04/08/2009 - 21:46
Regla Bell foi anunciada como reforço do São Caetano por telefone, durante a apresentação do time para a temporada 2009, no final de junho. Foram meses de espera e muitos chegaram a duvidar se ela viria mesmo. Mas a cubana chegou ao time paulista nesta terça.
Neste tempo, a jogadora chegou até a ser anunciada pelo site oficial da equipe do Tenerife, da Espanha. Mas o São Caetano garantia que ela viria ao Brasil, era apenas preciso regularizar os documentos de trabalho. Promessa cumprida!
Confesso que a expectativa de vê-la em quadra é grande, afinal, Regla Bell é um dos grandes nomes do vôlei e já deu muito trabalho para o Brasil. Porém, a jogadora ainda precisa de treinos e tempo de adaptação antes de jogar. Só deve estrear no São Caetano no Campeonato Paulista, em outubro. Mais uma espera…
Pelo menos o clima de rivalidade parece ter ficado naquela geração dos anos 90. Regla Bell estava na quadra na inesquecível discussão com Márcia Fú e Ana Moser, que começou ainda na quadra e foi parar no vestiário, na Olimpíada de Atlanta (relembre a briga). “Toda aquela história faz parte do passado e eu não me envolvi muito. Ao contrário, eu até separava as brigas das minhas companheiras”, falou a cubana na sua apresentação.
“Melhor ter uma cubana do nosso lado do que contra”, brincou a levantadora Fofão. Ela estava na seleção que sofreu nas mãos de Cuba dos tempos de Regla Bell e concordo com ela. Agora, são os rivais daqui do Brasil que terão que se preocupar com os ataques e tentar furar a defesa de Regla Bell.
E você? O que espera da cubana no São Caetano? E vale lembrar que o time ainda conta com Mari e Sheilla, que estão na seleção brasileira. A equipe do ABC pode ser considerada favorita aos títulos nesta temporada? Dê a sua opinião!
Leia mais sobre a apresentação de Regla Bell
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Ana Moser, Campeonato Paulista, Cuba, Fofão, Márcia Fu, Olimpíada de Atlanta, Regla Bell, São Cateno, vôlei
29/04/2009 - 10:33
Foi divulgado na terça-feira o novo ranking de atletas para a Superliga e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) deu uma ajudinha aos times femininos. Agora, as equipes vão poder contar com três atletas com pontuação máxima, ou seja, aquelas que são da seleção brasileira, e não mais apenas duas como foi até este ano. No masculino, tudo continua a mesma coisa.
Agora, o “novo Osasco” e o São Caetano/Blausiegel ganham uma vantagem. Mesmo com um patrocinador diferente, a CBV não considerou que o time de Osasco mudou. Assim, pode contar com todas as atletas que jogaram a última Superliga, se elas renovarem contrato. Já a equipe do Grande ABC pode continuar com suas olímpicas Mari, sheilla e Fofão, que valem 0 ponto porque fora repatriadas e continuam com a mesma pontuação se não mudarem de time, e ainda contar com gente nova. Pelo menos a idéia do patrocinador do São Caetano era “seduzir” algumas meninas do Osasco e montar um time de estrelas. Sassá ainda está sem time, por exemplo.
O ranking de atletas ajuda e prejudica ao mesmo tempo. O lado bom é o equilíbrio entre as equipes. Ninguém pode formar uma seleção brasileira. Mas, por outro lado, o mercado fica um pouco “travado”. O que acontece apenas é a troca de jogadoras. O time vende uma olímpica e compra outra. Se o Osasco não tivesse continuado, como as equipes iriam absorver as jogadoras e ainda ficar dentro a pontuação máxima permitida (32)? Pelo menos deu tudo certo no final e a CBV deu a sua ajudinha com a liberação de pelo menos mais uma selecionável por equipe.
Vamos esperar para ver como será a movimentação esse ano. Meu palpite é que o São Caetano consiga um elenco para brigar mais pela primeira colocação. Se eles mantiverem a base desse ano e ainda conseguirem algum reforço, vai ser um supertime.
O “novo Osasco” também pode continuar na ponta. Thaíssa, Natália e Camila Brait já assinaram com o time. Parece que vai ser difícil segurar Paula Pequeno, que tem uma grande proposta da Rússia. A idéia é a mesma dita sobre o São Caetano. Se mantiver a base, tem chances de brigar mais uma vez pelo título. E ao que tudo indica, é isso que vai acontecer.
