Japão | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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domingo, 27 de maio de 2012 Diversos | 15:29

Vôlei feminino completo para as Olimpíadas

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*atualizado dia 29/05, às 9h48

Servia - FIVB

Sérvia comemora vitória sobre o Japão e vaga nas Olimpíadas de Londres

Acabou neste domingo o Pré-Olímpico mundial para as mulheres no vôlei. Depois do vexame de Cuba, que passou longe da vaga olímpica, Rússia, Coreia do Sul, Sérvia e Japão completaram as seleções que vão brigar nas Olimpíadas de Londres. O que vocês acharam? O torneio teve o resultado esperado?

Leia também: Cuba perde e está fora do vôlei feminino em Londres

Rússia foi o melhor time do campeonato, com sete vitórias e apenas um set perdido, na partida contra a Sérvia. Como de costume, Gamova foi a maior pontuadora em todas os jogos (apenas contra as sérvias ela marcou os mesmos 18 pontos que Estes). O time teve pouquíssimas mudanças, Merkulova entrou em alguns momentos, e Tatiana Kosheleva, importante peça da equipe que se machucou no Pré-Olímpico europeu, não entrou. A Rússia segue como uma potência e para Londres terá de novo Sokolova, que dá bastante volume ao time. Vai dar trabalho, mais uma vez.

A seleção da Coreia acabou na segunda colocação no Pré-Olímpico mundial, com duas derrotas, para Sérvia e Rússia. Por aqui, a segurança é a oposto Kim. Ela foi a maior pontuadora em cinco das sete partidas do time e chegou a marcar 34 pontos na vitória sobre o Japão. É um time asiático, de defesa e volume, mas com essa atacante forte e que sabe resolver.

Depois veio a Servia, apontada há tempos como grande time europeu, capaz de desbancar a Rússia no continente. Elas estavam desfalcadas no torneio, mas também têm jogadoras altas e rápidas e garantiram a vaga em Londres com uma vitória por 3 sets a 2 sobre o Japão, dono da casa. É mais uma seleção que pode brigar por medalha nas Olimpíadas.

E essa vitória ni tie-break fechou a lista, deixando o Japão na quarta colocação e dando a eles a vaga como a melhor seleção asiática fora do “top três”. Segundo o técnico Masayoshi Manabe, a equipe entrou nervosa contra a Sérvia e precisa melhorar a recepção. Mas os comentários foram que o time entregou, já que os 3 a 2 classificariam japonesas e sérvias para as Olimpíadas. Não consegui acompanhar o jogo, mas disseram aqui nos comentários que o Japão errou demais no último set. Bom, está na hora de rever esses regulamentos para impedir qualquer tipo de combinação…

Com o final do Pré-Olímpico mundial, Londres receberá Brasil, Grã-Bretanha, Itália, Estados Unidos, China, Argélia, Turquia, República Dominicana e as quatro últimas classificadas no torneio feminino de vôlei. E agora, quais são as seleções que subirão ao pódio nas Olimpíadas? Façam suas apostas!

Notas relacionadas:

  1. Semifinais do Mundial e outras coisas mais…
  2. Turquia, Rep Dominicana e mais dois brasileiros em Londres
  3. Cuba dá adeus a Londres no vôlei feminino
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

domingo, 4 de dezembro de 2011 Seleção masculina | 15:42

Que Brasil vamos ver em Londres?

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*atualizado dia 5/12, às 19h15

Brasil - Divulgação/FIVB

Brasil levou a medalha de bronze na Copa do Mundo no Japão

A seleção brasileira masculina de vôlei conseguiu a vaga olímpica neste domingo. Depois de vencer o Japão por 3 sets a 0, o time ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo e assegurou o lugar nos Jogos de Londres, em 2012.

A vitória foi boa e o Brasil cresceu na última rodada, mas vale rever alguns conceitos e jogadores da seleção… Ter a vaga olímpica não apaga a campanha irregular. E agora fica uma pergunta: que Brasil vamos ver em Londres?

A seleção fechou a Copa do Mundo com três derrotas, para Itália, Cuba e Sérvia, e uma vitória no sufoco por 3 sets a 2 sobre a China. Perder é normal, faz parte da disputa. O problema foi como a equipe perdeu esses jogos, como disse o leitor Edgard por aqui.

