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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012 Superliga | 09:40

Com altos e baixos, ataque vence defesa na Superliga feminina

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O segundo turno da Superliga começou na noite de terça-feira com Sesi e Unilever em quadra. O time carioca, que venceu o clássico diante do Sollys/Osasco no final de semana, não foi tão bem, mas venceu o único adversário pelo qual já tinha sido parado no torneio nacional. Mas o jogo de terça foi um pouco diferente daquele da estreia da competição.

Bernardinho - Divulgação

Bernardinho perdeu a cabeça diversas vezes durante a partida contra o Sesi

No primeiro jogo da Superliga, o Unilever sofreu com a falta de entrosamento e os passes errados. Agora, as cariocas já estão bem acostumadas a jogar juntas, basta olhar a atuação de Venturini com as centrais, mas o passe ainda não é o ideal.  Mari continua sendo caçada quando está no fundo de quadra e nem sempre corresponde…

A ponteira vinha de boas atuações. Além de atacar, ela tem ajudado, e muito, no bloqueio. Mas na terça-feira quando teve passagens pelo fundo de quadra… Primeiro levou um ponto em um golpe de vista errado quando estava no lado direito, no saque de Dani Lins. Depois, a mesma cena se repetiu do lado direito. Na sequência, ataque para fora. E o problema disso é olhar para o banco e não ter muitas alternativas. Natália, contratada para ser uma das ponteiras do time, ainda se recupera da segunda cirurgia na canela. O que fazer? Esperar Mari se reencontrar em quadra.

Mas o jogo não foi ruim apenas para Mari. Todo o Unilever teve altos e baixos e viu a partida ir para o tie-break por causa das belas defesas do Sesi (já falo isso) e de seus erros. Venceu porque, no set final, usou a arma do rival, acertou a mão no saque com Sheilla e já abriu 5 a 0. Venceu, mas não manteve o bom ritmo das últimas atuações.

Do outro lado, o Sesi mostrou que é um time de defesa. Se tivesse vencido, acho que o troféu de melhor em quadra teria ido para a líbero Michele. Foram defesas lindas no final do segundo set, que recolocaram o time no jogo depois de estar perdendo feio toda a parcial. Pena que Dani Lins, em alguns momentos, não conseguiu ter as melhores escolhas para matar os contra-ataques. Mas é bom lembrar que nem Venturini estava em seu melhor dia.

No final, no jogo de um time que é forte no ataque contra outro que é excelente na defesa, venceu o ataque.

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  1. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
  2. Unilever é heptacampeão da Superliga feminina
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 6 de setembro de 2011 Seleção feminina | 20:33

Jaqueline e a briga pelas vagas de ponteiras na seleção

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Jaqueline - Divulgação/FIVB

Depois de perder os primeiros torneios da temporada, Jaqueline volta à seleção

No começo desta semana o técnico José Roberto Guimarães divulgou a lista de convocadas para o Sul-Americano. Ele chamou as 14 jogadoras do Grand Prix e promoveu a volta de Jaqueline ao time nacional (leia mais sobre a convocação para o Sul-Americano). Será a jogadora mais uma a brigar pela vaga de ponteira na equipe?

Pela atuação no Grand Prix, Fernanda Garay ganhou um espaço no time titular. Ela deu estabilidade ao passe e também foi uma boa opção no ataque, se mostrando bem entrosada com Dani Lins. Resta o outro lado da rede.

Mari e Paula Pequeno começaram bem o GP, mas acabaram lesionadas. Já Natália aos poucos volta ao ritmo dos fortes ataques depois da cirurgia para retirar um tumor benigno da canela. Só essas três, se estiverem em forma, já fazem uma boa briga. E vejo nelas grandes qualidades no ataque, o que equilibra com Garay do outro lado (uma ponteira passadora e outra mais atacante).

