Renan | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012 Diversos | 12:34

Nem só de musas vive o vôlei…

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As musas do vôlei estão sempre estampadas nas capas de revistas, em comerciais de televisão…. Só nos últimos meses tivemos Mari Paraíba (que até já se aposentou das quadras) na capa da Playboy, Sheilla na capa da VIP, Jaqueline em campanhas publicitárias e nos últimos dias começou a ser veiculado na TV um comercial com Luciane Escouto, ‘miss do vôlei’ contratada da Unilever para a temporada. Mas nem só de musas vive o vôlei…

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As mulheres sempre tiveram seus preferidos em quadra e isso ganhou mais força a partir da década de 80, com a explosão do esporte com a Geração de Prata. E agora, o  eleito da vez é Murilo, destaque da era Bernardinho e que deve seguir como capitão da seleção no próximo ciclo olímpico. Ele fez um ensaio para revista TPM de novembro. Veja as fotos dele e de outros que foram os belos da sua época e que, como algumas das musas, já tiraram a roupa para as lentes de um fotógrafo.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

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Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

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Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

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Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

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sexta-feira, 27 de abril de 2012 Seleção feminina | 20:59

Bernardinho mescla novidade e experiência com Ricardinho

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Bernardinho divulgou, nesta sexta-feira, a relação de 18 jogadores para a disputa da Liga Mundial. Mais uma vez, a expectativa era para saber se o nome de Ricardinho estaria ou não nesta lista. Desta vez, o técnico preferiu manter o levantador na relação, deixando Marlon de fora. Depois de cinco anos, Ricardinho vai voltar a disputar uma competição pela seleção brasileira.

Vote na enquete: Você concorda com a volta de Ricardinho?

Como já comentei por aqui, o lado bom disso é a qualidade de Ricardinho, que nunca foi colocada em questão. Ele pode ter algumas atitudes que não me agradam, como as reclamações constantes, mas isso também faz parte do papel de capitão. E ele é um ótimo jogador, veloz e preciso e tem uma ampla experiência internacional, o que ajuda em um ano olímpico, no qual o Brasil chega pressionado depois do vice na Liga Mundial e o terceiro lugar na Copa do Mundo. Foram bons resultados, afinal foram pódios, mas mostraram um time com altos e baixos.

E a convocação também indica o fim de algum problema de convivência porque Bernardinho deve ter conversado com seus atletas antes de fechar a lista. Ele não iria querer um clima ruim na equipe exatamente agora. Que a volta do levantador faça bem à seleção e faça bem à Bruninho, que assumiu a vaga sem ter em quem se espelhar, sem aquela passagem de titular para reversa, como foi de Maurício para Ricardinho, por exemplo.

Bernardinho também resolveu apostar em algumas novidades, convocando nomes como Maurício Borges, Renan e Lucarelli. São todos jogadores que foram destaques na base e que tiveram bons desempenhos nesta Superliga. Maurício foi a segurança da final no Sada Cruzeiro. Renan é o oposto gigante de 2,17m do BMG/São Bernardo, que ajuda no ataque e no bloqueio. E Lucarelli foi diversas vezes caçado na recepção e sofreu, mas tentou não deixar isso abalar o seu ataque.

Agora é esperar pela Liga Mundial para ver como o Brasil se sai com as novidades…

Veja a lista de Bernardinho para a Liga Mundial:

Levantadores
Bruno (Cimed/SKY) e Ricardinho (Vôlei Futuro)

Opostos
Wallace (Sada Cruzeiro), Leandro Vissotto (Cuneo), Theo (RJX), e Renan (BMG/São Bernardo)

Centrais
Éder (Cimed/SKY), Sidão e Rodrigão (Sesi-SP) e Lucão (RJX)

Ponteiros
Giba (Cimed/SKY), Murilo (Sesi-SP), João Paulo Bravo (Arkas Spor Kulubu), Dante (RJX), Lucarelli (Vivo/Minas) e Maurício Borges (Sada Cruzeiro)

Líberos
Serginho (Sesi-SP) e Mário Junior (Vôlei Futuro)

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Campeonato Italiano, Superliga | 18:48

Por que Leandro Vissotto se dá tão bem no vôlei italiano?

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Leandro Vissotto - Divulgação

Leandro Vissotto é um dos jogadores de segurança do Cuneo

O oposto Leandro Vissotto chegou à seleção brasileira depois de títulos e várias partidas como destaque nos anos que ficou no Trentino. Na temporada passada, defendeu o Vôlei Futuro com altos e baixos e também caiu no time de Bernardinho em 2011. Na janela de mercado, voltou para a Itália e é mais uma vez o destaque, só que agora no Cuneo. Na quarta-feira, ajudou o time na classificação antecipada na Liga dos Campeões, por exemplo. Porque Leandro Vissotto vai tão bem no vôlei italiano e nem sempre tem o mesmo rendimento por aqui?

