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Posts com a Tag Mundial de Clubes

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 Diversos | 11:46

Bronze para as novatas e quarto para os experientes

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O Brasil encerrou a sua participação no Mundial de Clubes com resultados que podem ser considerados inesperados. As mulheres foram melhor que os homens.

Camila Brait e Ivna - Divulgação/FIVB

Abraço de Camila Brait em Ivna durante o Mundial de Clubes

O Sollys/Osasco, que jogou com um time jovem e sem Fabíola, Jaqueline, Tandara e Thaísa (elas estão na seleção, como explicado no post anterior), soube usar Ju Costa, Ivna e companhia e faturou a medalha de bronze. Elas apenas não resistiram ao Rabita Baku, time do Azerbaijão que conta com Mammadova. E como vocês já comentaram por aqui, ela é uma jogadora alta (1,95m) e com uma grande potência no ataque.

No masculino, o Sesi foi a Doha completo e experiente, com Murilo, Rodrigão, Wallace e todos seus jogadores. Ainda assim, foi pior que as mulheres e acabou fora do pódio.

Os times masculino eram mais fortes que o do feminino no geral. Entre as mulheres, além da equipe do Azerbaijão, a turca VBT / VakifBank Ttelekom merece destaque. Entre os homens, o Sesi encarou e perdeu para o Trentino, que faturou o tricampeonato, e também tropeçou contra Jastrzebski Wegiel, de Bartman, um dos melhores jogadores da Polônia, e contra o Zenit Kazan, do russo Mikhaylov, algoz da final da Liga Mundial e que marcou 20 pontos na vitória na briga pela medalha de bronze.

No final, a juventude foi quem se deu bem. O Sollys/Osasco parece que soube aproveitar o torneio para ganhar ritmo e experiência internacional. Já o Sesi ficou abaixo do esperado, errando demais (como as 32 falhas contra os poloneses) e não se impondo no bloqueio, apesar de ir melhor no saque (fez 6 aces a 2 na decisão do bronze). Se os adversários tinham bons jogadores, o time paulista também contou com todo seu elenco. E um elenco que já está acostumado a jogar junto, muito mais do que as meninas do Osasco, já que a base do time são os campeões da Superliga.

P.s.: galera, a correria com o Pan-Americano na redação está grande (madrugadas sem fim!) e, por isso, não estou conseguindo tempo para atualizar tanto o blog. Desculpem! Faço um balanço depois da primeira fase do Pan, combinado?

Notas relacionadas:

  1. Uma notícia ruim para as mulheres e uma boa para os homens
  2. Cimed perde para seus erros e para Kurek
  3. Sesi e Sollys/Osasco vencem e vão ao Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Seleção feminina | 18:08

Explicações de Zé Roberto sobre Mundial e tima A no Pan

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O Campeonato Mundial de Clubes começou e os brasileiros venceram nas primeiras rodadas no masculino, com o Sesi, e no feminino, com o Sollys/Osasco. Mas os times do Brasil têm uma diferença no torneio em Doha. Enquanto o Sesi joga completo, com Murilo, Rodrigão e seus selecionáveis, o Osasco teve que usar atletas mais jovens enquanto Fabíola, Jaqueline, Tandara e companhia estão na seleção e se preparam para o Pan.

Leia também:

Aqui no blog, a não liberação das jogadoras e a opção de Zé Roberto por levar o time principal a Guadalajara já foi criticada pelos leitores. Conversei como técnico e ele explicou os seus motivos para tais escolhas. E ele mostrou coerência.

Zé Roberto disse que levará o time principal ao Pan porque não pode, às vésperas da Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica, quebrar o trabalho da equipe (leia a reportagem completa com o técnico). Ele teria que seguir os treinos e jogos com todo mundo em quadra para dar mais rodagem e experiência as atletas. E disse também que não adianta apenas treinar. É preciso jogar para ter uma real avaliação da equipe. E no Pan o Brasil vai jogar, pelo menos, contra Cuba e República Dominicana completas e EUA reforçado por Fawcett e outras experientes.

