Publicidade

Posts com a Tag Bernardinho

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 Seleção masculina | 17:52

Conversa com um campeão

Compartilhe: Twitter

Antes da Liga Mundial, eu bati um papo com um cara que era muito conhecido na Europa, mas pouco lembrado pelos brasileiros (veja a reportagem). Ele havia sido vice-campeão italiano e campeão europeu e estava pela primeira vez na lista da seleção principal de Bernardinho.

Agora, pouco mais de uma semana após o título da Liga Mundial, aquele cara já é conhecido de todos, voltou da Sérvia com a medalha de ouro na bagagem e com a vaga no time titular. Já sabem quem ele é? Ele é um pequenino de apenas 2, 12m!

Conversei mais uma vez com Leandro Vissotto, um dos nomes da renovada seleção masculina e que já virou o gigante do time nacional. Ou o Leandrão, como foi chamado durante a transmissão da Liga Mundial. A reportagem com eles vocês podem ver no iG (clique aqui para ler), mas guardei para o Mundo do Vôlei um pouco dos bastidores da nossa conversa. Espero que gostem!

Leandro Vissotto/AFP

Como achar o nosso gigante
Mais uma vez quem ajudou foi o Ciro, pai do Leandro. Mas agora, foi um pouco mais complicado falar com o oposto do que na matéria antes da Liga Mundial. Na primeira tentativa, ele ainda estava descansando depois de viajar a madrugada toda de volta da Sérvia. No dia seguinte, consegui falar com Leandro Vissotto, mas atrapalhei uma entrevista que ele estava dando para um jornal de Belo Horizonte. Foram mais três ligações no mesmo dia até que ele estivesse livre para a nossa entrevista, afinal, estava atrás de um novo campeão mundial! Apesar da insistência e dos desencontros, o jogador foi muito simpático e conversamos por aproximadamente meia-hora.

Final da Liga Mundial
Como já era esperado, antes mesmo de acabar a primeira pergunta, Leandrão já começou a falar da felicidade de ter conquistado o título da Liga Mundial. “Não poderia ter sido melhor. Foi um sonho realizado”, disse. E quando perguntei qual o melhor momento ou aquele que deu um certo “frio na barriga” na competição, ele não teve dúvida. “Ah, foi a final. Foi a partida mais difícil da minha vida, principalmente no quarto set”, contou.

Mas o que alguns poderiam não saber é que Leandro deu uma ajudinha a mais na partida decisiva contra a Sérvia. “Eu já conhecia os caras que estavam do outro lado. Com isso, fiquei mais tranqüilo. Não assustou tanto. Conheço o Nikola (Grbic, levantador sérvio). Eu sabia taticamente como seria o jogo dele. Conversei com o time e passei as informações para ele”, falou. Leandro e Grbic são parceiros do Trentino, na Itália.

Mesmo com toda essa segurança, ele ainda parece engasgado com erros da arbitragem no jogo, como a bola desviada na cabeça de Miljkovic e dada como fora pelo juiz. “Aquilo foi claramente roubado. Foi uma injustiça, mas nos deu mais força ainda para continuar. Eu tinha uma certeza dentro de mim de que a gente iria acabar vencendo”, afirmou.

Um famoso muito tranquilo
Quem assistiu aos jogos da Liga Mundial e já acompanhava o Campeonato Italiano pode ver o Leandro Vissotto como um jogador tranquilo em quadra. Ele faz o seu jogo e não vibra muito, não grita muito. “Sim, eu me considero muito tranqüilo. Eu tenho um estilo muito centrado e a minha cabeça funciona bem assim. Não adianta sair gritando e não fazer o ponto. O importante é raciocinar independente do estilo que se tenha”, contou o jogador.

E é com essa mesma tranqüilidade que ele lida com a nova fama. Já na fase final, era possível ver que Leandro era alvo dos jornalistas na quadra. “O gostinho da fama não me atrai muito não, mas sei que faz parte da nossa profissão, já que estamos sempre em foco. Mas eu não ligo não. Quero mais é treinar e jogar”, garantiu.

