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Posts com a Tag Fabiana

domingo, 6 de novembro de 2011 Seleção feminina | 13:25

E não é que o Brasil sabe usar as centrais!

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Já falamos bastante sobre isso por aqui. Depois de várias partidas, a crítica dos leitores do blog (e minha também) é que o Brasil força o jogo nas pontas e “esquece” das centrais. Pois nesta madrugada, Dani Lins se lembrou de Fabiana e Thaísa e a seleção feminina venceu a Alemanha por 3 sets a 1.

Os problemas não estão resolvidos, como as próprias jogadoras ressaltaram, mas esse deve ser o caminho a ser seguido. Nada melhor do que o meio para tirar a atenção do bloqueio e surpreender. Ainda mais quando se tem jogadoras para isso. Thaísa, por exemplo, vem de uma temporada de crescimento e deve ser mais bem aproveitada. E Fabiana correspondeu quando acionada, tanto que foi escolhida a melhor em quadra.

Jogadas rápidas resolvidas, agora é hora de, mais uma vez, pensar no emocional. Na coletiva após a partida, Fabiana disse que a seleção sente pressão no começo dos jogos e que elas não estão confortáveis. Pois então vale colocar a cabeça no lugar a acreditar no seu jogo.

A capitã e a oposta Sheilla também cobraram melhoras na relação bloqueio/defesa. Bloquear e marcar bem na rede é uma característica desta equipe. Contra Alemanha, apesar da reclamação, foram 11 pontos de bloqueio.

Ver jogadas de meio é um bom sinal. Mostra que a recepção funcionou e deixou bolas na mão de Dani. E também que a levantadora está mais segura. Agora é não perder mais na Copa do Mundo para garantir a vaga em Londres. O Brasil está em quarto lugar na classificação por enquanto e o torneio dá vaga olímpica aos três primeiros.

P.s.: Enquanto os EUA acumulam vitórias, alguém esperava que a Sérvia perdesse um set para o Quênia? Os desfalques estão mesmo fazendo falta às europeias…

Notas relacionadas:

  1. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  2. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  3. Saque, bloqueio e reservas para vencer
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

sábado, 20 de agosto de 2011 Diversos, Seleção feminina | 14:07

Passeio de um lado e pedra no sapato de outro

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Fabiana ataca contra Argentina - Divulgação/FIVB

Fabiana foi a maior pontuadora do jogo com 17 acertos

O vôlei brasileiro movimenta a Ásia. Enquanto a seleção feminina adulta joga o Grand Prix neste final de semana na Tailândia, as seleções de novos estão na disputa do Universíade, na China. E neste sábado, uma teve um passeio sem problemas em quadra e a outra reencontrou uma pedra no sapato.

As comandadas por Zé Roberto Guimarães, como era esperado, venceram a Argentina com facilidade em uma hora e um minuto de jogo (veja os detalhes do jogo contra Argentina). Foi bom ver os números da central Fabiana. Ela sempre aparecia com um desempenho pior que Thaísa neste Grand Prix, mas foi o destaque deste vez, com oito pontos de bloqueio e nove no ataque. No final, o Brasil fez mais que o dobro de pontos que a frágil Argentina (75 a 35) e aproveitou a partida para testar a concentração. Mesmo contra rivais mais fracas, elas mantiveram o foco e, por isso, deram esse passeio. A atuação rendeu mais elogios de Zé Roberto…

Já a seleção masculina de novos parecia que levaria o Universíade com facilidade. Mas o time de Chupita, Thiago Alves, Wallace e companhia perdeu para a Rússia (leia mais sobre a derrota do Brasil) e vai ter que se conformar com a disputa da medalha de bronze. Será a Rússia a nova pedra no sapato do Brasil? Já temos histórico com a seleção feminina, perdemos a final da Liga Mundial e agora, mais uma derrota.

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. 3 a 0 para começar
  3. Contra Cuba, tudo funcionou, até o contra-ataque
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

domingo, 7 de agosto de 2011 Seleção feminina | 13:35

Saque, bloqueio e reservas para vencer

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O Brasil encerrou a primeira fase no Grand Prix com três vitórias: 3 a 0 sobre o Japão; 3 a 1 sobre a Alemanha e 3 a 0 sobre a Coreia do Sul. De acordo com as estatísticas dos primeiros jogos, a relação saque-bloqueio chama a atenção na seleção.

