Bulgária | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010 Seleção masculina | 14:27

Despedida do Campeonato Mundial

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O Campeonato Mundial de vôlei acabou no domingo, mas rendeu matérias para o iG até hoje! Foram semanas de trabalho, relato de jogos, mas que pelo menos eu pude escrever: Brasil é tricampeão mundial. Estava esperando por isso, para cobrir, mesmo que de longe, um grande título desde a Olimpíada de Pequim! O blog teve muitos comentários e elogios (obrigada!!!) e, para me despedir da cobertura, relato algumas cenas da entrevista coletiva na volta dos jogadores ao Brasil, nesta terça-feira.

Clima tenso
Apesar da alegria e da medalha pendurada no peito, o clima pesou quando o assunto “derrota para a Bulgária” entrou em cena. Mas não tinha como esquecer… Mario Jr, depois do título, confirmou que o Brasil entregou aquele jogo. Na coletiva, Giba se mostrou indignado com a imprensa e voltou ao discurso de que apenas foram poupados jogadores e disse: “Desculpa, mas é muito difícil vencer com Théo levantando”. Depois, o líbero falou que usou mal as palavras (veja a reportagem completa).

Eu me pergunto: era necessário tudo isso? Se era o melhor no momento e o regulamento permitia, por que não assumir o que vimos logo de uma vez? Já debatemos isso por aqui, mas essa história parece que vai marcar esse Mundial…

Filho de Giba "invade" a foto da seleção com o troféu do Mundial

Filho de Giba "invade" a foto da seleção

Os filhos de Giba
Para quebrar a tensão do capitão, só mesmo a presença de seus filhos Nicoll e Patrick. O menino acompanhou parte da coletiva no colo do pai e protagonizou a cena mais engraçada do dia. Depois de algumas perguntas, ele se cansou, levantou e correu para onde estava a mãe, Cristina Pirv. No meio do caminho, levou um tombo. A reação foi imediata. “Ih, cai!”, disse o pequeno, arrancando risos de todos, até de seu pai, que estava no meio de uma resposta.

Depois, foi a vez de Nicoll ir para o colo de Giba. Eu me aproximei para fazer algumas perguntas e a menina estava com cara fechada, reclamando. Ela dizia: “Ah, papai, quando você vai tirar. Fica feio”, enquanto puxava os fios do bigode a la mexicano do jogador. Giba me olhou e explicou: “É, ela não gosta de mim assim”.

Festa de Ari Graça
O presidente da CBV foi um personagem à parte. Era quem decidia quem iria responder quando a pergunta dos jornalistas não era direcionada a um atleta específico. Eu escolher Murilo, passou o microfone ao ponteiro e logo depois o pegou de volta, dizendo: “Deixa eu apresentar melhor: esse é o melhor jogador do mundo!”. Murilo, é claro, ficou muito vermelho de vergonha.

Ele só ficou mais vermelho quando uma repórter, com o microfone da Brahma, lembrou da comemoração dos jogadores dando tapinhas uns nos bumbuns dos outros e perguntou: “Murilo, um tapinha não dói?”. Mas isso até me ajudou, já que conversei com o ponteiro na sequência e rendeu um ótimo bate-papo e uma entrevista para o iG (veja a entrevista com Murilo).

Superação e união
Esse foi o tom da coletiva. Todos os jogadores lembraram da superação e de como o time se uniu nesse Mundial, desde as lesões até as críticas e os problemas na Itália, como dificuldade em achar um lugar para treinar ou até em conseguir a mesma comida das outras seleções (veja a reportagem completa). Também fiquei com esse sentimento. Foi um título de superação e agora, é só comemorar!

P.s.: Agora tenho uns dias de descanso e logo começo a preparação para o Mundial feminino. Volto na semana que vem. Até!

Notas relacionadas:

  1. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
  2. Passeio brasileiro na Liga Mundial
  3. Castigo de Bernardinho na despedida para o Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

sábado, 2 de outubro de 2010 Seleção masculina | 18:26

Brasil x Bulgária foi a decepção do Mundial

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*atualizado dia 4/10, às 12h17

Finalmente acabou Brasil x Bulgária pelo Campeonato Mundial masculino. O duelo valia a liderança do grupo, mas foi um jogo duro de assistir, de baixíssimo nível e com os dois times lutando para perder. Para mim, uma palavra resume essa partida: decepção!

