14/11/2009 - 14:23
Para fazer ponto no vôlei tem que colocar a bola no chão da quadra adversária. A maneira mais simples de pontuar é com o ataque. Mas, nesta madrugada, o Brasil simplesmente não conseguiu atacar. E sem ataque, não tem como ganhar o jogo…
A seleção feminina foi derrotada pela Itália por 3 sets a 0, perdeu a invencibilidade na Copa dos Campeões e praticamente ficou com o segundo lugar do torneio (veja como foi a partida). Para ser campeã, a Itália precisa apenas de uma vitória sobre o Japão na última rodada. Já o Brasil teria que passar pela Tailândia e ainda torcer por uma vitória com vantagem das japonesas.

Festa da Itália - Divulgação/FIVB
O Brasil quase não jogou nesta madrugada. Foram 20 pontos dados de graça para as italianas em erros, principalmente nos dois primeiros sets. A seleção errou em todos os fundamentos. Além de um saque sem potência, marcou pouco no bloqueio (foram somente cinco pontos no fundamento, muito abaixo da capacidade desse time), pecou no passe e não se achou no ataque. Sheilla e Mari estavam bem marcadas e não viraram quase nada. Os ataques nacionais sempre iam para a defesa italiana, com ótimo posicionamento, e raramente para o chão. E aí a Itália mostrou a sua superioridade, aproveitando os contra-ataques com Orotalni e Del Core, e marcando seus pontos.
As brasileiras pareciam nervosas o tempo todo e isso refletiu na armação das jogadas. Ana Tiemi começou como titular mais uma vez, mas não repetiu o desempenho dos jogos contra Japão e Coréia. De novo usou pouco o meio. Ela deu lugar a Dani Lins, que seguiu sem ousadia ou velocidade. A primeira bola realmente boa na velocidade só saiu para Thaísa quando o Brasil perdia por 17 a 19 no segundo set! As pontas ficaram sobrecarregadas! E o bloqueio italiano marcou as jogadas e o que vimos foi a baixa qualidade dos ataques.
E mais um reflexo do nervosismo foram os erros no contra-ataque. A Itália é um bom time, mas não imbatível e também com jogadas “defensáveis” pelas pontas. Mas, quando a seleção salvava a bola, não tinha paciência para armar a jogada mais uma vez e desperdiçava o contra-ataque. Do outro lado, as italianas tinham o ótimo levantamento de Lo Bianco e a calma para fechar o ponto.
Que o Brasil perderia algum dia já era esperado. Essa seleção ganhou todo desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Porém, a derrota desta madrugada doeu um pouco mais. A seleção estava apática. Mostra disso foi um saque italiano no terceiro set que caiu fora, mas perto da linha, e nenhuma brasileira se mexeu nem para acompanhar a bola! Perder é ruim, mas dói mais perder sem jogar. Que o Brasil volte a ser Brasil na despedida contra a Tailândia! Jogo será à 1h30 (horário de Brasília).
E você? Assistiu a Brasil x Itália? O que achou da partida? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Itália, Mari, seleção feminina, Sheilla, vôlei
12/11/2009 - 11:03
Foi assim que o técnico José Roberto Guimarães definiu a vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul na Copa dos Campeões nesta madrugada. Para ele, ataque, saque e bloqueio funcionaram bem e o time mereceu a vitória (leia mais). A seleção fez 3 sets a nas sul-coreanas e segue 100% e na liderança da competição, ao lado da Itália, a outra invicta.
A seleção teve dificuldade no começo do jogo com ótimas defesas da Coreia do Sul, que chegou a ter três set points na primeira parcial. A jovem central Jeon Ha Park, de 16 anos, chamou a atenção com belos saques e bloqueios. Mas o Brasil fechou o set em um erro de ataque asiático. Depois disso, o time nacional cresceu na partida, em todos os fundamentos. A Coreia do Sul ainda esboçou uma reação no terceiro set, mas parou nos ataques de Natália (leia mais sobre a partida).
