iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

28/07/2009 - 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , , , , , ,
19/07/2009 - 13:10

Reservas dão conta do recado na Liga Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei se despediu da torcida e da fase de grupos da Liga Mundial com mais uma vitória. De novo contra a Venezuela, a seleção fez 3 sets a 0 (veja como foi o jogo) no Mineirinho lotado. Mas a diferença nesta partida foram as caras novas em quadra. No último jogo, quase todo mundo teve o gostinho de entrar.

Brasil começou com os titulares e apenas uma mudança: Éder no lugar de Lucão para arrumar o bloqueio, principal deficiência do time na primeira partida em Belo Horizonte. A rede realmente melhorou e a seleção venceu, sem problemas. Como não teria muito mais o que testar com os titulares, Bernardinho colocou o banco em quadra, para dar ritmo a todos para a fase final. Depois de um pequeno susto, deu certo.

Com Thiago Alves, João Paulo, Rivaldo e Marlom, o Brasil sofreu no segundo set, principalmente com o saque de Diaz. Entretanto, eles logos se entrosaram em quadra e conseguiram fechar a parcial. No último set, Lucão e Léo Mineiro foram para o jogo e o time deu um passeio. É bom ver quem está com vontade de mostrar serviço jogando. Marlom manteve a precisão e a velocidade para o ataque e Thiago Alves e Rivaldo jogam com uma garra que empolga o resto do time.

Agora, chega de testes! Bernardinho fez o que era preciso. Formou seu time titular (Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba, Murilo e Serginho) e já sabe que tem bons jogadores no banco. Mais uma vez, ainda é preciso mais regularidade no saque. Vissotto, mesmo com 2,12m não tem o serviço mais potente do time, por exemplo.

Rivais das finais
Brasil deu sorte na fase final. Vai enfrentar Cuba e Argentina, enquanto Estados Unidos, Rússia e Sérvia duelam na outra chave. Os dois melhores do grupo passam para as semifinais. Será que vem o oitavo título da Liga Mundial por aí? Com a melhor campanha, em 12 vitórias em 11 jogos, muitos já apontam o Brasil como favorito ao ouro…

Prefiro a cautela. Todos ainda estão brigando por um lugar seguro no time titular, a equipe ainda é nova e, como disse a leitora Patrícia Silva, é melhor formar um time homogêneo e ganhar experiência que apenas um título. Vamos ver o que vem pela frente.

E você? O que achou de mais esse jogo do Brasil? Eles estão prontos para a fase final da Liga Mundial? Deixe o seu comentário no Mundo do Vôlei! Volto depois com um balanço das seleções classificadas para as finais e da renovada seleção masculina!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
04/07/2009 - 15:39

Brasil perde a invencibilidade na Liga Mundial

No jogo em Brasília, Mauro Berrutto, técnico da Finlândia, havia dito que estava perto de realizar um sonho ao quase bater o Brasil. Neste sábado, o sonho foi realizado. A Finlândia venceu o Brasil (veja como foi no post abaixo) e acabou com o único time invicto na Liga Mundial.

Os europeus venceram com armas conhecidas do nosso voleibol: saque forçado e velocidade no ataque. O serviço finlandês quebrou a recepção brasileira e, sem passe na mão, Bruninho não manteve o bom rendimento e a variação de jogadas da partida de sexta. Coisas de um bom levantador, mas ainda em formação. Bruninho está muito bem entrosado com Leandro Vissotto, Murilo e Rodrigão, mas ainda sofre com o passe irregular. Já Esko, da Finlândia, teve a bola na mão porque o saque brasileiro de novo não foi bom, e usou e abusou da velocidade com Mi Oivanen e Siltala. Os méritos deste sábado vão para eles.

E, mais uma vez, Marlom entrou muito bem na partida, ao lado de Rivaldo. Com os dois em quadra, o Brasil voltou a ter a variação de jogadas e a bola de fundo. E Rivaldo entrou com muita vontade, muito melhor do que nos primeiros jogos da Liga, quando foi titular contra a Polônia. Só que o levantador reserva brasileiro tem um grande problema: a altura. Com ele, a equipe ganha muita precisão no levantamento, mas perde no bloqueio.

Essa derrota deixa algumas lições. Nem tudo será simples contra o Brasil e nem sempre vão respeitar a camisa verde e amarela. A Finlândia respeitou no primeiro jogo e ficou travada, mas se soltou neste sábado e mereceu a vitória. Além disso, o saque precisa fazer efeito. Sem um bom serviço, nem o bloqueio de Vissotto, Rodrigão, Lucão e companhia dá conta.

