Grand Prix | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins - Part 3

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Seleção feminina | 11:04

Brasil acerta bloqueio e bate Tailândia no Grand Prix

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*atualizado às 16h35

A seleção brasileira feminina venceu a Tailândia nesta sexta-feira no Grand Prix e segue invicto na competição (Veja como foi Brasil 3 x 0 Tailândia). E qual é o melhor caminho para vencer uma equipe que defende muito bem, é rápida, mas tem jogadoras 20 cm mais baixas do que as suas? Armar um bom bloqueio.

Bloqueio brasileiro - Divulgação/FIVB

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil diante da Tailândia

O Brasil fez exatamente isso. Foram 17 pontos no fundamento em três sets. E dava para ter passado sem ter levado os quatro bloqueios que levou… Quando o time dominou o fundamento e achou o tempo no primeiro set, deslanchou. Depois, perdeu um pouco a eficiência na segunda parcial. Já no terceiro set, teve até direito a três pontos seguidos no bloqueio.

A equipe nacional também mostrou firmeza no ataque, no começo com Mari, que parecia uma jogadora de segurança, e, depois, com Sheilla. E contra um bloqueio mais baixo, fica fácil fazer uma bola mais segura e, mesmo assim, soltar o braço.

E aí mora o perigo. Dani Lins está crescendo, mas ainda peca na distribuição em alguns momentos. Se o meio acelerado está dando certo, não tem problema em repetir a jogada. Não podemos é cair no erro do time masculino, que às vezes insiste na mesma jogadas depois de alguns erros até que ela saia. Mas vale repetir o acerto! Vi uma linda china com Fabiana e pouco mais do que isso, por exemplo. É preciso repertório para encarar os mais fortes.

Além disso, o Brasil, mesmo bastante concentrado na partida, passou a errar mais no segundo set e quase se complicou. Se a Tailândia não conseguia encarar o bloqueio, o jeito era sacar bem. Com um serviço ‘razante’ e bem colocado, elas deram trabalho a recepção nacional. Com esses erros, disparavam no placar e ameaçavam o Brasil. Mas elas erraram a última bola e perderam a parcial. Esses erros ainda devem ser consertados na equipe nacional.

No sábado, o Brasil encara um time bem diferente. O Cazaquistão, dono da casa, segundo Zé Roberto, lembra o jeito de jogar das russas, ou seja, não é tão veloz, mas tem um jogo mais pesado, na força. E pode ser perigoso, já que levou o jogo contra a Itália nesta madrugada para o tie-break. Brasil x Cazaquistão será às 6h15 (horário de Brasília).

Notas relacionadas:

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Seleção feminina | 21:05

Tsunami e tufão ficam para trás… agora vem a Tailândia

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A seleção feminina está, desde o começo desta semana, no Cazaquistão para a segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix. Mas ter passado pelos primeiros jogos com três vitórias não foi a única coisa que deixou as jogadoras tranquilas depois da passagem pela Coreia do Sul…

Placa "anti-tsunami"

A tal placa com a rota de fuga em caso do tsunami

Ao chegarem ao país asiático para os primeiros jogos, a seleção viu uma placa que indicava a rota para fuga de tsunamis. Além disso, havia passado um tufão pela Coreia na noite anterior e diversos voos, inclusive o das brasileiras, tiveram horários alterados. Outros foram cancelados.

“Ficamos super intrigadas. Se tem uma placa como essas é porque um tsunami é algo comum em Busan. Algo que pode acontecer a qualquer momento. Já imaginou? Ficamos realmente apreensivas”, fala Thaísa. “A sensação entre todas nós é que estávamos dentro de um filme e podia acontecer algo a qualquer momento, até porque o tempo estava muito ruim. Foi muito estranho”, completa a central.

Se não bastasse ter que se acostumar a fuso horário, encarar maratona de 24 horas de voo e estrear na temporada, ainda ter que passar dias pensando em um possível tsunami? Teste para o psicológico!

Agora, no bom tempo do Cazaquistão e longe das ameaças, o foco é a Tailândia, que começou o Grand Prix surpreendendo Cuba. Elas ainda venceram o Peru. E o alerta para o Brasil é relação à velocidade e à altura das tailandesas, rivais desta sexta-feira, às 9h (horário de Brasília).

