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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Campeonato Italiano, Superliga | 18:48

Por que Leandro Vissotto se dá tão bem no vôlei italiano?

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Leandro Vissotto - Divulgação

Leandro Vissotto é um dos jogadores de segurança do Cuneo

O oposto Leandro Vissotto chegou à seleção brasileira depois de títulos e várias partidas como destaque nos anos que ficou no Trentino. Na temporada passada, defendeu o Vôlei Futuro com altos e baixos e também caiu no time de Bernardinho em 2011. Na janela de mercado, voltou para a Itália e é mais uma vez o destaque, só que agora no Cuneo. Na quarta-feira, ajudou o time na classificação antecipada na Liga dos Campeões, por exemplo. Porque Leandro Vissotto vai tão bem no vôlei italiano e nem sempre tem o mesmo rendimento por aqui?

A explicação vem em um bate-papo exclusivo com o oposto de 2,12m. “A diferença entre o Campeonato Italiano e a Superliga é basicamente a bola e, com isso, muda todo o sistema de jogo. A penalty (usada no Brasil) é uma bola muito leve e de difícil controle , por isso, os sacadores a não forçam tanto. Assim, acaba ficando mais fácil passar, o que ajuda o levantador a distribuir bolas com velocidade e pelo centro. Na Itália é exatamente o contrário”, fala Vissotto.

“Aqui o saque é muito forçado porque a bola é mais pesada e mais fácil de ser controlada. Como serviço forçado e sem o passe na não, o levantador tem que se apoiar nos atacantes de bola alta. É por isso que sou muito efetivo e um jogador de decisão no Italiano”, completa o oposto. Os resultados comprovam a boa fase do brasileiro na Itália. Ele foi eleito o melhor jogador de dezembro no campeonato nacional.

Ter 2,12m e estar acostumados e esse tipo de jogo ajuda, e muito, Vissotto na Itália e nos torneios pelo Cuneo. Mas o que falta para se dar bem também por aqui e na seleção, como fez na reta final dos torneios de 2010? Quem sabe se antecipar um pouco ao ataque para chegar às bolas mais aceleradas?

A bola pode deixar o voleibol italiano mais “quadrado” e um pouco mais lento, mas os gigantes que atacam nas pontas também pode se dar bem no Brasil. Renan, de 2,17m e destaque do BMG/São Bernardo tem ido bem e foi o principal atacante do time na vitória sobre o RJX na noite de quarta-feira. Vissotto também te jogo para isso, basta se readaptar ao vôlei nacional para se dar bem também na seleção…

Mudança na tabela da Superliga
E falando no vôlei por aqui, a Superliga masculina tem um novo líder. O Sesi venceu o Montes Claros e, com o tropeço do Vôlei Futuro diante do Vivo/Minas, assumiu a ponta da tabela (leia mais sobre a partida). Agora sim os times não ganhando a sua cara e podemos ter ideia do que acontecerá na competição. O RJX ter perdido não é alarmante, por exemplo, porque jogou sem Dante e Lipe. Mas agora os times já estão entrosados e mais bem treinados. A tendência é que o torneio fique ainda melhor.

Notas relacionadas:

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 18 de setembro de 2011 Seleção masculina | 09:49

Os 12 do Brasil para o Sul-Americano

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Bernardinho divulgou no final da tarde de sábado os 12 jogadores que vai levar para o Sul-Americano. Ficaram de fora Giba, Gustavo, Leandro Vissotto e Mário Jr, porém, os dois primeiros viajam e seguem treinando com o time (leia mais). Os cortes foram surpreendentes?

Giba ainda se recupera de lesão e já era esperado que fosse poupado. No meio, Gustavo é o mais velho da posição e também teve lesão na temporada e Bernardinho também pode estar querendo poupá-lo para a Copa do Mundo. Já na saída, achei justa a decisão. Vissotto tem altura e potencia, mas não vem em uma boa fase na seleção, enquanto Wallace é um ótimo jogador e ainda conhece muito bem a Argentina, único rival de peso do Brasil no Sul-Americano. Para fechar, Serginho é melhor líbero que Mário Jr e isso diz tudo.

