Liga Mundial | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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segunda-feira, 17 de junho de 2013 Seleção masculina | 08:00

Qual destaque do Brasil no final de semana na Liga Mundial?

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A seleção brasileira masculina de vôlei segue 100% na Liga Mundial. No final de semana, o time de Bernardinho venceu as duas partidas diante da Argentina fora de casa por 3 sets a 0. Quais foram os destaques da equipe nacional nesses jogos?

Divulgação/FIVB

Éder foi o maior pontuador do Brasil no 1º jogo do final de semana

Primeiro, o saque. Esse fundamento vem funcionando bem na Liga Mundial e desequilibrou o primeiro jogo contra os argentinos. De um lado, o Brasil encaixou o serviço, quebrou a recepção rival e ainda marcou seis aces. Do outro, os argentinos não representaram perigo e, com isso, Bruninho trabalhou o tempo todo com bola na mão.

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E quando o passe sai, qual a jogada preferida? Muitas vezes é a bola rápida de meio. Com isso chegamos ao segundo destaque do final de semana e no geral deste começo de torneio: Éder. Na ausência de Lucão, que sentiu uma lesão diante da Polônia e ainda não voltou, Bruninho “elegeu” Éder seu parceiro nas bolas rápidas. Os dois já jogaram juntos, têm afinidade e na primeira partida na Argentina isso resultou em 14 pontos do central, o maior pontuador do Brasil. E Éder já é um jogador com uma certa experiência, que já tinha sido convocado por Bernardinho e está tendo a sua chance nesta competição. Pelo visto, está aproveitando bem!

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Seguindo o final de semana, o Brasil repetiu os 3 a 0 no segundo jogo, só que dessa vez os argentinos melhoraram no saque e deram mais trabalho. Entretanto, na opinião de Bruno, a seleção foi melhor na hora de fechar os sets. O Brasil deu uma vacilada na segunda parcial e só venceu nos 27 a 25. Mas depois aplicou um sonoro 25 a 13. Ou seja, depois de um set complicado, o time logo recuperou a concentração e o ritmo e se impôs.

E aqui, mais um destaque. Bernardinho mexeu no elenco e escalou Lipe como ponteiro titular no lugar de Lucarelli. E o jogador, mais uma das caras novas da seleção (assim como Éder, já tinha sido convocado e, também como central, jogou o Pan-Americano de 2011. O ponteiro foi um dos nomes do Brasil na conquista do ouro), mostrou a que veio e foi o maior pontuador, com 14 bolas no chão. Comentei isso quando falei da estreia de Lucarelli e acho que a ideia cabe aqui de novo. No momento, a seleção está um pouco carente de ponteiros já que Giba se aposentou do time e Murilo se recupera de uma cirurgia no ombro. É bom ver que esses caras que estão chegando, chegam fortes!

Infelizmente, o final de semana também teve um destaque ruim. Isac sofreu uma luxação exposta no quinto dedo da mão direita durante o terceiro set do segundo jogo. Não foi nada muito grave, de acordo com o médico da seleção, mas ainda não comentaram sobre a previsão de volta. Ruim porque o central, que havia entrado por conta de uma lesão de Lucão, estava se acostumando a Bruninho e foi uma arma e tanto no saque, justo o melhor fundamento do Brasil. Que se recupere logo! Mas coincidência ou não, Maurício entrou e já deixou um ace, só para manter a escrita dos centrais da seleção.

Notas relacionadas:

  1. Estamos na final da Liga Mundial
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Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

quinta-feira, 13 de junho de 2013 Seleção masculina | 11:03

‘Seleção está mais forte do que nunca’. Quem concorda?

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“O Brasil está mais forte do que nunca sob a liderança de Bruninho, com Lucão em sua melhor fase e com a experiência que Vissotto adquiriu na Rússia. Temos grandes chances de fazer acontecer. E ainda tem Éder com a sua grande chance de mostrar para todo mundo o que pode fazer, assim como os jovens Lucarelli e Isac. Com esse time, não temos nada com o que se preocupar”.

