Michael | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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sábado, 14 de abril de 2012 Superliga | 00:13

Vôlei Futuro vence semi que começou e terminou no saque

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Michael - Vipcomm

Michael fez quatro aces para o Vôlei Futuro na partida desta sexta-feira pela semi da Superliga

Logo de cara o Vôlei Futuro deu o seu recado para o RJX na partida que decidiria a semifinal da Superliga: iria apostar no saque forçado. E a aposta deu certo, já que Michael começou fulminando no fundamento. O time chegou a abrir 9 a 2 no primeiro set. Depois foi a vez de Vini, outro central de Araçatuba, acertar a mão, como já fez em outros jogos do torneio e na segunda partida da semifinal. Jogando em casa, o Vôlei Futuro fez 3 sets a 1 para cima do RJX e garantiu a vaga na decisão do campeonato.

Veja como foi a vitória do Vôlei Futuro set a set

Como o Vôlei Futuro soube acertar o saque! No final, foram nove aces da equipe da casa e cinco da carioca. Muitas bolas do Vôlei Futuro não foram direto para chão, mas “explodiram” nos jogadores do RJX. E o jogo começou e acabou no fundamento. Se Michael acertou e pontuou logo de cara no serviço, Lucão entregou o último ponto do quarto set com um erro, depois de ter feito também mais um ponto no saque.

Mas outros aspectos ainda chamaram a atenção nesta sexta-feira. O central paulista Michael não foi bem apenas no serviço. Ele virou no ataque e ajudou no bloqueio, tanto que foi eleito o melhor em quadra. No final, Dentinho foi o cara, com bloqueios em sequência mesmo não sendo o mais alto da rede.

Do outro lado, Dante segurou o jogo. Ele foi o maior pontuador do confronto, com 17 acertos, e entrou de fato na partida depois de ver uma discussão entre seus companheiros. Marlon e Riad se desentenderam e o central acabou indo para o banco. Assim que foi substituído, ele partiu para o vestiário. Dante se revoltou com aquela atitude, chamou Riad de moleque e desabafou na bola, soltando a bola no ataque, pontuando sempre que acionado. Vale lembrar que no segundo jogo uma situação parecida aconteceu. Lorena acordou de vez depois de discutir com Théo.

O problema foi que, desta vez, só a vontade de Dante não adiantou. O ponteiro motivou o RJX no terceiro set e a equipe venceu a parcial. Entretanto, começou o quarto set como os outros, atrás no placar, sofrendo com o saque e sem muitas forças para virar. Além disso, Théo, que seria o cara de segurança no RJX, não se encontrou em momento algum na partida. E se nem o seu oposto joga bem quando o passe está bem quebrado, fica complicado.

Essa partida começou com cara de jogo fácil depois de o Vôlei Futuro vencer as duas primeiras parciais, ganhou ares de um jogaço com a reação no terceiro set do RJX, mas acabou com vantagem para os donos da casa. Que venha agora a final contra o Sada Cruzeiro.

Notícia triste do dia

Segundo jornais e alguns blog, o Cimed perdeu o patrocínio da Sky e corre o risco de fechar. É complicado acabar com uma equipe tetracampeã só porque caiu nas quartas de final duas vezes seguida. Chegar aos playoffs, ainda mais uma um torneio equilibrado como a Superliga masculina, não é pouco.

Com a saída do patrocinador devem sair também Giba e Gustavo. Que o time consiga manter os outros atletas…

Notas relacionadas:

  1. Lucão assina, e Vôlei Futuro promete time grande
  2. Vôlei Futuro volta à briga, e Sada vai à semi com “básico”
  3. Lorena volta, e Vôlei Futuro empata em jogo de saques
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 11:24

Retrospectiva: 2011 teve vaga olímpica, sustos e decepção

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Mais um ano de blog e mais uma vez aqui está a tradicional retrospectiva. O ano de 2011 foi de aquecimento no mercado nacional e alerta para as seleções, tanto masculina quanto feminina. E para vocês, o que mais marcou nos últimos 12 meses? Relembre nos tópicos, clique nos links para reler mais sobre os assuntos e deixe seus comentários no final. E Feliz 2012! Até lá!