Federer do vôlei
Leandro ainda comentou o clima de amizade entre os jogadores da seleção masculina. Tanto que já ganhou até um apelido: Federer. “Ah, isso é coisa deles! Começou com o Lucão. Eles começaram a falar e ficam me zoando. Mas eu não me acho parecido com ele não, são os caras que acham e ficam brincando!”, revelou.

Mas por que oposto?
Desde a nossa primeira matéria, eu havia ficado com essa duvida. Normalmente os jogadores mais altos atuam no meio-de-rede e Leandro Vissotto, mesmo com seus 2, 12m optou pela posição de oposto. Por quê? “Foi no Flamengo, meu primeiro clube. Queriam que fosse jogador de meio, mas eu não gostava. Eu admirava muito os jogadores de ponta. Treinei e convenci o técnico a me mudar de posição”, contou Vissotto.

Leandro convenceu o técnico do Flamengo e Bernardinho, pelo jeito! Mas vamos ver como vai ficar a seleção agora, para o Sul-Americano. O time já está treinando em Saquarema e André Nascimento, oposto titular até a Olimpíada de Pequim, está de volta à equipe. E agora? Quem será que vai começar jogando?

E você? O que achou do desempenho de Leandro Vissotto na seleção brasileira? Aposta em quem como titular? Deixe a sua opinião no Mundo do Vôlei!

Notas relacionadas:

  1. Reservas dão conta do recado na Liga Mundial
  2. Brasil 3 x 0 Rússia
  3. Somos octacampeões da Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

terça-feira, 28 de julho de 2009 Seleção masculina | 15:40

Alguns acertos e outros erros da nova seleção masculina

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina chegou nesta terça-feira ao Rio de Janeiro com o troféu de campeão da Liga Mundial na bagagem. Octacampeão, para ser mais exato. E como disse Bernardinho em entrevista ao canal Sportv, oito vezes é muita coisa! Sim, é bastante coisa, mas é resultado de um bom trabalho de renovação, que começou com vitória.

Os brasileiros também mostraram que estão com os pés no chão e ressaltaram que ainda é preciso evoluir (veja como foi a chegada da seleção). Então, passada a euforia da conquista, vale uma análise do que deu certo neste time e do que ainda precisa ser melhorado neste novo ciclo olímpico. Veja se você concorda.

Murilo ataca na final da Liga Mundial/ReutersComo é normal de um time novo, o Brasil demorou a se entrosar em quadra. Bruninho começou arrasando com os conhecidos Lucão, Éder e Thiago Alves. Adaptou-se rápido a Leandro Vissotto, mas custou a acertar a bola acelerada na ponta para Murilo. A jogada só saiu mesmo na primeira partida fora de casa contra a Finlândia, no meio da primeira fase. Além disso, o levantador parece não ter se acertado com Giba.  Nem na final Giba recebeu muitas bolas e poderia ter rendido muito mais. Isso é um ponto a ser melhorado.

Já o fundo de quadra esteve muito bem, principalmente no final da primeira fase e nas finais. Depois da derrota contra a Finlândia, o time deu uma encaixada e os ataques rivais passaram a ser, pelo menos, desviados em nosso bloqueio ou recuperados na defesa. Além disso, a recepção também cresceu e Bruninho teve o passe na mão em muitas partidas.

Entretanto, faltou acertar a mão nas finalizações. Mesmo quando a defesa recuperava a bola, ela não era bem trabalhada, e contra-ataque desperdiçado. Foi assim na derrota para Finlândia, em alguns momentos contra a Venezuela e no começo da final, por exemplo. Não pode!

Além disso, o Brasil perdeu a concentração quando teve jogo fácil, como contra os venezuelanos ou os argentinos. E sofreram no primeiro jogo fora de casa contra a Polônia com a grande pressão da torcida. Mais uma característica de um time novo e um pouco imaturo. Mas a partida contra a Rússia, na semifinal, foi exemplo do que deve ser feito. A seleção manteve o ritmo, estudou os adversários e não deu espaço.

