Despedida do Campeonato Mundial
O Campeonato Mundial de vôlei acabou no domingo, mas rendeu matérias para o iG até hoje! Foram semanas de trabalho, relato de jogos, mas que pelo menos eu pude escrever: Brasil é tricampeão mundial. Estava esperando por isso, para cobrir, mesmo que de longe, um grande título desde a Olimpíada de Pequim! O blog teve muitos comentários e elogios (obrigada!!!) e, para me despedir da cobertura, relato algumas cenas da entrevista coletiva na volta dos jogadores ao Brasil, nesta terça-feira.
Clima tenso
Apesar da alegria e da medalha pendurada no peito, o clima pesou quando o assunto “derrota para a Bulgária” entrou em cena. Mas não tinha como esquecer… Mario Jr, depois do título, confirmou que o Brasil entregou aquele jogo. Na coletiva, Giba se mostrou indignado com a imprensa e voltou ao discurso de que apenas foram poupados jogadores e disse: “Desculpa, mas é muito difícil vencer com Théo levantando”. Depois, o líbero falou que usou mal as palavras (veja a reportagem completa).
Eu me pergunto: era necessário tudo isso? Se era o melhor no momento e o regulamento permitia, por que não assumir o que vimos logo de uma vez? Já debatemos isso por aqui, mas essa história parece que vai marcar esse Mundial…
Os filhos de Giba
Para quebrar a tensão do capitão, só mesmo a presença de seus filhos Nicoll e Patrick. O menino acompanhou parte da coletiva no colo do pai e protagonizou a cena mais engraçada do dia. Depois de algumas perguntas, ele se cansou, levantou e correu para onde estava a mãe, Cristina Pirv. No meio do caminho, levou um tombo. A reação foi imediata. “Ih, cai!”, disse o pequeno, arrancando risos de todos, até de seu pai, que estava no meio de uma resposta.
Depois, foi a vez de Nicoll ir para o colo de Giba. Eu me aproximei para fazer algumas perguntas e a menina estava com cara fechada, reclamando. Ela dizia: “Ah, papai, quando você vai tirar. Fica feio”, enquanto puxava os fios do bigode a la mexicano do jogador. Giba me olhou e explicou: “É, ela não gosta de mim assim”.
Festa de Ari Graça
O presidente da CBV foi um personagem à parte. Era quem decidia quem iria responder quando a pergunta dos jornalistas não era direcionada a um atleta específico. Eu escolher Murilo, passou o microfone ao ponteiro e logo depois o pegou de volta, dizendo: “Deixa eu apresentar melhor: esse é o melhor jogador do mundo!”. Murilo, é claro, ficou muito vermelho de vergonha.
Ele só ficou mais vermelho quando uma repórter, com o microfone da Brahma, lembrou da comemoração dos jogadores dando tapinhas uns nos bumbuns dos outros e perguntou: “Murilo, um tapinha não dói?”. Mas isso até me ajudou, já que conversei com o ponteiro na sequência e rendeu um ótimo bate-papo e uma entrevista para o iG (veja a entrevista com Murilo).
Superação e união
Esse foi o tom da coletiva. Todos os jogadores lembraram da superação e de como o time se uniu nesse Mundial, desde as lesões até as críticas e os problemas na Itália, como dificuldade em achar um lugar para treinar ou até em conseguir a mesma comida das outras seleções (veja a reportagem completa). Também fiquei com esse sentimento. Foi um título de superação e agora, é só comemorar!
P.s.: Agora tenho uns dias de descanso e logo começo a preparação para o Mundial feminino. Volto na semana que vem. Até!
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