Publicidade

terça-feira, 21 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:09

“Ainda não estamos 100%”

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira chegou ao Campeonato Mundial masculino de vôlei como favorita ao bicampeonato. Parte desse favoritismo veio da ótima campanha na conquista da Liga Mundial deste ano. Entretanto, parece que esse time campeão ainda não entrou no Mundial. O próprio técnico Bernardinho reconhece que a sua equipe ainda não está 100%. Apesar do rendimento abaixo do esperado o Brasil venceu a Austrália nesta manhã por 3 sets a 0 e garantiu vaga para a próxima fase. Mas, para chegar a semifinal, é preciso melhorar.

O time australiano não deu trabalho ao Brasil e a seleção venceu os dois primeiros sets com facilidade por 25/19 e 25/19. “Tentamos fazer coisas extraordinárias porque estávamos jogando contra o Brasil. Talvez não devêssemos ter feito isso e sim, ter jogado um voleibol mais sólido”, disse o capitão australiano Benjamin Hardy. “Cometemos alguns erros, mas no geral jogamos bem no primeiro e no segundo set. Nosso contra-ataque, que foi um grande problema contra a França, voltou a funcionar, mas ainda não está tão efetivo quanto precisa”, falou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho.

Na terceira etapa, Bernardinho colocou os reservas em quadra. Entraram Samuel, Anderson, Murilo e Rodrigão. A Austrália cresceu e consegui ficar quase o set todo dois pontos à frente no placar. “Eles jogaram bem, bons bloqueios, serviço forçado e contra-ataques. Isso colocou a gente sob pressão”, comentou Bernardinho. O Brasil virou no 22 a 21 e Murilo levou o time ao match point. O capitão australiano Hardy errou um ataque e o time brasileiro levou o set por 25/23.

A vitória sobre a Austrália não é muito animadora, afinal a equipe perdeu todas as partidas que disputou até o momento e só ganhou dois sets. Era obrigação da seleção brasileira levar a partida desta manhã. Com o resultado, o time de Bernardinho garantiu vaga para a próxima fase, junto com Alemanha e França, que já estavam classificadas. Além disso, a vitória também deu lugar a Cuba na segunda etapa do Mundial de Vôlei.

Estar classificado não alivia a pressão em cima da seleção brasileira. Como os resultados dessa fase são levados para a seguinte, na qual oito times disputam duas vagas para as semifinais, a equipe não pode mais perder. Essa situação não está fazendo bem aos brasileiros. Bernardinho culpa pressão por atuações abaixo do esperado. “O Brasil ainda não está 100% e estamos atrás disso nesse Mundial”, admitiu o treinador. “Jogamos sempre às 3h (14h no Japão) e não temos tempo para treinar”, completou.

Segundo Bernardinho, estar sob pressão todo o tempo não é fácil. Ele lembra que muitos jogadores estão cansados, pois estavam na Liga Mundial, depois no Campeonato Italiano e agora estão no Mundial. Não tiveram tempo para respirar. “Eles não são máquinas e às vezes as coisas não funcionam”, falou o técnico.

O Brasil precisa encontrar o seu ponto de equilíbrio para a segunda fase dessa competição. Terá pela frente a invicta Bulgária e a tricampeã mundial Itália. Superar essas duas equipes não será fácil porque elas estão embaladas no Mundial e são muito fortes. Agora é fundamental vencer a Alemanha na última partida da primeira etapa e chegar com mais vontade e concentração à rodada decisiva.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e André Heller. Líber Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho, Rodrigão, Murilo e Samuel. Técnico Bernardinho.

AUSTRÁLIA – Alderman, Carroll, Hardy, Yudin, Howard e Campbell. Líber DeSalvo. Entrou: Panagopka. Técnico Russell Borgeaud.

A única invicta da chave

A seleção brasileira encara a Alemanha nesta quarta, às 3h (horário de Brasília) e o desafio não será simples. Enquanto os brasileiros não podem nem pensar em uma derrota, os alemães estão empolgados com a vitória sobre a França por 3 sets a 1, de virada, na manhã desta terça-feira com parciais de 22/25, 25/21, 28/26 e 25/22. Com isso, a Alemanha é única invicta e líder do Grupo B.

De acordo com o técnico Bernardinho, é necessário ter cuidado com o experiente central Hübner, de 31 anos. Ele é um dos melhores bloqueadores do Campeonato Mundial. “Hübner é um grande bloqueador de meio e um bom reforço para a equipe da Alemanha”, disse o técnico. “Para fugir da marcação do bloqueio dele, temos de jogar com velocidade. Isso vai dificultar um pouco o trabalho dos alemães”, comentou o oposto André Nascimento, que é companheiro de time do alemão no Trentino, na Itália.

Além disso, a Alemanha é uma equipe que joga com bastante potência. “É um time que saca muito forte e também é alto. Por isso, baseia seu jogo no saque e no bloqueio. Eles quebram o passe adversário e bloqueiam em seguida”, analisa Bernardinho. Na partida contra a França, mostraram um bom jogo no fundo de quadra e que não dependem apenas da pancada para vencer. “Sempre fomos bons em atacar e sacar. Muita gente fala que não conseguimos defender, mas agora estamos melhorando. Por muitos anos, ninguém acreditou na seleção alemã masculina. Agora estamos jogando em um bom nível e conseguindo ótimos resultados”, falou o técnico Stelian Moculescu.

Para superar a Alemanha, o Brasil tem que contar com um bom saque, para quebrar o passe adversário, e Ricardinho precisa variar bem as jogadas, para fugir do bloqueio. O fundo de quadra também será exigido para segurar os ataques alemães e dar chances ao contra-ataque brasileiro. É fundamental esquecer o tropeço contra a França e se concentrar para sair bem da primeira fase.

Outros resultados

GRUPO A

Egito 2 x 3 China
Porto Rico 0 x 3 Polônia
Japão 3 x 1 Argentina

GRUPO B

Cuba 2 x 3 Grécia
Austrália 0 x 3 Brasil
Alemanha 3 x 1 França

GRUPO C

Irã 0 x 3 Bulgária
República Checa 3 x 0 Venezuela
Itália 3 x 1 Estados Unidos

GRUPO D

Tunísia 2 x 3 Canadá
Sérvia e Montenegro 3 x 1 Coréia
Rússia 3 x 0 Cazaquistão

*com informações da FIVB e da CBV/Foto: Levantador Marcelo arma a jogada com o central Gustavo/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

domingo, 19 de novembro de 2006 Sem categoria | 16:56

Vamos acordar, Brasil!

