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23/11/2009 - 10:26

Brasil é tricampeão da Copa dos Campeões

A seleção brasileira masculina já havia vencido a Liga Mundial e o Sul-Americano em 2009. Faltava a Copa dos Campeões para fechar um ano perfeito. Pronto, problema resolvido! O Brasil passou pelo Japão por 3 sets a 0 (25/12, 26/24 e 25/22) com potência no saque e grande volume no ataque e levou o último título do ano.

Os japoneses chegaram à Copa dos Campeões por méritos. Ganharam a vaga como campeões asiáticos e não poder ser o país-sede. Em quadra, eles mostraram uma garra imensa. Voltaram ao pódio do torneio depois de 32 anos! Shimizu foi um gigante em todos os fundamentos e um dos nomes do campeonato. O Japão venceu a Polônia logo na estreia e seguiu invicto até parar no saque do cubano Simon. Nesta manhã, parou no saque brasileiro.

O Brasil venceu todos seus jogos. Passou por Cuba na estreia por 3 sets a 2, depois pelo Irã com alguma falta de concentração, arrasou a Polônia e errou muito contra o Egito. Mas na final os brasileiros “mostraram quem era o chefe”, como definiu o site da Federação Internacional de vôlei na nota após a partida. Logo no primeiro set já abriu 8 a 1 e deu o tom do jogo: saque muito forçados e ataques de todos os jogadores.  E com um bom serviço, como já sabemos, fica muito mais simples bloquear. Foram seis pontos nesse fundamento (12 no total no jogo) e a vitória por 25 a 12 no primeiro set.

Na parcial seguinte, Shimizu, que havia atacado apenas quatro bolas até então, voltou para o jogo a acendeu a torcida. O Brasil ficou na frente até o 24 a 20 e aí sentiu do seu veneno: levou três aces de Ishijima. Depois, voltou a virar bem a bola e fechou em 26 a 24. Para encerrar, um pouco de equilíbrio e mais uma uma sequência de saques, bloqueios e ataques, 25 a 22 no placar e a taça de campeão. Cuba ficou em segundo e Japão, em terceiro.

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

Giba levanta taça na Copa dos Campeões - AP

A seleção venceu no volume de jogo. Todo mundo atacou bem e achou espaço na quadra japonesa. Para ajudar, o bloqueio segurou as jogadas potentes dos asiáticos. E a Copa dos Campeões foi um bom torneio para encerrar o ano. Mostrou que o time está evoluindo com a nova formação. Bruninho está muito mais entrosado com todos, principalmente com Giba e Murilo, com quem estava sem o tempo perfeito na Liga Mundial. Prova disso foi o prêmio de melhor levantador para o brasileiro. O saque também está funcionando e facilitando o bloqueio.

Claro que ainda tem erros. Ás vezes falta a concentração, como no set perdido para o Irã. Ou o passe sai quebrado, como contra o Egito. Mas é um time em construção para o novo ciclo olímpico com grandes armas como Leandro Vissotto e seus 2,12m ou a maturidade de Murilo, excelente bloqueador mesmo com 1,90. E a vontade de  Lucão no meio? Ainda tem Giba, e a garra de jogar, Serginho, melhor líbero da Copa dos Campeões, e a calma de Rodrigão. É uma equipe ainda em desenvolvimento, mas com futuro!

E você? O que achou da Copa dos Campeões? Aprovou o desempenho do Brasil? O que espera para a próxima temporada? Deixe seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
21/11/2009 - 03:09

Brasil vence Polônia em seu melhor jogo

A seleção brasileira masculina se encontrou em quadra! Depois da emoção e do desgaste do tie-break contra Cuba na estreia e da falta de concentração contra o Irã, o Brasil fez seu melhor jogo na Copa dos Campeões, cresceu para cima da Polônia e venceu por 3 sets a 0 (25/17, 25/17 e 25/18).

Os poloneses entraram em quadra apáticos pelas derrotas para Japão e Cuba e com Kurek, seu melhor jogador, no banco. Com isso, o Brasil e fez dois sets muito parecidos. Abriu 5 a 1 no placar com a passagem de Murilo no saque e Lucão e Leandro Vissotto na rede. Depois, manteve o domínio com pressão no bloqueio, ótimos saque e bom aproveitamento no contra-ataque. A seleção fechou as duas parciais em 25 a 17.

