23/11/2009 - 10:26
A seleção brasileira masculina já havia vencido a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2009. Faltava a Copa dos Campeões para fechar um ano perfeito. Pronto, problema resolvido! O Brasil passou pelo Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22) com potência no saque e grande volume no ataque e levou o último título do ano.
Os japoneses chegaram à Copa dos Campeões por méritos. Ganharam a vaga como campeões asiáticos e não poder ser o país-sede. Em quadra, eles mostraram uma garra imensa. Voltaram ao pódio do torneio depois de 32 anos! Shimizu foi um gigante em todos os fundamentos e um dos nomes do campeonato. O Japão venceu a Polônia logo na estreia e seguiu invicto até parar no saque do cubano Simon. Nesta manhã, parou no saque brasileiro.
O Brasil venceu todos seus jogos. Passou por Cuba na estreia por 3 sets a 2, depois pelo Irã com alguma falta de concentração, arrasou a Polônia e errou muito contra o Egito. Mas na final os brasileiros “mostraram quem era o chefe”, como definiu o site da Federação Internacional de vôlei na nota após a partida. Logo no primeiro set já abriu 8 a 1 e deu o tom do jogo: saque muito forçados e ataques de todos os jogadores. E com um bom serviço, como já sabemos, fica muito mais simples bloquear. Foram seis pontos nesse fundamento (12 no total no jogo) e a vitória por 25 a 12 no primeiro set.
Na parcial seguinte, Shimizu, que havia atacado apenas quatro bolas até então, voltou para o jogo a acendeu a torcida. O Brasil ficou na frente até o 24 a 20 e aí sentiu do seu veneno: levou três aces de Ishijima. Depois, voltou a virar bem a bola e fechou em 26 a 24. Para encerrar, um pouco de equilíbrio e mais uma uma sequência de saques, bloqueios e ataques, 25 a 22 no placar e a taça de campeão. Cuba ficou em segundo e Japão, em terceiro.

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP
A seleção venceu no volume de jogo. Todo mundo atacou bem e achou espaço na quadra japonesa. Para ajudar, o bloqueio segurou as jogadas potentes dos asiáticos. E a Copa dos Campeões foi um bom torneio para encerrar o ano. Mostrou que o time está evoluindo com a nova formação. Bruninho está muito mais entrosado com todos, principalmente com Giba e Murilo, com quem estava sem o tempo perfeito na Liga Mundial. Prova disso foi o prêmio de melhor levantador para o brasileiro. O saque também está funcionando e facilitando o bloqueio.
Claro que ainda tem erros. Ás vezes falta a concentração, como no set perdido para o Irã. Ou o passe sai quebrado, como contra o Egito. Mas é um time em construção para o novo ciclo olímpico com grandes armas como Leandro Vissotto e seus 2,12m ou a maturidade de Murilo, excelente bloqueador mesmo com 1,90. E a vontade de Lucão no meio? Ainda tem Giba, e a garra de jogar, Serginho, melhor líbero da Copa dos Campeões, e a calma de Rodrigão. É uma equipe ainda em desenvolvimento, mas com futuro!
E você? O que achou da Copa dos Campeões? Aprovou o desempenho do Brasil? O que espera para a próxima temporada? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Copa dos Campeões, Giba, Leandro Vissotto, Lucão, Murilo, seleção masculina, vôlei
21/11/2009 - 03:09
A seleção brasileira masculina se encontrou em quadra! Depois da emoção e do desgaste do tie-break contra Cuba na estreia e da falta de concentração contra o Irã, o Brasil fez seu melhor jogo na Copa dos Campeões, cresceu para cima da Polônia e venceu por 3 sets a 0 (25/17, 25/17 e 25/18).