Zé Roberto - Divulgação/CBV

Zé Roberto orienta equipe no Sul-Americano

Zé Roberto está certo. A seleção masculina, por exemplo, já um time no qual os levantadores estão bem adaptados aos atacantes e é um time mais experiente. Já a feminina ainda não tem as melhores levantadoras e Dani Lins, por exemplo, está crescendo porque está jogando e sendo colocada à prova. O time tem mesmo é que jogar para ganhar, sim, experiência, e chegar forte à Copa do Mundo. Quanto ao desgaste de mais uma viagem, bom, isso faz parte de uma boa preparação física.

E como o técnico também comentou, quais equipes fortes ele conseguiria trazer para fazer amistosos antes da Copa do Mundo sendo que está todo mundo treinando e concentrado em seus países? No Pan os jogos serão mais fortes do que possíveis amistosos por aqui…

E então chegamos ao Mundial de Clubes. A não liberação das atletas está ligada ao planejamento do ano. A seleção, em 2011, optou por jogar mais. “O problema foi o calendário. Como eu iria liberar as jogadoras e ainda treinar e jogar como era preciso? Não tinha tempo”, disse Zé Roberto.

O calendário feminino é mais apertado que o masculino. Se os homens jogaram o Sul-Americano antes, as mulheres jogaram o torneio depois e ainda jogam antes o Pan e a Copa do Mundo. Não teria como liberar as atletas para jogares no Catar e depois as fazerem emendar uma viagem ao Japão. “Não é que eu não queira liberar ou não queira que elas joguem o Mundial. O problema é mesmo a falta de tempo. Eu não quero prejudicar ninguém, só não quero prejudicar a seleção”, afirmou o técnico.

Ele ainda completa. “Eu já tinha falado que se o Fenerbahce fosse, nem eu e nem a Fabiana iríamos ao Mundial. Eu também não iria porque tenho o compromisso com a seleção. E falei isso em maio”.

Zé Roberto explicou os seus motivos e me convenceu. Se a seleção se programou para jogar mais, deve mesmo participar dos torneios. E é realmente nos jogos, na hora do “vamos ver”, que é possível avaliar o time. A seleção feminina está amadurecendo, mas ainda precisa de mais e o caminho é entrar em quadra. O Sul-Americano foi fraco e até poderia ter sido jogado com um time mesclado. Sim, poderia. Mas e se algo saísse errado e o time ficasse fora da Copa? Não dava para correr nenhum risco e, pelo menos, elas aproveitaram para treinar também e levar as partidas a sério. No Pan, a coisa deve ser um pouco mais complicada e deve dar mais ritmo para a estreia na Copa, logo diante dos Estados Unidos.

O dilema disso tudo é que, se a seleção for prioridade, o técnico está correto. Se pensarmos nos times, os formadores de atletas no País e quem paga salários e desenvolve o esporte, o foco muda. Ainda assim, em ano de classificação olímpica, é complicado não olhar para a seleção…  E vocês? O que acharam dos argumentos de  Zé Roberto? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Menina e menino do vôlei são os melhores do ano
  2. Vitórias para a seleção A e bom começo para o time de novas
  3. Jogar sério x desgaste do time
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 25 de julho de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:30

Longe dos times, a solução é pedir uma equipe “emprestada”

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Leandro Vissotto/CBV

Enquanto não se apresenta ao Cuneo e à seleção, Vissotto treinará com o RJX

Para a seleção brasileira masculina e na Europa, é período de férias. Para os jogadores, é o momento de voltar aos seus times, conhecer os novos companheiros e começar os trabalhos para a temporada. E se o seu time é um desses europeus e você não quer ficar parado? Simples, peça um time “emprestado”.

O RJX, nova equipe carioca e tema do último post, é esse tal “time emprestado”. Leandro Vissotto e João Paulo Bravo, que só chegam ao italiano Cuneo e ao turco Arkas Spor no final de setembro, vão treinar com os novos cariocas até se reapresentarem à seleção, em agosto. Eles jogam o Sul-Americano e, depois, seguem para o exterior.

A prática pode ser positiva, já que eles não ficam parados e ainda seguem bem entrosados com os companheiros da equipe nacional (Marlon, Dante, Théo e Lucão, do RJX). E em uma equipe gabaritada não se corre o risco de uma lesão ou algum problema de um treino mais individualizado, digamos assim. No feminino, Mara e Ju Perdigão, novatas do Unilever, jogam o juvenil carioca com o Fluminense também para manter a forma. Boa ideia desses jogadores!

