É assim que a partida entre Brasil e Itália no Campeonato Mundial está sendo chamada: uma verdadeira batalha. Essas foram as palavras de brasileiros e italianos quando souberam que iriam se enfrentar pelo lugar na decisão. O confronto deste sábado, às 16 horas (horário de Brasília) promete tanto pelas polêmicas e jogos entregues, como já conversamos por aqui, como pelo que as duas equipes têm a mostrar dentro de quadra.
Pelo retrospecto, o Brasil leva a vantagem. A seleção venceu a Itália na final olímpica em 2004 e, quatro anos depois, venceu de novo na semifinal da Olimpíada de Pequim. Além disso, a equipe de Bernardinho passou pelos rivais nas conquistas dos Mundiais de 2002 e 2006. E agora? Quais as expectativas para esse confronto?
Acho que tanto Brasil quanto a Itália estão bem neste Mundial. A seleção vem crescendo, desde o tie-break vencido para cima da República Tcheca. Já os donos da casa, favorecidos pelo regulamento nas primeiras fases, fizeram duas grandes partidas e tiraram Estados Unidos e França do caminho, ganhando moral para a semifinal. O jogo promete ser equilibrado e as duas seleções tem alguns jogadores no auge e pontos a serem explorados.
No Brasil, o jogador do momento é Murilo. Ele é referência na defesa e segurança no ataque. Além disso, é um dos poucos manter a regularidade no saque, mesmo forçando o tempo todo. N aoutra ponta e no meio, o time também está bem servido, com Dante e Rodrigão fazendo um ótimo torneio. Bruno é outro que tem se superado. Já Leandro Vissotto, depois de atuações apagadas, mostrou estar melhor e mais seguro contra a Alemanha e precisa repetir a atuação nesta semifinal. No fundo, Mário Jr, se bem concentrado, dá conta.
A Itália tem um problema pode se dizer parecido com o brasileiro. O seu oposto Fei, ídolo do time, demorou para se encontrar, pelo menos nos últimos jogos e, como já aconteceu no Brasil, deixou de ser o homem de segurança em vários momento. A qualidade italiana também lembra a brasileira. A força do ataque vem pela ponta, com Savani, que está virando tudo. No meio, se temos Rodrigão, eles têm Mastrangelo, que comanda o bloqueio e solta o braço no ataque. Para armar as jogadas, o experiente Vermiglio, um bom levantador que adora provocar os rivais.
Entretanto, os italianos têm uma preocupação a mais no fundo de quadra: Marra. O líbero, desde a partida contra os Estados Unidos, está sofrendo para acertar a recepção, principalmente no saque tático, e virou alvo constante dos rivais.
Na minha opinião, o Brasil leva essa batalha. Para ajudar, os jogadores devem estar concentrados o tempo todo para ignorar o barulho da torcida e a vibração e a provocação do outro lado da quadra. Também é bom estar preparado para erros de marcação, já que os fiscais e linha serão italianos e podem ser tendenciosos em lances duvidosos. Na bola, é bom voltar a contar com pontos de bloqueio, que marcou pouco contra a Alemanha. E vale sacar para cima do líbero e usar esse fundamento com inteligência, ou seja, não arriscar tudo na pancada. Vale mais usar um serviço tático e confiar no sistema defensivo. Volume de jogo para isso o Brasil tem!
Acho que Andrea Anastasi, técnico italiano, resumiu muito bem o que será essa semifinal. Ele disse: “Contra o Brasil será uma verdadeira batalha. Mas não será preciso, necessariamente, um voleibol perfeito. O fundamental será jogar com coração e paixão”.
P.s.: galera, desculpem por ter esquecido de colocar dia e horário da partida antes no post… Falha minha… coisas do cansaço! Abs