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Divulgação/FIVB

Lucarelli, Éder, Bruninho e Dante: novatos e experientes na seleção

As palavras são de quem entende do assunto. Gustavo Endres escreveu nesta quinta-feira um texto para a FIVB (veja a versão original, em inglês) e fez elogios à renovada seleção brasileira masculina que disputa a Liga Mundial. O time de Bernardinho venceu as duas primeiras partidas contra a Polônia e, nesta semana, encara a Argentina fora de casa.

“O Brasil está criando uma nova geração, com experientes e jovens. A mistura tem ajudado a formar uma equipe balanceada”, continua o central. “Acho que estamos no caminho para ganhar o título esse ano”, completa.

Quem concorda com Gustavo? Ainda tem muito trabalho pela frente, mas a formação da seleção agrada. Lucarelli estreou já como titular e segurou a pressão. Levou uns bloqueios no primeiro jogo, demorou a entrar de fato na partida, mas depois, deslanchou. E na segunda partida foi o teste de Isac. Ele ainda precisa de mais afinidade com Bruninho, o que virá com o tempo, mas também correspondeu.

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E como diz Gustavo, a mescla do time está interessante. Ao mesmo tempo que tem um Lucarelli em uma ponta, o cara mais jovem do time e ainda com pouca experiência, do outro lado tem o veterano Dante. Além disso, os tempos na Rússia fizeram bem a Vissotto. Foi bom ver o gigante soltando o braço no ataque e afinado com Bruninho. Ah, e Gustavo não falou, mas usar William e Wallace nas inversões de 5-1 também ajudou, já que entrosamento entre eles não falta. O que precisa é segurar a concentração durante toda a partida (contra a Polônia parece que apareceu aquela síndrome do terceiro set) e diminuir os erros.

Agora é ver como o time se comporta diante da Argentina. A seleção encara os hermanos às 20h30 desta sexta-feira e, depois, volta para quadra no mesmo horário no sábado.

Notas relacionadas:

  1. Gustavo e novatos na seleção masculina
  2. E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?
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domingo, 9 de junho de 2013 Seleção masculina | 18:52

42 erros e altos e baixos, mas vitória na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina venceu a segunda partida contra a Polônia neste domingo na Liga Mundial. Como no primeiro jogo, venceu os dois primeiros sets, mas nesta tarde teve mais altos e baixos e só fechou a partida no tie-break, com parciais de 28/26, 25/22, 23/25, 20/25 e 15/10.

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FIVB

Vissotto, com 26 acertos, foi o maior pontuador do Brasil

O primeiro set foi equilibrado e o Brasil não fechou antes porque no finalzinho teve dois sets points e desperdiçou com dois saques errados. Quando a bola entrou no serviço de Éder, o bloqueio completou e fechou a parcial. Depois, Lucão sentiu dores e deu lugar a Isac, mais dos novatos do time e que fazia a estreia na Liga Mundial. As jogadas de meio caíram um pouco, afinal, Bruninho é muito mais entrosado com Lucão do que com o novo central. Para compensar, Vissotto comandou os ataques e a seleção fez o seu melhor set na virada de bola.

Aí veio a longa parada até o começo do terceiro set. Na volta ao jogo, a Polônia começou a se arrumar na recepção e, principalmente, cresceu no bloqueio. Ainda com muito mais bolas de meio com Éder que com Isac, os ponteiros acabaram marcados e todo mundo errou. Cada bola atacada reta na tentativa de explorar o bloqueio… Os erros continuaram no quarto set. Parecia que a concentração brasileira tinha se perdido. Resultado? Dois sets vencidos pela Polônia.

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Tie-break e quatro contra-ataques errados do Brasil. Ainda assim, a seleção dominava o placar porque o saque havia voltado a funcionar e o bloqueio também incomodava os poloneses. Apesar dos vacilou, o time amarelo venceu com tranquilidade e levou o jogo.
Ainda é muito cedo para se preocupar com alguma coisa na temporada, mas foram dois jogos nos quais o Brasil poderia ter vencido por 3 a 0. E neste domingo, a seleção errou demais! Foram 42 pontos de graça aos poloneses! Eles falharam 33 vezes, o que também é um número alto. Pelo menos o Brasil soube se recuperar.