Compartilhe: Twitter

O primeiro set ruim contra os cubanos na estréia foi culpa da falta de ritmo de jogo e do pouco tempo de preparação. A partida arrasadora contra a Grécia deu moral, mas arrasar um time fraco não é a tarefa mais impossível do mundo. Contra a França nesta manhã, um excelente começo, uma pane depois e a derrota por 3 sets a 1. Qual a justificativa agora? Pois é, Brasil, está na hora de acordar! O Campeonato Mundial já começou!

Na partida deste domingo, os brasileiros entraram em quadra determinados e pareciam que não iam dar chances aos franceses. No primeiro set, o saque estava forçado e prejudicou a recepção adversária. André Nascimento, Giba e Gustavo fizeram pontos diretos de serviços. Entretanto, os franceses estavam atentos ao jogo e, apesar de não terem assumido a liderança no placar em nenhum momento, sabiam se aproveitar dos erros brasileiros, que estavam querendo acabar logo o set, e aos poucos, foram crescendo. O Brasil fechou o set por 25 a 20.

Daí para frente, só a França apareceu em quadra. O saque entrou melhor, a defesa fechou a a quadra e os brasileiros não conseguiram mais atuar bem e erraram muito, desperdiçaram diversos contra-ataques. “Cometemos uns 20 ou 25 erros em contra-ataque e no vôlei, se o contra-ataque não é eficiente, o time perde, como todo mundo sabe” , comentou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho. “Estou desapontado. A França se aproveitou dos nossos erros”, completou o capitão.

E foi assim, se aproveitando dos erros e muito mais relaxado em quadra que os franceses venceram o segundo set por 25 a 22 e o terceiro por 25 a 23. Três jogadores fizeram a diferença: Granvorka, com uma pancada no saque, Vadeleux, que arrasou o Brasil no meio-de-rede e o levantador Puyol. O que Ricardinho tentava fazer e errava, Puyol executava com perfeição. Para fugir do bloqueio francês, o levantador brasileiro acelerava as jogadas e forçava as bolas mais rápidas. Algumas saiam certas, mas muitas saiam baixas demais para os atacantes, que estava batendo sem estar com o braço esticado. Do lado francês, Puyol conseguia aceleram as jogadas e colocar a bola “redondinha” para os atacantes, principalmente os meios-de-rede, que ignoraram o bloqueio verde e amarelo.

Para trabalhar dessa maneira, Puyol contou com a ótima atuação da defesa da França. “A recepção deles estava muito boa e isso fez a gente perder a paciência e cometer mais erros”, disse Bernardinho. O Brasil atacava, mas a bola não caia na quadra adversária. “Contra um time como a França não se pode cometer tantos erros assim”, analisou o técnico. Ao todo, o Brasil deu 37 pontos de graça para os franceses em erros. Segundo Bernardinho, o time colocou muita pressão sobre si.

O Brasil parecia que tinha acordado no final do quarto set. Estava perdendo de 21 a 16 e conseguiu virar o jogo em uma ótima seqüência de saques não forçados de Dante, boa combinação de ataque e bloqueio, que conseguiu amortecer as bolas. Entretanto, a França recuperou a bola e foi a vez do “canhão” Granvorka ir para o serviço e fazer um ace. O jogo seguiu disputado, mas o Brasil errou a última bola de ataque e a França venceu por 29 a 27 e fez 3 sets 1 na partida. Os franceses saíram orgulhosos de quadra e vingados da final da Liga Mundial, perdida para o Brasil. Com a vitória, eles seguem invictos na competição e com o segundo lugar do Grupo B, atrás da Alemanha pelo saldo de pontos. Já Brasil está em uma situação delicada. Precisa vencer e vencer bem as últimas partidas para chegar bem à segunda fase e ir para a semifinal.

BRASIL – Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e Rodrigão. Líber Escadinha. Entraram: Anderson, Marcelinho, André Heller, Murilo e Samuel. Técnico Bernardinho.

FRANÇA – Pujol, Granvorka, Antiga, Samica, Vadeleux e Hardy Dessources. Líber Exiga. Entraram: Kilama e Kapfer. Técnic Philippe Blain.

Dia sem jogo é dia de muito trabalho

Os times têm a segunda-feira de folga no Campeonato Mundial. Para o Brasil, será o dia de colocar a casa em ordem e se preparar para encarar Austrália e Alemanha nas últimas partidas da primeira fase.

Já está mais do que na hora de acordar para os jogos e ter mais atenção aos erros. A partida contra a Grécia é um parâmetro de comparação muito seguros, pois os gregos são franco-atiradores. Eles arriscam tudo o que podem no saque e, por isso, acabam errando bastante. Os gregos não sabem jogar sobre pressão e contra o Brasil eles não mostraram resistência. Contra Cuba e França, a seleção errou muito, não soube aproveitar os contra-ataques. Não adianta o líbero Escadinha segurar as porradas no fundo, se as jogadas não saem no ataque. Além disso, o saque brasileiro precisa estragar mais a recepção dos adversários. Que a folga de jogos seja aproveitada com treino para arrumar isso.

Agora o Brasil enfrenta a Austrália (às 5h desta terça), um time que joga rápido, mas é considerado o mais fraco do grupo, e a Alemanha (às 3h desta quarta), seleção que ainda não perdeu e mostrou bom volume de jogo. Para manter vivo o sonho do bicampeonato, é necessário vencer bem esses dois confrontos, afinal, os resultados dessa fase são levados para etapa seguinte. Lá, serão 8 times brigando por apenas duas vagas na semifinal. Como se não bastasse, o Brasil deve vai cruzar com gigantes do voleibol atual como Itália e Bulgária, além da alta República Checa e a sempre complicada Venezuela. Que esse dia de treinos faça bem a seleção brasileira.

Outros resultados

GRUPO A

China 2 x 3 Argentina
Polônia 3 x 0 Egito
Porto Rico 1 x 3 Japão

GRUPO B

Cuba 3 x 0 Austrália
Alemanha 3 x 0 Grécia
França 3 x 1 Brasil

GRUPO C

EUA 3 x 1 República Checa
Venezuela 1 x 3 Bulgária
Itália 3 x 1 Irã

GRUPO D

Cazaquistão 1 x 3 Coréia
Tunísia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Canadá 0 x 3 Rússia

*com informações da FIBV/ Foto: França não cometeu falhas na defesa/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

sábado, 18 de novembro de 2006 Sem categoria | 18:49

Jogo de gigantes

Compartilhe: Twitter

Pode-se dizer que o Campeonato Mundial começa para a seleção masculina neste domingo. Isso não significa quer dizer que as duas vitórias nas primeiras rodadas, sobre Cuba e Grécia, não significaram nada. Elas deram ao Brasil a primeira colocação do Grupo B até o momento. Mas o próximo jogo do time brasileiro será diante da primeira “pedreira” desse Mundial. O Brasil encara a França às 7h da manhã deste domingo (horário de Brasília).