Quem se destacou nesse “jogo perfeito” foi mais uma vez a levantadora Ana Tiemi. Depois de uma ótima atuação contra o Japão, ela mandou Dani Lins para o banco e começou como titular. Ainda usou pouco o meio de rede (apenas sete dos 45 pontos de ataque saíram dessa posição), mas msotrou a vantagem de seus 1,87m. Normalmente as atacantes buscam a levantadora no bloqueio para bater. Mas isso não está se aplicando a Ana Tiemi. Ela cresce na rede e tem bom tempo de marcação. Hoje, contra a Coreia, fez três dos 11 pontos do Brasil no bloqueio. Isso pode ser um diferencial para que ela conquiste a vaga de titular da seleção…
Além de Ana Tiemi, Paula Pequeno também segue firme no time. Ela jogou bem contra o Japão e hoje só deu lugar a Natália no terceiro set. E a caçula da seleção também fez um bom jogo. Entrou quando o Brasil já dominava a partida, mas foi fundamental para fechar o passeio brasileiro com seu já conhecido ataque potente. Pelo visto, Mari, a maior pontuadora contra a Coreia do Sul com 16 acertos, vem apresentando atuações sempre no alto nível e tem lugar certo no time. A outra vaga na ponta é disputada por Paula e Natália. Melhor para a seleção, com duas boas jogadoras, uma que está recuperada da lesão e a outra que está amadurecendo em quadra.
Seleção volta para a quadra no sábado, em Fukuoka, na “final contra a Itália”. Os dois times são os únicos invictos e quem vencer vai precisar apenas confirmar o favoritismo na última rodada (Brasil x Tailândia e Itália Japão) para ser campeão. O jogo será às 3h30 (horário de Brasília), com transmissão da Sportv.
Jogos da Copa dos Campeões (horário de Brasília)
dia 12/11
Brasil 3 x 0 Coreia do Sul, República Dominicana 0 x 3 Itália e Japão 3 x 0 Tailândia
dia 14/11
Brasil x Itália (3h30), Tailândia x Coreia do Sul (1h30) e República Dominicana x Japão (7h)
dia 15/11
Brasil x Tailândia (1h30), Coreia do Sul x República Dominicana (3h30) e Japão x Itália (7h)
E você, achou que a vitória sobre a Coreia do Sul foi o jogo perfeito? E Ana Tiemi, já virou a titular do Brasil? Paula Pequeno já está recupera e voltou a ser titular? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Mari, Natália, Paula Pequeno, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
04/10/2009 - 14:54
O Sul-Americano feminino acabou, o Brasil faturou mais um título e garantiu a vaga na Copa dos Campeões, em novembro. Depois de vencer a Argentina na última partida da primeira fase e passar pela Colômbia na semifinal, a seleção bateu as argentinas mais uma vez neste domingo, de novo por 3 sets a 0, e ficou com o ouro (veja como foi a partida).
A seleção teve que colocar a prova a sua concentração. E essa equipe tem, de vez em quando, alguns lapsos nesse quesito. Lembram do Grand Prix? Em quantas partidas o Brasil perdeu o foco e depois teve que correr atrás? A grande vantagem é a recuperação rápida dessas meninas. Na final deste domingo foi mais uma vez isso.

Dani Lins e o troféu Sul-Americano
A Argentina era o melhor time do campeonato, com excelentes saques e ataques de Pinedo. Depois de um ótimo começo, com bloqueios certeiros e forte nos contra-ataques, o Brasil foi relaxando. A Argentina se acertou mais no segundo set e chegou a ficar boa parte do tempo na frente no terceiro. O time nacional voltou a jogar depois de uma bronca de Zé Roberto, que lembrou o objetivo do Sul-Americano. Elas estavam ali para manter a regularidade, treinar e mostrar o seu melhor jogo, fazendo a sua parte sem se preocupar se o rival era forte ou fraco. Quando voltaram a jogar assim, fecharam a partida.
