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23/11/2009 - 10:26

Brasil é tricampeão da Copa dos Campeões

A seleção brasileira masculina já havia vencido a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2009. Faltava a Copa dos Campeões para fechar um ano perfeito. Pronto, problema resolvido! O Brasil passou pelo Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22) com potência no saque e grande volume no ataque e levou o último título do ano.

Os japoneses chegaram à Copa dos Campeões por méritos. Ganharam a vaga como campeões asiáticos e não poder ser o país-sede. Em quadra, eles mostraram uma garra imensa. Voltaram ao pódio do torneio depois de 32 anos! Shimizu foi um gigante em todos os fundamentos e um dos nomes do campeonato. O Japão venceu a Polônia logo na estreia e seguiu invicto até parar no saque do cubano Simon. Nesta manhã, parou no saque brasileiro.

O Brasil venceu todos seus jogos. Passou por Cuba na estreia por 3 sets a 2, depois pelo Irã com alguma falta de concentração, arrasou a Polônia e errou muito contra o Egito. Mas na final os brasileiros “mostraram quem era o chefe”, como definiu o site da Federação Internacional de vôlei na nota após a partida. Logo no primeiro set já abriu 8 a 1 e deu o tom do jogo: saque muito forçados e ataques de todos os jogadores.  E com um bom serviço, como já sabemos, fica muito mais simples bloquear. Foram seis pontos nesse fundamento (12 no total no jogo) e a vitória por 25 a 12 no primeiro set.

Na parcial seguinte, Shimizu, que havia atacado apenas quatro bolas até então, voltou para o jogo a acendeu a torcida. O Brasil ficou na frente até o 24 a 20 e aí sentiu do seu veneno: levou três aces de Ishijima. Depois, voltou a virar bem a bola e fechou em 26 a 24. Para encerrar, um pouco de equilíbrio e mais uma uma sequência de saques, bloqueios e ataques, 25 a 22 no placar e a taça de campeão. Cuba ficou em segundo e Japão, em terceiro.

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

A seleção venceu no volume de jogo. Todo mundo atacou bem e achou espaço na quadra japonesa. Para ajudar, o bloqueio segurou as jogadas potentes dos asiáticos. E a Copa dos Campeões foi um bom torneio para encerrar o ano. Mostrou que o time está evoluindo com a nova formação. Bruninho está muito mais entrosado com todos, principalmente com Giba e Murilo, com quem estava sem o tempo perfeito na Liga Mundial. Prova disso foi o prêmio de melhor levantador para o brasileiro. O saque também está funcionando e facilitando o bloqueio.

Claro que ainda tem erros. Ás vezes falta a concentração, como no set perdido para o Irã. Ou o passe sai quebrado, como contra o Egito. Mas é um time em construção para o novo ciclo olímpico com grandes armas como Leandro Vissotto e seus 2,12m ou a maturidade de Murilo, excelente bloqueador mesmo com 1,90. E a vontade de  Lucão no meio? Ainda tem Giba, e a garra de jogar, Serginho, melhor líbero da Copa dos Campeões, e a calma de Rodrigão. É uma equipe ainda em desenvolvimento, mas com futuro!

E você? O que achou da Copa dos Campeões? Aprovou o desempenho do Brasil? O que espera para a próxima temporada? Deixe seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
19/11/2009 - 09:56

Irã dá trabalho ao Brasil na Copa dos Campeões

Quem esperava que a seleção do Irã iria crescer para cima do Brasil na segunda partida da Copa dos Campeões? Mas foi isso mesmo o que aconteceu. Com um bom sistema defensivo e saque potente, os iranianos deram trabalho aos brasileiros. A seleção de Bernardinho precisou de quatro sets para fechar a partida em 3 a 1 (veja como foi o jogo).

