Bruninho | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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terça-feira, 7 de maio de 2013 Seleção masculina | 10:32

Capitão novo e dupla esperada de levantadores na seleção

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*atualizado às 14h27

Galera, as férias foram bem aproveitadas, mas é hora de voltar ao batente. Aos poucos estou me interando as movimentações de mercado e notícias que perdi nesse tempo que fiquei longe do blog. E a semana começou com novidade. Foi divulgada a lista de inscritos do Brasil para a Liga Mundial e, além de alguns nomes novos, uma mudança esperada para o cargo de capitão. Bruninho é o dono da função.

Veja a lista completa de inscritos para a Liga Mundial

Divulgação/CBV

Bruninho - capitão do RJX no título da Superliga e, agora, da seleção brasileira

Giba era o capitão do Brasil até as Olimpíadas de Londres. Na ausência do ponteiro, Murilo ficava com a tarja e era apontado como novo líder desse ciclo até por Bernardinho. Só que ele vai ficar seis meses afastado das quadras depois de uma operação no ombro realizada no final da semana passada. Com isso, a tarja ficou para Bruno.

Relembre os capitães da seleção brasileira

É uma escolha interessante. Ele foi o capitão no Pan de 2011, quando o Brasil atuou com uma seleção B. Também faz a função em seus times. O levantador é a cabeça da equipe por comandar as ações. No caso de Bruno, ele é um jogador com essa característica de liderar, então, é justo aliar uma coisa a outra.

Ainda falando de levantadores, teremos mudança esse ano na posição também. Bruninho segue ali, mas tem a companhia de William, Rapha e Murilo Radke nos inscritos para a Liga Mundial. Só que Rapha faturou o dedo na Itália, fez uma cirurgia e ficará dois meses afastado. Já Radke ainda é inexperiente para a função e deve ser usado em torneios “menores”, como  a Copa Pan-Americana. Dessa vez, passada as confusões e desentendimentos com Bernardinho, William deve ser o outro levantador.

E repito o que já disse por aqui. Acho interessante ter um levantador mais novo e outro mais experiente na seleção. Bruninho já tem o seu espaço, mas faria bem a ele atuar com William, um cara rodado e também bom no que faz. A tentativa de fazer alguma mescla ao trazer Ricardinho de volta não deu certo e ele não rendeu o esperado. Quem sabe agora a nova dupla não se encaixe?

A Liga Mundial começa no dia 7 de junho. Ainda em maio, o Brasil joga a Copa Pan e pode mesclar e usar os mais novos que foram convocados.  Vamos ver o que a seleção nos reserva no primeiro ano do ciclo olímpico até 2016.

Notas relacionadas:

  1. Levantadora nova, time novo
  2. Seleção masculina já tem seu novo galã?
  3. Novidades na seleção e novidades nos times
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

sexta-feira, 12 de abril de 2013 Superliga | 16:27

Investimento x conjunto na final da Superliga masculina

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Final de semana será de decisão da Superliga masculina com RJX x Sada/Cruzeiro na partida que vale o título às 10h deste domingo, no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Será o confronto do time de maior investimento, o carioca, contra a equipe que preserva e aposta no entrosamento do conjunto para manter o título, o elenco mineiro.

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Alexandre Arruda/CBV

Lucão - nome da seleção e destaque do RJX na temporada

O RJX é a equipe dos nomes que estão ou passaram recentemente pela seleção brasileira. Tem Bruninho, Lucão, Dante, Thiago Alves, Théo e Mário Junior. Com isso, já começou a competição como um dos favoritos ao título e, depois de uma série e tanto diante do Vivo/Minas na semifinal, honrou todo o orçamento e chegou à decisão.

Do outro lado, o Sada/Cruzeiro mantém a filosofia que levou o time ao título na temporada 2011/2012. A equipe conta com Wallace, da seleção, ganhou o reforço do cubano Leal e manteve praticamente o mesmo elenco de outros anos. Com isso, tudo mundo está mais do que entrosado e isso ajuda em quadra. William conhece muito bem todos os seus atacantes. E todos os jogadores estão acostumados com os pontos fortes e fracos um dos outros, formando um conjunto e tanto. Seguir com a mesma base ao longo das temporadas foi uma estratégia certeira.