Já o começo do terceiro set foi o único momento de instabilidade dos brasileiros. Kurek, que havia entrado na segunda parcial, acertou o tempo de bloqueio em Vissotto e marcou os primeiros pontos dos europeus no fundamento. Depois do jogo, Bruninho reconheceu que perdeu a concentração e errou nas armações de jogadas. Mas, diferente da partida contra o Irã, o Brasil logo se recuperou, voltou a dominar com bloqueios e saques e liquidou o jogo em 3 a o.

Como disse Bruninho ao canal Sportv, a seleção foi brilhante. Mesmo diante da abalada Polônia, manteve o seu nível de jogo. O saque foi uma arma mortal! Foram 3 aces, todos no primeiro set, e muitos outros serviços que quebraram o passe polonês. Resultado disso foram os 10 pontos no bloqueio e também muitos outros que amorteceram a bola. E, apesar do vacilo na terceira parcial, Bruninho distribuiu bem as bolas. Assim como no jogo contra Cuba, vários brasileiros passaram da casa dos 10 pontos (Murilo, com 13; Vissotto, com 12, e Giba, com 10). O levantador está cada vez mais afinado com todos os atacantes. Para arrebatar, o time todo soube se fechar no contra-ataque e teve paciência para definir as jogadas.  Tudo começa com um bom saque….

Parece que a viagem para Nagoya fez bem para o Brasil. Bernardinho dizia, após vencer o Irã, que a equipe tinha que recuperar as energias. Pelo visto, recuperou! Agora a seleção enfrenta o Egito e encerra a Copa dos Campeões contra o Japão. O Brasil segue invicto e favorito a mais esse título.

Jogos do Brasil na Copa dos Campeões
dia 22/11 – Brasil x Egito – 1h30
dia 23/11 – Brasil x Japão – 8h
*jogos estão no horário de Brasília. Todos terão transmissão pela Sportv

E você? O que achou do jogo contra a Polônia? Será que a seleção masculina volta para casa campeã? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
05/11/2009 - 17:41

Cimed perde para seus erros e para Kurek

A Cimed está eliminada do Mundial de Clubes de vôlei. E perdeu porque errou muito, muito mesmo, e enfrentou um atacante mais do que inspirado do outro lado da quadra. O time brasileiro levou 3 sets a 1 do Belchatow, da Polônia, e acabou a primeira fase com a terceira colocação no grupo, fora das semifinais (veja como foi a partida).

Mesmo vencendo o primeiro set e encaixando bem mais o bloqueio que na partida contra o Al-Arabi na quarta-feira, a Cimed se perdeu no ataque. Ficou clara a deficiência nas bolas altas, que são fundamentais com a regra nova, do primeiro ataque atrás da linha dos três. Bruninho tentou acelerar até nesses ataques de fundo e a tática não seu deu certo. Thiago Alves, que foi apontado como atacante letal pela FIVB depois da vitória de quarta-feira, passou um set sem marcar um ponto na rede! No total, a equipe de Florianópolis deu 36 pontos de graça. Isso mesmo, 36!

Kurek, o nome do jogo

Kurek, o nome do jogo

E do outro lado, estava o grande nome do jogo: Bartosz Kurek. Com apenas 21 anos e 2,05m, ele foi um monstro em quadra pelo time polonês nesta tarde. Kurek marcou, simplesmente, 33 pontos, sendo 31 no ataque, um no bloqueio e um no saque. Ele é o atacante perfeito para a nova regra porque é alto, tem força, bate muito bem as bolas mais lentas e ainda consegue ter visão para se virar com bloqueio armado. Kurek recebeu bolas no jogo inteiro, não se cansou e foi, sem dúvida, o destaque da partida. Isso é que é homem de segurança!

