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sexta-feira, 4 de novembro de 2011 Seleção feminina | 15:40

Seleção perde para o emocional… mais uma vez

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A seleção feminina estreou com uma derrota diante dos Estados Unidos na Copa do Mundo. Que a partida seria uma das mais complicadas do torneio, já era esperado. Mas o Brasil tinha que se deixar levar pelo emocional?

Fabi e Dani Lins - Divulgação/FIVB

Fabi e Dani Lins vão para a bola, mas não acham nada

As norte-americanas fizeram o seu jogo. Variaram os ataques, deixaram poucas bolas caírem na defesa e se impuseram. E o Brasil, além de errar demais, perdeu a concentração e se deixou abater ao longo do jogo. “Até quando o Brasil vai perder por problemas emocionais?”, perguntou Newton Carvalho, um dos leitores do blog.

Não sei, Newton. Achei que essa fase já tivesse passado com o ouro olímpico. É tão comum se ouvir que Cuba só sabe jogar na frente no placar, que perde o foco quando leva uma virada. Mas o Brasil tem dias em que vive o mesmo problema. A seleção perdeu a agressividade e a vibração e também perdeu para os EUA.

E se antes a equipe tinha “medo da Rússia”, agora está sofrendo diante das norte-americanas, algozes de Grand Prix. Depois do jogo, Paula Pequeno disse que o time não pode fazer dos EUA um bicho papão. Mas será que já não fez?

A solução para isso pode ser mostrar mais agressividade desde o começo. Os EUA têm volume de jogo, mas algumas bolas cravadas dão confiança ao time! E de nada adianta sacar sem fazer muito efeito, e ainda errar (olha o emocional de novo!).

Se Sheilla não está em sem melhor dia, mesmo sendo uma grande jogadora, deixe Tandara em quadra. Quem está no banco está vendo que acontece e pode entrar com mais vontade de resolver. Essa vontade é que não pode faltar. Também vale lembrar dos meios. Quando o time conseguir usar o potencial de Fabiana e Thaísa, vai ficar mais fácil.

No sábado, o Brasil encara o Quênia e pode ser o jogo para dar moral, já que a seleção será o time superior em quadra. Veremos…

P.s.: Também vi os comentários desses dias sobre o time completo do Brasil no Pan. Foi só a estreia (e sei que em um torneio de pontos corridos isso pode contar), mas vou esperar os próximos jogos da Copa e já comento disso por aqui também.

Notas relacionadas:

  1. Oitavo título consecutivo para a seleção feminina
  2. Seleção já foi para o Mundial…. nos resta torcer!
  3. E veio o ouro para a seleção feminina no Pan-Americano!
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Seleção feminina, Seleção masculina | 20:48

Na Copa do Mundo não dá para escolher adversário

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A FIVB (Federação Internacional de Vôlei) divulgou nesta quarta-feira a tabela de jogos da Copa do Mundo, torneio que dá três vagas para as Olimpíadas de Londres e, por isso, é visto para homens e mulheres como o mais importante da temporada. E a seleção masculina teve uma pequena vantagem…

O time de Bernardinho estreia diante do Egito, um rival mais fraco. E geralmente é bom começar contra o mais fraco para acabar com ansiedade e ganhar um pouco de ritmo. Mas logo depois, eles já encaram os Estados Unidos. Já as mulheres estreiam diante das norte-americanas, algozes da equipe nos últimos torneio. Ou seja, o jeito será já começar com força máxima.

Entretanto, a Copa do Mundo é um torneio no qual não dá para escolher adversários ou ficar fazendo contas. Tem que entrar para ganhar todas as partidas. Todos jogam contra todos e no final, quem somar mais pontos fica com o título. Fórmula simples, sem segredos, mas que pode reservar algumas armadilhas.

Os pontos são corridos e, portanto, qualquer jogo é importante. E o Brasil tem mostrado nesta temporada que demora a engrenar de fato nas competições. Tudo bem, a Liga Mundial foi o primeiro torneio, ainda era início de trabalho, mas a seleção masculina foi devagar. No Sul-Americano, mesmo com toda a superioridade, fez jogos feios e sem concentração alguma. A Copa do Mundo não permite esses erros.