Na chave brasileira, os franceses serão os adversários mais complicados. Eles vêem crescendo bastante ultimamente. Na edição do Campeonato Mundial de 2002, a França ficou com o bronze. Depois disso, teve um período sem bons resultados e voltou com fora ao cenário mundial neste ano. Os franceses deram trabalho ao Brasil na final da Liga Mundial, que foi decidida no detalhe e a seleção brasileira levou o título após vencer por 3 sets a 2.

A França é uma equipe perigosa pelo estilo de jogo semelhante ao brasileiro. Eles não jogam na força o tempo todo, preferem a habilidade e o bom trabalho no fundo de quadra. “Eles têm uma capacidade de concentração enorme. Defendem e cobrem como poucos, têm volume de jogo único”, explica o técnico Bernardinho. O meio-de-rede Gustavo comenta qual a estratégia para atuar contra uma seleção como essa. “Além do saque e do bloqueio, que precisam funcionar contra qualquer equipe hoje em dia, temos de estar muito bem na parte técnica contra a França. Precisamos ter ainda mais volume de jogo do que eles”, disse o jogador.

Os franceses reconhecem a superioridade do Brasil, atual campeão mundial, olímpico e da Liga. Entretanto, eles estão preparados e sabem como deve entrar em quadra. “Sabemos que o Brasil é o melhor time nessa competição. Precisamos receber e atacar bem”, comentou o técnico Phillipe Blain. “Se perdermos para o Brasil, não será o fim do campeonato, mas se ganharmos, será um excelente resultado”, continuou Blain.

Uma vantagem para o Brasil no Mundial é a ausência do oposto Ruette, maior pontuador na Liga Mundial. O francês desfalca o time por causa de um problema de circulação na mão direita. Do lado brasileiro, o meio-de-rede Rodrigão sentiu nas costas e foi poupado contra a Grécia. Mas a lesão não é grave e logo ele estará de volta à equipe.

Até agora, a vida dos brasileiros foi mais simples nessa competição. Após um susto no primeiro set na estréia contra Cuba, o Brasil venceu por 3 sets a 1. Na segunda rodada, tranqüilidade para bater os gregos por 3 a 0 (veja detalhes dessa partida abaixo). Já os franceses perderam um set para os gregos e suaram para vencer os australianos na madrugada deste sábado. A Austrália não deu folga, pressionou o tempo todo e fez um jogo muito equilibrado. No final, a França conseguiu ganhar por 3 a 1, com parciais de 25/23, 30/28, 24/26, 26/24.

Após esse jogo, os franceses reconheceram que cometeram erros e que precisam melhorar para vencer o Brasil. “Não jogamos no nível que precisamos para vencer. O time começou bem, mas perdeu o foco e ficou nervoso. Pensamos muito no resultado ao invés de pensarmos em cada ponto. Essa é a pior coisa que se pode fazer”, avalia o treinador francês. “Cometemos muitos erros e precisamos de mais um tempo no Mundial para jogarmos do mesmo jeito que atuamos na Liga Mundial”, completou o capitão Stephane Antiga.

Para o jogo deste domingo, o Brasil pode aproveitar dessa falta de entrosamento mostrada pela França e do cansaço dos jogadores por causa da guerra contra a Austrália. A seleção brasileira está com força total e ainda mais confiante com o passeio sobre a Grécia. Para a primeira “pedreira” no Mundial, o Brasil sai na frente.

A Grécia sumiu

Na partida desta madrugada, o Brasil atropelou a Grécia ao vencer por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 25/16. Com isso, brasileiros, franceses e alemães são os invictos até agora no grupo B do Campeonato Mundial.

A Grécia começou como era esperado, forçando tudo no saque e já marcando um ace. Seguram um pouco à frente no placar, mas logo a superioridade e a habilidade brasileiras
apareceram e a seleção de Bernardinho virou e levou o set. Nas parciais seguintes, como também era esperado, o time grego aceitou que estava perdendo e entregou o jogo. “O primeiro set foi complicado, mas no segundo e no terceiro estávamos mais relaxados”, falou André Heller, que jogou no lugar de Rodrigão.

Diferente da primeira rodada, quando Bernardinho criticou os jogadores por cometerem erros bobos estarem pouco concentrados contra Cuba, o treinador saiu satisfeito de quadra. Para os atletas, o que fez a diferença contra os gregos foi a concentração total na partida. “Tivemos um bom jogo por estávamos concentrados. Estávamos mais motivados a bater os nossos adversários e a Grécia não conseguiu responder ao nosso jogo”, analisou o levantador e capitão brasileiro Ricardinho.

Com a partida nas mãos, Bernardinho mudou toda a equipe brasileira. Os titulares saíram e deram lugar a Samuel, Murilo, Marcelinho, Anderson. “Durante a nossa preparação, tivemos pouco tempo. Colocamos o time B contra a Polônia e ele jogou bem. Hoje, os jogadores tiveram a chance de sentir o clima do Mundial e a atmosfera para a partida de amanhã e todas as outras. É importante essa experiência e eles atuaram bem”, comentou Bernardinho.

O Brasil começou a partida com Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo, André Heller e o líbero Escadinha. Entraram Marcelinho, Anderson, Samuel e Murilo. Na Grécia, os titulares foram Kournetas, Roumeliotis, Christofidelis, Lappas, Pantaleon e Smaragdis e o líbero Stefanou. Entraram Prousalis, Kyriakidis, Andreadis e Kravarik.

Outros resultados

GRUPO A

Argentina 0 x 3 Polônia
Egito 3 x 2 Porto Rico
Japão 2 x 3 China

GRUPO B

Brasil 3 x 0 Grécia
Austrália 1 x 3 França
Alemanha 3 x 0 Cuba

GRUPO C

Irã 1 x 3 Venezuela
República Checa 0 x 3 Itália
Bulgária 3 x 0 Estados Unidos

GRUPO D

Rússia 3 x 0 Tunísia
Sérvia e Montenegro 3 x 1 Cazaquistão
Coréia 1 x 3 Canadá

*com informações da CBV e da FIVB/Foto:Giba supera o bloqueio grego/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

sexta-feira, 17 de novembro de 2006 Sem categoria | 10:57

Chegou, arrumou e levou!