A fórmula do campeonato beneficiava a Itália, que avança sem pegar nenhum grande time, e permite que se faça contas e se perca para cair em grupos mais simples. Rússia jogou para perder da Espanha para cair no grupo mais simples e fugir da seleção. Isso é direito e estratégia de cada um, mesmo que eu considere isso uma atitude contra o esporte.

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Théo foi o levantador na partida contra a Bulgária

Mas o que me incomodou, e muito, foi como as coisas se desenrolaram em quadra para Brasil x Bulgária nesta tarde. A seleção poupou alguns de seus titulares, e Bernardinho deixou Murilo,que sentiu a panturrilha contra Cuba, Bruno, que teve febre durante a noite e sofre com o começo de uma gripe, e Lucão na reserva. Até aí, tudo bem. O técnico tem direito de montar o seu time e já pensar na próxima fase.

Sabemos da dificuldade em se jogar um torneio desgastante como o Mundial com apenas um levantador e não teria sentido forçar Bruno em um jogo como esse e correr o risco de ficar sem alguém para armar as jogadas no momento decisivo. O mesmo vale para Murilo. E já que Théo seria o segundo levantador, melhor testá-lo em um jogo mais simples no que colocá-lo na “fogueira”.  Do outro lado, também pensando no futuro, a Bulgária tinha todo o direito de ir para quadra com reservas… Mas a atuação dos jogadores, principalmente dos brasileiros, não tem justificativa!

Desde a primeira bola, todos estavam completamente apáticos, sem vontade ou vibração. Théo fez o que podia e, como não tem prática como levantador, usou bolas altas e lentas. Apesar do jogo feio e pouco eficiente, ele está perdoado porque pelo menos tentou. Mas e o resto do time? O Brasil levou nove aces e o fundo não funcionou em nenhum momento. Foram inúmeras falhas na recepção e na defesa. E isso não é problema do levantador. É falta de concentração e até de interesse na partida. Parecia que os jogadores estavam pensando: “para que vou me esforçar e correr para recuperar as bolas se não vale nada mesmo?” E nem assim Bernadinho mexeu e colocou outros reservas que poderiam salvar a partida, como João Paulo Bravo, especialista no fundo. Mais uma vez, decepção total. A torcida, que lotou o ginásio, vaiou e protestou, com toda a razão.

E depois da partida, Bernardinho e Giba, em entrevista ao Sportv, tentaram justificar, dizendo que a falta de respeito foi da Bulgária, ao escalar apenas um titular. Mas pelos menos os europeus soltaram o braço e não jogaram mais porque não são excelentes jogadores. Eles erraram demais, deram quase 10 pontos por set, mas tentaram fazer alguma coisa. Fiquei com a sensação de que o Brasil nem tentar tentou…

Como muitos comentaram por aqui, isso pode ter sido um protesto da seleção. Sim, o regulamento foi muito mal formulado. E, como disse, é um direito jogar de acordo com as regras e escalar quem quiser. Mas se foi um protesto, assuma essa posição e não tente se defender das críticas dizendo que a Bulgária foi a culpada. Depois, nos treinos em Roma, os brasileiros mudaram o discurso.

“A gente sabe que ficou ridículo. Mas fizemos porque o sistema de disputa permite. É um absurdo ver que o segundo tem tudo de melhor em comparação com o primeiro. Pode ter sido errado, mas é a forma mais simples de ser campeão. Todos têm direito de criticar. Foi a estratégia que escolhemos e achamos melhor”, disse Rodrigão ao jornal Lance!.

O protesto deu certo e a terceira fase será equilibrada, com Itália tendo que passar pela França e Estados Unidos para chegar às semifinais. Entretanto, ainda assim, eu fiquei incomodada.