Já no feminino, o time pode até se empolgar, mas alguns resultados do ano não foram, digamos, reais. De novo, no Sul-Americano o Brasil sobrou, só que neste caso, sobrou com louvor e concentração, como já comentamos por aqui. A equipe deve ir bem de novo no Pan, já que terá a seleção principal contra times provavelmente desfalcados. Mas no Grand Prix, quando encarou as rivais de fato, conseguiu uma crescente com ótimos jogos, com destaque para Thaísa e Dani Lins e um 3 a 0 na Rússia, mas parou diante dos Estados Unidos na hora da decisão. Agora, na Copa do Mundo, já estreia diante das norte-americanas e com o desgaste de ter acabado de jogar o Pan.

E os rivais ao longo da Copa do Mundo serão os tradicionais de sempre. No masculino, Rússia, que foi mal no Europeu, ganhou o convite e acho que segue como potência. No feminino, Estados Unidos, Rússia e Itália, se jogar completa, são os destaques. Vamos ver quem carimba o passaporte para Londres!

P.s.: aproveitando… Cuba definiu o time para o Pan-Americano com o ponta Leon, o levantador Hierrezuelo, o oposto Hernandez e o líbero Gutierrez, todos que estavam no Mundial (informação de Daniel Bortoletto, do Lance!). Time forte e um bom desafio para a seleção de novos de Rubinho.

Notas relacionadas:

  1. E Cuba está na Copa dos Campeões
  2. Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões
  3. Dá pra escolher adversário no meio do Mundial?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

domingo, 28 de agosto de 2011 Sem categoria | 06:59

Faltou agressividade. Faltou brilho nos olhos. Faltou o ouro

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Depois da reação e da vitória sobre a Rússia na semifinal, era difícil imaginar que a seleção brasileira feminina fosse fazer justamente na decisão o seu pior jogo no Grand Prix. E mais um placar de 3 sets a 0 era pouco provável. Mas o Brasil foi pouco agressivo, pareceu nervoso e apático, não mostrou seus melhores fundamentos e levou os tais 3 sets a 0 (26/24, 25/20 e 25/21) dos Estados Unidos na final da competição.

Natália - Divulgação/FIVB

Natália fica no bloqueio norte-americano na final do Grand Prix

O jogo desta madrugada começou tenso. Os dois times defendiam bem e a primeira bola raramente caia. E as norte-americanas erravam a definição dos pontos também. Só que, aos poucos, elas se acharam e o Brasil, não.

Enquanto os Estados Unidos variaram as jogadas ao longo da partida, ora atacando com muita força e ora usando bem uma largada, o Brasil foi apático e pouco agressivo em quadra. Faltou aquela bola cravada no ataque para dar moral. Faltou o sangue nos olhos e o jogador batendo no peito e chamando bola! Sheilla , a oposta e jogadora de segurança, poderia ter feito esse papel, mas não o fez. Faltou Dani Lins usar mais o meio.

E a levantadora merece um destaque à parte. Dani amadureceu ao longo do Grand Prix. Aos poucos ela se soltou, explorou Thaísa e Fabiana, se encaixou bem com Fernanda Garay. Só que na final, ela insistiu demais nas pontas, mesmo com o passe na mão, e esqueceu da jogada rápida. Thaísa, uma das grandes jogadoras do Brasil no torneio, recebeu muito pouco. Ela marcou apenas sete pontos no ataque. Fabiana ficou com três. E contra um time com muito volume como as norte-americanas, é fundamental variar para tentar surpreender a defesa.

As brasileiras não foram agressivas. Fernanda Garay e Natália demoraram a soltar o braço no ataque. Sim, elas são jogadoras novas e entraram no lugar das experientes Mari e Paula Pequeno, mas as duas tinham potencial para mais. No geral, o ataque do Brasil não colocou pressão.

Thaísa - Divulgação/FIVB

Thaísa foi uma das melhores jogadoras do GP, mas recebeu pouco e não apareceu na final

Além disso, o bloqueio brasileiro, acho que o melhor fundamento do time no Grand Prix, praticamente não apareceu. Enquanto os Estados Unidos marcaram 8 pontos no fundamento, o Brasil empacou nos 2 pontos. E isso também é um reflexo do saque, que não funcionou de maneira efetiva e não prejudicou o passe rival.