Bloqueio triplo - divulgação/FIVB

Paula Pequeno, Fabiana e Sheilla crescem para cima do Japão no bloqueio

Thaísa é uma central que vem crescendo nesta temporada e aparecendo até mais do que Fabiana. E para ajudar, outras atletas estão aparecendo no bloqueio, como Fabíola (destaque contra a Alemanha), Paula Pequeno (destaque contra o Japão) e Sheilla e Fernanda Garay, que apareceram bem em todos os jogos. Ou seja, todo mundo com tempo de bola apurado, não apenas as centrais. Nos três jogos, o Brasil foi superior no bloqueio em relação as rivais.

E isso tem contribuição do saque. Contra o Japão, foi a única partida que a seleção acabou atrás no fundamento. Mesmo sem ter pontuado mais, usou bem o serviço para conter a velocidade do ataque asiático. E aqui a levantadora Dani Lins e Sheilla aparecem bem. Foi com passagens delas no saque o Brasil conseguiu arrancar no placar contra Alemanha e Coreia, por exemplo. Parece que o Brasil está usando o serviço com mais consciência e esse é o começo de um bom jogo.

Nesses jogos também duas reservas entraram bem. Fabíola, contra a Alemanha, e Fernanda Garay, contra alemãs e coreanas. A levantadora mudou o jeito de jogar do time e deu mais energia à equipe, segundo Zé Roberto. Já Garay ficou com o lugar de Mari e virou na rede e deu mais estabilidade ao passe.

Apesar das três vitórias, a seleção ainda cometeu erros demais. Contra o Japão, por exemplo, venceu bem dois sets e se perdeu no começo do terceiro. Contra Alemanha, começou a partida devagar e teve que correr atrás. É começo de temporada e pode ser normal estar um pouco desconcentrado, mas dá para manter o nível e segurar esses erros.

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e Zé Roberto deixam Brasil mais perto do octa
  2. Seleção feminina segue a mesma, até com reservas
  3. 3 a 0 para começar
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

sábado, 30 de abril de 2011 Sem categoria | 10:14

Paredão do Vôlei Futuro leva bronze na Superliga feminina

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O Vôlei Futuro montou seu time nesta temporada para brigar pelas finais no feminino e no masculino. Acabou com o bronze nos dois. E no feminino, um dos grandes nomes do time apareceu no jogo que valia o terceiro lugar.

Fabiana é uma das melhores centrais do mundo. Ela começou um pouco devagar a Superliga, principalmente no ataque. Demorou para se entrosar com Alisha, mas apareceu mais sob o comando da levantadora Ana Cristina. Ainda assim, em diversas partidas a gente escutava: Fabiana não está sendo  muito utilizada e tal….

No jogo da noite de sexta ela apareceu, principalmente no bloqueio. Foram cinco pontos no fundamento. E Andressa, outra central, marcou mais cinco. No total, foram 19 pontos no fundamento. Ou seja, o Pinheiros/Mackenzie, que estava do outro lado da quadra, se viu muito marcado e, depois de dar 25 pontos de graça, perdeu por 3 sets  1.

Eu esperava um pouco mais das duas equipes nesta Superliga. O Vôlei Futuro, pelo time de estrelas, demorou a se entrosar e, quando estava forte, sofreu o acidente com o ônibus da delegação e não tem como ignorar que o susto mexeu com as atletas. Já o Pinheiros não conseguiu se manter aquele time de raça e volume de jogo do Paulista. Além disso, acho que caiu no fundo de quadra com a troca das líberos, de Michele por Suellen.

Agora, a minha torcida é para que os times, pelos menos, sigam com bons elencos para a próxima temporada. O Vôlei Futuro masculino já perdeu Leandro Vissotto, vamos ver o que acontece com o feminino. E o Pinheiros dos homens ficou sem a Sky, principal patrocinadora. Mas as meninas, mesmo com o quarto lugar, chegaram longe com um time sem grandes estrelas da seleção, por exemplo (só Fabíola defende a equipe de Zé Roberto). O mercado nos dirá o que vai acontecer.