E Jaqueline? Ela sempre foi apontada por Zé Roberto como mais uma ponteira passadora. Já foi eleita melhor recepção em alguns torneios e pode ajudar no fundo. Além disso, é alta, o que a ajuda no ataque. É preciso ver qual o momento de Jaqueline. Não acompanhei muito a sua volta às quadras desde a perda do bebê e vocês? Viram os jogos do Paulista? Como ela está?

Acho que, nessa disputa, Fernanda Garay pode fazer dupla com Mari, por exemplo. Mas Paula Pequeno e Jaqueline também podem brigar e nesse caso, se ela estiver inspirada, prefiro Jaque pela qualidade no passe. Se precisar de definição no ataque, Natália é a opção. Sobrou para Sassá, que segue como a opção no banco para aliviar quando a recepção não entrar de jeito nenhum.

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  1. Seleção já foi para o Mundial…. nos resta torcer!
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:00

Quem é o destaque da seleção até agora no Grand Prix?

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Até agora, comentamos por aqui da atuação geral da seleção, falando dos fundamentos do time (como no post anterior). Agora, vamos falar um pouco das jogadoras da seleção? Depois de seis jogos no Grand Prix, quem mais chamou a atenção de vocês? Eu tenho algumas candidatas…

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa cresce no ataque diante da Itália

Como o bloqueio é um dos melhores fundamentos do Brasil até aqui, um nome que chama a atenção é Thaísa. Ela vem muito bem na rede e acho que tem até recebido mais bolas do que Fabiana e, por isso, tenho a impressão de que está aparecendo mais. Além disso, tem um saque chapado consciente e que erra pouco.

Ainda no ataque, Mari tem se saído bem, principalmente no começo dos jogos. Ela chegou agressiva ao Grand Prix e tem sido uma das jogadas de segurança de Dani Lins. A levantadora teve o jogo contra o Cazaquistão uma de suas melhores apresentações, mas pode ousar em alguns momentos e acelerar mais as jogadas.

O banco de reservas também merece espaço. Fernanda Garay está virando presença constantes nos finais dos sets. Contra a Itália, no domingo, ela entrou e colocou as bolas nas mãos de Dani, por exemplo. Isso ajuda a dar equilíbrio ao passe. E Tandara, a mais nova na seleção, segue entrando bem no saque, como foi no começo da temporada, na Copa Internacional, e no ataque, como também foi contra a Itália, quando assumiu o lugar de Sheilla.

Aos poucos, o Brasil está vendo que tem mais opções além de Sheilla. Ela é uma excelente oposta, mas o time pode variar suas jogadas. Dani Lins deve explorar isso. Só precisa contar com um passe melhor para trabalhar. Ainda falta regularidade a essa seleção, mas o time tem alguns destaques individuais.

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  1. A história se repete para a seleção no Grand Prix
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Seleção feminina | 11:04

Brasil acerta bloqueio e bate Tailândia no Grand Prix

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*atualizado às 16h35

A seleção brasileira feminina venceu a Tailândia nesta sexta-feira no Grand Prix e segue invicto na competição (Veja como foi Brasil 3 x 0 Tailândia). E qual é o melhor caminho para vencer uma equipe que defende muito bem, é rápida, mas tem jogadoras 20 cm mais baixas do que as suas? Armar um bom bloqueio.

Bloqueio brasileiro - Divulgação/FIVB

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil diante da Tailândia

O Brasil fez exatamente isso. Foram 17 pontos no fundamento em três sets. E dava para ter passado sem ter levado os quatro bloqueios que levou… Quando o time dominou o fundamento e achou o tempo no primeiro set, deslanchou. Depois, perdeu um pouco a eficiência na segunda parcial. Já no terceiro set, teve até direito a três pontos seguidos no bloqueio.

A equipe nacional também mostrou firmeza no ataque, no começo com Mari, que parecia uma jogadora de segurança, e, depois, com Sheilla. E contra um bloqueio mais baixo, fica fácil fazer uma bola mais segura e, mesmo assim, soltar o braço.