Do lado norte-americano, sobraram bolas cravadas, saques bem colocados e definição no momento certo. No terceiro set, por exemplo, elas entraram com tudo, com cara de quem iria fechar logo o jogo e levar a medalha. Os Estados Unidos também erraram bastante (deram 22 pontos e o Brasil deu 20), tanto que o Brasil chegou a encostar no terceiro set (quando finalmente acertou alguns ataques potentes), mas souberam definir quando era preciso. Elas jogaram soltas, com sorriso no rosto, como Brasil vinha fazendo.

O dia, ou a madrugada, foi das norte-americanas. E o nome do jogo foi Logan Tom. Ela marcou, atacou e sacou bem. Os Estados Unidos venceram porque jogaram melhor, foram inteligentes na marcação e na definição e comandaram o jogo.

Crescimento individual do Brasil

Já a premiação individual mostrou que a seleção fez um boa campanha e tem jogadoras em ascensão. Thaísa, que aos poucos vem sendo a principal meio do time, foi o melhor saque. Dani Lins, que amadureceu como já comentamos, foi a melhor levantadora. Fernanda Garay levou o prêmio de melhor recepção e ela realmente deu uma grande estabilidade ao passe nacional. Além delas, Tandara, outra estreante na seleção, correspondeu bem quando entrou nas inversões. Depois de um bom campeonato sem nenhuma derrota até esta madrugada, só faltou jogam bem na final. Mas Zé Roberto tem elenco para trabalhar na temporada…

P.s.: Para fechar o pódio, a seleção da Sérvia ficou com o bronze com um 3 sets a 0 sobre a Rússia. As sérvias foram, sem dúvida, a melhor surpresa deste torneio. Estrearam e já chegaram ao pódio.

Notas relacionadas:

  1. Vitória com aula de bloqueio no Grand Prix
  2. Noite de atletas ilhadas no Rio e dia de decisão em SP
  3. Unilever segura a base com Sheilla, Mari e Juciely
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de julho de 2011 Seleção masculina | 16:39

Agora sim, os comentários de mais uma virada…

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Mais um jogo do Brasil, mais um começo ruim e mais uma virada na fase final da Liga Mundial. Nesta quinta, a seleção não demorou tanto a acordar como no jogo contra Cuba, venceu por 3 sets a 1 e deu mostras de que sabe se concentrar e pode liquidar um jogo com facilidade.

Pontos negativos?

Anderson, atacante dos Estados Unidos/FIVB

Anderson, dos Estados Unidos, foi bem nos primeiros sets

O começo mais uma vez apático. O time demora a ficar vibrante e solto em quadra. E ainda se deixou levar e se perdeu com erros da arbitragem. Por isso levou 25 a 15 dos EUA no primeiro set. O time tem que fazer seu jogo e esquecer do resto para vencer, sem cair em provocação (pelo menos isso só durou um set…).

E acho que ainda falta aquele atacante de potência, que crava a bola e dá moral à equipe. Vissotto mais uma vez entrou e pouco fez. Com seus 2,12m poderia render muito mais. Wallace não faria bem ao time nessa fase final?

Pontos positivos ?
A postura em geral a partir do segundo set. A equipe ganhou a vontade de jogar e foi para cima. Finalmente o bloqueio, na parte final do jogo, colocou pressão nos norte-americanos (pontuamos mais do que eles na rede). E esse fundamento ajuda a animar o time. Além disso, o Brasil fez belas defesas e teve paciência para trabalhar.

Para fechar, no quarto set, o time finalmente conseguiu abrir no placar e manter o foco para vencer e vencer bem. Nada de relaxar só porque está na frente no placar e chegar até a levar viradas bobas, como nas derrotas para os norte-americanos. Era a isso que eu me referia quando falava de “manter o padrão todo o tempo”!

E os jogadores?