Elas não são tão perigosas quanto outras asiáticas como japonesas ou chinesas, mas são velozes e “apareceram” em 2009, ao conquistar o título continental. O Brasil deve acertar o tempo de bloqueio, para parar jogadoras mais baixas (a mais alta do time é Utaiwan Kaensing, com 1,89m, longe das centrais brasileiras de mais de 1,90m). Não adianta saltar muito. É preciso saltar corretamente. Também vale ter paciência, porque elas sabem defender e a bola pode demorar mais a cair.

Acertando esse tempo e mantendo o saque como no primeiro final de semana, não deve ser tão complicado. Depois a coisa pode piorar contra a Itália, mas isso é assunto para outro post…

Notas relacionadas:

  1. Brasil mantém tradição e passeia contra Tailândia
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Fofão: “O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora”
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

domingo, 7 de agosto de 2011 Seleção feminina | 13:35

Saque, bloqueio e reservas para vencer

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O Brasil encerrou a primeira fase no Grand Prix com três vitórias: 3 a 0 sobre o Japão; 3 a 1 sobre a Alemanha e 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. De acordo com as estatísticas dos primeiros jogos, a relação saque-bloqueio chama a atenção na seleção.

Bloqueio triplo - divulgação/FIVB

Paula Pequeno, Fabiana e Sheilla crescem para cima do Japão no bloqueio

Thaísa é uma central que vem crescendo nesta temporada e aparecendo até mais do que Fabiana. E para ajudar, outras atletas estão aparecendo no bloqueio, como Fabíola (destaque contra a Alemanha), Paula Pequeno (destaque contra o Japão) e Sheilla e Fernanda Garay, que apareceram bem em todos os jogos. Ou seja, todo mundo com tempo de bola apurado, não apenas as centrais. Nos três jogos, o Brasil foi superior no bloqueio em relação as rivais.

E isso tem contribuição do saque. Contra o Japão, foi a única partida que a seleção acabou atrás no fundamento. Mesmo sem ter pontuado mais, usou bem o serviço para conter a velocidade do ataque asiático. E aqui a levantadora Dani Lins e Sheilla aparecem bem. Foi com passagens delas no saque o Brasil conseguiu arrancar no placar contra Alemanha e Coreia, por exemplo. Parece que o Brasil está usando o serviço com mais consciência e esse é o começo de um bom jogo.

Nesses jogos também duas reservas entraram bem. Fabíola, contra a Alemanha, e Fernanda Garay, contra alemãs e coreanas. A levantadora mudou o jeito de jogar do time e deu mais energia à equipe, segundo Zé Roberto. Já Garay ficou com o lugar de Mari e virou na rede e deu mais estabilidade ao passe.

Apesar das três vitórias, a seleção ainda cometeu erros demais. Contra o Japão, por exemplo, venceu bem dois sets e se perdeu no começo do terceiro. Contra Alemanha, começou a partida devagar e teve que correr atrás. É começo de temporada e pode ser normal estar um pouco desconcentrado, mas dá para manter o nível e segurar esses erros.

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. Seleção feminina segue a mesma, até com reservas
  3. 3 a 0 para começar
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Seleção feminina | 09:04

3 a 0 para começar

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*atualizado às 17h10

O Brasil estreou na madrugada desta sexta-feira com vitória no Grand Prix. A seleção feminina venceu o Japão por 3 sets a 0 (25/18, 25/16 e 25/21) sob o comando de Sheilla, maior pontuadora, com 15 acertos. Veja como foi a partida

A seleção acertou principalmente o seu saque e também teve boa atuação na defesa e no bloqueio, como disse Zé Roberto. O Japão joga na velocidade e sabemos que para acabar com essa velocidade, um saque eficiente é a melhor solução. Pois bem, isso foi colocado em prática.

Mas o Brasil poderia ter vencido até com mais facilidade, já que passou a errar e deixou as japonesas voltarem para o jogo no terceiro set. Ainda assim, elas souberam se recuperar e fecharam logo a partida.

O que quero ver neste Grand Prix é a atuação de Dani Lins, já que a posição de levantadora ainda inspira cuidados. Ela começou bem a temporada, teve atuações seguras na Copa Internacional, que preparou para o Grand Prix, mas ainda deve mostrar o serviço em um grande torneio.