Mas o Brasil ainda tem problemas na recepção, outro problema constante desse time. Natália e Mari são potências no ataque, disso ninguém duvida, mas ainda falham no fundo. A Argentina cresceu no último set exatamente com saque e erros brasileiros. Bom, na verdade a terceira parcial foi um jogo de saque. Quem conseguia colocar, marcava o ponto.Os dois lados estavam fracos na recepção.
Já o saque e o ataque nacional foram muito bem. Elas acertaram a mão ao longo do jogo no serviço, após errar bastante no primeiro set. E Dani Lins está cada vez mais entrosada com as atacantes, dando volume de jogo ao time.Carol Gattaz, por exemplo, pontuou em todas as chinas que fez! Além disso, mais uma vez Zé Roberto optou pelo time principal em quadra. Jogaram Dani Lins, Sheilla, Mari e Natália, as titulares. Carol Gattaz e Adenízia ganharam suas vagas com lesões de Fabiana e Thaísa. Já Paula Pequeno entrou durante a competição, mas ainda está voltando de lesão e precisa recuperar o ritmo.
O Sul-Americano cumpriu o seu papel. Foi um torneio sem grandes adversárias, como já era esperado, mas bom para arrumar a equipe, como disse Sheilla em entrevista ao Sportv depois da vitória na final. Para a jogadora, o Brasil entrou jogando para si, como se estivesse em um treino, sem se importar muito com quem estava do outro lado da quadra. Zé Roberto viu a volta de Paula Pequeno, testou a atenção, arrumou bloqueio e saque. E viu vontade de algumas jogadoras de estarem ali na seleção, como Carol Gattaz. Agora é a vez da competição de verdade.A Copa dos Campeões encerra a temporada e lá não teremos mais treinos. A seleção defende o título e tem total condições de faturar mais esse campeonato.
E você? O que achou do Sul-Americano? Assistiu aos jogos em Porto Alegre? O que espera da Copa dos Campeões? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Copa dos Campeões, Dani Lins, Mari, Natália, Paula Pequeno, seleção feminina, Sheilla, Sul-Americano, vôlei, Zé Roberto
04/09/2009 - 09:09
Se você fosse José Roberto Guimarães por um dia, Paula Pequeno teria vaga em seu time titular? A atacante de ponta está recuperada de uma artroscopia no joelho esquerdo, já está treinando com a seleção brasileira e pode volta à equipe no Sul-Americano, no final do mês. Mas ela ficaria com o lugar de quem?
Zé Roberto já disse que pretende poupar jogadoras que participaram do Grand Prix nesse torneio e também no Final Four, que começa no dia 9 de setembro. Com isso, Paula ganha uma chance a mais para ser titular, mesmo tendo ficado afastada das quadras desde maio por causa da cirurgia. E ela é aquela atleta que serve como um termômetro para a equipe. Quando está bem, vibra muito e levanta o time. Mas quando não vira as bola, todo mundo sente
.
Paula disputa vaga com Natália, Mari e Sassá, além de Jaqueline, que ainda pode voltar para a seleção. Natália mostrou que tem talento no título do Grand Prix. Ela tem uma potência gigante no ataque, mas ainda precisa melhorar a recepção. Zé havia prometido que ela e Mari fariam um intensivão para arrumar o fundamento. Já Sassá é o contrário. Sabe defender, mas perde no ataque. E Mari é a mais equilibrada. Já melhorou seu passe nos últimos anos e é uma excelente atacante.
Se eu fosse o treinador, deixaria Sassá no banco. Colocaria Mari em uma ponta e Natália, que revezaria com Paula, na outra, para ganhar ritmo de jogo. Mas se o passe de Natália já estiver melhor, ela poderia ser a ponteira titular. Ela é jovem e tem tudo para seguir firme na seleção.