No final, vão para o Sul-Americano os levantadores Bruno e Marlon, os opostos Theo e Wallace, os centrais Rodrigão, Sidão e Lucas, os ponteiros Murilo, Dante, Thiago Alves e João Paulo Bravo e o líbero Serginho.

O que vocês acharam? Segunda-feira começam os jogos…

Notas relacionadas:

  1. Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano
  2. Veteranos na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Brasil ganha ajuda de tabela favorável no Sul-Americano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 25 de julho de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:30

Longe dos times, a solução é pedir uma equipe “emprestada”

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Leandro Vissotto/CBV

Enquanto não se apresenta ao Cuneo e à seleção, Vissotto treinará com o RJX

Para a seleção brasileira masculina e na Europa, é período de férias. Para os jogadores, é o momento de voltar aos seus times, conhecer os novos companheiros e começar os trabalhos para a temporada. E se o seu time é um desses europeus e você não quer ficar parado? Simples, peça um time “emprestado”.

O RJX, nova equipe carioca e tema do último post, é esse tal “time emprestado”. Leandro Vissotto e João Paulo Bravo, que só chegam ao italiano Cuneo e ao turco Arkas Spor no final de setembro, vão treinar com os novos cariocas até se reapresentarem à seleção, em agosto. Eles jogam o Sul-Americano e, depois, seguem para o exterior.

A prática pode ser positiva, já que eles não ficam parados e ainda seguem bem entrosados com os companheiros da equipe nacional (Marlon, Dante, Théo e Lucão, do RJX). E em uma equipe gabaritada não se corre o risco de uma lesão ou algum problema de um treino mais individualizado, digamos assim. No feminino, Mara e Ju Perdigão, novatas do Unilever, jogam o juvenil carioca com o Fluminense também para manter a forma. Boa ideia desses jogadores!

E quando há excesso de competição?

Sheilla e Dani Lins/CBV

Sheilla e Dani Lins - desfalque do Unilever e do novato Sesi por conta da seleção

Se neste começo de temporada os jogadores estão com folga e tempo, o segundo semestre não deve ser assim. As competições com as seleções brasileiras recomeçam em agosto e vão até novembro, passando por torneios como Sul-Americano, Pan e Copa do Mundo.

Nesses casos, como ficam os clubes, sem suas principais estrelas? A Unilever por exemplo, no começo do mês, decidiu não jogar o Sul-Americano de clubes (que vale vaga para o Mundial) e também depois o Mundial, porque terá Sheilla, Mari, Natália e companhia na seleção e não terá a sua força máxima (leia a nota oficial publicada pelo time carioca). Por conta de calendário, a CBV não vai liberar as jogadoras.

Alguns já comentaram sobre isso por aqui e concordo com eles em alguns pontos. É o time quem paga os salários e não pode contar com os jogadores, ou seja, sai prejudicado. Mas por outro lado, se a seleção não convocar os atletas e disputar os torneios, como vai, por exemplo, conhecer e dar experiência aos novatos para fazer uma renovação?

É um assunto delicado. O calendário poderia ajudar e os testes com a seleção poderiam ser feitos em períodos que não prejudicasse os times, por exemplo. Mas a seleção também não deve deixar de ser servida porque além de sonho de 10 entre 10 jogadores, é uma grande vitrine para o vôlei nacional, para alavancar cada vez mais o esporte, conseguir patrocinadores, atrair atletas aos nossos torneios…

Agora, o jeito é usar os “time emprestado” do começo do post. Depois, esperar bons resultados e a vaga olímpica com as seleções. Para enfim, ver todo mundo forte aqui no Brasil de novo na Superliga.

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e passeios na estreia da Superliga feminina
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sábado, 9 de julho de 2011 Seleção masculina | 14:21

E vamos para mais uma final!

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O Brasil está em mais uma final da Liga Mundial. A seleção acabou de vencer a Argentina por 3 sets a 0. Apesar do placar, o jogo não foi tão fácil assim e teve o segundo set mais longo da história da competição. Dessa vez, vou fazer um comentário diferente por aqui. Primeiro, um resumo de cada set e, depois, um pouco sobre os jogadores do Brasil. Vamos lá!

