23/11/2009 - 10:26
A seleção brasileira masculina já havia vencido a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2009. Faltava a Copa dos Campeões para fechar um ano perfeito. Pronto, problema resolvido! O Brasil passou pelo Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22) com potência no saque e grande volume no ataque e levou o último título do ano.
Os japoneses chegaram à Copa dos Campeões por méritos. Ganharam a vaga como campeões asiáticos e não poder ser o país-sede. Em quadra, eles mostraram uma garra imensa. Voltaram ao pódio do torneio depois de 32 anos! Shimizu foi um gigante em todos os fundamentos e um dos nomes do campeonato. O Japão venceu a Polônia logo na estreia e seguiu invicto até parar no saque do cubano Simon. Nesta manhã, parou no saque brasileiro.
O Brasil venceu todos seus jogos. Passou por Cuba na estreia por 3 sets a 2, depois pelo Irã com alguma falta de concentração, arrasou a Polônia e errou muito contra o Egito. Mas na final os brasileiros “mostraram quem era o chefe”, como definiu o site da Federação Internacional de vôlei na nota após a partida. Logo no primeiro set já abriu 8 a 1 e deu o tom do jogo: saque muito forçados e ataques de todos os jogadores. E com um bom serviço, como já sabemos, fica muito mais simples bloquear. Foram seis pontos nesse fundamento (12 no total no jogo) e a vitória por 25 a 12 no primeiro set.
Na parcial seguinte, Shimizu, que havia atacado apenas quatro bolas até então, voltou para o jogo a acendeu a torcida. O Brasil ficou na frente até o 24 a 20 e aí sentiu do seu veneno: levou três aces de Ishijima. Depois, voltou a virar bem a bola e fechou em 26 a 24. Para encerrar, um pouco de equilíbrio e mais uma uma sequência de saques, bloqueios e ataques, 25 a 22 no placar e a taça de campeão. Cuba ficou em segundo e Japão, em terceiro.

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP
A seleção venceu no volume de jogo. Todo mundo atacou bem e achou espaço na quadra japonesa. Para ajudar, o bloqueio segurou as jogadas potentes dos asiáticos. E a Copa dos Campeões foi um bom torneio para encerrar o ano. Mostrou que o time está evoluindo com a nova formação. Bruninho está muito mais entrosado com todos, principalmente com Giba e Murilo, com quem estava sem o tempo perfeito na Liga Mundial. Prova disso foi o prêmio de melhor levantador para o brasileiro. O saque também está funcionando e facilitando o bloqueio.
Claro que ainda tem erros. Ás vezes falta a concentração, como no set perdido para o Irã. Ou o passe sai quebrado, como contra o Egito. Mas é um time em construção para o novo ciclo olímpico com grandes armas como Leandro Vissotto e seus 2,12m ou a maturidade de Murilo, excelente bloqueador mesmo com 1,90. E a vontade de Lucão no meio? Ainda tem Giba, e a garra de jogar, Serginho, melhor líbero da Copa dos Campeões, e a calma de Rodrigão. É uma equipe ainda em desenvolvimento, mas com futuro!
E você? O que achou da Copa dos Campeões? Aprovou o desempenho do Brasil? O que espera para a próxima temporada? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Copa dos Campeões, Giba, Leandro Vissotto, Lucão, Murilo, seleção masculina, vôlei
21/11/2009 - 03:09
A seleção brasileira masculina se encontrou em quadra! Depois da emoção e do desgaste do tie-break contra Cuba na estreia e da falta de concentração contra o Irã, o Brasil fez seu melhor jogo na Copa dos Campeões, cresceu para cima da Polônia e venceu por 3 sets a 0 (25/17, 25/17 e 25/18).
Os poloneses entraram em quadra apáticos pelas derrotas para Japão e Cuba e com Kurek, seu melhor jogador, no banco. Com isso, o Brasil e fez dois sets muito parecidos. Abriu 5 a 1 no placar com a passagem de Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Depois, manteve o domínio com pressão no bloqueio, ótimos saque e bom aproveitamento no contra-ataque. A seleção fechou as duas parciais em 25 a 17.