E quando há excesso de competição?

Sheilla e Dani Lins/CBV

Sheilla e Dani Lins - desfalque do Unilever e do novato Sesi por conta da seleção

Se neste começo de temporada os jogadores estão com folga e tempo, o segundo semestre não deve ser assim. As competições com as seleções brasileiras recomeçam em agosto e vão até novembro, passando por torneios como Sul-Americano, Pan e Copa do Mundo.

Nesses casos, como ficam os clubes, sem suas principais estrelas? A Unilever por exemplo, no começo do mês, decidiu não jogar o Sul-Americano de clubes (que vale vaga para o Mundial) e também depois o Mundial, porque terá Sheilla, Mari, Natália e companhia na seleção e não terá a sua força máxima (leia a nota oficial publicada pelo time carioca). Por conta de calendário, a CBV não vai liberar as jogadoras.

Alguns já comentaram sobre isso por aqui e concordo com eles em alguns pontos. É o time quem paga os salários e não pode contar com os jogadores, ou seja, sai prejudicado. Mas por outro lado, se a seleção não convocar os atletas e disputar os torneios, como vai, por exemplo, conhecer e dar experiência aos novatos para fazer uma renovação?

É um assunto delicado. O calendário poderia ajudar e os testes com a seleção poderiam ser feitos em períodos que não prejudicasse os times, por exemplo. Mas a seleção também não deve deixar de ser servida porque além de sonho de 10 entre 10 jogadores, é uma grande vitrine para o vôlei nacional, para alavancar cada vez mais o esporte, conseguir patrocinadores, atrair atletas aos nossos torneios…

Agora, o jeito é usar os “time emprestado” do começo do post. Depois, esperar bons resultados e a vaga olímpica com as seleções. Para enfim, ver todo mundo forte aqui no Brasil de novo na Superliga.

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e passeios na estreia da Superliga feminina
  2. Zé Roberto ganha conselhos de jogador de futebol
  3. Unilever é heptacampeão da Superliga feminina
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 Diversos, Seleção feminina | 10:56

Fim de uma regra nova, começo de outra

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De 1989 a 1992, times italianos venceram o Mundial de Clubes de vôlei. 17 anos depois, o Trentino, outro italiano, volta ao primeiro lugar do pódio. Em 1992, o vôlei era jogado mais nas bolas altas nas pontas do que na velocidade no meio. 17 anos depois, com o “Golden Formula”, regra do primeiro ataque apenas atrás da linha dos três, o esporte voltou às jogadas mais lentas. E nesse retrocesso, venceu o time com os melhores atacantes nas extremidades da rede.

O Trentino bateu o polonês Belchatow na tarde de domingo na final do Mundial por 3 sets a 0 (veja como foi a partida). Depois de um primeiro set equilibrado, os italianos cresceram na partida com a variação de jogadas de primeira bola, ou pelo menos que era possível ser feito. Enquanto do lado do Belchatow só Kurek recebia bola, o Trentino contava com o brasileiro Leandro Vissotto, o búlgaro Matey Kaziyski e o cubano Osmany Juantorena.

O levantador Raphael, mais um brasileiro no time italiano, podia escolher quem iria usar já que todos estavam muito bem na partida. Ao final, Vissotto marcou 21 pontos, Kaziyski, 16, e Juantonera, 10. Já Kurek teve que carregar sua equipe, literalmente. Só ele marcou 23 pontos, mais do que todos os outros polonesês somados. Apesar de todo o talento desse jogador, não tem como vencer assim. Ainda mais com um adversário desse nível.

Para coroar o desempenho do Trentino, Kaziyski foi o melhor jogador e o melhor atacante do torneio; Juantorena, o melhor saque e Raphael, o melhor levantador.  Kurek foi o maior pontuador, o que não poderia ser diferente. Vissotto, pela regularidade na partida final, merecia também um prêmio, talvez o de melhor ataque.