BruninhoDois pontos que melhoraram com essa geração foram saque e bloqueio. Com jogadores mais altos, fica mais fácil desempenhar os dois fundamentos. O saque teve altos e baixos, mas fez estragos quando entrou. E o melhor, o Brasil soube variar quando foi necessário. Com algumas seleções, como Rússia e Sérvia, era melhor aliviar que soltar o braço. Sem problemas, os jogadores mudaram a tática. O bloqueio também cresceu com Lucão, Vissotto, Éder, Sidão e companhia. E teve a ajuda de Murilo, que mesmo com 1,90m foi fundamental na rede. O Brasil também teve um pouco de instabilidade nesse fundamento, mas está no caminho certo. Que digam os 17 pontos nos cubanos na fase final, ou os 10 contra a Venezuela fora de casa.

Mas, o melhor de se ver nessa geração é a vontade de jogar, além do equilíbrio entre titulares e reservas, características dos times de Bernardinho. Thiago Alves entrou quando Giba não estava bem nas finais e deu aula de ataque e saque. Sidão entrou na semi e na final no lugar de Rodrigão e manteve o nível da equipe. E as inversões de 5-1, com Marlom e Rivaldo, com exceção da final, deram um gás novo ao time. E a vibração deles? O Brasil jogou com alegria e vontade em todos os momentos. Até o calmo Vissotto se rendeu e vibrou muito na final. E Bruninho, caiu em lágrimas no pódio.

Sim, ainda temos um caminho a percorrer até a sintonia do time campeão em 2004, por exemplo. Mas foi um bom começo! E para você? Quais foram os erros e os acertos desse novo time? Deixe a sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. Levantadora nova, time novo
  2. Nova seleção masculina estreia com vitória
  3. Nova seleção masculina passa no teste e é aprovada
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 26 de julho de 2009 Seleção masculina | 18:40

Somos octacampeões da Liga Mundial

Compartilhe: Twitter

Podem comemorar! O Brasil é campeão da Liga Mundial de vôlei! O Brasil é octacampeão! Em uma final que pode ser explicada em uma palavra: tensão. Tensão da primeira final da nova geração.Tensão da derrota no primeiro set. Tensão de jogar com casa lotada de torcida contra. Tensão de Giba, esperando e não recebendo bola. Tensão no saque, que não estava entrando. Tensão dos muitos erros de arbitragem. Mas, mesmo com tudo isso, o Brasil foi o melhor time, cresceu quando tinha que crescer e faturou o título com a vitória por 3 sets a 2 (22/25, 25/23, 25/22, 23/25 e 15/12).

A partida deste domingo foi emocionante, como deve ser uma final. Estavam em quadra os dois times que mais se destacaram no campeonato. A Sérvia, dona da casa, fez uma ótima campanha na primeira fase e não chegou à final apenas por ser a sede. O Brasil teve apenas uma derrota em toda a competição, sofreu com a adaptação no começo e ainda teve que carregar o peso de ser o Brasil, uma grande potência no vôlei mundial.

Brasil é octacampeão da Liga Mundial - Divulgação/FIVB

O jogo

O jogo começou melhor para os donos da casa. Com Milijkovic voando, a Sérvia não deu chances ao bloqueio brasileiro, que pouco apareceu. Além disso, o saque nacional estava muito irregular. Resultado, vitória da Sérvia. O primeiro momento tenso da final.

No segundo e no terceiro sets, o Brasil conseguiu acertar o seu serviço e achar a deficiência da recepção sérvia. Eles não sabiam passar na mão os saques chapados, aqueles não muito fortes. Melhor para o lado brasileiro, afinal, a chance de errar no serviço sem peso é muito menor. Depois dos oito erros no primeiro set, foram apenas quatro no segundo e quatro no terceiro. Com isso, vitória nas duas parciais e virada no placar.

O Brasil também conseguiu acertar o bloqueio. A seleção pegou o tempo de Milijkovic e o experiente levantador Nicola Grbic teve que variar as jogadas. Outro momento tenso. O passe nacional ficou quebrado e, enquanto isso, os centrais sérvios acharam o espaço na defesa nacional. Resultado do ótimo saque dos anfitriões. Para complicar, o auge da tensão da partida. Quando estava 21 a 21 no placar, Milijkovic atacou, Murilo bloqueou e a bola voltou na cabeça do sérvio. Mesmo assim, o árbitro deu ponto para Sérvia. A partida teve diversas bolas roubadas para os donos da casa, mas essa foi demais. Tanto que o jogo parou, o árbitro foi chamado à mesa e teve que voltar o ponto para o Brasil. Mas, com isso, a seleção perdeu a concentração e a Sérvia cresceu com um bloqueio em Rivaldo e fechou o set na seqüência.