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira masculina de vôlei fez a sua estréia no Campeonato Mundial nesta madrugada e bateu os cubanos por 3 sets a 1, com parciais de 21/25, 25/19, 25/15 e 25/22. Foi o jogo para aquecer para a competição. Agora o Brasil encara a Grécia, às 3h deste sábado (horário de Brasília).

O Brasil teve pouco tempo para se preparar para o Mundial e a equipe estava sem ritmo e sem entrosamento. Os cubanos se aproveitaram disso para vencer o primeiro set. “Cuba defendeu muito bem e isso fez a diferença”, comentou o oposto André Nascimento. “Eles cometeram menos erros que a gente no primeiro set. Talvez estivéssemos sob pressão e não pudemos jogar o nosso melhor”, completou o técnico Bernardo Rezende.

No intervalo para a segunda parcial, o técnico brasileiro chamou a atenção de todos e os jogadores acordaram e, com o ataque comandado por Giba e André Nascimento,mostraram o seu jogo e venceram os sets seguintes, liquidando a partida. “Foi importante termos vencido. Precisamos melhorar nosso serviço, bloqueio, defesa e criar mais chances de contra-ataque”, analisou Bernardinho. “Foi difícil se acostumar com o clima da partida e do estádio e tivemos apenas poucos momentos bons”, continuou o treinador.

Para ele, o formato do campeonato, com jogos seguidos e sem muitas folgas, não dá tempo para uma equipe começar devagar e ir crescendo. Entretanto, Brasil mostrou que sabe se recuperar e está preparadp para o desafio do Mundial. . “A partir do meio do jogo, recuperamos o nosso ritmo”, falou o oposto brasileiro André Nascimento. “Foi uma partida complicada, mas conseguimos ficar calmos e virar”, falou Giba.

A seleção cubana não é mais a mesma potência que já deu muito trabalho ao Brasil nos anos 90. Não tem mais os irmãos Hernandez, a potência do meio Pimienta e o saque forçado de Dennis. A equipe caribenha passa por uma fase de renovação e deve dar trabalho no futuro. “Cuba é uma equipe muito forte, com excelentes jogadores”, falou o atacante Giba. Os cubanos foram confiantes para a partida desta madrugada e acreditavam na vitória sobre os brasileiros. Mas se quiserem seguir no campeonato, precisa melhorar em alguns aspectos. “Ainda estamos cometendo muitos erros na recepção”, disse o técnico Roberto Garcia.

Equipes:

Brasil: Ricardinho, André Nascimento, Giba, Dante, Gustavo e Rodrigão. Líbero: Escadinha. Entraram: Marcelinho e Anderson. Técnico Bernardinho.

Cuba: Díaz, Michael Sánchez, Portuondo, Corrales, Simon e Dominico. Líbero: Jorge Luis Sánchez. Entraram: Yadler Sánchez e Camejo. Técnico: Roberto García.

Algo familiar

A seleção brasileira encara a Grécia na segunda rodada do Campeonato Mundial, na madrugada desta sexta, às 3h (horário de Brasília). As duas equipes não se enfrentam há dois anos, mas os adversários são bem conhecidos para o Brasil.

O ponta Dante e o levantador Marcelinho atuam no mesmo time que seis jogadores da seleção grega e sabem como eles costumar atuar. “Eles nunca acham que podem ganhar de ninguém. Já entram na quadra pensando que vão perder”, contou Marcelinho. Entretanto, Bernardinho lembra que, se eles estão na frente, ganham confiança. “Desanda um pouco se perdem um set, mas quando estão bem, podem derrubar qualquer um”, disse o técnico.

A grega é o saque. “Tem um ponteiro (Baev) com um dos saques mais fortes do mundo. Os centrais (Pantaleon e Andreadis) também são muito bons”, afirma o levantador brasileiro. “Antes de virmos para o Mundial, eles já me diziam que iam arriscar tudo no saque”, falou Dante. Além disso, eles são franco-atiradores e vão arriscar tudo neste Mundial para conseguir, ao menos, seguir para a segunda fase. Pelo menos esse é o objetivo do técnico Charitonidis. “Queremos ir passo a passo”, disse ele.

No primeiro jogo deste campeonato, a Grécia tinha o desafio de parar a forte equipe França. Os franceses começaram melhor, venceram os dois primeiros sets. A Grécia tentou uma reação e levou a terceira parcial. Depois, não resistiu à superioridade dos atuais vice-campeões da Liga Mundial e perderam por 3 sets a 1, com parciais de 25/22, 25/22, 22/25 e 25/17.

Outros resultados

GRUPO A

Polônia 3 x 0 China
Porto Rico 3 x 2 Argentina
Egito 2 x 3 Japão

GRUPO B

Brasil 3 x 1 Cuba
Grécia 1 x 3 França
Alemanha 3 x 1 Austrália

GRUPO C

Estados Unidos 1 x 3 Venezuela
República Checa 3 x 0 Irã
Itália 2 x 3 Bulgária

GRUPO D

Canadá 3 x 0 Cazaquistão
Rússia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Turquia 3 x 2 Coréia

*com informações da CBV e da FIVB/Foto: André Nascimento, um dos destaques brasileiros na partida/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

Sem categoria | 00:21

Briga no “lado da morte”

Compartilhe: Twitter

O Campeonato Mundial Masculino de Vôlei começa nesta madrugada e o Brasil encara Cuba na estréia, às 3h (horário de Brasília). Para conquistar o bicampeonato, a seleção de Bernardinho vai precisar em encarar grupos difíceis nesta competição. “Estamos sob pressão há seis anos. Esse será um campeonato duro. Estamos em uma chave dura e a segunda rodada será mais complicada”, comentou o técnico Bernardo Rezende. A segunda etapa será o chamado “lado da morte”, como classificou o treinador brasileiro.

Na primeira fase o Brasil estará no Grupo B, ao lado de Cuba, Grécia, França, Austrália e Alemanha e joga em Fukuoka, no Japão. Como foi no Mundial feminino, quatro equipes seguem no torneio. A etapa inicial não deve ser muito complicada. Cuba não tem mais a mesma potência dos anos 90. Grécia e Austrália não têm muita tradição e não representam grande perigo. Já os franceses são os mais perigosos dessa fase.

As duas seleções se encontraram na final da Liga Mundial deste ano. A França era a grande surpresa da competição e deu trabalho para o Brasil na fase final. A equipe brasileira precisou de 5 sets para marcar 3 a 2 e levar o caneco da Liga Mundial para casa. Para o Mundial, o Brasil precisa diversificar bem o ataque para quebrar as ótimas recepção e defesa francesas e ainda segurar no bloqueio os jogadores mais altos. França e Brasil têm estilos de jogo parecido, por isso é sempre bom ter cuidado também.