Acidente e preconceito na Superliga 2010/2011

Acidente-Vôlei Futuro/Futura Press

Ônibus do Vôlei Futuro tomba perto de ginásio da semifinal da Superliga feminina

A Superliga 2010/2011 foi a primeira decisão na temporada do vôlei por aqui. E a fase final foi mais conturbada do que o normal por problemas que aconteceram fora das quadras.

Na semifinal da edição feminina, o ônibus com a delegação do Vôlei Futuro tombou perto do ginásio do Osasco, no dia 12 de abril. Segundo as primeiras informações, a líbero norte-americana Stacy Sykora era a única que preocupava, com um corte na cabeça. Pouco depois, todos souberam que a situação era bem mais grave e que a atleta havia sofrido um traumatismo craniano. Stacy ficou quase um mês internada, voltou aos EUA para completar a recuperação e, aos poucos, já voltou a atuar. A líbero segue no Vôlei Futuro para a temporada 2011/2012.

Já na semifinal do masculino, o Vôlei Futuro foi jogar na casa do Sada/Cruzeiro e o central Michael afirmou ter passado a partida ouvindo gritos preconceituosos. O caso tomou grandes proporções, o Sada/Cruzeiro foi multado e, no jogo de volta, o time de Araçatuba fez uma “festa rosa” para o atleta, com jogadores usando camisas rosa ou com o arco-íris, símbolo GLSTB e a torcida com batedores coloridos e com o nome de Michael. Ele assumiu ser homossexual e, em uma entrevista exclusiva, falou que nunca namorou, nem homem e nem mulher. Dentro de quadra, o Sada/Cruzeiro levou a melhor e ficou a vaga na decisão.

No final, um campeão inédito e um velho conhecido

Unilever vence a Superliga - Divulgação/CBV

Unilever faturou o sétimo título na Superliga

A edição 2010/2011 da Superliga teve um campeão novato e outro mais do que conhecido. No masculino, o Sesi venceu o Sada/Cruzeiro e conquistou o seu primeiro título nacional com uma equipe equilibrada e um grupo homogêneo. Tanto que, na decisão, o nome do jogo não foi alguém da seleção. O destaque ficou para Vini, prova de ter um grupo completo e preparado pode valer mais do que só alguns selecionáveis.

Entre as mulheres, mais um Unilever x Sollys/Osasco. E o time do Rio de Janeiro, derrotado na temporada 2009/2010, recuperou a coroa e faturou o sétimo título nacional. Na decisão, assim como em quase todos os jogos do time, Sheilla foi a jogadora de segurança. Agora, na temporada 2011/2012, ao lado de uma levantadora experiente como Fernanda Venturini, tende a crescer ainda mais em quadra.

Novos ‘supertimes’, volta de Venturini e mais contratações

Fernanda Venturini - Divulgação

Depois de quatro anos, Fernanda Venturini volta a jogar e assina com o Unilever

Como o costume, depois da Superliga vem a movimentação do mercado e, nesse ano, dois ‘supertimes’ surgiram. Em abril, Eike Batista montou o RJX, no Rio de Janeiro. a equipe contrataria Dante, Marlon, Théo e Lucão, da seleção, além de Lipe, Alan e outros nomes importantes. No mesmo mês, a Cimed anunciou a parceria com a Sky. A ex-patrocinadora deixou o Pinheiros depois de uma temporada turbulenta, com dispensas de Rodrigão e Marcelinho e eliminação nas quartas de final da Superliga diante do Sada/Cruzeiro, que seria vice-campeão. O Pinheiros não manteve o time e a Cimed “ganhou” Giba e Gustavo para a temporada 2011/2012.

