Murilo | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins - Part 5

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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Seleção masculina | 12:29

Entre altos e baixos, Murilo é unanimidade na seleção

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A seleção brasileira masculina de vôlei folga nesta terça-feira no Campeonato Mundial e assiste ao duelo entre Alemanha e República Tcheca, rivais do grupo na terceira fase. E, depois de seis jogos no torneio, o Brasil vive alguns altos e baixos, mas um jogador é unanimidade: Murilo

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

Murilo é "o cara" do Brasil nesta temporada

O ponteiro, que já é destaque no time desde a Liga Mundial, segue recebendo elogios de todos. Mais uma vez, ele foi grande em quadra na vitória sobre a República Tcheca. Mesmo com o nervosismo da equipe, que perdeu dois sets graças, em grande parte, a diversos erros. No quarto e no quinto sets, o Brasil se reencontrou, encaixou o saque e venceu. Apesar da oscilação, Murilo seguiu firme o tempo todo. Ele forçou e acertou a mão no saque, foi presente na defesa e chamou bola no ataque.E o ponteiro foi lembrado por Bernardinho e pelo técnico tcheco após a vitória. Veja o que eles falaram da partida:

“Nós elevamos  nosso jogo a partir da metade do quarto set e tivemos o melhor desempenho do torneio no quinto. Murilo foi muito bom nesses sets e espero que ele possa descansar um pouco para o próximo jogo”, disse Bernardinho.

“É muito difícil tirar a diferença de três, quatro pontos no quinto set, ainda mais com os ataques de Murilo e Dante”, afirmou Jan Sbodova, comandante da República Tcheca.

Murilo, na minha opinião, é o cara desse time. Ele é um termômetro da equipe, como era Marcos Milikovic na Argentina, na década de 90, e como ainda é Milijkovic na Sérvia. A diferença é que esses dois são opostos e, normalmente, já são a segurança do time. No caso do Brasil, a segurança vem das pontas. E vamos ser justos: Dante também está muito bem desde que voltou à seleção.

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Rodrigão vive grande fase no Mundial

Outros “altos” na seleção
Aproveitando as palavras dos técnico, segue a minha visão sobre alguns jogadores do Brasil… Outro que vive em alta na seleção é o central Rodrigão. Muita gente já criticou suas atuações, já deixaram até comentários aqui no blog contra a sua convocação, mas ele está se superando em quadra. O central é o líder no bloqueio no torneio, com 24 pontos marcados neste fundamento. Além disso, tem feito belas cravadas no ataque.

Ainda no lado positivo, não posso ignorar Bruninho. Ele cometeu alguns erros contra os tchecos, mas está, no geral, se apresentando muito bem no Mundial. E vale lembrar que ele era, até o jogo de ontem, o único levantador do time! Bruno é novo, não teve tempo na seleção ao lado de grandes veteranos para “receber o bastão”, como aconteceu na troca de Maurício por Ricardinho, e está fazendo o que sabe e o que pode. E acho que está fazendo bem. Para aliviar a pressão, Marlon está de volta. Ele ainda se recupera, não deve suportar uma pressão toda, mas é um gigante por encarar a quadra depois de dias de cama, cinco quilos perdidos e tudo mais que passou com a inflamação no intestino.

Vissotto ainda precisa melhorar...

Vissotto ainda precisa melhorar...

Os “baixos na seleção”
Essa seleção ainda é um time em formação e que encara o seu primeiro grande campeonato. As oscilações são normais, mas tem gente que poderia render mais na equipe… Acho que Leandro Vissotto e Lucão se encaixam neste quadro. Vissotto é um grande oposto, mas parece inseguro em quadra e não solta o braço no ataque. E isso reflete na opção de Bruno em usar Murilo e Dante como os caras “de segurança”, tanto de ele ganhou uma boa opção com a entrada de Théo contra os tchecos. Já Lucão é dono de saque potente, mas ainda não acertou a mão. Ele tem errado demais no fundamento e precisa recuperar a confiança.

A concentração da equipe também entra nessa lista de “baixos”. Foi por nervosismo que o Brasil se complicou contra a República Tcheca. Antes, na primeira fase, deu bobeadas no fundo. E a partida contra Cuba, apesar de ter sido um grande jogo, poderia ter sido diferente se a seleção tivesse acertado mais contra-ataques. Na minha opinião, tudo isso é resultado de falta de concentração.

Com altos e baixos, o Brasil segue no Mundial e ainda é candidato ao título. Vamos esperar o jogo contra a Alemanha, nesta quarta-feira, para acertar os erros e confirmar a vaga na semifinal.

Notas relacionadas:

  1. Dante quer voltar à seleção… ainda tem espaço?
  2. Murilo comanda vitória na estreia na Liga Mundial
  3. Seleção brasileira x “jogueiros” da Holanda
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:15

Sufoco para seguir vivo no Mundial

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Quem disse que passar pela República Tcheca na terceira fase do Mundial seria uma tarefa simples? O Brasil usou o regulamento, perdeu para a Bulgária, caiu no grupo que queria e passou sufoco na estreia nesta tarde. A seleção mostrou altos e baixos e venceu no tie-break. Pelo menos, saiu de quadra de cabeça erguida, com um quinto set impecável!

