15/11/2009 - 14:22
O Brasil fez a sua parte e venceu a Tailândia na sua última partida da Copa dos Campeões. Mas a Itália também fez a sua parte e passou pelo Japão, encerrando o torneio invicta e com a medalha de ouro no peito.
A seleção brasileira venceu a Tailândia com facilidade nesta madrugada, como era esperado (veja como foi a partida). Desde o começo, o time jogou relaxado e variou bem mais as jogadas do que na derrota para a Itália. Até Thaísa e Caro Gattaz voltaram a atacar pelo meio-de-rede! E o bloqueio cresceu, ainda mais contra um time com jogadoras de apenas 1,80m de altura.
Para facilitar, as tailandesas erraram mais. Elas deram 17 pontos de graça. Já as brasileiras cometeram apenas três erros nos dois primeiros sets. As comandadas por Zé Roberto perderam a concentração na última parcial e entregaram nove pontos. Mesmo assim, fecharam em 3 sets a 0. O Brasil dominou o começo das parciais, abriu no placar e se perdeu no final. Além disso, sofreu muito com o saque tático tailandês, que marcou oito aces. Mas, contra as asiáticas, deu tempo de se recuperar do “apagão”, o que não foi possível contra a Itália…
As italianas chegaram para o jogo contra o Japão precisando provas o favoritismo para ser campeã. As donas da casa, empolgadas pela torcida, venceram o primeiro set por 32 a 30, mas levaram a virada no 3 a 1 (veja como foi a partida) e viram as campeãs europeias ficarem com o ouro. Além do primeiro lugar, a central Gioli foi eleita a melhor jogadora e a melhor atacante do torneio. Fabi ficou com o prêmio de melhor líbero.

Seleção da Itália campeã - Divulgação/CBV
O que ficou da Copa dos Campeões? Que o Brasil não irá ganha sempre. A seleção venceu tudo nesta temporada com méritos, não perdia desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Um dia não daria certo. O problema foi que elas perderam sem jogar, como disse no post anterior.Enquanto isso, a Itália perdeu sua segurança, a oposta Aguero, mas venceu porque tem um time experiente e soube dividir as ações. Todas as atacantes receberam bolas, Gioli, Del Core e Ortolani, a nova oposta. Com um time mais homogêneo, a Itália mereceu o título.
E você? O que achou da Copa dos Campeões? O que achou do desempenho do Brasil? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Brasil, Copa dos Campeões, Itália, seleção feminina, vôlei
14/11/2009 - 14:23
Para fazer ponto no vôlei tem que colocar a bola no chão da quadra adversária. A maneira mais simples de pontuar é com o ataque. Mas, nesta madrugada, o Brasil simplesmente não conseguiu atacar. E sem ataque, não tem como ganhar o jogo…
A seleção feminina foi derrotada pela Itália por 3 sets a 0, perdeu a invencibilidade na Copa dos Campeões e praticamente ficou com o segundo lugar do torneio (veja como foi a partida). Para ser campeã, a Itália precisa apenas de uma vitória sobre o Japão na última rodada. Já o Brasil teria que passar pela Tailândia e ainda torcer por uma vitória com vantagem das japonesas.

Festa da Itália - Divulgação/FIVB
O Brasil quase não jogou nesta madrugada. Foram 20 pontos dados de graça para as italianas em erros, principalmente nos dois primeiros sets. A seleção errou em todos os fundamentos. Além de um saque sem potência, marcou pouco no bloqueio (foram somente cinco pontos no fundamento, muito abaixo da capacidade desse time), pecou no passe e não se achou no ataque. Sheilla e Mari estavam bem marcadas e não viraram quase nada. Os ataques nacionais sempre iam para a defesa italiana, com ótimo posicionamento, e raramente para o chão. E aí a Itália mostrou a sua superioridade, aproveitando os contra-ataques com Orotalni e Del Core, e marcando seus pontos.
As brasileiras pareciam nervosas o tempo todo e isso refletiu na armação das jogadas. Ana Tiemi começou como titular mais uma vez, mas não repetiu o desempenho dos jogos contra Japão e Coréia. De novo usou pouco o meio. Ela deu lugar a Dani Lins, que seguiu sem ousadia ou velocidade. A primeira bola realmente boa na velocidade só saiu para Thaísa quando o Brasil perdia por 17 a 19 no segundo set! As pontas ficaram sobrecarregadas! E o bloqueio italiano marcou as jogadas e o que vimos foi a baixa qualidade dos ataques.