E aí mora o perigo. Dani Lins está crescendo, mas ainda peca na distribuição em alguns momentos. Se o meio acelerado está dando certo, não tem problema em repetir a jogada. Não podemos é cair no erro do time masculino, que às vezes insiste na mesma jogadas depois de alguns erros até que ela saia. Mas vale repetir o acerto! Vi uma linda china com Fabiana e pouco mais do que isso, por exemplo. É preciso repertório para encarar os mais fortes.

Além disso, o Brasil, mesmo bastante concentrado na partida, passou a errar mais no segundo set e quase se complicou. Se a Tailândia não conseguia encarar o bloqueio, o jeito era sacar bem. Com um serviço ‘razante’ e bem colocado, elas deram trabalho a recepção nacional. Com esses erros, disparavam no placar e ameaçavam o Brasil. Mas elas erraram a última bola e perderam a parcial. Esses erros ainda devem ser consertados na equipe nacional.

No sábado, o Brasil encara um time bem diferente. O Cazaquistão, dono da casa, segundo Zé Roberto, lembra o jeito de jogar das russas, ou seja, não é tão veloz, mas tem um jogo mais pesado, na força. E pode ser perigoso, já que levou o jogo contra a Itália nesta madrugada para o tie-break. Brasil x Cazaquistão será às 6h15 (horário de Brasília).

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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o “treino” na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

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sexta-feira, 15 de julho de 2011 Seleção feminina | 08:00

Seleção está cheia de atacantes, dos dois lados da rede

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A seleção brasileira feminina de vôlei estreou na quinta-feira na Copa Internacional com um passeio para cima do Peru (veja como foi a partida). A partida foi tão fácil que o comentário d José Roberto Guimarães após a partida é que teria sido pior se a equipe tivesse enfrentado a seleção B. O jogo pode não ter dado tanto ritmo às jogadoras e ter ficado abaixo das expectativas, mas serviu para mostrar que o de ponteiras e opostas a equipe nacional está cheia.

Natália - Divulgação/CBV

Natália está de volta à seleção e "engorda" lista que oposta/ponteira

O time já contava com Paula Pequeno, Fernanda Garay e Suelle como ponteiras (jogaram a Copa Pan-Americana) e Sheilla e Ju Nogueira como opostas. Agora, a seleção principal conta com a volta de Mari, que havia pedido dispensa, e Natália, que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor na canela. E da seleção de novas, Zé Roberto ainda aproveitou Tandara.

O diferencial é que enquanto Mari é uma das ponteiras da seleção, Natália e Tandara jogam tanto na ponta como na posição de opostas. Natália foi oposta no Sollys/Osasco e é ponteira na seleção e será também no Unilever na próxima temporada. Tandara surgiu para o público como oposta, virou ponteira no Vôlei Futuro e será de novo oposta na seleção e no Sollys/Osasco, na vaga deixada por Natália no time. Ou seja, opção para o ataque não falta para Zé Roberto!

Isso mostra que a equipe ainda tem espaço para gente nova, como Tandara, que terá jogadoras com diferentes habilidades. Natália aprendeu a passar melhor sendo ponteira na seleção. Tandara passou pelo mesmo processo em Araçatuba. E as duas têm uma grande potência no ataque. Bom ter opção de atletas que desempenham a sua função na rede, mas também se empenham no fundo.

P.s.: A Copa Internacional segue e o Brasil encara o Japão nesta sexta. Pena que a Itália veio com um time fraco e não será a conhecida adversária de sempre… Mas o torneio vale para preparar para o Grand Prix e, pelo menos, colocar tudo mundo para jogar.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Sem categoria | 19:14

Unilever segura a base com Sheilla, Mari e Juciely

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Sheilla

Sheilla segue como o principal nome da Unilever

A semana já começou agitada no mercado do vôlei feminino. A Unilever, que já havia renovado com a líbero Fabi, agora garantiu mais três titulares para a próxima temporada: a oposta Sheilla, a ponteira Mari e a central Juciely. As reservas Roberta (levantadora), Juliana Nogueira (oposta), Juju Perdigão (líbero) e Mara (meio-de-rede) também seguem no elenco. Com isso, pode-se de dizer que a base campeã nacional será preservada.