Vamos ver como os times vão se arrumar para a temporada 2009/2010 com o novo ranking. E você, leitor, qual mudança gostaria de ver? Quem deve ir para qual time? Quem deve ficar na sua equipe? Dê os seus palpites!
Veja como ficou a pontuação dos atletas e o que mudou com o novo ranqueamento no vôlei nacional.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Superliga
Tags: Camila Brait, CBV, Fofão, Mari, Natália, Paula Pequeno, ranking, São Caetano, Sheilla, Thaíssa, vôlei
02/03/2009 - 14:22
A Superliga volta nesta segunda-feira depois de mais de uma semana parada por causa do Carnaval. Jogadores foram para a avenida, sambaram, treinaram um pouco e agora, precisam mostrar serviço. Faltam apenas duas rodadas na fase classificatória e ainda tem vaga aberta para as quartas-de-final.
A situação é a mesma para homens e mulheres. Cinco equipes já estão garantidas nos playoffs e quatro disputam as vagas que ainda faltam. No feminino, Rexona, Finasa, São Caetano, Pinheiros e Brusque já avançaram na competição. Minas está perto de assegurar o seu lugar também. Precisa apenas de uma vitória e mesmo se perder os dois jogos que restam, pode continuar vivo com tropeços de Banespa e Vôlei Futuro, que também brigam pelas quartas-de-final. As mineiras do Praia Clube, que disputam a primeira Superliga também sonham com as finais, mas tem que vencer suas duas últimas partidas para carimbar o passaporte.
No masculino, Cimed, Minas, Sada, São Bernardo e Unisul estão tranquilos e classificados. Ulbra, Vôlei Futuro, Fátima e Álvares seguem na briga pelos playoffs. Aqui, quem está mais perto de avançar é o time de Canoas. Precisa de um bom jogo contra o frágil Santo André para ir às finais.
Clássico olímpico para as mulheres
As mulheres serão as primeiras a entrarem em quadra depois da folga carnavalesca. A Superliga feminina volta nesta noite, com a partida entre Brusque e Mackenzie. Mas a atração da rodada é o clássico de selecionáveis Rexona x São Caetano.
No time carioca estão Fabi, Fabiana, além de Carol Gattaz e Érika, que já vestiram a camisa da seleção. No time paulista, Fofão, Mari e Sheilla. E o confronto, marcado para a noite de terça-feira, tem um aperitivo a mais. As duas equipes estão invictas e uma vitória pode garantir o lugar na final deste turno.
O São Caetano demorou, mas parece que agora se encontrou em quadra. Fez um terceiro turno bom e venceu o Brusque por 3 a 0 nesta etapa da Superliga. Rexona segue como favorito, mas as companheiras de Sheilla, Mari e Fofão podem complicar a partida.
Já o Finasa pode ter um bom reforço na volta da Superliga. Paula Pequeno, que ainda não jogou neste turno por causa dores no joelho esquerdo deve voltar ao time na partida contra o Minas. O jogo também pode ser uma revanche, já que foram as mineiras que tiraram a equipe de Osasco da final do primeiro turno do campeonato.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Superliga
Tags: Cimed, Fabi, Fabiana, Finasa, Fofão, Mari, Minas, Paula Pequeno, Rexona, São Caetano, Sheilla, Superliga
23/12/2008 - 14:02
Foi o ano que as mulheres amadureceram e cresceram. Foi o ano que os homens decepcionaram e viram que não são invencíveis. Foi o ano da volta para casa. Foi o ano do começo da renovação. Foi o ano de 2008. Pronto para relembrar o que aconteceu no vôlei de quadra e com os nossos brasileiros? Divirta-se!
Campeões na Europa
O ano de 2008 começou aqui no Brasil com a volta da Superliga masculina e feminina e todo mundo tentando mostrar serviço para conseguir uma vaga nas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e Olimpíada de Pequim. Mas os primeiros campeões de 2008 vieram da Europa.
