Seleção Masculina | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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Arquivo da Categoria Seleção masculina

terça-feira, 7 de maio de 2013 Seleção masculina | 10:32

Capitão novo e dupla esperada de levantadores na seleção

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*atualizado às 14h27

Galera, as férias foram bem aproveitadas, mas é hora de voltar ao batente. Aos poucos estou me interando as movimentações de mercado e notícias que perdi nesse tempo que fiquei longe do blog. E a semana começou com novidade. Foi divulgada a lista de inscritos do Brasil para a Liga Mundial e, além de alguns nomes novos, uma mudança esperada para o cargo de capitão. Bruninho é o dono da função.

Veja a lista completa de inscritos para a Liga Mundial

Divulgação/CBV

Bruninho - capitão do RJX no título da Superliga e, agora, da seleção brasileira

Giba era o capitão do Brasil até as Olimpíadas de Londres. Na ausência do ponteiro, Murilo ficava com a tarja e era apontado como novo líder desse ciclo até por Bernardinho. Só que ele vai ficar seis meses afastado das quadras depois de uma operação no ombro realizada no final da semana passada. Com isso, a tarja ficou para Bruno.

Relembre os capitães da seleção brasileira

É uma escolha interessante. Ele foi o capitão no Pan de 2011, quando o Brasil atuou com uma seleção B. Também faz a função em seus times. O levantador é a cabeça da equipe por comandar as ações. No caso de Bruno, ele é um jogador com essa característica de liderar, então, é justo aliar uma coisa a outra.

Ainda falando de levantadores, teremos mudança esse ano na posição também. Bruninho segue ali, mas tem a companhia de William, Rapha e Murilo Radke nos inscritos para a Liga Mundial. Só que Rapha faturou o dedo na Itália, fez uma cirurgia e ficará dois meses afastado. Já Radke ainda é inexperiente para a função e deve ser usado em torneios “menores”, como  a Copa Pan-Americana. Dessa vez, passada as confusões e desentendimentos com Bernardinho, William deve ser o outro levantador.

E repito o que já disse por aqui. Acho interessante ter um levantador mais novo e outro mais experiente na seleção. Bruninho já tem o seu espaço, mas faria bem a ele atuar com William, um cara rodado e também bom no que faz. A tentativa de fazer alguma mescla ao trazer Ricardinho de volta não deu certo e ele não rendeu o esperado. Quem sabe agora a nova dupla não se encaixe?

A Liga Mundial começa no dia 7 de junho. Ainda em maio, o Brasil joga a Copa Pan e pode mesclar e usar os mais novos que foram convocados.  Vamos ver o que a seleção nos reserva no primeiro ano do ciclo olímpico até 2016.

Notas relacionadas:

  1. Levantadora nova, time novo
  2. Seleção masculina já tem seu novo galã?
  3. Novidades na seleção e novidades nos times
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 O nome da Superliga, Seleção masculina, Superliga | 11:01

O nome da Superliga: Bruninho

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Divulgação

Bruninho - levantador do RJX

Nada mais justo do que colocar Bruninho no destaque da vez do ‘O nome da Superliga’… Na terça-feira ele venceu Rapha, do Trentino, na eleição de melhor levantador do mundo de 2012 (para quem quiser, segue e matéria que publiquei no iG) feita pelo portal Volleyball.it. Na Superliga, ele comanda o RJX, líder isolado na classificação, e aparece nas estatísticas como terceiro na posição, atrás de William e Marcelinho.

Bruninho já foi muito questionado, principalmente quando foi convocado para a seleção brasileira. Perdi a conta de quantas vezes ouvi os comentários de que ele estava lá só por causa de Bernardinho, seu pai. Mas, nesse caso, não vejo favorecimento.

Ele é um levantador ainda jovem e que está amadurecendo (sabemos muito bem que levantador precisa de experiência e rodagem) e, ao mesmo tempo, sabe fazer lindas bolas rápidas, por exemplo. Às vezes ele pode até exagerar, mas tem um índice de acerto muito alto nas chutadas de meio com Lucão. Mesmo com passe quebrado, afastado da rede, Bruninho tem confiança para fazer a jogada e ela costuma dar certo.

E é essa confiança que está sendo vista na Superliga 2012/2013. Bruninho se transferiu para o RJX nesta temporada e lá voltou a atuar com antigos companheiros,  como Lucão e Thiago Alves. Ter atacantes conhecidos ajuda e muito um levantador e isso está claro em quadra. Além disso, conhece outros do time da seleção. Resumindo, Bruninho está à vontade em quadra.