No final, a seleção acabou na chave mais simples. Agora eles vão direto para Roma, evitam uma viagem a mais para Florença e encaram República Tcheca e Alemanha. O Brasil se valeu do regulamento, perdeu e se classificou, mas sem fazer nada de bonito. Não seria muito melhor, ao menos, jogar com garra, mesmo com os poupados, para chegar mais forte à próxima etapa?

Acho que o melhor que temos a fazer é  esquecer essa partida! Vou continuar na torcida pelo Brasil. Que os regulamentos das próximas competições sejam mais bem elaborados. E que essa apatia de hoje não contamine o Brasil. O alívio é que tudo isso acabou. Agora não tem essa de perder para cair um grupo mais simples. Tem que vencer e vencer para chegar à semifinal. Quero ver o campeonato começar para valer, na bola!

Notas relacionadas:

  1. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
  2. Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo
  3. “Grupo da morte” do Brasil e palpites para o Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 1 de outubro de 2010 Seleção masculina | 15:06

Dá pra escolher adversário no meio do Mundial?

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Estamos no meio da segunda fase do Campeonato Mundial masculino de vôlei e, com o Brasil já classificado para a próxima etapa,  todo mundo está fazendo contas para ver os possíveis rivais da seleção. Mas em um torneio como esse, o mais importante depois da Olimpíada, dá para ficar escolhendo rival?

Eu, que confesso ser péssima nessas matemáticas, acho que não. Time campeão tem que vencer quem tiver pela frente e, se der a sorte de cair em um grupo mais simples, melhor! E o Brasil tem potencial e está em uma crescente no torneio para fazer esse papel.

Depois da vitória sobre a Polônia, já começaram os comentários de que seria melhor perder para Bulgária no jogo deste sábado para fugir, por exemplo, de Russia e Cuba na próxima fase. Pronto,  acabou a preocupação. A Espanha bateu a Rússia e, agora, deve ficar em primeiro do grupo e encarar o vencedor de Brasil e Bulgária. Mas eu tenho uma pergunta: alguém viu essa derrota da Rússia? Porque eu fiquei abismada quando vi o placar, já que os russos são muito mais time que os espanhois. Será que eles “entregaram” para fugir do Brasil? Isso parece mais um jogo de estratégia…

Acho que o Brasil até pode poupar alguns jogadores contra a Bulgária, mas não por pensar em quem serão os adversários, mas visando a condição dos jogadores. Murilo já sentiu dores na panturilha, por exemplo, e poderia ficar no banco para se recuperar e entrar “zerado” contra quem for na próxima fase. Foi o que disse Bruninho, em reportagem desta sexta-feira do jornal Lance!. “Se tivermos classificados, temos que pensar à frente para descansar. Vamos decidir dentro do grupo. Não é entregar”, afirmou o levantador.

Matemática à parte, vamos esperar que Brasil x Bulgária seja um belo jogo, já que tantos brasileiros quanto europeus dominaram a Polônia mostrando armas parecidas: saque eficiente e bloqueio pesado. Até lá!

Notas relacionadas:

  1. Quatro vagas para as finais da Liga Mundial
  2. A vitória que vale a classificação na Liga Mundial
  3. “Grupo da morte” do Brasil e palpites para o Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 29 de setembro de 2010 Seleção masculina | 13:22

“Grupo da morte” do Brasil e palpites para o Mundial

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A seleção masculina estreia nesta quinta-feira na segunda fase do Campeonato Mundial e já ouvi muita gente comentar que o time está no “grupo da morte”, ao lado de Polônia e Bulgária. Será mesmo que o futuro do Brasil no torneio é tão preocupante?

Alguns leitores daqui do blog disseram que não e eu concordo com eles. Polônia e Bulgária são bons times e têm suas qualidades.  A Polônia tem o ponteiro Kurek, excelente atacante, e a experiência do levantador Zagumny. A Bulgária, apesar de duas derrotas na primeira fase e da classificação no sufoco, com ajuda da vitória da França sobre a Cihna, é um time de força no ataque e no saque e uma parede no bloqueio e tem Kaziyski e Vladimir Nikolov nas pontas, soltando o braço e também usando a categoria. A primeira é a atual campeã europeia e a segunda, foi bronze no Mundial de 2006.