A equipe de Bernardinho deve perder Dani Lins para o novo time do Sesi, mas vai manter seus destaques da última temporada. Sheilla foi, sem dúvida, a melhor jogadora da Superliga e é um grande nome em qualquer time. Já Mari, recuperada da cirurgia do joelho, também é forte no ataque e está crescendo na recepção, já que sempre é alvo do saque rival. E Juciely, que já tinha feito uma boa temporada no São Caetano, se superou no ano passado. Ela não é uma central muito alta, o que pode atrapalhar no bloqueio, mas tem velocidade de braço, o que a torna uma bela atacante, com tempo de bola um pouco diferenciado.

Claro que, para manter tudo isso bem unido, é necessário ter uma boa levantadora. Mas trabalhar com atacantes de alto nível e uma líbero que entrega na mão facilita. Vamos ver quem fica com a responsabilidade de armar as jogadas no time carioca…

Novidades e dispensas no Sollys/Osasco

Adenízia

Adenízia disse que segue no Sollys/Osasco

Como o blog divulgou com exclusividade, o time paulista contará com Fabíola como levantadora para a próxima temporada. Além disso, já estão confirmadas Karine, como segunda levantadora, e a ponta Ivna, mais jogadoras que estavam no Pinheiros/Mackenzie. E Adenízia confirmou nesta segunda-feira em sua página no Twitter que já renovou o seu contrato.

Tinham me perguntando sobre Carol Albuquerque e Ana Tiemi. As duas já deixaram o time de Osasco, mas ainda não foram confirmadas por outras equipes.

Fora isso, o blog apurou que o time tem acordo verbal com outras atletas, mas nada ainda assinado. São elas: Tandara, ex-Vôlei Futuro, Thaísa e Camila Brait. Natália também segue em negociação, só que ainda em fase inicial. E quem deve sair mesmo é Jaqueline, mais uma que provalvemente vestirá a camisa do Sesi na próxima temporada.

Por enquanto, a equipe teve boas e más notícias. Fabíola e Karine são belos reforços, pois, como já disse por aqui, Carol e Ana Tiemi vacilaram em diversos jogos na Superliga. Na final, Carol não se achou com suas atacantes e isso contribuiu para o vice. Acho Fabíola e Karine mais estáveis.

Entretanto, Jaqueline fará falta à linha de passe. Ivna, a nova ponteira, é jovem e versátil para o ataque, mas não sei se é segura o suficiente no fundo. Ajudará se Sassá seguir no time…

Mais equipes

Herrera é dada como certa no Usiminas/Minas

Herrera é dada como certa no Usiminas/Minas

Desde a semana passada, algumas renovações e mudanças no Usiminas/Minas eram dadas como certas. Além continuar com a ponteira cubana Herrera, a levantadora Claudinha, a líbero Tássia e a central Natasha, a equipe fechou com outra cubana, Daymi Ramirez, ex-Praia Clube, e também com a ponteira Dani Paraíba e com a meio Fernanda Ísis, que estavam no Macaé.

Já o Sesi, além de Dani Lins e Jaqueline, sonha com a central Fabiana, que já falou em tom de despedida do Vôlei Futuro. E a equipe já teria repatriado a central Walewska, que estava na Rússia. Promete ser um time com ótimo potencial e jogadoras que, graças à seleção, já sabem jogar juntas, o que ajuda em um novo projeto.

Vamos ver como seguem as negociações. Até agora, o que vocês acharam? Quem parece ter ficado mais forte para 2011/2012?

