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Posts com a Tag Itália

quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

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Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

Notas relacionadas:

  1. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de julho de 2011 Seleção feminina | 22:50

Valeu a pena o “treino” na Copa Internacional?

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A seleção feminina deixou Brasília no final de semana com três vitórias e nenhum set perdido na Copa Internacional de vôlei. Para o evento foram convidadas as seleções de Peru, Japão e Itália e o objetivo era treinar e ganhar ritmo para a disputa do Grand Prix, em agosto. Valeu a pena?

Pelo primeiro jogo, não. O Peru veio com um timo fraco e, como Zé Roberto comentou após a vitória, seria melhor e mais produtivo ter enfrentado a seleção de novas do Brasil (leia mais sobre Brasil x Peru).

Mari - Divulgação/CBV

Copa Internacional foi a volta de Mari a seleção e deu ritmo à atleta

Mas as coisas melhoraram contra Japão e Itália. O Campeonato Mundial do ano passado e aquele tie-break contra as japonesas parece que deixaram algum trauma e o time entrou muito bem diante das nipônicas. E o jogo valeu para testar a nossa defesa e armar muito bem o bloqueio. Foram 22 pontos no fundamento, um número pouco visto normalmente (saiba mais sobre o jogo contra o Japão).

Depois, contra a Itália, mais uma equipe mista de titulares, como Gioli, e reservas, o Brasil teve mais uma vitória, mas mostrou uma boa variação de ataques (leia mais sobre a vitória brasileira).

No geral, os treinos desses jogos valeram a pena, sim. Foi preciso, por exemplo, manter a concentração para segurar a Itália e fazer 3 sets a 0, mesmo em um simples torneio amistoso. E os jogos, mesmo não sendo contra as melhores do mundo, mostraram o que está bom e ruim neste começo de temporada.

O Brasil ainda falhou no passe e mostrou instabilidade (tudo bem, isso até é normal quando não tem muita coisa em jogo). Fez um excelente jogo no bloqueio, mas não repetiu o mesmo desempenho no dia seguinte, ou seja, ainda precisa se adaptar a cada rival .

O lado bom foi a volta de Mari, jogando solta e virando bem no ataque. Dani Lins também foi bem e se mostrou bastante segura na distribuição. Thaísa vem fazendo boas atuações desde a Copa Pan-Americana. E Tandara, que foi aproveitada do time de novas, se mostrou uma ótima arma no saque, com um serviço às vezes mais flutuante e diferenciado. Ela é conhecida pela potência no ataque, mas pode ser aproveitada de uma nova maneira.

O passe é problema de muito tempo nessa seleção. Zé Roberto deve mais uma vez se preocupar com isso porque o ataque me parece muito bem. E também, de que adiantaria enfrentar uma Rússia logo no começo da temporada, sem o preparo ideal e perdeu logo de cara? Melhor começar devagar, ganhar ritmo, analisar o time. Mas parece que até que temos um bom começo para o Grand Prix, não acham?

Notas relacionadas:

  1. O jogo perfeito na Copa dos Campeões
  2. Brasil x Itália na “final” da Copa dos Campeões
  3. Seleção feminina é vice na Copa dos Campeões
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 22 de junho de 2011 Diversos | 11:49

Como Thiago Alves foi parar no Japão?

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Na semana passada, comentei aqui no blog sobre a ida de Thiago Alves para o Panasonic Panthers, do Japão (veja o post sobre a negociação do jogador). Eu fiquei um pouco surpresa com a decisão do ponteiro e, por isso, bati um papo com ele depois dos jogos contra Porto Rico na Liga Mundial. O resultado foi uma matéria exclusiva para o iG (leia a reportagem completa) com as explicações.

Thiago disse que tentou negociar com o Sesi, mas que, quando foi dar a sua resposta ao time, eles já haviam acertado com o Leo Mineiro. Depois, como ainda não é um atleta tão conhecido lá fora, não teve boas propostas da Itália. Ainda tentou negociar com a Turquia, mas não teve sucesso. No final, a melhor opção até financeiramente foi o Japão. Lá ele terá contrato de um ano e pode jogar e voltar ao Brasil na próxima temporada.