Os poloneses entraram em quadra apáticos pelas derrotas para Japão e Cuba e com Kurek, seu melhor jogador, no banco. Com isso, o Brasil e fez dois sets muito parecidos. Abriu 5 a 1 no placar com a passagem de Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Depois, manteve o domínio com pressão no bloqueio, ótimos saque e bom aproveitamento no contra-ataque. A seleção fechou as duas parciais em 25 a 17.
Já o começo do terceiro set foi o único momento de instabilidade dos brasileiros. Kurek, que havia entrado na segunda parcial, acertou o tempo de bloqueio em Vissotto e marcou os primeiros pontos dos europeus no fundamento. Depois do jogo, Bruninho reconheceu que perdeu a concentração e errou nas armações de jogadas. Mas, diferente da partida contra o Irã, o Brasil logo se recuperou, voltou a dominar com bloqueios e saques e liquidou o jogo em 3 a o.
Como disse Bruninho ao canal Sportv, a seleção foi brilhante. Mesmo diante da abalada Polônia, manteve o seu nível de jogo. O saque foi uma arma mortal! Foram 3 aces, todos no primeiro set, e muitos outros serviços que quebraram o passe polonês. Resultado disso foram os 10 pontos no bloqueio e também muitos outros que amorteceram a bola. E, apesar do vacilo na terceira parcial, Bruninho distribuiu bem as bolas. Assim como no jogo contra Cuba, vários brasileiros passaram da casa dos 10 pontos (Murilo, com 13; Vissotto, com 12, e Giba, com 10). O levantador está cada vez mais afinado com todos os atacantes. Para arrebatar, o time todo soube se fechar no contra-ataque e teve paciência para definir as jogadas. Tudo começa com um bom saque….
Parece que a viagem para Nagoya fez bem para o Brasil. Bernardinho dizia, após vencer o Irã, que a equipe tinha que recuperar as energias. Pelo visto, recuperou! Agora a seleção enfrenta o Egito e encerra a Copa dos Campeões contra o Japão. O Brasil segue invicto e favorito a mais esse título.
Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv
E você? O que achou do jogo contra a Polônia? Será que a seleção masculina volta para casa campeã? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Copa dos Campeões, Giba, Kurek, Leandro Vissotto, Murilo, seleção masculina, vôlei
09/11/2009 - 10:56
De 1989 a 1992, times italianos venceram o Mundial de Clubes de vôlei. 17 anos depois, o Trentino, outro italiano, volta ao primeiro lugar do pódio. Em 1992, o vôlei era jogado mais nas bolas altas nas pontas do que na velocidade no meio. 17 anos depois, com o “Golden Formula”, regra do primeiro ataque apenas atrás da linha dos três, o esporte voltou às jogadas mais lentas. E nesse retrocesso, venceu o time com os melhores atacantes nas extremidades da rede.
O Trentino bateu o polonês Belchatow na tarde de domingo na final do Mundial por 3 sets a 0 (veja como foi a partida). Depois de um primeiro set equilibrado, os italianos cresceram na partida com a variação de jogadas de primeira bola, ou pelo menos que era possível ser feito. Enquanto do lado do Belchatow só Kurek recebia bola, o Trentino contava com o brasileiro Leandro Vissotto, o búlgaro Matey Kaziyski e o cubano Osmany Juantorena.
O levantador Raphael, mais um brasileiro no time italiano, podia escolher quem iria usar já que todos estavam muito bem na partida. Ao final, Vissotto marcou 21 pontos, Kaziyski, 16, e Juantonera, 10. Já Kurek teve que carregar sua equipe, literalmente. Só ele marcou 23 pontos, mais do que todos os outros polonesês somados. Apesar de todo o talento desse jogador, não tem como vencer assim. Ainda mais com um adversário desse nível.
Para coroar o desempenho do Trentino, Kaziyski foi o melhor jogador e o melhor atacante do torneio; Juantorena, o melhor saque e Raphael, o melhor levantador. Kurek foi o maior pontuador, o que não poderia ser diferente. Vissotto, pela regularidade na partida final, merecia também um prêmio, talvez o de melhor ataque.

