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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Superliga | 10:22

Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina

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As equipes com as melhores colocação na Superliga feminina fizeram a sua parte na terceira rodada do returno. Diante de adversários teoricamente mais fáceis, Unilever, Vôlei Futuro, Sollys/Osasco e Usiminas/Minas venceram. Desses, só o time de Osasco teve vida realmente fácil. Para os outros, 3 a 0 ou 3 a 2 significaram equilíbrio.

Fernanda Venturini - Daniel Ramalho/adorofoto

Venturini, que havia sofrido um acidente de carro com Bernardinho na manhã de terça, jogou contra Mackenzie

Unilever e Vôlei Futuro venceram em sets diretos. E quem advinha o que ainda é um problema para a equipe carioca? Sim, mais uma vez o passe. E sim, ter Fernanda Venturini no levantamento ajuda. O time de Bernardinho bateu o Mackenzie/Cia do Terno, sétimo colocado, e segue na liderança isolada, mas as parciais tiveram placares até que apertados (25/21, 25/20 e 25/20).

Placar apertado para o outro 3 sets a 0 de um dos líderes. O vice Vôlei Futuro só venceu a primeira parcial para cima do BMG/São Bernardo por 32 a 30. Depois, mesmo cometendo erros, fechou o jogo em casa com um pouco de folga no marcador (25 a 17 e 25 a 19).

Já o Sollys/Nestlé se aproveitou do novato Rio do Sul e, aí sim, venceu por 3 a 0 com tranquilidade (25/21, 25/19 e 25/13). E o time de Osasco aproveita os jogos mais simples para recuperar o ritmo de Fabíola e contar com Hooker. A levantadora voltou depois de lesão no joelho e a oposto, grande contratação da temporada, começa a mostrar seu jogo mais solto e sua potência. Será que ela já é uma ameaça a Tandara? De qualquer maneira, é melhor ter o time todo e se preocupar em quem escalar do que olhar para o banco e não ter quem colocar. Luizomar já passou por isso quando Fabíola estava machucada….

Para fechar o bloco de líderes, um placar que surpreendeu. O Usiminas/Minas, apesar de não ter as estrelas da seleção, é um time forte e que vem dando trabalho. Mas as mineiras sofreram para bater o lanterninha Macaé. A vitória veio apenas no tie-break. Com isso, perdeu um ponto em um jogo que poderia ter sido mais um 3 a 0 pelo histórico das duas equipes.

No final, com altos e baixos, quem estava melhor colocado venceu quem estava na parte debaixo da tabela. Para os líderes, a rodada com duelos considerados mais simples valeu a pena.

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  2. Já temos os oito classificados na Superliga feminina
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 24 de janeiro de 2012 Superliga | 23:02

Noite começa com Wallace Souza e termina com Unilever

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*atualizado dia 26/01

Wallace - Divulgação/CBV

Wallace Souza foi o nome do jogo entre Sada/Cruzeiro e Sesi

A noite de vôlei desta terça-feira começou com uma atuação de gigante de Wallace Souza, oposto do Sada/Cruzeiro, e terminou com um 3 a 0 do Unilever para cima do Vôlei Futuro com direitos a muitos bloqueios e mais uma boa atuação de Fernanda Venturini.

O Sada/Cruzeiro recebeu o Sesi-SP e venceu no tie-break. O time paulista começou devagar, errou mais e isso pode ter custado o jogo. Do outro lado, Wallace Souza mostrou o que é ser um oposto. Ele foi, em alguns momentos, caçado pelo levantador William, que sabia que seu companheiro estava em um dia inspirado. No quinto set, por exemplo, se o passe estava um pouco ruim, para quem ia a bola? Wallace. E o que acontecia? Ponto.

O oposto marcou 32 pontos e foi eleito o melhor da partida. E Wallace está amadurecendo em quadra. Quando falei com ele às véspera da final da Superliga 2010/2011, ele me disse que se via como um cara que jogava na força e que ainda não tinha tanta manha para jogar no jeito. No jogo desta terça ele soltou o braço, mas também largou, explorou bloqueio… Esse é o caminho.