No começo do torneio, mesmo nas primeiras vitórias, Bernardinho reclamou do saque nacional. Depois, quando vieram as derrotas,  a reclamação foi o número de erros. Talvez isso seja reflexo do ânimo dos jogadores. Em algumas partidas, como diante da Sérvia, eles estavam abatidos e sem reação em quadra.

Cadê a vontade? Simplesmente ser o Brasil não garante a vitória. Ainda mais depois de diversas conquistas, como é o caso do time de Bernardinho, e de virar alvo de estudo de todos os rivais. Se já sabem como o Brasil joga e os brasileiros estão apáticos, eles viram presas fáceis. Ainda para seleções com experiência como Sérvia e Itália, ou com a jovialidade de Cuba.

Ainda teve a discussão entre Serginho e Bernadinho e as reclamações de Murilo ao regulamento. Isso pode ter influenciado, mas acho que não foi o determinante. Quantas vezes jogadores e técnicos não devem ter discutido e, ainda sim, entrado dispostos em quadra? Não deve ter sido a primeira briga, e não será a última, como em qualquer convivência.

Giba - Divulgação/FIVB

Vibração de Giba, um dos destaques do Brasil na Copa do Mundo

Depois, na última rodada, o Brasil, como o levantador Bruninho disse, voltou a jogar como sabe. Foi preciso perder dois sets para a Polônia e ver o terceiro quase escapar para jogar. Com vontade, tudo melhorou. O saque passou a entrar mais e, consequentemente, o bloqueio funcionou também. E os erros diminuíram. Todos voltaram a jogar e a seleção venceu e, depois, se classificou para Londres.

Além disso, Giba mostrou estar em boa forma e Bruninho foi o jogador de sempre da Cimed, um levantador mais ousado e seguro, que chama a responsabilidade e o emocional do time. Pelo meio, Sidão foi o jogador que mais amadureceu. Murilo, que teve atuações bem abaixo do esperado, conseguiu aos poucos se recuperar. Já Leandro Vissotto ganhou elogios de Bernardinho no ataque, mas precisa melhorar nos saque.

Que nas Olimpíadas a gente veja esse segundo Brasil. E que a irregularidade da Copa do Mundo sirva de alerta!

Notas relacionadas:

  1. Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões
  2. Uma boa vitória, mas com cara de obrigação
  3. O jogo de Bruninho na Copa do Mundo
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sábado, 3 de dezembro de 2011 Seleção masculina | 13:49

O jogo de Bruninho na Copa do Mundo

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Bruninho - Divulgação/FIVB

Bruninho foi o eleito o melhor jogador na virada diante da Polônia

O comentário depois da vitória do Brasil sobre o Polônia na madrugada deste sábado não poderia ser diferente. Bruninho foi o nome do jogo. O levantador entrou no terceiro set, ajudou o Brasil a sair de 13 a 9 e virar a parcial e também a partida. O levantador foi eleito o melhor em quadra. E realmente foi o nome do jogo!

Veja os detalhes de Brasil 3 x 2 Polônia

Além de comandar as ações dos atacantes, Bruninho marcou três pontos de bloqueio e deu ajudou no emocional no time. Falava por aqui que a seleção parecia desanimada em quadra, um pouco sem vontade. Pois o levantador foi lá e mudou esse cenário, chamando o jogo e dando moral aos companheiros.

Essa é a função de Bruno na Cimed. Ele é o cara que comanda o time tanto na bola como no emocional. Nesta madrugada, repetiu o papel na seleção e foi bem.

Leia também: Destaque da vitória, Bruninho comemora atuação contra a Polônia

E se a vitória sobre o Irã foi animadora, mas nem tanto, como escrevi no post anterior, a virada em um jogo que tinha cara de 3 a 0 sobre a Polônia pode realmente embalar o time. Depois de dois sets com erros de passe, o Brasil acertou o saque e o bloqueio e cresceu na partida. Venceu e depende só de si para conquistar a vaga olímpica.

Porém, encerrar a Copa do Mundo diante do Japão não será fácil. Os asiáticos jogam em casa e também sabem defender e, além da vontade mostrada diante da Polônia, será preciso paciência para trabalhar a bola até conseguir colocá-la no chão. É como disse Serginho: parece que defesa é o primeiro fundamento que os asiáticos aprendem. No domingo não será diferente. Que uma, duas ou três bolas que não caiam não desanimem o Brasil…

Notas relacionadas:

  1. Líder, sim, mas sem o jogo bonito
  2. Brasil vence Polônia em seu melhor jogo
  3. Na Copa do Mundo não dá para escolher adversário
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Seleção feminina | 09:18

Mais uma vitória e a vaga na semifinal do Grand Prix

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Parece que, nesta temporada, o Japão não é mesmo páreo para o Brasil. Depois de vitórias em torneios amistoso, a seleção feminina venceu a equipe nipônica por 3 sets a 0 nesta madrugada e já assegurou vaga na semifinal do Grand Prix. Agora fica a pergunta, quem passa do outro grupo para encarar o Brasil?