Explicações dadas com total sinceridade, as coisas ficaram mais claras e consegui entender  a opção de Thiago Alves. Adiantaria fechar com um time B da Itália e ficar preso a dois ou três anos de contrato? Seria um risco. Se o time fosse bem, valeria a pena pelo nível do Campeonato Italiano e pelos rivais de peso. Mas não sei se é possível aprender tanto em uma equipe mediana. Bom negócio fez Bruninho, que ficou só 45 dias por lá, mas jogou no Modena e cresceu junto com o time até as finais.

No Japão, o brasileiro será a estrela do time por ser o jogador estrangeiro. Isso não é garantia de sucesso, mas é uma boa perspectiva para voltar a jogar depois de uma temporada de lesões como foi a última.

Para ganhar reconhecimento, o caminho poderia ser tentar seguir no Brasil. A liga japonesa é mais fraca que a nossa e pouco acompanhada pelos fãs brasileiros. Mas pode valer pela experiência de jogar no exterior. E, como disse no outro post, o Japão não fez mal a Théo e João Paulo Tavares, por exemplo. Agora é focar na seleção brasileira, nas finais da Liga Mundial e, depois, desejar boa sorte!

Notas relacionadas:

  1. Semifinais do Mundial e outras coisas mais…
  2. Vissotto na Itália, mudanças em Araçatuba e em Montes Claros
  3. Futuro de Thiago Alves
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 Seleção feminina | 09:54

Brasil arrasa Itália no melhor jogo do Mundial

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Isso sim é uma grande vitória por 3 sets a 0! A seleção brasileira teve uma grande atuação e arrasou a Itália em sets diretos, com parciais de 25/16, 25/19 e 25/07. Sim, 25 a 7 na terceira parcial! E eu, que reclamei da atuação apática contra Porto Rico na madrugada de terça-feira mordi a língua, mas tive meus pedidos atendidos.

Contra Porto Rico, o Brasil falhou no passe e Fabíola não soube distribuir bem. Nesta manhã, mudança de postura em quadra. Com garra e concentração desde o primeiro ponto, a recepção colocou a bola nas mãos da levantadora, que pode voltar a impor um ritmo forte e variar as jogadas. E Fabíola teve a visão de jogo de não usar tanto Sheilla, jogadora mais visada pelo bloqueio italiano, e abusar dos ataques de Natália. A ponteira correspondeu, desperdiçou poucas bolas e fechou o jogo como a maior pontuadora, com 25 bolas no chão.

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Vibração brasileira na vitória sobre a Itália - AFP

Também havia criticado o bloqueio nacional, que ainda estava abaixo do esperado. Contra a Itália, sob o comando do paredão chamado Thaísa, o Brasil fechou a porta com 16 pontos neste fundamento. Além disso, amorteceu a maioria das bolas e acabou com a concentração do ataque europeu, afinal, bater e sempre encontrar um bloqueio ou uma defesa armada no fundo é irritante. Para atrapalhar ainda mais, as italianas sofreram com passe quebrado para Lo Bianco.

Para mim, Natália, pelo crescimento e pela maturidade no ataque, Fabíola, pela distribuição para quem estava realmente melhor nas jogadas, e Thaísa, pelos bloqueios, foram os nomes do jogo. Jaqueline também pode entrar nessa lista, já que não treinou antes da partida, ainda se recupera de uma indisposição estomacal, e teve boa atuação.

Entretanto, acho que a atuação brasileira mostra disciplina no time. A seleção estudou a Itália e sabia o que fazer em quadra. Sabiam que o forte no meio era com a Gioli e neutralizaram suas jogadas, por exemplo, como disse Zé Roberto depois da partida. Sabiam que as italianas erravam pouco e não desperdiçaram contra-ataques. Sabiam que o melhor era abusar de Natália, de 1,83m, no ataque contra a levantadora Lo Bianco no bloqueio, de 1,71m. E no final, mesmo errando mais, o Brasil venceu graças a um sistema defensivo bem posicionado e paciência para colocar os contra-ataques no chão, mesmo com defesas das rivais. Ou seja, venceu porque foi superior, não porque ganhou pontos de graça.

Aos poucos estou mudando a minha opinião. Como torcedora, quero sempre ver o máximo, mas acho que se continuar assim, até vacilando e jogando abaixo do esperado contra os mais fracos, mas arrasando os mais fortes, está de bom tamanho! Dá para segurar um pouco e soltar tudo quando é preciso. Pensei que uma partida com nível técnico mais baixo e com erros, como foi contra Porto Rico, poderia abalar o time. Errei. Aquela derrota para a Itália dentro de casa, na primeira fase do Grand Prix deste ano, ainda estava engasgada e o Brasil deu um belo troco.  Agora, segue para a segunda fase como o único invicto do grupo e terá pela frente Tailândia, Estados Unidos, Alemanha e Cuba. A tabela da próxima fase ainda não foi divulgada.