A noite de vôlei continuou com a Superliga feminina e o que era esperado para ser um jogo de horas e horas e com outro tie-break, acabou em 3 a 0. O Unilever bateu o Vôlei Futuro, seguiu na liderança e viu o rival de Araçatuba cair para a terceira colocação. ultrapassado pelo Sollys/Nestlé (que bateu o Pinheiros). E dois aspectos chamaram a atenção: o bloqueio carioca, com destaque para os seis pontos de Mari, e a diferença entre as levantadoras.

O Unilever foi uma parede na rede nos dois primeiros sets. Na segunda parcial, marcou sete pontos no bloqueio contra nenhum do Vôlei Futuro. Nem precisa falar mais nada…

Mas alguns bloqueios foram facilitados pelas jogadoras de Araçatuba. Eu explico. Os dois times sofrem no passe, mas as levantadoras do Vôlei Futuro não estavam conseguindo arrumar a bola nem para as pontas. Ana Cristina, que começou como titular, não foi ousada. Ana Tiemi assumiu o posto no terceiro set, elevou o nível de jogo, mas logo voltou a colocar bolas baixas demais nas pontas e assim, foram ataques errados ou parados pelo bloqueio da Unilever.

E sim, a Unilever também teve problemas no passe. Mas essa é a vantagem de contar com Fernanda Venturini. A veterana arrumou bolas com toque, manchete e soube explorar suas atacantes. Mari, eleita melhor em quadra, estava confiante, virando bem e bloqueando mais ainda, foi muito acionada. Quando caiu um pouco, Venturini passou a usar Sheilla. O passe quebrado só atrapalhou as jogadas de meio, que ficaram apagadas.

Já está ficando repetitivo falar do time carioca. Mas antes de criar qualquer esperança, Venturini saiu de quadra afirmando que para de vez depois da Superliga e que não vai para as Olimpíadas de Londres. O jeito é aproveitar durante o torneio nacional mesmo…

E a rodada continua

A Superliga seguiu na noite de quarta-feira. No masculino, Vôlei Futuro venceu o Volta Redonda e assegurou a liderança do primeiro turno. Já a Cimed/Sky fez valer o seu favoritismo e bateu o BMG/São Bernardo. E o RJX, que poderia ter embalado depois de bater o Sada/Cruzeiro na rodada passada, voltou a errar demais e parou no Medley/Campinas, que é um time sem grandes estrelas, mas com bom elenco. Até o returno!

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  1. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
  2. Unilever está em mais uma final de Superliga
  3. Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Superliga | 13:30

Jogo de gente grande do RJX, Stacy no Vôlei Futuro e a rodada

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A Superliga 2011/2012 já está no final do primeiro turno para homens e mulheres e, como já conversamos por aqui, a tabela promove bons jogos e que servem como parâmetro para diversos times. Entre os homens, quem chamou a atenção foi o RJX, com a primeira vitória em casa e a segunda vitória diante de um forte candidato ao título. Os cariocas, que tinham batido apenas a Cimed/Sky entre os grandes, fizeram 3 sets a 1 para cima do Sada/Cruzeiro.

Lucão e Lipe - Divulgação/Vipcomm

Lipe (direita) foi destaque do RJX e comemora bola no chão com Lucão

O RJX voltou a vencer com a volta de Lipe a sua melhor fase. Ele foi o melhor jogador em quadra e o maior pontuador. O ponteiro segue como o cara de segurança do time e se aproveitando do entrosamento que já tinha com Marlon desde a temporada passada. Marlon também facilitou o jogo. A partir do segundo set, com o passe na mão, ele acelerou bem os lances com seus atacantes.

Sei que posso estar insistindo em falar no RJX, mas esse é o time que atrai olhares desde a sua formação, com todos os selecionáveis, e também depois do fiasco do Pinheiros/Sky. Estou curiosa para acompanhar a equipe e ver se um time que nasceu grande no papel segue grande em quadra. Por enquanto, sigo com a impressão de que a equipe vai bem quando Lipe vai bem. A vitória não garante nada ainda, mas faz a Superliga ficar mais divertida com mais um time com chance de brigar.