Giba e Serginho/FIVB

Giba foi o maior pontuador da partida, com 21 acertos

Giba foi mesmo o nome do jogo. Bruno acertou as bolas rápidas com ele, o que resultou em lindos ataques. Bom para Bruno, que percebeu o melhor momento do companheiro e mostrou mais segurança, e para Giba, que segue em boa forma e, se contar com essa bola acelerada na medida, é difícil de ser parado. E Sidão, mais uma vez titular, foi bem no saque e na rede. Ele está aproveitando e bem as chances de Bernardinho.

E agora, como encara a Rússia?
Acho que, mais uma vez, com velocidade. Se tentarmos jogar com bolas mais altas, vamos perder no bloqueio. O meio será importante e as pontas com jogadas aceleradas também. E como comentou a leitora Priscilla, Dante faria bem ao time, já que é um belo ponteiro e mais alto que Giba e Murilo. Bernardinho já falou que vai mexer no time e mudar um ou dois jogadores (veja o que técnico falou sobre a Rússia). Dante pode ser um desses. Vamos ver!

Notas relacionadas:

  1. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
  2. Virada dramática para acordar de vez na Liga Mundial
  3. Mais uma virada e a vaga na semifinal da Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

Seleção masculina | 10:56

Mais uma virada e a vaga na semifinal da Liga Mundial

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Desta vez não foi tão dramático quanto contra Cuba, mas o Brasil precisou virar de novo para vencer os Estados Unidos e já assegurar a vaga na semifinal da Liga Mundial. O lado bom é que o time finalmente conseguiu deslanchar no placar e segurar a vantagem até o fim!

Deixo o set a set do jogo com vocês e daqui a pouco volto com os comentários sobre a partida (Veja como foi a vitória do Brasil).  E quem quiser, é claro, pode dizer o que achou do jogo. Até mais!

Notas relacionadas:

  1. Virada para acordar na Liga Mundial
  2. Jogo de emoções na semifinal da Liga Mundial
  3. Virada dramática para acordar de vez na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , ,

terça-feira, 5 de julho de 2011 Seleção masculina | 08:00

Como sobreviver ao grupo da morte na Liga Mundial?

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De volta ao blog ainda me recuperando da gripe (obrigada pelos recados de melhoras), é hora de falar da fase final da Liga Mundial. O Brasil está, segundo palavras de Bernardinho, no grupo da morte, ao lado de Cuba, Estados Unidos e Rússia. Na outra chave estão Polônia, Bulgária, Itália e Argentina. Os dois melhores de cada chave vão para as semifinais.

E agora, como sobreviver a esse grupo? Vamos a uma breve análise de cada adversário do Brasil e alguns “caminhos’…

Leon

Leon é uma das potencias de Cuba no ataque e no saque

Cuba: começou a Liga Mundial um pouco desacreditada sem o central Simon, o ponteiro Leal e o levantador Hierrezuelo, mas mostrou que ainda é uma potência e tanto no ataque. Bell e o jovem Leon são os dois melhores atacantes da competição. Seja qual for o time em quadra, eles apelam para a força física o tempo todo. O jeito é não se intimidar e tentar segurar à frente do placar, colocando pressão o tempo todo. É preciso jogar na técnica e não na força.
quarta-feira, às 8h30

Estados Unidos: depois dos jogos da primeira fase, dispensa maiores explicações. Liderados por Stanley, eles sabem sacar muito bem. Além disso, têm paciência para defender e armar contra-ataques quantos vezes forem necessárias. Foi jogando dessa maneira que eles venceram o Brasil na primeira fase. E é melhor o time nacional se armar para variar os ataques e também ter paciência para vencer.
quinta-feira, às 8h30

