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domingo, 20 de abril de 2008 Sem categoria | 13:41

Mais do mesmo na grande final da Superliga feminina

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Rexona, pentacampeão da Superliga feminina/Divulgação/CBV

Rexona/Ades e Finasa/Osasco estavam em mais uma final. Pelo quarto ano consecutivo, o título da Superliga feminina iria para o Rio de Janeiro ou para Osasco. E pela segunda vez na seqüência, quem ficou com o primeiro lugar foi o Rexona/Ades, que venceu o Finasa por 3 sets a 1 no Marancanãzinho.

Na final, prevaleceu a regularidade do time comandando por Bernardinho. Em toda a Superliga, as cariocas mantiveram o mesmo ritmo em quadra, sem altos e baixo. Já a equipe de Luizomar, sofreu com a parte emocional. Ao longo da competição, as meninas de Osasco, em diversas partidas, começaram bem, erraram duas ou três bolas e sumiram em quadra. Quando elas estavam concentradas ao extremo, tinham poder de reação, como contra o Brusqe na última partida da semifinal. Mas, no jogo deste final de semana, o emocional do Osasco vacilou e a regularidade do Rio de Janeiro levou o ouro.

O lado ruim dessa Superliga, como já falei alguma vezes, é o mais do mesmo nas decisões. Sempre Rexona e Finasa estão na briga pelo título. Foi assim em três das quatro finais de torneio e de novo na grande decisão. Isso tira a emoção da disputa. Rexona x Finasa é sempre um jogão, mas cansa ver só os dois nos duelos finais.

E este ano até parecia que o Brusque iria bater de frente com eles, mas ficou só no “parecia”. Mesmo com um time forte com Érika, Lia, Karin Rodrigues, Fabiana Berto, as catarinenses lutaram mas se renderam aos grandes na finais. Fica a expectativa para a edição 2008/2009 da Superliga. Os times têm um ano para montar uma equipe que desbanque Rexona e Finasa.

Autor: Aretha Martins Tags:

quinta-feira, 17 de abril de 2008 Sem categoria | 21:46

Apostar em uma veterana ou dar chance para gente nova?

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Esta é uma dúvida que deve estar pairando na cabeça de José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira feminina. Na semana passada, Fernanda Venturini pediu a vaga de levantadora do Brasil de volta ao técnico. Ele faz mistério e diz que só irá falar as convocadas para os trabalhos deste ano na segunda-feira.

Venturini foi uma excelente levatandora nos times em que jogou e na seleção brasileira e disso ninguém duvida. Ela tem uma história com voleibol. Mas foi ela mesma quem terminou essa história. Com a seleção, após a Olimpíada de Atenas e em clubes, depois de defender o Murcia, na Espanha, no ano passado. Ela achou melhor parar e por isso está parada até hoje.

Se tivesse continuado treinando, Fernanda Venturini teria já a sua vaga na seleção. Porém, ela está longe das quadras há tempos. Será que tem preparo físico para aguentar uma Olimpíada? É justo ela ser convocada só agora enquanto todas as outras jogadoras estão treinando pesado e sofrendo em todas as competições? Não parece.

Além disso, o Brasil tinha problemas com a levantadora e continuou com os problemas sem a levantadora. Em Atenas, foi o fiasco da derrota na semifinal para a Rússia e, em grande parte, culpa de Venturini que insistiu em dar as bolas finais para Mari, que não estava em um bom momento na partida. Cabe ao levantador analisar o emocional de cada atacante na hora de distribuir. Ela falhou nisso e o resultado todo mundo já sabe. Por outro lado, a seleção continua com problemas emocionais e de finalização sem Venturini.

Zé Roberto deveria olhar para as outras atletas nacionais e cumprir o que disse em uma entrevista em fevereiro deste ano. O técnico afirmou que só convocaria quem estivesse em forma, sem “bumbum grande” e que fosse titular absoluta dos seus times. Por que Dani Lins, do Rexona, não é convocadas? Ela jogou poucas vezes com a camisa verde e amarela, mas está muito bem na reta final da Superliga e daria o sangue com o time brasileiro. Pelo menos seria um sangue novo, de alguém que está no ritmo forte dos treinos e decisões. Já Carol Alburque, que vem sendo a reserva de Fofão na seleção, teve a sua chance de mostrar o que sabe e não aproveitou direito, com poucas atuações significativas.

Não dá para ficar recorrendo sempre aos veteranos para superar problemas e buscar títulos. Isso deu certo uma vez com a seleção masculina, na volta de Giovane no Mundial de 2002. Só que insistir nesta fórmula significa travar a renovação natural das equipes. O tempo passa e os mais velhos dão lugar aos mais novos.