No feminino, o mercado viu trocas entre rivais e até o final de uma aposentadoria. Atendendo a um pedido de Bernardinho, que ficou sem levantadora depois de Dani Lins assinar com o Sesi, que montou um time feminino em 2011, Fernanda Venturini voltou a jogar e é a levantadora do Unilever. O time também tirou Natália do rival Sollys/Osasco.

O problema é que, até dezembro, alguns reforços ainda não jogaram em seus times. Giba, com fratura por estresse na tíbia, e Natália, depois da segunda cirurgia para retirada de um tumor benigno na canela esquerda, são exemplos de contratados que ainda não atuaram.

Depois de Stacy, o susto com Jaqueline

Jaqueline - Vipcomm

Jaqueline deixa hospital depois de fratura na cervical na estreia no Pan

Quem acompanha vôlei teve dois grandes sustos em 2011. O primeiro foi o acidente com o time do Vôlei Futuro e o traumatismo craniano de Stacy, como comentamos. Meses depois, Jaqueline foi a protagonista da vez. Pelo menos as duas estão bem e recuperadas.

A jogadora deu um susto gigante ao se chocar com Fabi logo na estreia do Brasil no Pan-Americano de Guadalajara. As duas caíram para defender uma bola e a ponteira bateu a nuca na testa da líbero. O resultado, depois de momentos de apreensão e de ver a jogadora deixando a quadra de maca, foram fraturas em duas vértebras da cervical.

Jaqueline, que já tinha sofrido no ano com a perda de seu primeiro bebê logo no começo da gestação, surpreendeu na recuperação. O que eram oito semanas com o colar cervical viraram três e na semifinal do Paulista, em novembro, ela já estava em quadra novamente.

Novidades emplacam na seleção feminina

Tandara- Divulgação/CBV

Tandara chegou para ficar na seleção feminina

Já que falamos de mercado e novos times, vamos falar também de caras novas na seleção feminina. 2011 viu a estreia de Tandara como oposta. A jogadora ficou com o lugar de Joycinha e se tornou uma arma no ataque, para as inversões de 5-1, e também no saque, com pontos importantes ao entrar no serviço nos finais dos set. Ela ainda é reserva de Sheilla, mas tem potencial.

Fernanda Garay voltou ao time de Zé Roberto na temporada e não fez feio. Ela ajudou no passe, grande problema da equipe, e ainda mudou o ritmo de ataque. A ponteira segue a boa fase no Vôlei Futuro e deve ter vindo para ficar.

Juciely completa o trio de novidades do ano, mas a central ainda está atrás de Fabiana e Thaísa e tem que brigar com Adenízia por uma vaga entre as preferidas de Zé Roberto.

E falando nas mulheres, 2011 acabou com decepção

Fabi e Sheilla - Divulgação/FIVB

Seleção decepcionou na Copa do Mundo e perdeu a primeira chance de se classificar para as Olimpíadas

Com suas caras novas, a seleção feminina partiu para um ano de recuperação. Em 2010, o Brasil foi prata no Grand Prix e prata no Mundial. Agora, conseguiu voltar ao lugar mais alto do pódio, mas ainda decepcionou.

A seleção teve ouro na Copa Pan-Americana, em torneio amistoso em casa e no Sul-Americano e ainda ficou com a prata depois de ser derrotada pelos Estados Unidos com facilidade na decisão do Grand Prix. Mas os problemas e as críticas começaram nos Jogos Pan-Americanos.

Zé Roberto, visando treinar o time para a Copa do Mundo, que valeria a vaga olímpica, levou a equipe principal para Guadalajara. Lá, rivais como os Estados Unidos estavam com a equipe B. O Brasil foi ouro, mas depois, decepcionou e, com três derrotas, ficou apenas em quinto lugar na Copa do Mundo.