Já o começo do terceiro set foi o único momento de instabilidade dos brasileiros. Kurek, que havia entrado na segunda parcial, acertou o tempo de bloqueio em Vissotto e marcou os primeiros pontos dos europeus no fundamento. Depois do jogo, Bruninho reconheceu que perdeu a concentração e errou nas armações de jogadas. Mas, diferente da partida contra o Irã, o Brasil logo se recuperou, voltou a dominar com bloqueios e saques e liquidou o jogo em 3 a o.
Como disse Bruninho ao canal Sportv, a seleção foi brilhante. Mesmo diante da abalada Polônia, manteve o seu nível de jogo. O saque foi uma arma mortal! Foram 3 aces, todos no primeiro set, e muitos outros serviços que quebraram o passe polonês. Resultado disso foram os 10 pontos no bloqueio e também muitos outros que amorteceram a bola. E, apesar do vacilo na terceira parcial, Bruninho distribuiu bem as bolas. Assim como no jogo contra Cuba, vários brasileiros passaram da casa dos 10 pontos (Murilo, com 13; Vissotto, com 12, e Giba, com 10). O levantador está cada vez mais afinado com todos os atacantes. Para arrebatar, o time todo soube se fechar no contra-ataque e teve paciência para definir as jogadas. Tudo começa com um bom saque….
Parece que a viagem para Nagoya fez bem para o Brasil. Bernardinho dizia, após vencer o Irã, que a equipe tinha que recuperar as energias. Pelo visto, recuperou! Agora a seleção enfrenta o Egito e encerra a Copa dos Campeões contra o Japão. O Brasil segue invicto e favorito a mais esse título.
Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv
E você? O que achou do jogo contra a Polônia? Será que a seleção masculina volta para casa campeã? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Copa dos Campeões, Giba, Kurek, Leandro Vissotto, Murilo, seleção masculina, vôlei
18/11/2009 - 10:39
“Todo jogo é uma final”, disse o levantador Bruninho na estreia do Brasil na Copa dos Campeões. Se é assim, a seleção já venceu a primeira. Nesta madrugada, o time passou por Cuba por 3 sets a 2 (25/22, 24/26, 25/18, 23/25 e 15/10) na primeira rodada da competição no Japão (veja como foi a partida).

Brasil vence Cuba - Divulgação/FIVB
O jogo foi equilibrado e o Brasil faturou a partida com mais volume no ataque e boa distribuição de bolas. Prova disso é que quatro jogadores fizeram mais de 10 pontos nos cubanos: Vissotto (18), Murilo (17), Giba (15 ) e Lucão (14). Além disso, o bloqueio funcinou no tie-break, quando o time mais precisava. Uma boa estreia para quem teve pouco tempo para treinar junto, já que quase metade dos jogadores estava no Mundial de Clubes, até o dia 8 de novembro.
Já do lado cubano, só deu Leon, como esperado. Ele foi o maior pontuador da partida, com 22 bolas no chão, e fez quatro aces, três seguidos no quarto set que garantiram a virada de Cuba e necessidade do tie-break. Mesmo com apenas 16 anos, ele segurou a pressão da equipe e teve um bom desempenho em quadra. Imaginem o que ele ainda pode fazer no voleibol…
E como disse Bernadinho na coletiva depois da vitória, “temos que parabenizar Cuba pela grande luta”. Foi um jogo para “ligar” qualquer um. E no caso de uma competição curta como a Copa dos Campeões, isso é essencial. Não dá tempo de se recuperar, já que são cinco jogos apenas e qualquer derrota coloca o título em risco. Agora o Brasil pega o Irã, um adversário mais fraco, mas vale manter a concentração e garantir a vitória simples e ganhar fôlego para o restante do torneio. O Brasil ainda tem Egito, Polônia e Japão pela frente.