A vida do Brasil deve complicar mais na segunda rodada do Campeonato Mundial. Os quatro classificados da chave dos brasileiros pegam os quatros classificados do Grupo C, onde estão Venezuela, Estados Unidos, Itália, Irã, República Checa e Bulgária. Todos os cruzamentos nessa fase serão perigosos. E serão oito grupos brigando por apenas duas vagas nas semifinais. Por isso é o “lado da morte”. Passar para a segunda fase não será problema, mas chegar à etapa decisiva vai exigir muito dos brasileiros.

A seleção brasileira é a favorita para ficar com ouro no Mundial, mas Bernardinho ainda não está tão confiante assim. Além das pedreiras dos adversários, a seleção teve pouco tempo para treinar. “Como a maioria dos jogadores atua na Itália ou na Grécia, locais onde já estão acontecendo os campeonatos nacionais, eles só puderam voltar ao Brasil três semanas antes do Mundial”, disse o técnico. “Esse calendário não combina com o Mundial”, concluiu ele.

Por outro lado, a vantagem do Brasil é ser uma equipe que já se conhecem muito bem. Os atletas estão defendendo juntos a camisa verde e amarela há tempos. Os novatos são conhecidos das competições nacionais. Com isso, todos estão muito bem entrosados. É colocar tudo isso em prática mais uma vez e seguir no lugar mais alto do pódio.

Brasil para o Mundial

Levantadores: Ricardinho e Marcelinho
Opostos: André Nascimento, Anderson
Ponta: Giba, Murilo, Samuel e Dante
Meio: André Heller, Gustavo e Rodrigão
Líbero: Escadinha

*com informações da FIVB*

Autor: Aretha Martins Tags:

quinta-feira, 16 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:06

Acabou

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira tentou, lutou até o último minuto, foi uma das melhores equipes do Campeonato Mundial, mas não passou pela força russa na grande final. O trio Sokolova, Godina e Gamova foi melhor, ignorou o bloqueio brasileiro e deu a vitória para a Rússia por 3 sets a 2. Pela segunda vez na história, o Brasil é vice-campeão mundial (ficou com o segundo lugar em 1994, em São Paulo). Já a Rússia voltou ao topo do mundo após três bronzes seguidos. Esse foi o primeiro título do país após o final da União Soviética, que havia sido cinco vezes medalha de ouro no Mundial.

Na partida desta madrugada, as duas equipes tiveram altos e baixos. O Brasil dominou o primeiro set com um excelente saque, que acabou com a recepção russa, e venceu por 25 a 15. Na parcial seguinte, o jogo foi mais equilibrado e a maior vantagem foi um 10 a 7 para o Brasil. As russas seguiram pressionando, empataram e viraram no final. Com um ataque errado de Sheilla, as adversárias levaram a parcial por 25 a 23 e empataram o jogo.

A partir daí, o Brasil caiu. Elas sentiram a derrota e demoraram a acordar. Não renderam no terceiro set e nem as entradas de Carol e Renatinha ajudaram. O Brasil perdeu por 25 a 18. A quarta parcial foi o momento da reação. Com mais determinação e contando com alguns erros russos, as brasileiras voltaram ao jogo, venceram por 25 a 20 e levaram a partida para o tie-break. Ninguém conseguia abrir diferença no placar. Porém, na hora da decisão, com as duas equipes nervosas, a bola sobrou para a gigante Gamova que cravou e a Rússia fechou em 15 a 13 e a Rússia levou o ouro no Mundial. A gigante Gamova, de 2,02m, foi a maior pontuadora da partida. Sozinha, ela marcou 28 pontos. Do lado brasileiro, Sheilla e Jaqueline foram as melhores em quadra.

Apesar da derrota, a seleção brasileira sabe que fez um bom trabalho na competição e lutou até o fim pelo ouro. “Antes de tudo, gostaria de agradecer as nossas jogadoras. Elas brigaram até o último segundo. Fizeram um grande esforço, lutaram pelas bolas até o final”, ressaltou o técnico José Roberto Guimarães. Segundo a levantadora Fofão, não era possível saber quem iria ganhar a partida. “As equipes estavam muito perto. Por sorte, a Rússia fez o último ponto. Quero dar os parabéns para elas”, disse a brasileira. Agora, como falou José Roberto Guimarães, é dar continuidade ao trabalho na seleção.

O técnico russo Giovani Caprara atribuiu a vitória ao ótimo time que ele tem nas mãos. “Vencemos porque conseguimos achar três jogadoras do melhor nível: Godina, Gamova e Sokolova. Elas jogam com muita motivação e sem motivação é impossível jogar bem. Também temos uma levantadora que pode correr por cinco horas, se for necessário, uma líbero e duas bloqueadoras de meio que conseguem pensar bem antes de executar. Além disso, trabalhamos duro por seis meses”, analisou Caprara.

Segundo o treinador, a melhor jogadora da equipe deveria ser Sokolova, que voltou muito bem após sofrer uma contusão no músculo da coxa. “Ela é como uma mãe e irmã para as outras atletas e conseguiu trazer o time para o alto nível. Ela é tudo para a Rússia. Se ela não puder ficar com esse título, ninguém mais pode”, elogiou ele. Para a jogadora, a partida desta madrugada lembrou outros confrontos. “Na minha infância eu vi muitos jogos entre Brasil e União Soviética. Esses jogos passaram pela minha mente hoje”, contou. E como na época da União Soviética, o time brasileiro não resistiu a força, altura e bom jogo das adversárias.

Classificação geral

1º: Rússia

2º: BRASIL

3º: Sérvia e Montenegro

4º: Itália

5º: China

6º: Japão

7º: Cuba

8º: Holanda

9º: Estados Unidos

10º: Turquia

11º: Alemanha

12º: Taiwan

13º: Coréia do Sul

14º: Azerbaijão

15º: Polônia

16º: Porto Rico

17º: Costa Rica

18º: República Dominicana

19º: Cazaquistão

20º: Peru

21º: Camarões

22º: Egito

23º: Quênia

24º: México

*com informações da FIVB/Foto:Gamova, maior pontuadora do jogo, comemora o ouro/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

quarta-feira, 15 de novembro de 2006 Sem categoria | 15:58

Brasil e Rússia na grande final do Mundial

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira bateu a Sérvia e Montenegro na madrugada desta quarta por 3 sets a 1 e garantiu vaga na final do Campeonato Mundial de Vôlei. As brasileiras farão mais uma decisão contra as russas, que passaram pelas italianas, atuais campeãs mundiais, por 3 sets a 0 e com facilidade. Para a Rússia, será a chance de se vingar do Brasil, que venceu a final do Grand Prix deste ano. Para o Brasil, é o momento de comprovar o favoritismo na competição e mostrar que é o melhor time da atualidade.