Autor: Aretha Martins Tags:

domingo, 13 de abril de 2008 Sem categoria | 16:02

Pois é, Ricardinho, acabou a seleção para você

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O punho ainda dói pela tendinite, mas não podia deixar esta notícia passar em branco. Em entrevista para a revista Época, Bernardinho acabou de uma vez por todas com a novela com Ricardinho. Segundo o treinador, as portas da seleção estão fechadas e o levantador não estará em Pequim.

Já estava na hora dessa história acabar. Desde o corte de Ricardinho na véspera do Pan-americano o que se viu foi um suspense sem fim. Hora o levantador condenava a decisão do técnico e falava que a família construída com a seleção havia acabado. Depois, Bernardinho repetia que só convocaria Ricardinho de novo se ele pedisse desculpas e quisesse voltar ao posto no time brasileiro. Virou um jogo de empurra. No final, Bernardinho cansou de esperar e colocou um ponto final.

O problema maior disso é que, depois de tantos boatos, ninguém sabe ao certo o que causou o corte do melhor levantador do mundo na véspera do Pan quando o Brasil buscava o único título que faltava a esta geração. Aposto na briga na gênios. Bernardinho e Ricardinho são “esquentados” e bateram de frente e quem teve a palavra final foi o chefe.

Para a seleção, a perda não será muito grande. Ricardinho é um excelente levantador e especialista em bolas rápidas, mas Marcelinho e Bruninho estão muito bem na função e preparados para a Olimpíada de Pequim.

Reta final da Superliga sem surpresas

Antes de se preocupar com a seleção, Bernardinho colocou o Rexona em mais uma final da Superliga feminina. O atual bicampeão passou sem problemas pelo Pinheiros na semifinal, o que já era mais do que esperado, já que o time do Rio é melhor que o paulistano.

E o adversário do Rexona da final também não é nenhuma novidade. Em uma Superliga com quatro finais como foi a edição 2007/2008, uma a cada turno, com três decisões entre Rexona e Finasa, a grande final só poderia seguir o mesmo caminho. E, mais uma vez, Rio de Janeiro e Osasco vão brigar pelo título nacional.

O Finasa teve um pouco mais de trabalho para se classificar. As paulistas pegaram as catarinenses do Brusque na semifinal, o único time com qualidade para desbancar Finasa ou Rexona. Com Karin Rodrigues, Érika e Bia, o Brusque levou o segundo jogo da série melhor de três para o tie-break, mas caiu fora de casa.

Já no masculino, o Telemig/Minas é o time da superação. Depois de fazer uma temporada com alguns tropeços, os mineiros não deram chances ao Ulbra e liquidaram a série da semifinal. Na outra chave, o Cimed está tendo trabalho com o Unisul, do técnico Giovane. O outro finalista só sairá na última partida. Apostas?

Foto: Divulgação. Ricardinho na Liga Mundial, sua última competição com a seleção

Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 25 de março de 2008 Sem categoria | 11:27

Blogueira de molho

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Galera, estou de férias forçadas! Graças a uma tendinite no punho, estou trabalhando só com a mão esquerda e sofrendo para digitar. Por isso o blog está parado por uns dias, mas espero logo logo estar de volta.

Sei que o Rexona acabou de ser campeão de mais um torneio da Superliga feminina e que está tudo embolado na decisão dos finalistas da Superliga masculina. Mas já que eu não posso escrever, vocês podem colaborar! A vitória do Rio foi merecida? E quais são as apostas para os times masculinos?

Além disso, o Mundo do Vôlei também voltará a falar do Campeonato Italiano e dos brasileiros que estão por lá. Espero melhorar logo e voltar com todas as novidades!

Autor: Aretha Martins Tags:

domingo, 16 de março de 2008 Sem categoria | 12:35

Alguém advinha quem está em mais uma final da Superliga?

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Na edição 2007/2008 da Superliga feminina de vôlei, essa é a pergunta mais simples para ser respondida. Como nas finais do segundo e terceiro torneio, Finasa/Osasco e Rexona/Ades vão para a decisão mais uma vez. Agora as duas equipes estarão frente a frente na briga pelo título do quarto turno da Superliga, o último da fase classificatória.

A vaga para essa final teve um gosto de revanche para o time de Bernardinho. As cariocas haviam perdido para o Brusque no primeiro turno e a derrota as deixou de fora da primeira decisão. Agora, o Rio de Janeiro não deu chances para as catarinenses. Em pouco mais de uma hora de partida, o Rexona/Ades bateu o Brusque por 3 sets a 0 e se garantiu em mais uma briga contra o Finasa.