Na seleção, ele deve seguir na posição no novo ciclo olímpico e ainda tem chances de ser mais um líder em campo. Resta saber quem estará ao seu lado, como já comentamos diversas vezes por aqui…

p.s.: galera, tenho que pedir desculpas! Estou fazendo um curso à noite, e as aulas somadas à correria da redação estão deixando a minha rotina cada vez mais apertada! Nem sempre tenho conseguido escrever sobre as rodadas, mas sigo acompanhando, mesmo que um pouco mais distante. E o espaço, é claro, está sempre aberto para vocês!

Notas relacionadas:

  1. Londrina é o estraga-prazeres da Superliga
  2. Bruninho faz falta ao time da Cimed
  3. O jogo de Bruninho na Copa do Mundo
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga, olimpíadas | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

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O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

Notas relacionadas:

  1. Retrospectiva 2010
  2. Brasil no “grupo da morte” nas Olimpíadas
  3. 2012 é o ano da Sheilla
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 Seleção masculina | 07:00

RJX faz sua parte, e Sada e Sesi fazem duelo de opostos

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No último post sobre a Superliga masculina, comentamos que o RJX e do Sada/Cruzeiro estavam praticamente empatados na liderança, como os únicos invictos do torneio e ambos com 15 pontos. Agora, o time carioca faz a sua parte e abre distância. Na primeira partida da sexta rodada, eles venceram o Vôlei Futuro por 3 sets a 1 na noite de quarta-feira e somaram três pontos. Na noite desta quinta é a vez do Sada/Cruzeiro defender a sua invencibilidade diante do Sesi. E se um quer seguir 100%, o outro tem que começar a vencer.

Veja como foi a vitória do RJX sobre o Vôlei Futuro

E esse jogo reúne favoritos em momentos distintos. O Sesi, mesmo com nomes como Murilo, Sidão, Serginho e companhia, amarga quatro derrotas em cinco jogos no torneio. Venceu apenas o UFJF, realmente o rival mais fraco neste começo de Superliga. A situação, é claro, não agrada ao time, que ainda sofreu com lesões. Lorena, vítima de cãibras, chegou a ser desfalque e agora está de volta. Éder, recuperado de uma pubalgia, já é relacionado, ms ainda não reassumiu posição de titular. Serginho e Giovane comentaram ao Mundo do Vôlei o momento vivido pelo time. Veja no vídeo abaixo:

O Sada/Cruzeiro, atual campeão, tem seu elenco completo e ainda começou a Superliga com o reforço do cubano Leal, que já foi maior pontuador e destaque em alguns jogos. Se os mineiros mantiverem o ritmo, podem seguir iguais ou bater o RJX em número de sets, já que os cariocas perderam uma parcial na noite de quarta-feira. Ao Sesi, é hora de começar a vencer. A Superliga é, sim, longa, mas já é tempo de se arrumar e, como disse Giovane, pensar em um segundo turno melhor.

Notas relacionadas:

  1. É hora de voltar para casa
  2. Dor é “companheira” dos melhores atletas
  3. Cadê o ânimo e a concentração do Sesi?
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012 Seleção masculina | 15:04

E a gripe me pegou…

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Galera, estou devendo uma explicação para vocês por ter ficado um tempinho longe do blog…. Estou com uma forte gripe, ou seja, preciso de mais uns dias de repouso…

Mas, antes de ser mais uma vítima das viradas bruscas de temperatura em São Paulo, fiz alguma matérias para o iG e aproveito para compartilhar com vocês. As Olimpíadas de Londres foram a aposentadoria para vários ídolos da seleção masculina, como já comentamos por aqui logo após a medalha de prata. E agora, entre os que ficam, quem vai assumir a função de líder do grupo? O nome de Murilo sai na frente, mas Bruninho também é lembrado.

Leia mais: Após geração de líderes, Murilo é favorito para herdar tarja de capitão

E se Murilo pode assumir a função nos próximo ciclo olímpico, com que outro capitão ele poderia se parecer? Para Giovane, ele está mais para Nalbert que para Carlão. E para você? Para ajudar, veja um perfil dos principais capitães do Brasil desde os anos 80.