E você? O que faria com a seleção brasileira se fosse Zé Roberto Guimarães? Paula Pequeno teria espaço em seu time? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Final Four, Mari, Natália, Paula Pequeno, Sassá, seleção feminina, Sul-Americano, vôlei, Zé Roberto Guimarães
20/08/2009 - 10:52
A partida desta madrugada da seleção feminina de vôlei no Grand Prix foi o jogo que estávamos esperando. Depois de muitos altos e baixos, erros e desatenção, o Brasil conseguiu emplacar um 3 sets a 0 contra a tradicional China e segue invicto nas finais (veja como foi a partida).
O time nacional teve sim alguns momentos de falta de concentração e deixou a China crescer, principalmente no final do primeiro set e no terceiro, mas Zé Roberto soube pedir tempo na hora certa e colocar a equipe nos eixos de novo. É mais uma prova da capacidade de recuperação dessa equipe! Como nos outros jogos, a seleção até vacilou, mas soube voltar para o jogo e vencer.
E na partida desta quinta-feira venceu e venceu bem! Natália foi o nome da partida, muito bem no ataque. Sheilla também mostrou grande versatilidade. Eu sinceramente não esperava um 3 a 0, tanto pela tradição quando pela velocidade das jogadas chinesas. E vocês lembram o jogo da fase classificatória? O Brasil se perdeu no bloqueio contra as orientais. Hoje, elas acertaram o tempo das adversárias. Foram 11 pontos diretos e 21 amortecidas. Além disso, o bloqueio apareceu em momentos chaves, como para dar moral no começo do jogo e no ponto final.
Para completar, o Brasil finalmente conseguiu errar pouco! Prova que a concentração da equipe melhorou. Ainda aconteceram algumas falhas da recepção, mas o resto se encontrou, principalmente o saque. E para jogar com a uma seleção veloz, o é importante acertar o serviço para quebrar o passe a atrasar os ataques. Foi o que o Brasil fez. Conseguiu só três aces, mas quase não errou. Também foram apenas três falhas em 79 saques!
Agora a seleção feminina encara mais uma vez a Alemanha. A vantagem é estar embalado com a ótima vitória e mais descansado, já que jogou apenas três sets. Porém, as alemãs já mostraram que podem ser perigosas e se aproveitar dos tropeços brasileiros, basta lembrar o 3 a 2 do último jogo. E elas quase complicaram cima da Holanda nesta madrugada. O que parecia ser um jogo mais simples, só acabou no tie-break para as holandesas (veja como foi a partida).
E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a China? Pode-se dizer que foi um dos melhores jogos do Brasil no Grand Prix? E o que esperar da Alemanha? Deixe o seu comentário!
Outros resultados da rodada
Holanda 3 x 2 Alemanha (19/25, 25/21, 25/22, 21/25 e 15/13)
Japão 1 x 3 Rússia (17/25, 23/25, 29/79 e 25/14)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Mari, Natália, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto
18/08/2009 - 15:26
Chegou a hora! As finais do Grand Prix começam na madrugada desta quarta-feira. Será que o Brasil esqueceu os repetidos erro dos últimos jogos, como as falhas na recepção e a falta de concentração, e está pronto para mais um título?
A Rússia será a primeira adversária da seleção. Se lembrarmos de alguns confrontos recentes, a memória não será tão boa. As brasileiras caíram diante das russas na inesquecível semifinal olímpica em Atenas e, dois anos depois, perderam de novo na final do Campeonato Mundial. Os traumas foram superados com a vitória e depois o ouro em Pequim.
Agora, as duas equipes vivem momentos diferentes. Enquanto o Brasil é o único que ainda segue invicto no Grand Prix, a Rússia se classificou para as finais da última colocação. Elas perderam para China, Porto Rico e Japão na primeira fase. Mesmo assim, prefiro manter a cautela. As europeias são altas e podem crescer no jogo a qualquer momento. Vale mais do que nunca se concentrar ao máximo e trabalhar bem para variar as jogadas e sair do bloqueio rival.
Depois da Rússia, Brasil encara a China, pior time da fase classificatória. E será a vez de ter cuidado com as jogadas e velocidade. Será preciso armar o bloqueio verde e amarelo , que não funcionou no primeiro confronto entre os dois times.
