Mais do mesmo na grande final da Superliga feminina

Rexona, pentacampeão da Superliga feminina/Divulgação/CBV
Rexona/Ades e Finasa/Osasco estavam em mais uma final. Pelo quarto ano consecutivo, o título da Superliga feminina iria para o Rio de Janeiro ou para Osasco. E pela segunda vez na seqüência, quem ficou com o primeiro lugar foi o Rexona/Ades, que venceu o Finasa por 3 sets a 1 no Marancanãzinho.
Na final, prevaleceu a regularidade do time comandando por Bernardinho. Em toda a Superliga, as cariocas mantiveram o mesmo ritmo em quadra, sem altos e baixo. Já a equipe de Luizomar, sofreu com a parte emocional. Ao longo da competição, as meninas de Osasco, em diversas partidas, começaram bem, erraram duas ou três bolas e sumiram em quadra. Quando elas estavam concentradas ao extremo, tinham poder de reação, como contra o Brusqe na última partida da semifinal. Mas, no jogo deste final de semana, o emocional do Osasco vacilou e a regularidade do Rio de Janeiro levou o ouro.
O lado ruim dessa Superliga, como já falei alguma vezes, é o mais do mesmo nas decisões. Sempre Rexona e Finasa estão na briga pelo título. Foi assim em três das quatro finais de torneio e de novo na grande decisão. Isso tira a emoção da disputa. Rexona x Finasa é sempre um jogão, mas cansa ver só os dois nos duelos finais.
E este ano até parecia que o Brusque iria bater de frente com eles, mas ficou só no “parecia”. Mesmo com um time forte com Érika, Lia, Karin Rodrigues, Fabiana Berto, as catarinenses lutaram mas se renderam aos grandes na finais. Fica a expectativa para a edição 2008/2009 da Superliga. Os times têm um ano para montar uma equipe que desbanque Rexona e Finasa.
Já estava na hora dessa história acabar. Desde o corte de Ricardinho na véspera do Pan-americano o que se viu foi um suspense sem fim. Hora o levantador condenava a decisão do técnico e falava que a família construída com a seleção havia acabado. Depois, Bernardinho repetia que só convocaria Ricardinho de novo se ele pedisse desculpas e quisesse voltar ao posto no time brasileiro. Virou um jogo de empurra. No final, Bernardinho cansou de esperar e colocou um ponto final.
O meia passou por uma cirurgia em Curitiba na segunda e teve alta do hospital na manhã desta terça. Em entrevista para a TV Globo, Rodrigão reclamou de inchaço no joelho esquerdo, mas mostrou confiança na recuperação a tempo dos Jogos Olímpicos. Nesta semana ele deve começar os trabalhos de fisioterapia.
Contra o São Bernardo, na final do terceiro torneio da Superliga masculina, na noite de segunda, o saque desequilibrou. Logo de cara, Thiago Alves foi para o serviço e abriu cinco pontos para a equipe de Santa Catarina. Com o ritmo forte até o final, o Cimed levou o primeiro set por 25 a 19. A parcial seguinte, apesar do equilíbrio, foi mais uma vez decidida no saque. Só que agora, Théo, do São Bernardo, errou a mão e viu o adversário fazer 27 a 25. O serviço do Cimed voltou a ditar o ritmo no último set e os atuais vice-campeões brasileiros fecharam em 25 a 19, 3 sets a 0 no jogo.
Um dos motivos para essa maior diversidade de primeiros colocados, já que as finais de cada torneio são disputadas entre os líderes de cada grupo, após um ano dominado por Telemig e Cimed foi a mistura de jogadores entre os times na “baixa temporada”.
Esse olhar, como definiu Luizomar de Moura em entrevista após o jogo, pôde ser visto no começo da partida, no final do segundo set e nos pontos finais da quarta parcial. O Finasa/Osasco começou o jogo com determinação e bons ataques de Natália. Do outro lado, o Rexona/Ades sentiu a pressão e errou mais, colaborando com a vitória de Osasco por 25 a 19. A mesma determinação reapareceu nos instantes finais do segundo set. O time de Bernardinho havia dominado toda a parcial, mas não teve a calma necessária para fechar. Do outro lado da rede, as meninas de Luizomar colocaram a cabeça no lugar e venceram mais um set, agora por 28 a 26.
Luizomar estava certo quando disse que o que havia mudado em sua equipe, que já havia perdido três vezes para o Rexona, era o olhar em quadra. Neste domingo, todas estavam vibrantes e nada as abalou. Nas outras partidas, uma defesa errada, um cartão amarelo ou um set perdido era motivo para entregar a toalha. Agora a história foi diferente. As paulistas foram guereiras em quadra.