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Logo de cara, os brasileiros entraram para mostrar que estavam mordidos com toda a repercussão da derrota para os búlgaros. Vibrando e com um saque fulminante, eles quebraram a recepção dos tchecos e fecharam a parcial. Além disso, mostraram concentração no jogo com quatro pontos de bloqueio contra apenas um dos europeus.

Mas toda a concentração e empolgação foi se apagando nos sets seguintes e o Brasil voltou a apresentar os erros das primeiras fases: vacilos no saque e falta de um oposto. Leandro Vissotto parecia inseguro em quadra e não estava soltando o braço. Com isso, era uma opção a menos para Bruninho. Ele aguentou em quadra até levar um bloqueio bobo na saída e dar lugar para Théo. O novo oposto também errou algumas bolas, mas deu mais volume ao time brasileiro.

A seleção perdeu dois sets sem vibração e graças aos seus erros. Os tchecos tem um ótimo jogador, o canhoto Ondrej Hudecek. Era ele quem batia as bolas mais rápidas e acho que não parado pelo bloqueio nacional. Platenik também foi bem. Mas o Brasil levou a virada porque o volume de jogo caiu. Enquanto o time nacional errava saque e finalizações (foram quatro pontos seguidos no final do terceiro set!), os tchecos acordaram na defesa e acreditaram no jogo. E vibraram muito a cada ponto!

O Brasil voltou a jogar como pode no quarto set, com a entrada de Théo. Mas a seleção só dominou mesmo e cresceu de verdade no tie-break. Aí sim foi um jogo quase perfeito, com saques eficientes, boa distribuição de bolas e ataques certeiros. O 15 a 8 no placar não foi a toa….

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Ainda não estou totalmente satisfeita com o Brasil, mas fico feliz com essa “crescida” no final do jogo. Demorou, mas o time engrenou! Dante e Murilo, mais uma vez, seguram o jogo. E Murilo protagonizou uma das jogadas mais bonitas deste mundial. No segundo set, ele defendeu uma bola fulminante, abriu, chamou bola e soltou o braço em uma linda diagonal curta. Rodrigão também foi gigante e segue em boa fase. Mas o que me deixa mais aliviada é a volta de Marlon. Ele está mais magro, deve estar jogando no sacrifício, mas segue com o ótimo toque de bola. Bruninho está aguentando bem a pressão, mas é ótimo saber que finalmente o Bernardinho pode inverter o 5-1!

Futuro no Mundial
E agora, precisa apenas da vitória sobre a Alemanha para chegar à semifinal. O jogo será nesta quarta, ao meio-dia. Já o rival da partida que vale a decisão pode não ser a Itália, como os brasileiros queriam. Vocês viram o jogo dos Estados Unidos contra a França? Acompanhei no tempo real da FIVB e os norte-americanos arrasaram! Stanley, carrasco no saque na final olímpica contra o Brasil, fez quatro dos cinco aces do time. Será que a Itália passa por eles na última partida? É, a vida não será tão fácil como nas primeiras fases…

E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a República Tcheca? Deu para deixar para trás toda a polêmica do jogo contra a Bulgária? Deixe seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
  2. Virada para acordar na Liga Mundial
  3. Sai a primeira lista para o Mundial… Sem Ricardinho
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sábado, 2 de outubro de 2010 Seleção masculina | 18:26

Brasil x Bulgária foi a decepção do Mundial

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*atualizado dia 4/10, às 12h17

Finalmente acabou Brasil x Bulgária pelo Campeonato Mundial masculino. O duelo valia a liderança do grupo, mas foi um jogo duro de assistir, de baixíssimo nível e com os dois times lutando para perder. Para mim, uma palavra resume essa partida: decepção!

A fórmula do campeonato beneficiava a Itália, que avança sem pegar nenhum grande time, e permite que se faça contas e se perca para cair em grupos mais simples. Rússia jogou para perder da Espanha para cair no grupo mais simples e fugir da seleção. Isso é direito e estratégia de cada um, mesmo que eu considere isso uma atitude contra o esporte.

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Mas o que me incomodou, e muito, foi como as coisas se desenrolaram em quadra para Brasil x Bulgária nesta tarde. A seleção poupou alguns de seus titulares, e Bernardinho deixou Murilo,que sentiu a panturrilha contra Cuba, Bruno, que teve febre durante a noite e sofre com o começo de uma gripe, e Lucão na reserva. Até aí, tudo bem. O técnico tem direito de montar o seu time e já pensar na próxima fase.

Sabemos da dificuldade em se jogar um torneio desgastante como o Mundial com apenas um levantador e não teria sentido forçar Bruno em um jogo como esse e correr o risco de ficar sem alguém para armar as jogadas no momento decisivo. O mesmo vale para Murilo. E já que Théo seria o segundo levantador, melhor testá-lo em um jogo mais simples no que colocá-lo na “fogueira”.  Do outro lado, também pensando no futuro, a Bulgária tinha todo o direito de ir para quadra com reservas… Mas a atuação dos jogadores, principalmente dos brasileiros, não tem justificativa!

Desde a primeira bola, todos estavam completamente apáticos, sem vontade ou vibração. Théo fez o que podia e, como não tem prática como levantador, usou bolas altas e lentas. Apesar do jogo feio e pouco eficiente, ele está perdoado porque pelo menos tentou. Mas e o resto do time? O Brasil levou nove aces e o fundo não funcionou em nenhum momento. Foram inúmeras falhas na recepção e na defesa. E isso não é problema do levantador. É falta de concentração e até de interesse na partida. Parecia que os jogadores estavam pensando: “para que vou me esforçar e correr para recuperar as bolas se não vale nada mesmo?” E nem assim Bernadinho mexeu e colocou outros reservas que poderiam salvar a partida, como João Paulo Bravo, especialista no fundo. Mais uma vez, decepção total. A torcida, que lotou o ginásio, vaiou e protestou, com toda a razão.