E os outros times estão observando o Brasil o tempo todo, ou seja, sabem como esse novo time joga. A Finlândia aprendeu que a bola de segurança de Bruninho era com Lucão no meio e veio para quadra nesta manhã preparada para marcar essa jogada. Dito e feito! Bruninho tentou forçar o meio, que estava muito bem marcado. Mas o lado bom foi o crescimento de Murilo, melhor e com mais volume a cada partida.

E você? O que achou da seleção brasileira? O que faltou para a vitória neste sábado? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
04/07/2009 - 15:34

Finlândia 3 x 2 Brasil

1º set
Finlândia sai na frente com o bom saque do levantador Esko. Brasil empata com Leandro Vissotto, mas logo o time europeu reassume a liderança, mais uma vez com serviço forçado (5 a 2). Com dois bloqueios, seleção empata em 5 a 5. A situação se repete pouco depois. A Finlândia abre e o Brasil empata no bloqueio de Rodrigão (10 a 10). A virada saiu no saque de Giba e no primeiro erro de ataque finlandês. Com ótimas defesas e ataques de Mi Oivanen, Finlândia segue colada no placar, mas a seleção brasileira também arruma os contra-ataques e fecha em 25 a 22 em bola colocada de Murilo.

2º set
A parcial começa muito equilibrada, com defesas dos dois lados. Finlândia segue com saque forçado e velocidade no ataque e segura a vantagem. Os europeus param Murilo, que recebeu uma bola ruim, e abrem 7 a 4. Na sequência, ampliam a vantagem se aprovitando da recepção ruim brasileira e dos levantamentos forçados de Bruninho (9 a 5). Com saques de Lucão, que mantém a regularidade, Brasil encosta em 10 a 9. Seleção consegue empatar em 14 a 14, mas arbitragem dá uma bola fora de Murilo, que havia sido dentro, e os rivais voltam a assumir a liderança (16 a 14). Bernardinho mexe no time e coloca Marlom e Rivaldo na inversão do 5-1 e com dois bons saques do levantador reserva, Brasil vira (20 a 19) e, mesmo com a pressão dos europeus, fecha em 25 a 23 com Lucão pelo meio.

3º set
Mais um começo equilibrado, só que agora o Brasil parece variar mais as jogadas. Mesmo assim, a Finlândia se mantém à frente do placar, com dois pontos de diferença e vai para o primeiro tempo na liderança (8 a 6). Logo depois, os finlandeses param a jogada de meio de Rodrigão e abre quatro pontos no ataque de ponta (10 a 6). A vantagem aumenta no bloqueio em Vissotto (13 a 7) e vai para o segundo tempo também na frente, com volume de ataque e bloqueios (16 a 9). Brasil cresce e volta para o jogo com mais uma inversão do 5-1, mas a Finlândia fecha em 25 a 22 e leva o jogo para o quarto set.

4º set
Brasil segue com dificuldades no passe e a Finlândia de aproveita das falhas para começar na frente. Mas Bernardinho adianta e já faz a inversão do 5-1, que dá certo. Como em todas as passagens, o saque flutuante de Marlom atrapalha a recepção finlandesa e o Brasil vai para o tempo na frente (8 a 6). Com Rivaldo na rede, a seleção também melhora a posição do bloqueio e marca mais. Entretanto, a Finlândia segue pressionando e vira em uma bola baixa de Marlom para Rodrigão (15 a 14) e amplia no bloqueio de Siltala, que faz uma ótima partida, para cima de Giba (18 a 15).Rodrigão, com dois pontos no saque sem peso, recoloca o Brasil no jogo e na liderança, com 20 a 19. Só que a Finlândia, com Siltala, não deu chances e fechou em 25 a 22.

5º set
Brasil volta para o tie-break com Marlom, Rivaldo e Eder, que havia entrado no final do quarto set, em quadra. O jogo segue equilibrado, com uma pequena vantagem para a Finlândia, que ainda tem mais volume de ataque e a segurança com oposto Oivanen. E seu irmão gêmeo também saca bem e abre com um ace (11 a 9). Do outro lado, Brasil encosta na volta de Bruninho e Vissotto. Com saque de Giba, o gigante Vissotto, de 2,12, bloqueia. E na sequência, Giba faz um ace (13 a 13). Mas a Finlândia fecha em um excelente saque, com 17 a 15.

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , ,
19/06/2009 - 13:14

Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia

O começo da segunda rodada da seleção masculina na Liga Mundial foi mais complicado do que era esperado. No sufoco e sofrendo com saque e bloqueio da Finlândia, o Brasil suou para vencer por 3 sets a 2 (veja como foi o jogo no post abaixo) nesta manhã em Brasília na volta de Giba e Rodrigão ao time titular.