Sidão - Divulgação/FIVB

Sidão recebe bola. Jogada de meio foi a arma mais eficiente do Brasil

1º set: 25 a 22 para o Brasil
Brasil teve um branco quado deixou a Argentina virar no 11 a 9, mas logo se recuperou e passou a jogar do jeito que a gente vinha pedindo, com alegria e bastante solto. E na parte final do set, a virada de bola brasileira apareceu muito bem, principalmente com o Théo, mais uma vez o oposto titular. Ele só foi bloqueado uma vez e em uma jogada ue foi previsível. O Brasil só não precisava errar tantos saques forçados, poderia “testar” mais os rivais. Já o saque argentino funcionou muito bem na pancada, primeiro com De Cecco, ainda no começo da parcial, e com Conte, no final.

2º set: 42 a 40 para o Brasil
A Argentina começou na frente e me pareceu mais solta no ataque. Entretanto, a defesa brasileira estava bem ligada. Durante todo o set, os brasileiros recuperaram belas bolas. Já o bloqueio nacional ainda foi pouco efetivo, principalmente nas pontas, chegando quebrado. E a Argentina pode ser menos experiente, mas tem bons jogadores. Conte tem muita habilidade e o levantador De Cecco viu que a ponta estava aberta e usou bem Pereya. O Brasil cresceu quando voltou a usar o seu meio e equilibrou novamente. Mas a Argentina não se entregou e levou o jogo até os 40 pontos!

3º set: 25 a 23 para o Brasil
Parecia que o time nacional poderia sentir a famosa síndrome do terceiro set, abrindo e deixando a Argentina crescer. Mas depois de levar os ataques de ponta do set anterior, o bloqueio acordou e marcou essa posição. Além disso, Pereya parou de virar. No final, a inversão do 5-1 não deu nada certo e isso preocupa um pouco para a final porque Vissotto segue sem ritmo e Marlon, apático. Bernardinho fez bem em e logo voltar seus titulares e como o Brasil voltou à frente? Com uma bola de meio! Essa foi a grande arma da seleção diante da inexperiência da Argentina. Eles conseguiram marcar no bloqueio na ponta, mas não chegaram ao meio.

E os brasileiros?

Théo - Divulgação/FIVB

Théo passa pelo bloqueio argentino. Ele foi maior pontuador, com 23 acertos

Foi bom ver o time empolgado de novo em quadra. Giba e Serginho seguiram chamando o jogo e, ao lado de Bruno, contagiaram a equipe. O Brasil também fez algumas lindas pancadas no ataque, daquelas que dão moral (posso estar sendo chata, mas ainda queria mais). Entre os nossos opostos, Théo é a melhor escolha. Ele está mais entrosado com Bruno e foi o maior pontuador da partida. Mas, para mim, o destaque dessa fase final da Liga Mundial é Sidão. Ele conquistou a vaga entre os titulares com um saque potente e presença na rede. Neste sábado o saque brasileiro foi equivocado em alguns momentos, como disse no set a set, mas o ataque de meio foi perfeito. E foi com a bola de meio que o Brasil ganhou, com experiência e maturidade em quadra.

Vale falar também que a Argentina sai da briga, mas deixa uma boa impressão. O Brasil ainda é mais time, mas os argentinos não se intimidaram tanto assim e colocaram pressão. Até as Olimpíadas de Londres esse time ainda vai crescer…

E agora, quem vem pela frente?
Se fosse para escolher, iria preferir a Polônia. O Brasil já sabe jogar contra eles. Mas a Rússia é a favorita. Podemos esperar o tradicional bloqueio alto e saque pesado, mas também algumas jogadas mais aceleradas como vimos no “treino” contra o Brasil na sexta-feira. A partir de 15h a gente descobre!

E vocês? O que acharam do jogo? Poderia ter sido mais fácil, sem os 42 a 40 do segundo set? Deixem seus comentários e mais a tarde a gente volta para falar do rival do Brasil!