Irã para ataque de Thiago Alves/AP

Irã para ataque de Thiago Alves/AP

O Irã sabia que entraria em quadra contra uma seleção superior. “Nós jogamos contra o melhor time do mundo e tínhamos muita pressão em cima de nossos jogadores”, disse o técnico Hossein Madani. Mesmo assim, eles não se intimidaram. “O Irã jogou com velocidade, muito coração, defendeu e bloqueou bem”, elogiou Bernardinho, que nunca havia enfrentando esse time. Os brasileiros sentiram isso na pele.

Giba e Lucão foram poupados e deram lugar a Thiago Alves e Sidão. Depois de um começo lento, talvez por reflexo do longo jogo de estreia contra Cuba, a seleção assumiu a liderança até meados da terceira parcial. Nesse momento, sofreu a famosa “síndrome do terceiro set”. Os jogadores perderam a concentração e o Irã, sem respeitar o Brasil, se aproveitou. Eles cresceram no jogo e levaram a partida para o quarto set. Na hora da decisão, pesou a experiência do Brasil, que acabou com a partida.

A seleção não fez uma partida bonita, ainda está pouco eficiente no bloqueio (marcou só 10 pontos, um a menos que o Irã), mas segue firme na briga pelo título. “Não foi nosso melhor jogo, mas como é uma competição curta, o importante é vencer”, ressaltou Murilo. Agora, o time viaja e volta para quadra na madrugada de sexta para sábado, à 1h30 da manhã, para enfrentar a Polônia em Nagoya. “Espero que possamos recarregar as baterias para o próximo jogo”, comentou Bernardinho depois da vitória desta quinta. E é bom ter cuidado! A Polônia é uma boa equipe, com atacantes altos e fortes, mas vem de duas derrotas (contra Japão e Cuba) e pode querer descontar para cima do Brasil.

Donos da casa invictos
Além do Brasil, o Japão segue com 100% de aproveitamento na Copa dos Campeões. Depois de surpreender e vencer a Polônia na estreia, eles assumiram uma posição de favoritos para a partida desta quinta contra o Egito e não fizeram feio. Levaram o jogo por 3 sets a 1.
Mais uma vez, Shimizu foi o destaque. Ele marcou 23 pontos (21 no ataque, 1 no bloqueio e 1 no saque). Os japoneses não querem fazer feio diante da sua torcida!

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou da atuação do Brasil contra o Irã? E o que espera do jogo contra a Polônia? Dê a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , ,
18/11/2009 - 10:39

Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões

“Todo jogo é uma final”, disse o levantador Bruninho na estreia do Brasil na Copa dos Campeões. Se é assim, a seleção já venceu a primeira. Nesta madrugada, o time passou por Cuba por 3 sets a 2 (25/22, 24/26, 25/18, 23/25 e 15/10) na primeira rodada da competição no Japão (veja como foi a partida).

Brasil vence Cuba - Divulgação/FIVB

Brasil vence Cuba - Divulgação/FIVB

O jogo foi equilibrado e o Brasil faturou a partida com mais volume no ataque e boa distribuição de bolas. Prova disso é que quatro jogadores fizeram mais de 10 pontos nos cubanos: Vissotto (18), Murilo (17), Giba (15 ) e Lucão (14). Além disso, o bloqueio funcinou no tie-break, quando o time mais precisava. Uma boa estreia para quem teve pouco tempo para treinar junto, já que quase metade dos jogadores estava no Mundial de Clubes, até o dia 8 de novembro.

Já do lado cubano, só deu Leon, como esperado. Ele foi o maior pontuador da partida, com 22 bolas no chão, e fez quatro aces, três seguidos no quarto set que garantiram a virada de Cuba e necessidade do tie-break. Mesmo com apenas 16 anos, ele segurou a pressão da equipe e teve um bom desempenho em quadra. Imaginem o que ele ainda pode fazer no voleibol…

E como disse Bernadinho na coletiva depois da vitória, “temos que parabenizar Cuba pela grande luta”. Foi um jogo para “ligar” qualquer um. E no caso de uma competição curta como a Copa dos Campeões, isso é essencial. Não dá tempo de se recuperar, já que são cinco jogos apenas e qualquer derrota coloca o título em risco. Agora o Brasil pega o Irã, um adversário mais fraco, mas vale manter a concentração e garantir a vitória simples e ganhar fôlego para o restante do torneio. O Brasil ainda tem Egito, Polônia e Japão pela frente.

