Publicidade

Posts com a Tag Grand Prix

domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

Compartilhe: Twitter

Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

Notas relacionadas:

  1. Vitória com aula de bloqueio no Grand Prix
  2. Noite de atletas ilhadas no Rio e dia de decisão em SP
  3. Unilever segura a base com Sheilla, Mari e Juciely
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 Seleção feminina | 09:18

Mais uma vitória e a vaga na semifinal do Grand Prix

Compartilhe: Twitter

Parece que, nesta temporada, o Japão não é mesmo páreo para o Brasil. Depois de vitórias em torneios amistoso, a seleção feminina venceu a equipe nipônica por 3 sets a 0 nesta madrugada e já assegurou vaga na semifinal do Grand Prix. Agora fica a pergunta, quem passa do outro grupo para encarar o Brasil?

Em um jogo de números equilibrados, a Sérvia venceu a Rússia por 3 sets a 1 nesta quinta-feira e lidera a chave. Com isso, já teríamos um Brasil x Rússia na semifinal do Grand Prix. O que será melhor? Encarar logo a nossa pedra no sapato da Rússia ou torcer para uma mudança e pegar a Sérvia, que vem surpreendendo neste Grand Prix?

A decisão das chaves só sai amanhã e eu ainda não tenho um palpite totalmente formado, confesso. Se pegar a Rússia agora e vencer, a seleção vai ganhar uma confiança imensa para a final. E acho até melhor decidir contra um time como a Sérvia que vem bem, mas não tem todo o histórico contra a seleção. Podemos começar uma nova história e, quem sabe, uma nova rivalidade. Mas tudo isso se perde se o Brasil ficar mais uma vez no paredão e nas gigantes europeias…

Antes de qualquer coisa, a seleção deve entrar firme para ganhar dos Estados Unidos, que devem ser o pior rival até agora no Grand Prix. A partida será às 2h30 desta sexta-feira. O vencedor será o líder do grupo. Ver o Brasil ganhando elogios de Zé Roberto na defesa anima para essa partida, já que as norte-americanas são fortes, sabem atacar e defender, ou seja, vai ser bom contar com o nosso fundo ligado para armar e acertar contra-ataques

Notas relacionadas:

  1. Brasil ganha mais de um set de graça na estreia no Grand Prix
  2. Brasil e mais cinco nas finais do Grand Prix?
  3. Mais uma boa vitória do Brasil no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quarta-feira, 24 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:17

Brasil vence a Itália com direito a aula no Grand Prix

Compartilhe: Twitter
Seleção feminina - Divulgação/FIVB

3 a 0 para começar a fase final do Grand Prix

Começou a fase final do Grand Prix e o Brasil estreou com vitória. A seleção feminina passou pela Itália por 3 sets a 0 e, segundo o técnico, Massimo Barbolini, deu aula de voleibol (veja o italiano falou após a partida). E mais uma vez, o bloqueio esteve presente. Mais uma vez, o saque complicou a recepção rival e ajudou. Parece que essa é a combinação que o Brasil resolveu seguir e, até agora, está dando certo.

Nesta quarta-feira, foram 12 pontos de bloqueio e apenas cinco das italianas. O saque marcou quatro, contra dois das rivais. E ainda falando em números, destaque foi para Thaísa, com 17 bolas no chão. Fabiana também pontuou bem. Isso é reflexo da Dani Lins um pouco mais solta e usando mais as centrais?

É bom ver o Brasil “grande”, dominando o marcador e não se incomodando com um rival tradicional e que jogou completo, com Piccinini na ponta, Lo Bianco no levantamento e Gioli pelo meio.

Veja mais detalhes da primeira partida da seleção nas finais do Grand Prix.

A seleção brasileira volta para a quadra na madrugada desta quinta-feira, às 2h30 (horário de Brasília) para encarar o Japão. As nipônicas perderam de 3 a 0 para os EUA nesta quarta e podem não ser aquele time bronze no Mundial, como disse Mari, mas sempre serão uma seleção chata, que acredita nas bolas e se joga nas defesas. Mas o Brasil está em excelente fase no bloqueio, que será vital para parar as jogadas de velocidade, e as atacantes também estão fazendo a sua parte. Não acho que a seleção deva ter muitos problemas e deve sair com mais uma vitória.