Entretanto, o time do Rio de vale um pouco dessa estratégia. Ao trazer Bruninho, Thiago Alves e Mário Júnior para o lado de Lucão, remontou a base da Cimed que já faturou títulos da Superliga.

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Em quadra, os dois times devem apostar no saque. No RJX, Lucão é dono de serviço potente e está cada vez mais consistente em quadra, forçando, sim, mas seguro do que está fazendo. Riad, outro central, foi bem no fundamento na semifinal. Além disso, com um bom saque, o bloqueio se garante. É um fundamento muito importante para os cariocas e tem feito o seu papel ao longo da Superliga, mais uma vez sob o comando de Lucão.

Alexandre Arruda/CBV

William - capitão e cabeça do Sada/Cruzeiro

Enquanto isso, o Sada tem um trio de sacadores. Acho que Leal é o líder no serviço, e depois aparecem Rogério e Wallace. Os outros mesclam entre força e tática e também dão trabalho. Que diria o Sesi nas semifinais… Esse fundamento foi a chave da vitória por 3 a 0 sem dar chances ao rival no segundo jogo da série, por exemplo.

Mas vejo a diferença aqui na sequência do jogo. Se o RJX conta com bloqueio, o lado mineiro tem volume de jogo e ataque. William não lidera as estatísticas da Superliga a toa e sabe distribuir muito bem as jogadas. Para colaborar, tem mais uma vez Leal para decidir, ao lado de Wallace, Douglas e companhia. Acho que o duelo pode ser uma interessante briga entre um bloqueio pesado e bem posicionado, contra um ataque que costuma resolver.

Investimento x entrosamento, saque forçado, ataque x bloqueio… A final promete e reúne os dois melhores times do ano. E agora, quem leva a melhor? Sada/Cruzeiro fatura o bi na terceira final seguida? Ou o RJX fica com o primeiro ouro na estreia em decisões?

P.s.: estou de férias da redação e, por isso, estou um pouco distante do blog nessa semana. Mas nos vemos na final da Superliga masculina, combinado? Aí sim, depois do título entregue ao campeão, as minhas férias começam de verdade…

Notas relacionadas:

  1. Superliga masculina tem seu primeiro medalhista
  2. Tabela ajuda a esquentar a Superliga masculina
  3. E o RJX está na final da Superliga masculina
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sábado, 23 de março de 2013 Superliga | 13:18

RJX vence Minas em jogão de saques forçados e opostos

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A semifinal da Superliga masculina começou na manhã deste sábado com um jogo e tanto! Em casa, o RJX venceu o Vivo/Minas por 3 sets a 2 (25/23, 21/25, 19/25, 25/22 e 15/13) e saiu na frente da série. E foi uma partida com viradas, saques forçados e um duelo de oposto no final.

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Divulgação/CBV

Lucão virou o jogo no primeiro set

Nas duas partidas entre RJX e Vivo/Minas na fase de classificação, os cariocas venceram sem muitos problemas. Mas o time de Belo Horizonte cresceu muito na fase decisiva e mostrou isso em quadra no Maracanãzinho. No primeiro set, a equipe mineira teve a chance de fechar e levou a virada no primeiro dos itens que chamou a atenção na partida: o saque. Lucão foi para o serviço, acertou umas três bombas seguidas e virou o placar. Ali era Lucão 1 x o Vivo/Minas.

Na segunda parcial, a defesa mineira ajudou. Toda bola largada pelo RJX, caia. Mas estamos em uma semifinal e não é hora de entregar assim, na bobeira. E então veio o outro item que chamou a atenção: o oposto. O theco Filip seguiu ao pé da letra o que sua função pede e foi o homem de segurança. No total, colocou 26 bolas no chão! Além disso, Marcelinho, que faz uma ótima Superliga, contava com os ponteiros Rodrigo Quiroga e Lucarelli virando também. Os visitantes melhoraram e fecharam o placar.