Surpresa da casa
Os japoneses estrearam com vitória por 3 sets a 2 sobre a Polônia (22/25, 25/15, 21/25, 25/21 e 15/10) . E foi um jogo inesperado para muitos! O Japão é conhecido pelas jogadas rápidas, típica dos asiáticos. Entretanto, na partida desta quarta o que se viu foi um time com ataques potentes e uma estrela: Shimizu. Ele foi destaque em todos os fundamentos com 16 pontos no ataque, três no bloqueio e cinco no saque.  

Mesmo com jogadores baixos (o único com 2,00m de Matsuda), o Japão mostrou um repertório de pancadas no ataque como se fosse uma equipe europeia. Só Tatsuya marcou 23 pontos no ataque! Além disso, eles acertaram o bloqueio contra Kurek, a arma polonesa de 2,05m. Uma vitória merecida e muito comemorada pela torcida, que lotou o ginásio em Osaka. Será que temos mais um candidato ao título?

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 19/11 – Brasil x Irã – 2h30
dia 21/11 – Brasil x Polônia – 1h30
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou da estreia do Brasil na Copa dos Campeões? E da vitória do Japão sobre a Polônia? Deixe seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , ,
05/11/2009 - 17:41

Cimed perde para seus erros e para Kurek

A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).

Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo

Kurek, o nome do jogo

E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!

A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…

E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , ,
04/11/2009 - 16:18

Sufoco da regra nova para a Cimed

A Cimed teve trabalho, mas venceu o Al-Arabi, do Catar, no Mundial de Clubes, por 3 sets a 1 (18/25, 25/17, 25/17 e 25/22) e segue viva no torneio (veja como foi a partida). Foi o primeiro jogo que pude assistir com a regra nova e já dá para apontar algumas “novidades”, como a mudança no saque, a importância no bloqueio, os erros e o cuidado com o contra-ataque.

O time brasileiro ficou o tempo todo do primeiro set atrás e perdeu a parcial. Isso porque não se encontrou nem no ataque e nem no bloqueio. Enquanto os atacantes, recebendo as primeiras bolas no fundo como manda a regra nova, não conseguiam imprimir a sua potência, o bloqueio nacional deixava muito espaço nas paralelas, bem explorado pelos atletas do time do Catar.Tiraram o meio-de-rede, jogada de segurança da Cimed e eles ficaram perdidos!

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Eles só voltaram para o jogo quando se arrumaram no bloqueio, a partir da segunda parcial. Foram 5 pontos no set e 12 no total do jogo.  Com isso temos a primeira “novidade” da regra. Como previsto, o jogo ficou muito mais previsível, com bolas altas o tempo todo e bloqueio chegando sempre. E, quando a Cimed arrumou a marcação na rede, cresceu no jogo. Bloqueio agora é mais do que fundamental! E o Al-Arabi também a sua parte, principalmente no quarto set, e fechou a porta para os brasileiros. Eles marcaram sete pontos de bloqueio no jogo.

E a obrigação de atacar do fundo comprovou mais uma aposta dos jogadores: aumento nos erros. Foram 33 pontos de graça dos brasileiros e 32 do time do Catar! Só para ter uma ideia da dimensão do problema, o Al-Arabi ganhou esses 33 pontos e marcou apenas 37 no ataque em toda a partida. A Cimed foi um pouco melhor, com 47 pontos. E como os jogadores erram demais, a bola cai muito no chão. Ou, como fizeram os donos da casa no começo do jogo, o ataque é na pancada e a bola vai para o chão no buraco do bloqueio. A “Golden Formula” foi criada para manter a bola em jogo mais tempo, mas, com todos esses tropeços, o primeiro rali só saiu em meados do segundo set.