E o Brusque é justamente o time que pode, na fase final, complicar para as potências de Osasco e do Rio de Janeiro. Com a experiência da levantadora Fabiana Berto e das atacantes Érika e Karin Rodrigues e a força de Lia, a equipe de Santa Catarina sempre está perto de Finasa e Rexona na tabela. Na final do primeiro torneio, o Finasa só venceu após cinco sets e muito trabalho contra as catarinenses.

Mas enquanto o Brusque só ameaça, Osasco e Rio de Janeiro vão para a “prova dos nove” em decisões nesta Superliga. Até agora, o Rexona levou uma e o Finasa, a outra. O desempate será no próximo sábado, dia 22 de março. Seria bom se o Brusque realmente chegasse nas finais e acabasse com a monotonia atual. Será que elas conseguem?

Autor: Aretha Martins Tags:

sexta-feira, 7 de março de 2008 Sem categoria | 15:05

Cirurgia no joelho acaba com sonho olímpico de Rodrigão?

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Não teve jeito. Rodrigão chegou ao Brasil andando com um pouco de dificuldade, passou por exames com os médicos da seleção e recebeu a notícia que temia. Ele realmente rompeu o ligamento cruzado do joelho esquerdo. E o pior de tudo é o tempo de recuperação: quatro a oito meses, segundo o médico Álvaro Chamecki.

O meia passou por uma cirurgia em Curitiba na segunda e teve alta do hospital na manhã desta terça. Em entrevista para a TV Globo, Rodrigão reclamou de inchaço no joelho esquerdo, mas mostrou confiança na recuperação a tempo dos Jogos Olímpicos. Nesta semana ele deve começar os trabalhos de fisioterapia.

Mas será que essa cirurgia acaba com o sonho do bi-olímpico do meio-de-rede? Na prática, todos sabem que se recuperar de uma cirurgia no joelho não é simples. Ainda mais em um esporte como o voleibol, de alto impacto. O tempo é curto para que Rodrigão esteja 100% para a Olimpíada de Pequim, que começa no dia 8 de agosto.

Um alternativa seria a convocação dele como apoio ao grupo, como foi o caso do ex-capitão Nalbert, em Atenas. Ele não estava totalmente recuperado da lesão no ombro, mas foi com o time para a Grécia e conseguiu o ouro, mesmo atuando pouco. A diferença é que o grupo via em Nalbert um grande líder em quadra e sua presença foi boa para o emocional dos atletas. Rodrigão, com o seu jeito calmo, não tem essas características. Ele é o cara centrado e pode ajudar a acalmar o time. Será que isso basta para a convocação?

Vontade de vestir a camisa verde e amarela em Pequim não deve faltar a Rodrigão, mas a recuperação não depende apenas disso. E não adianta voltar para as quadras antes do tempo e correr risco de se machucar de novo. A decisão ficará nas mãos de Bernardinho. Não se sabe ainda se o sonho olímpico está acabado, mas que ficou bem distante, isso ficou…

*Foto: Rodrigão cai após machucar o joelho em um bloqueio/Divulgação/Legavolley*

Autor: Aretha Martins Tags:

quinta-feira, 6 de março de 2008 Sem categoria | 12:55

Rodrigão, Ricardinho… A bruxa está solta na Itália

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É melhor os jogadores dos times italianos se benzerem antes de colocar os pés na quadra. Na semana passada, o meio-de-rede Rodrigão havia machucado o joelho e viu a sua participação na Olimpíada de Pequim ameaçada. Já na tarde de quarta-feira, Ricardinho deu um “encontrão” em André Heller no treino no Modena e teve uma fratura na mão esquerda. A bruxa está solta na Itália.

Os dois atletas farão muita falta a suas equipes, o Macerata e o Modena, respectivamente, no Campeonato Italiano. E a lesão na mão de Ricardinho deixa o levantador ainda mais longe da seleção brasileira e da briga pelo bi-olímpico.

Afastado do time desde o corte no Pan-americano, Ricardinho protagonizou diversas polêmicas com o técnico Bernardinho. O comandante chegou a dizer que convocaria o levantador caso e ele mostrasse vontade de defender as cores do Brasil. Já o jogador afirmou que quem precisaria se explicar e fazer contato seria Bernardinho.

Agora estima-se que Ricardinho fique até três meses sem jogar para se recuperar da fratura na mão. Isso significa menos preocupação para Bernardinho, que pode manter em seu time Marcelinho e Bruninho, sem nenhuma nova crise. Para o time isso é bom, pois Marcelo já está totalmente entrosado com os outros atletas e o Brasil deu certo com o seu ritmo mais regular de jogar. Se o time perdeu um pouco na velocidade, passou a economizar nos errros.