Faltava o quinto set. Empolgada, a Sérvia abriu quatro no placar. Mais tensão para o Brasil, que não se acertava em quadra, com erros de ataque. Tensão para Giba, que não recebia bola. Mas tudo estava prestes a mudar nas mãos de Murilo, o jogador que mais cresceu na Liga Mundial. Com um bloqueio do ponta, Brasil voltou para o jogo. Com raça, vibração e a segurança de Leandro Vissotto, que marcou 29 pontos no jogo, a seleção nacional buscou o placar. E no final, bola para Giba. Dois ataques, dois pontos e o título mundial!

Para coroar, Serginho ainda levou o prêmio de melhor jogador da Liga Mundial. Isso mesmo! Um líbero como o melhor do mundo! Em um time que, mesmo renovado, mantém a característica de todos iguais, com reserva entrando e segurando as pontas, como Sidão que substituiu bem Rodrigão na semi e na final. Um time novo, que ainda tem coisas a aprender, mas que começa muito bem! Valeu, Brasil!

E você? O que achou da final da Liga Mundial? O que achou da seleção brasileira? Também ficou tenso durante o jogo? Conte o que achou ao Mundo do Vôlei!

Notas relacionadas:

  1. Reservas dão conta do recado na Liga Mundial
  2. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
  3. Estamos na final da Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 25 de julho de 2009 Seleção masculina | 14:08

Brasil 3 x 0 Rússia

Compartilhe: Twitter

1º set
Brasil abre logo 4 a 0 com um bom saque balanceado de Bruninho. Pouco depois, a seleção desperdiça alguns lances com Leandro Vissotto e deixa a Rússia crescer. Eles chegam à frente no primeiro tempo técnico, mas o Brasil se recupera e reassume a liderança no placar no 10º ponto. Com boas bolas pelas pontas e Leandro Vissotto de volta ao jogo, a seleção cresceu e abriu vantagem (18 a 13). O saque nacional também começou bem o jogo, com aces de Giba e Murilo e uma boa variação entre serviços forçados e colocados. Na bola de meio fundo com Giba, Brasil fecha em 25 a 17.

2º set
Apesar do Brasil sair na frente, Rússia começa melhor, com mais volume no ataque e abre dois pontos. A seleção tira a vantagem em duas bolas de Sidão. Primeiro, no ataque de meio, o primeiro do jogo, e depois, em um ace. Na seqüência, vira com ataque de Murilo (7 a 6). Rússia volta à frente no ace de Mikahilov (9 a 8). Com um erro de ataque e um de armação de bloqueio, os russos retomam a vantagem (12 a 9). Tudo igual de novo no 12 a 12. Sidão bloqueia no meio e Brasil vai para o tempo na frente (16 a 15). No saque de Sidão, a seleção abre três de vantagem (18 a 15) e se mantém na frente até o final. Rússia tenta encostar, mas ao time nacional segue melhor, com bons bloqueios, e fecha no saque de Giba em 25 a 21.

3º set
Começo de set equilibrado, com Brasil na frente e, pouco depois, com a virada da Rússia com jogadas de meio. Na seqüência, a seleção volta ao seu volume de jogo e assume de novo a liderança. Com um ponto de bloqueio, abre quatro no placar (9 a 5) e depois chega a seis na frente (11 a 5). Rússia muda o time, troca os opostos e os pontas, mas Brasil continua dominando e vai para o segundo tempo técnico com 16 a 9 no marcador. Os russos melhoram com polah…. , mas Brasil segue firme, se aproveita dos erros dos rivais e fecha em 25 a 21.

Notas relacionadas:

  1. Finlândia 0 x 3 Brasil
  2. Finlândia 3 x 2 Brasil
  3. Que venha a Rússia!
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 24 de julho de 2009 Seleção feminina, Seleção masculina | 16:11

Sem bloqueio e com um susto, Brasil está na semifinal

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina de vôlei fez o que precisava nesta sexta: venceu a Argentina, mesmo sem uma grande atuação, e está na semifinal da Liga Mundial. O bloqueio não funcionou como no jogo contra Cuba, mas o saque continuou bem.