Rússia: teve uma chave até que simples na primeira fase, já que Japão e Alemanha não são rivais tão fortes assim. Teve apenas uma derrota, diante da Bulgária, o adversário mais complicado e, ainda assim, foi no final da primeira fase, quando já não atrapalharia mais. São aqueles altos de sempre, com bons jogadores de bloqueio, ataque e saque. Nesta Liga Mundial é destaque é para Maxim Mikhaylov, 3ª melhor atacante e que já deu trabalho ao Brasil em outras edições do torneio. Alerta é total e vale usar as jogadas rápidas para escapar do bloqueio.
sexta-feira, às 8h30

seleção brasileira

Com Marlon, camisa 17, Brasil conseguiu um passeio sobre a Polônia

E o Brasil? Deve fazer alguma coisa de diferente para chegar à semifinal? Eu apostaria em Marlon como levantador e seguiria com Sidão no meio. Como vocês comentaram por aqui, o time foi mais preciso no ataque com Marlon, que está distribuindo melhor do que Bruno. E Sidão está dando volume ao bloqueio. Nas pontas, Murilo deve voltar a receber mais bolas. E no geral, o bloqueio precisa pressionar mais e começar a defesa, como foram nas outras temporadas.

Enfim, a fase de adaptação acabou. Agora é para valer. Chegou a hora de ser ofensivo desde o começo dos jogos e de conseguir manter o padrão ao longo dos sets e de um jogo para o outro. Sabemos que o foco na temporada é a Copa do Mundo, que vale a vaga olímpica. Mas seria bom já começar com um pódio, não?

E vocês? O que esperam dessa fase final? E o que esperam do Brasil? Deixem seus comentários!

Notas relacionadas:

  1. Brasil estreia na Liga Mundial com pior jogo do grupo
  2. É chegada a hora das finais da Liga Mundial
  3. “Grupo da morte” do Brasil e palpites para o Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

domingo, 26 de junho de 2011 Seleção masculina | 00:14

Desta vez, mais baixos do que altos diante dos EUA

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bloqueio dos Estados Unidos

Estados Unidos dominaram a rede diante do Brasil

Segundo jogo do Brasil diante dos Estados Unidos na Liga Mundial e a história se repete. Assim como foi em Belo Horizonte, a seleção se perdeu no segundo confronto e acabou derrotado. Dessa vez, a equipe de Bernardinho teve mais baixos do que altos na partida e acabou levando um 3 sets a 1 (veja como foi a partida set a set).

Se na sexta-feira o Brasil conseguiu defender e também ser mais agressivo, neste sábado eles viram os Estados Unidos acelerando as bolas no ataque, soltando o braço no saque (como já é de praxe) e, por consequência, marcando mais no bloqueio.

Enquanto os norte-americanos cresciam na rede, a seleção vacilava na virada de bola. Théo, o cara de segurança no time, marcou seu primeiro ponto no jogo apenas no segundo set! O Brasil estava nervoso em quadra, reclamou da arbitragem e se perdeu. Só venceu o terceiro set porque recuperou um pouco o foco e passou a marcar melhor no bloqueio. Mas depois, voltou a errar nas definições.

No geral, o saque nacional até que entrou com Bruninho e Lucão, por exemplo, e também quebrou o passe norte-americano com Rodrigão em alguns momentos. Mas o serviço dos EUA foi bem superior, com seis aces na partida (o Brasil fez três). Eles também seguiram defendendo e testando a paciência nacional. No final, souberam também virar mais bolas e venceram, sem ter lá grandes dificuldades nos finais dos sets.

Moral da história? O Brasil precisa errar menos e aprender a manter o padrão de um jogo para o outro. Vamos ver o que acontece na Polônia…

Notas relacionadas:

  1. Chegou a hora, Brasil!
  2. Como jogar com seu ídolo? Em um amistoso!
  3. Os altos e os baixos da vitória sobre os EUA
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

sexta-feira, 24 de junho de 2011 Seleção masculina | 23:54

Os altos e os baixos da vitória sobre os EUA

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O Brasil venceu os Estados Unidos pela Liga Mundial agora há pouco, por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). O resultado dá tranquilidade ao time, já que praticamente classifica para a fase final do torneio. O jogo mostrou algumas coisas boas, como o saque e a defesa alerta. E algumas erradas, como a sequência de bolas com Lucão no terceiro set. Vamos por partes…

Há um tempo a seleção fala que deve ser mais agressiva nos jogos. Nesta noite, acho que o Brasil conseguiu essa agressividade e, o mais interessante, desde o começo do jogo. A equipe nacional abriu em todas as parciais logo no começo, impondo ritmo. Pena que ainda faltou um pouco manter esse ritmo… Só que dessa vez, o Brasil voltou logo a dominar e arrumar os erros, diferente da derrota em casa lá em Belo Horizonte, quando estava com o set nas mãos e vacilou. Por isso, venceu e venceu com uma certa facilidade.