O próximo jogo será contra a Alemanha (sábado, 4h30 no horário de Brasília), um adversário não tão veloz quanto o Japão, mas com rodagem internacional. Segundo Zé Roberto, as jogadas de ponta do time são as mais frágeis. Talvez esse possa ser o caminho do Brasil…

Notas relacionadas:

  1. Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix
  2. Mundial feminino vai começar
  3. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011 Seleção feminina | 22:02

Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix

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A seleção feminina brasileira estreia no Grand Prix nesta madrugada, às 2h, diante do Japão. Para falar sobre o torneio, fiz duas matérias especiais para o iG e deixo o link com vocês.

José Roberto Guimarães analisou os adversários do Brasil deste final de semana. Depois do Japão, o time encara a Alemanha e a Coreia do Sul, a dona da casa. Segundo o técnico, o Brasil está em um grupo forte. Veja as análises do técnico.

Zé Roberto também falou das novatas do grupo para o Grand Prix: Tandara, Juciely e Fernanda Garay. Para ele, todas têm um ponto em comum: o bom bloqueio. Tandara chama a atenção pela diversidade de jogadas, já que pode atuar como oposta e como ponteira. Juciely já deveria ter sido convocada no ano passado e, mesmo não sendo uma central muito alta, é ágil. E Garay já tem experiência internacional e segurança no ataque. Veja o que o técnico falou das jogadoras.

Agora é contar com o bom desempenho do elenco na estreia na Coreia do Sul e, quem sabe, o nono título na competição

Notas relacionadas:

  1. Caras novas e outras velhas conhecidas para o Grand Prix
  2. Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix
  3. Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 28 de julho de 2011 Seleção feminina | 21:15

Tandara e Juciely conquistam espaço na seleção

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O técnico José Roberto Guimarães divulgou nesta quinta-feira a lista de jogadoras que vão participar do Grand Prix. Ele vai levar as levantadoras Fabíola e Dani Lins; as opostos Sheilla e Tandara; as ponteiras Mari, Natália, Paula Pequeno, Fernanda Garay e Sassá; as centrais Thaisa, Adenízia, Fabiana e Juciely e a líbero Fabi.

Da lista, Tandara e Juciely são as novidades. Juciely, central da Unilever, ganhou a vaga no time principal depois da Superliga. Ela não é muito alta como Fabiana e Thaísa, mas é bem veloz e tem um belo ataque.

Tandara - Divulgação/CBV

Tandara é uma das caras novas do time de Zé Roberto

Já Tandara deu certo na seleção de novas e ganhou espaço no tme A. Ela jogará como oposta reserva, na vaga que era ocupada por Joycinha. Com a alteração, o Brasil ganha mais potência no ataque e também um belo saque. Na Copa Internacional, torneio amistoso antes do Grand Prix, ela entrou com um serviço sem tanta força e deu trabalho à recepção rival nos finais dos sets.

Na Superliga, Tandara jogou como ponteira no Vôlei Futuro e não foi tão bem. Ela deve jogar mais solta de volta à posição de oposta, podendo soltar o braço no ataque e sem se preocupar tanto como fundo. E essa sera a função de Tandara em seu novo time, o Sollys/Osasco, na temporada 2011/2012.

Quem também tem mais uma chance na seleção é Fernanda Garay. Ela já tem passagem pelo time e agora compõe o elenco de ponteiras, ao lado de Mari, Natália, Sassá e Paula Pequeno. A posição já está cheia. Será que Jaqueline recupera o seu lugar para as Olimpíadas de Londres? E também vale observar Natália, que está de volta depois da cirurgia para retirada de um tumor na canela.

Zé Roberto disse que o time olímpico ainda não está fechado, mas considero esse um grupo forte. Vamos ver se o passe da seleção finalmente se acerta neste Grand Prix porque, como já disse por aqui, esse é o ponto que preocupa, já que ataque e bloqueio geralmente vão bem.

Notas relacionadas:

  1. A história se repete para a seleção no Grand Prix
  2. Deu empate para a seleção no final de semana
  3. Seleção está cheia de atacantes, dos dois lados da rede
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Diversos | 13:22

Quem disse que o Brasil é o país do futebol?

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Acabei de ler uma notícia que, no mínimo, contradiz uma velha tradição por aqui… de que o Brasil é o País do futebol! De acordo com o estudo “Nations of Sports”, feito pela divisão do grupo Havas especializada em marketing esportivo e de entretenimento, o Brasil é melhor no vôlei do que no futebol (leia mais). Nada que a gente que curte vôlei já não soubesse (risos!).