Em março, teve brasileiro no pódio nas competições “B” da Europa. Entre as mulheres, o Pesaro, de Mari, Sheilla e do técnico José Roberto Guimarães ficou com o título da Copa CEV, segunda competição mais importante da Europa. Com o resultado, o time ganhou a vaga para a Liga dos Campeões 2008/2009, o principal torneio do continente. Para os homens, o Modena levou a Challenge Cup com ótimas atuações de André Nascimento e Murilo na final.
Já na Liga dos Campeões, Escadinha ficou apenas com o segundo lugar. Seu time, o Piacenza, perdeu para o russo Dínamo Kazan na final por 3 sets a 2. Como consolação, Escadinha foi eleito o melhor líbero da Europa. João Paulo Bravo, outro brasileiro do time, foi escolhido o melhor sacador do torneio.
Soltaram as bruxas!
O mês de março teve a primeira contusão do ano para alguém da seleção. A bruxa estava solta em 2008! A vítima foi Rodrigão. O central rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo ao cair de mau jeito depois de um bloqueio com o Macerata na Itália e precisou passar por uma cirurgia. Ele só voltou para a seleção um mês depois e quase perdeu a Olimpíada de Pequim. Voltou a atuar apenas às vésperas dos Jogos da China.
Em junho, mais um susto. Nos treinos para a estréia na Liga Mundial, Giba torceu o tornozelo esquerdo e teve que ficar fora dos primeiros jogos do Brasil na competição. Mais tarde, nas finais da Liga Mundial, Marcelinho teve uma contratura nas costas e quase perdeu a estréia do Brasil na Olimpíada, mas se recuperou a tempo. Fofão, Jaqueline e Paula Pequeno também tiveram contusões leves e perderam alguns jogos do Brasil no começo do Grand Prix, mas chegaram inteiras a Pequim.
Campeões aqui e campeões lá
Chega de lesões! Vamos voltar aos títulos de 2008! Por aqui, no mês de abril, as mesmas equipes chegaram mais uma vez à final da Superliga. Rexona e Finasa fizeram o duelo do feminino e Cimed e Minas, o do masculino. A diferença é que esse ano, a competição não foi decidida em uma série melhor de três ou de cinco. Foi só um jogo, no Maracanãzinho. Rexona, único finalista carioca, bateu o Finasa e levantou o caneco pela quinta vez. O Cimed deu o troco da última temporada e venceu o Minas.
Na Itália, mais um título para Sheilla, Mari e Zé Roberto. Pela primeira vez em sua história, o Pesaro faturou o Campeonato Italiano. Título inédito também para os homens, no começo do mês de maio. Trentino, do búlgaro Kaziyski, levou a melhor sobre o Piacenza, de Serginho, na série melhor de três e foi campeão nacional. Um dia depois, o Brasil voltou ao topo com Murcia, de Fofão e Walewska, com o título da Superliga Espanhola.
Estou na seleção! Ou não!
Abril também foi a hora de Bernardinho e Zé Roberto Guimarães montarem as suas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e já ter a base para Pequim. E teve polêmica para os dois lados. Fernanda Venturini, que estava fora do time nacional desde a Olimpíada de Atenas, enviou um e-mail a Zé Roberto pedindo uma nova chance. O técnico foi taxativo e disse que não seria justo com toda a equipe, que estava se esforçando e treinando forte, convocar Fernanda. O pedido não foi atendido. Com os homens, a velha novela Ricardinho x Bernardinho. O levantador, que se recuperava de uma fratura na mão, ficou fora da lista de Bernardinho e o treinador afirmou que as portas da seleção estavam fechadas ao ex-capitão. Em resposta, Ricardinho disse que a seleção já é passado para ele. Mágoas para os dois lados.
Primeiro ouro das mulheres… Só uma prévia
O primeiro torneio da seleção feminina em 2008 foi o Grand Prix, de 20 de junho a 13 de julho. E neste torneio, as brasileiras são soberanas. Depois de uma mera quinta colocação na edição de 2007, o Brasil arrasou, não perdeu nenhum jogo na fase final e faturou o heptacampeonato.
Zé Roberto mudou o time para o Grand Prix e deu certo. Colocou a gigante Thaíssa no meio-de-rede e trocou Sassá por Mari. O Brasil ganhou volume no bloqueio e viu Mari voltar a ser a atacante fria e eficiente que a colocou em evidência antes da Olimpíada de Atenas. Tanto que ela foi escolhida a melhor em quadra na fase final.