P.s: Unilever e Sollys/Osasco jogam agora a final da Superliga feminina. Quem quiser, pode seguir os comentários dos melhores lances do jogo no twitter do blog, o @mundodovolei. A gente se vê por aqui depois da partida!

Notas relacionadas:

  1. Noite de atletas ilhadas no Rio e dia de decisão em SP
  2. Restam dois invictos na Superliga feminina… até quinta
  3. Vitória esperada em jogo com o coração
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

sábado, 12 de março de 2011 Superliga | 01:00

Vôlei Futuro: igual no papel e nas quadras

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O time feminino do Vôlei Futuro começou devagar, mas engrenou na Superliga 2010/2011. Na vitória sobre o Sollys/Osasco, no final de fevereiro, a líbero Stacy Sykora disse que o time finalmente estava jogando junto. E na noite de sexta-feira elas comprovaram isso mais uma vez, com um belo 3 sets a 0 para cima do líder Unilever.

Vôlei Futuro comemora de um lado, e Juciely lamenta do outro

Vôlei Futuro comemora de um lado, e Juciely lamenta do outro

No jogo do Maracanãzinho, o Vôlei Futuro acertou a mão no saque, quebrando o passe das cariocas. Depois, contou com uma noite inspirada da levantadora Ana Cristina, eleita a melhor atleta da partida. E ainda se preparou para segurar a principal arma do Unilever.

Já comentamos sobre isso por aqui… um time não sobrevive apenas com uma atacante. Isso dá certo em uma partida ou outra. Mas não vale com uma equipe forte e equilibrada do outro lado.

O Unilever, como de costume, se baseou no talento de Sheilla, mas as rivais estavam alerta no bloqueio e fecharam o caminho para a oposta. As outras atacantes cariocas não estavam tão bem. A equipe melhorou com Mari no segundo set e a troca de levantadoras no terceiro, com a saída de Dani Lins e a entrada de Roberta, que finalmente variou mais as jogadas. Mas elas estavam apáticas em quadra. Já o Vôlei Futuro seguiu concentrado, errou menos (recebeu 25 pontos de graça e deu apenas 15) e mereceu o resultado.

Agora, na reta final da fase de classificação, o conjunto de Araçatuba é o terceiro colocado na tabela, enquanto o Unilever segue na ponta. Aquele time que era bom no papel no começo da temporada, que reunia a experiência de Paula Pequeno, Fabiana e Stacy com a força de Tandara, por exemplo, vem ganhando força dentro de quadra. Até quem, teoricamente, seria reserva, está sendo destaque. Alisha Glass foi contratada para ser a levantadora titular, mas teve uma lesão na mão. Enquanto isso, Ana Cristina comanda as jogadas com segurança e ainda tem boas atuações nas passagens pelo fundo de quadra. Todas realmente aprenderam a jogar juntas e, agora sim, são candidatas ao título.

P.S.: a Superliga segue neste sábado, e eu volto na segunda-feira com o resumo dos jogos e para mostrar como ficará a tabela e quem estará mais perto, ou longe, dos playoffs.

Notas relacionadas:

  1. Vôlei Futuro é a grande surpresa do quarto turno da Superliga
  2. Vôlei Futuro é “time grande” com Paula e Ricardinho
  3. Vôlei Futuro vê suas estrelas entrosadas em quadra
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Seleção feminina | 13:47

A volta da Superliga feminina

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As mulheres voltaram para as quadras neste começo de 2011. A Superliga feminina teve dois jogos na noite de quarta-feira: um com resultado que me surpreendeu e outro, que eu já esperava. Pena que nenhum dos dois foi transmitido…

Paula Pequeno duela com Natália na rede

Paula Pequeno duela com Natália na rede

Em Araçatuba, o Vôlei Futuro recebeu o Pinheiros/Mackenzie na reedição da final do Campeonato Paulista. No Estadual, a série foi decidida apenas no último jogo e, pelo elenco das duas equipes, imaginava que esse reencontro também fosse equilibrado. Mas em pouco mais de uma hora e meia de partida, o Pinheiros fez 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/20 e 24/14.

