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Posts com a Tag Fofão

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Campeonato Italiano, Mais Europa | 21:22

Como foi ou como está a temporada dos brasileiros lá fora?

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Neste ano, quase todos os atletas das seleções brasileiras jogaram por aqui. Mas teve gente que ganhou medalhas lá fora. E tem gente que ainda está na briga por um lugar no pódio. Por isso, o Mundo do Vôlei fez um pequeno balando de como foi e de como está a temporada de alguns dos nossos jogadores que estão na Itália, Turquia, Rússia…

Bruninho duela por final no Italiano

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

O levantador, que já renovou com a Cimed para a próxima temporada, fez um contrato de 45 dias com o Modena para jogar os playoffs do Campeonato Italiano e está vivo na competição. O seu time empatou a série semifinal contra o Trentino, time campeão europeu e mundial e que conta com o levantador brasileiro Rapha, nesta quinta-feira. Em casa, eles venceram por 3 sets a  1 e Bruninho foi apontado pela imprensa italiana como o melhor levantador do mundo. O playoffs será decidido apenas no domingo. Quem vencer, encara Macerata ou Cuneo, que também estão empatados em 2 a 2. Essas equipes não contam com brasileiros.

Marcelinho, outro levantador brasileiro, foi dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro e fechou com o Treviso, mas caiu nas quartas de final do torneio nacional.

Finais na Rússia e na Turquia
Por lá os brasileiros também ainda disputam o ouro. Dante, com o Dinamo Moscou, faz a série final do Campeonato Russo contra o Zenit Kazan, comandado pelo campeão olímpico Ball, dos Estados Unidos. É mais um playoffs que ainda está empatado. O terceiro jogo será nesta sexta-feira. Depois, eles se enfrentam de novo no sábado e, se precisar, fazem o quinto e último confronto no dia 12. Já na Turquia, o Fenerbaçe, de Fofão e Zé Roberto Guimarães, disputa mais um título no feminino.

Quem já foi campeão

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Desde o começo do ano, alguns brasileiros conquistaram títulos no exterior. O Trentino, de Rapha, teve um início de temporada arrasador. Depois de fechar o ano passado com o segundo título mundial, faturou o terceiro ouro na Liga dos Campeões da Europa, em março.

Ainda nos torneios europeus, Renatinha, que já passou pela seleção brasileira, foi campeã com o Chateau d’Ax Urbino na Copa CEV.

Na primeira temporada na Turquia, o ponta João Paulo Bravo, campeão mundial com o Brasil em 2010, foi campeão da Copa da Turquia com o Arkas Spor. Porém, no torneio nacional, ele ficou com a prata.

O brasileiro Fernando Maia caiu no Campeonato Português com o Castelo de Maia, mas faturou a Supertaça de Portugal.

Dessa vez não deu

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Alguns desses brasileiros também subiram ao pódio em outros torneios, mas sem o ouro. Dante, com o Dínamo Moscou, fechou a Liga dos Campeões em terceiro lugar nesta temporada. No feminino, o bronze foi para o Fofão, Zé Roberto e o Fenerbahçe.

Marcelinho, além de ter se despedido mais cedo do Italiano, faturou o vice-campeonato com o Trentino na Copa CEV. Já Rodrigão, outro dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro de 2010, teve que se contentar em chegar até às quartas no torneio europeu e até às semifinais no Campeonato Turco com o Ziraat Bankasi.

Ainda falando em times turcos, João Paulo Bravo levou mais uma medalha de prata com o Arkas Spor, na Euro Challenge Cup.

Agora, além da torcida por novos títulos, fica a expectativa para saber de alguns deles volta para o Brasil. Além de Bruninho, acertado com a Cimed, Rodrigão e Dante devem voltar, sim. O central está perto do Sesi e o ponteiro, do time de Eike Batista no Rio de Janeiro. Já Zé Roberto tem mais um ano de contrato com o Fenerbahçe e Fofão, apesar dos boatos, disse no Twitter que está feliz por lá. O jeito é esperar por aqui…

Notas relacionadas:

  1. Brasileiros na ponta do Italiano e na Liga dos Campeões
  2. Ah, como é bom tirar férias!
  3. Brasileiros conquistam título inédito na Itália
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Seleção feminina | 12:33

Fofão: “O ciclo acabou. Agora serei eterna torcedora”

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A medalha de prata da seleção feminina no Grand Prix fez recomeçar a discussão sobre as levantadoras da seleção feminina. Já comentamos bastante isso por aqui, mas faltava dar a palavra a uma das envolvidas no caso: Fofão. Surgiram boatos de que ela voltaria ao time para o Mundial e, na época, tentei contato com a levantadora. Fofão me respondeu na tarde de terça-feira e desmentiu o retorno mais uma vez, afirmou estar tranquila e torcendo pela seleção e ainda disse que tem personalidade suficiente para dizer “não” e não voltar atrás. Com a palavra, Fofão!