Giba ataca com bloqueio triplo - AFPO time da Finlândia não tem grande tradição no vôlei mundial, mas não se intimidou e usou o que tem de melhor para complicar a vida do Brasil: o saque forçado. Durante todo o jogo, os europeus dificultaram o passe brasileiro e Bruninho, que ainda não está perfeitamente entrosado com o resto da equipe, foi previsível em muitas jogadas (Pierre, leitor do Mundo do Vôlei, já tinha feito essa crítica nos jogos contra a Polônia). Com isso, quase sempre os atacantes nacionais chegavam para bater com bloqueio armado e muitas vezes triplo. E aí, faltou a malícia. Se tem uma parede na sua frente, para que atacar com força? É melhor explorar ou tentar largar. Enquanto os poloneses conseguiram fazer exatamente isso, o Brasil só se acertou um pouco com Giba e em alguns lances de Rivaldo.

A equipe de Bernardinho ainda apresenta altos e baixos. Algumas vezes, Bruninho consegue acelerar com Rivaldo e Murilo, o que já é uma melhora em relação às primeiras partidas. Mas esses dois atacantes ainda não estão na melhor forma. Já Lucão fez mais uma boa partida. De novo, foi bem no ataque e decisivo no saque, sempre muito forçado. A recepção brasileira também esteve bem nesta manhã, estava melhor posicionada e recuperou diversas bolas. Mas, voltando ao problema do ataque, nem sempre todo o esforço do fundo resultava em ponto.

A seleção ganhou experiência com Giba e Rodrigão em quadra. Porém ainda precisa amadurecer no conjunto e nem era esperado que todos já estivessem “no ponto” na terceira partida. Mas eu contava mais com alguns jogadores, como Murilo. Ele é o capitão do time, mas não mostrou liderança. E foi mais um que não soube se virar com bloqueio armado. Ainda falta alguém que bata no peito e chame a responsabilidade.

É um time novo, que está se conhecendo e, mesmo com tropeços, conseguiu se achar de alguma maneira e vencer. No saque por exemplo, os brasileiros viram que, depois de tanta pancada, tirar o peso atrapalharia a Finlândia. Lideram o terceiro set e o tie-break com essa tática. Venceram, mas ainda precisa melhorar.

E você, o que achou de mais esse jogo da seleção na Liga Mundial? Dê a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , ,
13/06/2009 - 12:25

Nova seleção masculina estreia com vitória

A renovada seleção masculina foi apresentada ao público brasileiro nesta manhã na vitória por 3 sets a 1 sobre a Polônia na estreia na Liga Mundial (veja como foi o jogo no post abaixo). Brasil busca o oitavo título da competição e, diante do ginásio do Ibirapuera lotado, demorou a se encontrar em quadra, mas cresceu ao longo do jogo e já mostrou as suas forças para o novo ciclo olímpico.

A potência do novo time de Bernardinho está no saque. Quase todos os jogadores têm um serviço muito forçado, como Bruninho, Lucão, Rivaldo e Murilo. No jogo desta manhã, o Brasil não saiu forçando, mas quando acertou o tempo, dificultou para os poloneses.

Entretanto, a seleção brasileira sofreu com o bloqueio bem posicionado e falta de entrosamento entre atacantes e levantadores. Bruninho não conhecida Rivaldo (oposto), e João Paulo (ponta), além de ter jogado pouco com Murilo (ponta). Com isso, nos primeiros sets, Bruninho soltou mais bolas altas e com pouca velocidade, deixando bem mais simples para o bloqueio adversário. Tudo melhorou a partir da terceira parcial. Jogando mais solto, o Brasil conseguiu variar no ataque e furou o bloqueio adversário e venceu sem grandes dificuldades. Rivaldo se acertou com Bruninho e Murilo se soltou mais.

A bola de segurança do Brasil é o meio-de-rede por um motivo simples: Bruninho joga ao lado de Lucão e Éder no Cimed e está perfeitamente entrosado com os dois. Poderia ter usado mais esse recurso na partida deste sábado, mas sofreu com o passe, que chegou muitas vezes quebrado e longe da rede. A defesa ainda não se arrumou. Apesar disso, quando a bola chegou para Lucão, o central cravou na quadra adversária. Ele promete dar trabalho aos rivais.

Quem promete complicar também é o gigante Leandro Vissotto, de 2,12m. Foi com a entrada dele que o Brasil reagiu no final do primeiro set. Ele bloqueia e ataca com muita facilidade e merece seu espaço.

Esse é o novo Brasil. Ainda deve acertar o tempo de bola e a defesa, mas tem potencial para crescer. Tanto que conseguiu crescer ao longo do jogo e depois de um começo com muitos erros, fechou o jogo com bons saques e contra-ataques.

E você? O que achou da esteia da nova seleção? Foi ao ginásio do Ibirapuera? Deixe o seu comentário e colabore com o Mundo do Vôlei!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , ,
Voltar ao topo