Qual a vantagem para o Brasil nessa história? O time de Bernardinho está mais do que acostumado aos adversários! Jogou vários amistosos contra a Polônia no ano, venceu a maioria com facilidade e perdeu apenas um. Encarou a Bulgária cinco vezes (quatro na Liga e um amistoso) e venceu todos. E o time que estava em quadra era o mesmo que jogará o Mundial, a exceção é o levantador Marlon, ainda fora do torneio com inflamação no intestino.

Se fosse o primeiro confronto do ano, eu estaria mais preocupada. Mas a seleção já viu, pela Liga Mundial, que não adianta nada medir forças contra a Bulgária, por exemplo. Eles são mais potentes no ataque e a chave é jogar com um saque que encaixe e acreditando no nosso bloqueio e contra-ataque. Apesar da derrota para Cuba, o fundo do Brasil melhorou em relação aos primeiros jogos. E Murilo, que saiu com cãibras, já disse estar bem. O time sabe o que deve fazer em quadra.

Sei que, se o Brasil conhece os rivais, eles conhecem a seleção, mas acho que as chances de classificação são boas. Os jogos serão complicados e agora é esperar que o saque seja bem feito, sem tantos erros, e que as finalizações se encaixem. Além disso, Bruno, que está indo muito bem, tem que aguentar a pressão de ser o único levantador. E também será bom contar com Vissotto como no terceiro set contra Cuba, mais confiante e bloqueando e soltando o braço. Ele está caminhando, mas ainda não é o oposto que queremos…

Quem segue no Mundial?
Com os grupos da segunda fase nas mãos, vamos dar nossos palpites? Abaixo estão as chaves dessa etapa e os meus chutes. O espaço dos comentários, claro, é todo de vocês!

Grupo G: Alemanha, Porto Rico e Itália
Itália, que já havia caído em um grupo simples na primeira fase, ao lado e Egito, Japão e Irã, deve se dar bem mais uma vez. O melhor jogo será entre eles e os alemães, que venceram o Brasil em amistosos antes do Mundial, mas se classificaram apenas em terceiro, com derrotas para Polônia e Sérvia. Porto Rico deve cair

Grupo H: Sérvia, México e Cuba
Cuba e Sérvia saem na frente. Os cubanos ganharam crédito depois do jogo contra o Brasil porque além de atacar e sacar muito bem, eles souberam defender. Os sérvios foram surpreendidos pelo Canadá na primeira fase, ainda forçam o jogo em cima de Milijkovic, mas podem crescer. México deve sobrar.

Grupo I: Rússia, Espanha e Egito
Vantagem para a Rússia, que teve vida fácil na primeira fase e deve ter jogos simples mais uma vez. É bem mais time que Espanha e Egito. Para a outra vaga eu aposto na Espanha. É uma equipe que ataca na velocidade, mas erra quando pressionada. Será que o Egito surpreende? Acho que não…

Grupo L: República Tcheca, Estados Unidos e Camarões
Apesar de toda a festa e emoção da inédita classificação de Camarões, acho que eles ficam nessa fase. Os Estados Unidos não são os fortes campeões olímpicos, mas avançam ao lado dos tchecos.

Grupo M: França, Argentina e Japão
França chega na frente, mas teve trabalho para vencer Bulgária e República Tcheca na primeira fase. Já a Argentina, apesar de ter roubado um set contra os Estados Unidos, ainda é um time em formação. Vai brigar pela segunda vaga com o Japão e não tenho certeza sobre quem avança (quem viu o Japão na primeira fase pode ajudar?)

Grupo N: Polônia, Bulgária e Brasil
Já falamos do grupo e aposto em Brasil em primeiro e Polônia em segundo, pelo embalo depois das vitórias na primeira fase. Mas a briga promete ser boa.

Agora é com vocês! O que esperam da segunda fase do Mundial? Deixem seus palpites e a gente se fala depois do jogo do Brasil. Até!