As duas equipes chegam um pouco diferente para essa final. As brasileiras começaram arrasando as sérvias, mas mostraram um pouco de fragilidade e falta de concentração ao perder o terceiro set (leia a cobertura desta partida abaixo). Apesar da bobeada, o Brasil teve poder de recuperação e voltou a dominar a partida no meio do quarto set. Já as russas não tiveram preucopações na semifinal e estão confiantes com a vitória arrasadora sobre as italianas. Elas virão embaladas para a grande final da competição.

Brasil e Rússia já se enfrentaram um vez no Mundial. Foi o jogo das equipes invictas e o time de José Roberto levou a melhor. Naquela partida o Brasil já pôde contar com todas as suas jogadoras. Fofão, Fabiana e Sassá já tinham se recuperado de contusões e puderam atuar. Do lado russo, Sokolova estava com uma lesão no músculo da coxa esquerda e foi poupada. Ela é o ponto de equilíbrio da equipe russa e sempre está entre as maiores poontuadoras das partidas. A Rússia sofreu com a sua ausência, perdeu potência no ataque e não atuou bem. Apesar a altura, com jogadoras com mais de 2 metros, o Brasil conseguiu bloquear bem e fechar o fundo de quadra, aproveitando os contra-ataques.

Agora a história é outra. Na segunda rodada, o jogo não valia muita coisa, pois as duas seleções já estavam na semifinal. A partida de amanhã vale o título e as equipes vão jogar tudo o que sabem. O Brasil precisa estar com a defesa perfeita para segurar as pancadas russas, que já podem contar com Sokolova. A atacante voltou na partida contra a Itália usando uma atadura na perna e mostrou que está recuperada. “Minha lesão está bem e estou preparada para jogar a final. Nós estamos determinadas a ganhar”, disse Sokolova. A Rússia ganhou mais volume de jogo e mais potência no ataque. O trio Sokolova, Gamova e Godina não deram chances ao bloqueio e a defesa italiana.

O técnico russo Giovani Caprara já sabe em que o time precisa melhorar para a decisão do Mundial. “Comparando com o jogo da segunda rodada, temos que melhorar no ataque e sermos mais criativos. Brasil tem uma boa defesa e ótimo bloqueio, então temos que defender bem também. Brasil tem um ataque poderoso e temos que ter um ótimo bloqueio”, analisou Caprara.

Até o momento no torneio, o Brasil se mostrou bem em todos os fundamentos. É lider nas estatíticas no bloqueio com Walewska. Tem um saque forçado muito bom com Sassá. A capitã Fofão trabalha, a maior parte do tempo, com a bola na mão e consegue variar bem as jogadas. A líbero Fabi e a ponta Jaqueline vêm sendo destaques no
fundo de quadra. A variação brasileira é interessante. Ao final das partidas, as atacantes fazem um número semelhante de pontos. Não existe a jogadora de segurança. Todas sabem virar as bolas na hora que é preciso e chamam a responsabilidade.

Com essas qualidades, o Brasil é a única seleção ainda invicta no Campeonato Mundial e tem o reconhecimento das outras equipes. “Sei que o Brasil é o time número 1 no mundo hoje”, falou o técnico russo. O treinador brasileiro também comenta a boa fase de sua equipe. “Ganhei a Olimpíada em 92 com o time masculino e acho que o feminino está seguindo agora a história dos homens. É preciso jogar muitas competições para aprender como ganhar no alto nível. Acho que agora estamos em uma posição para vencer”, disse José Roberto Guimarães. “A final será difícil, mas vamos jogar como sempre jogamos”, falou Sheilla.

As russas também estão confiantes e fizeram um ótimo campeonato até agora. Perderam apenas para o Brasil. “As brasileiras venceram todos os adversários até o momento e sabemos que será difícil batê-las amanhã, mas estamos determinados a isso. Estamos preparados para competir com elas fisicamente e mentalmente”, contou Caprara.
“Nosso objetivo no Campeonato Mundial é vencer a final. Nosso jogo está mais organizado e estamos mais concentradas”, completou a capitã russa Natalia Safronova.

A decisão será nesta quinta, às 3h30 da manhã (horário de Brasília). Será a segunda final para o Brasil (a seleção perdeu para a Cuba a decisão em 1994 em São Paulo). As russas já foram 5 vezes campeãs, mas há três edições ficam apenas com o bronze. Quem leva a melhor? A forte tradição no esporte das russas ou a boa fase verde e amarela? Que o momento vitorioso do Brasil fale mais alto e a revanche da final do Grand Prix fique para outro dia.

Superioridade brasileira na semifinal

Na partida desta madrugada, contra Sérvia e Montenegro, o Brasil mostrou que consegue dominar um jogo, subir no salto e descer no salto. No final, a vitória por 3 sets a 1 e a vaga na final garantida.

Nos primeiros sets, prevaleceu a superioridade e experiência brasileiras. “Não jogamos bem os primeiros sets. Talvez estivéssemos um pouco assustadas, analisou a capitã sérvia Vesna Citakovic. O Brasil venceu por 25 a 17 e 25 a 14.

Na parcial seguinte, a seleção brasileira sofreu a “síndrome do terceiro set”. Um time vence com facilidade as primeiras etapas e esquece que ainda falta mais uma para acabar a partida. “Fizemos um bom trabalho no começo, mas hesitamos depois”, cometou Jaqueline. Com isso, a Sérvia e Montegro cresceu no jogo, com a
ajuda da sua levantadora Ognjenovic, e assumiu a liderança no placar. As defesas saíram e o saque entrou. O Brasil não defendeu e nem recepcionou bem. Zé Roberto não gostou da queda de produção brasileira. Com jogadas previsíveis, o bloqueio sérvio apareceu e elas venceram a parcial por 25 a 21.

Após o susto, o Brasil acordou e impôs o seu ritmo no último set. O saque e o bloqueio verde e amarelo foram eficientes. Essa recuperação é fundamental em uma equipe que quer ser campeã. A parede brasileira fez pressão na rede e Sheilla foi um dos destaques no bloqueio e no ataque. A seleção venceu o set por 25 a 20 e a partida por 3 sets a 1.