A explicação vem em um bate-papo exclusivo com o oposto de 2,12m. “A diferença entre o Campeonato Italiano e a Superliga é basicamente a bola e, com isso, muda todo o sistema de jogo. A penalty (usada no Brasil) é uma bola muito leve e de difícil controle , por isso, os sacadores a não forçam tanto. Assim, acaba ficando mais fácil passar, o que ajuda o levantador a distribuir bolas com velocidade e pelo centro. Na Itália é exatamente o contrário”, fala Vissotto.

“Aqui o saque é muito forçado porque a bola é mais pesada e mais fácil de ser controlada. Como serviço forçado e sem o passe na não, o levantador tem que se apoiar nos atacantes de bola alta. É por isso que sou muito efetivo e um jogador de decisão no Italiano”, completa o oposto. Os resultados comprovam a boa fase do brasileiro na Itália. Ele foi eleito o melhor jogador de dezembro no campeonato nacional.

Ter 2,12m e estar acostumados e esse tipo de jogo ajuda, e muito, Vissotto na Itália e nos torneios pelo Cuneo. Mas o que falta para se dar bem também por aqui e na seleção, como fez na reta final dos torneios de 2010? Quem sabe se antecipar um pouco ao ataque para chegar às bolas mais aceleradas?

A bola pode deixar o voleibol italiano mais “quadrado” e um pouco mais lento, mas os gigantes que atacam nas pontas também pode se dar bem no Brasil. Renan, de 2,17m e destaque do BMG/São Bernardo tem ido bem e foi o principal atacante do time na vitória sobre o RJX na noite de quarta-feira. Vissotto também te jogo para isso, basta se readaptar ao vôlei nacional para se dar bem também na seleção…

Mudança na tabela da Superliga
E falando no vôlei por aqui, a Superliga masculina tem um novo líder. O Sesi venceu o Montes Claros e, com o tropeço do Vôlei Futuro diante do Vivo/Minas, assumiu a ponta da tabela (leia mais sobre a partida). Agora sim os times não ganhando a sua cara e podemos ter ideia do que acontecerá na competição. O RJX ter perdido não é alarmante, por exemplo, porque jogou sem Dante e Lipe. Mas agora os times já estão entrosados e mais bem treinados. A tendência é que o torneio fique ainda melhor.

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011 Seleção masculina | 08:00

Giba aposta nas categorias de base, e você?

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Nesta semana, Giba comentou mais uma vez que pretende deixar a seleção brasileira depois das Olimpíadas de Londres e disse que a aposta nas categorias de base para que o Brasil siga no topo.

Para ele, as equipes do País tem jogadores para revezar e, como os mais novos treinam com os mais velhos em Saquarema, eles ganham experiência e queimam etapas (leia a matéria completa com Giba). Será que só isso é suficiente?

No Mundial juvenil masculino, que acabou há pouco no Rio de Janeiro, o Brasil ficou apenas com a quinta colocação. E, segundo o técnico Leonardo Carvalho, faltou tranquilidade e maturidade ao time (sim, estamos falando de uma seleção juvenil, mas os outros times foram melhores e mais maduros, ou pelo menos mais consistentes que o Brasil). Ele chegou a dizer que o time tinha vontade, mas faltava competência para virar as bolas e pontuar. Em vários momentos, a equipe teve chances de fechar e definir os jogos, mas acabou errando demais, perdendo o foco e o resultado foi acabar longe do pódio.

Vale lembrar que jogadores que foram destaque nas outras conquistas mundiais (o Brasil havia vencido as duas últimas edições, em 2007 e 2009), como Renan, estão na seleção de novos.

E falando nisso, se olharmos a seleção de novos, acho que Giba tem razão. Há atletas lá que já defenderam o time principal, como Thiago Alves, Éder e João Paulo Tavares, e também outros que logo estarão prontos, como Wallace e Renan. A seleção de novos está encaminhada, mas a juvenil ainda precisa de mais. Só ter gigantes no time não adianta. Tem que saber decidir. E a seleção principal chegou onde está não por ser a mais alta, mas por ser a mais habilidosa e saber jogar na velocidade, como já comentaram por aqui.

Já outras seleções seguem bem a renovação. A Rússia, campeã mundial juvenil, fez incríveis 32 pontos de bloqueio diante da Sérvia na semifinal e mostrou que esse ainda é o seu melhor fundamento. Já a adulta, campeã da Liga Mundial diante do Brasil, levou o título com um elenco jovem, comandado por Maxim Mikhaylov, oposto de 23 anos e grande destaque da competição e da final, e Dmitriy Muserskiy, central de 22 anos (relembre a final da Liga Mundial)

Tem também a Argentina, que surpreendeu na Liga com uma equipe jovem, com Facundo Conte, de 21 anos, e ainda viu os juvenis chegarem à final do Mundial pela primeira vez.

