15/11/2009 - 14:22
O Brasil fez a sua parte e venceu a Tailândia na sua última partida da Copa dos Campeões. Mas a Itália também fez a sua parte e passou pelo Japão, encerrando o torneio invicta e com a medalha de ouro no peito.
A seleção brasileira venceu a Tailândia com facilidade nesta madrugada, como era esperado (veja como foi a partida). Desde o começo, o time jogou relaxado e variou bem mais as jogadas do que na derrota para a Itália. Até Thaísa e Caro Gattaz voltaram a atacar pelo meio-de-rede! E o bloqueio cresceu, ainda mais contra um time com jogadoras de apenas 1,80m de altura.
Para facilitar, as tailandesas erraram mais. Elas deram 17 pontos de graça. Já as brasileiras cometeram apenas três erros nos dois primeiros sets. As comandadas por Zé Roberto perderam a concentração na última parcial e entregaram nove pontos. Mesmo assim, fecharam em 3 sets a 0. O Brasil dominou o começo das parciais, abriu no placar e se perdeu no final. Além disso, sofreu muito com o saque tático tailandês, que marcou oito aces. Mas, contra as asiáticas, deu tempo de se recuperar do “apagão”, o que não foi possível contra a Itália…
As italianas chegaram para o jogo contra o Japão precisando provas o favoritismo para ser campeã. As donas da casa, empolgadas pela torcida, venceram o primeiro set por 32 a 30, mas levaram a virada no 3 a 1 (veja como foi a partida) e viram as campeãs europeias ficarem com o ouro. Além do primeiro lugar, a central Gioli foi eleita a melhor jogadora e a melhor atacante do torneio. Fabi ficou com o prêmio de melhor líbero.

Seleção da Itália campeã - Divulgação/CBV
O que ficou da Copa dos Campeões? Que o Brasil não irá ganha sempre. A seleção venceu tudo nesta temporada com méritos, não perdia desde o Grand Prix de 2008, antes de Pequim. Um dia não daria certo. O problema foi que elas perderam sem jogar, como disse no post anterior.Enquanto isso, a Itália perdeu sua segurança, a oposta Aguero, mas venceu porque tem um time experiente e soube dividir as ações. Todas as atacantes receberam bolas, Gioli, Del Core e Ortolani, a nova oposta. Com um time mais homogêneo, a Itália mereceu o título.
E você? O que achou da Copa dos Campeões? O que achou do desempenho do Brasil? Deixe seu comentário!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção feminina
Tags: Brasil, Copa dos Campeões, Itália, seleção feminina, vôlei
24/07/2009 - 23:17
A seleção brasileira masculina de vôlei terá a Rússia no caminho na semifinal da Liga Mundial. A partida está marcada para este sábado, às 12h30 (horário de Brasília). E o Brasil já sabe o que esperar pela frente….
Como disse Giba nesta sexta, a Rússia é um time de gigante, que sempre deu muito valor ao saque forçado e ao bloqueio bem armado. Além disso, como lembrou o nosso capitão, está aprendendo a defender. Resumindo, o jogo não vai ser fácil para os brasileiros.
Para superar um time alto, vale acelerar e variar as jogadas, para enganar o bloqueio. Mas o Brasil mostrou isso apenas em alguns jogos da fase de grupos. Problema de uma seleção nova, ainda sem o tempo perfeito entre todos os jogadores. Bruninho ainda usa pouco Giba, por exemplo, que poderia colaborar mais com as bolas aceleradas nas pontas e no fundo. E nosso levantador também deve usar o meio, destaque desse time.
A seleção brasileira, entretanto, tem uma vantagem. Agora também é um time com os seus gigantes! Com Lucão (2,09m), Leandro Vissotto (2, 12m) e Sidão(2,03m) ao lado de Murilo, que apesar de baixinho (1,90m) tem um ótimo posicionamento na rede, o Brasil tem o que precisa para bloquear bem. Basta acertar o tempo…
E os russos também mostraram dois pontos fracos na derrota para a Sérvia nesta tarde (veja como foi a partida). Eles sofreram para recepcionar o saque e se perderam nos momentos decisivos do jogo. O Brasil está com um time de excelentes sacadores, que batem tanto na força e quanto no serviço balanceado. Essa variação pode confundir a defesa russa, do mesmo jeito que fez a Sérvia.