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segunda-feira, 28 de março de 2011 Superliga | 12:27

Quartas da Superliga feminina começam sem surpresas

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O final de semana foi de primeira rodada das quartas de final da Superliga feminina 2010/2011. E os resultados foram os esperados: os favoritos confirmaram a sua condição e venceram sem muitos problemas, e o jogo que prometia o maior equilíbrio terminou em quatro sets.

Mari fez sua melhor partida no Unilever depois da cirurgia no joelho

Mari fez sua melhor partida no Unilever depois da cirurgia no joelho

No primeiro jogo, vitória do Unilever sobre o BMG/São Bernardo por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). Nem é preciso falar que Sheilla, com 17 pontos, foi a maior p0ntuadora da partida, não é? Mas vale falar de Mari. Aos poucos a atacante está mais solta em quadra  e se mostra recuperada da cirurgia no joelho que a afastou das quadras por seis meses. Bom para ela, que volta ao alto nível, e bom para o time, que ganha um reforço de peso no ataque. Agora, nas quartas, eu acho que as cariocas passam sem problemas, mesmo ainda errando e abrindo e deixando as rivais se aproximarem no placar. Mas na semifinal será importante saber variar as jogadas e não jogar só com Sheilla já que elas enfrentarão Usiminas/Minas ou Pinheiros/Mackenzie.

Ainda falando dos favoritos, o Sollys/Osasco, que praticamente não entrou em quadra no último jogo das classificatórias diante do Unilever, sofreu no primeiro set, ainda desligado no jogo, mas se arrumou e venceu o Praia Clube também por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). E o jogo do conjunto fez a diferença. Cada uma fez bem a sua parte e, por isso, o time se recuperou: Sassá foi a melhor jogadora em quadra; Natália foi a maior pontuadora (19 acertos) e Thaísa fez uma muralha na rede, com 13 bolas no chão. Além disso, Jaqueline, que passou por uma artroscopia no joelho, voltou a atuar. A equipe atual campeã está se equilibrando para as semifinais.

Para fechar os resultados “esperados”, o Vôlei Futuro bateu o Macaé também por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida). Foi o troco daquela derrota no returno quando o time de Araçatuba estava em um belo momento. E também uma mostra que as paulistas estão mesmo equilibradas em quadra e que podem chegar às semifinais. Como já disse por aqui, o time que era de estrelas no papel parece estar tomando forma nos jogos também.

Já o Usiminas/Minas venceu o Pinheiros/Mackenzie por 3 sets a 1 no jogo que tinha cara de ser o mais disputado dessa série de quartas de final. Até que foi, se considerarmos que foi o único com quatro sets. Mas as mineiras foram superiores desde o saque até as finalizações com a cubana Herrera e a central Natasha. Resultado foi merecido e elas embalam para decidir a vaga em casa (leia mais sobre a partida). Do lado do Pinheiros, eu fico com uma dúvida, como já comentaram por aqui: por que Michelle não é mais a líbero titular? Ela estava bem, pelo menos nos jogos que assisti, e dava mais volume de jogo do que Suellen no fundo…

As quartas segue nesta semana, a partir de terça-feira. Acho que Unilever e Sollys/Osasco têm tudo para fechar a série com facilidade. O Vôlei Futuro é mais do que o Macaé, mas deve ficar alerta e não menosprezar as adversárias. Ainda assim, também aposto em mais uma vitória de Paula Pequeno, Fabiana e companhia. E espero que o Pinheiros atue como o time que foi campeão paulista para dar ao confronto com o Usiminas/Minas o gosto de clássico que estava esperando, afinal, as mineiras entrarão com tudo em casa. E vocês, em quem apostam?