Apenas boatos
“Como isso começou eu não sei, mas algumas pessoas acham que falei (aposentadoria da seleção) da boca para fora porque todo mundo diz que vai parar e acaba voltando. Mas eu tenho personalidade suficiente para dizer que não vou voltar atrás. E não pense que, com isso, estou desprezando a seleção. Não faço isso de forma alguma. Só o meu ciclo na seleção que já terminou. E agradeço por todas as oportunidades que a equipe me proporcionou”

Respeito às sucessoras
“Acho que as pessoas ainda não entenderam a minha decisão e, de certo modo, isso me incomoda. Eu respeito muito quem está trabalhando e correndo atrás para conquistar seu espaço na seleção. Não sei porque ainda insistem nisso (volta ao time nacional). Já disse que não há essa possibilidade. Minha cabeça não está mais ligada à seleção (Fofão jogará no Fenerbahce, da Turquia, nesta temporada). Estou muito tranquila e gostaria que a minha decisão fosse respeitada”

Eterna torcedora
“Assisti aos jogos do Grand Prix, sim, e vou assistir sempre pois, acima de tudo, adoro as meninas e serei eterna torcedora de todas elas. Acho que elas estão no caminho certo, buscando seus espaços e a confiança do treinador”

Titular de personalidade e coragem
“Acho que este revezamento (ora Dani Lins e ora Fabíola) é super normal, pois a experiência virá durante as competições, durante os jogos. Mas posso dizer uma coisa: será titular quem tiver mais personalidade e mais coragem para jogar. As críticas vão existir e são super normais. E as jogadoras tem que ter o seu tempo, aproveitar as oportunidades. Às vezes é necessário tempo e as pessoas precisam entender isso”

Resposta dada e dúvidas sanadas! Obrigada, Fofão!

Notas relacionadas:

  1. Parabéns, Fofão!
  2. Brasil vence e agora encara as invictas no Grand Prix
  3. Fofão, as levantadoras e a seleção brasileira
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quarta-feira, 1 de setembro de 2010 Seleção feminina | 15:10

Fofão, as levantadoras e a seleção brasileira

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Alguns leitores comentaram por aqui sobre a possível volta da levantadora Fofão para a seleção brasileira e outros pediram a minha opinião. Lá vamos nós…

Tanto Zé Roberto Guimarães quanto Fofão disseram que a levantadora não volta ao time nacional. O técnico foi categórico no desembarque da equipe depois da prata no Grand Prix ao afirmar que não existe possibilidade alguma do retorno. “Eu já não falo com a Fofão faz uns dois meses. A última vez que conversamos foi sobre o Fenerbahce”, explicou o técnico. Os dois irão atuar juntos na próxima temporada no time turco. “Depois disso, nós não tivemos mais contato algum”, completou (leia mais).

Fofão já tinha seguido a mesma linha dias antes. “Quanto ao voltar para seleção, isso não tem possibilidade alguma. Estarei sempre com elas, mas somente na torcida”, disse a levantadora em sua página no Twitter no final de semana. Bom, está aí a resposta que vocês pediram.

O momento da seleção brasileira é de continuar a renovação. Fofão foi uma excelente levantadora para a equipe, mas agora é a hora de pensar para frente e formar novas atletas não apenas para o Mundial de outubro, mas também para o ouro da seleção nas Olimpíadas de Londres-2012. Dani Lins estava melhor na temporada passada e, no Grand Prix, teve altos e baixos. Mas Fabíola, apesar de alguns erros, entrou bem no time, deu volume ao jogo e está entrosada com as companheiras. Vale investir nessas atletas para que elas ganhem maturidade em quadra. Acho que já estarão melhores para ao Mundial do que foram no Grand Prix.

E uma nova levantadora não aparece de uma hora para outra.  Essa é a posição que comanda o jogo, que dá ritmo ao time e precisa de tempo de treino, adaptação e até de confiança em quadra, como comenta Zé Roberto: “Temos que dar tempo a elas para se adaptarem ao time e para entenderem como funcionam as coisas. O processo precisa continuar, pois essa é uma posição muito difícil e substituir uma levantadora como Fofão é sempre complicado”.

Para Fofão, boa sorte no Fenerbahce! Para Fabíola e Dani Lins, boa sorte na seleção!

Notas relacionadas:

  1. Superlotação na seleção feminina
  2. Oitavo título consecutivo para a seleção feminina
  3. Parabéns, Fofão!
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 29 de março de 2010 Superliga | 10:23

Quartas para as mulheres e vagas para os homens

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Manhã de segunda-feira é a hora de comentar o que aconteceu na rodada do final de semana na Superliga. Para os homens, decidida as vagas para os playoffs e vitória do Fratelino sobre o Fratelone no clássico da rodada. Entre as mulheres, vitórias em casa na abertura das quartas-de-final e surpresa na segunda rodada.