Notas relacionadas:

  1. Estamos na final da Liga Mundial
  2. Agora sim, os comentários de mais uma virada…
  3. Argentina dá aula de voleibol e surpreende na fase final
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de julho de 2011 Seleção masculina | 16:39

Agora sim, os comentários de mais uma virada…

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Mais um jogo do Brasil, mais um começo ruim e mais uma virada na fase final da Liga Mundial. Nesta quinta, a seleção não demorou tanto a acordar como no jogo contra Cuba, venceu por 3 sets a 1 e deu mostras de que sabe se concentrar e pode liquidar um jogo com facilidade.

Pontos negativos?

Anderson, atacante dos Estados Unidos/FIVB

Anderson, dos Estados Unidos, foi bem nos primeiros sets

O começo mais uma vez apático. O time demora a ficar vibrante e solto em quadra. E ainda se deixou levar e se perdeu com erros da arbitragem. Por isso levou 25 a 15 dos EUA no primeiro set. O time tem que fazer seu jogo e esquecer do resto para vencer, sem cair em provocação (pelo menos isso só durou um set…).

E acho que ainda falta aquele atacante de potência, que crava a bola e dá moral à equipe. Vissotto mais uma vez entrou e pouco fez. Com seus 2,12m poderia render muito mais. Wallace não faria bem ao time nessa fase final?

Pontos positivos ?
A postura em geral a partir do segundo set. A equipe ganhou a vontade de jogar e foi para cima. Finalmente o bloqueio, na parte final do jogo, colocou pressão nos norte-americanos (pontuamos mais do que eles na rede). E esse fundamento ajuda a animar o time. Além disso, o Brasil fez belas defesas e teve paciência para trabalhar.

Para fechar, no quarto set, o time finalmente conseguiu abrir no placar e manter o foco para vencer e vencer bem. Nada de relaxar só porque está na frente no placar e chegar até a levar viradas bobas, como nas derrotas para os norte-americanos. Era a isso que eu me referia quando falava de “manter o padrão todo o tempo”!

E os jogadores?

Giba e Serginho/FIVB

Giba foi o maior pontuador da partida, com 21 acertos

Giba foi mesmo o nome do jogo. Bruno acertou as bolas rápidas com ele, o que resultou em lindos ataques. Bom para Bruno, que percebeu o melhor momento do companheiro e mostrou mais segurança, e para Giba, que segue em boa forma e, se contar com essa bola acelerada na medida, é difícil de ser parado. E Sidão, mais uma vez titular, foi bem no saque e na rede. Ele está aproveitando e bem as chances de Bernardinho.

E agora, como encara a Rússia?
Acho que, mais uma vez, com velocidade. Se tentarmos jogar com bolas mais altas, vamos perder no bloqueio. O meio será importante e as pontas com jogadas aceleradas também. E como comentou a leitora Priscilla, Dante faria bem ao time, já que é um belo ponteiro e mais alto que Giba e Murilo. Bernardinho já falou que vai mexer no time e mudar um ou dois jogadores (veja o que técnico falou sobre a Rússia). Dante pode ser um desses. Vamos ver!

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
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  3. Mais uma virada e a vaga na semifinal da Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 27 de junho de 2011 Seleção masculina | 20:25

Vaga garantida no dia do vôlei

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Hoje, 27 de junho, é o dia nacional do vôlei (pois é, nosso esporte ganhou um dia!). E para comemorar a data, a FIVB confirmou o que os leitores daqui do blog já tinham alertado desde sábado, depois da derrota do Brasil para os Estados Unidos fora de casa. Apesar dos 3 sets a 1, a seleção de Bernardinho já esta classificada para a fase final da Liga Mundial (obrigada, leitores bons de matemática!).

defesa

Falha na defesa diante dos Estados Unidos

Com isso, a pressão para as partidas contra a Polônia diminui, pelo menos na teoria. Mas acho que isso não deve fazer ninguém no time relaxar. Desde os jogos contra Porto Rico em São Paulo, os brasileiros falam que precisam minimizar os erros. Conseguiram no primeiro jogo contra os EUA, mas voltaram a se perder em quadra no segundo (veja como foi a derrota do Brasil). Como já disse por aqui, acho que agora é o momento não apenas de minimizar os erros, mas de manter o padrão de uma partida para outra.