Outros resultados

Cuba 1 x 3 China
Holanda 1 x 3 Japão
Taiwan 0 x 3 EUA
Alemanha 1 x 3 Turquia

*com informações da FIVB/Foto: Gamova vence o bloqueio italiano/Divulgação e Bloqueio brasileiro marca jogada da Sérvia e Montenegro/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 14 de novembro de 2006 Sem categoria | 12:13

Passaporte para a final

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira enfrenta na madrugada desta quarta, às 3h (horário de Brasília), Sérvia e Montenegro pela semifinal do Campeonato Mundial. Vencer significa garantir lugar na grande final, que será disputada na madrugada de quinta-feira.

As brasileiras entram em quadra como as favoritas. São as únicas invictas no Mundial até o momento e vem recebendo elogios de todos os adversários. “O Brasil faz tudo certo”, comentou o treinador russo Giovanni Caprara. Até o técnico sérvio já reconheceu a superioridade do Brasil. “Nós temos um estilo de jogo parecido, mas elas conseguem atuar com o nível melhor, disse Zoran Terzic.

Mas, do outro lado da quadra, a seleção de José Roberto vai encontrar um time embalado. Sérvia e Montenegro é considerada a surpresa do Campeonato Mundial. O time chegou invicto à segunda fase e superou as atuais campeãs mundiais, as italianas, por 3 sets 1 na primeira etapa da competição. “É um time que vem bem no Mundial e surpreendeu todos até o momento”, falou o técnico do Brasil. A única derrota sofrida até agora foi para o Japão, por 3 sets a 2. As sérvias só terminaram em segundo do Grupo E após o desempate na média de pontos, quando a Itália levou a melhor.

A equipe sérvia é pouco conhecida para o Brasil. Até hoje, as duas só se enfrentaram uma vez e o time verde e amarelo levou a melhor. Para conhecer as adversárias, as brasileiras estudaram vídeos dos jogos da Sérvia e Montenegro. “É uma seleção que joga com um a velocidade muito grande em relação a alguns times da Europa, tanto na bola de entrada de rede quanto na de saída, e fundo principalmente pelo meio”, analisou José Roberto Guimarães. “É uma equipe que chegou à semifinal do Campeonato Mundial, sem ter muita coisa a perder. Pelo que fez na competição, deve arriscar bastante contra o Brasil”, completou.

O Brasil está preparado e sabe quais são os pontos fortes da Sérvia e Montenegro que precisam ser neutralizados. “A equipe tem jogadoras experientes, principalmente as ponteiras Spasojevic e Nikolic, uma levantadora jovem, mas que joga com muita velocidade, especialmente nas bolas para a saída da rede, com as jogadoras em um pé”, explicou Zé Roberto. “As atacantes das extremidades são muito boas, bem fortes, bem pesadas no ataque”, contou a oposto Sheilla. Para Fabi, quem precisa ser bem marcada é ponta Spasojevic. “Ela é a mais eficiente. Na hora do sufoco, as bolas decisivas são passadas para ela, que tem correspondido e vem sendo a maior pontuadora da equipe”, disse a líbero brasileira.

De acordo com Zé Roberto, a chave para vencer a semifinal é manter a calma e o controle e pressionar as adversárias de todas as maneiras. Ele ainda lembra que é necessário bom saque, trabalhar as bolas e cometer poucos erros, principalmente os não forçados. “Nós precisamos nos concentrar, principalmente no bloqueio, na nossa entrada de rede – que é a saída delas -, pois elas têm uma bola bem acelerada ali. Não estamos acostumadas”, completou a atacante Sassá.

Do lado da Sérvia e Montenegro, o principal é arrumar o fundo de quadra. “Espero que a gente jogue bem na defesa e assim, poderemos ficar perto do Brasil todo o tempo. Desse jeito a gente pode ter uma chance”, falou o técnico Zoran Terzic. “Nós estamos jogando com muita motivação, grande determinação e sorrisos no rosto. Espero continuar assim para estarmos satisfeitos ao final do Campeonato Mundial”, completou ele.

A partida deve ser emocionante e vai vencer quem tiver mais determinação, concentração e força. Na outra semifinal, Itália briga com a Rússia. Pelo retrospecto da competição, a final promete ser Brasil x Rússia. Que a previsão esteja correta e que o Brasil repita o bom desempenho da final do Grand Prix, quando bateu as russas por 3 sets a 1.

*com informações da CBV e FIVB/Foto: Levantadora Simanic, um dos destaques da Sérvia e Montenegro, em ação/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

segunda-feira, 13 de novembro de 2006 Sem categoria | 23:18

Na guerra dos invictos, deu Brasil

Compartilhe: Twitter

A muralha no bloqueio, as pancadas no ataque e os foguetes no saque não foram suficiente para deter a seleção brasileira. As meninas de José Roberto Guimarães venceram as russas de virada e seguem como a única seleção invicta do Campeonato Mundial.

Foi um jogo de superação. O Brasil começou sem muita potência e sofrendo com os ataques russos, principalmente os que saíam das mãos de Gamova. Aos poucos, o bloqueio verde e amarelo cresceu e intimidou as russas. Fabiana foi o nome no Brasil no fundamento. A defesa também se encontrou e o Brasil fez pressão no primeiro set, mas perdeu por 29 a 27.

Com ataque de Fabiana, ace de Sassá e erros russos, o Brasil abriu vantagem no placar do segundo set. As brasileiras chegaram a ter 10 pontos de vantagem. Sem dar chance para a Rússia, que parecia ter perdido a concentração, Sassá fechou a parcial para o Brasil em 25 a 14. Parece que a tradução simultânea que o ténico russo Giovane Caprara, de origem italiana, precisa para se comunicar com as jgadoras não estava sendo muito eficiente. Como disse o técnico José Roberto Guimarães, “Brasil joga melhor quando encara a Rússia“.

Na etapa seguinte, o Brasil começou dominando. As russas precisaram perder sete pontos seguidos para acordar. Aí foi a vez do Brasil errar e deixar as adversárias encostarem no placar. Zé Roberto não gostou das falhas bobas cometidas ao longo do jogo. Porém, a sorte estava do lado brasileiro. Com um ótimo ataque de Jaqueline, o time voltou para o jogo, equilibrou o set e levou a melhor por 27 a 25.

Na última parcial o jogo seguiu parelho, pois as brasileiras deixaram as russas gostarem da partida. Foi a hora dos nervos esquentarem. Merkulova fez um bloqueio em Fabiana e ficou encarando a meio-de-rede, que não gostou nada. A partida seguiu, o Brasil fez ótimos ataques e Fabiana teve o prazer de virar a última bola. A seleção brasileira fechou o set em 25 a 22 e a partida em 3 sets a 1.