Murilo vence duelo com irmão

Murilo vence duelo com irmão

Fratelino x Fratelone

Sesi-SP, de Murilo, venceu o Pinheiros/Sky, de Gustavo, no clássico da 16ª rodada da Superliga masculina. E a vitória foi merecida! Murilo e companhia conseguiram impor o ritmo de jogo e abriram 4 a 1 em todos os começos de sets. Depois, com belos saques, acabaram com a recepção do Pinheiros/Sky. Marcelinho ficou o jogo todo sem passe na mão! Resultado foi 3 a 0 para o Sesi em um dos melhores jogos do time no torneio (leia mais sobre a partida).

Com o crescimento no returno, o Sesi é cada vez mais um dos favoritos ao título da Superliga. E, com a derrota, Gustavo perdeu a aposta para o irmão e terá que ficar sem barba. Vamos ver como fica o novo visual na próxima rodada…

Vagas definidas no masculino

A rodada de sábado da Superliga masculina também definiu os últimos classificados para as quartas-de-final. O Brasil Vôlei confirmou o seu lugar ao vencer o Santo André por 3 sets a 0 (25/17, 25/21 e 25/21). A outra vaga ficou com o Vivo/Minas, que passou com facilidade pelo Funvic/Uptime/Cuiabá por 3 a 0 (25/13, 25/12 e 25/20) e contou a derrota do Ulbra/São Caetano para o Bonsucesso/Montes Claros para carimbar o passaporte.

Os outros times nos playoffs são: Cimed/Malwee (que já assegurou a liderança), Sada Cruzeiro (MG), Sesi-SP, Pinheiros/Sky (SP), Montes Claros/Funadem (MG) e Fátima/Medquímica/UCS/SPFC (RS). As duas últimas rodadas definirão quem pega quem na luta pelas semifinais.

Mari ataca contra o Usiminas/Minas

Mari ataca contra o Usiminas/Minas

Vitórias em casa no feminino

A Superliga feminina já está em sua fase decisiva e, por enquanto, quem jogou em casa levou a melhor. Na primeira rodada das quartas-de-final foram poucas surpresas. O Sollys/Osasco levou um susto, mas venceu o Praia Clube/Banana Boat. No primeiro set, as paulistas, como definiu Jaqueline, jogaram com corpo mole e perderam. Depois, voltaram para a partida e fizeram 3 a 1 (leia mais sobre a partida).

3 a 1 também foi o placar para Blausiegel/São Caetano x Usiminas/Minas. O time do São Caetano também começou perdendo, com muitos erros na recepção. Na sequência, com ótima distribuição de Fofão, empatou e virou a partida em casa.

Já Unilever e Pinheiros conseguiram 3 sets a 0 nos seus primeiros jogos das quartas-de-final. As cariocas passaram pelo Cativa/Oppnus na única vitória fora de casa. Tandara, que era a esperança do Sul para o duelo, não jogou bem, virou poucas bolas e seu time não deu trabalho para as atuais campeãs.

Enquanto isso, o Pinheiros contou com a inspiração de Lia para vencer o Vôlei Futuro.  Mas, na segunda rodada dos playoffs, a primeira surpresa. Na manhã de domingo, jogando em casa, o Vôlei Futuro cresceu e fez 3 a 1 nas rivais da capital, empatando a série melhor de três.

Os playoffs seguem na noite desta segunda. Sollys/Osasco, Blausiegel/São Caetano e Unilever já podem garantir a vaga na semifinal da Superliga feminina. E você? Já tem seus favoritos? Quem você acha que vai para a semi? Dê o seu palpite!

*crédito das fotos: Divulgação/CBV

Notas relacionadas:

  1. Mineiros são surpresa boa e ruim nesta Superliga
  2. Primeira derrota da carreira e vingança na Superliga
  3. Vamos voltar a falar de Superliga?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 12 de março de 2010 Superliga | 08:09

Deu liga no São Caetano e pane no Osasco

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Blausiegel/São Caetano x Sollys/Osasco era o clássico da 9ª rodada do segundo turno da Superliga feminina 2009/2010. Pelo histórico na competição, era esperada uma vantagem do time de Osasco. Mas em quadra a história foi bem diferente, com verdadeiras panes do time laranja e um entrosamento às vezes perfeito das meninas do ABC paulista.

O primeiro set já mostrou como seria a partida. O Blausiegel/São Caetano se impôs desde o começo. Depois de abrir uma boa vantagem, deu uma relaxada e o Sollys/Osasco chegou entrar no jogo, mas perdeu a parcial. Na sequência, o inverso. No segundo set, a equipe de Osasco se encaixou (a única vez na partida) e o São Caetano aceitou, sendo derrotado.