Veja como foi RJX 3 x 1 Sada/Cruzeiro set a set

Enquanto isso, aqueles que já são grandes e conhecidos em quadra dominam a parte de cima da tabela da Superliga masculina. Vôlei Futuro, em mais uma atuação inspirada da dupla Lorena e Ricardinho, venceu o Sesi-SP e assumiu a liderança. A Cimed/Sky se aproveitou do frágil UFJF para voltar a vencer depois da semana conturbada com derrota e saída do Pacheco. O Vivo/Minas tropeçou diante do Volta Redonda, que tem se mostrado um time que estuda os rivais e gosta de complicar, mas segue lá em cima, em quarto. O Sada/Cruzeiro, mesmo com os 3 a 1 para o RJX, é candidato ao título e ocupa a quinta colocação.

Volta de Stacy Sykora e tarde de Venturini

Stacy - Site oficial/Vôlei Futuro

Stacy é abraçada pelas companheiras do Vôlei Futuro na volta à Superliga

A nona rodada teve um clássico, Vôlei Futuro x Sollys/Osasco. O time de Araçatuba marcou 3 sets a 2 e segue na cola do Unilever na tabela, na vice-liderança. Mas o que chamou a atenção foi a volta de Stacy Sykora. A líbero norte-americana, que sofreu traumatismo crânio-encefálico no acidente com o ônibus da equipe em abril de 2011 já tinha condições de jogar há algumas rodadas, mas reestreou justo em jogo duríssimo. Por quê?

A pergunta já foi feita pelos leitores daqui do blog. Acho que o caminho natural seria Paulo Coco colocar a jogadora em partida mais simples, para dar ritmo. Mas ele pode ter confiado na experiência de Stacy, eleita a melhor líbero do mundo em 2010 e, talvez por isso, tenha relacionado a atleta logo no clássico. Ele sabia que era um jogo importante. Sabia que a Unilever ganharia do Pinheiros e, por isso, fecharia a rodada na ponta. E sabia que, se perdesse, ficaria em desvantagem justamente em relação ao Sollys/Nestle na tabela. Resolveu colocar a líbero na fogueira, como disseram por aqui, e deu certo. O Vôlei Futuro venceu e Stacy foi a melhor jogador de defesa na rodada. O técnico tem seus métodos questionáveis, mas às vezes eles dão certo…

O Vôlei Futuro viaja nesta semana e encara o Unilever. E nesta Superliga, falar da equipe carioca é falar de Fernanda Venturini. A levantadora foi a melhor em quadra e a melhor jogadora da nona rodada do torneio. Ela segue comandando o time com facilidade, impondo velocidade e cada dia mais entrosada com as companheiras. Enfim, tudo aquilo que já falamos sobre a veterana…

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012 Superliga | 17:22

Superliga feminina volta com um invicto a menos e estrangeiras

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A Superliga feminina 2011/2012 voltou na noite de terça-feira e já viu a queda de um dos invictos. O Vôlei Futuro, que como já comentamos por aqui acertou a mão nesta temporada, bateu o Usiminas/Minas por 3 sets a 0, com direito a dois 25 a 15, acabou com a invencibilidade das mineiras e segue líder e sem perder na competição nacional.

Leia também: Paula Pequeno é a melhor jogadora da sexta rodada

Apesar da derrota, o jogo ajuda a falar das estrangeiras desta Superliga. A cubana Herrera marcou 14 pontos e é uma das grandes armas do elenco de Minas mais uma vez. Já o Solly/Nestlé, outro invicto ao lado do Vôlei Futuro finalmente teve a norte-americana Destinee Hooker em uma partida inteira. A oposto ainda não foi o destaque, que ficou para Jaqueline, mas viu seu time bater o Macaé por 3 a 0.  E ainda temos mais uma norte-americana, a Dani Scott, que voltou ao BMG/São Bernardo. As estrangeiras dão uma graça a mais para a Superliga feminina.