Notas relacionadas:

  1. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

domingo, 21 de agosto de 2011 Seleção feminina | 16:06

Brasil faz sua parte, mas acaba no pior grupo no Grand Prix

Compartilhe: Twitter

Acabou a fase de classificação do Grand Prix e o Brasil fez, e bem, a sua parte. Com a vitória deste domingo sobre a Tailândia, a seleção completou os nove jogos da etapa de grupos sem derrotas. O lado bom disso? Zé Roberto conseguiu aproveitar os rivais mais simples para colocar todo mundo para jogar e ganhar ritmo, e o Brasil mostrou que sabe manter a sua concentração, já que não se perdeu nem nesses jogos mais simples.

Além disso, o bloqueio nacional é o melhor fundamento no Grand Prix. Em quase todos os jogos, a equipe ficou na casa dos 10 pontos de bloqueio. Resultado de um saque bem executado. Para completar, o contra-ataque, como comentamos aqui, voltou a funcionar.

E tem um lado ruim em tudo isso? Sim, tem. Pelo regulamento, o primeiro colocado enfrentaria segundo, quinto e sexto melhores no grupo da fase final. Com isso, Brasil acabou na chave mais forte, ao lado de Estados Unidos, Itália e Japão.

No outro grupo, a beneficiada foi a Rússia. Depois de perder duas partidas no Japão, uma para a Coreia, por 3 sets a 2, e outra para as donas da casa por 3 sets a 0 (propositalmente ou não), as campeãs mundiais ficaram em terceiro e vão encaras a dona da casa, o quarto e o sétimo colocado da primeira fase, ou seja, China, Sérvia e Tailândia.

Vamos dar uma olhada nesses grupos. Brasil terá que ter cuidado já que os Estados Unidos seguem fortes e sempre complicam, principalmente pelo volume de jogo. Já a Itália foi até que presa fácil na primeira fase, mas tem um jogo bom no ataque. E o Japão também não foi bem contra o Brasil na primeira etapa, mas pode se empolgar com as vitórias sobre a Rússia e acertar as jogadas de velocidade.

Do outro lado, a Rússia é a favorita. E por jogar em casa, a China aparece como a candidata à segunda vaga. Sérvia e Tailândia, que até tentou complicar para cima do Brasil nos dois jogos que disputaram, devem ficar pelo caminho. Os dois melhores de cada grupo fazem a semifinal e os vencedores, jogam a decisão no próximo domingo.

Rússia pode ter jogado com o regulamento para fugir do Brasil, mas acho que teremos mais um duelo da seleção contra Gamova e companhia em uma final…

Notas relacionadas:

  1. Brasil e mais cinco nas finais do Grand Prix?
  2. Brasil embala de vez no Grand Prix!
  3. Preparação para estreia do Brasil no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

sábado, 20 de agosto de 2011 Diversos, Seleção feminina | 14:07

Passeio de um lado e pedra no sapato de outro

Compartilhe: Twitter
Fabiana ataca contra Argentina - Divulgação/FIVB

Fabiana foi a maior pontuadora do jogo com 17 acertos

O vôlei brasileiro movimenta a Ásia. Enquanto a seleção feminina adulta joga o Grand Prix neste final de semana na Tailândia, as seleções de novos estão na disputa do Universíade, na China. E neste sábado, uma teve um passeio sem problemas em quadra e a outra reencontrou uma pedra no sapato.

As comandadas por Zé Roberto Guimarães, como era esperado, venceram a Argentina com facilidade em uma hora e um minuto de jogo (veja os detalhes do jogo contra Argentina). Foi bom ver os números da central Fabiana. Ela sempre aparecia com um desempenho pior que Thaísa neste Grand Prix, mas foi o destaque deste vez, com oito pontos de bloqueio e nove no ataque. No final, o Brasil fez mais que o dobro de pontos que a frágil Argentina (75 a 35) e aproveitou a partida para testar a concentração. Mesmo contra rivais mais fracas, elas mantiveram o foco e, por isso, deram esse passeio. A atuação rendeu mais elogios de Zé Roberto…

Já a seleção masculina de novos parecia que levaria o Universíade com facilidade. Mas o time de Chupita, Thiago Alves, Wallace e companhia perdeu para a Rússia (leia mais sobre a derrota do Brasil) e vai ter que se conformar com a disputa da medalha de bronze. Será a Rússia a nova pedra no sapato do Brasil? Já temos histórico com a seleção feminina, perdemos a final da Liga Mundial e agora, mais uma derrota.

