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06/11/2009 - 10:40

Mundial é dos mais altos e fortes, literalmente

Sabe aquele atacante com mais de 2m de altura, que é lento para as chutadas, mas bate bem pelas pontas as bolas mais altas? Ele estava perdendo um pouco de espaço com as jogadas aceleradas, mas volta a ser fundamental em quadra com a “Golden Formula”, a regra do primeiro ataque depois da linha dos três.

Essa já era a previsão dos jogadores da Cimed antes de embarcarem para o Mundial de Clubes, em Doha, no Catar, e ela foi confirmada em quadra. Estão nas semifinais os times com os gigantes, que batem as tais bolas altas na força. São eles: Trentino, do brasileiro Leandro Vissotto e do búlgaro Kazyski; Zenit Kazan, do norte-americano Stanley e do russo Teykhin e Belchatow, do polonês Kurek e do francês Antiga. Para completar a chave, o Payakan, do Irã, a surpresa do campeonato, que tem um bom oposto, o Mohammad Kazaem, e treinou três meses na regra nova antes do Mundial. A Cimed, acostumada a jogar na velocidade, se perdeu em quadra e foi eliminada (veja post anterior).

Com a nova regra foi fácil observar que o jogo ficou nas mãos dos altos e do bloqueio. Como o ataque vem do fundo, o bloqueio está sempre armado. E como o bloqueio está sempre armado, esses gigantes conseguem mais altura para achar espaço e soltar o braço. Foi assim ontem no jogo Cimed x Belchatow. Apesar de o bloqueio brasileiro estar bem armado, Kurek, de 2,05m, conseguiu encontrar buracos para passar a bola! E o time brasileiro, sem um grande oposto para receber assumir a responsabilidade da primeira bola, perdeu.

Vamos ver agora, entre os gigantes, quem leva a melhor. Uma semifinal será entre Trentino e Payakan. O favoritismo é do time italiano que, além dos bons atacantes, está fazendo estragos no bloqueio. Eles ganharam do Zenit Kazan no grande duelo da primeira fase basicamente neste fundamento, com 21 pontos. Do outro lado teremos Zenit contra Belchatow. Aqui a briga deve ser mais acirrada. Os dois times têm qualidades parecidas para ataque. Os russos tem o genial norte-americano Ball no levantamento, enquanto os poloneses contam com a armação do experiente espanhol Falasca. Mas pela tradição e experiência, o Zenit na frente.

Dia de folga
Sexta-feira é dia de folga em Doha. Os times voltam para a quadra nas semifinais no sábado e na final, domingo. Enquanto isso, eles aproveitam para conhecer a cidade do Catar. Na foto, a equipe do Trentino durante o seu passeio pela cidade. Quem me enviou a imagem foi Nathalia, mulher de Leandro Vissotto. Ela está com ele bem no centro da imagem. Obrigada e boa diversão!

Trentino faz turismo em Doha

Trentino faz turismo em Doha

E para você? Quem leva esse Mundial de Clubes? Dê o seu palpite!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , , , ,
05/11/2009 - 17:41

Cimed perde para seus erros e para Kurek

A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).

Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo

Kurek, o nome do jogo

E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!

A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…

E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , ,
04/11/2009 - 16:18

Sufoco da regra nova para a Cimed

A Cimed teve trabalho, mas venceu o Al-Arabi, do Catar, no Mundial de Clubes, por 3 sets a 1 (18/25, 25/17, 25/17 e 25/22) e segue viva no torneio (veja como foi a partida). Foi o primeiro jogo que pude assistir com a regra nova e já dá para apontar algumas “novidades”, como a mudança no saque, a importância no bloqueio, os erros e o cuidado com o contra-ataque.

O time brasileiro ficou o tempo todo do primeiro set atrás e perdeu a parcial. Isso porque não se encontrou nem no ataque e nem no bloqueio. Enquanto os atacantes, recebendo as primeiras bolas no fundo como manda a regra nova, não conseguiam imprimir a sua potência, o bloqueio nacional deixava muito espaço nas paralelas, bem explorado pelos atletas do time do Catar.Tiraram o meio-de-rede, jogada de segurança da Cimed e eles ficaram perdidos!

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Eles só voltaram para o jogo quando se arrumaram no bloqueio, a partir da segunda parcial. Foram 5 pontos no set e 12 no total do jogo.  Com isso temos a primeira “novidade” da regra. Como previsto, o jogo ficou muito mais previsível, com bolas altas o tempo todo e bloqueio chegando sempre. E, quando a Cimed arrumou a marcação na rede, cresceu no jogo. Bloqueio agora é mais do que fundamental! E o Al-Arabi também a sua parte, principalmente no quarto set, e fechou a porta para os brasileiros. Eles marcaram sete pontos de bloqueio no jogo.

