14/11/2009 - 14:23
Para fazer ponto no vôlei tem que colocar a bola no chão da quadra adversária. A maneira mais simples de pontuar é com o ataque. Mas, nesta madrugada, o Brasil simplesmente não conseguiu atacar. E sem ataque, não tem como ganhar o jogo…
A seleção feminina foi derrotada pela Itália por 3 sets a 0, perdeu a invencibilidade na Copa dos Campeões e praticamente ficou com o segundo lugar do torneio (veja como foi a partida). Para ser campeã, a Itália precisa apenas de uma vitória sobre o Japão na última rodada. Já o Brasil teria que passar pela Tailândia e ainda torcer por uma vitória com vantagem das japonesas.

Festa da Itália - Divulgação/FIVB
O Brasil quase não jogou nesta madrugada. Foram 20 pontos dados de graça para as italianas em erros, principalmente nos dois primeiros sets. A seleção errou em todos os fundamentos. Além de um saque sem potência, marcou pouco no bloqueio (foram somente cinco pontos no fundamento, muito abaixo da capacidade desse time), pecou no passe e não se achou no ataque. Sheilla e Mari estavam bem marcadas e não viraram quase nada. Os ataques nacionais sempre iam para a defesa italiana, com ótimo posicionamento, e raramente para o chão. E aí a Itália mostrou a sua superioridade, aproveitando os contra-ataques com Orotalni e Del Core, e marcando seus pontos.
As brasileiras pareciam nervosas o tempo todo e isso refletiu na armação das jogadas. Ana Tiemi começou como titular mais uma vez, mas não repetiu o desempenho dos jogos contra Japão e Coréia. De novo usou pouco o meio. Ela deu lugar a Dani Lins, que seguiu sem ousadia ou velocidade. A primeira bola realmente boa na velocidade só saiu para Thaísa quando o Brasil perdia por 17 a 19 no segundo set! As pontas ficaram sobrecarregadas! E o bloqueio italiano marcou as jogadas e o que vimos foi a baixa qualidade dos ataques.
E mais um reflexo do nervosismo foram os erros no contra-ataque. A Itália é um bom time, mas não imbatível e também com jogadas “defensáveis” pelas pontas. Mas, quando a seleção salvava a bola, não tinha paciência para armar a jogada mais uma vez e desperdiçava o contra-ataque. Do outro lado, as italianas tinham o ótimo levantamento de Lo Bianco e a calma para fechar o ponto.
Que o Brasil perderia algum dia já era esperado. Essa seleção ganhou todo desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Porém, a derrota desta madrugada doeu um pouco mais. A seleção estava apática. Mostra disso foi um saque italiano no terceiro set que caiu fora, mas perto da linha, e nenhuma brasileira se mexeu nem para acompanhar a bola! Perder é ruim, mas dói mais perder sem jogar. Que o Brasil volte a ser Brasil na despedida contra a Tailândia! Jogo será à 1h30 (horário de Brasília).
E você? Assistiu a Brasil x Itália? O que achou da partida? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Itália, Mari, seleção feminina, Sheilla, vôlei
13/11/2009 - 14:22
A Copa dos Campeões é um torneio de pontos corridos, mas se tivesse uma final, seria a partida desta madrugada entre Brasil e Itália. As duas seleções são as únicas invictas da competição e, quem vencer, coloca uma mão no título. Esse era o confronto mais esperado do campeonato, entre a atual campeã e a campeã europeia. Vale a pena acordar às 3h30 (horário de Brasília).
Para o duelo, é bom tomar cuidado com três jogadoras em especial: Gioli Simona, melhor atacante da Copa dos Campeões até agora; Jenny Barazza, central e boa bloqueadora; e Piccinini, veterana do time e segurança no fundo. Além disso, o técnico brasileiro Zé Roberto Guimarães já elogiou a atuação da atacante Serena Ortolani em outras competições.