Notas relacionadas:

  1. O jogo perfeito na Copa dos Campeões
  2. Brasil x Itália na “final” da Copa dos Campeões
  3. Brasil desperdiça aquecimento antes do grande jogo
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

sábado, 9 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:07

E o Brasil está na final do Mundial!

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A seleção brasileira masculina enfrentou o adversário que queria e teve o resultado que queria. Depois de todas as polêmicas do torneio, vaias das arquibancadas e erro da arbitragem, o time de Bernardinho venceu a Itália por 3 sets a 1 e está na final do Campeonato Mundial (veja como foi a partida set a set).

Na partida deste sábado, o Brasil passou pelo que já tínhamos previsto. Os juízes de linha, todos italianos, foram bastante tendenciosos para os donos da casa. A torcida fez pressão o tempo todos. E o levantador Vermiglio seguiu com suas provocações na rede o tempo todo. Do outro lado, a seleção até perdeu a concentração um pouco,  foi derrotada em um set, mas logo se recuperou e liquidou a partida.

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira

Comemoração de Leandro Vissotto depois da vitória brasileira na semifinal

E fiquei muito feliz com a atuação de Leandro Vissotto. Venho falando dele em todos os jogos do Brasil neste Mundial e, no post anterior, disse que seria bom contar com ele bem contra os italianos. Mas foi mais do que bom. Pela primeira vez, Vissotto entrou realmente seguro, do primeiro ao último ponto, soltou o braço e não deu chances ao bloqueio italiano. Ele foi o verdadeiro oposto, o cara de segurança. E olha que do lado de lá, Fei, que também estava um pouco apagado, foi outro a agir como um grande oposto e virou boas bolas… Parabéns, Vissotto!

Outro que merece os parabéns é Marlon. Ele quase perdeu o Mundial por conta de uma inflamação no intestino, ficou fora de vários jogos e teve que assumir a responsabilidade neste sábado. Bruno, em um “encontrão” com Murilo se machucou e teve que sair. Marlon jogou três sets e aguentou bem. Ainda mais magro do que o costume, ele disse depois da partida que ainda está inseguro. Não apareceu. Ele se jogou na defesa, distribuiu bem para o ataque e usou bem as bolas com Vissotto.

A seleção ainda teve problemas, como a falta de concentração e a queda de ritmo depois do começo arrasador. Entretanto, no geral, foi bem. Murilo pode ter se perdido em alguns ataques, mas fez defesas importantes. O bloqueio nacional pontuou pouco (apenas cinco vezes), mas o time teve volume de jogo para vencer.

Os cubanos, mais uma vez
O Brasil disputa o título do Mundial contra Cuba (veja como foi a vitória dos cubanos sobre a Sérvia). Os caribenhos foram os primeiros a vencer a seleção neste mundial, por 3 sets a 2, ainda na primeira fase. Além disso, depois da derrota proposital para a Bulgária, que fez os brasileiros não cruzarem com os cubanos na fase seguinte, vieram as provocações. “Brasil é um time imbatível que está com medo de jogar contra uma pequena ilha como Cuba”, disse o búlgaro Nikolov depois daquela partida.

Com certeza Nikolov não esperava cair no Mundial justamente diante dessa pequena ilha… E o Brasil não deve ter medo, mas é bom ter cautela. A renovação fez muito bem à Cuba e o time agora não sofre mais da famosa síndrome de só jogar bem quando está na liderança. Além disso, a força deles é admirável, com ataques e saques potentes do começo ao final das partidas. E Leon e Simon são os grandes jogadores da equipes.

O que fazer agora? A seleção precisa manter a concentração em alta o tempo todo e mais do que nunca acertar o seu saque. É fundamental quebrar a recepção cubana para tirar toda essa força que eles têm no ataque. E voltar a crescer no bloqueio para segurar Simon no meio, que quando pega bem a bola, não dá nem para ver a cor! Vissotto, mais uma vez deve ser o grande oposto e espero que Marlon aguente um jogo inteiro se Bruno ainda não estiver recuperado. Não vai ser nada fácil, mas continuo na torcida. A final será neste domingo, às 16 h (horário de Brasília) e promete! Até amanhã!