Festa das jogadoras do São Caetano

Festa das jogadoras do São Caetano

Nas duas parciais seguintes, história foi parecida com a da primeira. Mas agora o domínio das comandadas por Mauro Grasso foi praticamente absoluto. O Sollys/Osasco parou e passou a errar demais. Do outro lado, também erros, mas que foram compensados por pontos de bloqueios e pelo entrosamento do time. Final, 3 a 1 para o Blausiegel/São Caetano (25/21, 19/25, 25/19 e 25/18).

As donas da casa fizeram belos bloqueios. No final, foram 16 pontos contra apenas seis das visitantes. Além disso, a afinidade de Fofão com as atacantes do São Caetano foi crucial. Com 40 anos e um dia, a levantadora deu aula de distribuição, salvou bolas complicadas, levou bolada no rosto e continou a jogada, acelerou pelo meio e fez seus pontos de largada. E se algo começava a dar errado, como no final dos sets quando o Osasco ameaçava crescer, era bola para Sheilla e ponto.

Já do outro lado, não adiantou Luizomar pedir calma e cabeça no jogo. As atletas não estavam ali. Elas erraram ataques bobos, não acertaram o passe e pouco fizeram jogadas de meio. Nem Natália virou tanto como costuma. A noite não era das meninas de laranja…

Outros jogos da rodada
A noite de quinta-feira ainda teve um susto para o Usiminas/Minas, que perdeu o primeiro set para o Sport/Banco BMG, mas conseguiu a virada por 3 sets a 1. Já o Unilever passou sem problemas pelo Praia Clube/Banana Boat por 3 a 0. Na abertura da rodada, na quarta-feira, o Pinheiros/Mackenzie havia vencido o São Bernardo por 3 sets a 1.

E você? O que achou do clássico paulista? Dê a sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. Nada de pânico com a extinção do Finasa/Osasco?!?!
  2. E o Osasco continua!
  3. Sollys/Osasco parece pronto para sair do vice
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quarta-feira, 10 de março de 2010 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 10:59

Parabéns, Fofão!

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Fofão com a camisa do São Caetano

Fofão com a camisa do São Caetano, seu atual time na Superliga

No RG está escrito Hélia Rogério de Souza Pinto. Mas depois de 27 anos de voleibol, quatro Olimpíadas, ouro em Pequim, ela é apenas a nossa Fofão. E completa nesta quarta-feira 40 anos em plena forma e dando aula de bons levantamentos e profissionalismo. Parabéns, Fofão!

Hélia virou Fofão nos primeiros anos no esporte. Ganhou o apelido do técnico João Crisóstomo em 1984 por causa das grandes bochecha, como as do personagem infantil da época. Começou como atacante, mas quando viu que não seria convocada pra as categorias de base da seleção, mudou para o levantamento, aos 19 anos. Ela se deu bem na nova posição, ganhou títulos e chegou a auge com o ouro na Olimpíada de Pequim. Com a medalha no peito, despediu-se do time brasileiro e ficou apenas com a camisa do São Caetano/Blausiegel.

Na carreira, ela se mostrou uma líder em campo, mas de uma maneira particular. Fofão é bem tímida, não gosta de falar em público. Na seleção, preferia conversar pessoalmente com cada uma das jogadoras. Foi assim em Pequim. Ela não era apenas a levantadora, mas um eixo entre comissão e atletas.

Abraço de "mãe" de Fofão em Fabi em Pequim

Abraço de "mãe" de Fofão em Fabi no pódio da Olimpíada de Pequim, em 2008

“Falava com cada uma e a preocupação era com quem estava lá pela primeira vez, para não perder a atenção. Foi só o primeiro dia para passear, tirar fotos, conhecer tudo. Depois, acabou a festa e foi só trabalho. Todo mundo entendeu e se uniu. Por exemplo, a Paula, que estava na primeira Olimpíada e adora sair e comprar, só passeou no primeiro dia e, depois, treinou muito”, conta Fofão. O boca a boca eu certo!

Além disso, aprendi com ela que um bom levantador não precisa ser aquele que tem a voz forte para se impor e comandar. Pode-se ganhar o respeito com tranquilidade, profissionalismo, voz suave e jogadas precisas.

Hoje, aos 40anos ela não quer saber de parar… “Tem horas que fico pensando ´será que tenho mesmo essa idade?´. Me sinto muito bem tanto mental, quanto fisicamente e ainda tenho o mesmo prazer em estar na quadra”, afirmou Fofão. Continue aí para a gente seguir observando daqui e aprendendo mais um pouquinho…

Notas relacionadas:

  1. Gringos de um lado e cor nova do outro
  2. Natália ganha destaque entre campeãs olímpicas
  3. Natália é uma menina com potência de gente grande
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terça-feira, 4 de agosto de 2009 Sem categoria | 21:46

Regla Bell chega ao São Caetano. Finalmente!

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Regla Bell foi anunciada como reforço do São Caetano por telefone, durante a apresentação do time para a temporada 2009, no final de junho. Foram meses de espera e muitos chegaram a duvidar se ela viria mesmo. Mas a cubana chegou ao time paulista nesta terça.