Trentino, campeão mundial de clubes - Divulgação/FIVB
Outra regra nova na Copa dos Campeões
O Trentino soube se aproveitar da “Golden Formula”, usou bem as bolas altas e faturou o título. Mas isso acabou! Pelo menos até a FIVB resolver fazer outro teste… E pelo que foi comentado ao longo do Mundial de Clubes, todos queriam se livrar dessa regra. Nada mais de ver um central (Salas, do time italiano) sacando do chão em plena final porque quebrar o passe não era mais fundamental, já que a bola seria levantada do fundo! Agora, campeonato novo e mais uma mudança, só que, dessa vez, acredito que para melhor. A Copa dos Campeões começa nesta madrugada e os técnicos poderão contar com 14 jogadores em quadra, ou seja, com duas líberos.
A equipe só pode trocar de líbero uma vez a cada partida. Com a titular em quadra, a líbero reserva pode entrar para atuar em outra posição, como uma jogadora qualquer. E essa mudança já agrada. Segundo Zé Roberto, agora não será mais necessário improvisar alguém para a defesa caso a líbero tenha que sair.
A seleção brasileira feminina estreia na Copa dos Campeões com Fabi e Camila Brait às 4h da madrugada, contra a República Dominicana (com transmissão ao vivo do canal Sportv), e busca o bi no torneio. Que essa regra das líberos faça mais sucesso que a “Golden Formula”. Já estava com saudade das jogadas rápidas pelo meio-de-rede, das fintas para o meio-fundo…
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção feminina
Tags: Copa dos Campeões, Kaziyski, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, seleção feminina, Trentino, vôlei
06/11/2009 - 10:40
Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.
Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).
Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.
Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.
Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha
E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Ball, Belchatow, Cimed, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Payakan, Stanley, Trentino, vôlei, Zenit Kazan
03/11/2009 - 19:14
O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte” com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.
O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.
Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino, atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.
Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.
Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.
Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.
Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Bruninho, Cimed, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Trentino, vôlei
27/10/2009 - 20:41
O Japão será o país-sede da Copa dos Campeões e parece que a mídia local já escolheu o seu time favorito: o Brasil. Depois de visitar a seleção feminina por aqui, no centro de treinamento de Saquarema (veja o vídeo no post anterior), uma emissora de televisão nipônica invadiu o treino do Trentino, na Itália, nesta quinta para conversar com o nosso gigante.

Leandro Vissotto na TV japonesa
Leandro Vissotto, destaque do Campeonato Italiano nas últimas temporadas, passou a chamar mais a atenção depois do título na Liga Mundial deste ano. O jogador de 2,12m foi convocado por Bernardinho pela primeira vez para uma grande competição da seleção principal, jogou como titular e deu conta do recado. Agora, os japoneses parecem querer aproveitar a fama do jogador e conhecer os seus segredos. O canal de TV está fazendo um especial para a Copa dos Campeões e Vissotto é um dos principais personagens.
Mas o oposto ainda não vai se apresentar à seleção brasileira. Antes, ele disputa o Mundial de Clubes, em Doha, no começo de novembro, ao lado dos brasileiros da Cimed. Depois, os convocados vão direto se encontrar com o time de Bernardinho no Japão. O Brasil busca o tricampeonato e estreia no torneio no dia 18 de novembro, contra Cuba. Em seguida, enfrenta Irã (19/11), Polônia (21/11), Egito (22/11) e Japão (23/11).
E para você, leitor, Leandro Vissotto pode ser o destaque do Brasil na Copa dos Campeões? Quem vai brilhar com a seleção? O Brasil fatura mais esse título? Dê a sua opinião!