A regra também acaba com a graça do saque forçado. De que adianta tentar quebrar a recepção se o passe não precisa ser perfeito? Parece que, agora, vale mais sacar colocado e curto em um jogador para tirá-lo do ataque do que soltar o braço com tudo. Por outro lado, se a recepção ficou “menos importante”, a defesa ganhou valor para armar o contra-ataque, já que nesse momento pode se armar qualquer jogada. Só que até aqui a Cimed ainda está sofrendo. Mesmo na continuação da jogada, Bruninho não conseguiu trabalhar muito bem a distribuição e os erros continuaram. Ainda assim, eles usaram muito mais os centrais que os rivais. Até o quarto set, a Cimed tinha batido 14 bolas pelo meio contra apenas 2 duas do Al-Arabi.

Conclusão de hoje? Ainda temos que melhorar muito para jogar mais solto desde o começo. O time não pode perder a paciênciae vacilar tanto! E nesta quinta-feira vem coisa muito pior pelo caminho com o Skra Belchatow, da Polônia. O jogo será às 15h (horário de Brasília). E eu ainda tenho que me acostumar a ver Lucão batendo pela entrada de rede! Coisas da nova regra…

*credito da foto: Divulgação/FIVB

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , ,
28/07/2009 - 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , , , , , ,
25/07/2009 - 14:36

Estamos na final da Liga Mundial

A partida contra a Rússia pela semifinal da Liga Mundial neste sábado foi uma surpresa. Uma surpresa boa, por sinal! O Brasil venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) no melhor jogo até agora no campeonato. Soube se aproveitar tanto dos erros dos rivais quanto de seus pontos fortes e teve uma excelente atuação. Atuação que valeu a primeira grande final desta nova geração.

A seleção masculina de vôlei mostrou nesta semifinal o seu poder de defesa e recepção. Os centrais pouco pontuaram no ataque, mas ajudaram e muito no bloqueio. Quase todos os ataques russos eram amortecidos na parede brasileira e colocados em jogo de novo pela defesa.

Giba ataca contra a Rússia - Divulgação/FIVBNo começo, o time demorou a ajustar os contra-ataques. A defesa recuperava a jogada, mas o ataque não era certeiro e ponto não saia. Além disso, Leandro Vissotto, a segurança nacional, vacilou nos primeiros pontos, com erros na cobertura e no ataque. Aos poucos, o oposto entrou no jogo e o Brasil se encontrou nos contra-ataques.

E o saque brasileiro também estava muito bem, como deveria ser. O ponto forte da gigante russa são as jogadas de meio-de-rede. Mas como o serviço verde e amarelo entrou bem, mesclando pancadas e bolas colocadas, o central Kazakov, de 2, 17m, recebeu poucas bolas marcando apenas três pontos em todo o jogo. Do outro lado, o serviço russo não atrapalhou a recepção brasileira e Bruninho trabalhou com a bola na mão e, apesar de também ter usado pouco o meio, acelerou com as pontas, principalmente com Giba, que fez o seu melhor jogo na temporada. Ele foi o capitão que queria ver. Aquele que vibra, cobra, chama bola e decide, sem medo de ninguém.

Foi bom ver o Brasil concentrado o tempo todo, estudando os adversários, ligado na partida sem titubear. E não podemos esquecer que a seleção que estava do outro lado da rede era uma das melhores do mundo e que joga muito contra o Brasil. A Rússia é um time conciso, acostumado a atuar junto. A falha deles foi na recepção, além dos erros, principalmente no saque. Já o Brasil marcou oito aces e vai para a primeira final dessa nova geração com cara de gente grande.