E mais um reflexo do nervosismo foram os erros no contra-ataque. A Itália é um bom time, mas não imbatível e também com jogadas “defensáveis” pelas pontas. Mas, quando a seleção salvava a bola, não tinha paciência para armar a jogada mais uma vez e desperdiçava o contra-ataque. Do outro lado, as italianas tinham o ótimo levantamento de Lo Bianco e a calma para fechar o ponto.
Que o Brasil perderia algum dia já era esperado. Essa seleção ganhou todo desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Porém, a derrota desta madrugada doeu um pouco mais. A seleção estava apática. Mostra disso foi um saque italiano no terceiro set que caiu fora, mas perto da linha, e nenhuma brasileira se mexeu nem para acompanhar a bola! Perder é ruim, mas dói mais perder sem jogar. Que o Brasil volte a ser Brasil na despedida contra a Tailândia! Jogo será à 1h30 (horário de Brasília).
E você? Assistiu a Brasil x Itália? O que achou da partida? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Itália, Mari, seleção feminina, Sheilla, vôlei
13/11/2009 - 14:22
A Copa dos Campeões é um torneio de pontos corridos, mas se tivesse uma final, seria a partida desta madrugada entre Brasil e Itália. As duas seleções são as únicas invictas da competição e, quem vencer, coloca uma mão no título. Esse era o confronto mais esperado do campeonato, entre a atual campeã e a campeã europeia. Vale a pena acordar às 3h30 (horário de Brasília).
Para o duelo, é bom tomar cuidado com três jogadoras em especial: Gioli Simona, melhor atacante da Copa dos Campeões até agora; Jenny Barazza, central e boa bloqueadora; e Piccinini, veterana do time e segurança no fundo. Além disso, o técnico brasileiro Zé Roberto Guimarães já elogiou a atuação da atacante Serena Ortolani em outras competições.

Defesa de Piccinini - Divulgação/FIVB
As italianas perderam a cubana naturalizada Aguero, que decidiu se aposentar da seleção antes da Copa dos Campeões, e com ela, um pouco do poder do ataque. No torneio no Japão tiveram alguns altos e baixos. Fizeram um jogo ruim contra a Coreia do Sul, vencido no sufoco por 3 sets a 2, mas se superaram e dominaram a República Dominicana na última partida com um 3 a 0.
Já o Brasil vem de um jogo perfeito contra a Coreia do Sul e crescendo no torneio. O potencial da equipe está no grupo, com todas as jogadoras prontas para atuar. Se Dani Lins está mal, Ana Tiemi entre com precisão nos levantamentos. Se Natália está sendo marcada, Paula Pequeno assume a responsabilidade. Se Mari está ruim no passe, Sassá vai para o fundo da quadra e assim por diante.
A equipe nacional ainda peca na recepção, mas tem volume de ataque e bloqueio para segurar as italianas, que tem um jogo parecido com o nosso. Não são tão velozes quando as japonesas e nem jogas com as bolas mais altas como as dominicanas.
Brasil x Itália promete! Quem vencer, precisa apenas confirmar o favoritismo no último jogo para ficar com o ouro. E aí o Brasil leva vantagem. Enquanto a seleção tem pela frente a Tailândia, teoricamente mais fraca do torneio, a Itália encara o Japão, cheio de jogadas rápidas e querendo fazer bonito diante da torcida.
E você, o que espera dessa “final” na Copa dos Campeões? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Itália, Piccinini, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
09/10/2009 - 10:25
Confesso que a reaprendi a gostar de Zé Roberto Guimarães. Foi com ele que me apaixonei pelo vôlei, no ouro olímpico em Barcelona. Depois, fiquei um pouco decepcionada com a sua ida para o futebol. Quando voltou ao vôlei, achava seu jeito calmo demais. Mas agora, compreendo a sua forma de comando. E ele foi reconhecido na Itália também! Faturou a eleição de técnico do ano da última temporada, à frente do Scavolini Pesaro (leia mais).
Muitos estão acostumados ao estilo Bernardinho de ser. Sempre explosivo, enérgico com todos da equipe em todos os momentos dos jogos. Zé Roberto segue uma linha mais amena e é tão bem-sucedido como o técnico da seleção masculina. Prefere a conversa aos gritos, por exemplo. Quem assiste aos jogos, dificilmente o vê muito nervoso no banco, ou quase rasgando a camisa, o que é muito comum para Bernardinho. Até a sua fala é mais calma.