Foram cinco aces e finalmente Leandro Vissotto, que já foi até criticado por Bernadinho e não estava em seu melhor dia no ataque, soltou o braço e fez o seu ponto direto no serviço. Brasil fez 3 sets a 0 (veja como foi a partida), mas não uma boa exibição. Relaxou demais quando viu que a partida poderia ser simples, com a facilidade do primeiro set. Só venceu o segundo nos detalhes nos últimos pontos e nos erros dos argentinos, 32 em todo o jogo! E no terceiro, abriu vantagem no que parecia a cópia do primeiro, mas deixou a Argentina crescer, relaxando mais uma vez. Ganhou moral com uma linda bola de Bruninho com Lucão depois de um rali e engrenou até fechar o jogo.

Deve ser complicado, ainda mais para os novatos, se manter focado na partida mesmo sabendo que já está na semifinal e que vai ter um adversário bem mais complicado pela frente. Talvez por isso as bobeadas na desta sexta, que não podem se repetir na semifinal. E nem os erros nas conclusões dos contra-ataques, ainda uma falha desse time.

Vale também arrumar mais uma vez o bloqueio. Os 17 pontos feitos contra Cuba não são normais, mas fazer apenas quatro, como hoje contra a Argentina, também não. O bloqueio precisa fazer pressão o tempo todo, ainda mais contra times altos e ótimos no ataque, como Sérvia e Rússia. Falando nisso, os dois jogam neste momento e o perdedor encara o Brasil na semifinal.

E a seleção pode não contar com Rodrigão. O central sentiu um estiramento no braço esquerdo depois de um peixinho. Para alívio, Sidão entrou muito bem em seu lugar, principalmente no saque, uma pancada poderosa. O Brasil perde experiência com a troca, mas não o volume de jogo.

Vamos ver com quem a seleção mede forças na semifinal. E você, o que achou da atuação contra a Argentina? A relaxada no meio do jogo foi normal? Já dá para sonhar com o primeiro título da nova geração? Deixe o seu comentário!

Meninas perto do Mundial
A seleção brasileira feminina está perto de se garantir no Campeonato Mundial de 2010. Depois do passeio contra a Venezuela, o Brasil sofreu, mas venceu a Argentina com destaque para o bloqueio. Agora, enfrenta o Peru nesta tarde. Os dois melhores times estão classificados para o torneio do ano que vem.

Notas relacionadas:

  1. Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia
  2. Com bloqueio de volta, seleção feminina vai à semifinal
  3. Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quinta-feira, 23 de julho de 2009 Mais Europa, Seleção masculina | 16:59

Bloqueio e saque salvam Brasil na Liga Mundial

Compartilhe: Twitter

A estreia da seleção masculina de vôlei na fase final da Liga Mundial não foi o jogo esperado. Contra Cuba, Brasil teve trabalho em alguns momentos para ficar a frente do placar. A seleção precisou de 1h38 para vencer os jovens cubanos por 3 sets 1 (veja como foi a partida). Mas, pelo menos, duas coisas deram certo: bloqueio e saque.

No total, foram 17 pontos no bloqueio e 12 pontos no saque. Não me lembro de um jogo com números. Finalmente o serviço brasileiro entrou do jeito que precisava. Os cubanos, acostumados a jogar na pancada o tempo todo, sabem defender pancadas. Simples, basta tirar a força. Até Lucão, famoso pela potência no serviço, optou por sacar mais balanceado. Sinal de maturidade do jogador, que parecia nervoso no começo da partida. Normal para um menino de 23 anos que está pela primeira vez em uma grande competição com a seleção e já é titular.

Mas quem merece méritos no saque é Thiago Alves. Ele entrou no lugar de Giba, que estava muito mal no ataque, e marcou seis aces. Sem contar os saques que quebraram a recepção! A responsabilidade dele era substituir um dos melhores do mundo e capitão do time. Mas Thiago mostrou personalidade. Entrou forte, arrumou o ataque e caprichou no serviço. Parabéns!

