais. No final, Cuba, que precisou de ajuda financeira para disputar o torneio, deve ir para Londres, ao lado de Rússia e Sérvia.

O masculino terá três torneios de repescagem, um na Bulgária e outro na Alemanha ao mesmo tempo e, depois, um no Japão. Essa será a chance de tradicionais como Bulgária e Cuba conseguiram as vagas. Sérvia, mesmo sem Milijkovic, ainda tem bons atacantes e segue na briga.

Agora é com vocês. Quem encara o Brasil em Londres? Quem serão os favoritos por lá? É só comentar!

Notas relacionadas:

  1. Mais uma vitória e a vaga na semifinal do Grand Prix
  2. Retrospectiva: 2011 teve vaga olímpica, sustos e decepção
  3. Dá para brigar por vaga no time no Pré-Olímpico?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:48

Na Copa do Mundo não dá para escolher adversário

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A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) divulgou nesta quarta-feira a tabela de jogos da Copa do Mundo, torneio que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres e, por isso, é visto para homens e mulheres como o mais importante da temporada. E a seleção masculina teve uma pequena vantagem…

O time de Bernardinho estreia diante do Egito, um rival mais fraco. E geralmente é bom começar contra o mais fraco para acabar com ansiedade e ganhar um pouco de ritmo. Mas logo depois, eles já encaram os Estados Unidos. Já as mulheres estreiam diante das norte-americanas, algozes da equipe nos últimos torneio. Ou seja, o jeito será já começar com força máxima.

Entretanto, a Copa do Mundo é um torneio no qual não dá para escolher adversários ou ficar fazendo contas. Tem que entrar para ganhar todas as partidas. Todos jogam contra todos e no final, quem somar mais pontos fica com o título. Fórmula simples, sem segredos, mas que pode reservar algumas armadilhas.

Os pontos são corridos e, portanto, qualquer jogo é importante. E o Brasil tem mostrado nesta temporada que demora a engrenar de fato nas competições. Tudo bem, a Liga Mundial foi o primeiro torneio, ainda era início de trabalho, mas a seleção masculina foi devagar. No Sul-Americano, mesmo com toda a superioridade, fez jogos feios e sem concentração alguma. A Copa do Mundo não permite esses erros.

Já no feminino, o time pode até se empolgar, mas alguns resultados do ano não foram, digamos, reais. De novo, no Sul-Americano o Brasil sobrou, só que neste caso, sobrou com louvor e concentração, como já comentamos por aqui. A equipe deve ir bem de novo no Pan, já que terá a seleção principal contra times provavelmente desfalcados. Mas no Grand Prix, quando encarou as rivais de fato, conseguiu uma crescente com ótimos jogos, com destaque para Thaísa e Dani Lins e um 3 a 0 na Rússia, mas parou diante dos Estados Unidos na hora da decisão. Agora, na Copa do Mundo, já estreia diante das norte-americanas e com o desgaste de ter acabado de jogar o Pan.

E os rivais ao longo da Copa do Mundo serão os tradicionais de sempre. No masculino, Rússia, que foi mal no Europeu, ganhou o convite e acho que segue como potência. No feminino, Estados Unidos, Rússia e Itália, se jogar completa, são os destaques. Vamos ver quem carimba o passaporte para Londres!

P.s.: aproveitando… Cuba definiu o time para o Pan-Americano com o ponta Leon, o levantador Hierrezuelo, o oposto Hernandez e o líbero Gutierrez, todos que estavam no Mundial (informação de Daniel Bortoletto, do Lance!). Time forte e um bom desafio para a seleção de novos de Rubinho.

Notas relacionadas:

  1. E Cuba está na Copa dos Campeões
  2. Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões
  3. Dá pra escolher adversário no meio do Mundial?
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sábado, 27 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:26

De 15 a 22 para a final do Grand Prix

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*atualizado às 11h40

Ao falar em Brasil x Rússia em um jogo de vôlei feminino, quase sempre vem à cabeça aquele 24 a 19 da semifinal olímpica de Atenas. O Brasil estava na frente e não conseguiu acertar nenhuma bola sequer para fechar. Neste sábado, quem sabe essa memória possa ser substituída…

Fernanda Garay - Divulgação/FIVB

Fernada Garay foi titular do Brasil no lugar de Mari. Natália também começou, no lugar de Paula

Depois de dois sets que mostraram como é importante ter o passe funcionando, o Brasil se perdeu. Nos primeiros sets, a seleção teve até alguns momentos de falhas (como na parcial inicial), mas no geral conseguiu trabalhar com a bola na mão de Dani Lins e a levantadora correspondeu, usando bem o meio (caminho esperado para vencer as gigantes russas). O Brasil era eficiente quando a recepção saia e ainda conseguia atrapalhar o passe das russas. Era a combinação saque e defesa que Zé Roberto havia pedido antes do jogo. Tudo estava bem e o placar indicava 2 sets a 0.

Aí veio o terceiro set. A Rússia cresceu na partida e chegou a abrir sete pontos. O bloqueio nacional se perdeu, enquanto o russo, se achou. E achou Thaísa pelo meio, duas vezes seguidas. O passe voltou a falhar, com erros de Natália, Fernanda Garay e companhia. Vendo assim parece que tudo estaria perdido e que a solução seria, pelo menos, voltar para o set para ganhar um pouco de ânimo e tentar fechar na quarta parcial. Mero engano.