Em um jogo de números equilibrados, a Sérvia venceu a Rússia por 3 sets a 1 nesta quinta-feira e lidera a chave. Com isso, já teríamos um Brasil x Rússia na semifinal do Grand Prix. O que será melhor? Encarar logo a nossa pedra no sapato da Rússia ou torcer para uma mudança e pegar a Sérvia, que vem surpreendendo neste Grand Prix?

A decisão das chaves só sai amanhã e eu ainda não tenho um palpite totalmente formado, confesso. Se pegar a Rússia agora e vencer, a seleção vai ganhar uma confiança imensa para a final. E acho até melhor decidir contra um time como a Sérvia que vem bem, mas não tem todo o histórico contra a seleção. Podemos começar uma nova história e, quem sabe, uma nova rivalidade. Mas tudo isso se perde se o Brasil ficar mais uma vez no paredão e nas gigantes europeias…

Antes de qualquer coisa, a seleção deve entrar firme para ganhar dos Estados Unidos, que devem ser o pior rival até agora no Grand Prix. A partida será às 2h30 desta sexta-feira. O vencedor será o líder do grupo. Ver o Brasil ganhando elogios de Zé Roberto na defesa anima para essa partida, já que as norte-americanas são fortes, sabem atacar e defender, ou seja, vai ser bom contar com o nosso fundo ligado para armar e acertar contra-ataques

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix
  2. Brasil e mais cinco nas finais do Grand Prix?
  3. Mais uma boa vitória do Brasil no Grand Prix
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

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Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

Notas relacionadas:

  1. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Seleção feminina | 09:04

3 a 0 para começar

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*atualizado às 17h10

O Brasil estreou na madrugada desta sexta-feira com vitória no Grand Prix. A seleção feminina venceu o Japão por 3 sets a 0 (25/18, 25/16 e 25/21) sob o comando de Sheilla, maior pontuadora, com 15 acertos. Veja como foi a partida

A seleção acertou principalmente o seu saque e também teve boa atuação na defesa e no bloqueio, como disse Zé Roberto. O Japão joga na velocidade e sabemos que para acabar com essa velocidade, um saque eficiente é a melhor solução. Pois bem, isso foi colocado em prática.

Mas o Brasil poderia ter vencido até com mais facilidade, já que passou a errar e deixou as japonesas voltarem para o jogo no terceiro set. Ainda assim, elas souberam se recuperar e fecharam logo a partida.

O que quero ver neste Grand Prix é a atuação de Dani Lins, já que a posição de levantadora ainda inspira cuidados. Ela começou bem a temporada, teve atuações seguras na Copa Internacional, que preparou para o Grand Prix, mas ainda deve mostrar o serviço em um grande torneio.

O próximo jogo será contra a Alemanha (sábado, 4h30 no horário de Brasília), um adversário não tão veloz quanto o Japão, mas com rodagem internacional. Segundo Zé Roberto, as jogadas de ponta do time são as mais frágeis. Talvez esse possa ser o caminho do Brasil…

Notas relacionadas:

  1. Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix
  2. Mundial feminino vai começar
  3. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Seleção feminina | 22:02

Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix

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A seleção feminina brasileira estreia no Grand Prix nesta madrugada, às 2h, diante do Japão. Para falar sobre o torneio, fiz duas matérias especiais para o iG e deixo o link com vocês.

José Roberto Guimarães analisou os adversários do Brasil deste final de semana. Depois do Japão, o time encara a Alemanha e a Coreia do Sul, a dona da casa. Segundo o técnico, o Brasil está em um grupo forte. Veja as análises do técnico.

Zé Roberto também falou das novatas do grupo para o Grand Prix: Tandara, Juciely e Fernanda Garay. Para ele, todas têm um ponto em comum: o bom bloqueio. Tandara chama a atenção pela diversidade de jogadas, já que pode atuar como oposta e como ponteira. Juciely já deveria ter sido convocada no ano passado e, mesmo não sendo uma central muito alta, é ágil. E Garay já tem experiência internacional e segurança no ataque. Veja o que o técnico falou das jogadoras.