Notas relacionadas:

  1. Quatro vagas para as finais da Liga Mundial
  2. Brasil estreia na Liga Mundial com pior jogo do grupo
  3. Noite para o Brasil fazer história na Liga Mundial
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sexta-feira, 9 de julho de 2010 Seleção masculina | 14:59

Brasil fecha primeira fase com vitória no tie-break

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*atualizado dia 10/07, às 11h20

Acabou a primeira fase da Liga Mundial para o Brasil. O time de Bernardinho venceu a Bulgária por 3 sets a 2 fora de casa e encerrou a etapa com apenas uma derrota, para a Holanda. O jogo começou bom, com o Brasil variando os ataques com Marlon no levantamento. Depois, a Bulgária encaixou o saque e o ataque, a recepção brasileira aceitou e o time perdeu a concentração e dois sets. Fechou apenas no tie-break.

Coincidência ou não, o Brasil se recuperou jogo no momento que Vissotto voltou a bloquear. A partir daí, a equipe recuperou a atenção necessária para as jogadas. O oposto, mais uma vez, foi o maior pontuador, com 21 bolas no chão. Ele resumiu bem o jogo. “Todos os sets eles estiveram na frente, porque acabamos tendo alguns momentos de desconcentracão. Era para termos vencido por 3 a 0″, disse ao site da CBV.

Sim, depois do primeiro set, parecia mesmo um 3 a 0. Mas, apesar dos deslizes, valeu ver o Brasil lutando até o fim em um jogo que não valia mais nada, já que a equipe já estava classificada para as finais e na liderança do grupo. E do outro lado, a Bulgária estava com tudo porque uma vitória poderia colocar o time na fase decisiva.

Além disso, como bem comentou Edgar após a partida por aqui, a seleção se mostrou um conjunto coeso. Não teve o cara do jogo, mas cada um que havia falhado antes vez o seu papel e ajudou a reerguer o time. Também gostei da variação de jogadas de Marlon e de Giba, que não está em seu melhor, mas é importante para o time pela experiência e confiança que passa. E como também escreveram por aqui, eu queria ver o Sandro em ação mais vezes. Ele realmente entrou bem no começo da Liga Mundial, mas não foi mais relacionado por Bernardinho…

Agora é se acertar para chegar forte à fase final, na Argentina, a partir do dia 21 de julho. A seleção descansa no Brasil e, depois, segue para Córdoba. Eu acredito nessa seleção… E vocês? Deixem seus comentários!

P.s.: bem legais os comentários dos jogos, galera. Sempre que consigo, tento incluir alguns deles no post. O que acham disso? Bom, o blog ficou em boas mãos nessa correria com a Copa do Mundo aqui na redação! Obrigada!

Notas relacionadas:

  1. Brasil vence a primeira final na Copa dos Campeões
  2. A primeira vitória na madrugada
  3. Vissotto é o cara da vitória da classificação do Brasil
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quinta-feira, 8 de julho de 2010 Seleção masculina | 16:53

Vissotto é o cara da vitória da classificação do Brasil

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O Brasil venceu a Bulgária fora de casa por 3 sets a 1 (25/22, 25/23, 23/25 e 26/24) nesta sexta-feira e garantiu a vaga na fase final da Liga Mundial. Foi um jogo de alto nível, com belos ataques, saques eficientes e bloqueios “caixotes”. E dessa vez quem merece o destaque é Leandro Vissotto.

Com 2,12m, ele era o cara de segurança para vencer o pesado bloqueio búlgaro e desempenhou muito bem o seu papel. Acho que o foi o melhor jogo dele na Liga Mundial. Vissotto marcou 28 pontos na partida e estava seguro no ataque, mas também cresceu nos outros fundamentos, principalmente no saque.

Como o leitor Emmanuel comentou no post anterior, o saque do Brasil ainda está inconstante. Quando era apenas uma torcedora, chamava isso de “saque descartável”, ou seja, acerta o primeiro e erra o segundo. E isso, como comentou Emmanuel, está acontecendo com frequência na seleção. Os jogadores insistem em forçar e erram muito. Hoje foram 18 erros no total.