Aí vieram as perguntas e as críticas, até de Ary Graça. Valeu a pena jogar com a seleção A em Guadalajara? O time está preparado para lutar pelo bi nas Olimpíadas de Londres? Mais uma vez a seleção está com problemas em quadra, como no passe e no levantamento, e fora dela, como o emocional.? As respostas só virão em 2012. E o ano começará mais cedo, já que as atletas terão que disputar o pré-Olímpico continental para chegar a Londres.

Homens conseguem vaga, mas no sufoco

Giba - Divulgação/FIVB

Giba comemora ponto na vitória sobre o Japão. Jogo valeu o bronze e a vaga olímpica

A seleção masculina fechou 2011 com a vaga olímpica assegurada, mas o caminho até aqui não foi simples. Bernardinho aproveitou o calendário cheio de campeonatos para montar duas equipes e mesclar jogadores em alguns torneios. A equipe B foi ouro no Pan, mas a A teve problemas e derrotas inesperadas.

O time principal venceu o Sul-Americano, mas ficou com a prata na Liga Mundial e passou sufoco para assegurar o terceiro lugar no Japão e lugar Nos Jogos Olímpicos de Londres, com tie-break contra China e derrotas para Itália, Cuba e Sérvia. O bronze a vaga olímpica só vieram na última fase, no último jogo. E quem não viu a briga entre Bernardinho e Serginho diante das câmeras na vitória sobre a Argetina? Os dois perderam a cabeça, mas logo minimizaram a discussão, falando que era algo normal e que a convivência seguia boa. Depois, Murilo, que foi o pivô da briga (Serginho “tomou as dores” do companheiro com Bernardinho, que reclamava do Brasil em jogo no qual a Argentina não se esforçou para fazer nada, já que a derrota até que ajudaria a equipe), comentou que até há um desgaste no time, mas não a ponto de alguém pedir para sair.

O ano também foi de fazer testes e trocar jogadores em algumas posições.o que gerou insegurança na equipe. Afinal, quem são os opostos da seleção, por exemplo? Mas os atletas também ressaltaram que esse foi o ano certo para esses testes e que todos estão confiantes para o ouro em 2012, ano que fechará o ciclo olímpico e também marcará as últimas Olimpíadas de ídolos como Giba, Dante…

Notas relacionadas:

  1. A final olímpica de volta no Grand Prix
  2. Brasil tem vaga na semi e cabeça no lugar no Mundial
  3. Unilever terá ataque de gala na temporada 2011/2012
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 19 de abril de 2011 Superliga | 20:24

De novo, vamos voltar a falar dos jogos?

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As confusões e acusações sobre a torcida do Sada/Cruzeiro na semifinal parece não ter fim… Nesta terça-feira, o Vôlei Futuro soltou mais uma nota oficial ironizando a torcida, time mineiro, a CBV e a imprensa por causa das manifestações na terceira partida da semifinal, vencida pelos donos da casa por 3 sets a 0.

Segundo o Vôlei Futuro, eles não receberam os ingressos os quais tinham direito, a torcida usou o nome de outro atleta (Richarlyson, do Atlético-MG)para ofender Michael, a mídia não cobriu bem os fatos e a área de saque reduzida prejucidou o time (leia a nota na íntegra). Até agora, o Sada/Cruzeiro não deu nenhuma resposta em sua página oficial.

Ok, qualquer tem o direito de falar o que pensa e de reclamar quando se sente lesado. Mas eu acho que essa história já rendeu o que poderia. E o Michael conversou com o repórter do iG que estava na partida e não pareceu incomodado com tudo isso.

“Esse é o verdadeiro papel da torcida, que empurra o time deles sem ofender ninguém. Dessa vez, não percebi nada sobre homofobia. Valeu a pena ter levantado essa causa na partida anterior aqui em Contagem. As pessoas devem ser respeitadas independentemente de sua opção sexual, religão ou qualquer outra coisa”, disse o central” (leia a matéria completa).