Mas é bom ter um cuidado especial com o oposto russo. Mikhaylov marcou 19 pontos nos sérvios e, além de segurança no ataque, é uma potência no saque. E como passe é fundamental para a variação de jogadas, vale ter cuidado e se preparar para levar boladas…
E você? O que espera de Brasil x Rússia? Arrisca algum placar? E na outra semifinal? Cuba poder ser páreo para a Sérvia? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Bruninho, Giba, Leandro Vissotto, Liga Mundial, Lucão, Murilo, seleção masculina, vôlei
16/07/2009 - 14:32
Por enquanto, só Brasil e Sérvia podem respirar aliviados na Liga Mundial. As duas são as únicas seleções que já estão classificadas para as finais. O Brasil, com a melhor campanha até o momento, garantiu o lugar na rodada passada. A Sérvia já começou a competição com a vaga certa, já que será a sede dos jogos decisivos. Restam quatro lugares: os outros primeiros colocados dos grupos e o segundo melhor colocado, escolhido pela FIVB com um convite. Atendendo a pedidos, vamos as chances dos times em cada grupo!
Grupo A
Estados Unidos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, estão com um pé nas finais. Eles enfrentam a Holanda nesta sexta e sábado em casa e precisam de apenas uma vitória para se classificar. Já a Itália, segunda colocada com 4 pontos a menos que os americanos, ainda sonham com a vaga. Para isso, precisam passar pela China e torcer contra os líderes.
Grupo B
Com a Sérvia como anfitriã das finais, a briga está entre França e Argentina. Apenas um ponto separa as duas seleções, que duelam em San Juan nas noites desta quinta e de sexta. Quem vencer vai para a decisão.
Grupo C
É o grupo mais disputado desta Liga Mundial. Cuba está na liderança com 20 pontos e pode ser apontada como favorita à classificação. Time está se renovando e tem promessas como o atacante Leon, de apenas 15 anos. Ele é o melhor sacador e o 10º maior pontuador da Liga Mundial . Cuba enfrenta o Japão na sexta e no sábado. Em segundo lugar está a Rússia, com 17 pontos, que vai viajar até a Bulgária para os confrontos também na sexta e no sábado. E os búlgaros são a surpresa do grupo. Depois de duas vitórias sobre Cuba na última rodada, eles chegaram a 15 pontos e ainda têm chances de classificação. Ou seja, Cuba, Rússia e Bulgária seguem vivos.
Grupo D
Como o Brasil já está garantido no primeiro lugar, a disputa é para ver quem será vice, de olho no convite da FIVB. Finlândia e Polônia estão no páreo. No primeiro jogo desta rodada, os finlandeses levaram a melhor e, sem se importar com o ginásio lotado de torcida contra, venceram os poloneses por 3 sets a 1. As duas seleções voltam para a quadra nesta quinta. Já o Brasil encerra a sua participação na primeira fase contra a Venezuela no sábado e no domingo, no ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte.
E para você, quem vai fazer companhia para Brasil e Sérvia nas finais da Liga Mundial? Dê o seu palpite! Volto depois da rodada com um balanço geral da primeira fase!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Argentina, Brasil, Bulgária, Cuba, Estados Unidos, Finlândia, França, Itália, Liga Mundial, Polônia, Rússia, seleção masculina, Sérvia, vôlei
29/06/2009 - 15:45
Pela primeira vez, a seleção masculina jogou fora de casa na Liga Mundial. E, para piorar, atuou em um ginásio lotado com uma torcida fanática, apaixonada e muito barulhenta apoiando os rivais. O resultado não foi tão bom.
O Brasil se perdeu com tantas cornetas e gritos torcendo contra e se desconcentrou, principalmente no primeiro jogo. A equipe nacional só venceu os dois jogos por 3 sets a 0 porque, apesar da força das arquibancadas, o time polonês é muito imaturo e não soube segurar a seleção. Os brasileiros conseguiram crescer nos instantes finais dos sets e fecharam porque definiram os últimos pontos ou ganharam pontos de graça no erro dos adversários.
Em países como Polônia, Itália e outros europeus, o povo ama demais o vôlei e não dá sossego! A nossa torcida, que lotou os jogos em São Paulo e Brasília, não fez a metade do barulho dos poloneses, que não se calaram nem quando o time perdeu. Foram gritos, cornetas e palmas do começo ao fim!