E o Vivo/Minas manteve o ritmo e teve o melhor momento do jogo no terceiro set. A situação era assim: para atacar, bola nas pontas, com Filip ou com os opostos. E no meio, bloqueios de Henrique e Maurício. Foi uma parcial de se tirar o chapéu para a equipe mineira. Ah, eles também usaram a arma do RJX e forçaram bem os saque com Filip e Henrique. No final, acabaram o jogo até com mais pontos no fundamento: 9 a 4 no total. Com isso, venceram e viraram o jogo.

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Aí veio o quarto set e a vez do RJX voltar. O time estava sofrendo com a falta de referência. Bruninho joga muito bem com Lucão depois de tantos anos de parceria. Mas não dá para depender só do meio. Precisava de alguém para fazer o que o Pilip fazia do outro lado. Da Silva ficou com o lugar de Théo e, aos poucos virou esse cara. Ao longo da parcial o jogo seguiu equilibrado, mas os cariocas lideraram com ataques mais abertos. O Minas deu o troco com dois bloqueios, um na entrada e outro na saída. Mas, como Bruninho conseguiu variar mais o ataque, se livrou da marcação e pode voltar a tentar soltar pelo meio. E com Riad nessa posição, o jogo foi para o tie-break.

No set decisivo, o terceiro item que chamou a atenção. Já tinha falado do oposto, mas aqui foi uma verdadeira briga dos jogadores na posição. Marcelinho com Filip de um lado e Bruninho com Da Silva do outro. O RJX ficou boa parte na frente e o Vivo/Minas buscou o empate justamente no erro de Da Silva em 10 a 10. Depois, num erro de saque de Pilip, ponto para os cariocas, que fecharam a partida. Ou seja, o o tie-break começou e terminou nas mãos dos opostos.

Foi um jogo que valeu a pena assistir. Os saques deram o tom da partida, só achei um pouco frustrante depois de tantas defesas e jogadas bem executadas, acabar justamente em um saque na rede, mas acontece… Que lance foi aquela bola recuperada pelo Vivo/Minas no terceiro set, se não me engano, lá do outro lado da quadra. E uma bola de Lucão que, mesmo sem dar a passada, conseguiu cravar. E Lucarelli, personagem da vez no “O nome da Superliga”, colocando passe na mão de Marcelinho e virando no ataque. Enfim, dava para falar um tempão dos dois lados… Ótimo começo de semifinais!

E vocês, o que acharam? Dá para apostar em quem fica com a vaga na final? É só comentar!

Notas relacionadas:

  1. Bloqueio funciona na hora decisiva, e Minas vira na semifinal
  2. Após pancadas de um lado e de outro, Vivo/Minas vai à semi
  3. Lorena volta, e Vôlei Futuro empata em jogo de saques
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quinta-feira, 21 de março de 2013 Superliga | 14:12

Faz bem ou mal ficar um tempo sem jogar na reta final?

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*atualizado às 18h04

Essa semana é de treinos para os times que estão na decisão da Superliga. No masculino, RJX e Vivo/Minas, que se classificaram para a semifinal em dois jogos, esperam até sábado de manhã para começar a série que vale o lugar na decisão. Sada/Cruzeiro x Sesi iniciam as semis na noite de sábado também depois de alguns dias sem jogos. No final, é bom ou ruim demorar tanto para entrar em quadra entre uma partida e outra? Veja opinião de alguns envolvidos nas decisões no vídeo abaixo:

Thiago Alves, do RJX, ainda comentou ao Mundo do Vôlei outro aspecto. Durante a Superliga, os times jogam duas vezes por semana e quase não têm descanso. Agora sobra um tempo para ajustar a equipe, pensar no adversário e entrar em quadra. Mas tem gente que reclama disso…