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

sexta-feira, 8 de outubro de 2010 Seleção masculina | 13:03

Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?

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É assim que a partida entre Brasil e Itália no Campeonato Mundial está sendo chamada: uma verdadeira batalha. Essas foram as palavras de brasileiros e italianos quando souberam que iriam se enfrentar pelo lugar na decisão. O confronto deste sábado, às 16 horas (horário de Brasília) promete tanto pelas polêmicas e jogos entregues, como já conversamos por aqui, como pelo que as duas equipes têm a mostrar dentro de quadra.

Pelo retrospecto, o Brasil leva a vantagem. A seleção venceu a Itália na final olímpica em 2004 e, quatro anos depois, venceu de novo na semifinal da Olimpíada de Pequim.  Além disso, a equipe de Bernardinho passou pelos rivais nas conquistas dos Mundiais de 2002 e 2006. E agora? Quais as expectativas para esse confronto?

Acho que tanto Brasil quanto a Itália estão bem neste Mundial. A seleção vem crescendo, desde o tie-break vencido para cima da República Tcheca. Já os donos da casa, favorecidos pelo regulamento nas primeiras fases, fizeram duas grandes partidas e tiraram Estados Unidos e França do caminho, ganhando moral para a semifinal. O jogo promete ser equilibrado e as duas seleções tem alguns jogadores no auge e pontos a serem explorados.

No Brasil, o jogador do momento é Murilo. Ele é referência na defesa e segurança no ataque. Além disso, é um dos poucos  manter a regularidade no saque, mesmo forçando o tempo todo. N aoutra ponta e no meio, o time também está bem servido, com Dante e Rodrigão fazendo um ótimo torneio. Bruno é outro que tem se superado. Já Leandro Vissotto, depois de atuações apagadas, mostrou estar melhor e mais seguro contra a Alemanha e precisa repetir a atuação nesta semifinal. No fundo, Mário Jr, se bem concentrado, dá conta.

A Itália tem um problema pode se dizer parecido com o brasileiro. O seu oposto Fei, ídolo do time, demorou para se encontrar, pelo menos nos últimos jogos e, como já aconteceu no Brasil, deixou de ser o homem de segurança em vários momento. A qualidade italiana também lembra a brasileira. A força do ataque vem pela ponta, com Savani, que está virando tudo. No meio, se temos Rodrigão, eles têm Mastrangelo, que comanda o bloqueio e solta o braço no ataque. Para armar as jogadas, o experiente Vermiglio, um bom levantador que adora provocar os rivais.

Entretanto, os italianos têm uma preocupação a mais no fundo de quadra: Marra. O líbero, desde a partida contra os Estados Unidos, está sofrendo para acertar a recepção, principalmente no saque tático, e virou alvo constante dos rivais.

Na minha opinião, o Brasil leva essa batalha. Para ajudar, os jogadores devem estar concentrados o tempo todo para ignorar o barulho da torcida e a vibração e a provocação do outro lado da quadra. Também é bom estar preparado para erros de marcação, já que os fiscais e linha serão italianos e podem ser tendenciosos em lances duvidosos. Na bola, é bom voltar a contar com pontos de bloqueio, que marcou pouco contra a Alemanha. E vale sacar para cima do líbero e usar esse fundamento com inteligência, ou seja, não arriscar tudo na pancada. Vale mais usar um serviço tático e confiar no sistema defensivo. Volume de jogo para isso o Brasil tem!

Acho que Andrea Anastasi, técnico italiano, resumiu muito bem o que será essa semifinal. Ele disse: “Contra o Brasil será uma verdadeira batalha. Mas não será preciso, necessariamente, um voleibol perfeito. O fundamental será jogar com coração e paixão”.

P.s.: galera, desculpem por ter esquecido de colocar dia e horário da partida antes no post… Falha minha… coisas do cansaço! Abs

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  1. Quem terá vida fácil e quem terá trabalho no Mundial
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terça-feira, 5 de outubro de 2010 Diversos | 18:49

Que falta faz um bom levantador!

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Os torcedores dos Estados Unidos devem estar pensando agora: cadê o Ball? Os atuais campeões olímpicos fizeram o que puderam e perderam para a Itália em um grande jogo no Campeonato Mundial. E para mim, o motivo da derrota foi a falta de um bom levantador.