Eu gosto de vôlei, do jogo, da disputa na bola. O blog está aberto para qualquer comentário de torcedores do Vôlei Futuro ou do Sada/Cruzeiro, mas eu evitarei postar sobre esse assunto. Gosto de uma torcida que apoia o seu time sem precisar ofender ninguém. E também acho que a luta contra o preconceito e homofobia deve seguir, sem dúvida. Mas eu já dei a minha opinião sobre o assunto e, por isso, vou me voltar para dentro da quadra.

De novo, vamos voltar a falar sobre os jogos? Amanhã, quarta-feira, é dia de semifinal da Superliga feminina. No final de semana teremos a final do masculino e mais um jogo da semifinal. Assunto não nos faltará…

Notas relacionadas:

  1. É hora de voltar para casa
  2. Vamos voltar a falar de Superliga?
  3. Vamos voltar a falar dos jogos?
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sábado, 9 de abril de 2011 Superliga | 12:59

Vôlei Futuro faz festa em casa e segue vivo na Superliga

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*atualizado às 19h24

O jogo deste sábado já tinha um tom de desabafo antes mesmo de começar. Do lado do Vôlei Futuro, a bandeira contra o preconceito e a homofobia. Do lado do Sada/Cruzeiro, a vontade de mostrar que, em meio a toda a polêmica, o foco era o foco. E depois de uma festa bonita em Araçatuba e um jogo equilibrado, os donos da casa venceram e empataram a série semifinal. A decisão ficou mesmo para a próxima partida…

Os dois primeiros sets deste sábado foram um pouco fora que era esperado. No primeiro, o Cruzeiro venceu com facilidade. No segundo, foi o Vôlei Futuro quem dominou. Já a partir da terceira parcial, o equilíbrio apareceu. O time mineiro voltou a vencer porque conseguiu abrir no final com Filipe no saque. Depois, os anfitriões cresceram no bloqueio, fizeram 4 a 0 no 4º set e empataram. No tie-break, mais equilíbrio, lindos bloqueios (até o levantador William parou o cubano Camejo!) e ponto de saque para liquidar a partida. No final, 3 sets a 2 para o Vôlei Futuro.

Bandeirão do Vôlei Futuro na semifinal

Bandeirão do Vôlei Futuro na semifinal

Essa partida deixa lições fora e dentro da quadra. Fora, nas arquibancadas, a torcida de Araçatuba fez uma bela festa. Eles torceram com o time, vibraram, pressionaram e seguiram na luta contra o preconceito, com bate-bate com o nome de Michael na cor rosa, bandeirão e o que tinham direito. Os jogadores atuaram com uma faixa colorida na manga esquerda e Mário Jr, com uma camisa com as cores do arco-íris. Como já disse aqui, acho que a torcida deve se pronunciar, empurrar o time e tentar atrapalhar o adversário. Esse é o seu papel. Mas tudo isso com respeito. E foi o que aconteceu neste sábado.

Em quadra, tivemos alguns duelos particulares. Os dois levantadores, William e Ricardinho, viram seus atacantes no bloqueio simples. Mas o mineiro teve a bola na mão quase todo o tempo, enquanto o paulista reclamou, e muito, da sua recepção. Entre os opostos, acho que Wallace foi melhor. Ele tem uma impulsão de dar inveja e estava em seu dia hoje. Vissotto demorou a entrar no jogo, fez um ótimo segundo set, mas depois caiu um pouco novamente. Nas pontas, a melhor foi para o Vôlei Futuro, com Dentinho e Camejo. Dentinho foi a vibração e Camejo, a força no ataque e no saque. Um cubano com potência de cubano! Na rede, Acácio e Lucão fizeram o seu papel. No fundo, os mineiros foram melhores, mas só ter passe na mão e não definir no finalzinho, não adianta…

O Vôlei Futuro venceu, na minha opinião, mesmo não tendo um elenco tão homogêneo como o Sada/Cruzeiro. Eles venceram porque ganharam corpo ao longo do jogo, encaixaram o ataque e se arrumaram no saque. As pancadas e Michael, Camejo e Lucão no serviço fizeram a diferença. Além disso, como já comentaram por aqui, também ganharam alguns pontos em marcações duvidosas da arbitragem. Se havia alguma dúvida, o time da casa era beneficiado. Ainda assim, acho que isso não atrapalhou o bom equilíbrio do jogo.