A seleção brasileira se abalou. Esse é o primeiro torneio oficial e esses foram os primeiros jogos com casa cheia de torcida contra os novatos da equipe masculina. Alguns atuam na Itália e sabem como é a paixão pelo esporte. Mas eles não sabiam como era jogar com o barulho o tempo todo ouvido ou com milhares “secando” para você errar. E até os experientes ficaram espantados. “Estou impressionado pelo público e pela atmosfera”, disse Giba depois do primeiro confronto no ginásio New City Hall, em Lodz.
Time novo tem que aprender a lidar com isso também! Não basta saber jogar redondinho e estar entrosado, tem se estar pronto para ser a seleção a ser batida, afinal, o Brasil fez seu nome no vôlei mundial e é o alvo de todos.
E para você? Como a seleção se comportou com a torcida contra? Eles estão prontos para a pressão da fase final, que será na Sérvia, bem longe de casa? Deixe a sua opinião!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Bernardinho, Brasil, Liga Mundial, Polônia, seleção masculina, vôlei
20/06/2009 - 12:19
Esta era a seleção masculina que eu estava esperando ver em quadra. Com Thiago Alves na ponta e Leandro Vissotto como oposto, o Brasil ficou “redondo”. O ataque melhorou muito em relação ao primeiro jogo contra a Finlândia, Bruninho variou e acelerou bem mais as jogadas e o time venceu por 3 sets a 0 (veja como foi a partida no post abaixo).
Depois do sufoco dos 3 a 2 no jogo de sexta-feira, a seleção veio para quadra muito mais concentrada e parecia um outro time. Além de Thiago Alves e Vissotto, Sidão assumiu o lugar de Rodrigão no o meio-de-rede e, com ele, a equipe verde e amarela ganhou mais um saque forçado. Enquanto isso, os finlandeses não encaixaram o serviço e se perderam no ataque.
Nesta manhã, o Brasil chegou inteiro no bloqueio, muito criticado por Bernardinho na sexta-feira, e colocou pressão o tempo todo nos rivais. Lembrou até o jogo da seleção feminina, que sabe armar a sua parede. Com isso, os europeus erraram muito mais ao tentar se livrar do bloqueio nacional.
Mas o que foi mesmo bonito de se ver neste sábado foi a evolução de Bruninho. Ele acelerou o jogo, abusou do entrosamento com Thiago Alves e usou muito bem Vissotto, que acertou quase todos os ataques. Com isso, a seleção aproveitou muito mais os contra-ataques, já que a defesa estava em ótimo dia e acreditava em todas as bolas.
O Brasil também não chegava para atacar com bloqueio triplo armado, como na sexta. E, se chegasse, era na segurança com Vissotto, que conseguia passar por cima, com seus 2, 12m, ou tinha visão para explorar. Falando nisso, vamos fazer justiça. No geral, os brasileiros tiveram mais visão de jogo. Ninguém estava querendo soltar o braço e sim, pensar antes de bater para achar o melhor espaço na quadra do adversário. Por isso que a seleção, logo no primeiro set, fez 17 pontos de ataque contra apenas 10 dos finlandeses e manteve o ritmo toda a partida.
Bernardinho também usou Raphael e Rivaldo, na inversão do 5-1, e o levantador reserva entrou e manteve o ritmo acelerado do jogo. Ou seja, a renovada seleção em gente boa em quadra e também no banco de reservas. Lógico, ainda é o começo de um novo trabalho, mas temos excelentes jogadores para treinar e manter o Brasil no topo.
E para você? Qual a melhor formação do Brasil? E o que achou da atuação desta manhã? Mande a sua opinião para o Mundo do Vôlei!
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Bruninho, Finlândia, Leandro Vissotto, Liga Mundial, seleção masculina, Sidão, Thiago Alves, vôlei
20/06/2009 - 12:08
1º set
Brasil sai na frente e consegue impor o seu ritmo de jogo. Com Leandro Vissotto como oposto no lugar de Rivaldo e Thiago Alves na ponta no lugar de Giba, a seleção acertou mais contra-ataques e abriu vantagem. Chegou a ficar 17 a 10 e depois, 20 a 13. Com facilidade, time brasileiro venceu por 25 a 17.