Os Estados Unidos, quando puderam contar com Kevin Hansen distribuindo bem, funcionaram e dominaram. Com o saque excepcional de Stanley, dispararam no placar e arrasaram no primeiro set. Parecia que a partida seria simples…

Mas as coisas mudaram a partir da segunda parcial. Hansen se perdeu em quadra e o oposto Stanley e o ponta Priddy tiveram que fazer milagre para conseguir atacar, sempre com bolas afastadas da rede ou fora do tempo. Do outro lado, Cernic entrou para ajudar a recepção italiana e o jogo ficou mais equilibrado. Mas os donos da casa estavam, digamos, completos.

O levantador Vermiglio, apesar de todo o seu jeito cheio de marra, trabalhava bem. Savani estava inspirado, assim como os centrais Mastrangelo e Sala. Até o oposto Fei, apagado no começo, fez a diferença com belos saques no final. Nos três sets seguintes, muito equilíbrio e vitória da Itália por 3 sets a 1.

De que adianta sacar bem, ter atacantes potentes sem alguém para armar? Os Estados Unidos têm a resposta…. E o time conhecido pela tática perfeita se perdeu e ficou quebrado sem o levantamento. O jogo ainda seguiu parelho graças ao saque eficiente e aos pontos de bloqueio dos Estados Unidos, 15 no total.

E a Itália, favorecida nas primeiras fases ao cruzar com adversários fáceis mostrou que pode crescer e jogar contra os grandes também. Aos Estados Unidos, resta torcer para seguir no Mundial. Para a Itália, uma vitória contra França é a vaga na semifinal. E espero que contra o Brasil. O Mundial está pegando fogo e agora sim, está dando gosto de assistir!

P.s.: E a Rússia, que entregou para a Espanha para fugir de um possível confronto com o Brasil, foi eliminada do Mundial. Sérvia mostrou experiência, contou com Miljkovic e venceu por 3 sets a 1. Escrevi sobre isso para o iG. Quem quiser ler, eis o link!

Notas relacionadas:

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  2. Cimed perde para seus erros e para Kurek
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010 Seleção masculina | 19:15

Sufoco para seguir vivo no Mundial

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Quem disse que passar pela República Tcheca na terceira fase do Mundial seria uma tarefa simples? O Brasil usou o regulamento, perdeu para a Bulgária, caiu no grupo que queria e passou sufoco na estreia nesta tarde. A seleção mostrou altos e baixos e venceu no tie-break. Pelo menos, saiu de quadra de cabeça erguida, com um quinto set impecável!

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil

Logo de cara, os brasileiros entraram para mostrar que estavam mordidos com toda a repercussão da derrota para os búlgaros. Vibrando e com um saque fulminante, eles quebraram a recepção dos tchecos e fecharam a parcial. Além disso, mostraram concentração no jogo com quatro pontos de bloqueio contra apenas um dos europeus.

Mas toda a concentração e empolgação foi se apagando nos sets seguintes e o Brasil voltou a apresentar os erros das primeiras fases: vacilos no saque e falta de um oposto. Leandro Vissotto parecia inseguro em quadra e não estava soltando o braço. Com isso, era uma opção a menos para Bruninho. Ele aguentou em quadra até levar um bloqueio bobo na saída e dar lugar para Théo. O novo oposto também errou algumas bolas, mas deu mais volume ao time brasileiro.

A seleção perdeu dois sets sem vibração e graças aos seus erros. Os tchecos tem um ótimo jogador, o canhoto Ondrej Hudecek. Era ele quem batia as bolas mais rápidas e acho que não parado pelo bloqueio nacional. Platenik também foi bem. Mas o Brasil levou a virada porque o volume de jogo caiu. Enquanto o time nacional errava saque e finalizações (foram quatro pontos seguidos no final do terceiro set!), os tchecos acordaram na defesa e acreditaram no jogo. E vibraram muito a cada ponto!

O Brasil voltou a jogar como pode no quarto set, com a entrada de Théo. Mas a seleção só dominou mesmo e cresceu de verdade no tie-break. Aí sim foi um jogo quase perfeito, com saques eficientes, boa distribuição de bolas e ataques certeiros. O 15 a 8 no placar não foi a toa….