E foi com esse jeito mais sereno que ele colocou a seleção feminina onde ela está, no topo. Além das conversas, ele mostrou que entende as mulheres, tanto já jurou amor eterno a elas, e que sabe cobrar. Quem não se lembra do veto aos “bumbuns” grandes na seleção, em fevereiro do ano passado?
A partir daí eu passei a gostar mais dele! Foi uma prova que não daria moleza para as convocadas e que, depois de resultados frustrantes e da fama de amarelar sempre, as meninas teriam que trabalhar e muito na seleção. O resultado a gente já sabe. Ouro no Grand Prix de 2008, ouro em Pequim e ouro em todas as outras competições até hoje.
Zé Roberto é um ponto de equilíbrio quase ideal. Ainda acho que poderia cobrar de maneira mais enérgica em alguns momentos, para acordar mesmo as jogadoras. Mas admiro a sua capacidade de conversar, acalmar e passar o que ele deseja para suas comandadas. O título de melhor do ano foi merecido!
Para completar, um vídeo do técnico relembrando seus tempos de jogador (ele foi levantador da seleção brasileira na década de 70) ao lado de suas comandadas. Ele ainda sabe mandar bolas redondinhas! As imagens são do VoleiBrasil.org.br.
E você? O que pensa de Zé Roberto como técnico? Também acha que ele mereceu o título na Itália? Deixe seu comentário!
Aproveite e veja o perfil de Zé Roberto Guimarães no VôleiBrasil.org.br.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, seleção feminina
Tags: Bernardinho, Itália, seleção feminina, técnico, vôlei, Zé Roberto Guimarães
06/10/2009 - 15:30
Só falta uma vaga a ser preenchida para a Copa dos Campeões, em novembro, no Japão. Nesta terça, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) divulgou os times convidados: Coreia do Sul, no feminino, e Egito, no masculino. Resultado pior (ou melhor, se a gente pensar no nível do campeonato) para as mulheres, já que as coreanas têm mais time que os egípcios.

Itália é campeã europeia - Divulgação
E no feminino, todos os times já estão definidos. Japão tem vaga por ser o país sede. O Brasil garantiu seu lugar com o passeio no Sul-Americano. República Dominicana e Tailândia se classificaram com o ouro nos torneios da Norceca e da Ásia, respectivamente. Para fechar as campeãs continentais, a Itália, que inclusive foi a aposta de Zé Roberto Guimarães , faturou o Europeu e também vai para a Copa dos Campeões.
As italianas conquistaram invictas o título continental. O time, que conta com a volta de Piccinini, venceu a Holanda na final de ponta a ponta, por 3 sets a 0 (veja como foi a partida). Já a Rússia, que era uma das minhas apostas na Europa, perdeu nos playoffs para a mesma Holanda em dos melhores jogos do torneio, um ótimo 3 sets a 2 e ficou fora das finais.
Queria ver os Estados Unidos também na Copa dos Campeões, mas a equipe passa por renovação e não é mais a mesma da final olímpica. E a China foi a grande decepção, perdendo na final asiática. Ainda sim, a disputa feminina promete e as italianas serão as adversárias a serem batidas, ainda mais com a boa fase das atacantes e a inspirada cubana naturalizada Aguero.
Uma vaga para os homens
No masculino, além de Brasil (campeão sul-americano), Polônia (campeã europeia), Irã (vice asiático – ficou com a vaga porque o Japão, país-sede, foi o campeão continental), Egito (convidado) e Japão (sede), falta conhecermos o campeão da Norceca, que sai no dia 18 de outubro. Os Estados Unidos são os favoritos, disparados.
Por enquanto, a seleção masculina não terá muitas dificuldades. A única equipe que deve complicar é a Polônia, que tem bons atacantes e sabe sacar com eficiência. Mas acho que a disputa aqui será bem mais simples que no feminino. Vamos ver o que vai dar! A Copa dos Campeões começa no dia 10 de novembro para as mulheres e no dia 18 para os homens.