Defesa de Piccinini - Divulgação/FIVB
As italianas perderam a cubana naturalizada Aguero, que decidiu se aposentar da seleção antes da Copa dos Campeões, e com ela, um pouco do poder do ataque. No torneio no Japão tiveram alguns altos e baixos. Fizeram um jogo ruim contra a Coreia do Sul, vencido no sufoco por 3 sets a 2, mas se superaram e dominaram a República Dominicana na última partida com um 3 a 0.
Já o Brasil vem de um jogo perfeito contra a Coreia do Sul e crescendo no torneio. O potencial da equipe está no grupo, com todas as jogadoras prontas para atuar. Se Dani Lins está mal, Ana Tiemi entre com precisão nos levantamentos. Se Natália está sendo marcada, Paula Pequeno assume a responsabilidade. Se Mari está ruim no passe, Sassá vai para o fundo da quadra e assim por diante.
A equipe nacional ainda peca na recepção, mas tem volume de ataque e bloqueio para segurar as italianas, que tem um jogo parecido com o nosso. Não são tão velozes quando as japonesas e nem jogas com as bolas mais altas como as dominicanas.
Brasil x Itália promete! Quem vencer, precisa apenas confirmar o favoritismo no último jogo para ficar com o ouro. E aí o Brasil leva vantagem. Enquanto a seleção tem pela frente a Tailândia, teoricamente mais fraca do torneio, a Itália encara o Japão, cheio de jogadas rápidas e querendo fazer bonito diante da torcida.
E você, o que espera dessa “final” na Copa dos Campeões? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Itália, Piccinini, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
12/11/2009 - 11:03
Foi assim que o técnico José Roberto Guimarães definiu a vitória do Brasil sobre a Coreia do Sul na Copa dos Campeões nesta madrugada. Para ele, ataque, saque e bloqueio funcionaram bem e o time mereceu a vitória (leia mais). A seleção fez 3 sets a nas sul-coreanas e segue 100% e na liderança da competição, ao lado da Itália, a outra invicta.
A seleção teve dificuldade no começo do jogo com ótimas defesas da Coreia do Sul, que chegou a ter três set points na primeira parcial. A jovem central Jeon Ha Park, de 16 anos, chamou a atenção com belos saques e bloqueios. Mas o Brasil fechou o set em um erro de ataque asiático. Depois disso, o time nacional cresceu na partida, em todos os fundamentos. A Coreia do Sul ainda esboçou uma reação no terceiro set, mas parou nos ataques de Natália (leia mais sobre a partida).
Quem se destacou nesse “jogo perfeito” foi mais uma vez a levantadora Ana Tiemi. Depois de uma ótima atuação contra o Japão, ela mandou Dani Lins para o banco e começou como titular. Ainda usou pouco o meio de rede (apenas sete dos 45 pontos de ataque saíram dessa posição), mas msotrou a vantagem de seus 1,87m. Normalmente as atacantes buscam a levantadora no bloqueio para bater. Mas isso não está se aplicando a Ana Tiemi. Ela cresce na rede e tem bom tempo de marcação. Hoje, contra a Coreia, fez três dos 11 pontos do Brasil no bloqueio. Isso pode ser um diferencial para que ela conquiste a vaga de titular da seleção…
Além de Ana Tiemi, Paula Pequeno também segue firme no time. Ela jogou bem contra o Japão e hoje só deu lugar a Natália no terceiro set. E a caçula da seleção também fez um bom jogo. Entrou quando o Brasil já dominava a partida, mas foi fundamental para fechar o passeio brasileiro com seu já conhecido ataque potente. Pelo visto, Mari, a maior pontuadora contra a Coreia do Sul com 16 acertos, vem apresentando atuações sempre no alto nível e tem lugar certo no time. A outra vaga na ponta é disputada por Paula e Natália. Melhor para a seleção, com duas boas jogadoras, uma que está recuperada da lesão e a outra que está amadurecendo em quadra.
Seleção volta para a quadra no sábado, em Fukuoka, na “final contra a Itália”. Os dois times são os únicos invictos e quem vencer vai precisar apenas confirmar o favoritismo na última rodada (Brasil x Tailândia e Itália Japão) para ser campeão. O jogo será às 3h30 (horário de Brasília), com transmissão da Sportv.