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Murilo foi o cara do jogo, mais uma vez

Ainda não estou totalmente satisfeita com o Brasil, mas fico feliz com essa “crescida” no final do jogo. Demorou, mas o time engrenou! Dante e Murilo, mais uma vez, seguram o jogo. E Murilo protagonizou uma das jogadas mais bonitas deste mundial. No segundo set, ele defendeu uma bola fulminante, abriu, chamou bola e soltou o braço em uma linda diagonal curta. Rodrigão também foi gigante e segue em boa fase. Mas o que me deixa mais aliviada é a volta de Marlon. Ele está mais magro, deve estar jogando no sacrifício, mas segue com o ótimo toque de bola. Bruninho está aguentando bem a pressão, mas é ótimo saber que finalmente o Bernardinho pode inverter o 5-1!

Futuro no Mundial
E agora, precisa apenas da vitória sobre a Alemanha para chegar à semifinal. O jogo será nesta quarta, ao meio-dia. Já o rival da partida que vale a decisão pode não ser a Itália, como os brasileiros queriam. Vocês viram o jogo dos Estados Unidos contra a França? Acompanhei no tempo real da FIVB e os norte-americanos arrasaram! Stanley, carrasco no saque na final olímpica contra o Brasil, fez quatro dos cinco aces do time. Será que a Itália passa por eles na última partida? É, a vida não será tão fácil como nas primeiras fases…

E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a República Tcheca? Deu para deixar para trás toda a polêmica do jogo contra a Bulgária? Deixe seus comentários!

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  1. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 10 de agosto de 2010 Seleção feminina | 11:24

Seleção feminina sofre da síndrome cubana?

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É muito comum ouvirmos no vôlei que Cuba é um time que não sabe jogar atrás do placar. Os caribenhos atuam soltos quando estão na liderança e se perdem se levam uma virada. Segundo a ponteira Mari, o Brasil está sofrendo da mesma síndrome. Pelo menos passou por isso na derrota para a Itália no domingo no Grand Prix.

“O jogo delas encaixou e o nosso time jogando atrás tem muito mais dificuldades que o normal. Isso acaba abatendo psicologicamente a nossa equipe”, afirmou a jogadora (leia mais). A seleção foi dominada pelas italianas praticamente todo o tempo (a exceção foi o terceiro set, vencido pelas brasileiras) e o resultado foi merecido. Nossos leitores que foram ao ginásio voltaram para casa frustrados! Mas venceu quem soube explorar os erros das rivais, usar o bloqueio para pontuar atacando na mão e fora e se defender bem para garantir os contra-ataques.

Mari falou que o time se abateu em quadra. Já ouvi dizer, e concordo, que o passe é um termômetro para a equipe. É preciso concentração e confiança para armar bem a manchete e colocar a bola na mão da levantadora. É diferente de um ataque que, se você está nervoso, solta o braço e consegue dar uma relaxada. E o abatimento da seleção se mostrou no passe contra a Itália. Como vocês, leitores, disseram no post anterior, Jaqueline e Fabizinha não estavam bem. Jaque furou a linha de passe diversas vezes e o Brasil se perdeu até em saques simples das italianas. Resultado do nervosismo e da pressão do marcador.

Espero que o Brasil supere esse síndrome cubana e aprenda a jogar também atrás no placar. Controlando os ânimos, fica mais fácil pensar em todas as jogadas e arrumar esse passe. Na semana que vem,  o time encara a República Dominicana, que é uma equipe “marrenta”, que provoca e joga com o psicológico. É a hora de treinar um pouco depois da maratona de voo até Macau e mostrar o que sabe. Jaqueline é uma grande passadora e pode fazer muito melhor. Fabizinha é uma das melhores líberos do mundo e também pode crescer. Vamos ver…

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terça-feira, 20 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:14

É chegada a hora das finais da Liga Mundial

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As finais da Liga Mundial começam nesta quarta-feira, na Argentina. O Brasil busca seu nono título no torneio, assim como a Itália. Cada uma está em grupo e podem, quem sabe, se enfrentar na semi ou mesmo na final deste ano. Para nos localizarmos nas chaves, um resumo de cada grupo e suas seleções rumo à decisão. No final, vocês também podem, e devem, fazer as suas análises e dar os seus palpites!