Neste tempo, a jogadora chegou até a ser anunciada pelo site oficial da equipe do Tenerife, da Espanha. Mas o São Caetano garantia que ela viria ao Brasil, era apenas preciso regularizar os documentos de trabalho. Promessa cumprida!

Regla Bell é apresentada no São Cetano/DivulgaçãoConfesso que a expectativa de vê-la em quadra é grande, afinal, Regla Bell é um dos grandes nomes do vôlei e já deu muito trabalho para o Brasil. Porém, a jogadora ainda precisa de treinos e tempo de adaptação antes de jogar. Só deve estrear no São Caetano no Campeonato Paulista, em outubro. Mais uma espera…

Pelo menos o clima de rivalidade parece ter ficado naquela geração dos anos 90. Regla Bell estava na quadra na inesquecível discussão com Márcia Fú e Ana Moser, que começou ainda na quadra e foi parar no vestiário, na Olimpíada de Atlanta (relembre a briga). “Toda aquela história faz parte do passado e eu não me envolvi muito. Ao contrário, eu até separava as brigas das minhas companheiras”, falou a cubana na sua apresentação.

“Melhor ter uma cubana do nosso lado do que contra”, brincou a levantadora Fofão. Ela estava na seleção que sofreu nas mãos de Cuba dos tempos de Regla Bell e concordo com ela. Agora, são os rivais daqui do Brasil que terão que se preocupar com os ataques e tentar furar a defesa de Regla Bell.

E você? O que espera da cubana no São Caetano? E vale lembrar que o time ainda conta com Mari e Sheilla, que estão na seleção brasileira. A equipe do ABC pode ser considerada favorita aos títulos nesta temporada? Dê a sua opinião!

Leia mais sobre a apresentação de Regla Bell

Notas relacionadas:

  1. Vitória com aula de bloqueio no Grand Prix
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 29 de abril de 2009 Superliga | 10:33

Ajudinha da CBV

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Foi divulgado na terça-feira o novo ranking de atletas para a Superliga e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) deu uma ajudinha aos times femininos. Agora, as equipes vão poder contar com três atletas com pontuação máxima, ou seja, aquelas que são da seleção brasileira, e não mais apenas duas como foi até este ano. No masculino, tudo continua a mesma coisa.

Agora, o “novo Osasco” e o São Caetano/Blausiegel ganham uma vantagem. Mesmo com um patrocinador diferente, a CBV não considerou que o time de Osasco mudou. Assim, pode contar com todas as atletas que jogaram a última Superliga, se elas renovarem contrato. Já a equipe do Grande ABC pode continuar com suas olímpicas Mari, sheilla e Fofão, que valem 0 ponto porque fora repatriadas e continuam com a mesma pontuação se não mudarem de time, e ainda contar com gente nova. Pelo menos a idéia do patrocinador do São Caetano era “seduzir” algumas meninas do Osasco e montar um time de estrelas. Sassá ainda está sem time, por exemplo.

O ranking de atletas ajuda e prejudica ao mesmo tempo. O lado bom é o equilíbrio entre as equipes. Ninguém pode formar uma seleção brasileira. Mas, por outro lado, o mercado fica um pouco “travado”. O que acontece apenas é a troca de jogadoras. O time vende uma olímpica e compra outra. Se o Osasco não tivesse continuado, como as equipes iriam absorver as jogadoras e ainda ficar dentro a pontuação máxima permitida (32)? Pelo menos deu tudo certo no final e a CBV deu a sua ajudinha com a liberação de pelo menos mais uma selecionável por equipe.

Vamos esperar para ver como será a movimentação esse ano. Meu palpite é que o São Caetano consiga um elenco para brigar mais pela primeira colocação. Se eles mantiverem a base desse ano e ainda conseguirem algum reforço, vai ser um supertime.

O “novo Osasco” também pode continuar na ponta. Thaíssa, Natália e Camila Brait já assinaram com o time. Parece que vai ser difícil segurar Paula Pequeno, que tem uma grande proposta da Rússia. A idéia é a mesma dita sobre o São Caetano. Se mantiver a base, tem chances de brigar mais uma vez pelo título. E ao que tudo indica, é isso que vai acontecer.

Vamos ver como os times vão se arrumar para a temporada 2009/2010 com o novo ranking. E você, leitor, qual mudança gostaria de ver? Quem deve ir para qual time? Quem deve ficar na sua equipe? Dê os seus palpites!