Jogos da Copa dos Campeões (horário de Brasília)
dia 12/11
Brasil 3 x 0 Coreia do Sul, República Dominicana 0 x 3 Itália e Japão 3 x 0 Tailândia
dia 14/11
Brasil x Itália (3h30), Tailândia x Coreia do Sul (1h30) e República Dominicana x Japão (7h)
dia 15/11
Brasil x Tailândia (1h30), Coreia do Sul x República Dominicana (3h30) e Japão x Itália (7h)
E você, achou que a vitória sobre a Coreia do Sul foi o jogo perfeito? E Ana Tiemi, já virou a titular do Brasil? Paula Pequeno já está recupera e voltou a ser titular? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Ana Tiemi, Copa dos Campeões, Dani Lins, Mari, Natália, Paula Pequeno, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
04/10/2009 - 14:54
O Sul-Americano feminino acabou, o Brasil faturou mais um título e garantiu a vaga na Copa dos Campeões, em novembro. Depois de vencer a Argentina na última partida da primeira fase e passar pela Colômbia na semifinal, a seleção bateu as argentinas mais uma vez neste domingo, de novo por 3 sets a 0, e ficou com o ouro (veja como foi a partida).
A seleção teve que colocar a prova a sua concentração. E essa equipe tem, de vez em quando, alguns lapsos nesse quesito. Lembram do Grand Prix? Em quantas partidas o Brasil perdeu o foco e depois teve que correr atrás? A grande vantagem é a recuperação rápida dessas meninas. Na final deste domingo foi mais uma vez isso.

Dani Lins e o troféu Sul-Americano
A Argentina era o melhor time do campeonato, com excelentes saques e ataques de Pinedo. Depois de um ótimo começo, com bloqueios certeiros e forte nos contra-ataques, o Brasil foi relaxando. A Argentina se acertou mais no segundo set e chegou a ficar boa parte do tempo na frente no terceiro. O time nacional voltou a jogar depois de uma bronca de Zé Roberto, que lembrou o objetivo do Sul-Americano. Elas estavam ali para manter a regularidade, treinar e mostrar o seu melhor jogo, fazendo a sua parte sem se preocupar se o rival era forte ou fraco. Quando voltaram a jogar assim, fecharam a partida.
Mas o Brasil ainda tem problemas na recepção, outro problema constante desse time. Natália e Mari são potências no ataque, disso ninguém duvida, mas ainda falham no fundo. A Argentina cresceu no último set exatamente com saque e erros brasileiros. Bom, na verdade a terceira parcial foi um jogo de saque. Quem conseguia colocar, marcava o ponto.Os dois lados estavam fracos na recepção.
Já o saque e o ataque nacional foram muito bem. Elas acertaram a mão ao longo do jogo no serviço, após errar bastante no primeiro set. E Dani Lins está cada vez mais entrosada com as atacantes, dando volume de jogo ao time.Carol Gattaz, por exemplo, pontuou em todas as chinas que fez! Além disso, mais uma vez Zé Roberto optou pelo time principal em quadra. Jogaram Dani Lins, Sheilla, Mari e Natália, as titulares. Carol Gattaz e Adenízia ganharam suas vagas com lesões de Fabiana e Thaísa. Já Paula Pequeno entrou durante a competição, mas ainda está voltando de lesão e precisa recuperar o ritmo.
O Sul-Americano cumpriu o seu papel. Foi um torneio sem grandes adversárias, como já era esperado, mas bom para arrumar a equipe, como disse Sheilla em entrevista ao Sportv depois da vitória na final. Para a jogadora, o Brasil entrou jogando para si, como se estivesse em um treino, sem se importar muito com quem estava do outro lado da quadra. Zé Roberto viu a volta de Paula Pequeno, testou a atenção, arrumou bloqueio e saque. E viu vontade de algumas jogadoras de estarem ali na seleção, como Carol Gattaz. Agora é a vez da competição de verdade.A Copa dos Campeões encerra a temporada e lá não teremos mais treinos. A seleção defende o título e tem total condições de faturar mais esse campeonato.