Dor de cabeça com Rodrigão
Mas a preocupaçao maior na seleção no momento é com o central Rodrigão, que pode ter rompido o ligamento cruzado anterior do joelho e estaria fora de Pequim. Rodrigão já está no País com a família e será examinados pelos médicos da seleção nesta sexta.

O gigante de 2,05m é o homem de segurança do bloqueio brasileiro e ganhou a posição de titular da seleção, mandando André Heller para o banco de reservas. No Pan-americano, primeira competição que atuou com Marcelinho como levantador titular, sofreu para acertar o tempo de bola e foi pouco utilizado. Mas agora estava em ótima sintonia com levantador e sempre era uma excelente opção para a bola rápida.

Se a lesão for confirmada e Rodrigão precisar de uma cirurgia, ele não deve se recuperar a tempo de ir com o Brasil para Pequim e será um grande desfalque. Sem ele,a seleção perde poder de bloqueio e um jogador centrado, que sempre mantém a calma nos momentos de tensão das partidas. Com o jeito calado e sempre sério, ele é o ponto de equilíbrio dos nervos do time de Bernardinho.

Para o seu lugar, o provável substituto deve ser André Heller, seu reserva direto. Para ficar no banco, Bernardinho pode convocar Éder, central do Cimed que já defendeu a seleção de novos. Agora é preciso esperar os resultados de todos os exames e torcer pela recuperação do gigante.

Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 4 de março de 2008 Sem categoria | 10:29

Na final na Superliga masculina, vence o melhor saque

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O Cimed já um velho conhecido pelo poder de seu saque. Na Superliga do ano passado, foi isso o que colocou o time na final e deu trabalho ao campeão Telemig/Minas. Em 2008, os catarinenses parecem usar a mesma arma, agora para passar da segunda colocação e voltar ao topo.

Contra o São Bernardo, na final do terceiro torneio da Superliga masculina, na noite de segunda, o saque desequilibrou. Logo de cara, Thiago Alves foi para o serviço e abriu cinco pontos para a equipe de Santa Catarina. Com o ritmo forte até o final, o Cimed levou o primeiro set por 25 a 19. A parcial seguinte, apesar do equilíbrio, foi mais uma vez decidida no saque. Só que agora, Théo, do São Bernardo, errou a mão e viu o adversário fazer 27 a 25. O serviço do Cimed voltou a ditar o ritmo no último set e os atuais vice-campeões brasileiros fecharam em 25 a 19, 3 sets a 0 no jogo.

Esta é a cara do voleibol atual. Com jogadores cada vez mais altos e ataques cada vez mais cravados, leva a melhor quem saca melhor. Um serviço bem feito, seja ele forçado ou colocado, quebra a recepção adversária e dificulta o trabalho de levantador e atacantes. Com isso, o bloqueio chega mais bem armado nas bolas e o jogo rende mais. O saque é realmente o primeiro ataque e pode decidir muitos jogos. A seleção brasileira já foi vítima de um saque potente. Na Liga Mundial de 2006, o time de Bernardinho parou no serviço búlgaro e até hoje ainda sofre para encaixar o seu melhor saque.

Na final da Superliga masculina, venceu o melhor saque na partida e em toda a competição. O Cimed lidera este fundamento e o meio-de-rede Éder é o segundo melhor sacador. Além disso, o Cimed segue na liderança do torneio, com um ponto a mais que Telemig e Ulbra, campeões do primeiro e segundo torneios respectivamente. Que os líberos preparem os braços para receber muita pacanda ainda na competição.

*Foto: Cimed comemora/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

segunda-feira, 3 de março de 2008 Sem categoria | 09:52

Mais uma final de torneio na Superliga, mais um finalista

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Se fosse a final de algum dos torneios da Superliga feminina, seria fácil advinhar o nome dos finalistas. Pelas campanhas até agora, seriam Finasa/Osasco e Rexona/Ades. Mas isso não acontece na Superliga masculina. A competição está na decisão do terceiro torneio e até agora, os confrontos não se repetiram.

Depois de Telemig/Minas x Cimed e Telemig/Minas x Ulbra, é a vez de Cimed x Santander/São Bernardo. Isso mostra que no vôlei masculino, mais time podem brigar pelo título deste ano da Superliga. Melhor para o torcedor, que ganha um campeonato muito mais emocionante.

Um dos motivos para essa maior diversidade de primeiros colocados, já que as finais de cada torneio são disputadas entre os líderes de cada grupo, após um ano dominado por Telemig e Cimed foi a mistura de jogadores entre os times na “baixa temporada”.