Voltando à rodada da terça-feira, tivemos mais um 3 a 0, agora sem estrangeiras. Mas o jogo foi a prova do que o entrosamento faz com o time. Na vitória do Unilever contra o São Bernardo no último jogo na Superliga em 2011, Bernardinho havia falado que aquele havia sido o melhor jogo do time no torneio. No primeiro confronto de 2012, na vitória sobre o Praia Clube, o discurso se repetiu.

O Unilever, que ficou com o bronze no Top Volley durante a folga de final de ano, voltou ainda mais entrosado e viu mais uma vez a boa parceria de Fernanda Venturini com Juciely pelo meio-de-rede. A central foi a melhor em quadra e o time carioca, que embalou de vez (única derrota foi na estreia e, depois, cinco vitórias), agradece a experiente levantadora. Ela tem facilitado o jogo com o bom entrosamento com as companheiras.

Nesta noite a rodada será para os homens. Vamos ver quem se destaca. Até mais!

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terça-feira, 27 de dezembro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 11:24

Retrospectiva: 2011 teve vaga olímpica, sustos e decepção

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Mais um ano de blog e mais uma vez aqui está a tradicional retrospectiva. O ano de 2011 foi de aquecimento no mercado nacional e alerta para as seleções, tanto masculina quanto feminina. E para vocês, o que mais marcou nos últimos 12 meses? Relembre nos tópicos, clique nos links para reler mais sobre os assuntos e deixe seus comentários no final. E Feliz 2012! Até lá!

Acidente e preconceito na Superliga 2010/2011

Acidente-Vôlei Futuro/Futura Press

Ônibus do Vôlei Futuro tomba perto de ginásio da semifinal da Superliga feminina

A Superliga 2010/2011 foi a primeira decisão na temporada do vôlei por aqui. E a fase final foi mais conturbada do que o normal por problemas que aconteceram fora das quadras.

Na semifinal da edição feminina, o ônibus com a delegação do Vôlei Futuro tombou perto do ginásio do Osasco, no dia 12 de abril. Segundo as primeiras informações, a líbero norte-americana Stacy Sykora era a única que preocupava, com um corte na cabeça. Pouco depois, todos souberam que a situação era bem mais grave e que a atleta havia sofrido um traumatismo craniano. Stacy ficou quase um mês internada, voltou aos EUA para completar a recuperação e, aos poucos, já voltou a atuar. A líbero segue no Vôlei Futuro para a temporada 2011/2012.

Já na semifinal do masculino, o Vôlei Futuro foi jogar na casa do Sada/Cruzeiro e o central Michael afirmou ter passado a partida ouvindo gritos preconceituosos. O caso tomou grandes proporções, o Sada/Cruzeiro foi multado e, no jogo de volta, o time de Araçatuba fez uma “festa rosa” para o atleta, com jogadores usando camisas rosa ou com o arco-íris, símbolo GLSTB e a torcida com batedores coloridos e com o nome de Michael. Ele assumiu ser homossexual e, em uma entrevista exclusiva, falou que nunca namorou, nem homem e nem mulher. Dentro de quadra, o Sada/Cruzeiro levou a melhor e ficou a vaga na decisão.

No final, um campeão inédito e um velho conhecido

Unilever vence a Superliga - Divulgação/CBV

Unilever faturou o sétimo título na Superliga

A edição 2010/2011 da Superliga teve um campeão novato e outro mais do que conhecido. No masculino, o Sesi venceu o Sada/Cruzeiro e conquistou o seu primeiro título nacional com uma equipe equilibrada e um grupo homogêneo. Tanto que, na decisão, o nome do jogo não foi alguém da seleção. O destaque ficou para Vini, prova de ter um grupo completo e preparado pode valer mais do que só alguns selecionáveis.

Entre as mulheres, mais um Unilever x Sollys/Osasco. E o time do Rio de Janeiro, derrotado na temporada 2009/2010, recuperou a coroa e faturou o sétimo título nacional. Na decisão, assim como em quase todos os jogos do time, Sheilla foi a jogadora de segurança. Agora, na temporada 2011/2012, ao lado de uma levantadora experiente como Fernanda Venturini, tende a crescer ainda mais em quadra.