E você? O que achou do Sul-Americano? Assistiu aos jogos em Porto Alegre? O que espera da Copa dos Campeões? Deixe o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Copa dos Campeões, Dani Lins, Mari, Natália, Paula Pequeno, seleção feminina, Sheilla, Sul-Americano, vôlei, Zé Roberto
25/08/2009 - 13:41
A manhã desta terça-feira foi de festa e de um pouco de trabalho para a seleção feminina brasileira. As octacampeãs do Grand Prix voltaram hoje para casa e desembarcaram no Rio de Janeiro com o troféu e sorriso no rosto mesmo depois de uma noite de viagem. Sensação de dever cumprido! E elas já terão novas companheiras…
Zé Roberto convocou mais seis atletas para a equipe nacional: as ponteiras Paula Pequeno, Fernanda Garay e Thaís, a levantadora Fabíola, a oposto Lia e a meio-de-rede Natália. Dessas jogadoras, quero ver como estará Paula Pequeno depois de se recuperar das lesões no joelho. E também o desempenho de Lia, que vem jogando muito aqui no Brasil e tem chances de ser mais uma excelente atacante na seleção.
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Seleção octacampeã do Grand Prix – Divulgação/CBV
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Dani Lins beija troféu do Grand Prix – Divulgação/CBV
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Fabiana, melhor bloqueio, e Sheilla, melhor jogadora do Grand Prix – Divulgação/CBV
Com as novidades, parte do grupo que foi para o Grand Prix ganha um refresco e fica treinando em Saquarema enquanto o restante vai para o Final Four, no Peru. Essa é a hora de colocar as jogadoras diante da máquina de saque e trabalhar a recepção, grande problema desse time! Que seja um descanso de jogos e viagens, mas não de pancadas no saque.
Se melhorar a recepção e um pouco a defesa, o time brasileiro ficaria praticamente perfeito, já que tem um ótimo bloqueio e grandes atacantes. Exemplo é Natália, que eu acho que foi um dos destaques no Grand Prix. Ela tem uma grande potência no ataque, mas perde muito no fundo de quadra. Já Dani Lins está me convencendo no lugar de Fofão, com bom saque, largadinhas ousadas e um bom entrosamento com as atacantes. Ainda precisa de treino, mas isso é normal para uma nova levantadora.
Para quem vai viajar é a chance de mostrar serviço. Zé Roberto poderá realmente armar uma seleção renovada. O Final Four é um torneio simples, ou seja, um bom lugar para se testar um time diferente sem muitas pressões. Agora vamos ver que consegue seu espaço na seleção brasileira!
E você, o que espera das novas convocadas por Zé Roberto Guimarães? Se pudesse escolher, quem você colocaria no time titular? Monte a sua seleção e mande o seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Final Four, Grand Prix, Natália, Paula Pequeno, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto
21/08/2009 - 10:12
A seleção feminina deu uma verdadeira aula do que é jogar voleibol nesta madrugada. Venceu a Alemanha por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) em uma partida quase perfeita. Time praticamente não errou, atacou de todos os lugares da quadra e ainda acreditou em todas as bolas na defesa. Parece o bom desempenho contra China realmente deu moral às brasileiras.
As alemãs tentaram equilibrar o jogo no começo, mas logo ficara para trás no placar. Elas saíram na frente no segundo set, mas aí aconteceu a grande aula nacional. O time de Zé Roberto marcou 11 pontos diretos! Você se lembra de uma sequência tão grande assim sem errar ou ser parado pela defesa adversária? Só na época da vantagem… Para fechar o jogo, mas um passeio no terceiro set. Enquanto a Alemanha perdia o controle, o Brasil acertava tudo o que tentava, em todos os fundamentos. Natália mais uma vez soltou o braço e comandou o ataque. Como ela mesma explicou em entrevista à Rede Globo, é o “sangue de negão nas veias”.
