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17/08/2009 - 11:52

Sul-Americano começa como já era esperado

A seleção brasileira masculina estreou no Sul-Americano como todo mundo já esperava: uma vitória simples contra o Peru por 3 sets a 0 em apenas 48 minutos (veja como foi o jogo). Apesar dos mais de 2 mil metros de altitude da Colômbia, o Brasil não teve problemas e apenas se desencontrou no saque, mas nada que complicasse a partida.

Como alguns leitores já comentaram por aqui, vamos ser sinceros, o Sul-Americano perdeu a graça. Se fosse nos tempos áureos de Milinkovic e Weber na Argentina, os duelos seriam mais interessantes. Agora, só os argentinos, mesmo em outra fase, e os venezuelanos, que também não são aqueles de Harry e companhia do Pan de Santo Domingo, vão fazer frente ao time brasileiro. Os outros adversários são muito frágeis. O que vale mesmo nesse campeonato é a vaga para a Copa dos Campeões para o dono da primeira colocação. Arrisco dizer que o Brasil já tenha um pé na decisão.

A seleção só não pode contar com Bruninho, que fraturou o pulso direito durante os treinos do final de semana. Por um lado, vai fazer falta porque apenas na parte final da Liga Mundial ele estava realmente bem entrosado com atacantes como Murilo e Leandro Vissotto. E ainda não fez uma partida perfeita com Giba. Poderia usar o Sul-Americano para treinar mais com todos eles. Por outro lado, Marlom e Raphael terão a chance de conhecer mais os companheiros e se preparar melhor para as entradas durante os jogos com Bruninho como titular. Será uma boa experiência.

E fica aqui o meu pedido. Alguém conhece algum canal ou site que transmita os jogos do Brasil? Se souber, deixe o link nos comentários! Eu ainda não encontrei e, pelo visto, nada será transmitido na TV a cabo ou aberta…

Próximos jogos do Brasil no Sul-Americano (horário de Brasília)
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
28/07/2009 - 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , , , , , ,
19/07/2009 - 13:10

Reservas dão conta do recado na Liga Mundial

A seleção brasileira masculina de vôlei se despediu da torcida e da fase de grupos da Liga Mundial com mais uma vitória. De novo contra a Venezuela, a seleção fez 3 sets a 0 (veja como foi o jogo) no Mineirinho lotado. Mas a diferença nesta partida foram as caras novas em quadra. No último jogo, quase todo mundo teve o gostinho de entrar.

Brasil começou com os titulares e apenas uma mudança: Éder no lugar de Lucão para arrumar o bloqueio, principal deficiência do time na primeira partida em Belo Horizonte. A rede realmente melhorou e a seleção venceu, sem problemas. Como não teria muito mais o que testar com os titulares, Bernardinho colocou o banco em quadra, para dar ritmo a todos para a fase final. Depois de um pequeno susto, deu certo.

Com Thiago Alves, João Paulo, Rivaldo e Marlom, o Brasil sofreu no segundo set, principalmente com o saque de Diaz. Entretanto, eles logos se entrosaram em quadra e conseguiram fechar a parcial. No último set, Lucão e Léo Mineiro foram para o jogo e o time deu um passeio. É bom ver quem está com vontade de mostrar serviço jogando. Marlom manteve a precisão e a velocidade para o ataque e Thiago Alves e Rivaldo jogam com uma garra que empolga o resto do time.

Agora, chega de testes! Bernardinho fez o que era preciso. Formou seu time titular (Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba, Murilo e Serginho) e já sabe que tem bons jogadores no banco. Mais uma vez, ainda é preciso mais regularidade no saque. Vissotto, mesmo com 2,12m não tem o serviço mais potente do time, por exemplo.

Rivais das finais
Brasil deu sorte na fase final. Vai enfrentar Cuba e Argentina, enquanto Estados Unidos, Rússia e Sérvia duelam na outra chave. Os dois melhores do grupo passam para as semifinais. Será que vem o oitavo título da Liga Mundial por aí? Com a melhor campanha, em 12 vitórias em 11 jogos, muitos já apontam o Brasil como favorito ao ouro…

Prefiro a cautela. Todos ainda estão brigando por um lugar seguro no time titular, a equipe ainda é nova e, como disse a leitora Patrícia Silva, é melhor formar um time homogêneo e ganhar experiência que apenas um título. Vamos ver o que vem pela frente.

