Nada de pânico com a extinção do Finasa/Osasco?!?!
“Não é preciso ter pânico. A Superliga vai continuar”. Ou o término do Finasa/Osasco “não vai ter influencia nenhuma na seleção brasileira, zero”. São duas frases ditas por Ary Graça, presidente da Confederação Brasileira de vôlei nesta quarta-feira. Sim, sabemos que a Superliga vai continuar, mas a qual preço? E será que saber que está sem emprego por telefone realmente não mexe com o emocional da jogadora antes de vestir a camisa da seleção? Não sei, não…
A competição nacional não vai parar porque um time perdeu seu principal patrocinador. Entretanto, não se sabe se as jogadoras que estavam no Finasa vão continuar jogando por aqui. Se o momento é de tanta crise, pouca visibilidade para o esporte, os clubes vão querer investir para manter as olímpicas por aqui ou o caminho é jogar no exterior? Se a melhor alternativa for a segunda, existe o risco do País sofrer um esvaziamento de grandes atletas como aconteceu com o vôlei masculino logo depois da Olimpíada de Barcelona. A seleção estava em seu auge, mas os times nacionais não tiveram como bancar os salários e nossos ídolos foram para fora. Agora o auge é do vôlei feminino, que ainda vive as glórias da conquista do ouro olímpico em Pequim e, justo no melhor momento, as jogadoras podem ter que procurar emprego fora do Brasil. Espero estar errada….
Além disso, a Superliga vai sim continuar, mas poderia revisar o formato de jogo único na final. Todos estão infelizes com isso, principalmente os torcedores, que não podem mais ver seu time de perto na final já que a decisão é sempre no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. E ainda existe a suposta compra de torcida para lotar o ginásio, levantada pelo leitor Carlos Eduardo Bosco no comentário do post Cimed é sinômino de vibração. De que adianta suar a camisa, lutar até o último jogo da série e ter apenas uma chance de se mostrar na final? O ouro deveria sair, no mínimo, depois de mais uma série melhor de três, para que todos jogassem em casa e fora de casa e mostrassem o que sabem.
Ary Graça também garantiu que o choque com a extinção do Finasa não vai abalar as jogadoras da ex-equipe convocadas por José Roberto Guimarães e ainda disse que o técnico foi passional demais ao lamentar o final do time e prever os danos na seleção. Como não se abalar depois de perder o emprego desse jeito? Como manter a cabeça no lugar e se concentrar nessa situação? Não será tão simples como garante o presidente da CBV. E pensar que a seleção brasileira demorou anos para se encontrar e se equilibrar em quadra até ouro na Olimpíada na China…
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