E vale lembrar que a Polônia era a mesma campeã do ano passado, enquanto o Brasil se renovou. No primeiro jogo, teve a estreia de Lucarelli, que foi muito bem por sinal. Neste domingo ele rendeu menos. E agora quem entrou foi Isac. Ao longo da partida as jogadas com Bruninho começaram a sair e o saque do central ajudou, e muito. Saiu Lucão, conhecido pela pancada, mas que não estava no melhor dia, e entrou outro com o braço muito pesado. O Brasil marcou oito aces, três com Isac (Vissotto fez mais três, enquanto Lucarelli e Dante completaram a relação).

O saldo da estreia foi positivo, afinal, foram duas vitórias. Agora é acertar a concentração para não deixar cair a virada de bola e manter o ritmo no saque para os jogos da semana que vem. E claro, errar menos e não dar tantos aviões no ataque. o próximo adversário será a Argentina. E então? O que esperar da seqüência da Liga Mundial?

P.s.: Neste domingo a seleção feminina, com o mesmo time campeão em Montreux, venceu a Itália e faturou o título do Torneio de Alassio. Até aqui, aproveitamento de 100% para o time de Zé Roberto!

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  1. Os altos e os baixos da vitória sobre os EUA
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terça-feira, 7 de maio de 2013 Seleção masculina | 10:32

Capitão novo e dupla esperada de levantadores na seleção

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*atualizado às 14h27

Galera, as férias foram bem aproveitadas, mas é hora de voltar ao batente. Aos poucos estou me interando as movimentações de mercado e notícias que perdi nesse tempo que fiquei longe do blog. E a semana começou com novidade. Foi divulgada a lista de inscritos do Brasil para a Liga Mundial e, além de alguns nomes novos, uma mudança esperada para o cargo de capitão. Bruninho é o dono da função.

Veja a lista completa de inscritos para a Liga Mundial

Divulgação/CBV

Bruninho - capitão do RJX no título da Superliga e, agora, da seleção brasileira

Giba era o capitão do Brasil até as Olimpíadas de Londres. Na ausência do ponteiro, Murilo ficava com a tarja e era apontado como novo líder desse ciclo até por Bernardinho. Só que ele vai ficar seis meses afastado das quadras depois de uma operação no ombro realizada no final da semana passada. Com isso, a tarja ficou para Bruno.

Relembre os capitães da seleção brasileira

É uma escolha interessante. Ele foi o capitão no Pan de 2011, quando o Brasil atuou com uma seleção B. Também faz a função em seus times. O levantador é a cabeça da equipe por comandar as ações. No caso de Bruno, ele é um jogador com essa característica de liderar, então, é justo aliar uma coisa a outra.

Ainda falando de levantadores, teremos mudança esse ano na posição também. Bruninho segue ali, mas tem a companhia de William, Rapha e Murilo Radke nos inscritos para a Liga Mundial. Só que Rapha faturou o dedo na Itália, fez uma cirurgia e ficará dois meses afastado. Já Radke ainda é inexperiente para a função e deve ser usado em torneios “menores”, como  a Copa Pan-Americana. Dessa vez, passada as confusões e desentendimentos com Bernardinho, William deve ser o outro levantador.

E repito o que já disse por aqui. Acho interessante ter um levantador mais novo e outro mais experiente na seleção. Bruninho já tem o seu espaço, mas faria bem a ele atuar com William, um cara rodado e também bom no que faz. A tentativa de fazer alguma mescla ao trazer Ricardinho de volta não deu certo e ele não rendeu o esperado. Quem sabe agora a nova dupla não se encaixe?

A Liga Mundial começa no dia 7 de junho. Ainda em maio, o Brasil joga a Copa Pan e pode mesclar e usar os mais novos que foram convocados.  Vamos ver o que a seleção nos reserva no primeiro ano do ciclo olímpico até 2016.

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terça-feira, 24 de julho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 15:09

Trabalho em Londres e trabalho por aqui

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Galera, os dias de férias foram bem aproveitados com viagens e família, mas acabaram. Voltei ao trabalho nesta semana e não estou com o melhor dos ânimos em relação as seleções nas Olimpíadas. E vocês, o que esperam do Brasil nos Jogos de Londres?