Agora é contar com o bom desempenho do elenco na estreia na Coreia do Sul e, quem sabe, o nono título na competição

Notas relacionadas:

  1. Caras novas e outras velhas conhecidas para o Grand Prix
  2. Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix
  3. Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix
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segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o “treino” na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

Notas relacionadas:

  1. O jogo perfeito na Copa dos Campeões
  2. Brasil x Itália na “final” da Copa dos Campeões
  3. Seleção feminina é vice na Copa dos Campeões
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quarta-feira, 22 de junho de 2011 Diversos | 11:49

Como Thiago Alves foi parar no Japão?

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Na semana passada, comentei aqui no blog sobre a ida de Thiago Alves para o Panasonic Panthers, do Japão (veja o post sobre a negociação do jogador). Eu fiquei um pouco surpresa com a decisão do ponteiro e, por isso, bati um papo com ele depois dos jogos contra Porto Rico na Liga Mundial. O resultado foi uma matéria exclusiva para o iG (leia a reportagem completa) com as explicações.

Thiago disse que tentou negociar com o Sesi, mas que, quando foi dar a sua resposta ao time, eles já haviam acertado com o Leo Mineiro. Depois, como ainda não é um atleta tão conhecido lá fora, não teve boas propostas da Itália. Ainda tentou negociar com a Turquia, mas não teve sucesso. No final, a melhor opção até financeiramente foi o Japão. Lá ele terá contrato de um ano e pode jogar e voltar ao Brasil na próxima temporada.

Explicações dadas com total sinceridade, as coisas ficaram mais claras e consegui entender  a opção de Thiago Alves. Adiantaria fechar com um time B da Itália e ficar preso a dois ou três anos de contrato? Seria um risco. Se o time fosse bem, valeria a pena pelo nível do Campeonato Italiano e pelos rivais de peso. Mas não sei se é possível aprender tanto em uma equipe mediana. Bom negócio fez Bruninho, que ficou só 45 dias por lá, mas jogou no Modena e cresceu junto com o time até as finais.

No Japão, o brasileiro será a estrela do time por ser o jogador estrangeiro. Isso não é garantia de sucesso, mas é uma boa perspectiva para voltar a jogar depois de uma temporada de lesões como foi a última.

Para ganhar reconhecimento, o caminho poderia ser tentar seguir no Brasil. A liga japonesa é mais fraca que a nossa e pouco acompanhada pelos fãs brasileiros. Mas pode valer pela experiência de jogar no exterior. E, como disse no outro post, o Japão não fez mal a Théo e João Paulo Tavares, por exemplo. Agora é focar na seleção brasileira, nas finais da Liga Mundial e, depois, desejar boa sorte!

Notas relacionadas:

  1. Semifinais do Mundial e outras coisas mais…
  2. Vissotto na Itália, mudanças em Araçatuba e em Montes Claros
  3. Futuro de Thiago Alves
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 13:25

Semifinais do Mundial e outras coisas mais…

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A reta final do Campeonato Mundial feminino está aí, eu, como vocês, estou sentindo o cansaço dos jogos da madrugada, mas agora é a hora de decidir. Neste sábado, Rússia encara Estados Unidos, às 4h (horário de Brasília) e o Brasil enfrenta o Japão, às 7h, nas partidas que valem vaga na grande final. E aí, quem acertou quem seriam os semifinalistas?

Quase todo mundo que comentou por aqui se deu bem nos palpites. Eu também! Ainda apostaram que Sérvia e a Coreia do Sul poderiam complicar na chave do Japão, mas os times não mantiveram o desempenho da primeira fase. Sérvia perdeu para Turquia e Rússia, e as asiátias foram superadas por Polônia, Japão e Sérvia. A Itália também foi citada, só que apesar de ter se recuperado do passeio que levou do Brasil, vacilou quando não podia e perdeu para Cuba.

Não teve jeito. O Japão, anfitrião do torneio, teve chaves mais simples e soube aproveitar, animando a torcida local. As russas seguem como fortes candidatas ao título e invictas na competição. Do outro lado, Brasil também tem nove vitórias em nove jogos e chega “grande” para disputa. Já os Estados Unidos têm ótimo volume de jogo e contaram com a ajuda da Itália para ficar com a vaga.