*crédito da foto: site oficial do Trentino
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Bernardinho, Copa dos Campeões, Leandro Vissotto, seleção masculina, vôlei
14/10/2009 - 08:07
Quem assistiu aos jogos do Brasil da Liga Mundial ou acompanha o Campeonato Italiano já se acostumou com Leandro Vissotto. Ele é o gigante do time de Bernardinho, já foi personagem aqui do blog antes e depois do ouro com a seleção, e agora mostra, com exclusividade ao Mundo do Vôlei, como foram as suas férias.
Em setembro, o atacante aproveitou a folga para conhecer a França ao lado de Natália, sua mulher. Foi a merecida lua-de-mel do casal. “Eu e a Natália casamos duas vezes. Primeiro, casei em Trento e no outro dia estava treinando. Depois, casei em Belo Horizonte e no dia seguinte estava em Saquarema, com a seleção”, explicou Vissotto, que se casou no civil em janeiro na Itália e no religioso em Belo Horizonte, no começo de agosto. “Essa viagem foi um momento de curtir o nosso casamento”, completou o jogador.
O casal passou cinco dias na lua-de-mel e visitou lugares como Mônaco, Nice, Cannes, além dos museus europeus. E ainda elegeu o ponto preferido da viagem. “Saint-Tropez, com certeza, foi o lugar que mais gostamos”, disse Leandro.
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Pose na Catedral de Notre Dame, em Paris
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Leando Vissotto também visitou o Museu do Louvre
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E até uma moto quase sumiu ao lado de seus 2,12m em Saint-Tropez
Mas agora, chega de folga! Leandro Vissotto já está na disputa do Campeonato Italiano e se preparando para o Mundial de Clubes e para a Copa dos Campeões, ambos em novembro. Ele segue mais uma temporada na Itália, com a camisa do Trentino, atual campeão europeu. O time está na terceira colocação no Italiano e joga pela liderança do torneio nesta quarta, contra o Macerata, do levantador Ricardinho.
E você, está acompanhando o Campeonato Italiano? Já tem algum time ou jogador favorito? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, seleção masculina
Tags: Campeonato Italiano, férias, França, Leandro Vissotto, seleção masculina, Trentino, vôlei
17/08/2009 - 11:52
A seleção brasileira masculina estreou no Sul-Americano como todo mundo já esperava: uma vitória simples contra o Peru por 3 sets a 0 em apenas 48 minutos (veja como foi o jogo). Apesar dos mais de 2 mil metros de altitude da Colômbia, o Brasil não teve problemas e apenas se desencontrou no saque, mas nada que complicasse a partida.
Como alguns leitores já comentaram por aqui, vamos ser sinceros, o Sul-Americano perdeu a graça. Se fosse nos tempos áureos de Milinkovic e Weber na Argentina, os duelos seriam mais interessantes. Agora, só os argentinos, mesmo em outra fase, e os venezuelanos, que também não são aqueles de Harry e companhia do Pan de Santo Domingo, vão fazer frente ao time brasileiro. Os outros adversários são muito frágeis. O que vale mesmo nesse campeonato é a vaga para a Copa dos Campeões para o dono da primeira colocação. Arrisco dizer que o Brasil já tenha um pé na decisão.
A seleção só não pode contar com Bruninho, que fraturou o pulso direito durante os treinos do final de semana. Por um lado, vai fazer falta porque apenas na parte final da Liga Mundial ele estava realmente bem entrosado com atacantes como Murilo e Leandro Vissotto. E ainda não fez uma partida perfeita com Giba. Poderia usar o Sul-Americano para treinar mais com todos eles. Por outro lado, Marlom e Raphael terão a chance de conhecer mais os companheiros e se preparar melhor para as entradas durante os jogos com Bruninho como titular. Será uma boa experiência.