Surpresa da casa
Os japoneses estrearam com vitória por 3 sets a 2 sobre a Polônia (22/25, 25/15, 21/25, 25/21 e 15/10) . E foi um jogo inesperado para muitos! O Japão é conhecido pelas jogadas rápidas, típica dos asiáticos. Entretanto, na partida desta quarta o que se viu foi um time com ataques potentes e uma estrela: Shimizu. Ele foi destaque em todos os fundamentos com 16 pontos no ataque, três no bloqueio e cinco no saque.
Mesmo com jogadores baixos (o único com 2,00m de Matsuda), o Japão mostrou um repertório de pancadas no ataque como se fosse uma equipe europeia. Só Tatsuya marcou 23 pontos no ataque! Além disso, eles acertaram o bloqueio contra Kurek, a arma polonesa de 2,05m. Uma vitória merecida e muito comemorada pela torcida, que lotou o ginásio em Osaka. Será que temos mais um candidato ao título?
Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 19/11 – Brasil x Irã – 2h30
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv
E você? O que achou da estreia do Brasil na Copa dos Campeões? E da vitória do Japão sobre a Polônia? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Copa do Mundo, Giba, Lucão, Murilo, seleção masculina, Vissotto, vôlei
02/09/2009 - 09:19
Ele está de volta! Depois de oito temporadas jogando fora do País, Giba voltou a pisar em um ginásio brasileiro com a camisa de um clube. Ele estreou no time do Pinheiros/Sky na noite de terça-feira no Campeonato Paulista, ou o Super Paulistão, como você preferir, em um encontro de gala contra o Brasil Vôlei Clube.
No jogo, prevaleceu quem estava um pouco mais entrosado, e o Brasil Vôlei Clube venceu por 3 sets a 1 (25/20, 23/25, 25/20 e 25/19). Giba chegou a São Paulo no domingo, fez um treino com o Pinheiros e já foi para a partida. Como esperado, não teve a atuação de melhor jogador do mundo, mas logo ele se “encaixa” no time.
E se de um lado teve estreia, do outro foi a volta dos selecionáveis Serginho e Marlon à equipe de São Bernardo. Para completar a partida “estrelar”, o Pinheiros ainda teve Marcelinho, Gustavo e Kid, nomes de duas gerações do vôlei nacional. Já o Brasil Vôlei Clube também contou com o ponta Dante, que segue na briga por um lugar na seleção. A nata do vôlei estava em quadra!
O melhor disso tudo e ter todos esses ídolos logo ali, ao seu alcance. Uma partida como essa me faz lembrar de Minas, Olympikus ou Santo André quando eles contavam com Giba, Maurício, Ricardinho… Os jogos dos estaduais ou da Superliga tinham algo a mais. Quem ia aos ginásios queria um autógrafo ou uma foto com os ídolos da seleção. Era tietagem pura! Agora eles estão por aqui mais uma vez! E essa foi apenas a estreia de Giba no Pinheiros! Não vamos esquecer do Sesi, mais timaço do Paulistão com Anderson, Murilo e Sidão. A temporada promete jogos de alta qualidade e vocês, aproveitem!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção masculina
Tags: Anderson, Brasil Vôlei, Campeonato Paulista, Giba, Gustavo, Marcelinho, Marlon, Murilo, Pinheiros/Sky, Serginho, Sesi, vôlei
17/08/2009 - 11:52
A seleção brasileira masculina estreou no Sul-Americano como todo mundo já esperava: uma vitória simples contra o Peru por 3 sets a 0 em apenas 48 minutos (veja como foi o jogo). Apesar dos mais de 2 mil metros de altitude da Colômbia, o Brasil não teve problemas e apenas se desencontrou no saque, mas nada que complicasse a partida.