E a obrigação de atacar do fundo comprovou mais uma aposta dos jogadores: aumento nos erros. Foram 33 pontos de graça dos brasileiros e 32 do time do Catar! Só para ter uma ideia da dimensão do problema, o Al-Arabi ganhou esses 33 pontos e marcou apenas 37 no ataque em toda a partida. A Cimed foi um pouco melhor, com 47 pontos. E como os jogadores erram demais, a bola cai muito no chão. Ou, como fizeram os donos da casa no começo do jogo, o ataque é na pancada e a bola vai para o chão no buraco do bloqueio. A “Golden Formula” foi criada para manter a bola em jogo mais tempo, mas, com todos esses tropeços, o primeiro rali só saiu em meados do segundo set.

A regra também acaba com a graça do saque forçado. De que adianta tentar quebrar a recepção se o passe não precisa ser perfeito? Parece que, agora, vale mais sacar colocado e curto em um jogador para tirá-lo do ataque do que soltar o braço com tudo. Por outro lado, se a recepção ficou “menos importante”, a defesa ganhou valor para armar o contra-ataque, já que nesse momento pode se armar qualquer jogada. Só que até aqui a Cimed ainda está sofrendo. Mesmo na continuação da jogada, Bruninho não conseguiu trabalhar muito bem a distribuição e os erros continuaram. Ainda assim, eles usaram muito mais os centrais que os rivais. Até o quarto set, a Cimed tinha batido 14 bolas pelo meio contra apenas 2 duas do Al-Arabi.

Conclusão de hoje? Ainda temos que melhorar muito para jogar mais solto desde o começo. O time não pode perder a paciênciae vacilar tanto! E nesta quinta-feira vem coisa muito pior pelo caminho com o Skra Belchatow, da Polônia. O jogo será às 15h (horário de Brasília). E eu ainda tenho que me acostumar a ver Lucão batendo pela entrada de rede! Coisas da nova regra…

*credito da foto: Divulgação/FIVB

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , ,
03/11/2009 - 19:14

Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha

O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte”  com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.

O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.

Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino,  atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.

Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.

Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.

Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.

Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , ,
03/11/2009 - 08:57

Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada

atualiazada às 17h36

“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.

Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.

Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo

Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo

Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.

Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).

Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.

E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , ,
20/10/2009 - 12:03

Primeiro ataque agora só da linha dos três

Nada de bolas rápidas ou jogadas surpreendentes na primeira bola. Pelo menos não no Campeonato Mundial de Clubes, que começa no dia de 3 de novembro, em Doha. Lá será testada uma nova regra, a Golden Formula, que diz que o primeiro ataque de cada time deve ser feito depois da linha dos 3 metros. Depois disso, o jogo fica liberado.

Segundo os inventores, a regra fará com que a bola fique mais tempo no ar e que os jogos tenham ralis. Ainda de acordo com eles, apenas 20% das bolas ficam no ar e as outras 80% caem logo no chão, o que é muito. Sendo assim, a nova regra, acatada pela Federação Internacional, teoricamente irá diminuir a velocidade da bola e facilitar a vida de quem estiver na defesa do outro lado.

Eu não gostei! E as belas jogadas rápidas de meio? Ou as chutadas da ponta? Serão agora apenas a segunda opção? Ah, o que é isso!? E o levantador vai ter que se virar para fazer uma boa bola no fundo com qualquer tipo de passe. Os brasileiros, pelo menos, sabem fazer muito bem o meio-fundo, o que pode ser uma das jogadas chaves com essa nova regra. Só que, se isso era antes uma arma surpresa e agora, a tendência é que fique um pouco banalizada, já que todos podem tentá-la.

Pensando no voleibol atual, cheio de gigantes em quadra com mais de 2m de altura, os atletas têm impulsão suficiente para atacar direto para o chão mesmo do fundo. Não se vai aliviar tanto assim para a defesa. Além disso, como já comentaram alguns leitores, é bem mais simples bloquear os ataques do fundo! Só quero ver no que isso vai dar…

A Cimed, time brasileiro no Campeonato Mundial, já está treinando em Doha com a nova regra. Será que dá tempo de se adaptar à mudança em apenas 15 dias? Além do atual campeão sul-americano e da Superliga, disputam o título mundial Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Al Arabi Doha (Catar), Zamalek (Egito), Paykan (Irã), Corozal (Porto Rico) e PGE Skra Belchatow (Polônia).