Aos poucos, o Brasil se achou. Fernanda Garay, Natália e Sheilla soltaram o braço e marcaram logo na virada de bola. A Rússia chegou a abrir 22 a 15, mas o time nacional recuperou a bola com um meio de Fabiana. E foi a vez de Sheilla seguir para o saque. O serviço da oposta quebrou a recepção russa e as europeias usaram a sua jogada de segurança, com Gamova, de 2,02m, na entrada de rede. E lembra daquele 24 a 19? Ele se repetiu, mas para o outro lado.

O saque de Sheilla deu certo e os ataques de Gamova deram errado. Ela foi parada pelo bloqueio nacional, se sentiu pressionada e errou outras bolas. O sorriso sarcástico sumiu do rosto de Gamova. A Rússia só voltou a pontuar quando inverteu o jogo para a outra ponta da rede. Mas aí, o Brasil já tinha voltado para o jogo. Com a ótima marcação em Gamova, defesas lindas da líbero Fabi, e bolas no chão no contra-ataque com as ponteiras, a seleção saiu de 15 a 22 para 22 a 22! Foram sete pontos para apagar aqueles 24 a 19!

Depois, com a Rússia abalada, o time nacional manteve o ímpeto, Dani Lins fez as jogadas corretas, com segurança, e o Brasil fechou o jogo em 3 sets a 0 com um ataque de Fernanda Garay. O time saiu de um set quase perdido para a final do Grand Prix!

Moral da história

Dani Lins - DivulgaçãoFIVB

Brasil mostrou recuperação e acreditou no jogo

Chega de ter medo de enfrentar a Rússia! Elas também erram e têm fragilidades. Insistir em todas as jogadas com Gamova no final do set decisivo não foi o mais inteligente para o time. Vale lembrar que elas estava sem jogadoras importantes, como Sokolova, e outras novatas, mas que darão trabalho, como Goncharova, maior pontuadora do Grand Prix. Não foi o mesmo time que venceu o Mundial do ano passado, mas tinha boas peças em quadra. Basta ao Brasil controlar o emocional e apostar em seu jogo. Finalmente, parece que a seleção conseguiu esse controle.

O jogo mostrou que passe é fundamental. Sei que insisto nisso por aqui, mas realmente acho que esse seja o ponto chave do jogo. Durante o terceiro set, era possível escutar do banco de reservas do Brasil: “Passe na mão que vamos virar”.

Fernanda Garay leva vantagem em relação a Natália no fundamento. Quando o Brasil acerta no passe, Dani Lins está correspondendo e fazendo o que precisa. Ela está explorando bem os meios (Thaísa com 15 acertos e Fabiana, com 12 foram as maiores pontuadoras na semifinal) e fazendo jogadas mais seguras do que ousadas, mas o caminho está dando certo. Para quem  reclamou que estava criticando demais a levantadora, vi que ela melhorou nesta temporada e neste Grand Prix.

E ainda acho que Garay é o destaque do Brasil. Ela saiu da reserva, deu volume ao passe e também correspondeu no ataque. Com tudo isso, o Brasil chega a mais uma final e deixa um trauma para trás.

O adversário da decisão será os Estados Unidos, que venceram a Sérvia por 3 sets a 0 (25/22, 25/20 e 25/21). A partida do ouro será neste domingo, às 4h40 (horário de Brasília), com transmissão da Globo, Sportv e Esporte Interativo.

Notas relacionadas:

  1. A final olímpica de volta no Grand Prix
  2. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
  3. Quem é o destaque da seleção até agora no Grand Prix?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 26 de agosto de 2011 Seleção feminina | 15:16

E deu Rússia na semifinal

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Teremos Brasil x Rússia na semifinal do Grand Prix. O jogo era esperado na final do torneio, mas pelos comentários e atuação da Sérvia, elas mereceram ficar com o primeiro lugar da chave e só encarar a seleção feminina em uma possível decisão. A Rússia, que perdeu para as sérvias nesta fase final, venceram a China nesta manhã e ficaram no caminho do Brasil.

Leia também: Brasil vence Estados Unidos e vai à semifinal com o primeiro lugar no grupo

E agora, o que fazer para esquecer jogo como a final do Mundial de 2010 e encarar a Rússia mais uma vez? “Vamos precisar sacar e defender bem para ajudar o nosso bloqueio” foram as palavras de José Roberto Guimarães. O saque não é uma preocupação neste Grand Prix já que o Brasil está bem neste fundamento. E se a defesa fizer a sua parte, o bloqueio também já se mostrou o principal fundamento. Só é preciso esquecer o tempo de bola dos mais velozes, como tailandesas, japonesas, e focar na altura.

Do lado de lá, Gamova é a jogadora a ser parada. Ela segue como a segurança no ataque russo. Mas vale ficar alerta para Natalya Goncharova, destaque da vitória sobre a China. Enfim, a fórmula para jogar é a mesma de sempre…

Do lado brasileiro, a vantagem vem do banco. Nesta sexta, o Brasil começou mal contra os Estados Unidos e conseguiu voltar para o jogo. Fabíola e Tandara entraram e deram um bom ritmo ao time. Já Natália e Fernanda Garay começaram como titulares e fizeram jus à escolha de Zé Roberto. Garay, por sinal, é para mim um dos destaques do Grand Prix, como já falamos aqui no blog. Ela começou entrando em alguns sets, foi segura no passe e, agora, está no lugar da lesionada Mari (ela teve uma distensão no abdômen). E olha que Mari começou bem a competição, principalmente no ataque. Garay não é uma atacante muito alta, mas é técnica e boa no fundo.

Neste sábado, às 6h10 (horário de Brasília), a gente vê a seleção mantém o embalo ou repete a história contra a Rússia. Na outra semifinal, Sérvia encara os Estados Unidos às 8h40.

Notas relacionadas:

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

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