Como alguns leitores já comentaram por aqui, vamos ser sinceros, o Sul-Americano perdeu a graça. Se fosse nos tempos áureos de Milinkovic e Weber na Argentina, os duelos seriam mais interessantes. Agora, só os argentinos, mesmo em outra fase, e os venezuelanos, que também não são aqueles de Harry e companhia do Pan de Santo Domingo, vão fazer frente ao time brasileiro. Os outros adversários são muito frágeis. O que vale mesmo nesse campeonato é a vaga para a Copa dos Campeões para o dono da primeira colocação. Arrisco dizer que o Brasil já tenha um pé na decisão.
A seleção só não pode contar com Bruninho, que fraturou o pulso direito durante os treinos do final de semana. Por um lado, vai fazer falta porque apenas na parte final da Liga Mundial ele estava realmente bem entrosado com atacantes como Murilo e Leandro Vissotto. E ainda não fez uma partida perfeita com Giba. Poderia usar o Sul-Americano para treinar mais com todos eles. Por outro lado, Marlom e Raphael terão a chance de conhecer mais os companheiros e se preparar melhor para as entradas durante os jogos com Bruninho como titular. Será uma boa experiência.
E fica aqui o meu pedido. Alguém conhece algum canal ou site que transmita os jogos do Brasil? Se souber, deixe o link nos comentários! Eu ainda não encontrei e, pelo visto, nada será transmitido na TV a cabo ou aberta…
Próximos jogos do Brasil no Sul-Americano (horário de Brasília)
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Bruninho, Giba, Leandro Vissotto, Marlom, Murilo, Sul-Americano, vôlei
13/08/2009 - 13:21
A seleção masculina estreia no Sul-Americano neste final de semana, no domingo contra o Peru, e terá quase o mesmo time que faturou o título da Liga Mundial. A expectativa era a inclusão de Dante e André Nascimento no grupo, já que eles já estavam treinando com o time. Mas eles foram cortados na quarta-feira (leia mais).
Mesmo sabendo do grande potencial dos dois jogadores, concordo com o corte de Bernardinho. O Brasil está se renovando e nada melhor que mais uma competição juntos para dar ainda mais ritmo e entrosamento aos atletas. Só na etapa final da Liga que Bruninho estava com o tempo ideal com Murilo e Leandro Vissotto, exemplo de jogadores que poderiam perder espaço com as voltas de Dante e André. Eles terão seus lugares no time e são importantes para dar experiência, mas acho que ainda não é a hora…
Rodrigão é outro desfalque, mas por necessidade. Ele está se recuperando da lesão no ombro que sofreu na Sérvia na Liga Mundial (leia mais sobre a lesão de Rodrigçao) e ficará mais de um mês sem jogar. Sem ele o time também perde na experiência, mas não tem tantos problemas na qualidade de jogo, já que Sidão entrou muito bem em seu lugar.
E a novidade para o Sul-americano é João Paulo Bravo. Assim como Leandro Vissotto, ele fez carreira na Itália e já merecia uma vaga na seleção. Estava no grupo da Liga Mundial, mas se machucou e nem viajou com o time. Base para o Piacenza, atual campeão italiano, ele promete ser mais uma boa novidade dessa renovada equipe.
Agora é com vocês. O que esperar do Sul-americano? Além do Peru, na estreia, Brasil enfrenta Uruguai, Colômbia, Chile, Venezuela e Argentina na luta por mais um título. Desse, só Venezuela e Argentina devem dar trabalho. Vem mais uma taça por aí? Deixe a sua opinião!
Jogos do Brasil no Sul-americano (horário de Brasília)
Brasil x Peru – dia 16/08 – 19h
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h
O campeonato é de pontos corridos, ou seja, fica com a taça quem vencer mais. Todos os times jogam contra todos.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: André Nascimento, Bernardinho, Bruninho, Dante, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Murilo, Rodrigão, seleção masculina, Sul-Americano, vôlei
26/07/2009 - 18:40
Podem comemorar! O Brasil é campeão da Liga Mundial de vôlei! O Brasil é octacampeão! Em uma final que pode ser explicada em uma palavra: tensão. Tensão da primeira final da nova geração.Tensão da derrota no primeiro set. Tensão de jogar com casa lotada de torcida contra. Tensão de Giba, esperando e não recebendo bola. Tensão no saque, que não estava entrando. Tensão dos muitos erros de arbitragem. Mas, mesmo com tudo isso, o Brasil foi o melhor time, cresceu quando tinha que crescer e faturou o título com a vitória por 3 sets a 2 (22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12).