Embarque da seleção feminina para LondresLi todos os comentários que vocês deixaram por aqui, principalmente sobre os cortes e a postura de José Roberto Guimarães. Como tinha falado durante as férias, não esperava o corte da Fabíola. Já o de Mari tem mais fundamento. Ela não veio de uma boa temporada e será que não foi testada muito “em cima da hora” como oposta. Quando entrou, ajudou, mas atuou pouco, enquanto Tandara já vinha na função. Porém, vale cortar a Mari, que já estava jogando e se recuperando, e tentar apostar em Natália, que ainda não jogou depois da cirurgia? Natália é uma jogadora potente, que pode, sim, resolver, mas deve sofrer com a falta de ritmo.

E acho que todos devem ter conversado muito para se viajar para as Olimpíadas com uma atleta ainda a ser cortada e isso não pesar demais no clima da equipe. Se Natália estiver bem, ela joga. Se ainda não estiver pronta, quem entra é Camila Brait, como segunda líbero. Mais uma vez, não valeria a pena tomar a decisão antes e evitar o estresse, a ansiedade? Os poucos dias entre a viagem para Londres e estreia diante da Turquia podem ser tão determinantes para a recuperação da ponteira? De qualquer maneira, Zé Roberto deve ter conversado com seu time e sabe o que deve fazer.

Já no masculino, gostei da definição de Bruninho para a Liga Mundial. Na chegada a Londres, ele disse que o campeonato foi um tapa na cara do time antes das Olimpíadas. O Brasil acabou em sexto lugar depois de uma atuação abaixo do esperado, sem convicção. O torneio mostrou que camisa não ganha medalha. Não adianta ter tradição e ter feito uma década de títulos, se não entrar com vontade do começo ao fim. E se o Brasil começou com as jogadas mais rápidas e bolas pelo meio-fundo, as outras seleções também já fazem isso muito bem. Que os ânimos dos brasileiros estejam renovados para Londres e que eles tenham mesmo acordado depois da Liga Mundial.

Bom, é hora de voltar ao trabalho. As Olimpíadas começam nesta semana e a rotina será puxada. Mas trabalhar para falar de vitórias é melhor, não é? Então, que as seleções me surpreendam e que venham bons resultados lá de Londres!

Notas relacionadas:

  1. Que Brasil vamos ver em Londres?
  2. Pinos para chegar à Olimpíada de Londres
  3. Corte, eliminação e muito trabalho pela frente
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sexta-feira, 6 de julho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:42

Corte, eliminação e muito trabalho pela frente

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*atualizado dia 7 de julho

Galera, disse que daria uma passada por aqui quando tivesse um tempinho durante as férias… Pena que é para comentar notícias nem tão boas assim como as da última semana.

Primeiro, a surpresa com o corte de Fabíola. Conversei com Zé Roberto durante o Pré-Olímpico e ele me disse que não tinha dúvidas de que Fabíola era a levantadora titular. Porém, agora, preferiu cortá-la e deixar Fernandinha e Dani Lins no elenco para as Olimpíadas.

Vi os comentários que vocês deixaram por aqui nesta semana e concordo com muita coisa. Fernandinha conquistou a vaga no Grand Prix. Ela já é experiente, se entrosou muito bem com o time e ainda ajudou no saque. Mas Fabíola vinha de uma sequência e de uma temporada melhor que a Dani Lins. Acho Dani uma boa levantadora e também bastante acostumada com as companheiras. Entretanto, ela já teve problemas em alguns jogos, principalmente quando pressionada. Por isso imaginava que Fabíola fosse seguir no time. Por conta das férias, não conversei com o técnico e nem acompanhei o desembarque da equipe. Não sei quais foram seus motivos, mas agora é torcer e esperar que a seleção mostre equilíbrio e supere as atuações de altos e baixos de quase todo o Grand Prix.

E no masculino, o Brasil já está fora da Liga Mundial. Você viram os jogos? Primeiro, contra Cuba, a equipe foi bastante apática e levou 3 sets a 0. Depois, começou com ânimo a mais contra Polônia, mas foi se perdendo aos poucos e caiu no tie-break.

Esperava algumas respostas com essa fase final. Foi bom ver Giba em quadra e puxando o time, Leandro Vissotto também de volta ou Rodrigão com boa atuação. Mas e os erros de recepção, como as falhas de Murilo no primeiro jogo? Ou apenas ter marcado seis pontos de bloqueio em 5 sets contra os poloneses? Ou ter errado tantos saques contra os cubanos?

