25/11/2009 - 13:18
O sorteio dos grupos do Campeonato Mundial feminino foi feito na terça-feira e o Brasil encara a algoz Itália logo na primeira fase da competição (leia mais). A seleção também terá Holanda, República Tcheca, Porto Rico e Quênia pelo caminho. Segundo o técnico Zé Roberto, “é um grupo forte e que vai exigir bastante do Brasil desde o início do campeonato” (leia mais). O Mundial começa apenas no dia 29 de outubro de 2010 e até lá todos têm tempo de se arrumar, mas vamos a uma pequena análise das chaves…
Grupo A – Sérvia, Polônia, Peru, Argélia, Japão e Costa Rica
Pelo que foi visto recentemente, o Japão está preparando bem seus times para o novo ciclo olímpico. As mulheres deram um certo trabalho na Copa dos Campeões e os homens entraram com tudo no torneio, mas perderam o fôlego ao longo dos jogos. Ainda assim, podem preparar bem a equipe para o Mundial. Além disso, Sérvia e Polônia merecem um alerta pela tradição europeia no vôlei.
Grupo B – Brasil, Itália, Holanda, Quênia, Porto Rico e República Tcheca
Um grupo muito duro, como disse Zé Roberto. A Itália tem sido uma pedra no sapato das brasileiras ultimamente. Não complicaram muito no Grand Prix, mas levaram o título da Copa dos Campeões com uma bela vitória sobre as brasileira. É um time perigoso, que tem peças chaves em todos os fundamentos e está se apresentando muito bem, mesmo sem a cubana naturaliza Aguero. A nova oposta Ortolani terá tempo de amadurecer até o Mundial. Já a Holanda vem evoluindo. Fez um bom Grand Prix e tem na atacante Flier a sua segurança. Porto Rico ainda é um time fraco tecnicamente. Confesso que Quênia e República Tcheca são os desconhecidos do grupo
Grupo C – Estados Unidos, Cuba, Alemanha, Cazaquistão, Tailândia e Croácia
Mais um grupo forte com três boas seleções. As norte-americanas, vice-campeãs olímpicas, se conseguirem se renovar ou contar com as veteranas, é um ótimo time. Mesmo não tendo ido bem nas competições neste ano, vale tomar cuidado. Cuba sempre tem a catimba e a força do ataque e são duras rivais em qualquer competição. Já a Alemanha também teve uma boa campanha no Grand Prix, é uma equipe muito nova e já tem ótimas jogadoras, como Christiane Fürst. Os outros times vão brigar pela última vaga.
Grupo D – Rússia, Turquia, Canadá, Coreia, China e República Dominicana
Com suas conhecidas gigantes, as russas são as estrelas da chave. Mas precisam estar em alerta, já que caíram este ano no Grand Prix e no Europeu. Já as chinesas são sempre perigosas com suas jogadas de velocidade e já devem ter superado o tropeço contra a Tailândia na final do torneio asiático. Quem também tem um bom time é a República Dominicana, que joga na força e na catimba ao estilo de Cuba e conta com Bethania de La Cruz e a capitã Milagros Cabral, ótimas atacantes.
Os quatro melhores de cada grupo vão para a segunda fase. Nessa etapa, dois grupos são formados e os quatro melhores vão para semifinal. Os vencedores das semis jogam pelo título. O Brasil busca a conquista inédita. Até agora, a seleção feminina só chegou ao vice em 2006 e em 1994.
E você? O que achou do grupo do Brasil no Campeonato Mundial? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Campeonato Mundial, Itália, seleção feminina, vôlei
29/10/2009 - 16:52
Falta pouco mais de um ano para o Campeonato Mundial masculino e os grupos da primeira fase do torneio já foram sorteados. O Brasil caiu em uma chave complicada, enquanto Rússia e Itália terão os confrontos mais simples pela frente. Muita coisa pode mudar até início do torneio, em setembro de 2010, as seleções estão se renovando, mas é possível dar alguns palpites. Veja quem pega quem e os times que podem ter vida mais fácil ou mais trabalho no Mundial.