Desabafo feito, agora é a vez de vocês! O que acham dessa nova regra? Será que vai dar certo? Dê a sua opinião! Depois a gente faz um balanço com o que vocês pensam.

Leia mais sobre a Golden Formula no site oficial – em inglês

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , ,
15/10/2009 - 10:28

Seleção masculina já tem seu novo galã?

Na década de 90, fãs ficavam enlouquecidas com Giovane. Depois foi a vez de Giba. Agora já tem um novato que é candidato ao posto de galã da seleção masculina. Thiago Alves, um dos bons destaques da Liga Mundial, já arranca seus suspiros e posou para a Revista TPM deste mês. Ele também falou do seu começo no esporte, do time de Bernardinho e de moda.

Thiago tem 23 anos, fez uma ótima Superliga pelo Cimed na última temporada, foi convocado por Bernardinho e jogou algumas partidas como titular na Liga Mundial. “Era um sonho estar no meio deles. Tu olha de um lado, está o Giba. E eles te chamam pelo nome! No começo tu leva um choque”, contou o atacante gaúcho, que até já deslumbrou em substituir Giba, seu ídolo.

Esse pouco tempo sob o comando de Bernardinho já fez o jogador saber que a rotina de um atleta de seleção não é simples. “Quem acompanha nossa rotina diz: ‘vocês ralam’. São dois turnos de treinamento por dia, é viagem para todo o lado, fica longe de filho um mês fora de casa. Tu passa sete, oito anos sem férias, então abre mão de um monte de coisas”, explica.

Mas o ritmo acelerado não desanima. “Se perguntar se o Thiago quer ser famoso, vou dizer que não. Quero continuar na seleção, disputar uma Olimpíada, quero ser campeão”, disse. Ele já tem alguns títulos na carreira como Liga Mundial, Sul-Americano, Superliga com a Cimed…

Thiago ainda conta que nasceu no meio do esporte. Seu pai jogava basquete e sua mãe, vôlei. “Eu e minha irmã íamos de carrinho de bebê para dentro do ginásio”.

E esse novo galã faz o estilo tranqüilo fora das quadras. Ele é tímido e não se importa com estética. “Uso camisa furada. Desde pequeno minha mãe tinha que me arrastar para comprar as coisas para mim e até hoje sou assim”, falou. E ele está solteiro e feliz assim. “Me sinto bem assim, só quero focar no vôlei”, completou.

E você? O que acha de Thiago Alves? Qual seu futuro na seleção brasileira? Tem chance de se firmar e jogar a Olimpíada de 2012? Deixe seu comentário!

*créditos das fotos:  Marlos Bakker – Revista Tpm, Divulgação/CBV e VôleiBrasil.org.br

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , ,
19/04/2009 - 12:33

Cimed é tricampeã da Superliga

Saque forçado. Passe na mão. Bloqueio bem armado. Defesa ligada tempo todo. Ataques certeiros. É isso que se espera de uma equipe campeã e foi isso o que a Cimed mostrou na final da Superliga 2008/2009 na vitória sobre o Minas por 3 sets a 0.

O time de Florianópolis conquistou o tricampeonato nacional em uma partida praticamente perfeita que reuniu o melhor bloqueio, da Cimed, contra o melhor saque, do Minas. Mas o jogo da manhã deste domingo mostrou que a estatística nem sempre acerta. Depois de começar o primeiro set perdendo por 5 a 0 com bons bloqueios do Minas, a Cimed se encontrou no jogo com excelentes saques, principalmente de Eder. E a partir daí, o serviço da equipe de Florianópolis fez estrago no passe mineiro. Depois de trocas na liderança do placar, a Cimed se aproveitou dos contra-ataques e dos erros dos adversários no final da parcial e fechou em 29 a 27.

Cimed tricampeã da Superliga - Divulgação/CBV

Enquanto o time catarinense era pura vibração, os mineiros sentiram o resultado do primeiro set e baixaram a bola na segunda parcial. Deram oito pontos em erros à Cimed e se perderam no passe, motivo de reclamação do técnico Mauro Grasso desde o primeiro tempo técnico da partida. Do outro lado, mesmo com o saque forçado do Minas, a Cimed conseguiu colocar a bola na mão de Bruninho. O levantador pode trabalhar bem pelo meio-de-rede, grande diferencial no ataque catarinense. Lucão está em ótima fase no ataque e no bloqueio e é o homem de segurança na rede e fez o seu papel nesta final. Com tranquilidade, a Cimed fechou a parcial em 25 a 16.