E no time também tem a questão dos levantadores. Ricardinho voltou, mas não foi ainda aquele cara das Olimpíadas de Atenas. Bruno vive melhor fase e é o titular, mas não seria melhor ter deixado Marlon na equipe, que era uma formação que estava dando certo, como vocês disseram por aqui? Ou então, apostar em mudança, com William, que fez uma ótima Superliga? Por enquanto, a volta de Ricardinho, com todo o respeito à qualidade e ao que ele fez pela equipe nacional, não deu certo.

Outras respostas com esta Liga Mundial foram: alguns jogadores estão recuperados fisicamente, sim, mas faltou convicção para definir. Ainda falta o Brasil entrar com cara de Brasil, para definir logo. Ok, a Liga Mundial serviu como treino, preparação para Londres e para recuperar e dar ritmo para todos. Mas que os ânimos também estejam recuperados até as Olimpíadas. Quero ver o time jogando, como Bruno me disse uma vez, com sangue nos olhos e faca nos dentes. Essa empolgação tem que voltar. E vale também caprichar mais no saque, que o bloqueio agradece, e voltar a soltar o braço no ataque, para mostrar a tal convicção e acabar de vez com a apatia.

Bom, que as últimas semanas de treino sejam bem aproveitadas. Trabalho não vai faltar. E também que Zé Roberto acerte nos dois cortes que ainda tem que fazer. Gostaria de ver o Brasil com duas líberos em Londres, já que o passe é um problema… E no masculino, resta treinar para colocar o time nos eixos de novo.

Eu fico por aqui e volto no final de julho, um pouco antes das Olimpíadas. Como sempre, o espaço segue aberto para vocês! Se não conseguir passar por aqui de novo até a volta, boas férias de julho e bom trabalhos aos atletas. Até!

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  1. Irã dá trabalho ao Brasil na Copa dos Campeões
  2. Pouco tempo e trabalho duro na seleção
  3. Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente
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segunda-feira, 2 de julho de 2012 Seleção masculina, olimpíadas | 18:33

Uns dias de férias

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Galera, estou em férias e vou ficar um pouco mais distante do blog. Nas quadras, por enquanto, a seleção feminina segue com os treinos e tenta os últimos ajustes até a estreia nas Olimpíadas. As atenções se voltam agora para o time masculino, que joga as finais da Liga Mundial.

O primeiro jogo do time de Bernardinho será nesta quarta-feira, diante de Cuba. E os jogos dessa fase vão mostrar, como comentamos por aqui, qual a real situação da equipe. Murilo e Dante já estão recuperados? E Giba, já suporta um jogo todo de cinco sets depois de voltar após a cirurgia na canela? Leandro Vissotto, ainda tem chances de também voltar e ficar com uma das vagas de oposto para Londres? Ainda tem Ricardinho, que desde que voltou não foi mais uma vez aquele excelente levantador, cheio de jogadas aceleradas e precisas que foi campeão olímpico e mundial…

Essa fase final da Liga Mundial deve dar algumas respostas e eu tentarei acompanhar alguma coisa durante as férias. E nos jogos que não tiver por aqui, vocês me contam o que for acontecendo, combinado?

Abraços, boas férias a quem também estiver de folga em julho e vamos nos falando! Até mais!

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  1. Ah, como é bom tirar férias!
  2. Serginho e Vissotto entram para seleção ideal
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sábado, 30 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 13:41

Mais uma vitória no feminino e vaga nas finais no masculino

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O final de semana começou bem para as seleções. No Grand Prix, mais um 3 sets a 0 para o Brasil, agora diante da Tailândia. No masculino, Itália roubou dois sets da França e colocou o time de Bernardinho na fase final da Liga Mundial.