E para você, leitor, já dá para apostar em quem serão os campeões do torneio? Dê o seu palpite!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina, seleção masculina
Tags: Aguero, Campeonato Europeu, Copa dos Campeões, Itália, Piccinini, vôlei, Zé Roberto
16/07/2009 - 14:32
Por enquanto, só Brasil e Sérvia podem respirar aliviados na Liga Mundial. As duas são as únicas seleções que já estão classificadas para as finais. O Brasil, com a melhor campanha até o momento, garantiu o lugar na rodada passada. A Sérvia já começou a competição com a vaga certa, já que será a sede dos jogos decisivos. Restam quatro lugares: os outros primeiros colocados dos grupos e o segundo melhor colocado, escolhido pela FIVB com um convite. Atendendo a pedidos, vamos as chances dos times em cada grupo!
Grupo A
Estados Unidos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, estão com um pé nas finais. Eles enfrentam a Holanda nesta sexta e sábado em casa e precisam de apenas uma vitória para se classificar. Já a Itália, segunda colocada com 4 pontos a menos que os americanos, ainda sonham com a vaga. Para isso, precisam passar pela China e torcer contra os líderes.
Grupo B
Com a Sérvia como anfitriã das finais, a briga está entre França e Argentina. Apenas um ponto separa as duas seleções, que duelam em San Juan nas noites desta quinta e de sexta. Quem vencer vai para a decisão.
Grupo C
É o grupo mais disputado desta Liga Mundial. Cuba está na liderança com 20 pontos e pode ser apontada como favorita à classificação. Time está se renovando e tem promessas como o atacante Leon, de apenas 15 anos. Ele é o melhor sacador e o 10º maior pontuador da Liga Mundial . Cuba enfrenta o Japão na sexta e no sábado. Em segundo lugar está a Rússia, com 17 pontos, que vai viajar até a Bulgária para os confrontos também na sexta e no sábado. E os búlgaros são a surpresa do grupo. Depois de duas vitórias sobre Cuba na última rodada, eles chegaram a 15 pontos e ainda têm chances de classificação. Ou seja, Cuba, Rússia e Bulgária seguem vivos.
Grupo D
Como o Brasil já está garantido no primeiro lugar, a disputa é para ver quem será vice, de olho no convite da FIVB. Finlândia e Polônia estão no páreo. No primeiro jogo desta rodada, os finlandeses levaram a melhor e, sem se importar com o ginásio lotado de torcida contra, venceram os poloneses por 3 sets a 1. As duas seleções voltam para a quadra nesta quinta. Já o Brasil encerra a sua participação na primeira fase contra a Venezuela no sábado e no domingo, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.
E para você, quem vai fazer companhia para Brasil e Sérvia nas finais da Liga Mundial? Dê o seu palpite! Volto depois da rodada com um balanço geral da primeira fase!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Argentina, Brasil, Bulgária, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Liga Mundial, Polônia, Rússia, seleção masculina, Sérvia, vôlei
18/05/2009 - 11:21
Acabou o Campeonato Italiano e o dono da taça foi o time “da primeira vez”. Depois de quatro finais, o Piacenza, do brasileiro João Paulo Bravo, faturou o título. O time venceu o Trentino na casa dos adversários no último jogo da série, acabou com os traumas de ser apenas vice e levantou a taça.
Lembra o terceiro jogo dessa série, quando Piacenza venceu e assumiu a liderança na final? Foi ao começo da lista da “primeira vez”: pela primeira vez estava na frente na série decisiva, pela primeira vez teria a chance de conquistar o título em casa, pela primeira vez fez o Trentino perder diante da torcida e, pela primeira vez, fez o rival perder um tie-break.
Na partida de domingo, quando estava tudo empatado, já que o Trentino havia levado o quarto jogo, alguns itens dessa lista se repetiram. O Piacenza venceu de novo o Trentino na casa do rival e, mais uma vez, por 3 a 2. A equipe de João Paulo Bravo continuou a sua lista de “primeira vez”. Foi o primeiro time a terminar a temporada regular em quinto lugar e ser campeão. E, para manter a regra, quase todos os jogadores do Piacenza faturaram o título pela primeira vez. Só o técnico Angelo Lorenzetti, campeão com o Modena em 2002, e o levantador Dante Bonifante, campeão com o Treviso, já tinham sentido o sabor da vitória.