A Cimed perdeu por não contar com a sua bola de segurança, que é a acelerada pelo meio. Brasileiro joga muito bem na velocidade, mas isso não importava agora. E olha que Lucão bem que tentou e atacou de todas as posições da quadra! Nas outras quatro edições do Mundial de Clubes, de 1989 a 1992, os campeões foram todos italianos. Teremos que esperar pelo próximo torneio para ter um campeão verde e amarelo…

E você, o que achou da participação da Cimed no Mundial? E agora, sem os brasileiros, vai ficar na torcida para quem? Seguem na briga Trentino (Itália), Zenit Kazan (Rússia), Belchatow (Polônia) e Paykan (Irã). As semifinais serão no sábado. Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , , , ,
04/11/2009 - 16:18

Sufoco da regra nova para a Cimed

A Cimed teve trabalho, mas venceu o Al-Arabi, do Catar, no Mundial de Clubes, por 3 sets a 1 (18/25, 25/17, 25/17 e 25/22) e segue viva no torneio (veja como foi a partida). Foi o primeiro jogo que pude assistir com a regra nova e já dá para apontar algumas “novidades”, como a mudança no saque, a importância no bloqueio, os erros e o cuidado com o contra-ataque.

O time brasileiro ficou o tempo todo do primeiro set atrás e perdeu a parcial. Isso porque não se encontrou nem no ataque e nem no bloqueio. Enquanto os atacantes, recebendo as primeiras bolas no fundo como manda a regra nova, não conseguiam imprimir a sua potência, o bloqueio nacional deixava muito espaço nas paralelas, bem explorado pelos atletas do time do Catar.Tiraram o meio-de-rede, jogada de segurança da Cimed e eles ficaram perdidos!

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Bloqueio da Cimed para cima do Al-Arabi

Eles só voltaram para o jogo quando se arrumaram no bloqueio, a partir da segunda parcial. Foram 5 pontos no set e 12 no total do jogo.  Com isso temos a primeira “novidade” da regra. Como previsto, o jogo ficou muito mais previsível, com bolas altas o tempo todo e bloqueio chegando sempre. E, quando a Cimed arrumou a marcação na rede, cresceu no jogo. Bloqueio agora é mais do que fundamental! E o Al-Arabi também a sua parte, principalmente no quarto set, e fechou a porta para os brasileiros. Eles marcaram sete pontos de bloqueio no jogo.

E a obrigação de atacar do fundo comprovou mais uma aposta dos jogadores: aumento nos erros. Foram 33 pontos de graça dos brasileiros e 32 do time do Catar! Só para ter uma ideia da dimensão do problema, o Al-Arabi ganhou esses 33 pontos e marcou apenas 37 no ataque em toda a partida. A Cimed foi um pouco melhor, com 47 pontos. E como os jogadores erram demais, a bola cai muito no chão. Ou, como fizeram os donos da casa no começo do jogo, o ataque é na pancada e a bola vai para o chão no buraco do bloqueio. A “Golden Formula” foi criada para manter a bola em jogo mais tempo, mas, com todos esses tropeços, o primeiro rali só saiu em meados do segundo set.

A regra também acaba com a graça do saque forçado. De que adianta tentar quebrar a recepção se o passe não precisa ser perfeito? Parece que, agora, vale mais sacar colocado e curto em um jogador para tirá-lo do ataque do que soltar o braço com tudo. Por outro lado, se a recepção ficou “menos importante”, a defesa ganhou valor para armar o contra-ataque, já que nesse momento pode se armar qualquer jogada. Só que até aqui a Cimed ainda está sofrendo. Mesmo na continuação da jogada, Bruninho não conseguiu trabalhar muito bem a distribuição e os erros continuaram. Ainda assim, eles usaram muito mais os centrais que os rivais. Até o quarto set, a Cimed tinha batido 14 bolas pelo meio contra apenas 2 duas do Al-Arabi.

Conclusão de hoje? Ainda temos que melhorar muito para jogar mais solto desde o começo. O time não pode perder a paciênciae vacilar tanto! E nesta quinta-feira vem coisa muito pior pelo caminho com o Skra Belchatow, da Polônia. O jogo será às 15h (horário de Brasília). E eu ainda tenho que me acostumar a ver Lucão batendo pela entrada de rede! Coisas da nova regra…

*credito da foto: Divulgação/FIVB

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , ,
03/11/2009 - 19:14

Uma “ponte” até Leandro Vissotto em Doha

O Mundial de Clubes começou nesta terça e, com a ajuda de Ciro Neves, pai de Leandro Vissotto, o Mundo do Vôlei conseguiu uma “ponte”  com Doha. O brasileiro é um dos destaques do Trentino, campeão europeu e apontado como favorito ao título da competição.