Fernandinha - Divulgação/FIVB

Fernandinha foi mais uma vez a levantadora titular do Brasil diante da Tailândia

Vamos falar primeiro das mulheres. A partida contra a Tailândia acabou em vitória em sets diretos, mas a seleção ainda teve problemas na recepção e sofreu com o saque rival. Mas, apesar de não repetido o excelente desempenho de apenas quarto erros em todo o confronto, como foi contra Cuba, a equipe nacional soube se virar e não alongar a partida. “Nos mantivemos concentradas durante todo o confronto”, resumiu Sheilla. E é isso que é importante agora, ver o time concentrado o tempo todo, atento ao jogo. É isso que pode fazer a diferença lá na frente, em Londres. Manter a atenção o tempo todo já é meio caminho andado…

Veja os detalhes de Brasil x Tailândia

Além disso, o bloqueio brasileiro teve mais uma boa atuação. Foram 15 pontos no fundamento contra 3 das tailandesas. Mais um ponto positivo, já que o time soube se adaptar rapidamente a tipos de jogos diferentes. As cubanas jogavam na força e as tailandesas, na velocidade. E nos dois jogos o bloqueio fez a sua parte.

Por enquanto, o saldo está sendo positivo na fase final do Grand Prix. Os altos e baixos que tanto falamos aqui parecem ter diminuído, pelo menos contra os rivais mais simples. O saque e o bloqueio volta aram funcionar. A recepção, pelo visto, é que segue como o grande problema do time.

Agora o Brasil terá a Turquia pela frente e mais um desafio de peso. As turcas estão nas Olimpíadas, estreiam contra a seleção, inclusive, e tem um bom time. Mas é bom encará-las agora, para ver de fato como o Brasil está e já conhecer melhor o rival olímpico.

Já a seleção masculina segue os treinos e, agora, já está na fase final da Liga Mundial. A França era a única que poderia tirar o Brasil, mas teria que vencer os três jogos do final de semana por 3 a 0 ou 3 a 1. Não conseguiu. Começou com uma vitória, mas apenas por 3 sets a 2 sobre a Itália e não alcança mais os 26 pontos do Brasil na tabela. Com isso, a equipe de Bernardinho avança como a melhor segunda colocada.

E a ideia é a mesma que vale para a seleção feminina. É bom jogar a fase final da Liga Mundial para ficar mais tempo em quadra e colocar mais o time à prova. E os homens ainda tem um ponto a mais: os lesionados. Murilo, Giba, Leandro Vissotto, Dante… Os jogadores já voltaram e a atuaram na primeira fase, mas não ainda nos 100%. Será bom colocá-los para uma vez ação para ver a reação situação deles e definir quem vai ou não para as Olimpíadas.

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segunda-feira, 25 de junho de 2012 Seleção masculina | 18:09

Só a França tira o Brasil das finais da Liga Mundial

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França-FIVB

França pode ultrapassar o Brasil, mas tem que vencer EUA, Itália e Coreia por 3 a 0 ou 3 a 1

O final de semana foi de folga para a seleção masculina de vôlei, mas os outros grupos da Liga Mundial entraram em quadra a situação acabou favorável para o time de Bernardinho. Agora, só a França ainda pode alcançar os 26 pontos da equipe nacional e “roubar” o lugar do Brasil na fase final do torneio como o melhor segundo colocado.

Os franceses estão no grupo C e fecharam a rodada com vitórias sobre Coréia do Sul e Itália (3 sets a 1 e 3 sets a 0, respectivamente) e derrota para os Estados Unidos (3 sets a 0). Agora a equipe tem 17 pontos e, para ameaçar o Brasil, tem que melhorar seu desempenho e vencer os três jogos contra os mesmos rivais e somar três pontos em todos os jogos, ou seja, nem pode pensar em tie-break. Não é uma tarefa tão simples assim, como comentou nesta segunda-feira João Paulo Bravo.

Leia também: João Paulo Bravo comemora rodada boa para o Brasil

Dos outros grupos, quem chegou mais perto foi a Bulgária, que soma 16 pontos até agora. Mas, como será a sede da fase final, já tem vaga garantida. Sérvia, segunda colocada na chave A, perdeu para Cuba e Rússia, ficou com 15 pontos e também não alcança mais o Brasil.

Agora é voltar aos treinos nesta terça-feira, seguir na torcida e ver como será o caminho até as Olimpíadas de Londres. Melhor que seja nas finais da Liga Mundial. Como disse sobre a seleção feminina, acho que vale a pena colocar o time em quadra, fazer passar por pressão e buscar um resultado. Quem está na seleção tem talento, ou não teria sido convocado, mas esse time ainda precisa mostrar que chega forte para os Jogos Olímpicos. Ainda precisa de ajustes no ataque, que não foi decisivo e nem confiante nesta primeira fase. Precisa ter mais regularidade nos saque, que entrou muito bem em alguns momentos, mas nem sempre foi assim. Enfim, precisa mostrar mais cara de Brasil.