Bloqueio brasileiro contra Cuba/AFPE, com o saque fazendo o seu papel, o bloqueio pode trabalhar mais. E Cuba joga na força, ou seja, para bloquear a chave é estar bem posicionado. Não é o jogo mais difícil de acompanhar. Brasil parou também Leon, jovem de 15 anos e destaque do time. Ele deu trabalho no saque no começo do jogo, apenas. Todo o sistema defensivo do Brasil funcionou. Se a bola não parava no bloqueio, sobrava para alguém na defesa, mais um ponto que melhorou com a troca de Giba por Thiago Alves.

Porém, nem tudo foi bem nesta tarde. O Brasil não fez o que sabe na virada de bola. Bruninho usou pouco as jogadas de meio, segurança do time nacional. Ele acelerou bem com Vissotto e com Murilo, mas poderia ter variado mais. E também aproveitado melhor os contra-ataques. Bernardinho ficava louco no banco a cada bola que era recuperada pela defesa, mas desperdiçada no ataque. De que adianta defender sem concluir bem a jogada? Esse é um problema desse time desde a sua formação e ainda precisa ser melhorado.

Com a vitória, o Brasil coloca um pé na semifinal. O outro passo será dado nesta sexta, contra a Argentina. Pelo jogo deles contra os cubanos, muito nervosos e previsíveis, a seleção passa sem muitos problemas…

Adeus, Estados Unidos!
Na outra chave, os norte-americanos, atuais campeões olímpicos e da Liga Mundial, acabaram de perder por 3 sets a 0 para a Rússia (veja como foi a partida). É, parece mesmo que o time dos EUA não se acertou ainda com a renovação. Com a derrota, eles estão fora da Liga Mundial. Rússia encara a Sérvia amanhã na decisão da liderança do grupo e de quem será o provável adversário do Brasil. Jogaço!

E você, o que acha? O Brasil vai para a semifinal? E na outra chave, quem será o primeiro e quem será o segundo? O que achou do jogo contra Cuba? Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Saque e bloqueio dão vitória sobre a Polônia
  2. Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia
  3. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 19 de julho de 2009 Seleção masculina | 13:10

Reservas dão conta do recado na Liga Mundial

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina de vôlei se despediu da torcida e da fase de grupos da Liga Mundial com mais uma vitória. De novo contra a Venezuela, a seleção fez 3 sets a 0 (veja como foi o jogo) no Mineirinho lotado. Mas a diferença nesta partida foram as caras novas em quadra. No último jogo, quase todo mundo teve o gostinho de entrar.

Brasil começou com os titulares e apenas uma mudança: Éder no lugar de Lucão para arrumar o bloqueio, principal deficiência do time na primeira partida em Belo Horizonte. A rede realmente melhorou e a seleção venceu, sem problemas. Como não teria muito mais o que testar com os titulares, Bernardinho colocou o banco em quadra, para dar ritmo a todos para a fase final. Depois de um pequeno susto, deu certo.

Com Thiago Alves, João Paulo, Rivaldo e Marlom, o Brasil sofreu no segundo set, principalmente com o saque de Diaz. Entretanto, eles logos se entrosaram em quadra e conseguiram fechar a parcial. No último set, Lucão e Léo Mineiro foram para o jogo e o time deu um passeio. É bom ver quem está com vontade de mostrar serviço jogando. Marlom manteve a precisão e a velocidade para o ataque e Thiago Alves e Rivaldo jogam com uma garra que empolga o resto do time.

Agora, chega de testes! Bernardinho fez o que era preciso. Formou seu time titular (Bruno, Leandro Vissotto, Lucão, Rodrigão, Giba, Murilo e Serginho) e já sabe que tem bons jogadores no banco. Mais uma vez, ainda é preciso mais regularidade no saque. Vissotto, mesmo com 2,12m não tem o serviço mais potente do time, por exemplo.

Rivais das finais
Brasil deu sorte na fase final. Vai enfrentar Cuba e Argentina, enquanto Estados Unidos, Rússia e Sérvia duelam na outra chave. Os dois melhores do grupo passam para as semifinais. Será que vem o oitavo título da Liga Mundial por aí? Com a melhor campanha, em 12 vitórias em 11 jogos, muitos já apontam o Brasil como favorito ao ouro…

Prefiro a cautela. Todos ainda estão brigando por um lugar seguro no time titular, a equipe ainda é nova e, como disse a leitora Patrícia Silva, é melhor formar um time homogêneo e ganhar experiência que apenas um título. Vamos ver o que vem pela frente.