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Thaísa, central do Sollys/Nestlé, se prepara para mais uma final diante da Unilever. E no feminino, o tempo de espera ainda é maior. Tanto paulistas quanto cariocas conquistaram a vaga na decisão e vão ficar três semanas apenas nos treinos até a partida que vale o título, marcada para o dia 7 de abril, em São Paulo. Para a central, é complicado não apenas manter o ritmo ou controlar a ansiedade neste tempo todo, como comentaram os outros jogadores no primeiro vídeo. Ela lembra que isso pode afetar ainda mais quem, como ela, é atleta da seleção brasileira. Assista abaixo:

E você? Acha válido ter um campeonato acelerado e um tempo de “folga” nesta reta final? Dê também a sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. Na reta final da Superliga, 3 a 0 é o que importa
  2. Folga da Superliga terá Natal em família e Ano Novo na praia
  3. Lá vamos nós para mais um Rio x Osasco na final…
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terça-feira, 19 de março de 2013 Superliga | 11:37

Apagão, calor, reclamação… o que rolou longe da bola

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A Superliga está na reta final para homens e mulheres. No masculino, foram definidas as semifinais e no feminino já sabemos que a final será Sollys/Nestlé x Unilever. Mas essa fase de playoffs e alguns jogos da classificação também chamaram a atenção longe da bola. Relembre na seleção do Mundo do Vôlei

Calor, muito calor

Divulgação

Sassá passou mal por causa do calor no Maracanãzinho

Para começar, o mais recente… A semifinal Unilever e Sesi no sábado teve um grande susto e o vilão foi o calor. O Rio de Janeiro sofreu com os temporais e o Maracanãzinho ficou sem ar condicionado. No final de semana, no jogo Unilever x Sesi, dava para ver as jogadoras transpirando muito logo nos primeiros pontos da partida. E pouco depois, Sassá deu um susto. Ela teve uma queda de pressão, ficou com dificuldade para respirar e, muito nervosa, foi retirada da quadra para receber atendimento. Por sorte, não foi nada grave.

Leia mais: Unilever avança para mais um final em manhã de susto com Sassá

Apagão

Já as quartas de final do masculino foram marcadas pelos apagões. Teve falta de luz e jogo paralisado em dois duelos de Sesi x Canoas e no segundo da série São Bernardo x RJX. Em São Paulo, a forte chuva do final da tarde que fez estragos. Em São Bernardo, o gerador superaqueceu e parou de funcionar. Estava lá nesse confronto e o apagão dividiu opiniões. Enquanto Bruninho acha que uma parada atrapalha, Dante não vê tanto problema ao RJX e leva a situação com bom humor. Assista no vídeo abaixo:

Antes, o Maracanãzinho tinha tido problema no gerador e apagão no jogo RJX x Medley/Campinas e o Canoas havia cancelado um treino no local também pela falta de luz. O Vôlei Amil foi outro a perder treino. A luz acabou devido às fortes chuvas em uma tarde em Campinas.

Ginásio pequeno e falta de estrutura

Ventiladores - Eduardo Valente/Futura Press

Ventiladores ajudam a secar a quadra para partida no ginásio Capoeirão

Não é a primeira vez que as condições das quadras aliadas ao tempo atrapalham. No ano passado, o ginásio de Montes Claros tinha goteiras e o Capoeirão, casa da Cimed, teve um inesquecível jogo com ventiladores para secar a quadra (veja foto)! Mas a Superliga desta temporada também teve falta de estrutura sem nenhuma relação com São Pedro.

Relembre: Ventiladores e toalhas salvam jogo da Superliga

Logo no começo, o RJX mandava seus duelos no ginásio da AABB, considerado pequeno e com teto baixo. Vire e mexe a bola parava no teto a sequência do ponto era interrompida. Depois, o time carioca passou a jogar no Maracanãzinho, que segue em obras.