Para alguns times, a renovação é uma realidade, e para o Brasil?

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Superliga | 10:39

Ter mais de 2 metros ajuda… e muito!

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*atualiazada dia 14, às 14h04

A 14ª rodada da Superliga masculina começou na noite de terça-feira com vitória do BMG/São Bernardo sobre o Vôlei Futuro por 3 sets a 2, com parciais de 25/23, 25/21, 26/28, 19/25 e 15/12 em mais duas horas e meia de bola rolando. Durante o jogo foi possível ver algo que já parecia óbvio: ser alto ajuda, e muito.

O Vôlei Futuro é a equipe “sensação” dessa temporada com as contrações de Leandro Vissotto, Lucão, Ricardinho e Maário Jr. O central segue fora do time para se recuperar de uma cirurgia na mão e o levantador voltou, depois de trata uma lesão no joelho. Mas a boa distribuição de Ricardinho não foi suficiente para passar pelos gigantes (literalmente) do São Bernardo.

São Bernardo tem elenco e jovens e gigantes

São Bernardo tem elenco e jovens e gigantes

O elenco titular do time paulista tem uma média de altura, sem contar com o líbero, de 2,06m. O clube apostou em jovens para a temporada e não tem campeões olímpicos ou mundiais. Mas tem as suas armas. Além de contar com Renan, o mais alto da Superliga com 2,17m, tem Fidele, um levantador de 2,08m. O que esperar de uma equipe tão alta assim? Ataques para baixo e muitos bloqueios. E foi usando essa combinação que eles venceram o estrelado Vôlei Futuro.

O jogo foi disputado ponto a ponto, mas a quantidade de bloqueios desequilibrou. O São Bernardo, depois de vencer os dois primeiros sets, chegou à terceira parcial com nove pontos no fundamento contra apenas um de Araçatuba. Nem o oposto Leandro Vissotto, sobrecarregado na partida, conseguia espaço para bater na quadra rival. Vissotto saiu e o cubano Isnaga entrou improvisado de oposto para tentar mudar o ritmo do jogo. O ponteiro Mineiro também foi para quadra. O Vôlei Futuro conseguiu crescer, venceu dois sets, mas caiu no tie-break. E advinha como foi o último ponto? Bloqueio para cima de Leandro Vissotto! No final, foram 19 pontos do São Bernardo contra apenas seis do Vôlei Futuro no bloqueio.

Em uma Superliga tão disputada como essa ter um elenco de estrelas, ou ter levado o título do Paulista e dos Jogos Abertos, pode não influenciar tanto assim em quadra. O Vôlei Futuro, por exemplo, já levou um 3 sets a 0 do modesto Londrina e agora, teve mais uma derrota. O líder invicto Sesi já suou para passar pelo São Caetano, que ainda não venceu no torneio. Os jogos estão bem equilibrados e qualquer detalhe pode decidir. Se esse detalhe tiver mais de 2m, melhor ainda!

Mais uma do Vôlei Futuro

O time de Araçatuba é protagonista de mais uma confusão na temporada. A equipe já esteve envolvida em discussão de Leandro Vissotto com Serginho, hostilidades no Paulista, já viu briga depois de uma derrota para a Cimed em casa com bate-boca entre os jogadores e agora, tem Mário Jr suspenso. O líbero perdeu a cabeça na derrota por 3 sets a 2 para o Fátima/Sogipa e, de acordo com a súmula, disse aos árbitros: “Tu, tu e tu é ladrão, eu sou seleção”. Ele foi suspenso e ficará fora do próximo jogo, contra o São Caetano/Tamoyo (leia mais).

Não sei o que acontece com o time e seus jogadores, mas isso não é nada bom. Todos são bons profissionais, a equipe tem tudo para ainda despontar na Superliga, mas falta cabeça no lugar. Ricardinho, apesar de me parecer bem mais calmo nessa volta ao Brasil, ainda leva a fama de mau. O líbero reserva Daniel já esteve discussões nada agradáveis. E agora Mário Jr… Vamos jogar bola, gente? Elenco para isso o Vôlei Futuro tem de sobra!

E o recado vale para os outros times que já se envolveram em confusão. A Cimed, com Jardel que é um excelente central, mas de pavio curto, o Vivo/Minas, como comentaram por aqui (não assiste a esse jogo, então, não sei qual foi a confusão). Vôlei é na bola. A provocação faz parte do jogo, mas não pode ser extrapolada…

Resposta do Vôlei Futuro

Conversei com Leandro Vissotto nesta semana e, entrou outros temas, perguntei sobre essa “fama de mau” do Vôlei Futuro. Ele foi categórico em sua resposta: “A gente nunca começou uma briga. Só respondemos quando fomos provocados”.

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