Perguntaram por aqui se esses altos e baixos do time preocupam. Minha resposta é sim, preocupam um pouco. Já estamos às vésperas da final e já era hora da equipe se encontrar mais. Porém, parece que eles já sabem qual caminho deve ser seguido.

A seleção já conseguiu ser mais agressiva, principalmente no saque. Agora precisa manter o volume no sistema defensivo, com melhor marcação no bloqueio e no fundo de quadra. Só assim é que virão os contra-ataques e o domínio nos jogos.

Quanto aos jogadores, Bruninho pode ser mais constante na distribuição. Ele está oscilando momentos de ótimas jogadas com bolas repetidas e marcadas pelo bloqueio adversário (como contra os EUA). Já Murilo está voltando ao padrão de 2010, virando com consciência e concentrado no fundo. Na outra ponta, Giba vai bem no saque, mas nem sempre é a solução para o ataque. O nosso meio tem que voltar a bloquear mais e seguir no ataque. Pode ser o momento de dar mais chances a Sidão, por exemplo. E como oposto, o time deve seguir com Théo, já que Leandro Vissotto tem apenas um edema na coxa, nada grave, mas acho que ainda não deve ser usado. É a hora de Théo se mostrar mais confiante no ataque.

Além disso, Dante pode ser uma opção. Ele está recuperado da inflamação no joelho e, com o Brasil classificado, pode entrar para ganhar ritmo e chegar mais bem preparado às finais.

Sabemos que o foco do Brasil no ano é a Copa do Mundo, que dá vaga para a Olimpíada de Londres, mas dá para arrumar o time para levar mais um título na Liga Mundial. No dia do vôlei, temos o direito de torcer!

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  1. Estrela do Trentino, Leandro Vissotto quer vaga na seleção
  2. Estrela do Trentino, Leandro Vissotto quer vaga na seleção
  3. Estrela do Trentino, Leandro Vissotto quer vaga na seleção
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domingo, 19 de junho de 2011 Seleção masculina | 18:57

Dever cumprido contra Porto Rico

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A seleção masculina conseguiu o que queria contra Porto Rico e nem precisou se esforçar muito para isso. O Brasil venceu neste domingo por 3 sets a 0 (pena que nem todo mundo viu pela TV, como disse no post anteiror), somou os seis pontos em casa e agora viaja mais tranquila para encarar Estados Unidos e Polônia fora de casa.

Mais uma vez, o jogo foi fácil e a superioridade do Brasil foi clara. Mas, mesmo contra o lanterninha da chave, deu para ver alguns bons aspectos. No sábado, como disse por aqui, a seleção começou devagar, ainda errando muito, mas fez um ótimo segundo set. Dessa vez, eles finalmente entraram com força máxima e logo venceram o primeiro set por 25 a 10. Depois, acabaram relaxando um pouco, o que é normal contra um rival simples, mas não tiveram problemas para fechar a partida.

Mas por que o Brasil começou melhor? Porque o saque funcionou desde os primeiros pontos. Todo mundo fez o seu papel. Quem tinha que forçar, sotlou o braço, como Lucão ou Giba. E também teve gente que usou o saque tático, como Marlon. Ou seja, a seleção variou o serviço, prejudicou o passe rival e conseguiu se impor no bloqueio. Além disso, se armou e usou os recursos no ataque. Até Marlon atacou! Pronto, essa é uma ótima fórmula para vencer, seja um rival simples como Porto Rico ou um mais complicado. Não foi a toa que muitos atletas disseram que esse foi o melhor da Liga.

E Bernardinho fez bem em colocar todo mundo em quadra. Marlon, Théo, Sidão, Thiago Alves, e João Paulo Bravo, que geralmente não estão entre os titulares no começo dos jogos (Bravo foi titular nos primeiros jogos, mas deve perder a vaga para Giba e, por isso, está nessa lista) tiveram chances de mostrar o que sabem ao técnico e ganhar ritmo de jogo. E em uma partida mais simples, é isso que deve ser feito: colocar todos para jogar!