E depois da partida, Bernardinho e Giba, em entrevista ao Sportv, tentaram justificar, dizendo que a falta de respeito foi da Bulgária, ao escalar apenas um titular. Mas pelos menos os europeus soltaram o braço e não jogaram mais porque não são excelentes jogadores. Eles erraram demais, deram quase 10 pontos por set, mas tentaram fazer alguma coisa. Fiquei com a sensação de que o Brasil nem tentar tentou…

Como muitos comentaram por aqui, isso pode ter sido um protesto da seleção. Sim, o regulamento foi muito mal formulado. E, como disse, é um direito jogar de acordo com as regras e escalar quem quiser. Mas se foi um protesto, assuma essa posição e não tente se defender das críticas dizendo que a Bulgária foi a culpada. Depois, nos treinos em Roma, os brasileiros mudaram o discurso.

“A gente sabe que ficou ridículo. Mas fizemos porque o sistema de disputa permite. É um absurdo ver que o segundo tem tudo de melhor em comparação com o primeiro. Pode ter sido errado, mas é a forma mais simples de ser campeão. Todos têm direito de criticar. Foi a estratégia que escolhemos e achamos melhor”, disse Rodrigão ao jornal Lance!.

O protesto deu certo e a terceira fase será equilibrada, com Itália tendo que passar pela França e Estados Unidos para chegar às semifinais. Entretanto, ainda assim, eu fiquei incomodada.

No final, a seleção acabou na chave mais simples. Agora eles vão direto para Roma, evitam uma viagem a mais para Florença e encaram República Tcheca e Alemanha. O Brasil se valeu do regulamento, perdeu e se classificou, mas sem fazer nada de bonito. Não seria muito melhor, ao menos, jogar com garra, mesmo com os poupados, para chegar mais forte à próxima etapa?

Acho que o melhor que temos a fazer é  esquecer essa partida! Vou continuar na torcida pelo Brasil. Que os regulamentos das próximas competições sejam mais bem elaborados. E que essa apatia de hoje não contamine o Brasil. O alívio é que tudo isso acabou. Agora não tem essa de perder para cair um grupo mais simples. Tem que vencer e vencer para chegar à semifinal. Quero ver o campeonato começar para valer, na bola!

Notas relacionadas:

  1. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
  2. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
  3. “Grupo da morte” do Brasil e palpites para o Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Sem categoria | 18:37

Brasil faz o melhor jogo no “grupo da morte”

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O “grupo da morte” na segunda fase do Campeonato Mundial de vôlei começou não assustador para o Brasil. A seleção masculina teve a sua melhor atuação no torneio e venceu a Polônia por 3 sets a 0 nesta quinta-feira em Ancona, com parciais de 25/16, 25/20 e 25/20 (veja como foi o jogo). Ótimo começo na segunda fase!

Digo isso porque a Polônia, geralmente, é um time que dá trabalho. Mas nesta partida, eles viram o Brasil arrasador desde o começo e não tiveram chances. Ficaram à frente do placar apenas no segundo set, e por pouco tempo. Kurek, que era apontado como “o cara” do time pouco apareceu e não deu trabalho. Os poloneses conseguiram defender algumas bolas, armaram bonitos contra-ataques, mas erraram muito e não resistiram.

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Bloqueio brasileiro também foi bem e marcou nove pontos

Já os brasileiros foram muito bem. Disse no post anterior disse que esperava que o executasse bem o saque e fui atendida! Murilo foi o nome do fundamento, com cinco aces, mas todos sacaram com inteligência. A seleção combinou bem a potência com o serviço tático e teve boas passagens com diversos jogadores, como Dante, aniversariante do dia, Bruno e Lucão.

Também pedi um Leandro Vissotto mais ofensivo, como em momentos da partida contra Cuba. Mais um pedido atendido. O oposto finalmente fez um grande jogo neste Mundial, soltando braço no começo, aliviando quando estava na cara do bloqueio e também fechando a porta para os poloneses. Ele foi o maior pontuador, com 21 acertos (17 no ataque e quatro no bloqueio). Sim, ele levou alguns bloqueios, mas cresceu muito em quadra.

O que melhorou também forma os contra-ataques. A defesa estava ligada todo o tempo e a recepção também funcionou. Em um dos poucos momentos de bobeada no fundo, a Polônia equilibrou. Porém, logo Bernardinho pediu tempo, chamou os jogadores e a concentração voltou. Os erros nas finalizações que custaram a vitória para Cuba foram solucionados.

A partida desta quinta-feira deixou uma boa sensação: de que o time está crescendo neste Mundial. Agora o Brasil descansa nesta sexta-feira e encara a Bulgária, no sábado. Mas, como já disseram por aqui, os cruzamentos desse torneio preocupam. Sair dessa fase com duas vitórias daria moral, mas colocaria o Brasil ao lado de Rússia e Espanha ou Sérvia. Se passar em segundo, terá pela frente provavelmente República Tcheca e Alemanha. Já a Itália só tem vida fácil, como vocês leitores comentaram. É estranho e não sei qual a melhor opção. Mas, como Giba comentou depois do jogo de Cuba, eles sabiam que não seria fácil e como querem chegar até Roma, na final, não podem escolher adversários!