O que esperar do Japão
Acho que a semifinal Brasil x Japão será um jogo de paciência. As duas equipes se conhecem bem e tem um ponto em comum: defesa. As japonesas sempre foram bem nesse fundamento e é preciso ter calma para seguir atacando até que a bola caia. Mas o Brasil também estão muito bem no fundo de quadra. Basta lembrarmos das defesas e passes contra os Estados Unidos. E as estatísticas comprovam isso. Ao final da primeira fase, Jaqueline era apenas a 19ª na recepção. Agora ela é a terceira (veja reportagem sobre os números das brasileiras).

Entretanto, Zé Roberto já alertou que o Japão não é apenas defesa. Saori é a jogadora de segurança e Inoue, a presença no bloqueio. Elas estão crescendo nos últimos campeonatos e venceram o Brasil na fase final do Grand Prix, ou seja, estão acreditando que podem vencer de novo. Não acho que será uma partida simples e espero velocidade e muito empenho das japonesas, mas confio no Brasil, se o time entrar e se mantiver concentrado o tempo todo (leia mais sobre Brasil x Japão)

Finais do Paulista e Superliga
Enquanto passamos a madrugada acordados vendo a seleção, os times masculinos do País estrearam na Superliga e se preparam para a final do Campeonato Paulista. Ainda não consegui ver esses torneios (quem assistiu aos jogos e quiser comentar, fique à vontade!), mas a empolgação do Vôlei Futuro me chamou a atenção.

O novo time das estrelas, com Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão e Mario Jr, não mediu forças para intimidar o Sesi na decisão do Paulista. Foi organizada uma caravana em Araçatuba para a primeira partida da final, que será aqui em São Paulo, na próxima terça, às 18h30. As vagas já estão esgotadas! Para quem ficar por lá, o time irá transmitir o jogo em um telão gigante em seu ginásio. A segunda partida da série será na quinta-feira, também às 18h30, em Araçatuba. Se precisar, o último jogo será em São Paulo, na casa do Sesi, no sábado, às 11h.

Ricardinho já comentou que a cidade realmente abraçou o vôlei. Ele contou que é reconhecido na rua e as pessoas pedem autógrafos e fotos. Acho isso bom para o vôlei nacional, que ganha mais um time competitivo e tende a ter uma visibilidade cada vez maior.

Bernardinho e a derrota para Bulgária
Aquele jogo entregue no Campeonato Mundial masculino ainda será lembrado… Nesta semana, Bernardinho disse à revista Alpha que se sente enverg0nhado pelo episódio.”A gente tinha de tomar um caminho. Mas é um caminho que eu nunca quero tomar de novo. Eu queria pedir desculpas às pessoas. Se você me perguntar se eu me orgulho, eu digo: ‘De forma nenhuma’. Vai contra tudo aquilo que eu sempre preguei, os princípios em que acredito”, disse o treinador (leia mais).

Um dia depois, em entrevista à ESPN, ele voltou a falar sobre o tema. Disse que o time fez uma votação e a maioria optou por colocar os reservas em quadra, poupar Bruninho, que era o único levantador no momento no Mundial,e colocar o oposto Théo na função. “Assumo total responsabilidade por jogar contra a Bulgária sem levantador. Mas tudo começou com o problema do levantador logo na inscrição. Não nos permitiram substituir o Marlon, que estava com problemas graves. Queriam colocar o maior número de pedras possível no nosso caminho”, afirmou (leia mais).

Como já escrevi por aqui, não acho errado poupar jogadores ou até mesmo se usar do regulamento, mas acho que o time deveria assumir logo o que fez. E mesmo sem um levantador, o Brasil não jogou o que sabia. E perdeu porque achou que aquilo era o melhor naquele momento. Pelo menos foi isso o que nós vimos. Enfim, foi um erro, mas prefiro lembrar do título. Não podia deixar esse comentário passar, mesmo que com uns dias de atraso, mas espero que esse assunto já tenha mesmo acabado…

Até amanhã!
A gente vê por aqui depois do jogo Brasil x Japão, no Mundial feminino. Quem quiser, pode arriscar um palpite. Eu chuto 3 sets a 1 para o Brasil. Até lá!

Notas relacionadas:

  1. Vão começar as semifinais da Superliga
  2. Quem vai para as semifinais do Mundial feminino?
  3. Mais um jogo e mais uma vitória no Mundial
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última