21/11/2009 - 03:09
A seleção brasileira masculina se encontrou em quadra! Depois da emoção e do desgaste do tie-break contra Cuba na estreia e da falta de concentração contra o Irã, o Brasil fez seu melhor jogo na Copa dos Campeões, cresceu para cima da Polônia e venceu por 3 sets a 0 (25/17, 25/17 e 25/18).
Os poloneses entraram em quadra apáticos pelas derrotas para Japão e Cuba e com Kurek, seu melhor jogador, no banco. Com isso, o Brasil e fez dois sets muito parecidos. Abriu 5 a 1 no placar com a passagem de Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Depois, manteve o domínio com pressão no bloqueio, ótimos saque e bom aproveitamento no contra-ataque. A seleção fechou as duas parciais em 25 a 17.
Já o começo do terceiro set foi o único momento de instabilidade dos brasileiros. Kurek, que havia entrado na segunda parcial, acertou o tempo de bloqueio em Vissotto e marcou os primeiros pontos dos europeus no fundamento. Depois do jogo, Bruninho reconheceu que perdeu a concentração e errou nas armações de jogadas. Mas, diferente da partida contra o Irã, o Brasil logo se recuperou, voltou a dominar com bloqueios e saques e liquidou o jogo em 3 a o.
Como disse Bruninho ao canal Sportv, a seleção foi brilhante. Mesmo diante da abalada Polônia, manteve o seu nível de jogo. O saque foi uma arma mortal! Foram 3 aces, todos no primeiro set, e muitos outros serviços que quebraram o passe polonês. Resultado disso foram os 10 pontos no bloqueio e também muitos outros que amorteceram a bola. E, apesar do vacilo na terceira parcial, Bruninho distribuiu bem as bolas. Assim como no jogo contra Cuba, vários brasileiros passaram da casa dos 10 pontos (Murilo, com 13; Vissotto, com 12, e Giba, com 10). O levantador está cada vez mais afinado com todos os atacantes. Para arrebatar, o time todo soube se fechar no contra-ataque e teve paciência para definir as jogadas. Tudo começa com um bom saque….
Parece que a viagem para Nagoya fez bem para o Brasil. Bernardinho dizia, após vencer o Irã, que a equipe tinha que recuperar as energias. Pelo visto, recuperou! Agora a seleção enfrenta o Egito e encerra a Copa dos Campeões contra o Japão. O Brasil segue invicto e favorito a mais esse título.
Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv
E você? O que achou do jogo contra a Polônia? Será que a seleção masculina volta para casa campeã? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bruninho, Copa dos Campeões, Giba, Kurek, Leandro Vissotto, Murilo, seleção masculina, vôlei
09/11/2009 - 10:56
De 1989 a 1992, times italianos venceram o Mundial de Clubes de vôlei. 17 anos depois, o Trentino, outro italiano, volta ao primeiro lugar do pódio. Em 1992, o vôlei era jogado mais nas bolas altas nas pontas do que na velocidade no meio. 17 anos depois, com o “Golden Formula”, regra do primeiro ataque apenas atrás da linha dos três, o esporte voltou às jogadas mais lentas. E nesse retrocesso, venceu o time com os melhores atacantes nas extremidades da rede.
O Trentino bateu o polonês Belchatow na tarde de domingo na final do Mundial por 3 sets a 0 (veja como foi a partida). Depois de um primeiro set equilibrado, os italianos cresceram na partida com a variação de jogadas de primeira bola, ou pelo menos que era possível ser feito. Enquanto do lado do Belchatow só Kurek recebia bola, o Trentino contava com o brasileiro Leandro Vissotto, o búlgaro Matey Kaziyski e o cubano Osmany Juantorena.
O levantador Raphael, mais um brasileiro no time italiano, podia escolher quem iria usar já que todos estavam muito bem na partida. Ao final, Vissotto marcou 21 pontos, Kaziyski, 16, e Juantonera, 10. Já Kurek teve que carregar sua equipe, literalmente. Só ele marcou 23 pontos, mais do que todos os outros polonesês somados. Apesar de todo o talento desse jogador, não tem como vencer assim. Ainda mais com um adversário desse nível.
Para coroar o desempenho do Trentino, Kaziyski foi o melhor jogador e o melhor atacante do torneio; Juantorena, o melhor saque e Raphael, o melhor levantador. Kurek foi o maior pontuador, o que não poderia ser diferente. Vissotto, pela regularidade na partida final, merecia também um prêmio, talvez o de melhor ataque.

Trentino, campeão mundial de clubes - Divulgação/FIVB
Outra regra nova na Copa dos Campeões
O Trentino soube se aproveitar da “Golden Formula”, usou bem as bolas altas e faturou o título. Mas isso acabou! Pelo menos até a FIVB resolver fazer outro teste… E pelo que foi comentado ao longo do Mundial de Clubes, todos queriam se livrar dessa regra. Nada mais de ver um central (Salas, do time italiano) sacando do chão em plena final porque quebrar o passe não era mais fundamental, já que a bola seria levantada do fundo! Agora, campeonato novo e mais uma mudança, só que, dessa vez, acredito que para melhor. A Copa dos Campeões começa nesta madrugada e os técnicos poderão contar com 14 jogadores em quadra, ou seja, com duas líberos.
A equipe só pode trocar de líbero uma vez a cada partida. Com a titular em quadra, a líbero reserva pode entrar para atuar em outra posição, como uma jogadora qualquer. E essa mudança já agrada. Segundo Zé Roberto, agora não será mais necessário improvisar alguém para a defesa caso a líbero tenha que sair.
A seleção brasileira feminina estreia na Copa dos Campeões com Fabi e Camila Brait às 4h da madrugada, contra a República Dominicana (com transmissão ao vivo do canal Sportv), e busca o bi no torneio. Que essa regra das líberos faça mais sucesso que a “Golden Formula”. Já estava com saudade das jogadas rápidas pelo meio-de-rede, das fintas para o meio-fundo…
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção feminina
Tags: Copa dos Campeões, Kaziyski, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, seleção feminina, Trentino, vôlei
06/11/2009 - 10:40
Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.
Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).
Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.
Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.
Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha
E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Ball, Belchatow, Cimed, Kurek, Leandro Vissotto, Mundial de Clubes, Payakan, Stanley, Trentino, vôlei, Zenit Kazan
05/11/2009 - 17:41
A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).
Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo
E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!
A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…
E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Belchatow, Bruninho, Cimed, Kurek, Lucão, Mundial de Clubes, Polônia, Thiago Alves, vôlei
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