O time ainda mostrou volume na defesa. Que os Estados Unidos são chatos e sabem defender, a gene está cansado de saber. Mas o Brasil também soube se posicionar no fundo de quadra. Serginho e Murilo estavam alertas e, para completar, o contra-ataque foi eficiente. Ponto positivo.

O negativo foi o vacilo do terceiro set. A seleção tinha tudo para fechar em 3 a 0, mas se perdeu no ataque na terceira parcial. Exemplo disso foram três bolas seguidas para Lucão. O central errou a primeira, e Bruninho insistiu na jogada. Depois, deu mais uma para Lucão. Só que ele estava marcado e desestabilizado e o resultado foi os Estados Unidos abrindo no placar. Tudo bem que dar uma bola para quem errou é uma estratégia para dar moral ao jogador. Mas se ele erra, ele se perde, como aconteceu naquele momento com Lucão.

Bruninho também demorou a acertar o tempo certo com Théo, que entrou no lugar de Vissotto, que sentiu uma fisgada na virilha, logo no começo da partida. Théo isolou algumas bolas, bateu outras na rede, mas, no geral, se saiu bem e foi quem mais colocou bola no chão. Sinal de que o Brasil tem banco, como sempre.

Falando em banco, acabou a ansiedade de Dante! Antes dos jogos contra Porto Rico, falei com ele no ginásio e ele brincou, dizendo que preferia ir para casa a ficar de fora. Nesta noite ele entrou improvisado na inversão do 5-1, ficou pouco tempo em quadra, mas sentiu o gostinho de jogar (pena que quem estava acompanhando pela TV não viu orque foi justo no momento da queda do sinal!). E esse é o caminho. É melhor voltar com calma e garantir o jogador inteiro para a fase final.

Sábado tem mais Brasil x Estados Unidos. Será que vem o 3 sets a 0? Basta se concentrar e evitar os vacilos do terceiro set desta noite porque os Estados Unidos são muito bons no saque e na defesa, mas também tem seus altos e baixos.

Notas relacionadas:

  1. Nova seleção masculina estreia com vitória
  2. Saque e bloqueio dão vitória sobre a Polônia
  3. Entre altos e baixos, Murilo é unanimidade na seleção
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Seleção masculina | 08:00

Que venham os jogos para embalar na Liga Mundial

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As férias acabaram, estou voltando aos poucos para o blog, o Brasil está na Liga Mundial… Mas confesso que estou um pouco decepcionada com a atuação da equipe nas últimas partidas. Quem acompanhou os jogos, principalmente os duelos contra os Estados Unidos, viu uma seleção de começo apático e que, aos poucos foi se recuperando em quadra. O problema é que nem sempre dá tempo de se recuperar completamente…

No último final de semana foi assim. No sábado, o time ganhou um ânimo novo com a entrada de Sidão e conseguiu vencer os norte-americanos (veja como foi a vitória). Já domingo, mesmo com a presença do central na rede e mudanças no elenco, o Brasil cometeu erros bobos no final do set e perdeu a primeira na Liga Mundial (leia mais sobre o tropeço brasileiro).

Essa derrota não prejudica a campanha da seleção no torneio e, como disseram Bernardinho e os jogadores, a equipe dificilmente é campeã invicta. Mas vale deixar o sinal de alerta ligado, afinal, o Brasil tem que ser Brasil, com o jogo rápido, variado e vibrante, desde o primeiro ponto.

Por outro lado, Bernardinho tem, mais uma vez, bons jogadores em quadra e no banco. Marlon tem entrado bem nas inversões e Wallace acirrou a briga pelas vagas de oposto. Vissotto, titular da posição, já teve atuações bem apagadas na seleção e brilhou em momentos decisivos. Já o novato do Sesi tem uma boa mescla de habilidade e potência, mas deu erros que custaram a vitória dos EUA no domingo. E ainda tem Théo, que corre por fora.