Veja como ficou a pontuação dos atletas e o que mudou com o novo ranqueamento no vôlei nacional
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Notas relacionadas:

  1. Acabou a folia! Agora é hora de mostrar serviço
  2. E agora, para onde ir?
  3. E o Osasco continua!
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 2 de março de 2009 Superliga | 14:22

Acabou a folia! Agora é hora de mostrar serviço

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A Superliga volta nesta segunda-feira depois de mais de uma semana parada por causa do Carnaval. Jogadores foram para a avenida, sambaram, treinaram um pouco e agora, precisam mostrar serviço. Faltam apenas duas rodadas na fase classificatória e ainda tem vaga aberta para as quartas-de-final.

A situação é a mesma para homens e mulheres. Cinco equipes já estão garantidas nos playoffs e quatro disputam as vagas que ainda faltam. No feminino, Rexona, Finasa, São Caetano, Pinheiros e Brusque já avançaram na competição. Minas está perto de assegurar o seu lugar também. Precisa apenas de uma vitória e mesmo se perder os dois jogos que restam, pode continuar vivo com tropeços de Banespa e Vôlei Futuro, que também brigam pelas quartas-de-final. As mineiras do Praia Clube, que disputam a primeira Superliga também sonham com as finais, mas tem que vencer suas duas últimas partidas para carimbar o passaporte.

No masculino, Cimed, Minas, Sada, São Bernardo e Unisul estão tranquilos e classificados. Ulbra, Vôlei Futuro, Fátima e Álvares seguem na briga pelos playoffs. Aqui, quem está mais perto de avançar é o time de Canoas. Precisa de um bom jogo contra o frágil Santo André para ir às finais.

Clássico olímpico para as mulheres

As mulheres serão as primeiras a entrarem em quadra depois da folga carnavalesca. A Superliga feminina volta nesta noite, com a partida entre Brusque e Mackenzie. Mas a atração da rodada é o clássico de selecionáveis Rexona x São Caetano.

No time carioca estão Fabi, Fabiana, além de Carol Gattaz e Érika, que já vestiram a camisa da seleção. No time paulista, Fofão, Mari e Sheilla. E o confronto, marcado para a noite de terça-feira, tem um aperitivo a mais. As duas equipes estão invictas e uma vitória pode garantir o lugar na final deste turno.

O São Caetano demorou, mas parece que agora se encontrou em quadra. Fez um terceiro turno bom e venceu o Brusque por 3 a 0 nesta etapa da Superliga. Rexona segue como favorito, mas as companheiras de Sheilla, Mari e Fofão podem complicar a partida.

Já o Finasa pode ter um bom reforço na volta da Superliga. Paula Pequeno, que ainda não jogou neste turno por causa dores no joelho esquerdo deve voltar ao time na partida contra o Minas. O jogo também pode ser uma revanche, já que foram as mineiras que tiraram a equipe de Osasco da final do primeiro turno do campeonato.

Notas relacionadas:

  1. Até agora, favoritos estão se dando bem na Superliga
  2. Problemas e problemas
  3. Rexona vence de cá, Finasa vence de lá e assim vai…
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 23 de dezembro de 2008 Diversos | 14:02

Ouro, prata, despedida, renovação… 2008 no vôlei

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Foi o ano que as mulheres amadureceram e cresceram. Foi o ano que os homens decepcionaram e viram que não são invencíveis. Foi o ano da volta para casa. Foi o ano do começo da renovação. Foi o ano de 2008. Pronto para relembrar o que aconteceu no vôlei de quadra e com os nossos brasileiros? Divirta-se!

Campeões na Europa

André NascimentoO ano de 2008 começou aqui no Brasil com a volta da Superliga masculina e feminina e todo mundo tentando mostrar serviço para conseguir uma vaga nas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e Olimpíada de Pequim. Mas os primeiros campeões de 2008 vieram da Europa.

Em março, teve brasileiro no pódio nas competições “B” da Europa. Entre as mulheres, o Pesaro, de Mari, Sheilla e do técnico José Roberto Guimarães ficou com o título da Copa CEV, segunda competição mais importante da Europa. Com o resultado, o time ganhou a vaga para a Liga dos Campeões 2008/2009, o principal torneio do continente. Para os homens, o Modena levou a Challenge Cup com ótimas atuações de André Nascimento e Murilo na final.

Já na Liga dos Campeões, Escadinha ficou apenas com o segundo lugar. Seu time, o Piacenza, perdeu para o russo Dínamo Kazan na final por 3 sets a 2. Como consolação, Escadinha foi eleito o melhor líbero da Europa. João Paulo Bravo, outro brasileiro do time, foi escolhido o melhor sacador do torneio.

Soltaram as bruxas!

Lesão de RodrigãoO mês de março teve a primeira contusão do ano para alguém da seleção. A bruxa estava solta em 2008! A vítima foi Rodrigão. O central rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo ao cair de mau jeito depois de um bloqueio com o Macerata na Itália e precisou passar por uma cirurgia. Ele só voltou para a seleção um mês depois e quase perdeu a Olimpíada de Pequim. Voltou a atuar apenas às vésperas dos Jogos da China.