Parabéns, Dante!
Dante completou 30 anos na quinta-feira e, além do 3 a 0 de presente contra a Polônia, ganhou bolo dos companheiros. Vissotto postou uma foto à noite em sua página do Twitter. Parabéns, Dante!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E o primeiro pedaço vai para... Mario Jr!

E vocês? O que acharam da vitória do Brasil sobre a Polônia? Foi a repetição da final do Mundial de 2006, até com o mesmo placar e a mesma superioridade nacional. Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Vitória com aula de bloqueio no Grand Prix
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Seleção masculina | 19:25

Cuba vence Brasil em jogaço no Mundial

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Brasil x Cuba era o melhor jogo deste grupo B na primeira fase do Campeonato Mundial. E em quadra, os times atuaram à altura das expectativas. Com uma bela partida, repleta de saques potentes, bolas cravadas e defesas surpreendentes, Cuba venceu o Brasil por 3 sets a 2 (34/32, 18/25, 23/25, 25/21 e 15/12).

O jogo
A partida começou com a cara de Cuba, com saque muito fortes. Os caribenhos marcaram cinco aces na primeira parcial. Mas o Brasil não se intimidou e se mostrou bem melhor na recepção do que nas primeiras partidas do Mundial. Aos poucos o serviço cubano perdeu a potência e, apesar de continuar eficiente, marcou menos pontos direitos. Do outro lado, a seleção errou alguns saques no finalzinho do set e perdeu por 34 a 32.

Na segunda parcial, o saque nacional melhorou e aproveitando-se de boas passagens de Bruno no fundamento, o time jogou a responsabilidade para cima de Cuba, que passou a errar mais. Depois de não fazer nenhum ace, eles viram o Brasil fechar e empatar o jogo.

Vissotto foi destaque no terceiro set

Vissotto foi destaque no terceiro set

No terceiro set, entretanto, Cuba mostrou grande volume de jogo. A seleção, que é elogiada pela potência física no saque e no ataque, defendeu bem e chegou a abrir seis pontos de vantagem. De novo, com Bruno no saque e a melhor rede, com Vissotto, Rodrigão e Murilo, o Brasil buscou. Foi o melhor momento no jogo de Vissotto! Melhor no bloqueio (que fez cinco pontos na parcial), a seleção virou a partida.

Mas equilíbrio e ótimas jogadas na sequência da partida. A partir do quarto set, Cuba usou e abusou de uma de suas armas: o oposto Hernandez. Se o passe saia ruim, ele recebia bola e virava mesmo assim. E ainda pedia para atacar! Além disso, Leon, na ponta, e Simon, no meio, continuaram voando. Os cubanos levaram o jogo para o tie-break, se aproveitaram de poucas falhar do Brasil no contra-ataque e fecharam o jogo, assegurando a liderança do grupo B.

Os destaques
Tanto Cuba quanto Brasil mostraram um voleibol de alto nível. Cuba não teve os famosos altos e baixos e manteve a energia, principalmente no ataque, do começo ao fim. Já o Brasil, nas palavras de Bernardinho, fez o seu melhor jogo do ano, apesar da derrota.

Quem me chamou a atenção na seleção foi mais uma vez Bruninho. Ele arriscou, forçou bolas chutadas e deixou os atacantes baterem diversas vezes no simples. Sim, ele errou algumas bolas, mas isso é normal. Fez uma ótima atuação.

No ataque, Murilo voltou a ser o grande nome, recebendo mais bolas e virando com consciência. Assim como no jogo da Espanha, ele comandou também o fundo e se apresentou na recepção. Infelizmente teve que sair no quarto set, com caibrãs, mas terá alguns dias para se recuperar até a próxima partida. E Giba entrou e ganhou elogios de Bernardinho, mas o Brasil não foi o mesmo no fundo.

Ainda sobre o ataque, fiquei mais feliz com Leandro Vissotto. Ele teve altos e baixos, mas finalmente soltou o braço do alto e seus 2,12m. Também foi fundamental na vitória no terceiro set e acho que, pela primeira vez nesta temporada, foi um oposto de verdade, seguro em todas as bolas. Mas tem que conseguir manter esse ritmo toda a partida.

Hernanez foi o maior pontuador da partida, com 28 acertos

Hernanez foi o maior pontuador, com 28 acertos

Mas oposto mesmo foi o cubano Fernando Hernandez. Ele tem 21 anos, está no primeiro Mundial e em ótima fase. Ele pediu bola, bateu no peito, encarou os brasileiros e não se intimidou em nenhum momento com o bloqueio ou a defesa da seleção. Que sirva como exemplo. Vamos falar a verdade, Cuba é um exemplo no ataque de maneira geral, com jogadas plásticas, bolas cravadas. Leon, o garoto de 17 anos é uma bela realidade. Simon no meio é um gigante no ataque e tem boa visão no bloqueio. Não foi a toa que o jogo foi tão bom…

E acho que o saque ainda merece destaque nesta partida. Quem saca pesado o tempo todo está acostumado a receber pancadas sempre, não é? Portanto, o Brasil melhorou quando jogou com inteligência no serviço. Para que correr risco na pancada? O melhor foi usar o serviço tático, pensar onde colocar a bola e acreditar no seu potencial. As melhores viradas, como disse na descrição do jogo, aconteceram com Bruninho no saque, usando essa tática. Na bola mais leve, colocada, com auxílio do bloqueio e do contra-ataque, o Brasil segurou o jogo e cresceu. A seleção errou serviços, vacilou, mas se encontrou ao longo do jogo. O time tem que levar essa lição para a próxima fase e se aproveitar dessa passagem para pontuar, afinal, com o levantador no saque, a seleção tem a sua melhor rede e o bloqueio mais forte, com Vissotto, Rodrigão e Murilo.