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. 3 a 0 para começar
  3. Contra Cuba, tudo funcionou, até o contra-ataque
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

sexta-feira, 19 de agosto de 2011 Seleção feminina | 10:13

Contra Cuba, tudo funcionou, até o contra-ataque

Compartilhe: Twitter

Na semana passada, Zé Roberto fechou da segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix reclamando do contra-ataque do Brasil. Se o saque e o bloqueio iam bem, a seleção pecava na definição. Depois da madrugada desta sexta, ele mudou de ideia…

A seleção feminina venceu mais uma no Grand Prix, desta vez diante de Cuba. A equipe caribenha não é mais aquela potência velha conhecida e jogou mal, mas o Brasil foi bem em todos os fundamentos, dominou os números do jogo e venceu, com facilidade, por 3 sets a 0 (veja como foi a partida).

Zé Roberto elogiou o time e disse que as brasileiras foram bem em todos os fundamentos, seja saque, ataque, bloqueio ou contra-ataque. Os números comprovam isso. O Brasil venceu Cuba em todas as estatísticas. Foi 38 a 29 no ataque, 9 a 3 no bloqueio, 7 a 1 no saque e 11 a 20 em pontos dados em erros.

O Brasil ficou abaixo da média que vinha apresentando no bloqueio, mas ainda, venceu com facilidade. E Zé Roberto ainda teve a chance de colocar todo mundo para jogar. Começou com Fernanda Garay como titular e mexeu bastante na equipe. Garay vem sendo destaque quando entra para ajudar no passe e, dessa vez, foi destaque também no ataque, como a maior pontuadora da partida (15 acertos). E com os números do jogo, deu para ver que todas as mudança deram certo.

Notas relacionadas:

  1. Tudo em paz na seleção feminina
  2. Dupla Fabiana e Fabíola brilha na vitória sobre Cuba
  3. Bem no saque e no bloqueio, ainda falta mais contra-ataque
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Seleção feminina | 08:00

Quem é o destaque da seleção até agora no Grand Prix?

Compartilhe: Twitter

Até agora, comentamos por aqui da atuação geral da seleção, falando dos fundamentos do time (como no post anterior). Agora, vamos falar um pouco das jogadoras da seleção? Depois de seis jogos no Grand Prix, quem mais chamou a atenção de vocês? Eu tenho algumas candidatas…

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa cresce no ataque diante da Itália

Como o bloqueio é um dos melhores fundamentos do Brasil até aqui, um nome que chama a atenção é Thaísa. Ela vem muito bem na rede e acho que tem até recebido mais bolas do que Fabiana e, por isso, tenho a impressão de que está aparecendo mais. Além disso, tem um saque chapado consciente e que erra pouco.

Ainda no ataque, Mari tem se saído bem, principalmente no começo dos jogos. Ela chegou agressiva ao Grand Prix e tem sido uma das jogadas de segurança de Dani Lins. A levantadora teve o jogo contra o Cazaquistão uma de suas melhores apresentações, mas pode ousar em alguns momentos e acelerar mais as jogadas.

O banco de reservas também merece espaço. Fernanda Garay está virando presença constantes nos finais dos sets. Contra a Itália, no domingo, ela entrou e colocou as bolas nas mãos de Dani, por exemplo. Isso ajuda a dar equilíbrio ao passe. E Tandara, a mais nova na seleção, segue entrando bem no saque, como foi no começo da temporada, na Copa Internacional, e no ataque, como também foi contra a Itália, quando assumiu o lugar de Sheilla.