E fica aqui o meu pedido. Alguém conhece algum canal ou site que transmita os jogos do Brasil? Se souber, deixe o link nos comentários! Eu ainda não encontrei e, pelo visto, nada será transmitido na TV a cabo ou aberta…
Próximos jogos do Brasil no Sul-Americano (horário de Brasília)
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Bruninho, Giba, Leandro Vissotto, Marlom, Murilo, Sul-Americano, vôlei
13/08/2009 - 13:21
A seleção masculina estreia no Sul-Americano neste final de semana, no domingo contra o Peru, e terá quase o mesmo time que faturou o título da Liga Mundial. A expectativa era a inclusão de Dante e André Nascimento no grupo, já que eles já estavam treinando com o time. Mas eles foram cortados na quarta-feira (leia mais).
Mesmo sabendo do grande potencial dos dois jogadores, concordo com o corte de Bernardinho. O Brasil está se renovando e nada melhor que mais uma competição juntos para dar ainda mais ritmo e entrosamento aos atletas. Só na etapa final da Liga que Bruninho estava com o tempo ideal com Murilo e Leandro Vissotto, exemplo de jogadores que poderiam perder espaço com as voltas de Dante e André. Eles terão seus lugares no time e são importantes para dar experiência, mas acho que ainda não é a hora…
Rodrigão é outro desfalque, mas por necessidade. Ele está se recuperando da lesão no ombro que sofreu na Sérvia na Liga Mundial (leia mais sobre a lesão de Rodrigçao) e ficará mais de um mês sem jogar. Sem ele o time também perde na experiência, mas não tem tantos problemas na qualidade de jogo, já que Sidão entrou muito bem em seu lugar.
E a novidade para o Sul-americano é João Paulo Bravo. Assim como Leandro Vissotto, ele fez carreira na Itália e já merecia uma vaga na seleção. Estava no grupo da Liga Mundial, mas se machucou e nem viajou com o time. Base para o Piacenza, atual campeão italiano, ele promete ser mais uma boa novidade dessa renovada equipe.
Agora é com vocês. O que esperar do Sul-americano? Além do Peru, na estreia, Brasil enfrenta Uruguai, Colômbia, Chile, Venezuela e Argentina na luta por mais um título. Desse, só Venezuela e Argentina devem dar trabalho. Vem mais uma taça por aí? Deixe a sua opinião!
Jogos do Brasil no Sul-americano (horário de Brasília)
Brasil x Peru – dia 16/08 – 19h
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h
O campeonato é de pontos corridos, ou seja, fica com a taça quem vencer mais. Todos os times jogam contra todos.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: André Nascimento, Bernardinho, Bruninho, Dante, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Murilo, Rodrigão, seleção masculina, Sul-Americano, vôlei
03/08/2009 - 17:52
Antes da Liga Mundial, eu bati um papo com um cara que era muito conhecido na Europa, mas pouco lembrado pelos brasileiros (veja a reportagem). Ele havia sido vice-campeão italiano e campeão europeu e estava pela primeira vez na lista da seleção principal de Bernardinho.
Agora, pouco mais de uma semana após o título da Liga Mundial, aquele cara já é conhecido de todos, voltou da Sérvia com a medalha de ouro na bagagem e com a vaga no time titular. Já sabem quem ele é? Ele é um pequenino de apenas 2, 12m!
Conversei mais uma vez com Leandro Vissotto, um dos nomes da renovada seleção masculina e que já virou o gigante do time nacional. Ou o Leandrão, como foi chamado durante a transmissão da Liga Mundial. A reportagem com eles vocês podem ver no iG (clique aqui para ler), mas guardei para o Mundo do Vôlei um pouco dos bastidores da nossa conversa. Espero que gostem!

Como achar o nosso gigante
Mais uma vez quem ajudou foi o Ciro, pai do Leandro. Mas agora, foi um pouco mais complicado falar com o oposto do que na matéria antes da Liga Mundial. Na primeira tentativa, ele ainda estava descansando depois de viajar a madrugada toda de volta da Sérvia. No dia seguinte, consegui falar com Leandro Vissotto, mas atrapalhei uma entrevista que ele estava dando para um jornal de Belo Horizonte. Foram mais três ligações no mesmo dia até que ele estivesse livre para a nossa entrevista, afinal, estava atrás de um novo campeão mundial! Apesar da insistência e dos desencontros, o jogador foi muito simpático e conversamos por aproximadamente meia-hora.