Em junho, mais um susto. Nos treinos para a estréia na Liga Mundial, Giba torceu o tornozelo esquerdo e teve que ficar fora dos primeiros jogos do Brasil na competição. Mais tarde, nas finais da Liga Mundial, Marcelinho teve uma contratura nas costas e quase perdeu a estréia do Brasil na Olimpíada, mas se recuperou a tempo. Fofão, Jaqueline e Paula Pequeno também tiveram contusões leves e perderam alguns jogos do Brasil no começo do Grand Prix, mas chegaram inteiras a Pequim.

Campeões aqui e campeões lá

Cimed campeão da SuperligaChega de lesões! Vamos voltar aos títulos de 2008! Por aqui, no mês de abril, as mesmas equipes chegaram mais uma vez à final da Superliga. Rexona e Finasa fizeram o duelo do feminino e Cimed e Minas, o do masculino. A diferença é que esse ano, a competição não foi decidida em uma série melhor de três ou de cinco. Foi só um jogo, no Maracanãzinho. Rexona, único finalista carioca, bateu o Finasa e levantou o caneco pela quinta vez. O Cimed deu o troco da última temporada e venceu o Minas.

Na Itália, mais um título para Sheilla, Mari e Zé Roberto. Pela primeira vez em sua história, o Pesaro faturou o Campeonato Italiano. Título inédito também para os homens, no começo do mês de maio. Trentino, do búlgaro Kaziyski, levou a melhor sobre o Piacenza, de Serginho, na série melhor de três e foi campeão nacional. Um dia depois, o Brasil voltou ao topo com Murcia, de Fofão e Walewska, com o título da Superliga Espanhola.

Estou na seleção! Ou não!

Abril também foi a hora de Bernardinho e Zé Roberto Guimarães montarem as suas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e já ter a base para Pequim. E teve polêmica para os dois lados. Fernanda Venturini, que estava fora do time nacional desde a Olimpíada de Atenas, enviou um e-mail a Zé Roberto pedindo uma nova chance. O técnico foi taxativo e disse que não seria justo com toda a equipe, que estava se esforçando e treinando forte, convocar Fernanda. O pedido não foi atendido. Com os homens, a velha novela Ricardinho x Bernardinho. O levantador, que se recuperava de uma fratura na mão, ficou fora da lista de Bernardinho e o treinador afirmou que as portas da seleção estavam fechadas ao ex-capitão. Em resposta, Ricardinho disse que a seleção já é passado para ele. Mágoas para os dois lados.

Primeiro ouro das mulheres… Só uma prévia

Brasil campeão do Grand PrixO primeiro torneio da seleção feminina em 2008 foi o Grand Prix, de 20 de junho a 13 de julho. E neste torneio, as brasileiras são soberanas. Depois de uma mera quinta colocação na edição de 2007, o Brasil arrasou, não perdeu nenhum jogo na fase final e faturou o heptacampeonato.

Zé Roberto mudou o time para o Grand Prix e deu certo. Colocou a gigante Thaíssa no meio-de-rede e trocou Sassá por Mari. O Brasil ganhou volume no bloqueio e viu Mari voltar a ser a atacante fria e eficiente que a colocou em evidência antes da Olimpíada de Atenas. Tanto que ela foi escolhida a melhor em quadra na fase final.

O caminho do Brasil foi um pouco facilitado pelas adversárias na fase final. Cuba, que sempre cresce contra a seleção, estava totalmente apática na partida contra as brasileiras. Itália não estava com seu time titular. Apesar disso, o torneio serviu como um treino de luxo ao time de Zé Roberto e apenas uma prévia do que aconteceria na China…

Decepção para os homens… Só mais uma prévia

Serginho e GibaJá o primeiro torneio da seleção masculina em 2008 foi a Liga Mundial, de 14 de junho a 27 de julho. Como já era de costume, os comandados por Bernardinho eram os favoritos ao oitavo título da competição. Mas em quadra, a história foi diferente.

O Brasil teve alguns altos e baixos na primeira fase, mas lotou o ginásio do Maracanãzinho, no Rio, para as finais. Tudo estava bem até a semifinal, quando o Brasil pegou os Estados Unidos e a sua defesa praticamente impecável. Tocando em quase todas as bolas, eles tiraram a concentração dos brasileiros, ganharam espaço e venceram por 3 sets a 0. Mais uma prévia do que aconteceria na China.

Mas na Liga Mundial ainda dava para sonhar com pódio. O adversário na briga pelo bronze era a Rússia, que o Brasil já havia vencido com facilidade na competição. Entretanto, os russos estavam mais fortes no saque e no bloqueio. Do lado nacional, as bolas caiam com facilidade na quadra. O resultado foi mais uma derrota, agora por 3 sets 1, e a seleção fora do pódio da Liga Mundial pela primeira vez desde que Bernardinho assumiu o time. Um alerta de que a Olimpíada de Pequim seria muito mais difícil do que todos imaginavam.