E você? O que achou da seleção brasileira? Esperava os 3 sets a 0 no placar? A renovada seleção mostrou maturidade em quadra? Vem o oitavo título por aí? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
25/07/2009 - 14:08

Brasil 3 x 0 Rússia

1º set
Brasil abre logo 4 a 0 com um bom saque balanceado de Bruninho. Pouco depois, a seleção desperdiça alguns lances com Leandro Vissotto e deixa a Rússia crescer. Eles chegam à frente no primeiro tempo técnico, mas o Brasil se recupera e reassume a liderança no placar no 10º ponto. Com boas bolas pelas pontas e Leandro Vissotto de volta ao jogo, a seleção cresceu e abriu vantagem (18 a 13). O saque nacional também começou bem o jogo, com aces de Giba e Murilo e uma boa variação entre serviços forçados e colocados. Na bola de meio fundo com Giba, Brasil fecha em 25 a 17.

2º set
Apesar do Brasil sair na frente, Rússia começa melhor, com mais volume no ataque e abre dois pontos. A seleção tira a vantagem em duas bolas de Sidão. Primeiro, no ataque de meio, o primeiro do jogo, e depois, em um ace. Na seqüência, vira com ataque de Murilo (7 a 6). Rússia volta à frente no ace de Mikahilov (9 a 8). Com um erro de ataque e um de armação de bloqueio, os russos retomam a vantagem (12 a 9). Tudo igual de novo no 12 a 12. Sidão bloqueia no meio e Brasil vai para o tempo na frente (16 a 15). No saque de Sidão, a seleção abre três de vantagem (18 a 15) e se mantém na frente até o final. Rússia tenta encostar, mas ao time nacional segue melhor, com bons bloqueios, e fecha no saque de Giba em 25 a 21.

3º set
Começo de set equilibrado, com Brasil na frente e, pouco depois, com a virada da Rússia com jogadas de meio. Na seqüência, a seleção volta ao seu volume de jogo e assume de novo a liderança. Com um ponto de bloqueio, abre quatro no placar (9 a 5) e depois chega a seis na frente (11 a 5). Rússia muda o time, troca os opostos e os pontas, mas Brasil continua dominando e vai para o segundo tempo técnico com 16 a 9 no marcador. Os russos melhoram com polah…. , mas Brasil segue firme, se aproveita dos erros dos rivais e fecha em 25 a 21.

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
24/07/2009 - 23:17

Que venha a Rússia!

A seleção brasileira masculina de vôlei terá a Rússia no caminho na semifinal da Liga Mundial. A partida está marcada para este sábado, às 12h30 (horário de Brasília). E o Brasil já sabe o que esperar pela frente….

Bloqueio é uma das principais armas da Rússia - Divulgação/CBVComo disse Giba nesta sexta, a Rússia é um time de gigante, que sempre deu muito valor ao saque forçado e ao bloqueio bem armado. Além disso, como lembrou o nosso capitão, está aprendendo a defender. Resumindo, o jogo não vai ser fácil para os brasileiros.

Para superar um time alto, vale acelerar e variar as jogadas, para enganar o bloqueio. Mas o Brasil mostrou isso apenas em alguns jogos da fase de grupos. Problema de uma seleção nova, ainda sem o tempo perfeito entre todos os jogadores. Bruninho ainda usa pouco Giba, por exemplo, que poderia colaborar mais com as bolas aceleradas nas pontas e no fundo. E nosso levantador também deve usar o meio, destaque desse time.

A seleção brasileira, entretanto, tem uma vantagem. Agora também é um time com os seus gigantes! Com Lucão (2,09m), Leandro Vissotto (2, 12m) e Sidão(2,03m) ao lado de Murilo, que apesar de baixinho (1,90m) tem um ótimo posicionamento na rede, o Brasil tem o que precisa para bloquear bem. Basta acertar o tempo…

E os russos também mostraram dois pontos fracos na derrota para a Sérvia nesta tarde (veja como foi a partida). Eles sofreram para recepcionar o saque e se perderam nos momentos decisivos do jogo. O Brasil está com um time de excelentes sacadores, que batem tanto na força e quanto no serviço balanceado. Essa variação pode confundir a defesa russa, do mesmo jeito que fez a Sérvia.