Grupo E: Argentina, Brasil e Sérvia
Argentina: É a dona da casa e busca o primeiro pódio na Liga Mundial. Vi poucos jogos dos anfitriões e não fiquei surpresa. Eles têm um time renovado e um grande treinador, Webber, que conhece muito bem os brasileiros e o seu estilo de jogo, já que atuou muitos anos por aqui. Será o adversário do Brasil na estreia, no dia 21 de julho, às 21 horas.

Brasil: Chegou até aqui com uma derrota em casa e alguns jogos sem impressionar. Mas, como todo time de Bernardinho, cresceu nas últimas partidas. Vissotto e Murilo são dois nomes de destaque. O primeiro jogou bem desde o começo e mostrou versatilidade, bloqueando e atacando mesmo sendo um “baixinho” de 1,90. O outro, o gigante do time, foi o diferencial contra a Bulgária e se tornou o verdadeiro homem de segurança. Os outros jogadores também merecem méritos, afinal, esse time não é de um atleta ou de outro. É um grande conjunto. O que precisa ser trabalhado, entretanto, é o saque. O Brasil foi irregular neste fundamento na primeira fase da Liga e isso pode pesar na hora da decisão.

Sérvia: Conseguiu a vaga como melhor segunda colocada. Segundo Bernardinho, é habilidosa e considerada a “brasileira da Europa”. As estatísticas do torneio comprovam a força do time. O oposto Sasa Starovic, de 22 anos, assumiu o lugar deixado por Milijkovic, o melhor jogador do país. O jovem é o maior pontuador da Liga Mundial e dono do melhor saque. Pela ponta, a seleção conta com Stankovic, terceiro melhor atacante. Ainda é comanda pelo levantador Petkovic, o líder no fundamento. Eles devem buscar uma revanche contra o Brasil, já que foram derrotados em casa na final do ano passado. Brasil e Sérvia se enfrentam no dia 22 de julho, também às 21 horas.

Grupo F: Itália, Rússia e Cuba
Itália: Pode se dizer que, depois de algumas temporadas sem um grande voleibol, os italianos foram a surpresa da primeira fase. Lideraram seu grupo, passando por Sérvia e França, e ganharam elogios de Bernardinho. “Os italianos estão voltando ao rol dos finalistas. Chegam por méritos próprios e são candidatos ao título. O time mescla jovens com grandes veteranos, como o Fei, que é um excelente passador e diferencial da equipe; o Mastrangelo, um dos maiores bloqueadores do mundo; e o Vermiglio, um grande levantador. Taticamente a Itália beira o brilhantismo”, disse o técnico ao site oficial da CBV. Se o Brasil ficar em primeiro do grupo e a Itália em segundo, ou vice e versa, eles duelariam na final. Gostaria de ver essa decisão neste ano. Seria uma bela briga pela supremacia na Liga, já que Brasil e Itália tem oito títulos cada um.

Rússia: É a grande equipe dessa Liga Mundial. É um time com o jogo típico da escola europeia, com muita força. Eles sacam e bloqueiam muito bem. O oposto Dmitriy Muserskiy é o melhor bloqueador do torneio até agora. O central Volkov, outro destaque, é o sétimo no fundamento. No saque, a Rússia é a única seleção com dois jogadores entre os cinco melhores: Muserskiy, de novo, na 3ª posição, e Mikhaylov, na 4ª. É o provável adversário do Brasil em uma final. Pode depender do duelo contra a Itália para definir o líder do grupo.

Cuba: É um time que joga na força física. Eles têm explosão no ataque e pancada no saque. Podem complicar, mas acho que ainda estão atrás da Rússia, pelo menos. Mas, como bem conhecemos o jeito cubano de jogar, melhor não menosprezar. Os jogadores mudam, mas a marra é a mesma. Eles crescem e ganham confiança quando estão na frente. O jovem León, de 16 anos, segue no time como grande força no serviço.

Jogos da fase final da Liga Mundial
Grupo E
21/07 – 21 horas – Brasil x Argentina
22/07 – 21 horas – Sérvia x Brasil
23/07 – 21 horas – Argentina x Sérvia

Grupo F
21/07 – 17h30 – Itália x Rússia
22/07 – 17h30 – Rússia x Cuba
23/07 – 17h30 – Cuba x Itália

Agora é com vocês! O que esperam das finais da Liga Mundial? O Brasil chega à decisão? Contra quem? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Quatro vagas para as finais da Liga Mundial
  2. Chegou a hora, Brasil!
  3. As outras seleções na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última