A partida deste domingo foi emocionante, como deve ser uma final. Estavam em quadra os dois times que mais se destacaram no campeonato. A Sérvia, dona da casa, fez uma ótima campanha na primeira fase e não chegou à final apenas por ser a sede. O Brasil teve apenas uma derrota em toda a competição, sofreu com a adaptação no começo e ainda teve que carregar o peso de ser o Brasil, uma grande potência no vôlei mundial.

O jogo
O jogo começou melhor para os donos da casa. Com Milijkovic voando, a Sérvia não deu chances ao bloqueio brasileiro, que pouco apareceu. Além disso, o saque nacional estava muito irregular. Resultado, vitória da Sérvia. O primeiro momento tenso da final.
No segundo e no terceiro sets, o Brasil conseguiu acertar o seu serviço e achar a deficiência da recepção sérvia. Eles não sabiam passar na mão os saques chapados, aqueles não muito fortes. Melhor para o lado brasileiro, afinal, a chance de errar no serviço sem peso é muito menor. Depois dos oito erros no primeiro set, foram apenas quatro no segundo e quatro no terceiro. Com isso, vitória nas duas parciais e virada no placar.
O Brasil também conseguiu acertar o bloqueio. A seleção pegou o tempo de Milijkovic e o experiente levantador Nicola Grbic teve que variar as jogadas. Outro momento tenso. O passe nacional ficou quebrado e, enquanto isso, os centrais sérvios acharam o espaço na defesa nacional. Resultado do ótimo saque dos anfitriões. Para complicar, o auge da tensão da partida. Quando estava 21 a 21 no placar, Milijkovic atacou, Murilo bloqueou e a bola voltou na cabeça do sérvio. Mesmo assim, o árbitro deu ponto para Sérvia. A partida teve diversas bolas roubadas para os donos da casa, mas essa foi demais. Tanto que o jogo parou, o árbitro foi chamado à mesa e teve que voltar o ponto para o Brasil. Mas, com isso, a seleção perdeu a concentração e a Sérvia cresceu com um bloqueio em Rivaldo e fechou o set na seqüência.
Faltava o quinto set. Empolgada, a Sérvia abriu quatro no placar. Mais tensão para o Brasil, que não se acertava em quadra, com erros de ataque. Tensão para Giba, que não recebia bola. Mas tudo estava prestes a mudar nas mãos de Murilo, o jogador que mais cresceu na Liga Mundial. Com um bloqueio do ponta, Brasil voltou para o jogo. Com raça, vibração e a segurança de Leandro Vissotto, que marcou 29 pontos no jogo, a seleção nacional buscou o placar. E no final, bola para Giba. Dois ataques, dois pontos e o título mundial!
Para coroar, Serginho ainda levou o prêmio de melhor jogador da Liga Mundial. Isso mesmo! Um líbero como o melhor do mundo! Em um time que, mesmo renovado, mantém a característica de todos iguais, com reserva entrando e segurando as pontas, como Sidão que substituiu bem Rodrigão na semi e na final. Um time novo, que ainda tem coisas a aprender, mas que começa muito bem! Valeu, Brasil!
E você? O que achou da final da Liga Mundial? O que achou da seleção brasileira? Também ficou tenso durante o jogo? Conte o que achou ao Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Murilo, seleção brasileira, Serginho, Sérvia, Sidão, vôlei
24/07/2009 - 23:17
A seleção brasileira masculina de vôlei terá a Rússia no caminho na semifinal da Liga Mundial. A partida está marcada para este sábado, às 12h30 (horário de Brasília). E o Brasil já sabe o que esperar pela frente….