Trentino, campeão mundial de clubes - Divulgação/FIVB

Trentino, campeão mundial de clubes - Divulgação/FIVB

Outra regra nova na Copa dos Campeões
O Trentino soube se aproveitar da “Golden Formula”, usou bem as bolas altas e faturou o título. Mas isso acabou! Pelo menos até a FIVB resolver fazer outro teste… E pelo que foi comentado ao longo do Mundial de Clubes, todos queriam se livrar dessa regra. Nada mais de ver um central (Salas, do time italiano) sacando do chão em plena final porque quebrar o passe não era mais fundamental, já que a bola seria levantada do fundo! Agora, campeonato novo e mais uma mudança, só que, dessa vez, acredito que para melhor. A Copa dos Campeões começa nesta madrugada e os técnicos poderão contar com 14 jogadores em quadra, ou seja, com duas líberos.

A equipe só pode trocar de líbero uma vez a cada partida. Com a titular em quadra, a líbero reserva pode entrar para atuar em outra posição, como uma jogadora qualquer. E essa mudança já agrada. Segundo Zé Roberto, agora não será mais necessário improvisar alguém para a defesa caso a líbero tenha que sair.

A seleção brasileira feminina estreia na Copa dos Campeões com Fabi e Camila Brait às 4h da madrugada, contra a República Dominicana (com transmissão ao vivo do canal Sportv), e busca o bi no torneio. Que essa regra das líberos faça mais sucesso que a “Golden Formula”. Já estava com saudade das jogadas rápidas pelo meio-de-rede, das fintas para o meio-fundo…

Notas relacionadas:

  1. Levantadora nova, time novo
  2. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
  3. Sufoco da regra nova para a Cimed
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de novembro de 2009 Diversos | 10:40

Mundial é dos mais altos e fortes, literalmente

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Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.

Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).

Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.

Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.

Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha

Trentino faz turismo em Doha

E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!

Notas relacionadas:

  1. Primeiro ataque agora só da linha dos três
  2. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
  3. Cimed perde para seus erros e para Kurek
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de novembro de 2009 Diversos | 17:41

Cimed perde para seus erros e para Kurek

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A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).

Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo

Kurek, o nome do jogo

E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!

A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…

E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
  2. Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha
  3. Sufoco da regra nova para a Cimed
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 4 de novembro de 2009 Diversos | 16:18

Sufoco da regra nova para a Cimed

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A Cimed teve trabalho, mas venceu o Al-Arabi, do Catar, no Mundial de Clubes, por 3 sets a 1 (18/25, 25/17, 25/17 e 25/22) e segue viva no torneio (veja como foi a partida). Foi o primeiro jogo que pude assistir com a regra nova e já dá para apontar algumas “novidades”, como a mudança no saque, a importância no bloqueio, os erros e o cuidado com o contra-ataque.

O time brasileiro ficou o tempo todo do primeiro set atrás e perdeu a parcial. Isso porque não se encontrou nem no ataque e nem no bloqueio. Enquanto os atacantes, recebendo as primeiras bolas no fundo como manda a regra nova, não conseguiam imprimir a sua potência, o bloqueio nacional deixava muito espaço nas paralelas, bem explorado pelos atletas do time do Catar.Tiraram o meio-de-rede, jogada de segurança da Cimed e eles ficaram perdidos!

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Eles só voltaram para o jogo quando se arrumaram no bloqueio, a partir da segunda parcial. Foram 5 pontos no set e 12 no total do jogo.  Com isso temos a primeira “novidade” da regra. Como previsto, o jogo ficou muito mais previsível, com bolas altas o tempo todo e bloqueio chegando sempre. E, quando a Cimed arrumou a marcação na rede, cresceu no jogo. Bloqueio agora é mais do que fundamental! E o Al-Arabi também a sua parte, principalmente no quarto set, e fechou a porta para os brasileiros. Eles marcaram sete pontos de bloqueio no jogo.

E a obrigação de atacar do fundo comprovou mais uma aposta dos jogadores: aumento nos erros. Foram 33 pontos de graça dos brasileiros e 32 do time do Catar! Só para ter uma ideia da dimensão do problema, o Al-Arabi ganhou esses 33 pontos e marcou apenas 37 no ataque em toda a partida. A Cimed foi um pouco melhor, com 47 pontos. E como os jogadores erram demais, a bola cai muito no chão. Ou, como fizeram os donos da casa no começo do jogo, o ataque é na pancada e a bola vai para o chão no buraco do bloqueio. A “Golden Formula” foi criada para manter a bola em jogo mais tempo, mas, com todos esses tropeços, o primeiro rali só saiu em meados do segundo set.