Na sequência vem a Alemanha, mais uma que deu trabalho. De novo as atenções devem ser voltadas para Fürst, principal atacante do time rival. Para fechar, o Brasil ainda tem pelo caminho a Holanda, único desconhecido das finais e que só perdeu para a China na primeira fase, e o Japão.
Como tudo será decidido nos pontos corridos, não dá tempo de errar e tentar se recuperar depois. Que o time venha mais concentrado para essa fase! Boas jogadoras o Brasil tem. A chave é acertar a recepção e não perder contra-ataques em erros bobos. Com bom um passe, Dani Lins sabe distribuir as bolas. E tanto Natália, quanto Mari e Sheilla estão bem na rede. Já Thaisa e Fabiana, se mantiverem o nível do bloqueio dos últimos jogos, vão dar trabalho. Vemos ver o que acontece!
E você? Aposta em mais um título do Brasil no Grand Prix? Quem será o principal adversário da fase final? Deixe seu comentário!
Jogos do Brasil (horário de Brasília)
Brasil x Rússia – 19/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x China – 20/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
segundo as notas da CBV, os outros jogos da seleção ainda não foram confirmados pelas emissoras
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Fabiana, Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, Sheilla, Thaísa, vôlei, Zé Roberto
16/08/2009 - 13:24
Desde os primeiros jogos fora de casa no Grand Prix, a seleção feminina de vôlei tem a mesma atuação. Consegue vencer, mas se atrapalha nos erros e na falta de concentração e sempre perde algum set. Nesta madrugada foi a mesma coisa. Contra a Coréia do Sul, o Brasil entrou desligado no jogo, perdeu a primeira parcial e venceu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida).
O principal problema da equipe nacional está na recepção e isso é uma falha antiga. Esse time, mesmo com renovação depois da conquista do ouro olímpico, tem excelentes atacantes, mas perde no fundo de quadra. Um exemplo é Natália. Ela está na sua primeira competição com a seleção, faz estrago no ataque, mas peca da defesa. A mesma coisa já aconteceu com Mari.
Na partida contra a Coreia, o Brasil se atrapalhou com as jogadas de velocidade das asiáticas e só ganhou mais volume no fundo com a entrada de Sassá, especialista em recepção. E aí fica a pergunta. Mais vale colocar Sassá, que sabe defender bem, ou deixar Natália e Mari, que são ótimas no ataque? Contra as seleções mais velozes, como as asiáticas, colocaria Sassá e deixaria Natalia como opção para entrar ao longo do jogo. Assim, o time ganharia confiança na defesa e na recepção e ficaria mais solto para variar os ataques.
Se os erros são os mesmos de sempre, os acertos também se repetem. Quando consegue voltar para o jogo e retomar a concentração, o Brasil é uma potencia no bloqueio e no ataque. Resultado das nossas altas atacantes, a boa característica dessa geração da seleção feminina. Contra a Coreia, foram 14 pontos no bloqueio, por exemplo.
Brasil fechou a fase classificatória como o único time invicto. Só que vai encarar times complicados como Rússia, Alemanha, Holanda, China e Japão nas finais e não pode mais vacilar tanto. Hoje foram 22 pontos dados de graça! Qualquer time que esteja do outro lado, cresce e se aproveita de tantos erros assim. É preciso concentrar mais e errar menos! E dar mais bola na mão de Dani Lins, para voltarmos a ter a variação de ataque dos primeiros jogos do Grand Prix.
E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a Coréia do Sul? O que espera dos jogos da fase final? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto Guimarães
15/08/2009 - 11:50
A seleção brasileira feminina de vôlei precisou de cinco sets para passar pela Alemanha nesta madrugada na Coreia do Sul (veja como foi a partida). Assim como no jogo contra o Japão, as brasileiras erraram mais do que deviam e quase tropeçaram no Grand Prix.