O time de Vissotto venceu o Zamelek, do Egito, na estreia nesta terça-feira por 3 sets a 1. Logo depois da partida, o atacante conversou com seu pai por telefone e Ciro nos contou, com exclusividade, como foi o bate-papo.

Vissotto disse que, com a nova regra, que obriga que o primeiro ataque de cada time seja feito do fundo de quadra, ele recebeu bem mais bolas que o normal. Oposto de 2,12m, homem de segurança do Trentino,  atacou 49 vezes na partida. Ele foi o maior pontuador da partida, com 25 acertos.

Além disso, o brasileiro também falou da torcida local. Apesar de comparecer ao ginásio, os fãs de vôlei do Catar ainda não escolheram seu time de coração para esse Mundial de Clubes. Vissotto aposta que eles vão “se decidir” a partir da semifinal.

Cidade nova
Essa é a primeira vez que o jogador está em Doha. Ciro disse que o filho deve aproveitar a sexta-feira, dia de folga nos jogos, para conhecer Doha ao lado da esposa Nathália, que chega nesta quarta-feira à cidade.

Falando nisso, essa viagem é a primeira vez de muitos brasileiros nos Emirados Árabes. Os jogadores da Cimed também esperavam por um tempinho para conhecer o local. Bruninho, um dos “marinheiros de primeira viagem”, ficou impressionado com o local assim que chegou. “Que cidade que é Doha…com certeza ainda será uma cidade olimpica…varios complexos esportivos de altissimo nivel…”, disse em seu twitter.

Obrigada pela “ponte” com Vissotto, Ciro! E boa viagem e bom campeonato aos brasileiros! E você, leitor, aproveite a faça a sua aposta! Quem leva esse Mundial de Clubes?

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , ,
03/11/2009 - 08:57

Começa o Mundial de Clubes com sua regra odiada

atualiazada às 17h36

“Espero que seja o primeiro e o último campeonato com essa regra”, disseram em coro os jogadores da Cimed antes de embarcar para o Mundial de Clubes (veja o especial para o iG Esporte). Agora, não adianta mais reclamar. O torneio começou nesta terça-feira com a mudança odiada pelos atletas em vigor pela primeira vez e eles perderam na estreia na primeira zebra do torneio (leia abaixo). Segundo a “Golden Formula”, o primeiro ataque de cada time só pode ser feito depois da linha dos três metros.

Os leitores do Mundo do Vôlei concordam com os jogadores da Cimed. Escrevi um post perguntando a opinião dos internautas no dia 20 de outubro que teve 56 comentários, sendo apenas sete a favor ou “menos contra” a regra. Para alguns leitores, outras mudanças deram certo, como o final da vantagem, e vale a pena um novo teste. Para outros, o Brasil tem um ótimo time e pode dominar o jogo de qualquer maneira. Os demais foram totalmente contra. Se a ideia é aumentar os ralis, eles propuseram aumentar a rede e até aumentar a área de ataque. E a maioria também fez um alerta: ficará muito mais fácil para o bloqueio parar a primeira bola.

Fiz um vídeo com Thiago Alves e outro com Bruninho sobre a “Golden Formula” antes da viagem da Cimed para Doha, sede do Mundial. O ponteiro catarinense e da seleção brasileira explica como será a vida do atacante com a nova regra. Ele concorda que o bloqueio será muito mais armado, mas o time já prepara algumas alternativas. Assista abaixo

Já o levantador afirma que o time da Cimed está preparado para jogar com esse novo estilo, mas acha que o vôlei vai perder um pouco do brilho sem as pancadas na primeira bola. Assista abaixo

Primeiros jogos
A Cimed estreou nesta terça no Mundial de Clubes contra o Payakan (Irã) na primeira zebra da competição. Depois de vencer o primeiro set com facilidade, perdeu de virada por 3 sets a 1 (veja como foi a partida). Antes do embarque, os jogadores comentavam que a equipe do Irã era uma das desconhecidas da competição. Mas eles treinaram três meses com a nova regra antes da estreia e parece que isso ajudou em quadra.