E você? O que achou de mais esse jogo do Brasil? Eles estão prontos para a fase final da Liga Mundial? Deixe o seu comentário no Mundo do Vôlei! Volto depois com um balanço das seleções classificadas para as finais e da renovada seleção masculina!

Notas relacionadas:

  1. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
  2. Brasil perde a invencibilidade na Liga Mundial
  3. Passeio brasileiro na Liga Mundial
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 13 de julho de 2009 Seleção masculina | 14:51

Brasil relaxou com a classificação na Liga Mundial?

Compartilhe: Twitter

A seleção masculina de vôlei quase sofreu uma zebra no domingo na Liga Mundial contra a Venezuela. O mesmo time que não deu trabalho algum para o Brasil na sexta-feira melhorou, defendeu muito e quase faturou a segunda partida em casa. Quase. No final, depois de dois sets ruins, a seleção se impôs e venceu por 3 sets a 0 (25/23, 34/32 e 25/19 – veja como foi o jogo).

Sidão saca para o Brasil - Divulgação/FIVBBernardinho aproveitou que o time já estava classificado para fase final para escalar reservas. Brasil foi para quadra com uma formação inédita, com Bruninho, Sidão, Giba, Thiago Alves, Rodrigão, Rivaldo e o líbero Serginho. Até aqui, tudo bem. Nada mais normal que aproveitar um jogo “para cumprir tabela” para testar os jogadores. Mas a seleção caiu muito de rendimento. E a culpa não é do nível técnico de quem estava no banco. Sidão é um gigante no meio e Thiago e Rivaldo entraram bem em todos os jogos. Também estão todos bem entrosados com Bruninho. Será que eles relaxaram porque já estavam classificados? Será que eles menosprezaram um adversário que parecia simples?

Em algumas entrevistas, os brasileiros reconheceram o baixo nível e elogiaram o fundo de quadra dos rivais. Os venezuelanos estavam muito bem na recepção e com isso, trabalharam mais o ataque e tiveram mais volume de jogo. Os brasileiros também disseram que venceram porque mantiveram a calma e são mais experientes. Pode ser. A Venezuela, mesmo com o susto de domingo, ainda é um time muito jovem e que se perde fácil. Depois de levar a partida de igual para igual, abrir 6 de ventagem no segundo set e perder no 34 a 32 com um ace de Rivaldo, os venezuelanos se entregaram na última parcial. E também errou demais! Foram 32 pontos dados de graça à seleção verde e amarela! E nem assim o Brasil conseguiu vencer com mais tranquilidade…

Fica uma lição desse jogo: nada de relaxar mais! E a Venezuela não será a primeira e nem a última seleção que o Brasil irá enfrentar com boa recepção. É chato jogar contra um time que deixa a bola cair pouco, mas essa é uma realidade. Além disso, o saque, que fez tanto efeito no começo da Superliga, precisa voltar a entrar em toda a partida e não apenas em alguns momentos dos jogos. Também vale trabalhar a finalização dos contra-ataques, ponto fraco dessa seleção

E você, o que achou de mais esse jogo da seleção brasileira? Eles relaxaram mesmo com a classificação? Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Brasil mostra o que é ser Brasil na Liga Mundial
  2. Brasil perde a invencibilidade na Liga Mundial
  3. A uma vitória da classificação
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

quinta-feira, 9 de julho de 2009 Seleção masculina | 19:55

A uma vitória da classificação

Compartilhe: Twitter

O jogo contra o time mais frágil do grupo pode definir a classificação da seleção masculina de vôlei na Liga Mundial. Se o Brasil passar pela Venezuela nesta sexta-feira, está garantido na fase final do torneio. A partida será em Caracas, na casa dos adversários, às 20h (horário de Brasília). No domingo, os dois times se encontram mais uma vez.