As jogadoras de Araçatuba pouco falaram depois do confronto e, segundo o técnico William Carvalho, o time pecou pela falta de atitude dentro da quadra. Todos ficaram reunidos um bom tempo depois do jogo para tentar se acertar. E aí eu faço a pergunta: o que falta para esse time realmente encontrar em quadra? Galera de Araçatuba, que acompanha a equipe de perto, pode me ajudar a entender…

O elenco do Vôlei Futuro tem tudo o que precisa, como por exemplo: uma boa levantadora, Alisha Glass; uma boa líbero, Stacy Sykora; uma boa central, Fabiana; uma boa ponteira, Paula Pequeno e boas opostas, Tandara e Joycinha. Ainda sim, o time não estão bem e não tem grandes atuações, desde as finais do Paulista e, agora, na volta da Superliga (eu sei que essa foi a primeira derrota no torneio, mas esperava mais dessa equipe!). Quem sabe com mais treino e essa atitude em quadra a qual se referiu William elas não embalem.

No outro jogo, o Sollys/Osasco manteve o favoritismo e vence o Banana Boat/Praia Clube por 3 sets a 1, fora de casa, com parciais de de 25/18, 25/18, 21/25 e 25/19. Tentei conversar com as jogadoras do time paulista, mas elas estão concentradas para a próxima partida, justamente diante do Vôlei Futuro. O jogo será na noite de sexta-feira, às 21h, em Araçatuba, com transmissão da Sportv.

E essa partida deve render. Se o Vôlei Futuro pode enfrentar problemas para se acertar para a temporada, o Sollys/Osasco não deve ter essa preocupação. O time é o mesmo que conquistou a Superliga 2009/2010 e ainda conta com seis jogadoras da seleção, ou seja, todo mundo sabe jogar junto. Entretanto, por ter metade do elenco também sob o comando de Zé Roberto Guimarães, sofreu com o cansaço no começo da Superliga. Mas agora, depois da folga de final de ano, a equipe tem tudo para seguir como uma das favoritas ao título. Na sexta a gente vê quem leva a melhor (e como disse Natália no Tiwtter, concorre com a audiência do final de Passione!).

Notas relacionadas:

  1. Oitavo título consecutivo para a seleção feminina
  2. 2009 foi ano de ouros, crise e volta de ídolos ao Brasil
  3. As primeiras rodadas do ano da Superliga feminina
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Diversos | 14:58

Na final do Paulista, cresce quem joga em casa

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O Campeonato Paulista feminino será decidido na terceira partida e, por enquanto, o fator casa tem influenciado. Depois da vitória no primeiro jogo em São Paulo do Pinheiros, o Vôlei Futuro deu o troco em Araçatuba no final de semana e se recuperou. O último confronto será na noite de quarta-feira, às 21h, na casa do Pinheiros. E aí? Quem leva?

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Vôlei Futuro vence e empata série final do Paulista

Pelo primeiro jogo, diria que o Pinheiros, já que elas dominaram e, a cada set, mostraram um ponto forte, usando bem bloqueio, saque e ataque e errando pouco. Já o Vôlei Futuro falhou muito no fundo de quadra e não conseguiu se armar (leia mais sobre a partida no post anterior).

No jogo de sábado, a situação se inverteu. O pouco tempo de treinamento junto já parece ter entrosado a equipe de Araçatuba e a levantadora norte-americana Glass, como comentaram aqui, achou o tempo de suas atacantes. O passe ainda começou com falhas e colaborou com a derrota no primeiro set, mas, depois, o time de acertou. A líbero Stacy Sykora pode ser a diferença no fundo desse time. Na segunda parcial, o Pinheiros parou, errou muito e foi batido facilmente. Na sequência, finalmente o jogo que todos esperam, com bastante equilíbrio. O Vôlei Futuro contou com apoio da torcida e fechou em 3 sets a 1 (21/25, 25/14, 26/24 e 25/22).

Pode-se dizer que agora as duas equipes já mostraram o que sabem. Se o Pinheiros leva a vantagem no conjunto e nos ataques de Ju Costa e Lia, o Vôlei Futuro está se entrosando e se aproveitando dos reforços de Fabiana, Paula, Glass e Syokora para crescer.