Além disso, a seleção não ajudou em nada as alemãs. Foi um time praticamente perfeito, com apenas quatro pontos cedidos em erros para as adversárias. Não é a toa que o técnico Giovanni Guidetti reconheceu que sua equipe teme o Brasil. “Sempre tive a impressão de que minhas jogadoras sentiam medo antes de um jogo contra o Brasil. Comecei a entender isso porque são muitas as vezes que as brasileiras nos ‘matam’ desse jeito, jogando um voleibol de alta qualidade”, disse na coletiva após a derrota. “Elas são únicas no mundo. Tão rápidas, tão altas, tão fortes”, completou.
É isso aí! O Brasil embalou no Grand Prix. Depois de sufocos e altos e baixos no final da fase classificatória, já tinha jogado bem contra a China e melhorou ainda mais contra a Alemanha. Que venha a Holanda! E elas estarão mordidas depois da derrota 3 a 0 para o Japão. Já o time verde e amarelo estará mais motivado do que nunca! E, se vencer, praticamente garante o oitavo título na competição.
E você? Assistiu a mais essa vitória do Brasil? O que achou da atuação das nossas jogadoras? O que melhorou em relação às outras partidas para o time jogar tão bem? Deixe a sua opinião!
Outros resultados da rodada
China 1 x 3 Rússia (29/27, 16/25, 19/25, 23/25)
Japão 3 x 0 Holanda (25/22, 25/18 e 25/22)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Grand Prix, Natália, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto
20/08/2009 - 10:52
A partida desta madrugada da seleção feminina de vôlei no Grand Prix foi o jogo que estávamos esperando. Depois de muitos altos e baixos, erros e desatenção, o Brasil conseguiu emplacar um 3 sets a 0 contra a tradicional China e segue invicto nas finais (veja como foi a partida).
O time nacional teve sim alguns momentos de falta de concentração e deixou a China crescer, principalmente no final do primeiro set e no terceiro, mas Zé Roberto soube pedir tempo na hora certa e colocar a equipe nos eixos de novo. É mais uma prova da capacidade de recuperação dessa equipe! Como nos outros jogos, a seleção até vacilou, mas soube voltar para o jogo e vencer.
E na partida desta quinta-feira venceu e venceu bem! Natália foi o nome da partida, muito bem no ataque. Sheilla também mostrou grande versatilidade. Eu sinceramente não esperava um 3 a 0, tanto pela tradição quando pela velocidade das jogadas chinesas. E vocês lembram o jogo da fase classificatória? O Brasil se perdeu no bloqueio contra as orientais. Hoje, elas acertaram o tempo das adversárias. Foram 11 pontos diretos e 21 amortecidas. Além disso, o bloqueio apareceu em momentos chaves, como para dar moral no começo do jogo e no ponto final.
Para completar, o Brasil finalmente conseguiu errar pouco! Prova que a concentração da equipe melhorou. Ainda aconteceram algumas falhas da recepção, mas o resto se encontrou, principalmente o saque. E para jogar com a uma seleção veloz, o é importante acertar o serviço para quebrar o passe a atrasar os ataques. Foi o que o Brasil fez. Conseguiu só três aces, mas quase não errou. Também foram apenas três falhas em 79 saques!
Agora a seleção feminina encara mais uma vez a Alemanha. A vantagem é estar embalado com a ótima vitória e mais descansado, já que jogou apenas três sets. Porém, as alemãs já mostraram que podem ser perigosas e se aproveitar dos tropeços brasileiros, basta lembrar o 3 a 2 do último jogo. E elas quase complicaram cima da Holanda nesta madrugada. O que parecia ser um jogo mais simples, só acabou no tie-break para as holandesas (veja como foi a partida).
E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a China? Pode-se dizer que foi um dos melhores jogos do Brasil no Grand Prix? E o que esperar da Alemanha? Deixe o seu comentário!