A próxima fase
Acho que já falei demais da partida… Vamos olhar para frente. Agora a seleção brasileira vai para o grupo N e encara Polônia, no dia 30 de setembro, e Bulgária, no dia 2 de outubro. São dois times foram apontados como favoritos por Bernardinho.

Notas relacionadas:

  1. E Cuba está na Copa dos Campeões
  2. Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões
  3. Brasil vence Polônia em seu melhor jogo
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

domingo, 26 de setembro de 2010 Seleção masculina | 18:13

Bloqueio + sequência de saque = 2ª vitória no Mundial

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*atulizada às 21h10

A seleção brasileira masculina venceu a segunda partida no Campeonato Mundial. O jogo desta tarde foi contra a Espanha e foi mais complicado que o esperado. Com erros no fundo e falhas no saque, o Brasil demorou a embalar até conseguir se impor e fazer 3 sets a 1 para cima dos europeus (veja como foi a partida).

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Já sabíamos que a partida mais simples dessa chave tinha sido a estreia contra a Tunísia. A Espanha joga na velocidade e poderia complicar. Só não achava que fosse complicar tanto. Logo de cara, o Brasil mostrou a sua principal arma para o jogo: o bloqueio. E na sequência, colocou em quadra a sua deficiência: o fundo de quadra.

No primeiro set, o bloqueio parou diversas jogadas da Espanha (marcou oito pontos), mas faltou um pouco de conexão com o resto. A recepção falhou e a defesa também. Com isso, foi complicado contra-atacar. E o Brasil só não perdeu a parcial graças ao bloqueio, que segurou os ataques europeus.

No segundo set, a Espanha manteve a velocidade no ataque, sendo eficiente nas pontas, e o bom saque e até venceu sem muitos problemas. Do lado brasileiro, diversos pontos dados de graça em saques. Todo mundo que ia para o serviço errava, de Murilo e Lucão, tentando forçar, a Rodrigão, sacando balanceado. Assim não dava…

As boas sequências vieram na terceira parcial. Finalmente o Brasil acertou o saque e o jogo foi se encaixando. Murilo teve sua boa passagem, depois Lucão e até Théo, no quarto set. E essa foi a chave da vitória. Com o saque funcionando, a seleção se manteve forte no bloqueio e ainda conseguiu se armar e forçou o jogo para o lado dos espanhóis, que começaram a errar também. E no final, o time nacional teve tranqüilidade e domínio e fechou a partida.

Quem se destacou e quem falhou
No geral, a seleção demorou a engrenar. A exceção foi Rodrigão. O central fez nove dos 18 pontos de bloqueio do Brasil no jogo e ainda cravou belas bolas rápidas. Méritos também para Bruno, que parece estar suportando bem a pressão de ser o único levantador do time e fez jogadas lindas e precisas (só para lembrar, Marlon faz exames nesta semana para saber se segue ou não no Mundial, mas, segundo o regulamento, Bernardinho não pode convocar ninguém para o seu lugar).

Dante foi a maior pontuador da partida

Dante foi a maior pontuador da partida

No ataque, a segurança ficou na ponta, com Dante. Ele foi o maior pontuador da partida (17 acertos, sendo 15 no ataque e dois no bloqueio) e virou de todos os lugares da quadra. Já Murilo ajudou muito mais na defesa que no ataque, na tentativa de arrumar o setor mais deficiente do time, com Mário Jr também devagar, principalmente nos primeiros sets.

A posição de oposto segue como a minha preocupação no time. Leandro Vissotto começou como titular, mas não estava soltando o braço. Théo entrou no segundo set e ficou, mas também perdeu jogadas bobas. Essa bola de segurança precisa se encaixar.

Para tentar aumentar a rede no bloqueio, Bernardinho improvisou na inversão do 5-1 com Vissotto na rede e João Paulo Bravo no fundo. A formação ajuda, mas apenas para o momento do saque. Quando a bola muda de lado, Bruno tem que voltar para levantar. É complicado se virar com um levantador e eu sinceramente não sei quem poderia assumir esse papel (aceito palpites e sugestões nos comentários!).

Agora o Brasil encara Cuba no jogo que vale a liderança do grupo B e, contra nossos tradicionais rivais, é bom não vacilar. Cuba é sempre um time duro, com explosão e força física e ótimos atacantes. A seleção precisa de acertar no fundo e não desperdiçar as finalizações para evitar complicações contra os caribenhos. Vamos ver o que acontece amanhã!