O ginásio do Pinheiros é pequeno e o “fator casa” pode ajudar, já que a torcida fica próxima à quadra e consegue fazer pressão. Mas o pessoal do Vôlei Futuro, assim como na decisão do Paulista masculino (o time venceu o Sesi no último jogo aqui em São Paulo), já está preparando um ônibus que sairá do ginásio de Araçatuba às 10h30 da manhã (para quem quiser, aí está o site oficial). A casa estará cheia e o jogo promete ser de alto nível… Vamos ver quem sai dessa campeão!

P.s.: post teve algumas dicas de Diogo Miloni, parceiro do boletim Terceiro Set. Brigada!

Notas relacionadas:

  1. Bastidores do encontro entre Ricardinho e ex-colegas
  2. Volta para casa… nova ou velha
  3. Ares cubanos em Araçatuba e as finais do Paulista
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 30 de novembro de 2010 Diversos, Superliga | 08:15

Volta para casa… nova ou velha

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Sei que estou devendo falar por aqui sobre os Campeonatos Estaduais e sobre a Superliga, mas vamos retomar aos poucos? Para começar, o Paulista….

Fabiana cresce no bloqueio contra o São Bernardo

Fabiana cresce no bloqueio contra o São Bernardo

O torneio por aqui a semana passada foi a volta para  casa de diversas jogadoras da seleção brasileira, umas para casa nova, outras para a casa velha. E parece que quem experimentou a novidade de seu melhor. O Vôlei Futuro, bastante reformulado para a temporada, está na final do estadual depois de duas vitórias, sem muita facilidade, sobre o BMG/São Bernardo (leia mais).

Segundo a central Fabiana, uma das novidades da equipe de Araçatuba, o time se apresentou melhor do que ela esperava neste começo de trabalho. Não pelo entrosamento, que ainda precisa ser melhorado, mas pela atitude. Ela me disse que viu o time buscando o resultado dentro de quadra e que, por isso, estava satisfeita.

E o Vôlei Futuro é um dos grandes times da temporada, pelo menos no papel. Além de Fabiana, tem Joycinha, mais uma vice-campeã mundial, a ponteira Paula Pequeno, que está recuperada da lesão no tornozelo e voltando à forma, e as norte-americanas Glass e Sykora. E ainda tem a oposta Tandara. Ou seja, está forte em todas as posições e começou bem a temporada, com a vaga na final.

Comentei sobre isso no programa Terceiro Set, do site do Milton Neves, parceiro do iG. No boletim, gravado na sexta-feira, falo um pouco da chegada dos reforços ao time do interior de São Paulo. Clique no link Boletim Terceiro Set para ouvir. (Visite também a página do programa)

Bloqueio do Pinheiros marca a central Thaísa

Bloqueio do Pinheiros marca a central Thaísa

Do outro lado, entretanto, o novo time vai encontrar uma equipe que já está acostumada a jogar junta, depois de todo o Campeonato Paulista. O Pinheiros, na outra semifinal, venceu o Sollys/Osasco na última partida da série, no final de semana.

Nesse caso, quem voltou para a antiga casa não se deu bem. O time de Osasco tem seis jogadoras da seleção (Natália, Jaqueline, Sassá, Thaísa, Adenízia e Camila Brait) e parecia que chegaria à final depois dos fáceis 3 sets a 0 na segunda partida da série. Porém, o time caiu no último jogo para um time de apenas uma vice-campeã mundial, a levantadora Fabíola, mas mais acostumado ao conjunto.

Ju Costa, maior pontuadora da vitória por 3 sets 1 resumiu a partida: “Estou até arrepiada. A gente sabia que estava disputando contra uma bela equipe, cheia de selecionáveis, mas nós mostramos mais uma vez a força do nosso grupo” (leia mais).

Espero em uma final de alto nível aqui em São Paulo, como foi no masculino, quando o Vôlei Futuro bateu o Sesi. O Pinheiros chega com a tradição e o vôlei Futuro, com a novidade. Individualmente, a equipe de Araçatuba é melhor, mas só isso vale? A gente descobre a partir de quinta-feira, na primeira partida da decisão, às 20h (horário de Brasília) no Pinheiros. O segundo jogo será na casa do Vôlei Futuro, no dia 4 de dezembro, às 19h30 Se necessária,a terceira partia será de novo na capital, no dia 8/12, às 21h.