O time comandado por José Roberto, mesmo com a derrota no primeiro set, começou bem o jogo desta madrugada. Dani Lins estava bem no saque e Natália, inspirada no ataque ao lado de Mari. Nas segundas e terceiras parciais, boas atuações e a virada no placar. O Brasil continuou bem no bloqueio, pressionou o ataque e alemão, que passou a errar mais.
A partir daí, os erros da partida contra as japonesas voltaram. A seleção passou a falhar na recepção e, com isso, perdeu volume de ataque. Já a Alemanha foi quase perfeita no conjunto bloqueio e defesa e venceu a quarta parcial. Pelo menos o Brasil repetiu também os acertos do jogo contra o Japão. Mais uma vez, as brasileiras se recuperaram depois da parcial perdida e entraram com tudo no tie-break, fechando o duelo.
Apesar do sufoco, Zé Roberto Guimarães elogiou o time. “Nós cometemos muitos erros, mas no geral eu acho que a nossa recepção de saque foi boa. Estou especialmente feliz com as atuações de Natália e Mari”, disse o técnico. O passe pode não ter sido apontado como o principal problema hoje, mas a recepção vem atrapalhando o Brasil desde os jogos em Macau e, assim, a equipe fica mais frágil nos contra-ataques. Talvez por isso os seis sets perdidos até aqui no Grand Prix. É bom tomar cuidado com esse fundamento…
Além disso, vale o alerta para os erros e a falta de concentração. Hoje foram 21 pontos dados de graça para a Alemanha. Muita coisa, até para um jogo de cinco sets! Mas vamos valorizar o que foi bom. O bloqueio continuou funcionando (18 pontos diretos) e o saque também entrou bem, com 10 aces. Que continue assim na fase final!
Brasil volta para a quadra na madrugada de domingo, às 5h30 (horário de Brasília), e encara a Coreia do Sul. Como lembrou Zé Roberto, um bom saque é fundamental para quebrar a velocidade das orientais. Será que a seleção fecha a fase classificatória invicta? O que você achou do jogo contra a Alemanha? O que deve der feito no time para as finais? Deixe o seu comentário!
Os finalistas
Além do Brasil, Holanda, China, Alemanha e Rússia garantiram vaga nas finais do Grand Prix. Japão, que é o país sede da decisão, já estava classificada. Páreo duro com brasileiras, holandesas e chinesas na frente!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, Thaísa, vôlei, Zé Roberto
14/08/2009 - 09:33
A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu seu lugar na decisão do Grand Prix. Em um jogo que parecia ser um simples passeio, time vacilou, mas venceu o Japão por 3 sets a 1 (25/12, 25/19, 15/25 e 25/13) nesta manhã na Coreia do Sul (veja como foi a partida).
Logo no primeiro set, a equipe nacional voltou a acertar seu bloqueio. Depois de uma atuação muito ruim neste fundamento contra a China, foram seis pontos logo na primeira parcial e 16 em toda a partida. E esse é o jogo do Brasil! Caprichar no bloqueio e colocar pressão no ataque rival todo o tempo . E méritos de Thaísa, que marcou 7 pontos de bloqueio, mesmo número que todo o time fez nos cinco sets contra a China!
Entretanto, o Brasil pecou na concentração na partida desta sexta. Depois do passeio no primeiro set e de começar a errar, principalmente na recepção, no segundo, o time nacional dormiu em quadra. No terceiro set, perdeu a cabeça depois da marcação de um erro do rodízio e deixou o Japão controlar o set. As asiáticas cresceram no saque e no ataque, quase não erraram (apenas duas vezes) e dominaram a parcial. Enquanto isso, o Brasil continuou com uma recepção bastante irregular, mesmo com a líbero Fabi que se recupera de uma lesão no tornozelo em quadra, e desperdiçando diversos contra-ataques. Quase não reconheci o time… E nos primeiros jogos do Grand Prix, o que me chamou a atenção foi justamente a concentração em todos os lances.