Final da Liga Mundial
Como já era esperado, antes mesmo de acabar a primeira pergunta, Leandrão já começou a falar da felicidade de ter conquistado o título da Liga Mundial. “Não poderia ter sido melhor. Foi um sonho realizado”, disse. E quando perguntei qual o melhor momento ou aquele que deu um certo “frio na barriga” na competição, ele não teve dúvida. “Ah, foi a final. Foi a partida mais difícil da minha vida, principalmente no quarto set”, contou.
Mas o que alguns poderiam não saber é que Leandro deu uma ajudinha a mais na partida decisiva contra a Sérvia. “Eu já conhecia os caras que estavam do outro lado. Com isso, fiquei mais tranqüilo. Não assustou tanto. Conheço o Nikola (Grbic, levantador sérvio). Eu sabia taticamente como seria o jogo dele. Conversei com o time e passei as informações para ele”, falou. Leandro e Grbic são parceiros do Trentino, na Itália.
Mesmo com toda essa segurança, ele ainda parece engasgado com erros da arbitragem no jogo, como a bola desviada na cabeça de Miljkovic e dada como fora pelo juiz. “Aquilo foi claramente roubado. Foi uma injustiça, mas nos deu mais força ainda para continuar. Eu tinha uma certeza dentro de mim de que a gente iria acabar vencendo”, afirmou.
Um famoso muito tranquilo
Quem assistiu aos jogos da Liga Mundial e já acompanhava o Campeonato Italiano pode ver o Leandro Vissotto como um jogador tranquilo em quadra. Ele faz o seu jogo e não vibra muito, não grita muito. “Sim, eu me considero muito tranqüilo. Eu tenho um estilo muito centrado e a minha cabeça funciona bem assim. Não adianta sair gritando e não fazer o ponto. O importante é raciocinar independente do estilo que se tenha”, contou o jogador.
E é com essa mesma tranqüilidade que ele lida com a nova fama. Já na fase final, era possível ver que Leandro era alvo dos jornalistas na quadra. “O gostinho da fama não me atrai muito não, mas sei que faz parte da nossa profissão, já que estamos sempre em foco. Mas eu não ligo não. Quero mais é treinar e jogar”, garantiu.
Federer do vôlei
Leandro ainda comentou o clima de amizade entre os jogadores da seleção masculina. Tanto que já ganhou até um apelido: Federer. “Ah, isso é coisa deles! Começou com o Lucão. Eles começaram a falar e ficam me zoando. Mas eu não me acho parecido com ele não, são os caras que acham e ficam brincando!”, revelou.
Mas por que oposto?
Desde a nossa primeira matéria, eu havia ficado com essa duvida. Normalmente os jogadores mais altos atuam no meio-de-rede e Leandro Vissotto, mesmo com seus 2, 12m optou pela posição de oposto. Por quê? “Foi no Flamengo, meu primeiro clube. Queriam que fosse jogador de meio, mas eu não gostava. Eu admirava muito os jogadores de ponta. Treinei e convenci o técnico a me mudar de posição”, contou Vissotto.
Leandro convenceu o técnico do Flamengo e Bernardinho, pelo jeito! Mas vamos ver como vai ficar a seleção agora, para o Sul-Americano. O time já está treinando em Saquarema e André Nascimento, oposto titular até a Olimpíada de Pequim, está de volta à equipe. E agora? Quem será que vai começar jogando?
E você? O que achou do desempenho de Leandro Vissotto na seleção brasileira? Aposta em quem como titular? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Leandro Vissotto, Liga Mundial, seleção brasileira, vôlei
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