E falando em volta para casa, seja nova ou velha, a oposta Sheilla, um dos grandes reforços para a temporada, estreia nesta noite pelo Unilever na Superliga, na partida contra o São Caetano, seu ex-clube. Mas nesse caso, o time do Rio de Janeiro deve vencer sem problemas… Amanhã eu volto, para falar mais da Superliga! Até!

Notas relacionadas:

  1. É hora de voltar para casa
  2. Ídolos voltam para casa
  3. Leandro Vissotto volta ou não para o Brasil?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sábado, 13 de novembro de 2010 Seleção feminina | 11:01

Brasil passa sufoco, mas vai para a final

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Nervosismo do começo ao fim! Assim foi a semifinal entre Brasil e Japão nesta manhã no Campeonato Mundial feminino de vôlei. A seleção começou vacilando, errando muito e só se encontrou no final. Depois de duas horas e vinte, venceu as donas da casa por 3 sets a 2 e assegurou a suada vaga na final. Quanto sufoco!

Todos nós sabemos da fama do Japão em defender bem. Mas as asiáticas exageraram neste sábado. Qualquer bola atacada pelo Brasil, principalmente se fosse usada a força, parava nos braços de uma japonesa no fundo de quadra. E para piorar, a defesa saia em plenas condições para a levantadora Takeshita armar o contra-ataque. As brasileiras até defendiam, mas a bola saia espirrada e o contra-ataque geralmente era desperdiçado.

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Abraço da vitória de Fabi em Fabiana na semifinal em Tóquio

Até eu, vendo o jogo daqui a da redação, já estava irritada com os ataques que não caiam. Depois do jogo, Natália confessou: “Tem uma hora que cansa. Você pensa: o que será que eu tenho que fazer? A gente bate, a bola sobe. A gente larga, a bola sobe”. Simples, vamos mudar a combinação de ataques e as jogadoras!
E aí aparecem os méritos de Zé Roberto. As brasileiras estavam visivelmente desconcentradas e nervosas em quadra. No banco, o técnico conversava e cobrava, na medida. No terceiro set, quando era vencer ou vencer, ele substituiu Jaqueline por Sassá. E ainda pediu para que Fabíola usasse mais o meio e liberasse as pontas. Deu certo.

Sassá tem um ataque diferente e, como é baixa, não solta tanto o braço e explora mais o bloqueio. Mesma tática que as japonesas usaram e deu certo em toda a partida: bater na mão de fora do bloqueio. Com isso, Sassá conseguiu pontuar. E Fabíola acionou Fabiana, que passou a pedir bolas e a jogar com raiva e coração, vibrando a cada ponto. Além disso, levantou para Sheilla, que tem um repertório na rede e está muito bem neste Mundial. E assim, com raiva e coração em quadra, o Brasil empatou e cresceu no tie-break, fechando jogo.

Uma vitória assim, em um jogo tão disputado e no qual o time começou mal, dá moral. Mas agora será preciso mudar o pensamento em quadra. O Brasil encara a Rússia na final, às 8h30 (horário de Brasília) deste domingo. Se a força do Japão estava na velocidade para explorar o bloqueio e na defesa, a das russas está no ataque e no bloqueio. Elas são gigantes, tem aquele típico ataque pesado europeu e formam uma parede na rede.

O bloqueio brasileiro salvou o sistema defensivo e fez 21 pontos contra o Japão. Agora será preciso reduzir um pouco a velocidade para marcar as russas. E nada de falta de concentração e dos erros da recepção vistos no começo do jogo deste sábado, por favor! Sem passe na mão e com jogadas das pontas ficarão mais marcadas. Acho que, mais do que nunca, será preciso usar o meio, como nos últimos sets contra as asiáticas. Contra as russas, é preciso começar e terminar assim. Estou na torcida e já que estou de castigo no plantão, que seja um castigo com um título mundial, como foi com o masculino! Até amanhã!

Notas relacionadas:

  1. Brasil passa sufoco no Grand Prix, mas vence mais uma
  2. Deu empate para a seleção no final de semana
  3. Brasil para na defesa japonesa na estreia na fase final
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quarta-feira, 10 de novembro de 2010 Seleção feminina | 07:06

Mais um jogo e mais uma vitória no Mundial

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O  jogo contra os Estados Unidos nesta madrugada poderia ser uma “partida para cumprir tabela”. O Brasil já estava classificado para a semifinal e deveria terminar em primeiro lugar no grupo F. Mas as jogadoras levaram a partida a sério, mostraram volume de jogo e a seleção só venceu no quarto set, por 3 a 1 (leia mais sobre a partida).