Para alívio de todos, a seleção brasileira voltou a ser a seleção brasileira no quarto set. Depois de uma bela e merecida bronca de Zé Roberto, Mari, Sheilla e Natália voltaram a virar bola e Thaísa, voltou a bloquear. Resultado, mais uma parcial vencida com facilidade e a vaga garantida na fase final. Holanda, que passou pela Polônia na abertura da rodada, também segue invicta e é mais uma classificada.
Qual a lição desse jogo? Talvez o cansaço de tantas viagens, como as 23 horas de Macau para a Coreia, tenha pesado e o Brasil, perdido um pouco o pique. Mas essa é a chance que as meninas têm para dar uma relaxada. Zé Roberto pode até mesclar o time titular com reservas para os jogos contra Alemanha e Coreia do Sul, já que são apenas para cumprir tabela. É uma opção válida para dar mais experiência a quem está no banco e um alívio para quem está jogando o tempo todo. Só que é bom ter cuidado! Tropeços e vacilos como os de hoje podem abalar a confiança para as finais. E lá não terá jogo simples…
E você? O que achou do jogo da seleção feminina? O que manter e o que melhorar para a fase final? Deixe o seu comentário!
Próximos jogos do Brasil no Grand Prix
Brasil x Alemanha – dia 15/08 – 3h30 (horário de Brasília) – transmissão da Globo
Brasil x Coreia do Sul – dia 16/08 – 5h30 (horário de Brasília) – transmissão da Sportv
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, Sheilla, Thaísa, vôlei, Zé Roberto
07/08/2009 - 09:03
Até a manhã desta sexta-feira, a seleção brasileira feminina de vôlei havia enfrentado a Tailândia oito vezes e perdido apenas um set. Mais uma partida, e a tradição foi mantida. Com facilidade, o Brasil venceu por 3 a 0 (25/14, 25/17 e 25/11) na manhã desta sexta e segue sem perder nenhum set no Grand Prix (veja como foi a partida ponto a ponto).
A seleção tailandesa é frágil e tem apenas uma boa arma: a velocidade. Com a bola na mão, as jogadas saíram com muita agilidade pelo meio, em algumas vezes, complicaram para a defesa brasileira. Mas, aos poucos o Brasil acertou o tempo de bola de bloqueio. Elas viram que não era necessário pular muito e sim, acompanhar a jogada para segurar o ataque. Afinal, as tailandesas são baixas, com média de 1,80m, e não atacam muito alto. No final, foram 11 pontos de bloqueio do Brasil contra apenas um das asiáticas. Sem dúvida, esse é o melhor fundamento dessa geração.
A Tailândia também errou demais, principalmente no primeiro e terceiro sets. Foram 22 pontos de graça para o Brasil. Já a seleção de Zé Roberto poderia ter caprichado um pouco mais na defesa. O time perdeu algumas bolas largadas e ficou com passes quebrados, principalmente no segundo set, quando as rivais passaram a trabalhar mais os contra-ataques e equilibraram um pouco o jogo. O Brasil se desconcentrou e relaxou um pouco no ataque, mas vale lembrar que é complicado jogar 100% a todo o momento contra um time não exige muito….
Mesmo assim, Dani Lins teve uma boa atuação. Apesar de não ter explorado muito a nossa jogada de meio, variou bem os ataques com chutadas na ponta e bola de fundo e quebrou o bloqueio rival. Quem também fez um ótimo jogo foi Mari. Ela foi a maior pontuadora da partida, com 14 bolas no chão. Desde os jogos no Maracanãzinho, ela vem aparecendo como uma segurança a mais. Quando Sheilla vira, ela resolve. E Dani Lins tem variado demais os ataques com Mari. Hoje ela recebeu até china! Segurança e ótimo entrosamento entre as jogadoras.
E você, o que achou do primeiro jogo do Brasil fora de casa no Grand Prix? As falhas ao longo da partida foram normais? É mais complicado manter a atenção e o volume de jogo contra um time frágil como a Tailândia? Deixe a sua opinião!
Brasil volta para quadra na madrugada deste sábado e encara a Polônia, às 3h (horário de Brasília).
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Grand Prix, Mari, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
Voltar ao topo