Novos ‘supertimes’, volta de Venturini e mais contratações

Fernanda Venturini - Divulgação

Depois de quatro anos, Fernanda Venturini volta a jogar e assina com o Unilever

Como o costume, depois da Superliga vem a movimentação do mercado e, nesse ano, dois ‘supertimes’ surgiram. Em abril, Eike Batista montou o RJX, no Rio de Janeiro. a equipe contrataria Dante, Marlon, Théo e Lucão, da seleção, além de Lipe, Alan e outros nomes importantes. No mesmo mês, a Cimed anunciou a parceria com a Sky. A ex-patrocinadora deixou o Pinheiros depois de uma temporada turbulenta, com dispensas de Rodrigão e Marcelinho e eliminação nas quartas de final da Superliga diante do Sada/Cruzeiro, que seria vice-campeão. O Pinheiros não manteve o time e a Cimed “ganhou” Giba e Gustavo para a temporada 2011/2012.

No feminino, o mercado viu trocas entre rivais e até o final de uma aposentadoria. Atendendo a um pedido de Bernardinho, que ficou sem levantadora depois de Dani Lins assinar com o Sesi, que montou um time feminino em 2011, Fernanda Venturini voltou a jogar e é a levantadora do Unilever. O time também tirou Natália do rival Sollys/Osasco.

O problema é que, até dezembro, alguns reforços ainda não jogaram em seus times. Giba, com fratura por estresse na tíbia, e Natália, depois da segunda cirurgia para retirada de um tumor benigno na canela esquerda, são exemplos de contratados que ainda não atuaram.

Depois de Stacy, o susto com Jaqueline

Jaqueline - Vipcomm

Jaqueline deixa hospital depois de fratura na cervical na estreia no Pan

Quem acompanha vôlei teve dois grandes sustos em 2011. O primeiro foi o acidente com o time do Vôlei Futuro e o traumatismo craniano de Stacy, como comentamos. Meses depois, Jaqueline foi a protagonista da vez. Pelo menos as duas estão bem e recuperadas.

A jogadora deu um susto gigante ao se chocar com Fabi logo na estreia do Brasil no Pan-Americano de Guadalajara. As duas caíram para defender uma bola e a ponteira bateu a nuca na testa da líbero. O resultado, depois de momentos de apreensão e de ver a jogadora deixando a quadra de maca, foram fraturas em duas vértebras da cervical.

Jaqueline, que já tinha sofrido no ano com a perda de seu primeiro bebê logo no começo da gestação, surpreendeu na recuperação. O que eram oito semanas com o colar cervical viraram três e na semifinal do Paulista, em novembro, ela já estava em quadra novamente.

Novidades emplacam na seleção feminina

Tandara- Divulgação/CBV

Tandara chegou para ficar na seleção feminina

Já que falamos de mercado e novos times, vamos falar também de caras novas na seleção feminina. 2011 viu a estreia de Tandara como oposta. A jogadora ficou com o lugar de Joycinha e se tornou uma arma no ataque, para as inversões de 5-1, e também no saque, com pontos importantes ao entrar no serviço nos finais dos set. Ela ainda é reserva de Sheilla, mas tem potencial.

Fernanda Garay voltou ao time de Zé Roberto na temporada e não fez feio. Ela ajudou no passe, grande problema da equipe, e ainda mudou o ritmo de ataque. A ponteira segue a boa fase no Vôlei Futuro e deve ter vindo para ficar.

Juciely completa o trio de novidades do ano, mas a central ainda está atrás de Fabiana e Thaísa e tem que brigar com Adenízia por uma vaga entre as preferidas de Zé Roberto.

E falando nas mulheres, 2011 acabou com decepção

Fabi e Sheilla - Divulgação/FIVB

Seleção decepcionou na Copa do Mundo e perdeu a primeira chance de se classificar para as Olimpíadas

Com suas caras novas, a seleção feminina partiu para um ano de recuperação. Em 2010, o Brasil foi prata no Grand Prix e prata no Mundial. Agora, conseguiu voltar ao lugar mais alto do pódio, mas ainda decepcionou.