Aos poucos, o Brasil está vendo que tem mais opções além de Sheilla. Ela é uma excelente oposta, mas o time pode variar suas jogadas. Dani Lins deve explorar isso. Só precisa contar com um passe melhor para trabalhar. Ainda falta regularidade a essa seleção, mas o time tem alguns destaques individuais.

Notas relacionadas:

  1. A história se repete para a seleção no Grand Prix
  2. As finais do Grand Prix
  3. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

domingo, 14 de agosto de 2011 Seleção feminina | 14:14

Bem no saque e no bloqueio, ainda falta mais contra-ataque

Compartilhe: Twitter

A seleção feminina encerrou mais uma fase de grupos do Grand Prix com três vitórias. Depois da Tailândia, foi mais um 3 a 0 para cima do Cazaquistão (veja detalhes da partida) e um 3 sets a 1 na manhã deste domingo diante da Itália (veja os detalhes do jogo de domingo). O Brasil fecha o final de semana na liderança do grupo.

“O nosso saque e o bloqueio estão funcionando, mas precisamos melhorar os contra-ataques”. Estas foram as palavras do técnico José Roberto Guimarães depois da vitória sobre as italianas. E elas resumem bem o que o Brasil está sendo até agora no Grand Prix.

Bloqueio sobre a Itália - Divulgação/FIVB

Bloqueio, mais uma vez, foi destaque diante da Itália neste domingo

O time está com um belo tempo no bloqueio, que é em grande parte ajudado pelo saque, que está funcionando. O Brasil domina os números na rede. Depois de 17 pontos diante da Tailândia, foram 12 contra o Cazaquistão e 14 contra a Itália de bloqueio.  E esse fundamento é um termômetro da equipe. As jogadoras podem até entrar um pouco presas, mas quando o bloqueio aparece, o time deslancha.

Na defesa, a seleção também está fazendo o seu papel. Neste domingo, por exemplo, tanto brasileiras quanto italianas defenderam bem e disputaram diversos ralis. O problema nem está tanto em recuperar a bola, mas em colocá-la no chão, como disse o técnico.

O Brasil consegue se distanciar no placar, mas vê o time rival crescer e encostar, ou virar, porque erra contra-ataques. Há momentos em que falta aquela pancada, como na virada de bola quando se recepciona o saque. Falta ao time atacar e contra-atacar com a mesma convicção.

Ainda assim, esses primeiros jogos foram bons pela diversificação de adversários. Teve Japão e Tailândia, com bolas rápidas, Cazaquistão, que foi um time mais simples, e a Itália, que sabe colocar pressão, mas também acabou errando demais, principalmente nos dois últimos sets. Faz bem ao time ter se adaptar rapidamente ao estilo de jogo. É uma maneiras de se ver os pontos fortes, como o  bloqueio e o saque, e os fracos, como alguns contra-ataques e passes.

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. Quem fará mais falta? Fabiana ou Aguero?
  3. Saque, bloqueio e reservas para vencer
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

sexta-feira, 12 de agosto de 2011 Seleção feminina | 11:04

Brasil acerta bloqueio e bate Tailândia no Grand Prix

Compartilhe: Twitter

*atualizado às 16h35

A seleção brasileira feminina venceu a Tailândia nesta sexta-feira no Grand Prix e segue invicto na competição (Veja como foi Brasil 3 x 0 Tailândia). E qual é o melhor caminho para vencer uma equipe que defende muito bem, é rápida, mas tem jogadoras 20 cm mais baixas do que as suas? Armar um bom bloqueio.

Bloqueio brasileiro - Divulgação/FIVB

Bloqueio foi o melhor fundamento do Brasil diante da Tailândia

O Brasil fez exatamente isso. Foram 17 pontos no fundamento em três sets. E dava para ter passado sem ter levado os quatro bloqueios que levou… Quando o time dominou o fundamento e achou o tempo no primeiro set, deslanchou. Depois, perdeu um pouco a eficiência na segunda parcial. Já no terceiro set, teve até direito a três pontos seguidos no bloqueio.

A equipe nacional também mostrou firmeza no ataque, no começo com Mari, que parecia uma jogadora de segurança, e, depois, com Sheilla. E contra um bloqueio mais baixo, fica fácil fazer uma bola mais segura e, mesmo assim, soltar o braço.