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domingo, 17 de junho de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:48

Duas vitórias e duas derrotas e trabalho pela frente

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O final de semana do vôlei teve vitórias para homens e mulheres no sábado, e derrota para homens e mulheres no domingo. Quem acabou levando a pior foi o time de Bernardinho, que com o tropeço por 3 a 1 diante da Polônia ficou em segundo lugar do grupo e terá que esperar mais duas rodadas para saber se avança ou não às finais da Liga Mundial. Uma situação nenhum pouco confortável.

Veja como foi a vitória da Polônia sobre o Brasil set a set

Brasil x Polônia - FIVB

Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 1 neste domingo

A Liga Mundial é um treino para as Olimpíadas, mas como já disse aqui, de que adianta esse treino se o time não chegar às finais, para encarar mais rivais de peso e realmente ser testado? E como fazer um planejamento de treinos sem saber se segue aqui no Brasil ou se viaja para a Bulgária, como já havia comentado Bernardinho?

A derrota deste domingo começou quando a seleção perdeu um contra-ataque no finalzinho do primeiro set. Ali o time se desconcentrou. Depois, conseguiu impor finalmente o ritmo na terceira parcial, mas no quarto set, Murilo errou um saque que poderia mudar a partida.

Valeu ter visto Leandro Vissotto recuperado e jogando hoje ou o Giba buscando o melhor ritmo, mas, no geral, faltou muito ao Brasil nesta primeira fase da Liga Mundial. Foram partidas sem poder de ataque, sem definição na virada de bola. Na hora do sufoco, Bernardinho apostou em Bruninho e Ricardinho, apesar de ter ido bem ao lado de Wallace (e o oposto foi destaque em vários momentos), demorou demais para se entrosar com os centrais e não correspondeu. Rodrigão surpreendeu contra a Finlândia, mas não se firmou no time titular. Já Thiago Alves voltou muito bem da temporada do Japão e forma boa dupla no momento de ponteiros com Murilo, já que Dante segue lesionado. E o Brasil ainda teve partidas muito bem no saque, mas caiu depois. Posso estar sendo pessimista, mas chegando ou não à fase final, trabalho não faltará em Saquarema.

E as mulheres vivem com altos e baixos, assim como foi no primeiro final de semana de Grand Prix. Contra a Alemanha, deu tempo de se recuperar em 3 a 1. Mas como explicar a atuação diante da Itália, por exemplo? O time de Zé Roberto conseguiu uma linda virada, saindo de 24 a 20 e vencendo o set. Depois, levou um 25 a 14 e devolveu com passeio em 25 a 15. Era para embalar e acabar logo, não? Não. A Itália quem venceu o quarto set e o Brasil teve que decidir o tie-break.

Agora há pouco, contra os Estados Unidos, a seleção começou com volume de jogo e aproveitando os contra-ataques. Venceu o primeiro set e, depois, parou e as norte-americanas venceram por 3 sets a 1.

Veja set a a set a vitória dos EUA sobre o Brasil no Grand Prix

Jaqueline - Vipcomm

EUA cresce e vence Brasil de virada no Grand Prix

Para as mulheres, foi apenas uma derrota que ainda não ameaça a classificação. E Zé Roberto deve seguir com os testes, que já deram alguns resultados positivos. Fernandinha ainda me parece mais consistente para ser a segunda levantadora. Mari conseguiu pontuar mais. Contra a Itália, entrou no final do set da virada e ajudou no ataque e no bloqueio. Neste domingo também mostrou convicção na maioria dos ataques. O problema é que ela vai competir por posição com Sheilla, que tem mais recursos e experiência recente como oposta.

Mais uma vez, parece que falta mais cabeça no lugar à seleção feminina. Perdi as contas de quantas vezes escutei Zé Roberto falando nos tempos: “calma, vamos voltar, vamos buscar de novo”. Falta uma regularidade. Falta manter o padrão. A etapa da China está aí para isso.

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  1. Primeira
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