Para começar, o Brasil. O time de Bernardinho está no Grupo B, e estreia contra a Túnisia. Depois encara Espanha e Cuba. A seleção é a atual bicampeã mundial e a favorita, segundo a própria FIVB, que afirma em seu site: “Muitos nomes mudaram desde a vitória em 2006, mas o Brasil segue como o time a ser batido”. Vamos ver os jogos:
Tunísia: é o time mais fraco da chave e não deve dar trabalho. Bom para começar o torneio e acabar com o nervosismo da estreia.
Espanha: já é um adversário forte, tem título europeu no currículo e pode complicar. Sempre foi um time que jogou bem na velocidade e com ótimos atacantes. Vale ficar de olho para saber o quanto eles irão evoluir até o Mundial.
Cuba: será o último rival da primeira chave e promete ser o mais complicado. Cuba está reconstruindo seu time e ainda deve crescer até o torneio na Itália. Se o jovem atacante Leon, hoje com 16 anos, já é uma potência no saque e na rede, imagine com um ano a mais de experiência?
Os outros
Já nos outros grupos, quem se deu bem foram italianos e russos. Os norte-americanos também devem passar com facilidade para a segunda fase. Seguem na competição os três melhores de cada grupo. Vamos a divisão das outras equipes, lembrando que o Grupo B é o do Brasil:
Grupo A: Itália, Japão, Egito e Irã. Os italianos estão em crise, depois de terem passado a década de 90 e começo dos anos 2000 no topo do mundo, mas se jogarem o que sabem, conseguem a classificação sem dificuldade, já que os outros times são bem mais frágeis e não devem conseguir uma grande mudança até o ano que vem.
Grupo C: Rússia, Porto Rico, Austrália e Camarões. Por aqui será um passeio dos russos, com seus gigantes e suas bolas pesadas no ataque. Assim como no grupo A, as demais equipes são fracas e não devem mudar em tão pouco tempo.
Grupo D: Estados Unidos, Argentina, Venezuela e México. Se os Estados Unidos contarem com seus veteranos ou arrumarem o novo time até lá, têm todas as chances de se destacar. Por enquanto, pelo que mostrou nos amistosos contra o Brasil e na Norceca, ainda não conseguiu se entender com a renovação… Já Argentina e Venezuela são adversários chatos, que jogam na marra e podem surpreender. O México tem as menores chances.
Grupo E: Bulgária, China, França e República Checa. Aqui a coisa começa a complicar. Se o torneio fosse hoje, Bulgária sairia na frente pelo potencial no saque e no ataque. É um time muito forte com estrelas como Kaziyski, Nikolov e Ivanov que devem continuar na equipe até o Mundial. Já a França deu trabalho para o Brasil em Liga Mundial, mas estava instável nos últimos tempos. Ainda assim, esses dois devem ser os destaques.
Grupo F: Sérvia, Polônia, Alemanha e Canadá. Esse é o grupo da morte. O Canadá já teve um time bom que deu algum trabalho ao Brasil em Copa América, mas agora deve ficar para trás. Os alemães estão melhores, mas ainda precisam evoluir. A disputa que promete é entre Sérvia e Polônia. Os sérvios têm ótimos jogadores com média de 25 anos como Bjelica, Janic e Starovic. Todos se destacaram nas últimas Ligas Mundiais ou no Campeonato Italiano. Além disso, pode contar com o veterano Milijkovic, excelente oposto. Os poloneses são os atuais campeões europeus e só cresceram nas últimas temporadas. A briga será boa!
E para você? O Brasil caiu em grupo complicado? E os outros times? Quem levou vantagem no sorteio? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Campeonato Mundial, seleção masculina, vôlei
19/08/2009 - 10:13
Seleção feminina de vôlei estreou nesta madrugada nas finais do Grand Prix em um jogo complicadíssimo contra a Rússia. Depois de 1h54 de partida, Brasil venceu por 3 sets a 2 e mostrou que, definitivamente, o trauma de jogar com as russas acabou (veja como foi a partida).
Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a chance de chegar à final na Olimpíada de Atenas. Foi no tie-break contra a Rússia que o Brasil perdeu a final do Campeonato Mundial em 2006. Depois disso, vitória na primeira fase em Pequim e vitória nesta madrugada. Isso é resultado da maturidade de um time. As russas sempre serão adversárias complicadas, mas não são mais um bicho-papão. A seleção deixou de se assustar com a altura do outro lado da quadra e, mesmo com alguns erros, aprendeu a encarar as europeias como qualquer outro time. Forte sim, mas não imbatível.