Reclamação e mais reclamação sobre a arbitragem

Reprodução

Reclamações de Gustavo no Twitter

Como esse assunto rendeu! De novo, a série das quartas entre Sesi e Canoas foi agitada e teve muita reclamação da arbitragem. Em um jogo, Murilo reclamou e foi flagrado dizendo que “ali não era Superliga B”. Ele pediu desculpas depois. Já o irmão Gustavo recorreu ao Twitter para reclamar, como mostra o print. Ele falou dos erros, da falta de preparo dos árbitros, lembrou que jogadores podem sem punidos por reclamação e disse que até perde a vontade de jogar.

Leia mais: Gustavo critica arbitragem no Twitter nas quartas de final da Superliga

Outro exemplo de discussão foi no final do returno, com Sollys/Nestlé x Unilever que terminou em confusão. Mesmo vencendo, o time de Osasco reclamou da arbitragem e, segundo Bernardinho, teria hostilizado o delegado da partida. O técnico carioca saiu em defesa do delegado e o clima pesou a caminho do vestiário.

Que falta faz a tecnologia para falar se a boa duvidosa foi dentro ou fora! Que falta faz um pouco mais de estrutura para o esporte!

Notas relacionadas:

  1. Longe dos times, a solução é pedir uma equipe “emprestada”
  2. Apagão, vitória do RJX e ameça do fim do São Bernardo
  3. Lá vamos nós para mais um Rio x Osasco na final…
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 O nome da Superliga, Seleção masculina, Superliga | 11:01

O nome da Superliga: Bruninho

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Divulgação

Bruninho - levantador do RJX

Nada mais justo do que colocar Bruninho no destaque da vez do ‘O nome da Superliga’… Na terça-feira ele venceu Rapha, do Trentino, na eleição de melhor levantador do mundo de 2012 (para quem quiser, segue e matéria que publiquei no iG) feita pelo portal Volleyball.it. Na Superliga, ele comanda o RJX, líder isolado na classificação, e aparece nas estatísticas como terceiro na posição, atrás de William e Marcelinho.

Bruninho já foi muito questionado, principalmente quando foi convocado para a seleção brasileira. Perdi a conta de quantas vezes ouvi os comentários de que ele estava lá só por causa de Bernardinho, seu pai. Mas, nesse caso, não vejo favorecimento.

Ele é um levantador ainda jovem e que está amadurecendo (sabemos muito bem que levantador precisa de experiência e rodagem) e, ao mesmo tempo, sabe fazer lindas bolas rápidas, por exemplo. Às vezes ele pode até exagerar, mas tem um índice de acerto muito alto nas chutadas de meio com Lucão. Mesmo com passe quebrado, afastado da rede, Bruninho tem confiança para fazer a jogada e ela costuma dar certo.

E é essa confiança que está sendo vista na Superliga 2012/2013. Bruninho se transferiu para o RJX nesta temporada e lá voltou a atuar com antigos companheiros,  como Lucão e Thiago Alves. Ter atacantes conhecidos ajuda e muito um levantador e isso está claro em quadra. Além disso, conhece outros do time da seleção. Resumindo, Bruninho está à vontade em quadra.

Na seleção, ele deve seguir na posição no novo ciclo olímpico e ainda tem chances de ser mais um líder em campo. Resta saber quem estará ao seu lado, como já comentamos diversas vezes por aqui…

p.s.: galera, tenho que pedir desculpas! Estou fazendo um curso à noite, e as aulas somadas à correria da redação estão deixando a minha rotina cada vez mais apertada! Nem sempre tenho conseguido escrever sobre as rodadas, mas sigo acompanhando, mesmo que um pouco mais distante. E o espaço, é claro, está sempre aberto para vocês!

Notas relacionadas:

  1. Londrina é o estraga-prazeres da Superliga
  2. Bruninho faz falta ao time da Cimed
  3. O jogo de Bruninho na Copa do Mundo
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domingo, 23 de dezembro de 2012 Diversos, Superliga | 07:00

Folga da Superliga terá Natal em família e Ano Novo na praia

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A Superliga feminina já está de folga para as festas de final de ano depois da vitória do líder Sollys/Nestlé sobre o Usiminas/Minas no sábado. As mulheres só voltam a jogar no dia 11 de janeiro. Já a Superliga masculina ainda tem partidas até entre o Natal e o Ano Novo. Ainda assim, todo mundo vai ter direito a uma folga e alguns jogadores – como Lucão, Dante, Serginho, a búlgara Vasileva e mais – contaram os seus planos ao Mundo do Vôlei. Quer saber o que eles vão fazer nas festas de final de ano? Veja no vídeo abaixo.