E você? O que achou de mais esse jogo do Brasil? Eles estão prontos para a fase final da Liga Mundial? Deixe o seu comentário no Mundo do Vôlei! Volto depois com um balanço das seleções classificadas para as finais e da renovada seleção masculina!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
04/07/2009 - 15:39

Brasil perde a invencibilidade na Liga Mundial

No jogo em Brasília, Mauro Berrutto, técnico da Finlândia, havia dito que estava perto de realizar um sonho ao quase bater o Brasil. Neste sábado, o sonho foi realizado. A Finlândia venceu o Brasil (veja como foi no post abaixo) e acabou com o único time invicto na Liga Mundial.

Os europeus venceram com armas conhecidas do nosso voleibol: saque forçado e velocidade no ataque. O serviço finlandês quebrou a recepção brasileira e, sem passe na mão, Bruninho não manteve o bom rendimento e a variação de jogadas da partida de sexta. Coisas de um bom levantador, mas ainda em formação. Bruninho está muito bem entrosado com Leandro Vissotto, Murilo e Rodrigão, mas ainda sofre com o passe irregular. Já Esko, da Finlândia, teve a bola na mão porque o saque brasileiro de novo não foi bom, e usou e abusou da velocidade com Mi Oivanen e Siltala. Os méritos deste sábado vão para eles.

E, mais uma vez, Marlom entrou muito bem na partida, ao lado de Rivaldo. Com os dois em quadra, o Brasil voltou a ter a variação de jogadas e a bola de fundo. E Rivaldo entrou com muita vontade, muito melhor do que nos primeiros jogos da Liga, quando foi titular contra a Polônia. Só que o levantador reserva brasileiro tem um grande problema: a altura. Com ele, a equipe ganha muita precisão no levantamento, mas perde no bloqueio.

Essa derrota deixa algumas lições. Nem tudo será simples contra o Brasil e nem sempre vão respeitar a camisa verde e amarela. A Finlândia respeitou no primeiro jogo e ficou travada, mas se soltou neste sábado e mereceu a vitória. Além disso, o saque precisa fazer efeito. Sem um bom serviço, nem o bloqueio de Vissotto, Rodrigão, Lucão e companhia dá conta.

E os outros times estão observando o Brasil o tempo todo, ou seja, sabem como esse novo time joga. A Finlândia aprendeu que a bola de segurança de Bruninho era com Lucão no meio e veio para quadra nesta manhã preparada para marcar essa jogada. Dito e feito! Bruninho tentou forçar o meio, que estava muito bem marcado. Mas o lado bom foi o crescimento de Murilo, melhor e com mais volume a cada partida.

E você? O que achou da seleção brasileira? O que faltou para a vitória neste sábado? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
04/07/2009 - 15:34

Finlândia 3 x 2 Brasil

1º set
Finlândia sai na frente com o bom saque do levantador Esko. Brasil empata com Leandro Vissotto, mas logo o time europeu reassume a liderança, mais uma vez com serviço forçado (5 a 2). Com dois bloqueios, seleção empata em 5 a 5. A situação se repete pouco depois. A Finlândia abre e o Brasil empata no bloqueio de Rodrigão (10 a 10). A virada saiu no saque de Giba e no primeiro erro de ataque finlandês. Com ótimas defesas e ataques de Mi Oivanen, Finlândia segue colada no placar, mas a seleção brasileira também arruma os contra-ataques e fecha em 25 a 22 em bola colocada de Murilo.

2º set
A parcial começa muito equilibrada, com defesas dos dois lados. Finlândia segue com saque forçado e velocidade no ataque e segura a vantagem. Os europeus param Murilo, que recebeu uma bola ruim, e abrem 7 a 4. Na sequência, ampliam a vantagem se aprovitando da recepção ruim brasileira e dos levantamentos forçados de Bruninho (9 a 5). Com saques de Lucão, que mantém a regularidade, Brasil encosta em 10 a 9. Seleção consegue empatar em 14 a 14, mas arbitragem dá uma bola fora de Murilo, que havia sido dentro, e os rivais voltam a assumir a liderança (16 a 14). Bernardinho mexe no time e coloca Marlom e Rivaldo na inversão do 5-1 e com dois bons saques do levantador reserva, Brasil vira (20 a 19) e, mesmo com a pressão dos europeus, fecha em 25 a 23 com Lucão pelo meio.

3º set
Mais um começo equilibrado, só que agora o Brasil parece variar mais as jogadas. Mesmo assim, a Finlândia se mantém à frente do placar, com dois pontos de diferença e vai para o primeiro tempo na liderança (8 a 6). Logo depois, os finlandeses param a jogada de meio de Rodrigão e abre quatro pontos no ataque de ponta (10 a 6). A vantagem aumenta no bloqueio em Vissotto (13 a 7) e vai para o segundo tempo também na frente, com volume de ataque e bloqueios (16 a 9). Brasil cresce e volta para o jogo com mais uma inversão do 5-1, mas a Finlândia fecha em 25 a 22 e leva o jogo para o quarto set.