A regra também acaba com a graça do saque forçado. De que adianta tentar quebrar a recepção se o passe não precisa ser perfeito? Parece que, agora, vale mais sacar colocado e curto em um jogador para tirá-lo do ataque do que soltar o braço com tudo. Por outro lado, se a recepção ficou “menos importante”, a defesa ganhou valor para armar o contra-ataque, já que nesse momento pode se armar qualquer jogada. Só que até aqui a Cimed ainda está sofrendo. Mesmo na continuação da jogada, Bruninho não conseguiu trabalhar muito bem a distribuição e os erros continuaram. Ainda assim, eles usaram muito mais os centrais que os rivais. Até o quarto set, a Cimed tinha batido 14 bolas pelo meio contra apenas 2 duas do Al-Arabi.

Conclusão de hoje? Ainda temos que melhorar muito para jogar mais solto desde o começo. O time não pode perder a paciênciae vacilar tanto! E nesta quinta-feira vem coisa muito pior pelo caminho com o Skra Belchatow, da Polônia. O jogo será às 15h (horário de Brasília). E eu ainda tenho que me acostumar a ver Lucão batendo pela entrada de rede! Coisas da nova regra…

*credito da foto: Divulgação/FIVB

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  1. Primeiro ataque agora só da linha dos três
  2. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
  3. Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha
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terça-feira, 3 de novembro de 2009 Diversos | 19:14

Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha

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O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte”  com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.

O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.

Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino,  atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.

Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.

Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.

Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.

Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?

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  2. Primeiro ataque agora só da linha dos três
  3. Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada
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Diversos | 08:57

Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada

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atualiazada às 17h36

“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.

Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.

Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo

Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo

Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.

Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).

Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.

E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!

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terça-feira, 20 de outubro de 2009 Diversos | 12:03

Primeiro ataque agora só da linha dos três

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Nada de bolas rápidas ou jogadas surpreendentes na primeira bola. Pelo menos não no Campeonato Mundial de Clubes, que começa no dia de 3 de novembro, em Doha. Lá será testada uma nova regra, a Golden Formula, que diz que o primeiro ataque de cada time deve ser feito depois da linha dos 3 metros. Depois disso, o jogo fica liberado.

Segundo os inventores, a regra fará com que a bola fique mais tempo no ar e que os jogos tenham ralis. Ainda de acordo com eles, apenas 20% das bolas ficam no ar e as outras 80% caem logo no chão, o que é muito. Sendo assim, a nova regra, acatada pela Federação Internacional, teoricamente irá diminuir a velocidade da bola e facilitar a vida de quem estiver na defesa do outro lado.

Eu não gostei! E as belas jogadas rápidas de meio? Ou as chutadas da ponta? Serão agora apenas a segunda opção? Ah, o que é isso!? E o levantador vai ter que se virar para fazer uma boa bola no fundo com qualquer tipo de passe. Os brasileiros, pelo menos, sabem fazer muito bem o meio-fundo, o que pode ser uma das jogadas chaves com essa nova regra. Só que, se isso era antes uma arma surpresa e agora, a tendência é que fique um pouco banalizada, já que todos podem tentá-la.

Pensando no voleibol atual, cheio de gigantes em quadra com mais de 2m de altura, os atletas têm impulsão suficiente para atacar direto para o chão mesmo do fundo. Não se vai aliviar tanto assim para a defesa. Além disso, como já comentaram alguns leitores, é bem mais simples bloquear os ataques do fundo! Só quero ver no que isso vai dar…

A Cimed, time brasileiro no Campeonato Mundial, já está treinando em Doha com a nova regra. Será que dá tempo de se adaptar à mudança em apenas 15 dias? Além do atual campeão sul-americano e da Superliga, disputam o título mundial Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Al Arabi Doha (Catar), Zamalek (Egito), Paykan (Irã), Corozal (Porto Rico) e PGE Skra Belchatow (Polônia).

Desabafo feito, agora é a vez de vocês! O que acham dessa nova regra? Será que vai dar certo? Dê a sua opinião! Depois a gente faz um balanço com o que vocês pensam.

Leia mais sobre a Golden Formula no site oficial – em inglês

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