Mas a folga não vai ser igual para todos. No feminino, por exemplo, quem se deu bem foi o Vôlei Amil. O técnico José Roberto Guimarães decidiu dar 10 dias de descanso ao elenco. “Elas vinham de um ritmo forte desde o Paulista e acho que mereciam isso agora”, comentou o treinador. Ele e as jogadoras voltam ao trabalho no dia 2 de janeiro.

Já o Sesi vai disputar o torneio Top Volley, em Basel, na Suíça, de 27 a 29 de dezembro. “Times ficarão treinando aqui e nós estaremos em uma disputa forte”, analisou Talmo, técnico do time paulista. A maioria das equipes deve ganhar folga para o Natal, voltar para um treinamento, e ter mais alguns dias longe das quadras para o Ano Novo.

A tabela foi mais puxada para o masculino. Super Imperatriz encara o Sesi e São Bernardo recebe o Canoas no dia 29 de dezembro. Nem dá para esticar a viagem com a família…

E eu aproveito também uns dias de folga. Ficarei fora no Natal, para também seguir na onda dos jogadores e curtir a família, e volto no plantão de Ano Novo com a já tradicional retrospectiva daqui do blog! Feliz Natal e até mais!

Notas relacionadas:

  1. Rio conhece o seu novo time das estrelas
  2. O novo velho time do Sesi
  3. Cimed/Sky vence de novo sob comando de Douglas, e agora?
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012 Seleção masculina | 15:04

E a gripe me pegou…

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Galera, estou devendo uma explicação para vocês por ter ficado um tempinho longe do blog…. Estou com uma forte gripe, ou seja, preciso de mais uns dias de repouso…

Mas, antes de ser mais uma vítima das viradas bruscas de temperatura em São Paulo, fiz alguma matérias para o iG e aproveito para compartilhar com vocês. As Olimpíadas de Londres foram a aposentadoria para vários ídolos da seleção masculina, como já comentamos por aqui logo após a medalha de prata. E agora, entre os que ficam, quem vai assumir a função de líder do grupo? O nome de Murilo sai na frente, mas Bruninho também é lembrado.

Leia mais: Após geração de líderes, Murilo é favorito para herdar tarja de capitão

E se Murilo pode assumir a função nos próximo ciclo olímpico, com que outro capitão ele poderia se parecer? Para Giovane, ele está mais para Nalbert que para Carlão. E para você? Para ajudar, veja um perfil dos principais capitães do Brasil desde os anos 80.

O ponteiro está pronto para liderar a equipe. Ele já vinha fazendo isso quando Giba não estava em quadra e afirma que ser capitão não é algo possa ser forçado. É preciso ser escolhido pelo grupo, dar exemplo e se doar para o time. Capitão é o primeiro que chega e último que sai…

Leia também: “Não tem como forçar. Capitão é uma coisa que você recebe”, diz Murilo

Agora é esperar o novo ciclo. Bernardinho ainda não disse se realmente fica no comando, mas tem a torcida de Bruninho. O levantador disse que ter o pai como técnico já o atrapalhou, mas que agora isso não o incomoda e que acha que a decisão correta é que ele siga no comando. Vamos ver!

E enquanto me recupero da gripe, tento acompanhar alguma coisa das semifinais do Paulista. Na volta faço um post sobre os estaduais e amistosos dos times na preparação para a Superliga. Até

Notas relacionadas:

  1. Brasil 3 x 2 Finlândia
  2. 3 a 0 arrasador também para homens na semifinal
  3. E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

Notas relacionadas:

  1. Quem fica e quem sai nas listas para o Mundial?
  2. Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?
  3. Agora sim, os comentários de mais uma virada…
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domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

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