Vamos deixar tudo isso para trás e olhar para o jogo desta madrugada. Os 24 a 19 de Atenas foram históricos, mas passou. O trauma foi superado! O que ainda precisa melhorar no Brasil é a recepção. As falhas começaram na partida desta quarta-feira no final do primeiro set e se agravaram ao logo do duelo. E contra um time alto, todo mundo sabe o que significa jogar sem passe: bloqueio na cara!
Mas, como na maioria dos jogos desse Grand Prix, o Brasil compensou os erros com reação. E aí está a prova de que todos os confrontos com as russas viraram mesmo história. Agora o Brasil não abaixa mais a cabeça! Depois de muitos altos e baixos, essa equipe cresce na hora da decisão. Já tinha sido assim contra China e Alemanha, por exemplo. Hoje o saque entrou quando precisou e, com isso, o time passou a bloquear. Demorou, mas o fundamento funcionou e ajudou na virada depois de estar com 14 a 12 no placar.
A seleção feminina passou sufoco, mostrou instabilidade no saque e no passe, mas se destacou no final e isso vai dar moral para os próximos jogos das finais do Grand Prix, como disse a levantadora Dani Lins depois da partida em entrevista ao Sportv. E é bom manter a empolgação e o foco já que o adversário da madrugada desta quinta será a China. Mais uma vez, a defesa será testada, mas agora com jogadas de velocidade. Que o bloqueio não demore tanto a aparecer e ajude como no final do jogo de hoje!
E você? Assistiu ao jogo contra a Rússia? O que achou da partida? Brasil tem chance de faturar o título? Deixe seu comentário!
Outros resultados do Grand Prix
Holanda 3 x 2 China (18/25, 25/22, 25/22, 24/26 e 15/13)
Japão 1 x 3 Alemanha (21/25, 25/16, 17/25 e 22/25)
Jogos do Brasil no Grand Prix (horário de Brasília)
Brasil x China – 20/08 – 3h37
Brasil x Alemanha – 21/08 – 3h37
Brasil x Holanda – 22/08 – 3h37
Brasil x Japão – 23/08 – 7h07
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Atenas, Campeonato Mundial, Dani Lins, Grand Prix, Rússia, seleção feminina, Sheilla, vôlei, Zé Roberto Guimarães
16/02/2009 - 14:42
Ele tá tinha falado em seu blog que queria voltar. Agora deu uma entrevista ao Esporte Espetacular, da TV Globo, e reafirmou o desejo. Mas a pergunta é: quando teremos Giba mais uma vez jogando no Brasil? Segundo o próprio jogador, “é só esperar um pouquinho”.
Giba conversa desde o ano passado com o Cimed. O time catarinense, um dos melhores desta Superliga, afirmou na semana passada que estava em busca de três patrocinadores para injetar R$ 1,8 milhão no orçamento para bancar o atacante. Se ele vier mesmo, será um bom negócio para o time, para o jogador, para Bruninho e para a torcida.
Vamos por partes. Bom para o time é óbvio, afinal, Giba é excelente jogador e está em uma ótima fase. Bom para o jogador, que vai sair do frio, o que tem feito ele reclamar bastante ultimamente. Bom para Bruninho, que terá ao seu lado o homem de segurança da seleção e vai poder se entrosar perfeitamente como ele para as partidas com a camisa verde e amarela. Bom para torcida, que vai ter mais um olímpico ali, bem ao seu lado. Todos ficarão felizes se esse “pouquinho” que Giba disse que falta para acertar a sua volta passar rápido.
Já sobre a seleção, o atacante é mais cauteloso e tem toda a razão em ser assim. Ele não é mais um menino e idade pesa para manter o corpo em forma, sem lesões e aguentar o ritmo puxado do alto nível. Giba fala que quer disputar pelo menos o Mundial de 2010 e depois vai pensar na Olimpíada de Londres. Correto! Um passo de cada vez. Se ele ainda estiver em forma em 2012, terá o seu lugar no time de Bernardinho.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Mais Europa, seleção masculina
Tags: Campeonato Mundial, Cimed, Giba, Olimpíada, seleção masculina
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