A série está ainda mais aberta. O terceiro jogo, mais uma vez em Contagem, será outro clássico, sem dúvida. Só espero que a torcida compareça em peso e torça muito, mas com respeito porque dentro de quadra temos jogadores para um belo voleibol.

Notas relacionadas:

  1. Vôlei Futuro é a grande surpresa do quarto turno da Superliga
  2. Vôlei Futuro vê suas estrelas entrosadas em quadra
  3. Vôlei Futuro cresce, e muito, e vai para a semifinal
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sexta-feira, 8 de abril de 2011 Superliga | 11:48

Vamos voltar a falar dos jogos?

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A discussão no vôlei nessa semana foi o caso do central Michael. Ele sofreu ofensas na primeira partida da semifinal, como comentamos por aqui, e assumiu ser homossexual, como escrevi em reportagem para o iG (para quem quiser reler a matéria, segue o link). O novo capítulo da história é que o Sada/Cruzeiro será julgado pelo STJD na semana que vem e pode ser multado em R$ 100 mil e os torcedores identificados como autores dos gritos podem ficar, no mínimo, 720 dias proibidos de entrar no ginásio (leia mais).

Sada/Cruzeiro venceu o primeiro jogo da semifinal

Sada/Cruzeiro venceu o primeiro jogo da semifinal

Mas, antes o julgamento, temos um jogo importante pela frente. Um não, dois jogos importantes. Então, vamos pensar um pouco na disputa dentro de quadra? E já que estamos falando de Sada/Cruzeiro e Vôlei Futuro, vamos começar por essa partida, marcada para sábado, às 10h.

O Sada/Cruzeiro pode fechar a série e garantir a vaga na final se vencer em Araçatuba na manhã de sábado. Acho que, depois de toda a confusão, o Vôlei Futuro vai entrar mais mordido e motivado em quadra. Com Lucão, que deu um ânimo a mais no time desde que voltou depois da cirurgia na mão, inspirado no saque e no bloqueio, o time pode mesmo crescer. Além disso, Ricardinho sabe distribuir bem. Só não deve sobrecarregar Leandro Vissotto, como já vimos nesta Superliga. A aposta deve ser sacar forte e variar, com Lucão ,Vissotto e Camejo no ataque.

Mas cuidado… o Sada foi mais regular no torneio e, com esse equilíbrio, venceu a primeira partida. Os mineiros foram um time coeso, com boa linha de passe e o levantador William em ótima fase. Se Wallace também estiver forte, saltando como ele sabe, vai dar trabalho. Aposto em um jogo duro, no qual os dois tem chances de vencer. Entretanto, pelo histórico da Superliga, acho que o Sada/Cruzeiro fecha a série com um novo tie-break .

Sesi venceu fora e recuperou vantagem de decidir em casa

Sesi venceu fora e recuperou vantagem de decidir em casa

O outro jogo importante será nesta noite, às 20h30. Sesi recebe o Vivo/Minas e quem vencer, vai para a final. Gostei muito o trabalho dos mineiros nesta Superliga, crescendo na reta final e chegando forte aos playoffs. É muito bonito ver, por exemplo, Luiz Felipe jogando com raça e vibrando demais. Mas eles encaixaram muito bem o bloqueio nas quartas e na primeira partida da semi. Precisam repetir o desempenho ou podem se complicar…

Isso porque o Sesi tem um belo potencial de ataque. Wallace, assim como Luiz Felipe, não está na pré-lista da seleção para a Liga Mundial à toa. Ele vem fazendo uma ótima Superliga, como um oposto muito seguro no saque e no ataque. Além disso, o time conta com Murilo e Thiago Alves nas pontas, e Sidão e Vini no meio, ou seja, prato cheio para o levantador Sandro.