Outros resultados da rodada
Holanda 3 x 2 Alemanha (19/25, 25/21, 25/22, 21/25 e 15/13)
Japão 1 x 3 Rússia (17/25, 23/25, 29/79 e 25/14)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Mari, Natália, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto
19/08/2009 - 10:13
Seleção feminina de vôlei estreou nesta madrugada nas finais do Grand Prix em um jogo complicadíssimo contra a Rússia. Depois de 1h54 de partida, Brasil venceu por 3 sets a 2 e mostrou que, definitivamente, o trauma de jogar com as russas acabou (veja como foi a partida).
Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a chance de chegar à final na Olimpíada de Atenas. Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a final do Campeonato Mundial em 2006. Depois disso, vitória na primeira fase em Pequim e vitória nesta madrugada. Isso é resultado da maturidade de um time. As russas sempre serão adversárias complicadas, mas não são mais um bicho-papão. A seleção deixou de se assustar com a altura do outro lado da quadra e, mesmo com alguns erros, aprendeu a encarar as europeias como qualquer outro time. Forte sim, mas não imbatível.
Vamos deixar tudo isso para trás e olhar para o jogo desta madrugada. Os 24 a 19 de Atenas foram históricos, mas passou. O trauma foi superado! O que ainda precisa melhorar no Brasil é a recepção. As falhas começaram na partida desta quarta-feira no final do primeiro set e se agravaram ao logo do duelo. E contra um time alto, todo mundo sabe o que significa jogar sem passe: bloqueio na cara!
Mas, como na maioria dos jogos desse Grand Prix, o Brasil compensou os erros com reação. E aí está a prova de que todos os confrontos com as russas viraram mesmo história. Agora o Brasil não abaixa mais a cabeça! Depois de muitos altos e baixos, essa equipe cresce na hora da decisão. Já tinha sido assim contra China e Alemanha, por exemplo. Hoje o saque entrou quando precisou e, com isso, o time passou a bloquear. Demorou, mas o fundamento funcionou e ajudou na virada depois de estar com 14 a 12 no placar.
A seleção feminina passou sufoco, mostrou instabilidade no saque e no passe, mas se destacou no final e isso vai dar moral para os próximos jogos das finais do Grand Prix, como disse a levantadora Dani Lins depois da partida em entrevista ao Sportv. E é bom manter a empolgação e o foco já que o adversário da madrugada desta quinta será a China. Mais uma vez, a defesa será testada, mas agora com jogadas de velocidade. Que o bloqueio não demore tanto a aparecer e ajude como no final do jogo de hoje!
E você? Assistiu ao jogo contra a Rússia? O que achou da partida? Brasil tem chance de faturar o título? Deixe seu comentário!
Outros resultados do Grand Prix
Holanda 3 x 2 China (18/25, 25/22, 25/22, 24/26 e 15/13)
Japão 1 x 3 Alemanha (21/25, 25/16, 17/25 e 22/25)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x China – 20/08 – 3h37
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Atenas, Campeonato Mundial, Dani Lins, Grand Prix, Rússia, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto Guimarães
18/08/2009 - 15:26
Chegou a hora! As finais do Grand Prix começam na madrugada desta quarta-feira. Será que o Brasil esqueceu os repetidos erro dos últimos jogos, como as falhas na recepção e a falta de concentração, e está pronto para mais um título?
A Rússia será a primeira adversária da seleção. Se lembrarmos de alguns confrontos recentes, a memória não será tão boa. As brasileiras caíram diante das russas na inesquecível semifinal olímpica em Atenas e, dois anos depois, perderam de novo na final do Campeonato Mundial. Os traumas foram superados com a vitória e depois o ouro em Pequim.
Agora, as duas equipes vivem momentos diferentes. Enquanto o Brasil é o único que ainda segue invicto no Grand Prix, a Rússia se classificou para as finais da última colocação. Elas perderam para China, Porto Rico e Japão na primeira fase. Mesmo assim, prefiro manter a cautela. As europeias são altas e podem crescer no jogo a qualquer momento. Vale mais do que nunca se concentrar ao máximo e trabalhar bem para variar as jogadas e sair do bloqueio rival.