Vissotto optou por um saque mais seguro. Trocou a força pelo serviço tático e prejudicou bastante a recepção da Bulgária. No começo do quarto set, o Brasil perdia por 6 a 2 e empatou em 6 a 6 na passagem do oposto pelo serviço. Foi o que quis dizer no último post, com além de usar a inteligência no ataque para não levar bloqueio no rosto, é bom usá-la no saque. Encaixar o serviço pode ser muito mais valioso do que arriscar tudo na pancada. Vale deixar o jogo acontecer e contar, por exemplo, com o bloqueio para segurar o ataque. Para seguir com os números, Vissotto sacou 17 vezes e errou duas.

O oposto brasileiro também atuou bem no bloqueio. Ele marcou seis pontos no fundamento, com direito muita vibração depois de fechar a porta para Kaziyski, seu companheiro de Trentino. Enfim, foi o Leandro Vissotto que todos esperavam! Pelo menos foi o que eu esperava, já que comentei outras vezes por aqui que o achava inseguro em alguns momentos e sabia, pelo que fez no Italiano e na Liga dos Campeões, que era melhor do que aquilo.

O Brasil joga mais uma vez contra a Bulgária neste sábado, ao meio-dia, e pode até perder que já está na fase final porque acabaria essa etapa com uma vitória a mais que os búlgaros. Ainda assim, acredito em mais um belo jogo. E vocês? O que acharam da partida? Deixe seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. A uma vitória da classificação
  2. Brasil relaxou com a classificação na Liga Mundial?
  3. A vitória que vale a classificação na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

quarta-feira, 7 de julho de 2010 Seleção masculina | 12:46

A vitória que vale a classificação na Liga Mundial

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A seleção brasileira masculina pode assegurar a vaga na fase final da Liga Mundial nesta quinta-feira. Para isso, é preciso vencer a Bulgária fora de casa. E agora, o que deve ser feito no time para segurar a liderança e garantir logo o passaporte para os jogos na Argentina? Vamos a alguns palpites…

Concentração
O Brasil chega à Bulgária com duas vitórias sobre a Coreia do Sul, mas com alguns problemas. Pedi ajuda para Thiago Alves para entender o aconteceu com a seleção para perder uma parcial em cada jogo. “O time vacilou porque nos dois dias estávamos vencendo o 3º set e, no final, acabamos entregando nos nossos próprios erros. Se não me engano, no sábado os dois últimos pontos foram dois aces que ficamos naquela dúvida se ia dentro ou fora”, disse.

Isso pode ser falta de concentração, afinal, o Brasil se perdeu com os próprios erros. Contra a Bulgária, é fundamental ter atenção a todos os detalhes já que, do outro lado da quadra, estarão jogadores experientes, bons no ataque e que também sonham com a vaga na fase final.

Saque x recepção
Como vimos no primeiro final de semana da Liga Mundial, o jogo da Bulgária é baseado em saque forçado. Eles sacam pesado o tempo todo e a nossa recepção precisa estar ligada para, mesmo assim, conseguir passar bem as bolas para não cairmos nas jogadas mais lentas.

Inteligência no ataque
E chegamos a outro ponto observado por Bernardinho depois dos primeiros jogos. Para vencer a Bulgária, é preciso atacar com inteligência. Não adianta soltar o braço contra o bloqueio deles, que é muito bem armado. Tem que explorar no caso das bolas mais altas e acelerar quando possível. Foi assim que Murilo se destacou no começo da Liga Mundial, e passou pelo bloqueio mesmo com 1,90m. E aqui é bom contar com Leandro Vissotto em uma crescente, afinal, será para ele a bola mais complicada, para bater por cima do bloqueio triplo.

Vale também inteligência no saque. Às vezes, o serviço forçado é ótimo, mas também é possível sacar flutuante para atrasar a jogada e tirar, por exemplo, Kaziyski do ataque. E essa variação no serviço é uma das qualidades do Brasil, que tem jogadores como Lucão, especialista na pancada, e Rodrigão, bem no flutuante.

E você? O que acha que o Brasil precisa fazer para vencer a Bulgária e assegurar a vaga na fase final? Dê o seu palpite!

