A seleção brasileira masculina disputa na noite deste domingo o seu nono título na Liga Mundial. Só brasileiros e italianos já tem oito títulos na bagagem e o time de Bernardinho pode chegar à supremacia com mais um ouro. Para isso, terá a Rússia pelo caminho. A decisão será às 21 horas, com transmissão de Band e Sportv.

Marlon deve ser titular na final - Divulgação
Mas, antes de comentar a final, vou falar um pouco sobre a semi. O Brasil venceu Cuba na noite de sábado por 3 sets a 1 (21/25, 25/19, 25/21 e 25/20). O começo do duelo foi o tal “jogo das emoções” que mencionei no post anterior. A seleção entrou tensa em quadra, errou algumas bolas e Cuba, liderando o tempo todo, abusou na força nos ataques e na bola rápida pelo meio, cresceu e fechou a parcial. Bernardinho chegou a inverter o 5-1 com Marlon e Téo, mas o time não engrenou. Só que voltou melhor na parcial seguinte.
Marlon assumiu o lugar de titular e a distribuição melhorou, com Dante aparecendo mais para o jogo. E a seleção atuou com o volume que sabe e que ainda não tinha mostrados nas finais: sacou e bloqueou mais. Já os cubanos passaram e erram demais e foram dominados. O Brasil venceu os sets que faltavam e chegou à final. O time todo funcionou. Se Dante comandou os ataques, Mário Jr dominou o fundo com belas defesas e teve a atuação que há tempos queríamos ver, com consistência.
Agora, voltemos para a final. Para a partida desta noite, Bernardinho disse que deve manter o time que acabou em quadra a vitória contra Cuba, ou seja, o levantador Marlon e o oposto Théo, substituto de Leandro Vissotto, que torceu o tornozelo. Passei a gostar de Marlon. Ele pode até cometer alguns erros, mas deu muito volume ao ataque da seleção quando entrou nas finais. Já Théo não é o meu preferido, pois o acho um jogador instável, mas torço para que entre bem.
Contra os russos, como disse o leitor Edgar no post anterior, temos que começar com quem está na melhor fase e concentrado desde a primeira bola. Segundo Dante, que atua no voleibol russo, eles tem um pouco dos cubanos, jogando bem quando estão na frente e se perdem quando estão atrás do placar. Entretanto, eles não são os jovens do time caribenho e provavelmente não vão cometer tantos erros como os nossos adversários da semifinal.
A Rússia é um time de força e bloqueio. Sempre foram conhecidos como gigantes que fizeram jus ao apelido na semifinal contra a Sérvia. Eles marcaram 16 pontos contra quatro dos sérvios na vitória por 3 sets 0. Com a qualidade na rede, não deram nenhuma chance aos rivais. Os centrais Volkov e Muserskiy estão em ótima fase. Para completar, o oposto Mikhaylov é o cara de segurança e que resolve quando precisa. É melhor ter cuidado…
Vocês se lembram da estreia, contra a Bulgária? O Brasil também enfrentou um bloqueio pesado e demorou até perceber que o segredo era jogar com inteligência, e não com força. E o primeiro set contra Cuba? A seleção passou toda a parcial vendo Simon bater e pontuar com facilidade pelo meio. Contra a Rússia é bom usar lições dos dois jogos. Se o Brasil quiser ganhar na força, não vai dar porque eles são maiores e mais acostumados a jogar na pancada. E teremos problemas se deixarmos o meio livre… Espero que, além dos destaques de ontem, como Marlon e Mario Jr, Lucão volte ao auge. Ele estava lento nos últimos jogos, mas o time vai precisar da sua ajuda no bloqueio, ainda mais com a ausência de Vissotto.
E agora, o que esperar dessa final? O Brasil conquista o nono título e a supremacia na Liga Mundial? Dê o seu palpite!