A seleção teve ouro na Copa Pan-Americana, em torneio amistoso em casa e no Sul-Americano e ainda ficou com a prata depois de ser derrotada pelos Estados Unidos com facilidade na decisão do Grand Prix. Mas os problemas e as críticas começaram nos Jogos Pan-Americanos.

Zé Roberto, visando treinar o time para a Copa do Mundo, que valeria a vaga olímpica, levou a equipe principal para Guadalajara. Lá, rivais como os Estados Unidos estavam com a equipe B. O Brasil foi ouro, mas depois, decepcionou e, com três derrotas, ficou apenas em quinto lugar na Copa do Mundo.

Aí vieram as perguntas e as críticas, até de Ary Graça. Valeu a pena jogar com a seleção A em Guadalajara? O time está preparado para lutar pelo bi nas Olimpíadas de Londres? Mais uma vez a seleção está com problemas em quadra, como no passe e no levantamento, e fora dela, como o emocional.? As respostas só virão em 2012. E o ano começará mais cedo, já que as atletas terão que disputar o pré-Olímpico continental para chegar a Londres.

Homens conseguem vaga, mas no sufoco

Giba - Divulgação/FIVB

Giba comemora ponto na vitória sobre o Japão. Jogo valeu o bronze e a vaga olímpica

A seleção masculina fechou 2011 com a vaga olímpica assegurada, mas o caminho até aqui não foi simples. Bernardinho aproveitou o calendário cheio de campeonatos para montar duas equipes e mesclar jogadores em alguns torneios. A equipe B foi ouro no Pan, mas a A teve problemas e derrotas inesperadas.

O time principal venceu o Sul-Americano, mas ficou com a prata na Liga Mundial e passou sufoco para assegurar o terceiro lugar no Japão e lugar Nos Jogos Olímpicos de Londres, com tie-break contra China e derrotas para Itália, Cuba e Sérvia. O bronze a vaga olímpica só vieram na última fase, no último jogo. E quem não viu a briga entre Bernardinho e Serginho diante das câmeras na vitória sobre a Argetina? Os dois perderam a cabeça, mas logo minimizaram a discussão, falando que era algo normal e que a convivência seguia boa. Depois, Murilo, que foi o pivô da briga (Serginho “tomou as dores” do companheiro com Bernardinho, que reclamava do Brasil em jogo no qual a Argentina não se esforçou para fazer nada, já que a derrota até que ajudaria a equipe), comentou que até há um desgaste no time, mas não a ponto de alguém pedir para sair.

O ano também foi de fazer testes e trocar jogadores em algumas posições.o que gerou insegurança na equipe. Afinal, quem são os opostos da seleção, por exemplo? Mas os atletas também ressaltaram que esse foi o ano certo para esses testes e que todos estão confiantes para o ouro em 2012, ano que fechará o ciclo olímpico e também marcará as últimas Olimpíadas de ídolos como Giba, Dante…

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  1. A final olímpica de volta no Grand Prix
  2. Brasil tem vaga na semi e cabeça no lugar no Mundial
  3. Unilever terá ataque de gala na temporada 2011/2012
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 Superliga | 10:11

Noite de Venturini na despedida da Superliga feminina

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A Superliga feminina teve a sua última rodada da noite de quinta-feira e o destaque foi Fernanda Venturini. Falam que uma vez que você aprende a andar de bicicleta, não esquece nunca mais. Pois com a veterana parece que uma vez que se sabe levantar bem, não se esquece nunca mais.

Unilever - Divulgação

Fernanda Venturini, com uma bela largadinha, fechou a partida contra o BMG/São Bernardo

Essa foi a primeira partida que assisti de Fernanda Venturini na volta às quadras nesta Superliga. Esperava ver uma ótima jogadora, mas ainda um pouco lenta e sem ritmo de jogo. Porém, eu tive uma surpresa. Ela até demora a se levantar depois de fazer alguma defesa, mas já está imprimindo um ritmo bem veloz nas jogadas do Unilever, tanto que usou a abusou das jogadas de meio diante do São Bernardo e viu Juciely ser a maior pontuadora do jogo.