O estudo leva em conta os resultados conquistados nas principais competições, Olimpíadas e Campeonato Mundial, e o ranking mundial. Com três medalhas no masculino, três no feminino (só na quadra), três títulos mundiais  e um vice para os homens e três vices para a mulheres  fica simples entender essa liderança do vôlei. O futebol ficou com a segunda colocação entre os esportes com os melhores desempenhos e a natação, em terceiro.

Boa notícia para quem gosta de vôlei e reconhecimento para os atletas. E que 2011, que está só começando, traga mais medalhas de Liga Mundial, Grand Prix, Pan-Americano e vagas nos Jogos Olimpícos de Londres! Ah, sem falar em ótimas partidas pela Superliga…

Notas relacionadas:

  1. Ouro, prata, despedida, renovação… 2008 no vôlei
  2. 2009 foi ano de ouros, crise e volta de ídolos ao Brasil
  3. “Antigos” campeões dão cor aos Estaduais
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Mais Europa, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2010

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2010 chega ao fim e como já é tradição no Mundo do Vôlei, eu me despeço do ano com uma retrospectiva. 2010 foi o ano do tricampeonato mundial e do enecampeonato da Liga. Foi o ano de prata para a seleção feminina. Foi o ano de Murilo. Foi o ano de agitação no mercado com volta de nomes importantes ao Brasil e também de uma longa novela de Ricardinho com a seleção masculina. Clique nas fotos para relembrar os principais fatos de 2010. E aproveite e dê sua opinião: o que foi mais marcante neste ano? Feliz Ano Novo e até 2011!

Notas relacionadas:

  1. 2009 foi ano de ouros, crise e volta de ídolos ao Brasil
  2. Ricardinho está na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Brasil, Ricardinho, mercado e final lotada na Superliga
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Seleção feminina | 12:33

Fofão: “O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora”

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A medalha de prata da seleção feminina no Grand Prix fez recomeçar a discussão sobre as levantadoras da seleção feminina. Já comentamos bastante isso por aqui, mas faltava dar a palavra a uma das envolvidas no caso: Fofão. Surgiram boatos de que ela voltaria ao time para o Mundial e, na época, tentei contato com a levantadora. Fofão me respondeu na tarde de terça-feira e desmentiu o retorno mais uma vez, afirmou estar tranquila e torcendo pela seleção e ainda disse que tem personalidade suficiente para dizer “não” e não voltar atrás. Com a palavra, Fofão!

Apenas boatos
“Como isso começou eu não sei, mas algumas pessoas acham que falei (aposentadoria da seleção) da boca para fora porque todo mundo diz que vai parar e acaba voltando. Mas eu tenho personalidade suficiente para dizer que não vou voltar atrás. E não pense que, com isso, estou desprezando a seleção. Não faço isso de forma alguma. Só o meu ciclo na seleção que já terminou. E agradeço por todas as oportunidades que a equipe me proporcionou”

Respeito às sucessoras
“Acho que as pessoas ainda não entenderam a minha decisão e, de certo modo, isso me incomoda. Eu respeito muito quem está trabalhando e correndo atrás para conquistar seu espaço na seleção. Não sei porque ainda insistem nisso (volta ao time nacional). Já disse que não há essa possibilidade. Minha cabeça não está mais ligada à seleção (Fofão jogará no Fenerbahce, da Turquia, nesta temporada). Estou muito tranquila e gostaria que a minha decisão fosse respeitada”

Eterna torcedora
“Assisti aos jogos do Grand Prix, sim, e vou assistir sempre pois, acima de tudo, adoro as meninas e serei eterna torcedora de todas elas. Acho que elas estão no caminho certo, buscando seus espaços e a confiança do treinador”

Titular de personalidade e coragem
“Acho que este revezamento (ora Dani Lins e ora Fabíola) é super normal, pois a experiência virá durante as competições, durante os jogos. Mas posso dizer uma coisa: será titular quem tiver mais personalidade e mais coragem para jogar. As críticas vão existir e são super normais. E as jogadoras tem que ter o seu tempo, aproveitar as oportunidades. Às vezes é necessário tempo e as pessoas precisam entender isso”

Resposta dada e dúvidas sanadas! Obrigada, Fofão!

Notas relacionadas:

  1. Parabéns, Fofão!
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Fofão, as levantadoras e a seleção brasileira
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domingo, 29 de agosto de 2010 Seleção feminina | 13:42

Brasil tem um bom gosto de prata no Grand Prix

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Geralmente, a medalha de prata é aquela dolorida, que vem depois de uma derrota justo no último jogo. Para a seleção feminina, a medalha de prata veio com sorriso no rosto, alegria em quadra, vitória e muitas brincadeiras para a câmera em um belo jogo.