Agora, a equipe de Florianópolis enfrenta o Al-Arabi (Catar) no dia 4/11, às 13h, e encerra a primeira fase contra o Pge Skra Belchatow (Polônia) no dia 5/11, às 15h. (Horário das partidas é o de Brasília).

Na outra chave, os favoritos, segundo os brasileiros, venceram. O italiano Trentino passou pelo Zamelek (Egito) por 3 sets a 1, com destaque para Leandro Vissotto, maior pontuador do jogo com 25 bolas no chão. Já os russos do Zenit Kazan, time dos norte-americanos Ball e Stanley, venceram sem dificuldades pelo Corozal (Porto Rico) por 3 a 0.

E agora? A Cimed consegue esse título para o Brasil? Lembrando que o Mundial não acontece desde 1992 e as quatro edições anteriores foram vencidas por italianos. Dê a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): Diversos Tags: , , , , , ,
17/08/2009 - 11:52

Sul-Americano começa como já era esperado

A seleção brasileira masculina estreou no Sul-Americano como todo mundo já esperava: uma vitória simples contra o Peru por 3 sets a 0 em apenas 48 minutos (veja como foi o jogo). Apesar dos mais de 2 mil metros de altitude da Colômbia, o Brasil não teve problemas e apenas se desencontrou no saque, mas nada que complicasse a partida.

Como alguns leitores já comentaram por aqui, vamos ser sinceros, o Sul-Americano perdeu a graça. Se fosse nos tempos áureos de Milinkovic e Weber na Argentina, os duelos seriam mais interessantes. Agora, só os argentinos, mesmo em outra fase, e os venezuelanos, que também não são aqueles de Harry e companhia do Pan de Santo Domingo, vão fazer frente ao time brasileiro. Os outros adversários são muito frágeis. O que vale mesmo nesse campeonato é a vaga para a Copa dos Campeões para o dono da primeira colocação. Arrisco dizer que o Brasil já tenha um pé na decisão.

A seleção só não pode contar com Bruninho, que fraturou o pulso direito durante os treinos do final de semana. Por um lado, vai fazer falta porque apenas na parte final da Liga Mundial ele estava realmente bem entrosado com atacantes como Murilo e Leandro Vissotto. E ainda não fez uma partida perfeita com Giba. Poderia usar o Sul-Americano para treinar mais com todos eles. Por outro lado, Marlom e Raphael terão a chance de conhecer mais os companheiros e se preparar melhor para as entradas durante os jogos com Bruninho como titular. Será uma boa experiência.

E fica aqui o meu pedido. Alguém conhece algum canal ou site que transmita os jogos do Brasil? Se souber, deixe o link nos comentários! Eu ainda não encontrei e, pelo visto, nada será transmitido na TV a cabo ou aberta…

Próximos jogos do Brasil no Sul-Americano (horário de Brasília)
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
13/08/2009 - 13:21

Os cortes de Bernardinho para o Sul-Americano

A seleção masculina estreia no Sul-Americano neste final de semana, no domingo contra o Peru, e terá quase o mesmo time que faturou o título da Liga Mundial. A expectativa era a inclusão de Dante e André Nascimento no grupo, já que eles já estavam treinando com o time. Mas eles foram cortados na quarta-feira (leia mais).

Mesmo sabendo do grande potencial dos dois jogadores, concordo com o corte de Bernardinho. O Brasil está se renovando e nada melhor que mais uma competição juntos para dar ainda mais ritmo e entrosamento aos atletas. Só na etapa final da Liga que Bruninho estava com o tempo ideal com Murilo e Leandro Vissotto, exemplo de jogadores que poderiam perder espaço com as voltas de Dante e André. Eles terão seus lugares no time e são importantes para dar experiência, mas acho que ainda não é a hora…

Rodrigão é outro desfalque, mas por necessidade. Ele está se recuperando da lesão no ombro que sofreu na Sérvia na Liga Mundial (leia mais sobre a lesão de Rodrigçao) e ficará mais de um mês sem jogar. Sem ele o time também perde na experiência, mas não tem tantos problemas na qualidade de jogo, já que Sidão entrou muito bem em seu lugar.