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Mais Europa, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2010

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2010 chega ao fim e como já é tradição no Mundo do Vôlei, eu me despeço do ano com uma retrospectiva. 2010 foi o ano do tricampeonato mundial e do enecampeonato da Liga. Foi o ano de prata para a seleção feminina. Foi o ano de Murilo. Foi o ano de agitação no mercado com volta de nomes importantes ao Brasil e também de uma longa novela de Ricardinho com a seleção masculina. Clique nas fotos para relembrar os principais fatos de 2010. E aproveite e dê sua opinião: o que foi mais marcante neste ano? Feliz Ano Novo e até 2011!

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segunda-feira, 15 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:42

Um balanço do Brasil no Campeonato Mundial

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O Mundial feminino acabou e a seleção já está voando de volta para casa com a medalha de prata na bagagem. Um dia depois de mais uma derrota para a Rússia na final (equipe nacional caiu diante das europeias na decisão em 2006 e nas Olimpíadas de Atenas), passados os sentimentos do momento, segue um balanço da atuação do time de Zé Roberto Guimarães no torneio.

Jaqueline, na partida final do Mundial

Jaqueline, na partida final do Mundial

Fator psicológico: isso sempre aparece quando o assunto é seleção feminina. Ele não tinha sido importante ao longo do torneio, quando a seleção teve seus momentos em baixa, principalmente contra os rivais mais simples, e não demorou a se recuperar e liquidar a partida. Além disso, as brasileiras entraram com tudo nos jogos mais complicados, como contra a Itália, Alemanha e até Estados Unidos.

Entretanto, na final acho que faltou um pouco de cabeça no lugar. O Brasil sabia o que deveria fazer: jogar explorando o bloqueio russo e preparado para receber pancadas de bolas mais lentas. O time foi muito bem em dois sets, mas se abalou com a derrota no quarto e, depois, não conseguiu se recuperar. Ainda teve o erro do juiz no ataque dentro de Sheilla, que deixou o placar no 7 a 7. Na verdade, Brasil e Rússia tiveram altos e baixos na final, mas o “baixo” da seleção veio por último e elas perderam. Não considero uma amarelada ou nada assim. Perderam para quem estava melhor no momento certo e virando mais, que era a Rússia.

Zé Roberto: é um técnico que eu aprendi a admirar. Antes achava que era calmo demais, mas agora gosto muito de seu estilo. Ele foi um professor neste Mundial, ensinando para Fabíola onde ela deveria colocar a bola, vibrando, reclamando e passando a mão na cabeça em alguns erros, para não desesperar ainda mais o time. A seleção soube obedecer bem Zé Roberto, como na vitória contra a Alemanha, seguindo à risca a marcação para cima da oposta Kozuch e com as variações de jogadas pedidas pelo treinador.

Não sei ao certo o que faltou ele fazer na final… Talvez ousar e mexer no time quando começaram os erros no quarto set, afinal, a mudança na semifinal (de Jaqueline por Sassá) tinha dado ânimo novo ao time. Quem estava no banco poderia dar um novo ritmo ao time.

Erros: olhando todos os jogos do Mundial, o Brasil ficou empatado em número de jogos que errou mais e que errou menos. Foram cinco jogos com mais falhas, cinco com menos e um com o mesmo número que as rivais. Entretanto, a seleção passou a errar muito mais na reta final. Foram 34 bolas de graça nos 3 sets a 2 sobre o Japão (contra 20 das asiáticas) e 22 na derrota para a Rússia (contra 11 das europeias). Isso é resultado, principalmente, dos ataques, que pararam de cair. E esses pontos fizeram falta na final… Mais uma vez a culpa pode ser do tal fator psicológico. Você bate uma e não vira, bate outra e erra de novo… a confiança cai e a concentração também.

Recepção: foi mais um ponto crítico na seleção brasileira. Em quase todas as partidas o time teve uma queda no fundamento. E sem passe na mão, fica complicado variar jogadas, usar o meio-de-rede e se arrumar. Jaqueline, uma boa passadora, cresceu durante o campeonato, mas ainda assim, muitas bolas saíram erradas. Se não há uma Gamova no time, o jeito é passar direito para garantir toda a gama de opções no ataque.