Mas é bom ter um cuidado especial com o oposto russo. Mikhaylov marcou 19 pontos nos sérvios e, além de segurança no ataque, é uma potência no saque. E como passe é fundamental para a variação de jogadas, vale ter cuidado e se preparar para levar boladas…

E você? O que espera de Brasil x Rússia? Arrisca algum placar? E na outra semifinal? Cuba poder ser páreo para a Sérvia? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , ,
10/07/2009 - 22:44

Passeio brasileiro na Liga Mundial

A seleção brasileira arrasou a Venezuela nesta sexta-feira em 3 sets a 0 (veja como foi o jogo no post abaixo) e, com o triunfo, se recupera da derrota para a Finlândia na última rodada e ainda garante a vaga na fase final da Liga Mundial.

O jogo não foi bonito, mas foi bem mais fácil que o esperado. A Venezuela está renovada e não tem nem a sombra daquela equipe que venceu o Brasil no Pan de Santo Domingo ou que vinha dando trabalho nos últimos confrontos. Sem a velocidade e com saque não muito eficiente, os jovens rivais foram presas fáceis dos brasileiros. Nem Diaz, melhor atacante da Liga Mundial, fez a diferença.

Lucão saca para o Brasil - Divulgação/FIVBDo lado nacional, Rodrigão teve o seu dia. Ele acertou o tempo de marcação no bloqueio, fez 7 pontos no fundamento e foi o maior pontuador da partida. E foi o bloqueio a grande arma nacional. A seleção conseguiu parar a Venezuela e cansar os adversários, já que muitas bolas ficaram na parede nacional. O saque também melhorou em relação às partidas contra a Finlândia, no final de semana passado. Lucão forçou muito e quebrou a recepção venezuelana. Murilo e Bruninho também deram a sua contribuição. No final, foram três aces. Essa é a combinação perfeita: saque potente e bloqueio bem armado.

E Bernardinho mostra qual time deve ser o titular do Brasil. Bruninho, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba e Murilo começaram mais uma partida. Gosto desse time, mas ainda falta a velocidade nas jogadas com Giba nas pontas. E estou satisfeita com Murilo, que continua crescendo. O líbero Mario Jr teve a sua primeira chance com a camisa verde e amarela e não faz feio. Salvou bolas importantes, mas o Brasil ainda precisa melhorar a finalização nos contra-ataques. De nada adianta uma linda defesa sem um bom ataque para completar.

Falando nisso, vale destacar uma jogada no final do segundo set. Depois de um erro de armação, Giba passou a bola com pé, ao melhor estilo futevôlei. O que mostra que o time não estava relaxado. Os jogadores, mesmo diante de um  rival bem mais fraco, acreditaram em todas as bolas, atuaram no alto nível e fizeram o que era preciso para passear em quadra. Não deram show, não usaram muitas bolas rápidas, mas venceram sem problemas.

Acorda, placar!
O jogo foi em Caracas, na Venezuela, e a transmissão e geração de caracteres era de responsabilidade dos donos da casa. Mas eles estava torcendo contra seus próprios jogadores! No segundo set, o placar “comeu” um ponto da Venezuela durante quase toda a parcial.

A torcida, que começou fazendo muito barulho, também cansou no meio do jogo. Depois de vaias no saque dos brasileiros nos primeiros pontos, o ginásio se calou com o domínio sobre os anfitriões.

E você, o que achou da atuação do Brasil nesta vitória? O time está preparado para as finais da Liga Mundial? Dê a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , ,
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