Brasil e Venezuela vivem situações opostas. Enquanto a seleção verde e amarela só perdeu uma partida, os adversários venceram apenas um jogo nesta Liga Mundial; A equipe de Bernardinho segue líder com folga em seu grupo. São 10 pontos à frente de Polônia e Finlândia, que lutam pelo segundo lugar e pelo único convite para as finais. Já a Venezuela, com apenas cinco pontos, já está fora da decisão.

Entretanto, na prática, vale manter o alerta ligado na seleção brasileira. A Venezuela pode ter tropeçado, mas tem o melhor atacante do campeonato, o ponteiro Diaz, de 2,04m. E o Brasil vem de uma derrota de virada para os finlandeses. O time nacional parece bem neste começo de trabalho, mas ainda tem erros que precisam ser concertados, como o saque, que está sendo facilmente recepcionado pelos adversários, com pequenas exceções. Giba, capitão brasileiro, também deve melhorar o ritmo em quadra. Além disso, Bruninho, que teve uma excelente atuação no primeiro jogo contra a Finlândia, tem que manter a regularidade e não cair de uma partida para a outra.

É bom para a seleção encarar o pior time do grupo para se arrumar, voltar a vencer e retomar a confiança. Mas, para isso, tem que voltar a jogar solto, na velocidade e variar mais as jogadas, pelo meio com Lucão e companhia, e pelas pontas, com Murilo, que está melhorando a cada partida. Por outro lado, quem já viu Brasil x Venezuela sabe que os rivais jogam duro, não se rendem fácil e são cheios de marra. Se o time de Bernardinho tropeçar contra o mais fraco da chave, a cobrança e a pressão serão gigantes! Será que eles estão preparados?

E você? Acha que o Brasil reencontra a vitória sobre a Venezuela? O que o time precisa melhorar para não ser surpreendido mais uma vez? Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Nova seleção masculina estreia com vitória
  2. Saque e bloqueio dão vitória sobre a Polônia
  3. Quem pode parar os indomáveis brasileiros?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

sexta-feira, 3 de julho de 2009 Seleção masculina | 07:00

Quem pode parar os indomáveis brasileiros?

Compartilhe: Twitter

Esta é a pergunta feita pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) ao falar dos próximos jogos do Brasil na Liga Mundial. A seleção masculina encara a Finlândia nesta sexta e neste sábado, na casa dos adversários às 12h30 (horário de Brasília), como o único invicto da competição.

Giba disse, no final de semana passado, que se daria melhor quem se adaptasse mais rápido à nova equipe, já que a maioria dos times já começou a sua renovação para o próximo ciclo olímpico. Entretanto, essa invencibilidade verde e amarela já coloca a seleção como favorita ao título?

Prefiro a cautela. O time venceu todos os jogos, mas não encontrou os piores adversários, como Estados Unidos, Rússia ou Sérvia. E até a Itália, que mesmo não sendo mais a grande potência, tem tradição e cresce contra o Brasil. Os próprios finlandeses deram trabalho na primeira partida, vencida apenas no tie-break. “Em Brasília nós chegamos perto de realizar o nosso sonho de vencer o Brasil”, ressaltou Mauro Berrutto, técnico da Finlândia. Será que em casa, eles conseguem?

Depende da concentração do Brasil. Esse foi o grande pecado contra a Polônia. O time sentiu a pressão da fanática torcida contra e perdeu o foco. E a equipe ainda precisa se entrosar. Bruninho é um ótimo levantador, mas só consegue jogar à vontade com quem conhece. Com Eder, Lucão e Thiago Alves, o tempo e a velocidade são perfeitos. Ele também já parece adaptado com Rodrigão, Sidão e Leandro Vissotto. Mas ainda peca com Giba, Murilo e Rivaldo e, com isso, perde a jogada mais linda do Brasil:o meio fundo. Além de deixar a equipe mais lenta com esses atacantes em quadra. Vamos ver quem Bernardinho vai escalar dessa vez…

E para você, quem consegue parar os brasileiros? O que esperar dos jogos contra a Finlândia? Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Brasil 3 x 2 Finlândia
  2. Previsível, Brasil sofre com saque e bloqueio da Finlândia
  3. Brasil 3 x 0 Finlândia
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5
  6. 6
  7. Última