E a novidade para o Sul-americano é João Paulo Bravo. Assim como Leandro Vissotto, ele  fez carreira na Itália e já merecia uma vaga na seleção. Estava no grupo da Liga Mundial, mas se machucou e nem viajou com o time. Base para o Piacenza, atual campeão italiano, ele promete ser mais uma boa novidade dessa renovada equipe.

Agora é com vocês. O que esperar do Sul-americano? Além do Peru, na estreia, Brasil enfrenta Uruguai, Colômbia, Chile, Venezuela e Argentina na luta por mais um título. Desse, só Venezuela e Argentina devem dar trabalho. Vem mais uma taça por aí? Deixe a sua opinião!

Jogos do Brasil no Sul-americano (horário de Brasília)
Brasil x Peru – dia 16/08 – 19h
Brasil x Uruguai – dia 17/08 – 19h
Brasil x Colômbia – dia 18/08 – 21h
Brasil x Chile – dia 19/08 – 15h
Brasil x Venezuela – dia 20/08 – 19h
Brasil x Argentina – dia 21/08 – 21h

O campeonato é de pontos corridos, ou seja, fica com a taça quem vencer mais. Todos os times jogam contra todos.

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , , , ,
28/07/2009 - 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , , , , , , ,
25/07/2009 - 14:36

Estamos na final da Liga Mundial

A partida contra a Rússia pela semifinal da Liga Mundial neste sábado foi uma surpresa. Uma surpresa boa, por sinal! O Brasil venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida) no melhor jogo até agora no campeonato. Soube se aproveitar tanto dos erros dos rivais quanto de seus pontos fortes e teve uma excelente atuação. Atuação que valeu a primeira grande final desta nova geração.

A seleção masculina de vôlei mostrou nesta semifinal o seu poder de defesa e recepção. Os centrais pouco pontuaram no ataque, mas ajudaram e muito no bloqueio. Quase todos os ataques russos eram amortecidos na parede brasileira e colocados em jogo de novo pela defesa.

Giba ataca contra a Rússia - Divulgação/FIVBNo começo, o time demorou a ajustar os contra-ataques. A defesa recuperava a jogada, mas o ataque não era certeiro e ponto não saia. Além disso, Leandro Vissotto, a segurança nacional, vacilou nos primeiros pontos, com erros na cobertura e no ataque. Aos poucos, o oposto entrou no jogo e o Brasil se encontrou nos contra-ataques.

E o saque brasileiro também estava muito bem, como deveria ser. O ponto forte da gigante russa são as jogadas de meio-de-rede. Mas como o serviço verde e amarelo entrou bem, mesclando pancadas e bolas colocadas, o central Kazakov, de 2, 17m, recebeu poucas bolas marcando apenas três pontos em todo o jogo. Do outro lado, o serviço russo não atrapalhou a recepção brasileira e Bruninho trabalhou com a bola na mão e, apesar de também ter usado pouco o meio, acelerou com as pontas, principalmente com Giba, que fez o seu melhor jogo na temporada. Ele foi o capitão que queria ver. Aquele que vibra, cobra, chama bola e decide, sem medo de ninguém.

Foi bom ver o Brasil concentrado o tempo todo, estudando os adversários, ligado na partida sem titubear. E não podemos esquecer que a seleção que estava do outro lado da rede era uma das melhores do mundo e que joga muito contra o Brasil. A Rússia é um time conciso, acostumado a atuar junto. A falha deles foi na recepção, além dos erros, principalmente no saque. Já o Brasil marcou oito aces e vai para a primeira final dessa nova geração com cara de gente grande.

E você? O que achou da seleção brasileira? Esperava os 3 sets a 0 no placar? A renovada seleção mostrou maturidade em quadra? Vem o oitavo título por aí? Deixe o seu comentário!

Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina Tags: , , , , , , ,
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