Depois da Rússia, Brasil encara a China, pior time da fase classificatória. E será a vez de ter cuidado com as jogadas e velocidade. Será preciso armar o bloqueio verde e amarelo , que não funcionou no primeiro confronto entre os dois times.
Na sequência vem a Alemanha, mais uma que deu trabalho. De novo as atenções devem ser voltadas para Fürst, principal atacante do time rival. Para fechar, o Brasil ainda tem pelo caminho a Holanda, único desconhecido das finais e que só perdeu para a China na primeira fase, e o Japão.
Como tudo será decidido nos pontos corridos, não dá tempo de errar e tentar se recuperar depois. Que o time venha mais concentrado para essa fase! Boas jogadoras o Brasil tem. A chave é acertar a recepção e não perder contra-ataques em erros bobos. Com bom um passe, Dani Lins sabe distribuir as bolas. E tanto Natália, quanto Mari e Sheilla estão bem na rede. Já Thaisa e Fabiana, se mantiverem o nível do bloqueio dos últimos jogos, vão dar trabalho. Vemos ver o que acontece!
E você? Aposta em mais um título do Brasil no Grand Prix? Quem será o principal adversário da fase final? Deixe seu comentário!
Jogos do Brasil (horário de Brasília)
Brasil x Rússia – 19/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x China – 20/08 – 3h37 – transmissão da Rede Globo e Sportv
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
segundo as notas da CBV, os outros jogos da seleção ainda não foram confirmados pelas emissoras
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Fabiana, Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, Sheilla, Thaísa, vôlei, Zé Roberto
16/08/2009 - 13:24
Desde os primeiros jogos fora de casa no Grand Prix, a seleção feminina de vôlei tem a mesma atuação. Consegue vencer, mas se atrapalha nos erros e na falta de concentração e sempre perde algum set. Nesta madrugada foi a mesma coisa. Contra a Coréia do Sul, o Brasil entrou desligado no jogo, perdeu a primeira parcial e venceu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida).
O principal problema da equipe nacional está na recepção e isso é uma falha antiga. Esse time, mesmo com renovação depois da conquista do ouro olímpico, tem excelentes atacantes, mas perde no fundo de quadra. Um exemplo é Natália. Ela está na sua primeira competição com a seleção, faz estrago no ataque, mas peca da defesa. A mesma coisa já aconteceu com Mari.
Na partida contra a Coreia, o Brasil se atrapalhou com as jogadas de velocidade das asiáticas e só ganhou mais volume no fundo com a entrada de Sassá, especialista em recepção. E aí fica a pergunta. Mais vale colocar Sassá, que sabe defender bem, ou deixar Natália e Mari, que são ótimas no ataque? Contra as seleções mais velozes, como as asiáticas, colocaria Sassá e deixaria Natalia como opção para entrar ao longo do jogo. Assim, o time ganharia confiança na defesa e na recepção e ficaria mais solto para variar os ataques.
Se os erros são os mesmos de sempre, os acertos também se repetem. Quando consegue voltar para o jogo e retomar a concentração, o Brasil é uma potencia no bloqueio e no ataque. Resultado das nossas altas atacantes, a boa característica dessa geração da seleção feminina. Contra a Coreia, foram 14 pontos no bloqueio, por exemplo.
Brasil fechou a fase classificatória como o único time invicto. Só que vai encarar times complicados como Rússia, Alemanha, Holanda, China e Japão nas finais e não pode mais vacilar tanto. Hoje foram 22 pontos dados de graça! Qualquer time que esteja do outro lado, cresce e se aproveita de tantos erros assim. É preciso concentrar mais e errar menos! E dar mais bola na mão de Dani Lins, para voltarmos a ter a variação de ataque dos primeiros jogos do Grand Prix.
E você? O que achou da vitória do Brasil sobre a Coréia do Sul? O que espera dos jogos da fase final? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Dani Lins, Grand Prix, Mari, Natália, seleção feminina, vôlei, Zé Roberto Guimarães
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