P.s.: e quem viria que a Sérvia perderia para o Canadá? Isso é Mundial. Ao final da rodada farei um balanço com os principais resultados…

Notas relacionadas:

  1. Saque e bloqueio dão vitória sobre a Polônia
  2. Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia
  3. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010 Seleção masculina | 15:35

Seleção brasileira renovada e os rivais no Mundial

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A seleção brasileira masculina estreia neste sábado na busca do tricampeonato mundial. Para quem acompanha vôlei, já é normal vermos Bruninho no levantamento, Leandro Vissotto no ataque e Murilo, coadjuvante no time até a Olimpíada de Pequim, como “o cara” da equipe um líder em quadra. O Mundial será a grande prova desse novo elenco, que se renovou depois da prata olímpica.

Passei os últimos dias escrevendo especiais sobre o Mundial aqui para iG e um deles fala exatamente disso, da mudança de geração (veja a matéria). Dos campeões em 2006, restam na equipe apenas Murilo, Giba, Dante e Rodrigão. E agora, o Brasil tem um novo time para ser campeão mundial?

Eu tenho algumas ressalvas, mas sou torcedora assumida. Acho que o Brasil ainda está sofrendo no levantamento e na posição de oposto. Marlon, que seria o titular, está com uma inflamação no intestino e não joga contra a Tunísia. Já Bruno, acabou em baixa na Liga Mundial e não repetiu na seleção os bons jogos da Cimed. Mas Bernardinho já disse que ele voltou a jogar bem. No ataque, Leandro Vissotto é um cara alto, presença ótima no bloqueio, mas que também não fez na Liga Mundial o que mostrou no Italiano. Ele cresceu nas finais e espero que esteja bem de novo!

Já na ponta, o Brasil está bem servido. Murilo é o jogador completo e Dante, que sentiu dores nas costas antes do último amistoso contra a Alemanha, voltou para a seleção com um execelente desempenho. Se ficar de fora, tem Giba como substituto. No fundo, Mario Jr está segurando bem a vaga de Serginho.

Aposto que o Brasil terá uma boa campanha no Mundial. Não acho que será simples, pode ter altos e baixos no meio do caminho, mas acho que tem chance. É esperar para a estreia contra a Tunísia neste sábado!

OS OUTROS TIMES
Outro especial para o site teve a colaboração de Murilo. Ele aceitou o meu convite e, com a ajuda de Georgia (assessora da CBV que acompanha o Brasil no Mundial), analisou os rivais do Brasil e as principais seleções para o Mundial, Veja as notas do atacante para as equipes e depois, claro, fiquem à vontade para comentar!

Grupo do Brasil na primeira fase
TUNÍSIA : ficou em 16º no Mundial de 2006, não jogou a Liga Mundial de 2010 e não participou das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Não conheço o time deles, mas temos que nos preocupar com esses times pequenos que adoram jogar com os times grandes”

ESPANHA: ficou fora do Mundial de 2006, da Liga Mundial de 2010 e das Olimpíadas de Pequim
sem nota: “Vem fazendo um trabalho de renovação. O técnico é o argentino Julio Velasco, um velho conhecido nosso e muito respeitado. Não vimos nenhum jogos deles no ano, mas temos que tomar muito cuidado com a Espanha”

CUBA: ficou em 15º no Mundial de 2006, em 4º na Liga Mundial de 2010 (derrotado pelo Brasil na semifinal) e não jogou as Olimpíadas de Pequim
nota 7,5: “Cuba é um time muito forte fisicamente. A cada ano eles perdem jogadores importantes. Para esse Mundial foi Sanches que era um oposto destro e agora eles estão com dois canhotos”

Candidatos ao título
RÚSSIA:
ficou em 7º no Mundial de 2006, em 2º na Liga Mundial de 2010 (perdeu para o Brasil na final) e foi bronze nas Olimpíadas de Pequim
nota 8,5: São muito fortes no bloqueio e no ataque e ainda tem um saque muito forte. Eles ainda conseguiram um jogador que vai equilibrar o jogo deles na recepção que é o Berezhko. São favoritíssimos ao Mundial.

ITÁLIA: ficou em 5º no Mundial de 2006, em 6º na Liga Mundial de 2010 e em 4º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Vai jogar em casa com a torcida do lado. Vem sofrendo nos últimos anos. Eles não fizeram pódio em nenhuma competição nem mesmo no europeu. Tem muita tradição. Estão apostando todas as fichas deles nesse Mundial. O técnico deles garantiu que eles vão chegar ao pódio nesse Mundial”

POLÔNIA: ficou em 2º no Mundial de 2006 (perdeu para o Brasil na final), em 10º na Liga Mundial de 2010 e em 7º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Fez a última final com o Brasil em 2006 e foi campeã européia ano passado. Nós sabemos do potencial deles que merecem ser respeitados”

SÉRVIA: ficou em 4º no Mundial de 2006, em 3º na Liga Mundial de 2010 e em 8º nas Olimpíadas de Pequim
nota 8: “Nós gostamos de comparar a Sérvia com o Brasil porque é uma equipe muito técnica. Deu uma renovada essa temporada na posição de oposto e levantador, o que é sempre muito difícil. O levantador (Mitic) vem jogando muito bem e tem dois ótimos centrais (Stankovic e Podrascanin)”

BULGÁRIA: ficou em 3º no Mundial de 2006, em 7º na Liga Mundial de 2010 e em 5º nas Olimpíadas de Pequim
nota 7: “Tem jogadores muito fortes no ataque e no bloqueio, mas acabam pecando um pouco na recepção onde nós conseguimos tirar uma vantagem, já que jogamos bastante contra eles esse ano (foram quatro vitórias em quatro jogos na Liga Mundial)”