É difícil “medir” o nível do Brasil neste momento porque, segundo Serginho, Porto Rico não veio para jogar. Mas dá para se animar com a melhora no saque e na agressividade. Agora é esperar os jogos lá fora.

Quem vai e quem fica

Bernadinho já definiu o grupo que embarca nesta segunda para os Estados Unidos (veja quem segue na equipe). Dos jogadores que disputaram essa fase, foram cortados Éder, Wallace e João Paulo Tavares. Éder e João Paulo não chegam a ser surpresas. O central chegou depois e foi convocado para a vaga deixada por Gustavo após a fratura no pé. Rodrigão e Sidão indo muito bem, e Bernardinho confia em Lucão. Ou seja, esse corte já era esperado. Assim como o de João Paulo, que joga em uma posição “inflada”, que já conta com Murilo, Giba e Dante. Também tem João Paulo Bravo, que foi bem nos primeiros jogos, e Thiago Alves, que ganhou mais uma chance na seleção. Tavares pouco atuou e perdeu o espaço.

Já na saída de rede, a briga era boa entre Leandro Vissotto, Théo e Wallace. E achei que Wallace pudesse seguir no time, já que foi utilizado nesses primeiros jogos da Liga Mundial e é um bom jogador, com potência e habilidade. Mas Bernardinho preferiu seguir com a formação de campeonatos anteriores, com Vissotto, titular na posição, e Théo, que já entrou bem em momentos duros para o Brasil, como nas finais da Liga Mundial de 2010. Espero que Wallace ainda tenha chances no time nacional.

E vocês? O que acharam dos jogos contra Porto Rico? E dos cortes? Deixem seus comentários

Notas relacionadas:

  1. Brasil começa devagar, mas vence Porto Rico
  2. Que o 2º set contra Porto Rico vire exemplo
  3. Mais um 3 a 0 diante de Porto Rico
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 20 de maio de 2011 Diversos | 18:19

Vissotto na Itália, mudanças em Araçatuba e em Montes Claros

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Mais uma sexta-feira e mais uma semana agitada para o mercado do vôlei. Nesta manhã, Leandro Vissotto cumpriu a sua promessa. Ele disse na quinta, no Twitter, que teria uma novidade nesta sexta. Voltou ao microblog e disse que havia assinado com o Cuneo, da Itália (leia mais sobre a transferência de Vissotto). Bom negócio?

Leandro Vissotto

Vissotto voltou ao Brasil no ano passado e jogou no Vôlei Futuro, mas não chegou a acordo para renovar

Vissotto conhece nem o vôlei italiano depois de ter jogado quatro temporadas lá antes da passagem pelo Vôlei Futuro (que acabou depois que ele e o time não chegaram a um acordo para a renovação). E o Cuneo fez uma boa campanha no último nacional, terminando em segundo lugar. Não é o super time do Trentino que ele jogava, mas é uma equipe que briga para vencer.

E é melhor ele se esforçar na temporada porque a concorrência pela vaga de oposto na seleção aumentou depois da ótima Superliga de Wallace no Sesi. Na Itália, ao menos, estará em um torneio de um nível excelente, apesar de um pouco diferente do Brasil. Lá os atletas apostam mais na força. Mas para um cara de 2,12m é até mais fácil jogar dessa maneira.

Ainda essa semana, o Vôlei Futuro feminino anunciou a contratação de Paulo Coco, que deixa o Pinheiros (saiba mais sobre a ida de Paulo Coco para Araçatuba). Apesar de não ter entendido algumas escolhas de Coco na Superliga, como a troca de líberos, eu acho que ele é técnico muito mais firme que o William.

Aqui na capital, o Pinheiros dá sinais de que será difícil seguir na próxima temporada. A assessoria do time afirmou que o clube tentava negociar com patrocinadores, mas o Mackenzie já tirou o seu apoio(veja como acabou a parceria Pinheiros e Mackenzie). E como sempre falo por aqui, é muito ruim ver qualquer equipe se fechando, perdendo patrocínio. O Pinheiros vinha de temporada com resultados que podem ser considerados bons, mas sem jogadoras como Fabíola, Ivna, Ju Costa, Karine perdeu a sua base e a identidade. O Sollys/Osasco foi ao maior beneficiado, pelo menos dentro de quadra.