Ao final da partida, Zé Roberto comentou que as russas sentiram a falta de Sokolova. Apesar disso, ainda é complicado jogar contra elas. “Elas têm qualidades que outros países não possuem. Jogam como homens, com muita força. As bolas são diferentes e o tempo de bloqueio precisa ser diferente”, elogiou o treinador brasileiro. O lado russo também ressaltou as qualidades verde e amarelas. “Aprendemos muito quando jogamos contra o Brasil. Eu acho que elas formam o melhor time do mundo no momento”, comentou o técnico russo Giovanni Caprara.

Brasil e Rússia têm duros desafios pela frente no Campeonato Mundial. As brasileiras fazem a primeira semifinal desta quarta, contra Sérvia e Montenegro. Já as russas pegam as atuais campeãs mundiais, as italianas, no segundo jogo do dia. Quem vencer, faz a final na madrugada de quinta. Que o confronto Brasil x Rússia se repita!

*com informações da FIBV/Foto: A meio-de-rede Fabiana deu um show no bloqueio/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

sábado, 11 de novembro de 2006 Sem categoria | 18:18

Contra a Rússia, vale a liderança

Compartilhe: Twitter

A seleção brasileira venceu a Alemanha de forma tranqüila nesta madrugada e garantiu a classificação para a semifinal do Campeonato Mundial. Agora é preciso saber se o Brasil será o primeiro ou o segundo do Grupo F. Na madrugada deste domingo, as brasileiras encaram as russas e quem vencer, fica com a liderança do Grupo F.

“Apesar da classificação para as semifinais, o jogo com as russas será muito importante para nós, pois ainda não vimos a Rússia jogar. É comemorar a classificação hoje, já pensando na Rússia, e manter a concentração”, comentou a líbero Fabi.

As russas são, junto com as brasileiras, as únicas invictas na competição até o momento. Na média de pontos, a Rússia está melhor que o Brasil. O jogo promete ser equilibrado e as brasileiras precisam estar atentas o tempo todo. “O confronto será extremamente desgastante. Temos que pensar e lutar muito amanhã para sairmos dessa fase em primeiro”, disse a atacante de ponta Jaqueline. “Será um jogo difícil. Teremos que jogar o nosso voleibol e esperar pelo melhor”, falou Fofão.

Pelo menos no aspecto “lesão”, o Brasil leva vantagem. A levantadora Fofão, que sentia a panturrilha, a ponta Sassá, que havia torcido o tornozelo, e a meio-de-rede Fabiana, com dores abdonimais, estão recuperadas. “O fato de eu começar jogando foi fundamental. O Zé perguntou: vamos sair jogando? E respondi: lógico, estou pronta”, contou Fabiana. Fofão também garante que já está bem. “Não sentimos nada hoje. E, agora, nas semifinais, com dorzinha ou com dor, vai todo mundo para a guerra”, disse a levantadora.

O problema de atletas machucadas agora está do lado russo. A oposto Sokolova, uma das principais atacantes da equipe ao lado de Gamova e Godina, sente dores na perna esquerda e pode ficar fora da partida contra o Brasil. “Devemos poupar a Sokolova”, falou o treinador Giovanni Caprara.

Apesar da provável ausência da oposto, o Brasil não pode relaxar. Além de um excelente ataque e jogadoras altas, as russas têm um saque potente. “As dificuldades que vejo hoje em enfrentá-las é o saque muito forte e o bloqueio pesado”, analisou o técnico brasileiro José Roberto. Jogar contra a Rússia é sempre encarar pancadas nas bolas altas nas pontas. “As principais jogadoras são as que atacam as bolas altas. A Gamova é uma jogadora que dá confiança para o time. Assim, a Rússia está jogando com bolas de segurança mesmo para não ter que arriscar. Precisamos neutralizar isso”, comentou a levantadora Fofão.

Conhecendo o adversário, Zé Roberto já sabe qual será a estratégia a ser usada na partida. “É vital que o nosso passe funcione e chegue às mãos das nossas levantadoras. Dessa forma, poderemos jogar com velocidade, acionando as bolas de meio. Assim, criaremos mais espaços e não deixaremos com que o bloqueio da Rússia se forme, principalmente nas nossas bolas das extremidades”, disse ele. Nossa defesa e o nosso bloqueio precisam ter participações grandes, tocando nas bolas, diminuindo a velocidade e a força do ataque, para que a gente possa contra-atacar bem, inclusive pegando o time da Rússia em deslocamento”, completou ele.

O Brasil entra em quadra contra a Rússia na madrugada deste domingo, à 1h (horário de Brasília). O jogo fecha a participação brasileira na segunda fase do Mundial. Depois o time descansa até quarta, quando volta à quadra para a semifinal, provavelmente contra a Itália ou Sérvia e Montenegro, melhores do Grupo E.

Contra a Alemanha, a experiência falou mais alto

Na partida desta madrugada, o Brasil não teve dificuldades em bater a seleção alemã por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/22 e 25/15. “Eu acho que se um time joga como o Brasil não existe competição para o resto”, reconheceu o técnico alemão Giovani Guidetti. “Tentamos o que pudemos, mas não conseguimos fazer nada”, analisou ele.

O treinador brasileiro comentou que o time se comportou bem. “Nós sabemos que esse era um jogo importante e agradeço a Deus por termos dado esse importante passo rumo à final”, disse ele.

Apesar dos elogios, o Brasil precisa errar menos. Nessa partida deu 18 pontos de graça para a Alemanha. Por sorte, as alemãs também não estavam em um bom dia e erraram 23 vezes.

O destaque brasileiro foi Sassá. Ela mostrou que está recuperada do entorce no tornozelo e marcou 13 pontos, sendo 12 de ataque e um ace.

Com a derrota, a seleção alemã não tem mais chances de passar às semifinais e está eliminada do Mundial. Já o Brasil segue na luta pelo título inédito e disputa com a Rússia a liderança do Grupo F

Outros resultados

GRUPO E

Coréia 0 x 3 Cuba
Polônia 0 x 3 Turquia
Japão 3 x 2 Sérvia e Montenegro
Taiwan 0 x 3 Itália

GRUPO F

Rússia 3 x 0 Estados Unidos
Alemanha 0 x 3 Brasil
China 3 x 0 Porto Rico
Azerbaijão 0 x 3 Holanda

*com informações da CBV e da FIVB/ Foto: Fabiana e Waleswa comemoram a vitória sobre as alemãs/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

  1. Primeira
  2. 60
  3. 70
  4. 80
  5. 86
  6. 87
  7. 88
  8. 89
  9. 90
  10. Última