ESTADOS UNIDOS: ficou em 10º no Mundial de 2006, em 8º na Liga Mundial de 2010 e foi campeão das Olimpíadas de Pequim (venceu o Brasil na final)
sem nota: “Eu não vi nenhum jogo deles esse ano. O pós-olimpíada não fez bem para eles, que perderam o Ball (levantador) que era uma referência para o time. Não sabemos como eles vão se apresentar, mas são os atuais campeões olímpicos e merecem ser respeitados”

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terça-feira, 20 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:14

É chegada a hora das finais da Liga Mundial

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As finais da Liga Mundial começam nesta quarta-feira, na Argentina. O Brasil busca seu nono título no torneio, assim como a Itália. Cada uma está em grupo e podem, quem sabe, se enfrentar na semi ou mesmo na final deste ano. Para nos localizarmos nas chaves, um resumo de cada grupo e suas seleções rumo à decisão. No final, vocês também podem, e devem, fazer as suas análises e dar os seus palpites!

Grupo E: Argentina, Brasil e Sérvia
Argentina: É a dona da casa e busca o primeiro pódio na Liga Mundial. Vi poucos jogos dos anfitriões e não fiquei surpresa. Eles têm um time renovado e um grande treinador, Webber, que conhece muito bem os brasileiros e o seu estilo de jogo, já que atuou muitos anos por aqui. Será o adversário do Brasil na estreia, no dia 21 de julho, às 21 horas.

Brasil: Chegou até aqui com uma derrota em casa e alguns jogos sem impressionar. Mas, como todo time de Bernardinho, cresceu nas últimas partidas. Vissotto e Murilo são dois nomes de destaque. O primeiro jogou bem desde o começo e mostrou versatilidade, bloqueando e atacando mesmo sendo um “baixinho” de 1,90. O outro, o gigante do time, foi o diferencial contra a Bulgária e se tornou o verdadeiro homem de segurança. Os outros jogadores também merecem méritos, afinal, esse time não é de um atleta ou de outro. É um grande conjunto. O que precisa ser trabalhado, entretanto, é o saque. O Brasil foi irregular neste fundamento na primeira fase da Liga e isso pode pesar na hora da decisão.

Sérvia: Conseguiu a vaga como melhor segunda colocada. Segundo Bernardinho, é habilidosa e considerada a “brasileira da Europa”. As estatísticas do torneio comprovam a força do time. O oposto Sasa Starovic, de 22 anos, assumiu o lugar deixado por Milijkovic, o melhor jogador do país. O jovem é o maior pontuador da Liga Mundial e dono do melhor saque. Pela ponta, a seleção conta com Stankovic, terceiro melhor atacante. Ainda é comanda pelo levantador Petkovic, o líder no fundamento. Eles devem buscar uma revanche contra o Brasil, já que foram derrotados em casa na final do ano passado. Brasil e Sérvia se enfrentam no dia 22 de julho, também às 21 horas.

Grupo F: Itália, Rússia e Cuba
Itália: Pode se dizer que, depois de algumas temporadas sem um grande voleibol, os italianos foram a surpresa da primeira fase. Lideraram seu grupo, passando por Sérvia e França, e ganharam elogios de Bernardinho. “Os italianos estão voltando ao rol dos finalistas. Chegam por méritos próprios e são candidatos ao título. O time mescla jovens com grandes veteranos, como o Fei, que é um excelente passador e diferencial da equipe; o Mastrangelo, um dos maiores bloqueadores do mundo; e o Vermiglio, um grande levantador. Taticamente a Itália beira o brilhantismo”, disse o técnico ao site oficial da CBV. Se o Brasil ficar em primeiro do grupo e a Itália em segundo, ou vice e versa, eles duelariam na final. Gostaria de ver essa decisão neste ano. Seria uma bela briga pela supremacia na Liga, já que Brasil e Itália tem oito títulos cada um.

Rússia: É a grande equipe dessa Liga Mundial. É um time com o jogo típico da escola europeia, com muita força. Eles sacam e bloqueiam muito bem. O oposto Dmitriy Muserskiy é o melhor bloqueador do torneio até agora. O central Volkov, outro destaque, é o sétimo no fundamento. No saque, a Rússia é a única seleção com dois jogadores entre os cinco melhores: Muserskiy, de novo, na 3ª posição, e Mikhaylov, na 4ª. É o provável adversário do Brasil em uma final. Pode depender do duelo contra a Itália para definir o líder do grupo.

Cuba: É um time que joga na força física. Eles têm explosão no ataque e pancada no saque. Podem complicar, mas acho que ainda estão atrás da Rússia, pelo menos. Mas, como bem conhecemos o jeito cubano de jogar, melhor não menosprezar. Os jogadores mudam, mas a marra é a mesma. Eles crescem e ganham confiança quando estão na frente. O jovem León, de 16 anos, segue no time como grande força no serviço.

Jogos da fase final da Liga Mundial
Grupo E
21/07 – 21 horas – Brasil x Argentina
22/07 – 21 horas – Sérvia x Brasil
23/07 – 21 horas – Argentina x Sérvia

Grupo F
21/07 – 17h30 – Itália x Rússia
22/07 – 17h30 – Rússia x Cuba
23/07 – 17h30 – Cuba x Itália

Agora é com vocês! O que esperam das finais da Liga Mundial? O Brasil chega à decisão? Contra quem? Deixem seus comentários!