Bruno Zanuto

Bruno Zanuto deixa o Montes Claros e é um grande reforço para o Medley/Campinas

No masculino, quem estava ameaçado e respirou foi o Montes Claros. A equipe comMas também fica a dúvida de quem restará no elenco para a temporada. O técnico Talmo já fechou com o novo time feminino do Sesi. E agora Bruno Zanuto, uma das melhores contratações de 2010/2011, assinou com o Medley/Campinas.

Com isso, a equipe de Campinas já está com um belo elenco. Vamos relembrar… Já contrataram o oposto Bob, o levantador Fidele, o meia Everaldo e renovou com nomes como André Heller, Gustavão e Lukianetz. Agora também em Zanuto e Aranha, ponteiro que estava no Pinheiros. Em suma, o time conta com atacantes de raça (Bob e Zanuto) e de força (Lukiantez). Os centrais equilibram altura (Gustavão) e experiência (Heller). Resta saber como Fidele, que ainda é um levantador novo, vai comandar todo mundo. Acho que o time começa a temporada com chances melhores do que no ano passado.

Para fechar, o RJX segue contratando. Os titulares já estão praticamente definidos e são eles: Marlon (levantador), Théo (oposto), Riad (central), que acabou se der campeão italiano com o Trentino, Dante (ponta), Felipe (ponta) e Lucão (central) e Allan (líbero). Agora também anunciaram Guilherme, levantador que estava no Londrina e Renan, ponta que era do Minas. Como já disse Gustavo, é um time que nasceu forte. Só espero que siga os caminhos do Pinheiros, que também nasceu grande, mas não se encontrou muito bem em quadra.

E vocês? Gostaram das novas mudanças do mercado? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Festa em Floripa, Montes Claros e na Europa
  2. Família Vissotto
  3. Ares cubanos em Araçatuba e as finais do Paulista
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sábado, 9 de abril de 2011 Superliga | 12:59

Vôlei Futuro faz festa em casa e segue vivo na Superliga

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*atualizado às 19h24

O jogo deste sábado já tinha um tom de desabafo antes mesmo de começar. Do lado do Vôlei Futuro, a bandeira contra o preconceito e a homofobia. Do lado do Sada/Cruzeiro, a vontade de mostrar que, em meio a toda a polêmica, o foco era o foco. E depois de uma festa bonita em Araçatuba e um jogo equilibrado, os donos da casa venceram e empataram a série semifinal. A decisão ficou mesmo para a próxima partida…

Os dois primeiros sets deste sábado foram um pouco fora que era esperado. No primeiro, o Cruzeiro venceu com facilidade. No segundo, foi o Vôlei Futuro quem dominou. Já a partir da terceira parcial, o equilíbrio apareceu. O time mineiro voltou a vencer porque conseguiu abrir no final com Filipe no saque. Depois, os anfitriões cresceram no bloqueio, fizeram 4 a 0 no 4º set e empataram. No tie-break, mais equilíbrio, lindos bloqueios (até o levantador William parou o cubano Camejo!) e ponto de saque para liquidar a partida. No final, 3 sets a 2 para o Vôlei Futuro.

Bandeirão do Vôlei Futuro na semifinal

Bandeirão do Vôlei Futuro na semifinal

Essa partida deixa lições fora e dentro da quadra. Fora, nas arquibancadas, a torcida de Araçatuba fez uma bela festa. Eles torceram com o time, vibraram, pressionaram e seguiram na luta contra o preconceito, com bate-bate com o nome de Michael na cor rosa, bandeirão e o que tinham direito. Os jogadores atuaram com uma faixa colorida na manga esquerda e Mário Jr, com uma camisa com as cores do arco-íris. Como já disse aqui, acho que a torcida deve se pronunciar, empurrar o time e tentar atrapalhar o adversário. Esse é o seu papel. Mas tudo isso com respeito. E foi o que aconteceu neste sábado.