Depois de passar pelo Peruggia, melhor time da segunda fase, pelo Macerata, vencedor da temporada regular, e pelo Trentino, campeão da Liga dos Campeões da Europa, o Piacenza mereceu muito o título. Principalmente pelo poder de reação. Depois de levar um 3 a 0 na quarta partida da final e sair atrás do placar no ultimo jogo, o Piacenza se superou, virou e venceu. Depois de quatro anos na espera, vale gritar “É Campeão”!
O último jogo
Com o ginásio lotado em Trento, os donos da casa saíram na frente. O Trentino lutava pelo bicampeonato e venceu os dois primeiros sets por 25/21 e 25/20. A partir daí, a reação do Piacenza foi impressionante. Eles levaram os dois sets seguinte, por 25/21 e 25/22, e empataram a partida. No tie-break, o Trentino reagiu e parecia que iria repetir o feito da última temporada, quando faturou o título em cima do Piacenza. Entretanto, o Piacenza manteve a concentração, segurou o jogo e fechou em 15 a 13.
O grande nome da partida foi o italiano Zlatanov. Só ele fecharia um set sozinho e ainda sobraria, já que marcou 30 pontos. João Paulo Bravo também fez a sua parte e colocou 13 bolas no chão. Cubano Marshall, destaque do Piacenza na fase final, foi autor de 18 pontos. Do outro ladro, o brasileiro Leandro Vissotto também não fez feio e marcou 17 vezes.
Ou seja, foi uma série final de alto nível, como é esperado no Campeonato Italiano, e decidida apenas nos últimos lances do tie-berak da última partida. Emoção e bons jogos. “Estavamos esperando isso acontecer há anos e é muito bom que tenha vindo desta maneira”, concluiu o campeão João Paulo Bravo.
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Zlatanov, destaque do último jogo da final, vibra com o primeiro título italiano
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Taça merece beijo depois de cinco jogos suados na fase final
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Zlatanov se diverte e faz dancinha no pódio com o Piacenza
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Cubano Marshall chora depois da conquista do título do Italiano
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Festa do campeão Piacenza continuou até no vestiário do time
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Piacenza é campeão italiano
Crédito das fotos: Divulgação/legavolley.it
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano
Tags: Itália, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Piacenza, Trentino, Zlatanov
14/05/2009 - 11:37
Ainda não foi desta vez que o Piacenza conseguiu mudar a sua história e faturar um título do Campeonato Italiano. Diante da sua torcida, o time do brasileiro João Paulo Bravo sentiu a pressão e perdeu por 3 sets a 0 (25/23, 25/11 e 26/24) para o Trentino, do oposto Leandro Vissotto. Duelo brasileiro está acirrado lá na Itália!
A partida da noite de quarta-feira foi a quarta da série final. Se o Piacenza vencesse, fecharia a série em 3 a 1 e levaria o caneco. Mas, logo de cara, João Paulo Bravo e companhia pararam no bloqueio do Trentino. Só o levantador sérvio Nikola Grbic fez três dos sete pontos de Trento nesse fundamento no primeiro set. Na parcial seguinte, o Piacenza se desconcentrou, errou muito, principalmente no ataque, e levou uma lavada dos visitantes. No último set, o time da casa tentou reagir, salvou dois match points, mas acabou perdendo para o Trentino.
Desta vez, os brasileiros não foram os principais jogadores das suas equipes. O melhor em quadra foi mesmo Grbic e seus bloqueios. Mas a atuação nacional foi equilibrada. Leandro Vissotto terminou com oito pontos marcados e João Paulo Bravo, com nove. Riad, outro brasileiro do Trentino, começou como titular, mas logo voltou para o banco.
A decisão do título italiano ficou para a última partida. Trentino recebe o Piacenza no domingo e quem vencer é campeão. Pelo desenrolar da competição, Trentino leva a vantagem, já que está empolgado com a boa vitória desta quarta e só perdeu uma vez em casa, justamente para o Piacenza.
Façam as suas apostas! Quem fatura o Campeonato Italiano de 2009? Trentino leva o bi ou Piacenza, depois de quatro anos, vai conseguir desencantar? Deixem os seus palpites por aqui e a gente descobre quem acertou no domingo!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano
Tags: Itália, João Paulo Bravo, Leandro Vissotto, Piacenza, Trentino
05/05/2009 - 11:44
Parece que Bernardinho vai mesmo contar com o oposto de peso na seleção brasileira! Leandro Visotto, convocado para a Liga Mundial, fez mais uma excelente partida e comandou o Trentino na vitória sobre o Piacenza na primeira partida da final do Campeonato Italiano.