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
  2. Murilo comanda vitória na estreia na Liga Mundial
  3. Virada para acordar na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

sábado, 5 de junho de 2010 Seleção masculina | 13:34

Sufoco e virada contra a Bulgária no 2º jogo

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Brasil venceu mais uma vez a Bulgária na Liga Mundial, em Uberlândia. Mas nesta manhã a partida foi mais complicada e a seleção só acabou o jogo nos 3 sets a 2. Pelo menos o time de Bernardinho fez a sua parte: passou pela ansiedade da estreia e cumpriu o objetivo de vencer as duas em casa para não colocar em risco a classificação para a fase final.

Murilo passa pelo bloqueio búlgaro - Divulgação

Murilo passa pelo bloqueio búlgaro - Divulgação

Foi um jogo duro neste domingo porque a Bulgária voltou a bloquear bem, como no começo da partida de ontem e os nossos atacantes tiveram dificuldades. Mesmo com 2,12m, Vissotto melhorou em relação a estreia, mas ainda não mostrou a segurança que um oposto deve ter. Por outro lado, mais uma vez um belo jogo de Murilo (foi o maior pontuador com 18 bolas no chão) e uma boa estreia de Giba. Os dois têm, na minha opinião, características semelhantes e sabem atacar sem usar a força apenas, mas sim explorando o bloqueio e a velocidade de braço. Por isso são destaques contra um bloqueio pesado. Eles estão muito bem com as bolas rápidas de Bruninho.

E de novo o saque foi um ponto positivo do Brasil. Mais um fundamento de destaque para Murilo, que deu trabalho à recepção búlgara em quase todas as suas passagens pelo fundamento. No total, o Brasil fez 7 aces contra 3 dos europeus. E é assim mesmo que se deve jogar contra um time como a Bulgária. Se aliviar e colocar a bola em jogo, eles vão usar e abusar dos fortes atacantes. Pelo menos hoje Kaziyski não estava em seu melhor dia (ele só fez 10 pontos na partida).  Para ajudar, a Bulgária também errou mais. Foram 34 pontos dados de graça, 10 a mais que os erros do Brasil.

O susto da partida ficou por conta do entorse no tornozelo de Lucão. Ele saiu da partida, fez gelo no banco e espero que não seja nada grave. O lado bom foi a entrada de Rodrigão, que como comentaram por aqui, qeu deu ânimo novo ao time. Falando nisso, as inversões de 5-1 hoje foram melhores que na estreia. Gostei de ver Sandro e Wallace em quadra. E Thiago Alves também entrou no final para fazer o que sabe: sacar. Acertou a mão no tie-break e ajudou na vitória brasileira. No ataque, melhor mesmo ficar com Giba e Murilo.

Para o primeiro final de semana, o Brasil foi bem. Alguns ainda precisam de mais ritmo e devem melhorar, como Vissotto. Mas a missão foi cumprida e batemos a Bulgária, que era o rival mais temido dessa fase. Agora, rumo a Brasília para as partidas contra a Holanda (eu sigo por aqui, na correria da Copa do Mundo e contando com os comentários de vocês!).

E aí, gostaram dos primeiros jogos da Liga Mundial? O que esperam das partidas contra a Holanda? Deixem seu comentários!

Notas relacionadas:

  1. Brasil demora, mas embala contra a Venezuela
  2. Brasil vence Polônia em seu melhor jogo
  3. Brasil estreia na Liga Mundial com pior jogo do grupo
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 4 de junho de 2010 Seleção masculina | 12:22

Murilo comanda vitória na estreia na Liga Mundial

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O Brasil estreou com vitória sobre a Bulgária na Liga Mundial. Como era esperado, os búlgaros vieram para o jogo com fortes ataques de Matey Kaziyski, um dos melhores atacantes do mundo, e um serviço pesado. Além disso, eles armaram uma muralha no bloqueio. O Brasil sofreu no começo, mas entrou no jogo quando mudou o seu ataque e fechou em 3 sets a 1 (leia mais sobre a partida).

“Os búlgaros são fortes no serviço e no bloqueio e nós começamos o jogo tentando encarar o forte bloqueio deles. Quando atacamos com inteligência, o jogo ficou melhor para a gente”, resumiu Bernardinho na coletiva depois do jogo. Foi exatamente o que Murilo fez. A Bulgária continuou grande no bloqueio, mas ele mostrou que não precisa ter mais de dois metros para bater e pontuar. Não adianta querer atacar para baixo! O ponta encaixou bem as jogadas, explorou a parede europeia e comandou o time brasileiro. Foi o cara do jogo.

