Quando vamos usar a tecnologia no vôlei?
Os jogadores da seleção masculina já estão de folga pós o vice na Liga Mundial (relembre como foi a partida), mas uma coisa ainda ficou na garganta na volta dos atletas para casa, no começo dessa semana: o erro do árbitro no tie-break na final.
Logo no começo da parcial, o Brasil estava na frente e o juiz de uma bola fora que foi claramente dentro. Se a marcação fosse correta, o time abriria 3 a 1. Com o erro, o placar ficou 2 a 2. Ok, foi apenas no começo do set e isso pode nem ter mudado tanto o resultado porque eu acho que o Brasil não se abalou com esse erro e perdeu porque a Rússia foi superior. Mas por que não usar a tecnologia no esporte para acabar com isso de uma vez por todas?
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A Polônia deu uma aula de transmissão com a geração das finais da Liga Mundial. As imagens em câmera lenta, além de muito bonitas, não deixavam dúvidas em nenhum ponto. A bola poderia ter apenas revalado no bloqueio ou caído a centímetros da linha, sempre tinha uma imagem para mostrar o que de fato havia acontecido. Como na bola do Brasil no tie-break, que foi dentro.
Se já é possível ter toda essa tecnologia para a transmissão, já passou da hora de usá-la a favor do esporte, como me disse um colega da redação. Por que não seguir o exemplo do tênis e adotar os desafios? O jogo não passaria a ser apitado pela tecnologia. O árbitro continuaria ali e cada equipe teriam direito a pedir um determinado número de desafios por set. Aí, a jogada seria revista e a decisão do ponto seria a mais acertada.
Não acho que isso poderia atrasar o jogo ou coisa assim. Prejudicaria se fosse em todo e qualquer ponto com alguma margem de dúvida. Por isso o limite por set.
Quem sabe, pode ser o futuro do esporte! Pelo menos o Brasil teria menos do que reclamar nos tie-breakes. A seleção feminina foi vítima de um erro do juiz no quinto set diante da Rússia na final do Campeonato Mundial, lembram? Foi uma bola batida por Sheilla que caiu dentro e foi marcada como fora. Agora, mais um erro diante dos russos em uma final. Que sina!
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Autor: Aretha Martins Tags: arbitragem, Liga Mundial, Polônia, Rússia, tecnologia