Time de Visotto defende o título italiano e encara mais uma vez o Picenza na final. No jogo da noite de segunda-feira, Trentino venceu o primeiro set (25/18), levou a virada no segundo e no terceiro (17/25 e 21/25) e arrasou na quarta parcial (25/14), forçando o tie-break. E foi no set decisivo que Leandro Visotto fez a diferença. Trentino saiu na frente, abriu 8 a 4, levou a virada e o brasileiro comandou o ataque de seu time e ainda fez o último ponto, fechando em 17 a 15.
A boa atuação do oposto brasileiro ganhou destaque no site oficial do seu time. Visotto foi considerado “uma das melhores coisas da noite “ e apontado como o homem “decisivo em todas as circunstâncias difíceis”. Visotto foi o maior pontuador da partida, com 23 bolas no chão, e assumiu o papel de homem de segurança do time. Que continue assim até a seleção brasileira!
Mais gringas do vôlei
Visotto não foi o único brasileiro em quadra lá fora. Enquanto os jogadores que atuam por aqui curtem a folga pós-Superliga, o feriado prolongado teve conquistas e derrotas para os brasileiros do exterior.
Zé Roberto e Jaqueline saem na frente: a final feminina do Campeonato Italiano também tem brasileiro. O Pesaro, de Zé Roberto e Jaqueline, venceu a primeira partida contra o Novara por 3 sets a 1. Jaqueline foi a segunda maior pontuadora, com 19 acertos.
Giba é vice na Rússia: Iskra Odintsovo perdeu mais uma para o Zenit Kazan, dos norte-americanos Ball e Stanley e ficou com o segundo lugar no Campeonato Russo. A equipe de Giba levou três derrotas seguidas decisão e não teve chance contra o Kazan.
Dante perde bronze: Dinamo Moscou, time de Dante, também não teve boa atuação na Rússia. Assim como a equipe de Giba, perdeu os três jogos da série para o Nova Urengoy e ficou apenas em quarto lugar.
Brasileiro campeão na Espanha: Teruel, time de Xanxa, faturou o título nacional na Espanha na sexta-feira. Além do ouro, brasileiro levou para casa o título de melhor jogador da fase final.
E você, viu a atuação dos brasileiros? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano, Diversos
Tags: Dante, Giba, Itália, Jaqueline, Leandro Visotto, Trentino, Zé Roberto
26/11/2008 - 10:11
Torcida quer ver seu time vencendo, sempre! Não importa a pressão e muito menos o adversário. E o Treviso não está fazendo o seu papel no Campeonato Italiano. Foram cinco jogos em casa e quatro derrotas. A última na rodada, no final de semana, foi contra o Pineto, por 3 sets a 1, como comentamos ontem. E essa foi também a última partida de Renan Dal Zotto no comando do time.
O brasileiro teve seu contrato rescindido com o clube na tarde da terça-feira. Mas a culpa pelo mau desempenho é do treinador? O Treviso é um time recheado de talentos do brasileiros e italianos. Tem Ricardinho e Gustavo, além de Fei, Papi e Cisolla. Ou seja, um ótimo levantador, diversas opções de ataque e gente para segurar na defesa. O que falta para que todos joguem bem em quadra? Mais empenho do técnico? Ou cabeça no lugar?
O problema do time de Treviso são os jogos em casa e acho que isso não vai ser resolvido apenas por um técnico. O time ainda não perdeu fora de casa e, por isso, segura a quarta colocação no Campeonato Italiano. Os jogadores só travam diante da torcida! E não têm motivo para isso. Os atletas são experientes, já passaram por seleções, mas esqueceram como se joga em casa neste ano. E ainda perderam para adversários de pouca tradição como o Pineto, que agora está se encontrando no Italiano, e o Valentia, que não está entre os melhores.
Após a derrota desta rodada, Renan disse que não sabia o que estava acontecendo com seus atletas e que teria uma conversa com eles nos vestiários. Parece que foi o técnico quem se deu mal nessa história. Quem for o novo comandante tem que estimular os seus jogadores, provocar, fazer com que eles atuem com sangue nos olhos. É isso que falta. Talvez um psicólogo ajude mais o Treviso neste momento… E você? Acha justa a demissão de Renan Dal Zotto? Dê a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Campeonato Italiano
Tags: Itália, Renan Dal Zotto, Treviso
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