Em quadra, tivemos alguns duelos particulares. Os dois levantadores, William e Ricardinho, viram seus atacantes no bloqueio simples. Mas o mineiro teve a bola na mão quase todo o tempo, enquanto o paulista reclamou, e muito, da sua recepção. Entre os opostos, acho que Wallace foi melhor. Ele tem uma impulsão de dar inveja e estava em seu dia hoje. Vissotto demorou a entrar no jogo, fez um ótimo segundo set, mas depois caiu um pouco novamente. Nas pontas, a melhor foi para o Vôlei Futuro, com Dentinho e Camejo. Dentinho foi a vibração e Camejo, a força no ataque e no saque. Um cubano com potência de cubano! Na rede, Acácio e Lucão fizeram o seu papel. No fundo, os mineiros foram melhores, mas só ter passe na mão e não definir no finalzinho, não adianta…

O Vôlei Futuro venceu, na minha opinião, mesmo não tendo um elenco tão homogêneo como o Sada/Cruzeiro. Eles venceram porque ganharam corpo ao longo do jogo, encaixaram o ataque e se arrumaram no saque. As pancadas e Michael, Camejo e Lucão no serviço fizeram a diferença. Além disso, como já comentaram por aqui, também ganharam alguns pontos em marcações duvidosas da arbitragem. Se havia alguma dúvida, o time da casa era beneficiado. Ainda assim, acho que isso não atrapalhou o bom equilíbrio do jogo.

A série está ainda mais aberta. O terceiro jogo, mais uma vez em Contagem, será outro clássico, sem dúvida. Só espero que a torcida compareça em peso e torça muito, mas com respeito porque dentro de quadra temos jogadores para um belo voleibol.

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  1. Vôlei Futuro é a grande surpresa do quarto turno da Superliga
  2. Vôlei Futuro vê suas estrelas entrosadas em quadra
  3. Vôlei Futuro cresce, e muito, e vai para a semifinal
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 25 de março de 2011 Superliga | 20:29

Vôlei Futuro cresce, e muito, e vai para a semifinal

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O Vôlei Futuro era a promessa para essa Superliga. O time teve tropeços, lesões e chegou aos playoffs na sétima colocação. Mas eles cresceram, e como cresceram nessas quartas de final. Por isso dominaram a Cimed e venceram por 3 sets a 0 em um jogo que as coisas só davam certa de um lado.

O time de Florianópolis estava tenso em quadra e já começou com falhas, com um saque pouco eficiente. Bob até que virou bem, mas o sistema defensivo não colaborou.Do outro lado, tudo certo. Aquela famosa combinação de saque e bloqueio apareceu muito bem. O saque de Lucão e Michael fez estragos. E os centrais também marcaram na rede. Foram 13 pontos de bloqueio contra apenas um da Cimed! Desse jeito, ficou fácil para o Vôlei Futuro abrir no placar e fechar a série (leia mais detalhes sobre a partida).

E sabe o que chama a atenção? O time de Araçatuba não venceu apenas porque tem os “galácticos” Ricardinho, Leandro Vissotto ou Lucão. Eles fizeram, sim, a sua parte. Mas Michael dominou no saque nos dois jogos da série. Camejo, que errou no primeiro jogo, estava inspirado nesta noite. Mas o destaque foi Dentinho. Ele seria o ponteiro passador, mas foi uma arma no ataque e no bloqueio e o maior pontuador do jogo. O time de estrelas virou um conjunto de verdade.

Já a Cimed fica pela vez na sua história fora da final. E o time viveu um momento inverso ao do Vôlei Futuro. Enquanto o time de Araçatuba vinha crescendo desde o returno, eles se perderam com a lesão de Bruninho e chegaram a essas quartas sem o embalo conhecido. Gosto amargo da eliminação de um lado e festa com a inédita vaga na semifinal do outro.

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  1. Lucão assina, e Vôlei Futuro promete time grande
  2. Vôlei Futuro vê suas estrelas entrosadas em quadra
  3. Vôlei Futuro: igual no papel e nas quadras
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

  1. Primeira
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