4º set
Brasil segue com dificuldades no passe e a Finlândia de aproveita das falhas para começar na frente. Mas Bernardinho adianta e já faz a inversão do 5-1, que dá certo. Como em todas as passagens, o saque flutuante de Marlom atrapalha a recepção finlandesa e o Brasil vai para o tempo na frente (8 a 6). Com Rivaldo na rede, a seleção também melhora a posição do bloqueio e marca mais. Entretanto, a Finlândia segue pressionando e vira em uma bola baixa de Marlom para Rodrigão (15 a 14) e amplia no bloqueio de Siltala, que faz uma ótima partida, para cima de Giba (18 a 15).Rodrigão, com dois pontos no saque sem peso, recoloca o Brasil no jogo e na liderança, com 20 a 19. Só que a Finlândia, com Siltala, não deu chances e fechou em 25 a 22.

5º set
Brasil volta para o tie-break com Marlom, Rivaldo e Eder, que havia entrado no final do quarto set, em quadra. O jogo segue equilibrado, com uma pequena vantagem para a Finlândia, que ainda tem mais volume de ataque e a segurança com oposto Oivanen. E seu irmão gêmeo também saca bem e abre com um ace (11 a 9). Do outro lado, Brasil encosta na volta de Bruninho e Vissotto. Com saque de Giba, o gigante Vissotto, de 2,12, bloqueia. E na sequência, Giba faz um ace (13 a 13). Mas a Finlândia fecha em um excelente saque, com 17 a 15.

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , ,
03/07/2009 - 15:03

Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial

A seleção masculina derrotou a Finlândia nesta sexta-feira por 3 sets a 0 (veja como foi o jogo no post abaixo) e mostrou como é nosso voleibol. Pela primeira vez, o time soube variar as jogadas, Bruninho teve uma ótima atuação e a vitória foi no jogo bonito. Com o resultado, equipe segue invicta na Liga Mundial e praticamente garantida na fase final.

Assumo que queimei a minha língua. No post desta manhã, critique a atuação do levantador brasileiro ao lado de Giba e Murilo. Depois de jogos com pouco entrosamento e bolas mais lentas, o trio apresentou harmonia total na partida desta sexta. Finalmente vimos a bela jogada de meio fundo tanto com Giba quanto com Murilo. Além disso, Murilo fez uma das suas melhores partidas na Liga Mundial, com sintonia na bola rápida pela ponta, posição perfeita no bloqueio e saque forçado.

Bruninho merece os méritos dessa vitória. Ele usou bem a bola de meio com Lucão, maior pontuador do jogo com 16 acertos, e também deixou os ponteiros e o oposto Leandro Vissotto no bloqueio simples na maioria dos ataques. Tanto que o oposto foi o melhor no fundamento, com 13 bolas no chão. Bruninho não teve medo e fugiu do conforto que estava usando com as bolas mais altas. Acelerou e forçou jogadas mesmo com o passe um pouco quebrado e é isso que um levantador deve fazer. Ele lidera as estatísticas na sua posição.

Falando em levantador, é impossível não citar Marlom. Ele entrou no final dos sets, na inversão do 5-1, e mostrou a precisão que o levou para a seleção brasileira. No primeiro set, ele levantou com uma das mãos uma bola acelerada perfeita. No segundo, forçou um meio fundo na medida com Giba. Se ele queria mostrar serviço para o técnico Bernardinho, conseguiu!

O Brasil só vacilou no terceiro set, com um problema que ainda é recorrente neste novo time: a falta de concentração. O time baixou o rendimento no saque e se perdeu um pouco em quadra. Foram 13 erros nesse fundamento na partida e isso não pode acontecer, ainda mais quando não se está forçando tanto. Só Murilo e Lucão mantiveram a eficiência o tempo todo. E para vencer e bem, é fundamental um bom serviço.

Entretanto, a “bobeada” na última parcial não tirou o brilho da vitória nacional em um duelo de levantadores. Os finlandeses contaram com a volta do veterano Esko, excelente nas bolas rápidas. Mas o Brasil teve o melhor conjunto e mostrou a sua melhor escalação com Bruninho, Leandro Vissotto, Giba, Murilo, Rodrigão e Lucão, o homem de segurança dessa equipe. Se esse for o novo time titular nacional e mantiver o nível desta sexta, eu estou feliz!

E você, o que achou da atuação da seleção brasileira contra a Finlândia? Foi mesmo o melhor jogo da nova equipe? E quem foi o melhor em quadra? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , ,
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