Na terceira parcial, a equipe de Florianópolis mostrou porque conquistou o título da Superliga. A famosa “síndrome d o terceiro set”, quando o time sobe no salto e perde a concentração porque está na frente no placar, não passou nem perto da Cimed. Os jogadores mantiveram a mesma postura ao longo do jogo. Forçaram o saque, quebraram o passe do Minas, cresceram no bloqueio e, o mais bonito de se ver, acreditaram na defesa e buscaram os contra-ataques. Não importava se era em uma largada ou na porrada, o fundo de quadra catarinense, comandado pelo líbero Mario Junior, não deixou a bola morrer. Com duas belas defesas do líbero, a Cimed acertou o contra-ataque e abriu 21 a 16. Neste momento, o técnico Mauro Grasso pediu para que o Minas fingisse que estivesse alegre em quadra. Mas não adianta só ter uma falsa alegria. Tem que ter vibração verdadeira e cabeça no lugar. E foi assim, vibrando muito, mas sem perder a concentração, que a Cimed fechou em 25 a 18 e faturou o tricampeonato na Superliga.

Após a derrota, Mauro Grassso disse: “não consegui segurar a cabeça da galera para agüentar até o final”. Isso resume a decisão. O Minas se perdeu com a derrota no primeiro set, se atrapalhou no passe e não jogou o que sabia. Já a Cimed, como resumiu Renato, “jogou direitinho”. A equipe era apontada como a favorita neste ano na competição. Foi o time que manteve a mesma base do ano passado e agora é a base da nova seleção masculina. Venceu de ponta a ponta a Superliga e mereceu levantar a taça pela qualidade da partida deste domingo. Jogou direitinho desde o primeiro lance, manteve a cabeça no lugar até o último ponto e subiu no lugar mais alto do pódio!

E você? Gostou da vitória do Cimed na Superliga masculina? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Superliga Tags: , , , , ,
17/04/2009 - 12:08

As finais da Superliga e os nossos palpites

Os campeões da Superliga feminina e masculina serão conhecidos neste final de semana. Os finalistas são os mesmos, ou seja, Rexona x Finasa e Cimed x Minas. Mas será que neste ano os campeões também vão se repetir ou teremos revanche? E como fizemos desde o começo dos playoffs, vamos aos palpites!

Rexona x Finasa

Treino do Rexona - Divulgação/CBVOs dois times se enfrentam pela quinta vez consecutiva, mas a vantagem é do Rexona. Nas últimas três edições, as cariocas mostraram mais maturidade e conjunto e ficaram com o título. E agora o Rexona tem grandes chances de faturar o hexacampeonato nacional.

Ao longo da Superliga 2008/2009, a equipe comandada por Bernardinho foi uma das mais regulares. Venceu quando era necessário, virou quando precisou e teve destaques em todos os fundamentos. O Rexona também soube lidar com baixas importantes, já que perdeu Thaísa e Sassá para o Finasa e ainda manteve a cabeça no lugar. É o reflexo do trabalho de Bernardinho.

Do outro lado, o Finasa tem o melhor elenco da competição. Além dos reforços vindos do Rio de Janeiro, conta com Paula Pequeno, Adenísia e Natália em ótima fase. O ponto forte da equipe é o bloqueio. Adenísia e Thaísa lideram nas estatísticas e arrasaram no último jogo da semifinal, contra o São Caetano. O Finasa também se mostrou muito atento ao fundo de quadra e tem Sassá com a melhor recepção do torneio.

Mas, sem muita explicação, elas param quando enfrentam o Rexona, ainda mais se for em uma decisão. Dos quatro turnos da Superliga, deu Finasa x Rexona em três. O time de Osasco venceu a partida que valia o mando de campo, mas perdeu nas finais. Agora, na decisão do título, Rexona tem a vantagem de jogar diante da sua torcida e, pela tranquilidade e maturidade apresentadas ao longo da competição, são as favoritas. Resta ao Finasa mostrar que superou o trauma de todas as outras finais…

Cimed x Minas

Treino da Cimed - Divulgação/CBVA final da Superliga masculina também não é nenhuma novidade. Cimed e Minas se encontram pela quarta vez e, até agora, o time de Florianópolis venceu duas vezes e é o atual campeão. Mas, diferente das mulheres, aqui os dois times são muito parecidos. Nenhum se intimida com um jogo importante, os dois tem saques muito forçados e vibram como se ganhassem uma medalha a cada ponto.