Além disso, o Brasil também usou uma arma dos rivais: o saque. O serviço brasileiro entrou forte com Thiago Alves e Lucão. Cada um fez três aces. Bruno também deixou o seu. Já a Bulgária, apesar da potência, marcou apenas um ponto direto no fundamento. O saque deles ajudou mais o trabalho do bloqueio, já que algumas bolas tiveram que sobrar altas na ponta.

Mas no geral, o Brasil jogou como Brasil e a Bulgária como a Bulgária. Enquanto Murilo atacava com inteligência e Bruninho abusava no meio, Kaziyski e Sokolov, nas bolas mais altas, foram os homens de segurança do outro lado da quadra. Versatilidade brasileira contra o jogo de força búlgaro.

No final, o balanço da estreia é positivo. Bernardinho optou por usar quem já estava entrosado como titular, caso de Bruninho, Thiago Alves e Mario Jr ( no lugar de Serginho, ainda com lombalgia), a antiga base da Cimed. E, como já comentei por aqui, Bruno já aprendeu a jogar com Murilo. Em quadra, os jogadores estavam ainda um pouco frios, afinal, foi o primeiro jogo da temporada. Mas eles mostraram que sabem identificar o erro e melhorar. Se continuassem atacando e bloqueando pouco como no começo do jogo, teriam perdido.

Amanhã tem mais! Brasil volta a encarar a Bulgária em Uberlândia, às 9h30 (horário de Brasília). E você? O que achou da estreia do Brasil na Liga Mundial?  Deixe seu comentário!

P.S.: Desculpem a demora para colocar o post, galera, mas estou no plantão na redação e já estamos todos em ritmo de Copa do Mundo. Correria total!

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 Seleção feminina, Seleção masculina | 10:48

As primeiras baixas nas seleções brasileiras

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Como disse no post anterior, a dor é uma companhia nada agradável dos atletas de alto nível. E dois deles já foram rendidos por ela nas seleções brasileiras que se preparam para Liga Mundial e Grand Prix: o líbero Serginho e a central Carol Gattaz. Os dois estão sob tratamento e terão que ficar afastados das quadras.

Ander, leitor aqui do blog, me perguntou se o líbero estaria pronto para a estreia do Brasil na Liga Mundial, nos dias 4 a 5 de junho contra a Bulgária, em Uberlândia. Cheguei a apostar na recuperação do jogador, mas ele deve mesmo ficar de fora por causa de uma lombalgia e dar lugar a Mario Junior no fundo de quadra. Na apresentação do Sesi ele mal conseguia andar ou ficar em pé sem ajuda de tanta dor. Pelo visto, nada melhorou nos treinos em Saquarema.

Segundo Bernardinho, Serginho só joga se tiver uma recuperação significativa até lá. Como o problema é antigo, acho que a situação se complicou mesmo para o nosso líbero… Nada contra Mário Junior, mas Serginho será uma baixa importante no time, afinal, é o melhor líbero do mundo e o Brasil estreia no torneio contra o adversário mais complicado da chave. E a Bulgária é um time com ataque pesado e cheio de pancadas, que exige atenção do sistema defensivo.

Já Carol Gattaz também sofre com um problema antigo, que a atrapalha desde o Grand Prix de 2009 e a deixou de fora do primeiro turno da Superliga deste ano pela Unilever. Ela tem uma fascite plantar no pé esquerdo e, para evitar a cirurgia, vai ficar dois meses parada em tratamento.

Bom, vamos ser otimistas. As lesões, pelo menos, foram no começo dos trabalhos com as seleções e os dois terão tempo para chegarem inteiros ao Campeonato Mundial no segundo semestre, a grande competição do ano. Só não sei direito o motivo dessas lesões durarem tanto… Eles passaram parte da Superliga tentando se tratar e não resolveram os problemas. Que agora dê tudo certo!

Notas relacionadas:

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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última