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quarta-feira, 7 de julho de 2010 Seleção masculina | 12:46

A vitória que vale a classificação na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina pode assegurar a vaga na fase final da Liga Mundial nesta quinta-feira. Para isso, é preciso vencer a Bulgária fora de casa. E agora, o que deve ser feito no time para segurar a liderança e garantir logo o passaporte para os jogos na Argentina? Vamos a alguns palpites…

Concentração
O Brasil chega à Bulgária com duas vitórias sobre a Coreia do Sul, mas com alguns problemas. Pedi ajuda para Thiago Alves para entender o aconteceu com a seleção para perder uma parcial em cada jogo. “O time vacilou porque nos dois dias estávamos vencendo o 3º set e, no final, acabamos entregando nos nossos próprios erros. Se não me engano, no sábado os dois últimos pontos foram dois aces que ficamos naquela dúvida se ia dentro ou fora”, disse.

Isso pode ser falta de concentração, afinal, o Brasil se perdeu com os próprios erros. Contra a Bulgária, é fundamental ter atenção a todos os detalhes já que, do outro lado da quadra, estarão jogadores experientes, bons no ataque e que também sonham com a vaga na fase final.

Saque x recepção
Como vimos no primeiro final de semana da Liga Mundial, o jogo da Bulgária é baseado em saque forçado. Eles sacam pesado o tempo todo e a nossa recepção precisa estar ligada para, mesmo assim, conseguir passar bem as bolas para não cairmos nas jogadas mais lentas.

Inteligência no ataque
E chegamos a outro ponto observado por Bernardinho depois dos primeiros jogos. Para vencer a Bulgária, é preciso atacar com inteligência. Não adianta soltar o braço contra o bloqueio deles, que é muito bem armado. Tem que explorar no caso das bolas mais altas e acelerar quando possível. Foi assim que Murilo se destacou no começo da Liga Mundial, e passou pelo bloqueio mesmo com 1,90m. E aqui é bom contar com Leandro Vissotto em uma crescente, afinal, será para ele a bola mais complicada, para bater por cima do bloqueio triplo.

Vale também inteligência no saque. Às vezes, o serviço forçado é ótimo, mas também é possível sacar flutuante para atrasar a jogada e tirar, por exemplo, Kaziyski do ataque. E essa variação no serviço é uma das qualidades do Brasil, que tem jogadores como Lucão, especialista na pancada, e Rodrigão, bem no flutuante.

E você? O que acha que o Brasil precisa fazer para vencer a Bulgária e assegurar a vaga na fase final? Dê o seu palpite!

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  1. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
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domingo, 27 de junho de 2010 Seleção masculina | 14:29

Virada para acordar na Liga Mundial

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A seleção masculina teve trabalho para vencer a Holanda pela segunda vez neste final de semana na Liga Mundial. O Brasil perdeu os dois primeiros sets, buscou a virada e fechou a partida no tie-break (19/25, 23/25, 25/22, 25/17 e 15/10). Um jogo que pode servir de alerta na Liga Mundial.

Dante ataca para cima do bloqueio da Holanda - Divulgação

Dante ataca para cima do bloqueio da Holanda - Divulgação

O Brasil começou perdendo por causa do saque e do bloqueio holandês. E, depois virou o jogo quando melhorou nesses dois fundamentos. Não precisa sacar forçado o tempo todo, às vezes com serviço colocado e bem executado atrapalha mais a recepção, como já comentamos por aqui. Além disso, bloqueio é mais do que fundamental e precisa estar ligado  e colocando pressão o tempo todo. É o que Galvão Bueno fala sempre no futebol: não tem mais bobo em campo! Mais efetivo na rede, o Brasil tirou a estabilidade holandesa e os europeus erraram mais (foram 11 pontos de graça contra 2 do Brasil no quarto set!).

No jogo deste domingo, Dante, Sidão e Marlon, que entraram bem no sábado, começaram como titular. Com as derrotas nos primeiros sets, só Dante seguiu no jogo. E, coincidência ou não, o Brasil engrenou depois da entrada de Murilo no lugar de Giba. A recepção e o ataque melhoraram com o novo ponteiro, que começou no banco pela primeira vez nesta Liga Mundial, se eu não me engano. A seleção ganha mais volume de jogo com ele em quadra! Parece que a substituição no sábado fez bem a Lucão. Ele voltou com vontade para quadra hoje e cresceu no bloqueio. Além disso, com o passe melhor no final do jogo, já que Mário Jr teve um começo irregular, o central virou várias bolas de velocidade e foi o segundo maior pontuador brasileiro, com 13 acertos, apenas um a menos que o oposto Leandro Vissotto, líder da estatística.

Agora esperamos um final de semana mais tranquilo contra a Coreia do Sul. Como vimos aqui no Brasil, basta deixar o jogo solto que os asiáticos se perdem em quadra. Além disso, como disse Bernardinho, também queremos o Brasil jogando com alegria (leia mais). A seleção está abaixando a cabeça quando está perdendo, por exemplo. Isso pode prejudicar a concentração. Na outra chave, promessa de bons duelos entre Bulgária, que ainda disputa a vaga na final com o Brasil, e Holanda. Até lá!

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  1. Quatro vagas para as finais da Liga Mundial
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  3. Murilo comanda vitória na estreia na Liga Mundial
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