O caminho do Brasil foi um pouco facilitado pelas adversárias na fase final. Cuba, que sempre cresce contra a seleção, estava totalmente apática na partida contra as brasileiras. Itália não estava com seu time titular. Apesar disso, o torneio serviu como um treino de luxo ao time de Zé Roberto e apenas uma prévia do que aconteceria na China…
Decepção para os homens… Só mais uma prévia
Já o primeiro torneio da seleção masculina em 2008 foi a Liga Mundial, de 14 de junho a 27 de julho. Como já era de costume, os comandados por Bernardinho eram os favoritos ao oitavo título da competição. Mas em quadra, a história foi diferente.
O Brasil teve alguns altos e baixos na primeira fase, mas lotou o ginásio do Maracanãzinho, no Rio, para as finais. Tudo estava bem até a semifinal, quando o Brasil pegou os Estados Unidos e a sua defesa praticamente impecável. Tocando em quase todas as bolas, eles tiraram a concentração dos brasileiros, ganharam espaço e venceram por 3 sets a 0. Mais uma prévia do que aconteceria na China.
Mas na Liga Mundial ainda dava para sonhar com pódio. O adversário na briga pelo bronze era a Rússia, que o Brasil já havia vencido com facilidade na competição. Entretanto, os russos estavam mais fortes no saque e no bloqueio. Do lado nacional, as bolas caiam com facilidade na quadra. O resultado foi mais uma derrota, agora por 3 sets 1, e a seleção fora do pódio da Liga Mundial pela primeira vez desde que Bernardinho assumiu o time. Um alerta de que a Olimpíada de Pequim seria muito mais difícil do que todos imaginavam.
Brasil campeão olímpico
Na Olimpíada de Pequim, a seleção feminina manteve o alto nível apresentado no Grand Prix. Pela primeira vez, elas chegaram a uma final olímpica, e sem perder nenhum set! Na briga pelo ouro, mais de duas horas de bolas no alto, momentos de domínio de ambos os lados e um último set equilibradíssimo. O Brasil se manteve firme e Mari agüentou ser o alvo do forçado saque adversário até o final. Na última bola do jogo, ataque de Tom Logan. Um ataque para fora e o grito de é campeão!
A medalha foi uma resposta a todas as críticas ouvidas por essa seleção, desde o quarto lugar em Atenas e a derrota na final do Pan-americano do Rio de Janeiro. Depois da conquista da China, uma frase de Zé Roberto Guimarães resumiu o sentimento da equipe. “Amarela é a cor da nossa medalha”.
Foi o primeiro ouro para o vôlei de quadra feminino e a primeira vez um técnico conseguia colocar homens e mulheres no topo do pódio. Zé Roberto, que havia sido campeão em Barcelona, 1992, voltou ao lugar mais alto em 2008.
Segundo com gosto de último
Os homens do Brasil sofreram em terras chinesas. Primeiro, a desconfiança da torcida que nasceu com o quarto lugar na Liga Mundial. Depois, a derrota para a Rússia por 3 sets a 1 na primeira fase e o alerta geral. Alguma coisa estava com o time nacional. As jogadas não saiam mais com perfeição e paravam no bloqueio adversário. A defesa não chegava mais às bolas. Com altos e baixos, Brasil chegou à final, contra os Estados Unidos.
Mais uma vez os erros ficaram evidentes. Enquanto os norte-americanos passeavam no saque e no ataque, o Brasil não conseguia colocar a bola na mão de Marcelinho e apelava para ataques óbvios. No final, 3 a 1 e medalha de ouro para os norte-americanos. A prata foi recebida pelos torcedores com gosto de último lugar. Muitos se perguntaram se Ricardinho conseguiria ter segurado o passe quebrado e salvado o time. Impossível saber.
A prata foi o fim de uma geração. Depois da Olimpíada, Gustavo e Anderson deixaram a seleção. Giba já disse que deve ficar apenas até o Mundial de 2010. A seleção passa por uma fase de renovação. E no primeiro teste do novo time masculino, mais um tropeço: derrota para Cuba por 3 sets a 2 na final da Copa América. Toda a fase de mudança exige paciência, cabeça e trabalho. Em novembro, Bernardinho renovou com a seleção para segurar essa empreitada. Quem sabe daqui a quatro anos não voltamos ao topo do mundo?