Mesmo com tanta semelhança, a vantagem nesta final deve ser do Cimed. O time é quase o mesmo do ano passado e todos os atletas estão em ótima fase. Thiago Alves é o coração da equipe, aquele que puxa todo mundo. Lucão e Éder formam uma muralha na rede e estão na quarta e quinta colocação no ranking de bloqueadores. Bruninho conhece muito bem seus atacantes e distribui com facilidade.

Já o Minas caiu com a ausência de André Nascimento em meados da fase classificatória, mas já está estruturado de novo. A principal arma é o saque, sempre fortíssimo. Time é líder nas estatísticas neste fundamento. Além disso, também tem bloqueio alto e um bom fundo de quadra, com Sergio como o melhor líbero da Superliga.

Como os dois times têm bons saques e ataques, vai levar a melhor na final deste domingo quem fechar o fundo de quadra e armar mais contra-ataques. Pelos números, daria Minas. Mas a Cimed estava muito bem no último jogo da semifinal, contra o São Bernardo, e vem com força para a decisão. Seguindo a regra usada para o feminino, a aposta é na Cimed mais uma vez campeã, o time com melhor conjunto, mas sem nenhuma facilidade.

E para você, quem serão os campeões da Superliga 2008/2009? Dê o seu palpite!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Superliga Tags: , , , , , ,
10/04/2009 - 13:33

O lema agora é vencer de virada!

Rexona abriu caminho, e agora só vale vencer de virada nas semifinais da Superliga 2008/2009. Assim como o time carioca, Minas e São Bernardo triunfaram e levaram a decisão de quem será o finalista deste ano para o terceiro jogo da série. Emoção e equilíbrio dignos do vôlei brasileiro.

Na noite de quarta-feira, Minas recebeu o embalado Sada Cruzeiro em mais um clássico mineiro e, assim como Rexona contra o Brusque, precisava vencer para seguir na competição. E também como o time carioca, saiu perdendo os dois primeiros sets e virou no tie-break.

A partida em Belo Horizonte foi emocionante do começo ao fim. Só no segundo set alguém conseguiu abrir, e foi o Sada, em cima dos erros das Minas. Ao longo dos cinco sets, os jogadores ficaram tensos, brigaram com a arbitragem, mas nunca deixaram de vibrar a cada ponto ou mostraram cansaço. Espetáculo digno de ser visto, com vitória das Minas por 20 a 18 na última parcial. Resultado foi 3 sets a 2 para o Minas, com parciais de 25/27, 19/25, 25/23, 33/31 e 20/18.

Serginho,Já na quinta-feira, foi a vez do São Bernardo seguir os mesmos passos nesta semifinal. Contra o favorito Cimed, que havia vencido a primeira partida por 3 a 0, a equipe de Serginho jogou com o apoio da torcida, virou e venceu por 3 a 1. E essa partida teve dois fundamentos marcantes: bloqueio e defesa.

Cimed venceu a primeira parcial, quando bloqueou melhor. São Bernardo levou o segundo e o terceiro sets, quando Serginho deu um show na defesa e o bloqueio também cresceu. No quarto set, os catarinenses voltaram para o jogo adivinha com o quê? Bloqueio de Lucão! Foi o set mais equilibrado, mas os paulistas venceram e viraram no 25 a 25 com o quê? Bloqueio! O jogo, mais um grande espetáculo com vibração e raça dos dois lados, mostrou que vôlei não é feito só de ataques e saques. Vence quem se defende melhor! Jogo terminou 3 a 1 para o São Bernardo, com parciais de 23/25, 25/21, 25/19, 27/25. Parabéns Serginho, que além de líbero, bancou de levantador e colocou bolas redondinhas. Parabéns aos bloqueadores, paulistas e catarinenses.

Para saber se essa de vencer de virada e levar decisão para o ultimo jogo da série vai mesmo ser uma regra, só falta do duelo entre Finasa e São Caetano, marcado para a manhã de domingo. Time de Osasco pode ter de volta Paula Pequeno, sem dores no joelho. Já do lado do ABC, Sheilla está inspirada como a maior pontuadora da Superliga. Finasa venceu a primeira partida. Depois dos outros jogos equilibradíssimos, não arrisco mais nenhum palpite! Deixo isso para você, leitor… Fique a vontade!

Semifinais da Superliga

Rexona x Brusque: terceiro jogo, sábado, às 21h45
Finasa x São Caetano: segundo jogo, domingo, às 9h45
Cimed x são Bernardo: terceiro jogo, domingo, às 21h30
Minas x Sada Cruzeiro: terceiro jogo, segunda-feira, às 18h
Finasa x São Caetano: terceiro jogo (se houver necessidade), terça-feira, às 21h

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Superliga Tags: , , , , ,
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