Como disse Giba nesta sexta, a Rússia é um time de gigante, que sempre deu muito valor ao saque forçado e ao bloqueio bem armado. Além disso, como lembrou o nosso capitão, está aprendendo a defender. Resumindo, o jogo não vai ser fácil para os brasileiros.
Para superar um time alto, vale acelerar e variar as jogadas, para enganar o bloqueio. Mas o Brasil mostrou isso apenas em alguns jogos da fase de grupos. Problema de uma seleção nova, ainda sem o tempo perfeito entre todos os jogadores. Bruninho ainda usa pouco Giba, por exemplo, que poderia colaborar mais com as bolas aceleradas nas pontas e no fundo. E nosso levantador também deve usar o meio, destaque desse time.
A seleção brasileira, entretanto, tem uma vantagem. Agora também é um time com os seus gigantes! Com Lucão (2,09m), Leandro Vissotto (2, 12m) e Sidão(2,03m) ao lado de Murilo, que apesar de baixinho (1,90m) tem um ótimo posicionamento na rede, o Brasil tem o que precisa para bloquear bem. Basta acertar o tempo…
E os russos também mostraram dois pontos fracos na derrota para a Sérvia nesta tarde (veja como foi a partida). Eles sofreram para recepcionar o saque e se perderam nos momentos decisivos do jogo. O Brasil está com um time de excelentes sacadores, que batem tanto na força e quanto no serviço balanceado. Essa variação pode confundir a defesa russa, do mesmo jeito que fez a Sérvia.
Mas é bom ter um cuidado especial com o oposto russo. Mikhaylov marcou 19 pontos nos sérvios e, além de segurança no ataque, é uma potência no saque. E como passe é fundamental para a variação de jogadas, vale ter cuidado e se preparar para levar boladas…
E você? O que espera de Brasil x Rússia? Arrisca algum placar? E na outra semifinal? Cuba poder ser páreo para a Sérvia? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Bruninho, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Lucão, Murilo, seleção masculina, vôlei
23/07/2009 - 16:59
A estreia da seleção masculina de vôlei na fase final da Liga Mundial não foi o jogo esperado. Contra Cuba, Brasil teve trabalho em alguns momentos para ficar a frente do placar. A seleção precisou de 1h38 para vencer os jovens cubanos por 3 sets 1 (veja como foi a partida). Mas, pelo menos, duas coisas deram certo: bloqueio e saque.
No total, foram 17 pontos no bloqueio e 12 pontos no saque. Não me lembro de um jogo com números. Finalmente o serviço brasileiro entrou do jeito que precisava. Os cubanos, acostumados a jogar na pancada o tempo todo, sabem defender pancadas. Simples, basta tirar a força. Até Lucão, famoso pela potência no serviço, optou por sacar mais balanceado. Sinal de maturidade do jogador, que parecia nervoso no começo da partida. Normal para um menino de 23 anos que está pela primeira vez em uma grande competição com a seleção e já é titular.
Mas quem merece méritos no saque é Thiago Alves. Ele entrou no lugar de Giba, que estava muito mal no ataque, e marcou seis aces. Sem contar os saques que quebraram a recepção! A responsabilidade dele era substituir um dos melhores do mundo e capitão do time. Mas Thiago mostrou personalidade. Entrou forte, arrumou o ataque e caprichou no serviço. Parabéns!
E, com o saque fazendo o seu papel, o bloqueio pode trabalhar mais. E Cuba joga na força, ou seja, para bloquear a chave é estar bem posicionado. Não é o jogo mais difícil de acompanhar. Brasil parou também Leon, jovem de 15 anos e destaque do time. Ele deu trabalho no saque no começo do jogo, apenas. Todo o sistema defensivo do Brasil funcionou. Se a bola não parava no bloqueio, sobrava para alguém na defesa, mais um ponto que melhorou com a troca de Giba por Thiago Alves.