2º set
Finlândia marca o primeiro ponto, mas o Brasil logo empata com Thiago Alves na ponta. Como na primeira parcial, seleção verde e amarela segue virando mais contra-ataques e logo assume a liderança. Assim como no primeiro jogo contra a Finlândia, Lucão força o saque e abre 12 a 7 com um serviço que quebrou o passe e outro ponto direto. Com um bonito contra-ataque, que teve defesa de Serginho, levantamento de uma mão de Bruninho no tempo atrás e ataque certeiro de Sidão, Brasil chega a 16 a 11. Em outro ponto nacional, a vantagem da altura. Sem pular, Lucão só empurrou uma bola que sobrou em cima da rede(18 a 12). Finlândia diminui com três pontos diretos, mas seleção mantém o bom ritmo e fecha em 25 a 19 em um ace de Sidão.
3º set
Brasil começa o set com Éder no lugar de Lucão no meio-de-rede e, mais uma vez, na frente, com 3 a 1, com um ace de Thiago Alves. Com contra-ataques e bloqueio perfeito, a seleção brasileira domina a parcial e faz 9 a 5. Enquanto Siltala está bem marcado, a Finlândia consegue pontos com o número 7, o ponta Hietanen, e diminui a vantagem nacional para apenas dois pontos. Depois, cai para apenas um no ace do levantador Markkula (12 a 11). Finlândia segue pressionando, mas o Brasil deslancha depois de um erro e um levantamento acelerado de Serginho, líbero nacional, com Sidão (23 a 17). Após dois erros de ataque, com Murilo e Thiago Alves, o capitão crava e faz 25 a 20 e o Brasil vence por 3 sets a 0.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Bruninho, Finlândia, Leandro Vissotto, Liga Mundial, seleção masculina, Thiago Alves, vôlei
13/06/2009 - 12:20
1º set
Jogo começou a favor da Polônia, que veio forte no bloqueio. Enquanto do lado brasileiro, o bloqueio chegava atrasado, no lado da Polônia os jogadores não deixavam espaços. Além disso, o Brasil errou muito, principalmente nas finalizações. Foram 8 erros contra apenas 4 dos adversários no primeiro set. A seleção conseguiu complicar o jogo com saque forçado e com a inversão do 5-1, com o oposto Leandro Vissotto e levantador Marlom. Mas o bloqueio era mesmo a chave da Polônia, que fechou o set com um ponto neste fundamento em 25 a 23.
2º set
Brasil achou o seu tempo de bloqueio, com o central Éder chegando mais para ajudar as pontas. Mesmo com passe irregular e poucas bolas de meio, a seleção conseguiu variar mais o ataque. Com isso e um saque forçado, a equipe nacional abriu vantagem e segurou o jogo. Apesar do domínio, o Brasil ainda desperdiçou alguns ataques, com Murilo e João Paulo. Já a Polônia não conseguiu mais bloquear tanto e perdeu por 25 a 18.
3º set
Polônia sentiu a falta de Kurek, homem de segurança do time que saiu depois de um entorse no tornozelo no final do set anterior, e começou a parcial mais apáticas e com erros no ataque. Brasil abriu 6 a 0 no placar. A vantagem aumentou para 8 a 1 com mais um ataque errado da Polônia, pelo meio-fundo. Os europeus voltaram para o jogo com bons ataques de Bartman. A vantagem caiu para apenas três pontos (23 a 20). Mas, com variação de jogadas e Lucão mais acionado e virando pelo meio, Brasil segurou bem e fechou em 25 a 20 com bloqueio de João Paulo e Lucão.
4º set
Brasil já começou com saque forçado e manteve o domínio em quadra. Com um bom serviço, o bloqueio funcionou mais e colocou pressão nos poloneses. Murilo cresceu na partida e se tornou mais uma boa opção para Bruninho no ataque. Além disso, a seleção aproveitou os contra-ataques e segurou a vantagem. Com uma cravada de Lucão, Brasil fechou o set em 25 a 19 e levou o jogo por 3 sets a 1.
Autor: Aretha Martins - Categoria(s): seleção masculina
Tags: Brasil, Liga Mundial, Polônia, seleção masculina, vôlei
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