O Unisul foi o time que mais vendeu jogadores aos grandes do país. Foram Thiago Alves e Henrique para Cimed, Thiago Sens para o São Bernardo e Vinhedo para a Ulbra. O time de Canoas, campeão do segundo torneio, tem, além do novo levantador, Filipe o líbero Jeff, que eram do Cimed na temporada passada. Com essa mescla, os times ficam em um patamar parecido e, por isso, se revezam na liderança dos grupos na Superliga deste ano com craques para todos os lados.

Na final do terceiro torneio, o São Bernardo encara o Cimed fora de casa. Apesar da invencilidade dos catarinenses na atual fase da Superliga, nos confrontos diretos está uma vitória para cada lado. O Cimed pode ser um pouco melhor tecnicamente, mas o São Bernardo vem embalado com a boa campanha. Mais uma final, mais um finalista e ainda é difícil apontar um favorito. Façam suas apostas.

*Foto: Filipe era da Cimed e agora veste as cores da Ulbra/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

domingo, 24 de fevereiro de 2008 Sem categoria | 16:32

Com “olhos de campeão”, Finasa finalmente bate o Rexona

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Os adversários da final do terceiro torneio da Superliga feminina deste domingo não foram nenhuma novidade. Mais uma vez estavam em quadra Rexona/Ades, do Rio de Janeiro, e Finasa/Osasco, de São Paulo. A diferença nesta partida foi o time vitorioso. Depois de perder três vezes para as cariocas por 3 sets a 1, as paulistas venceram pelo mesmo placar em um Maracanãzinho lotado, com mais de 10 mil pessoas. Por que esta mudança? Para o técnico vencedor, porque o time mudou a sua postura e teve “olhos de campeão”.

Esse olhar, como definiu Luizomar de Moura em entrevista após o jogo, pôde ser visto no começo da partida, no final do segundo set e nos pontos finais da quarta parcial. O Finasa/Osasco começou o jogo com determinação e bons ataques de Natália. Do outro lado, o Rexona/Ades sentiu a pressão e errou mais, colaborando com a vitória de Osasco por 25 a 19. A mesma determinação reapareceu nos instantes finais do segundo set. O time de Bernardinho havia dominado toda a parcial, mas não teve a calma necessária para fechar. Do outro lado da rede, as meninas de Luizomar colocaram a cabeça no lugar e venceram mais um set, agora por 28 a 26.

Na etapa seguinte, os “olhos de campeões” sumiram e a equipe do Rio de Janeiro deu um passeio em casa. Melhor em todos os fundamentos e se aproveitando da famosa síndrome do terceiro set, quando um time sobe no salto após vencer duas parciais, as cariocas erraram menos e respiraram no jogo ao liquidar o set em 25 a 14.

O quarto set, o único equilibrado do começo ao fim como é este clássico do vôlei feminino, foi marcado mais uma vez pela atitude superior do Finasa/Osasco. Nos últimos pontos, as paulistas armaram uma parede na saída de rede com Adenísia e Natália ou Natália e Danielle Scott. Depois de estarem perdendo por 23 a 20 e 24 a 21, a carioca Michelle colocou a bola na rede e deu a vitória ao Finasa/Osasco, por 26 a 24.

Luizomar estava certo quando disse que o que havia mudado em sua equipe, que já havia perdido três vezes para o Rexona, era o olhar em quadra. Neste domingo, todas estavam vibrantes e nada as abalou. Nas outras partidas, uma defesa errada, um cartão amarelo ou um set perdido era motivo para entregar a toalha. Agora a história foi diferente. As paulistas foram guereiras em quadra.

Com a vitória, o time de Osasco segue líder da competição, com um ponto a mais que o Rexona/Ades. Porém, isto não dá conforto e tranqüilidade à equipe de Paula Pequeno, Natália, Elisângela, Adenísia e companhia. Em uma partida elas levaram a melhor, mas isso não é garantia de que os problemas emocionais, responsáveis pelas outras derrotas, foram deixados para trás.

Nesta Superliga uma coisa parece certa: a grande final deve mesmo ser entre Rexona/Ades e Finasa/Osasco, que são as melhores e mais regulares equipes do momento. Só não se sabe se o jogo será transmitido na TV aberta, como anunciado toda a semana, ou se serão apenas alguns flashes, como a final do terceiro torneio. Sobre o dono do lugar mais alto do pódio, ainda é cedo para saber se o “olhar de campeão” do Finasa se mantém até a decisão ou se a regularidade do Rexona volta a reinar…

Fotos: Danielle Scott vibra com a vitória/Divulgação
Bernardinho grita do banco de reservas/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

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