Porém, nem tudo foi bem nesta tarde. O Brasil não fez o que sabe na virada de bola. Bruninho usou pouco as jogadas de meio, segurança do time nacional. Ele acelerou bem com Vissotto e com Murilo, mas poderia ter variado mais. E também aproveitado melhor os contra-ataques. Bernardinho ficava louco no banco a cada bola que era recuperada pela defesa, mas desperdiçada no ataque. De que adianta defender sem concluir bem a jogada? Esse é um problema desse time desde a sua formação e ainda precisa ser melhorado.
Com a vitória, o Brasil coloca um pé na semifinal. O outro passo será dado nesta sexta, contra a Argentina. Pelo jogo deles contra os cubanos, muito nervosos e previsíveis, a seleção passa sem muitos problemas…
Adeus, Estados Unidos!
Na outra chave, os norte-americanos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, acabaram de perder por 3 sets a 0 para a Rússia (veja como foi a partida). É, parece mesmo que o time dos EUA não se acertou ainda com a renovação. Com a derrota, eles estão fora da Liga Mundial. Rússia encara a Sérvia amanhã na decisão da liderança do grupo e de quem será o provável adversário do Brasil. Jogaço!
E você, o que acha? O Brasil vai para a semifinal? E na outra chave, quem será o primeiro e quem será o segundo? O que achou do jogo contra Cuba? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Mais Europa, seleção masculina
Tags: Bernardinho, Bruninho, Cuba, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Murilo, seleção brasileira, Thiago Alves, vôlei
18/07/2009 - 16:09
A seleção brasileira masculina de vôlei passou mais uma vez pela Venezuela nesta manhã na Liga Mundial. A partida não foi o passeio do primeiro jogo nem tão complicada quanto o segundo duelo contra os venezuelanos. Em Belo Horizonte, os brasileiros demoraram para engrenar, mas embalaram e dominaram a partida no final.
O começo do jogo foi melhor para a Venezuela. Os rivais acertaram o tempo da bola de meio brasileira e estavam bem no bloqueio. Enquanto isso, o Brasil errava muitos saques e não chegava ao bloqueio. Aos poucos, o time verde e amarelo foi acordando, arrumando o bloqueio e ganhando volume no ataque, principalmente na segunda bola. Com isso, fecharam o primeiro set e embalaram para a parcial seguinte. Sem muitos problemas, fecharam mais uma vez. No terceiro set, deram aula de bloqueio, saque e variação de jogadas e passearam. No final, mais um 3 a 0 (28/26, 25/18 e 25/13).
O bloqueio foi o termômetro nacional. Quando a seleção de acertou, cresceu no jogo. Marcou três pontos no fundamento no final do primeiro set e, com isso, fechou a parcial. Nas outras, foram seis pontos de bloqueio em cada uma. Ou seja, o Brasil dominou o jogo quando o bloqueio funcionou.
Além disso, o time de Bernardinho achou a passagem que mais dá medo aos adversários: Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Assim, o time tem uma grande arma no serviço, porque se Murilo não pontua, estoura o passe, e altura no bloqueio. É a combinação ideal e onde o Brasil deslanchou nesta manhã. Que ela inspire o resto do jogo…
Bernardinho colocou em quadra os titulares e fez o certo. Só resta hoje e amanhã para acertar alguma coisa para as finais da Liga Mundial, que começam no dia 22 de julho. E além de manter o nível do bloqueio e não demorar a engrenar no jogo, o Brasil deve errar menos. Nesta manhã foram 21 pontos dados de graça, grande parte no erro de saque. Em um jogo de três sets, isso é muita coisa e não pode acontecer!
Vamos ver neste domingo. Na semana passada, o primeiro jogo foi muito mais simples que segundo. Que a história não se repita! E você, o que achou da seleção brasileira? O que espera para amanhã? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Leandro Vissotto, Liga Mundial, Murilo, seleção masculina, Venzuela, vôlei
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