Segundo Zé Roberto Guimarães, o levantador é o coração de um time. Pensando assim, a seleção feminina deu adeus ao seu coração no domingo. Depois de 340 partidas e cinco olimpíadas com a camisa verde e amarela, Fofão encerrou sua carreira com a equipe nacional. E agora, quem será o novo coração do time?
Fofão decidiu se aposentar da seleção brasileira no auge. Depois de quatro olimpíadas como reserva de Fernanda Venturini, a levantadora ganhou o seu espaço. Muitas vezes passou despercebida em quadra com o seu jeito calado e calmo de atuar. Mas foi esse mesmo jeito que deu a serenidade necessária ao time para conquistar a medalha de ouro em Pequim e mais um ouro em seu último torneio, o Final Four.
A jogadora deu experiência ao time. Ela escutou as críticas após o fracasso de Atenas e a prata no Pan e se manteve centrada. Assumiu a responsabilidade do time brasileiro e foi realmente o coração da equipe. Se lhe faltam os gritos e a vibração de um líder, sobra o olhar crítico para observar quem está melhor no jogo para dar uma bola decisiva. Nem sempre o líder precisa ser o que fala mais alto, como Giba, Gustavo ou Nalbert na seleção masculina, mas pode ser o que chama a responsabilidade com atitude.
Essa atitude de Fofão fez com que ela ganhasse respeito e carinho das companheiras. Todas imploraram para que ela seguisse no time, mas não teve jeito. Com muito choro desde o último ponto da decisão do Final Four contra República Dominicana, Fofão manteve a sua palavra e disse adeus.

Jogadoras fazem festa com Fofão na despedida/Divulgação/CBV
E agora? Quem será o novo coração verde e amarelo? Carol Albuquerque poderia levar vantagem por ser a reserva de Fofão e estar entrosada com as demais jogadoras. Mas ela não mostrou poder de decisão quando foi acionada. Uma forte candidata é Dani Lins, do Rexona. A levantadora já passou pela seleção e tem a experiência de ser campeã brasileira. E para você? Quem deve herdar o lugar de Fofão? Clique aqui e dê o seu palpite!
Para quem já ficou com saudades da levantadora campeã olímpica, calma. Ela continuará jogando, só que agora com a camisa do São Caetano. E nos tempos em que atuou na Itália, a veterana deu show com as mãos e com os pés! Veja o vídeo abaixo
Título invicto em ano de ouro
Seleção feminina de vôlei fecha 2008 com mais um ouro no peito. Time comandado por José Roberto Guimarães levou o Grand Prix, a Olimpíada de Pequim e agora, venceu o Final Four, em Fortaleza.
Brasil passou por Argentina, República Dominicana e Cuba e ficou com o ouro. Festa para a torcida nordestina e choro em quadra. A sempre calma Fofão não se agüentou e caiu em lágrimas na despedida. Já a central Waleswka pediu um tempo do time nacional para estudar e ter filhos, mas garante que ainda volta à seleção.
Com mais um título nas mãos e o time no auge, começa uma nova geração no vôlei feminino. Trabalho agora para Zé Roberto montar seu novo time e segurar o primeiro lugar.