Fernanda parece que nem suou na vitória por 3 sets a 0 do Unilever (leia mais sobre o jogo). Ela sacou sempre do chão, como já era de costume, e atrapalhou a recepção rival. Recebeu muitas bolas na mão (o passe da equipe carioca funcionou dessa vez) e nem fez esforço para colocar a bola onde queria. O resultado disso? Foi a melhor em quadra. Ela ainda errou uma ou outra bola com Juciely e,  em um momento do jogo, forço demais a bola de Regiane, que levou uma série de bloqueios. Mas ainda é uma ótima jogadora, com repertório de bolas chutadas, largadinhas…

O jogo da noite de quinta-feira ainda teve cara de começo de temporada, com bolas bobas que caíram no meio da quadra e um São Bernardo que não pressionou. Mas, aos poucos, a Unilever está voltando aos eixos e crescendo em quadra. Ter o passe na mão já é meio caminho andado! E para ajudar, o bloqueio fez 14 pontos (quatro saíram das mãos de Venturini). Como disse Bernardinho, o Natal será tranquilo. E, depois, o torneio Top Volley dará ainda mais ritmo ao time.

Vôlei Futuro, Sollys/Nestlé e Usiminas/Minas também estão “nos eixos” e seguem relaxado para a folga de final do ano. Todos venceram na rodada e continuam invictos no torneio (veja todos os resultados da rodada).

Quase despedida para os homens

A Superliga masculina também se prepara para a pausa de final de ano (o único jogo que falta é Vôlei Futuro x Medley/Campinas, atrasado da quarta rodada, que será no dia 30 de dezembro) e a quinta rodada teve vitória por 3 sets a 0 do Cimed/Sky contra o Vivo/Minas, triunfo esperado do RJX sobre o também novato UFJF e a queda de mais um invicto, com a derrota do Sada/Cruzeiro diante do Medley/Campinas (veja todos os resultados do masculino). O único que ainda segue 100% no torneio é o Vôlei Futuro. Será que essa invencibilidade durará muito? A gente descobre isso no dia 30 ou em 2012!

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e passeios na estreia da Superliga feminina
  2. Na Superliga, noite de estreia é noite de Sheilla
  3. Mais uma volta de Fernanda Venturini
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

terça-feira, 17 de maio de 2011 Superliga | 12:40

Mais uma volta de Fernanda Venturini

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*atualizado às 16h45

Na segunda-feira Bernardinho desconversou e disse que ainda não estava nada definido para a volta de Fernanda Venturini às quadras (leia mais). Na manhã desta terça, entretanto, o Unilever anunciou a contratação da veterana levantadora para a temporada 2011/2012 (leia mais).

Fernanda Venturini e seu novo uniforme

Fernanda Venturini e seu novo uniforme

Aos 40 anos e depois de algumas idas e vindas, Venturini está de volta às quadras. Ela estava parada desde 2007, depois de defender o Murcia, da Espanha (relembre as aposentadorias da veterana). E agora? Estará em forma para jogar mais uma vez no alto nível?

Técnica ela tem, sem dúvida. Não será questionado o seu toque de bola e o seu talento em comandar um time. E boas atacantes para trabalhar ela terá com uma rede com Sheilla, Mari, Natália, Valeksinha e Juciely. Pelas fotos da apresentação ao Unilever, Fernanda está com o corpo em forma, pelo menos.

Resta saber como será o fôlego dela em quadra. Sabemos o que passe não será o forte do Unilever, como o próprio Bernardinho já disse, e até por esse motivo que o time optou por uma levantadora experiente e que resolve mesmo com aquelas bolas “quadradas”. Só que para isso, ela terá que correr,  se deslocar na quadra. Se os quatro anos longe do vôlei não prejudicaram a resistência e o fôlego, ela tem chances de dar certo.