O Minas deve se impor no bloqueio, como fez contra o Montes Claros, ou terá trabalho. E o Sesi precisa encaixar e manter o saque em toda a partida, não apenas em um set, como no primeiro jogo da semifinal…

Depois de uma semana de treino, os jogadores viram muitos vídeos e tiveram tempo de acertar todos os seus erros. Vamos ver como eles se saem neste final de semana. E espero que o foco seja o jogo e o que acontece dentro de quadra, com respeito da torcida…

Decisão também para as mulheres

Sexta também é o dia da primeira partida das semifinais da Superliga feminina. O Pinheiros/Mackenzie recebe o Unilever em São Paulo. A outra série, entre Sollys/Osasco e Vôlei Futuro começa na terça-feira, em Osasco. Agora sim a disputa vai ficar interessante, já que as quartas de final foram um pouco previsíveis… Será que teremos mais um Unilever x Osasco na final ou teremos mudanças?

P.s.: ficarei um pouco fora do blog e do twitter (@mundodovolei) no final de semana por conta de outros compromissos, marcados há tempos… Sei que teremos ótimos jogos e tentarei escrever assim que tiver um tempinho na sexta à noite e no sábado, depois do almoço. Enquanto isso, o espaço é de vocês, como sempre!

Notas relacionadas:

  1. É hora de voltar para casa
  2. Vamos voltar a falar de Superliga?
  3. Pode bater no peito e falar que é campeão!
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terça-feira, 5 de abril de 2011 Superliga | 20:27

Preconceito

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Passei o dia conversando com o pessoal do Vôlei Futuro e do Sada/Cruzeiro para apurar e escrever sobre os ofensas da torcida em Contagem ao jogador Michael, do time de Araçatuba. Foi um dia longe de trabalho (por isso demorei tanto para conseguir um tempinho para escrever aqui, desculpem!) e que deixa um alerta.

Michael me disse que, pelo seu jeito, todos sabem que é homossexual e que, independente da sua orientação sexual, não deve escutar insultos de um ginásio inteiro. “Eu não tenho problema [com minha orientação sexual], mas eu nunca precisei falar. Meus amigos e minha família  me conhecem, conhecem o Michael. Eu sou [homossexual], mas, independentemente da minha orientação sexual, estou aqui, falando sobre esse assunto para que isso não aconteça mais. Eu sei que [o preconceito] não vai mudar de uma hora para outra, mas eu tinha que falar. Foi assustador”, ele afirmou (leia a entrevista completa).

Já o Sada/Cruzeiro diz que não apóia nenhum tipo de discriminação e que não se pode generalizar a torcida. (leia mais).

Eu não estava no jogo, acompanhei pela televisão apenas. E não vou fazer julgamento. Apenas acho que, como amantes de vôlei, devemos ter respeito pelos jogadores. Assim como eles devem decidir na bola, sem ficar xingando a torcida rival, os fãs devem torcer, vibrar, mas respeitar os profissionais que estão ali e são ídolos.

O Vôlei Futuro viveu diversos episódios de confusões em quadra e com a torcida, desde o Campeonato Paulista e ao longo da Superliga. Agora, que eles saibam fazer um jogo disputado apenas na bola lá em Araçatuba, no final de semana. E depois, se tiver a terceira partida em Contagem, que Minas se mostre como estado tradicional no esporte e esqueça as confusões. Os dois times tem elenco suficiente para garantir o espetáculo. E a orientação sexual de um ou outro jogador, não importa…

Notas relacionadas:

  1. Uma boa torcida pode ganhar um jogo?
  2. Só dá 3 sets a 1 nas quartas da Superliga masculina
  3. Vôlei Futuro cresce, e muito, e vai para a semifinal
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