Brasil campeão olímpico

Mari em PequimNa Olimpíada de Pequim, a seleção feminina manteve o alto nível apresentado no Grand Prix. Pela primeira vez, elas chegaram a uma final olímpica, e sem perder nenhum set! Na briga pelo ouro, mais de duas horas de bolas no alto, momentos de domínio de ambos os lados e um último set equilibradíssimo. O Brasil se manteve firme e Mari agüentou ser o alvo do forçado saque adversário até o final. Na última bola do jogo, ataque de Tom Logan. Um ataque para fora e o grito de é campeão!

A medalha foi uma resposta a todas as críticas ouvidas por essa seleção, desde o quarto lugar em Atenas e a derrota na final do Pan-americano do Rio de Janeiro. Depois da conquista da China, uma frase de Zé Roberto Guimarães resumiu o sentimento da equipe. “Amarela é a cor da nossa medalha”.

Foi o primeiro ouro para o vôlei de quadra feminino e a primeira vez um técnico conseguia colocar homens e mulheres no topo do pódio. Zé Roberto, que havia sido campeão em Barcelona, 1992, voltou ao lugar mais alto em 2008.

Segundo com gosto de último

Prata em PequimOs homens do Brasil sofreram em terras chinesas. Primeiro, a desconfiança da torcida que nasceu com o quarto lugar na Liga Mundial. Depois, a derrota para a Rússia por 3 sets a 1 na primeira fase e o alerta geral. Alguma coisa estava com o time nacional. As jogadas não saiam mais com perfeição e paravam no bloqueio adversário. A defesa não chegava mais às bolas. Com altos e baixos, Brasil chegou à final, contra os Estados Unidos.

Mais uma vez os erros ficaram evidentes. Enquanto os norte-americanos passeavam no saque e no ataque, o Brasil não conseguia colocar a bola na mão de Marcelinho e apelava para ataques óbvios. No final, 3 a 1 e medalha de ouro para os norte-americanos. A prata foi recebida pelos torcedores com gosto de último lugar. Muitos se perguntaram se Ricardinho conseguiria ter segurado o passe quebrado e salvado o time. Impossível saber.

A prata foi o fim de uma geração. Depois da Olimpíada, Gustavo e Anderson deixaram a seleção. Giba já disse que deve ficar apenas até o Mundial de 2010. A seleção passa por uma fase de renovação. E no primeiro teste do novo time masculino, mais um tropeço: derrota para Cuba por 3 sets a 2 na final da Copa América. Toda a fase de mudança exige paciência, cabeça e trabalho. Em novembro, Bernardinho renovou com a seleção para segurar essa empreitada. Quem sabe daqui a quatro anos não voltamos ao topo do mundo?

Adeus, Fofão!

Despedida de FofãoE não foi só a seleção masculina que teve despedidas em 2008. Fofão, considerada por José Roberto Guimarães o coração do time feminino, deixou o grupo depois da conquista do torneio Final Four, em setembro, em Fortaleza. Depois de cinco olimpíadas, deixa o time coroada pelo ouro em Pequim e como o ícone de uma geração. Ela segue como jogadora, com a camisa do São Caetano.

A central Walewska disse um pequeno adeus ao time nacional. Após a medalha dourada, ela pediu um tempo para Zé Roberto sem convocações para cuidar da vida pessoal e ser mãe. Mas a meio-de-rede pretende ficar apenas dois ou três anos longe da camisa verde e amarela e pode voltar para o Mundial de Clubes, em 2010. Em dezembro, após ser eleito o melhor técnico do ano de 2008 pelo COB, Zé Roberto garantiu que a seleção estará de braços abertos para Walweska.

Superliga de estrelas

André Heller e BrunoA Superliga 2008/2009 começou em outubro recheada de olímpicos. Cansados de jogar na Europa e com saudades de casa, brasileiros decidiram voltar a atuar no País. Entre os homens, André Nascimento e André Heller deixaram a Itália e assinaram com o Minas. Serginho também saiu da terra da bota e veio reforçar do São Bernardo. Da Grécia, veio Marcelinho direto para o Unisul. Giba recebeu propostas do Cimed, mas escolheu ficar mais uma temporada na Rússia. Na edição feminina, o São Caetano se renovou com Sheilla, Mari e Fofão.

Depois de dois turnos da competição, as estrelas, que prometiam deixar o torneio mais equilibrado, não mudaram os favoritos. No feminino, Rexona, campeão carioca, segue no comando e Finasa, campeão paulista e da Salonpas, depois de vacilar no primeiro turno, voltou a dominar seus jogos. No masculino, Cimed, atual campeão, e Minas, atual vice, estão arrasadores e caminham para mais uma final. A decisão, só em 2009. Até lá!

E para você? O que mais marcou nas quadras de vôlei em 2008? Deixe o seu comentário e Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Notas relacionadas:

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

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