Mercado dos homens
Conversei nesta terça-feira com o Vini, ex-Sesi. Foi a primeira entrevista dele como atleta do Vôlei Futuro. Vini disse que trocou de time para buscar mais espaço porque a concorrência na equipe de São Paulo com o recém-contratado Rodrigão e com Sidão seria complicada (leia a entrevista completa).

Ele tem a sua razão. Pode ter deixado um time campeão, mas está buscando o seu espaço e a sua vaga de titular toda a temporada. Que ele se dê bem o levantador Ricardinho porque, como é um central baixo, com menos de 2,00m, precisa de um ótimo tempo de bola para bater com velocidade.

E aí, o que vocês estão achando do mercado? Venturini foi a melhor opção ao Unilever? E Vini, fez uma boa troca? Deixem seus comentários!

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  3. Unilever está em mais uma final de Superliga
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

terça-feira, 27 de janeiro de 2009 Superliga | 15:08

Quando vale a pena contar com uma veterana no banco?

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Janeiro é um mês um pouco parado no esporte nacional. Os jogadores ganharam folga para as festas de final de ano e a Superliga só voltou no meio do mês. Tempo para inscrever alguns reforços até o final da competição. Tempo para se recuperar de lesões. E até, tempo para se machucar! Então, depois das férias, agora é hora de colocar o assunto em dia por aqui!

Quatro anos longe das quadras, Virna voltou ao piso duro de um ginásio na segunda-feira. A ponta assinou contrato com o Rexona até o final da Superliga 2008/2009 e já treinou com o time de Bernardinho. Outra veterana com a camisa da equipe carioca é Fernanda Venturini. Quase um ano depois de ter recebido um “não” de Zé Roberto para integrar a seleção feminina em Pequim, Fernanda volta a ser comandada por Bernardinho.

Entretanto, as duas contratações foram apenas preventivas. Rexona é o líder da Superliga, vai muito bem e pode garantir a vaga antecipada para a final do terceiro turno da competição já nesta noite, na partida contra o Pinheiros. Virna e Venturini seriam utilizadas apenas caso alguma das titulares se machucasse. Vale a pena um negócio desses?

O Rexona contratou os nomes e não as jogadoras. Virna estava na praia e vai precisar de um tempo para se readaptar à quadra e Fernanda estava sem jogar e fora de ritmo. Será que elas estarão prontas caso tenham que entrar para jogar? Só um nome e uma carreira garantem sucesso nessa volta? Não sei…

Lesão assombra o Minas

Enquanto o Rexona contratou em janeiro, o Minas sofreu baixas nos times feminino e masculino. A jovem Ivna, apontada como a grande revelação desta temporada, jogava no time principal e no juvenil no Minas e teve uma grave lesão no joelho. Quem agüenta treinar no alto nível em um período e ainda defender o time da categoria de base no outro? Sem Ivna,  as meninas de Belo Horizonte perderam sua força e se distanciaram dos primeiros colocados.

Já entre os homens, a baixa ficou por conta de André Nascimento. O oposto sentiu fortes dores depois de um treino e teve que passar por uma cirurgia no menisco. O caso dele é bem menos grave e ele espera voltar para as finais do terceiro torneio.

Se o Minas tivesse uma Virna no banco, por exemplo, poderia ajudar. Faltou alguém para o lugar de Ivna. Mas no time masculino, o conjunto fala mais que um só jogador. Mesmo sem André, a equipe tem bons atacantes, como Ezinho e Maurício, e está muito bem na Superliga. Tanto que venceu o Unisul no clássico da abertura da rodada.

Voltando para as veteranas do Rexona, Virna não deve ter espaço, pois o time também tem boas atacantes. Já Venturi vira apenas a reserva de Dani Lins, mas a levantadora não vai vender barato a sua posição, já que está muito bem na competição e ainda briga para herdar a vaga de Fofão na seleção brasileira. E você, o que acha da volta das veteranas? E da lesão de André Nascimento? Ele faz muita falta ao Minas? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins Tags: , ,