Brasil é prata no Grand Prix

Brasil é prata no Grand Prix

O Brasil entrou em quadra nesta manhã para a última partida do Grand Prix sabendo que o ouro do torneio era dos Estados Unidos, que haviam vencido o Japão por 3 sets a 0. Se a equipe nacional vencesse China, seria prata. Pronto, essa foi a motivação necessária.

A seleção entrou para encara a China de cabeça erguida e dominou todo o tempo. Com bons saques, assim como na partida contra a Itália, deu trabalho à recepção asiática e fez oito pontos diretos. Também marcou bem no bloqueio e fez outros oito pontos. E, de novo, se comportou bem na defesa, segurou os ataques chineses e passeou em quadra com ataques e contra-ataques (foram 41 pontos na rede contra apenas 21 da China). Tudo isso com alegria e um sorriso no rosto que fizeram falta no começo dessa fase final. As brasileras fizeram o seu jogo, atuaram soltas e liquidaram a partida em 59 minutos (leia mais).

Quando o Grand Prix começou, todos sabiam que esse era mais um torneio para o Brasil e que ele ajudaria a ganhar ritmo para o Mundial, grande competição do ano, que começa em outubro. Pois bem, o Grand Prix serviu para o bem e para o mal. Tivemos as lesões de Mari, que pode até perder o próximo torneio, e de Paula Pequeno, justo no momento em que ela estava voltando a melhor forma depois de uma série de lesões e cirurgias no joelho. Mas também tivemos uma seleção que caiu e soube se levantar.

O time brasileiro, quando perdeu para a Itália em casa, se abateu e Mari chegou a dizer que elas não estavam nem sabendo jogar atrás do marcador. Alguns treinos e jogos depois, o Brasil superou esse “problema” e voltou a virar as partidas. Chegou bem à fase final e levou um grande tombo com a derrota para o Japão, que custou o título. No dia seguinte, soube se levantar e vencer a Polônia. Depois, a derrota dolorida e nos detalhes para os Estados Unidos e mais uma boa recuperação, com ótimas vitórias sobre Itália e China.

Jaqueline é a melhor atacante do Grand Prix

Jaqueline é a melhor atacante do Grand Prix

Além disso, Natália aguentou a pressão de substituir as ponteiras machucadas. Fabíola cresceu no levantamento, distribuiu bem as bolas e equilibrou o ataque nacional. E o time manteve o ritmo com Dani Lins, nas inversões, pelo menos nos últimos jogos. Joycinha também entrou como oposta reserva e soltouo braço. Jaqueline fez um ótimo torneio. Pode ter falhado no passe em alguns momentos, mas ainda assim compõe um bom fundo com Fabizinha. E foi eleita a melhor atacante do torneio. Ela se mostra uma jogadora completa. Sheilla teve dias ruins, mas voltou a ser a segurança do time. E pelo meio, as “torres gêmeas” Fabiana e Thaísa se adaptaram bem a Fabíola e aproveitaram.

Moral da história? O Brasil perdeu um título, mas pelo menos chegou bem ao final da competição, em uma crescente. A equipe, no geral, soube se adaptar e Zé Roberto comandou o elenco para que todas estivessem prontas para as situações adversas. Posso estar sendo otimista demais, mas acho que o saldo do Grand Prix é positivo e a prata teve um bom gosto. A seleção vai para o Mundial jogando melhor que no primeiro dia de final do Grand Prix, entrosada e feliz em quadra.

“Saímos daqui mais fortalecidas para o Mundial. Aprendemos com as duas derrotas sofridas nesta fase final e conseguimos terminar bem o campeonato. A equipe cresceu na adversidade. Com as lesões da Paula e da Mari, o grupo ficou ainda mais unido. Queríamos o primeiro lugar, mas a prata foi importante para o crescimento do time”, resumiu Natália.

Sim, eu sei que ainda será preciso treino e ajustes para o Mundial. O passe ainda não está totalmente seguro, Zé Roberto terá que pensar nas ponteiras, a seleção não pode vacilar como na derrota para o Japão e tem que ser mais regular…. Mas vou ficar feliz por hoje. Amanhã eu penso nos problemas de novo…

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix
  2. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  3. Mais uma boa vitória do Brasil no Grand Prix
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