E aí mora o perigo. Dani Lins está crescendo, mas ainda peca na distribuição em alguns momentos. Se o meio acelerado está dando certo, não tem problema em repetir a jogada. Não podemos é cair no erro do time masculino, que às vezes insiste na mesma jogadas depois de alguns erros até que ela saia. Mas vale repetir o acerto! Vi uma linda china com Fabiana e pouco mais do que isso, por exemplo. É preciso repertório para encarar os mais fortes.

Além disso, o Brasil, mesmo bastante concentrado na partida, passou a errar mais no segundo set e quase se complicou. Se a Tailândia não conseguia encarar o bloqueio, o jeito era sacar bem. Com um serviço ‘razante’ e bem colocado, elas deram trabalho a recepção nacional. Com esses erros, disparavam no placar e ameaçavam o Brasil. Mas elas erraram a última bola e perderam a parcial. Esses erros ainda devem ser consertados na equipe nacional.

No sábado, o Brasil encara um time bem diferente. O Cazaquistão, dono da casa, segundo Zé Roberto, lembra o jeito de jogar das russas, ou seja, não é tão veloz, mas tem um jogo mais pesado, na força. E pode ser perigoso, já que levou o jogo contra a Itália nesta madrugada para o tie-break. Brasil x Cazaquistão será às 6h15 (horário de Brasília).

Notas relacionadas:

  1. Brasil mantém tradição e passeia contra Tailândia
  2. Brasil tem que suar para seguir invicto no Grand Prix
  3. Brasil dorme, acorda e vai para as finais do Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 10 de agosto de 2011 Seleção feminina | 21:05

Tsunami e tufão ficam para trás… agora vem a Tailândia

Compartilhe: Twitter

A seleção feminina está, desde o começo desta semana, no Cazaquistão para a segunda etapa da fase de grupos do Grand Prix. Mas ter passado pelos primeiros jogos com três vitórias não foi a única coisa que deixou as jogadoras tranquilas depois da passagem pela Coreia do Sul…

Placa "anti-tsunami"

A tal placa com a rota de fuga em caso do tsunami

Ao chegarem ao país asiático para os primeiros jogos, a seleção viu uma placa que indicava a rota para fuga de tsunamis. Além disso, havia passado um tufão pela Coreia na noite anterior e diversos voos, inclusive o das brasileiras, tiveram horários alterados. Outros foram cancelados.

“Ficamos super intrigadas. Se tem uma placa como essas é porque um tsunami é algo comum em Busan. Algo que pode acontecer a qualquer momento. Já imaginou? Ficamos realmente apreensivas”, fala Thaísa. “A sensação entre todas nós é que estávamos dentro de um filme e podia acontecer algo a qualquer momento, até porque o tempo estava muito ruim. Foi muito estranho”, completa a central.

Se não bastasse ter que se acostumar a fuso horário, encarar maratona de 24 horas de voo e estrear na temporada, ainda ter que passar dias pensando em um possível tsunami? Teste para o psicológico!

Agora, no bom tempo do Cazaquistão e longe das ameaças, o foco é a Tailândia, que começou o Grand Prix surpreendendo Cuba. Elas ainda venceram o Peru. E o alerta para o Brasil é relação à velocidade e à altura das tailandesas, rivais desta sexta-feira, às 9h (horário de Brasília).

Elas não são tão perigosas quanto outras asiáticas como japonesas ou chinesas, mas são velozes e “apareceram” em 2009, ao conquistar o título continental. O Brasil deve acertar o tempo de bloqueio, para parar jogadoras mais baixas (a mais alta do time é Utaiwan Kaensing, com 1,89m, longe das centrais brasileiras de mais de 1,90m). Não adianta saltar muito. É preciso saltar corretamente. Também vale ter paciência, porque elas sabem defender e a bola pode demorar mais a cair.

Acertando esse tempo e mantendo o saque como no primeiro final de semana, não deve ser tão complicado. Depois a coisa pode piorar contra a Itália, mas isso é assunto para outro post…

Notas relacionadas:

  1. Brasil mantém tradição e passeia contra Tailândia
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Fofão: “O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora”
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. 5
  7. Última