Levantadora Fabíola

Levantadora Fabíola

Levantamento: esse ponto está ligado ao assunto recepção/passe. Fabíola ganhou, por méritos, a posição de titular, mas foi prejudicada pelo passe quebrado em alguns momentos. E nessas horas, a bola era colocada quase sempre para a jogadora que estava à frente da levantadora. É muito mais simples levantar para frente do que para trás, e senti Fabíola insegura ao inverter a jogada. Além disso, queria mais ações de meio. Essa é uma jogada praticamente de segurança do Brasil. Basta lembramos da guinada que do time deu contra Cuba, liderado pelos ataques de Fabiana. O passe ruim dificulta, sem dúvida alguma, mas já vi levantadores, como Bruno ou Ricardinho, forçarem pelo meio mesmo com a bola afastada da rede. Faltou usar mais o meio.

Ainda assim, apóio Fabíola no time. Ela acertou mais do que errou e, como já disse diversas vezes aqui no blog, deve seguir na equipe para se entrosar cada vez mais com as atletas e com o que deseja Zé Roberto e ganhar segurança. Levantador precisa de tempo para amadurecer no time. Tanto Fabíola quanto Dani Lins estavam em seus primeiros Mundiais. Eu acho que não adianta ficar trocando toda hora. O ideal é ter as suas levantadoras e deixar que elas treinem e amadureçam no time.

Fabi e Sheilla: são duas atletas consagradas em suas posições, mas cada uma teve um caminho. A oposta foi uma das melhores jogadoras do Brasil no Japão, variando muito os ataques e ainda pontuando no bloqueio e sendo eficiente no saque. Deveria ter recebido mais bolas. Já a líbero fez lindas defesas, como a bicicleta contra o Japão ou alguns mergulhos contra a Rússia, mas falhou na recepção, o que não era comum à jogadora.

Natália assumiu posição de titular

Natália assumiu posição de titular

Mari e Paula: não sei se as duas baixas na seleção teriam feito diferença no resultado final do Mundial. Natália fez um grande campeonato e Jaqueline cresceu aos poucos e correspondeu quando foi acionada por Fabíola. Mari já passou por momentos de pressão, já foi alvo do saque, como na final olímpica, e aprendeu a manter a cabeça no lugar. Já Paula é a vibração e sabe variar o ataque, largando ou batendo com tudo. As duas poderiam ter ajudado a levantar a seleção e dar um pouco de maturidade ao time, mas não vejo nenhuma culpa em Natália, por exemplo, que teve que se virar como titular e, em vários jogos, foi a jogadora de segurança do time.

Saque e bloqueio: foram os pontos fortes do Brasil no Mundial. O bloqueio fez seu papel e, em quase todas as partidas, a seleção marcou mais de 10 pontos deste fundamento. E no saque, foi seguida a proposta, que era de encaixar o serviço, escolhendo o alvo do outro lado, e errar pouco.

Volume de jogo: acho que a defesa também teve boas apresentações e deu volume de jogo ao Brasil. As jogadoras estavam bem posicionadas e recuperaram diversas bolas. E no geral, quem estava na rede colaborou para concluir o contra-ataque. Mas vale a lição do Japão, que além de defender qualquer ataque, conseguiu colocar a bola em boas condições para a levantadora armar.

É isso! Doeu perder mais uma vez para a Rússia, ainda mais um jogo no qual o Brasil começou bem e mostrou que poderia ganhar. Foi um bom campeonato, com 10 vitórias em 11 jogos e uma final de igual para igual. Agora é desejar boa volta para casa e continuar trabalhando porque esse time deve se manter, pelo menos, até Londres. E cuidado porque a Rússia, apesar das veteranas Gamova e Sokolova, também tem boas novatas, como a ponteira Kosheleva, que ainda darão muito trabalho…

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