Adeus, Fofão!
E não foi só a seleção masculina que teve despedidas em 2008. Fofão, considerada por José Roberto Guimarães o coração do time feminino, deixou o grupo depois da conquista do torneio Final Four, em setembro, em Fortaleza. Depois de cinco olimpíadas, deixa o time coroada pelo ouro em Pequim e como o ícone de uma geração. Ela segue como jogadora, com a camisa do São Caetano.
A central Walewska disse um pequeno adeus ao time nacional. Após a medalha dourada, ela pediu um tempo para Zé Roberto sem convocações para cuidar da vida pessoal e ser mãe. Mas a meio-de-rede pretende ficar apenas dois ou três anos longe da camisa verde e amarela e pode voltar para o Mundial de Clubes, em 2010. Em dezembro, após ser eleito o melhor técnico do ano de 2008 pelo COB, Zé Roberto garantiu que a seleção estará de braços abertos para Walweska.
Superliga de estrelas
A Superliga 2008/2009 começou em outubro recheada de olímpicos. Cansados de jogar na Europa e com saudades de casa, brasileiros decidiram voltar a atuar no País. Entre os homens, André Nascimento e André Heller deixaram a Itália e assinaram com o Minas. Serginho também saiu da terra da bota e veio reforçar do São Bernardo. Da Grécia, veio Marcelinho direto para o Unisul. Giba recebeu propostas do Cimed, mas escolheu ficar mais uma temporada na Rússia. Na edição feminina, o São Caetano se renovou com Sheilla, Mari e Fofão.
Depois de dois turnos da competição, as estrelas, que prometiam deixar o torneio mais equilibrado, não mudaram os favoritos. No feminino, Rexona, campeão carioca, segue no comando e Finasa, campeão paulista e da Salonpas, depois de vacilar no primeiro turno, voltou a dominar seus jogos. No masculino, Cimed, atual campeão, e Minas, atual vice, estão arrasadores e caminham para mais uma final. A decisão, só em 2009. Até lá!
E para você? O que mais marcou nas quadras de vôlei em 2008? Deixe o seu comentário e Feliz Natal e Feliz Ano Novo!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos
Tags: Fofão, Grand Prix, Liga Mundial, Olimpíada, Pequim, retrospectiva, Superliga
17/12/2008 - 11:34
A medalha de ouro na Olimpíada de Pequim da seleção feminina rendeu mais troféus na noite de terça-feira. No Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB, Fofão foi eleita a melhor jogadora de vôlei do ano de 2008 e José Roberto Guimarães, o melhor técnico. Honras merecidas e na hora certa!
Fofão deu adeus à seleção brasileira do melhor jeito possível. Ela chegou aos poucos, com seu jeito calada, esperou como reserva de Fernanda Venturini e segurou a onda quando precisava. Como boa levantadora, foi a cabeça do time na conquista do ouro e ajudou o time a superar os traumas de Atenas e da final do Pan de 2007. Vai deixar saudades na seleção já que Carol Albuquerque, que deve assumir o seu lugar, é regular, mas não decisiva como Fofão.

Já Zé Roberto provou que um bom técnico nem sempre precisa gritar nos ouvidos de seus atletas para vencer. Confesso que já reclamei do jeito calmo demais do treinador das meninas do vôlei, mas reconheço que foi assim, sendo centrado, que ele conseguiu ajudar as jogadoras a levantarem a cabeça, amadurecerem e buscar essa medalha.
Agora é treinar para continuar no topo e superar a perda de Fofão. Como aconteceu com os homens depois das conquistas de Atenas, Mundial e tudo mais, a seleção feminina será o alvo de todos os times do mundo. Mais do que nunca elas precisam ser madurar para segurarem o primeiro lugar.
E que os homens, mesmo sem prêmios neste ano, levem 2008 como uma lição. A seleção masculina ainda é uma das melhores do mundo, mas não é mais invencível e deve se adaptar às jogadas altas dos europeus e às defesas dos norte-americanos. E ainda passar pela renovação. Sigam o exemplo de Zé Roberto e Fofão: paciência! Esperam, tenham cabeça, e encontrem as meninas no topo em 2009!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos, seleção feminina
Tags: Fofão, José Roberto Guimarães, Prêmio Brasil Olímpico, seleção feminina