Na ponta, quem se destaca é João Paulo Bravo. Ele dá um bom volume ao passe da equipe nacional ao lado de Murilo e Serginho (falando nele, o líbero voltou como um menino ao time!) e tem se mostrado um atacante inteligente, que sabe explorar o bloqueio. Os tempos no exterior fizeram bem ao jogador.

A baixa mais sentida, para mim, é a de Gustavo. O central voltou bem à seleção, fechou a rede contra a Polônia, mas foi cortado por causa de fratura no pé e substituído por Éder. Para alívio, Sidão tem entrado bem tanto no ataque, sua especialidade, quanto no bloqueio.

Agora, o Brasil tem dois jogos pela frente para embalar. A seleção fecha os jogos em casa contra Porto Rico. Diante da equipe mais fraca do grupo, os brasileiros podem jogar sem tanta pressão e entrarem mais soltos em quadra. Acho que está faltando isso ao time. É início de temporada e a falta de ritmo é normal, mas já está chegando a hora de jogar com empolgação comum aos nossos jogadores e também paciência para buscar o resultado e segurar o placar, sem voltar a errar. Então, que venha Porto Rico!

Notas relacionadas:

  1. Quatro vagas para as finais da Liga Mundial
  2. Virada para acordar na Liga Mundial
  3. Veteranos na pré-lista para a Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quinta-feira, 4 de novembro de 2010 Seleção feminina | 14:27

Quem vai para as semifinais do Mundial feminino?

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O Campeonato Mundial feminino começa uma nova fase neste final de semana. Divididos em dois grupos, dezesseis times lutam pelas quatro vagas nas semifinais do torneio. Enquanto o Brasil não entra em quadra (seleção estreia na segunda fase na madruada de sábado, às 4h30, contra a Tailândia), que tal arriscarmos os nossos palpites? Primeiro, os grupos:

Só para lembrar, os classificados de cada grupo da primeira fase enfretam os classificados da outra chave nesta etapa. Por exemplo, quem passou do grupo do Brasil encara quem passou do grupo liderado pelos Estados Unidos. Os dois melhores dos grupos E e F estão nas semifinais. Agora, os palpites:

Eu vou apostar nos clássicos. Do grupo E, acho que passam Japão e Rússia. As donas da casa, beneficiadas por uma chave mais simples, ganham força com o apoio da torcida e, com jogo rápido, devem avançar. Já as russas, com as gigantes Gamova e Skolova, seguem como favoritas, mesmo tendo perdido sets contra rivais mais simples, como a República Dominicana. Mas, tendo como base os resultados da primeira fase, Coreia do Sul teve um bom desempenho, com vitória por 3 a 0 sobre a China (eu sei, o time está renovado e não é o mesmo das Olimpíadas, mas ainda tem tradição) e um set vencido contra as russas.

Na outra chave, vou de Brasil e Estados Unidos. A seleção brasileira teve algumas partidas ruins contra os adversários mais simples, mas mostrou altíssimo nível contra Holanda e Itália e, por isso, reconquistou o meu voto de confiança, mas espero mais regularidade agora. Já as norte-americanas também estão invictas e estão se acostumando a jogar com a equipe renovada. Além disso, têm um bom volume de jogo, com uma defesa bem estruturada. Alemanha e Holanda correm por fora, com ataques potentes. Já a Itália, depois do vexame contra o Brasil, perdeu a credibilidade para mim. Até pode surpreender, mas tem que mudar completamente a atitude em quadra e não abaixar a cabeça, como fez contra a seleção.

Agora é com vocês. Deixem seus palpites nos comentários. Para quem quiser, montei uma tabela com todos os jogos e resultados do Mundial. No final de semana eu faço um post com os resultados dessa “enquete” improvisada.

P.s.: e falando em final de semana… estarei de plantão no iG fora da cobertura do Mundial e não sei se conseguirei acompanhar os jogos do Brasil. Conto com ajuda de vocês e compreensão, porque devo demorar um pouquinho a escrever…

Notas relacionadas:

  1. Sem Paula Pequeno e Mari, quem joga nas finais?
  2. Quem fica e quem sai nas listas para o Mundial?
  3. Mundial feminino vai começar
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última