Jaqueline ataca para o Brasil

Jaqueline ataca para o Brasil

O confronto teve lados positivos e negativos para o Brasil. Vamos o que deu certo: Jaqueline no ataque. A ponteira já teve boas atuações na defesa, como na partida contra a Alemanha e levou, logo de cara, quatro bloqueios das norte-americanas nesta madrugada. Depois, conseguiu virar a primeira bola e praticamente não foi mais parada. Depois de Sheilla e Natália, Jaqueline foi a segurança de Fabíola e correspondeu, virando e vibrando muito a cada ponto. Bom para a seleção, que segue como um time e não com apenas uma jogadora decidindo tudo sempre.

A defesa brasileira também foi bem. No geral, o confronto teve um grande volume de jogo, com belas atuações no fundo dos dois lados. Mas, como vocês, leitores, já disseram por aqui, a líbero Fabi não vive seus melhores dias. Ela errou alguns passes e já foi melhor no fundo. Porém, as outras jogadoras armaram bem a defesa nacional. E como defendeu o Brasil!

Ainda gostei das inversões de 5-1. Dani Lins perdeu a posição para Fabíola por méritos da nova levantadora. Mas Dani entrou consistente quando foi solicitada e usou o meio, que estava esquecido (já vou falar disso nos pontos negativos). E Joycinha entrou virando tudo como oposta. É bom saber que tem gente no banco pronta para a judar.

Agora, os pontos negativos do Brasil contra os Estados Unidos. Logo  de cara eu me assustei com os erros de saque. A seleção não desperdiça bolas nesse fundamento e começou errando mais do que o normal. Será que era porque sabia da qualidade da recepção norte-americana? Não sei, mas com saque ineficiente, o bloqueio fica prejudicado. É melhor seguir com o serviço tático ou chapado, que vem fazendo um bom efeito.

Já comentaram por aqui sobre a falta de jogadas de meio no time nacional e nesta madrugada Fabíola demorou a usar mais essa combinação. Ela deve arriscar mais com as centrais, ótimas jogadoras, para puxar o bloqueio adversário e aliviar o ataque de ponta. Não tem como contar com Fabiana, uma das melhores jogadoras do mundo na posição, e não usá-la. A levantadora passou a usar o meio a partir do terceiro set, mas acho que essa jogada deve aparecer antes. O passe brasileiro está melhor do que no começo da competição e é possível trabalhar mais. Ainda assim, Fabíola vive boa fase na seleção.

O Brasil, mesmo com os erros, cumpriu o seu objetivo e chega à semifinal sem nenhum derrota. E ainda tem um tempinho para treinar e se ajustar para o mata-mata. Veremos no sábado, contra o Japão, o que acontece… Mas confio que o Brasil chega, pelo menos, à decisão. E vocês?

Resultados da rodada
Grupo E
Peru 0 x 3 China (17/25, 22/25, 21/25)
Sérvia 3 x 0 Coreia do Sul (25/17, 25/22 e 25/16)
Polônia 3 x 1 Turquia (25/23, 24/26, 27/25 e 25/22)
Japão 1 x 3 Rússia (21/25, 14/25, 25/23 e 13/25)

Grupo F
República Tcheca 1 x 3 Tailândia (25/16, 18/25, 20/25, 23/25)
Brasil 3 x 1 Estados Unidos (25/19, 24/26, 25/19, 25/23)
Holanda 1 x 3 Alemanha (12/25, 14/25, 25/19 e 25/17) – (vocês viram esse jogo? Eu estava fechando as matérias do Brasil… A Alemanha fez muitos pontos seguidos e colocou 10 a 0 no segundo set. E a Holanda ainda reagiu! Surpresas e imprevistos do vôlei…)
Itália 2 x 3 Cuba (25/16, 24/26, 25/21, 23/25, 22/24)

Notas relacionadas:

  1. Mais uma boa vitória do Brasil no Grand Prix
  2. Vitória sobre Holanda é para dar moral no Mundial
  3. Brasil arrasa Itália no melhor jogo do Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última