O ponteiro está pronto para liderar a equipe. Ele já vinha fazendo isso quando Giba não estava em quadra e afirma que ser capitão não é algo possa ser forçado. É preciso ser escolhido pelo grupo, dar exemplo e se doar para o time. Capitão é o primeiro que chega e último que sai…

Leia também: “Não tem como forçar. Capitão é uma coisa que você recebe”, diz Murilo

Agora é esperar o novo ciclo. Bernardinho ainda não disse se realmente fica no comando, mas tem a torcida de Bruninho. O levantador disse que ter o pai como técnico já o atrapalhou, mas que agora isso não o incomoda e que acha que a decisão correta é que ele siga no comando. Vamos ver!

E enquanto me recupero da gripe, tento acompanhar alguma coisa das semifinais do Paulista. Na volta faço um post sobre os estaduais e amistosos dos times na preparação para a Superliga. Até

Notas relacionadas:

  1. Brasil 3 x 2 Finlândia
  2. 3 a 0 arrasador também para homens na semifinal
  3. E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

domingo, 26 de agosto de 2012 Diversos, Seleção masculina | 11:09

Final de semana de festa fora das quadras

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Final de semana está sendo de festa para o vôlei. No sábado, Bernardinho comemorou 53 anos. O técnico ainda aproveita as férias em uma viagem com a esposa Fernanda Venturini e a família pela Europa. Segundo a assessoria do Unilever, ele é esperado para se reapresentar ao time e começar os trabalhos para a temporada no final de deste mês. Será que ele segue mais um ano no comando da equipe carioca e da seleção brasileira masculina?

Quem também teve festa no final de semana foi o líbero Alan, do Medley/Campinas e que já teve passagem pela seleção de Bernardinho. O jogador se casou em São Paulo na noite de sábado e Douglas Sousa, seu agente, compartilhou fotos da cerimônia no Twitter.

Parabéns aos noivos e ao técnico Bernardinho! A partir de semana que vem os Estaduais devem engrenar ainda mais com a volta dos últimos olímpicos aos times. Depois das férias e festas, vamos ver quem começa melhor a temporada!

Notas relacionadas:

  1. Pouco tempo e trabalho duro na seleção
  2. Como jogar fora uma chance com um jogo feio
  3. Novidades na seleção e novidades nos times
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012 Diversos, Seleção feminina, Seleção masculina, olimpíadas | 14:04

Londres na pele

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Muitos jogadores ainda estão de folga depois das Olimpíadas de Londres. Enquanto uns aproveitam para viajar, outros cumprem suas promessas. A central Thaísa comentou,  após a segunda medalha de ouro, que repetiria o ritual depois de Pequim e faria uma tatuagem com o símbolo dos Jogos. Pois a jogadora já exibe o novo desenho no braço.

E já que assunto ainda são as férias, dá para acompanhar pelo Twitter um pouco dos descansos dos ídolos. Sheilla e o casal Jaqueline e Murilo optaram pela praia como destino nos dias livres. Já Giba, enquanto não começa a treinar com o Bolivar, da Argentina, ataca de motorista para a filha Nicoll. Veja mais fotos na galeria:

Mas a vida boa está para acabar, já que quase todos os times devem estar em plena atividade até o final do mês. Thaísa, por exemplo, se reapresenta no dia 27 de agosto.

Notas relacionadas:

  1. Que Brasil vamos ver em Londres?
  2. Um pouco de descontração antes da estreia
  3. Primeira derrota em Londres
Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

segunda-feira, 13 de agosto de 2012 Seleção feminina, Seleção masculina | 07:00

E agora, quem buscará o ouro no vôlei em 2016?

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A final olímpica de Londres também foi a despedida de algumas estrelas da seleção brasileira masculina de vôlei. O ponteiro Giba, o líbero Serginho e o meio-de-rede Rodrigão já deram adeus ao time. O levantador Ricardinho deve seguir o mesmo caminho e não segue até as próximas Olimpíadas.  Dante diz que pensa em jogar no Rio, mas será que as dores e os problemas com joelho deixam ele continuar? E com essas despedidas, quem deve estar em quadra daqui a quatro anos para buscar o ouro em casa?

Leia também: Vôlei termina Olimpíadas como o esporte mais vencedor do Brasil

Murilo, eleito o melhor jogador das Olimpíadas, é o sucesso de Giba na seleção

Na ponta, Giba já convive com seus possíveis sucessores. A faixa de capitão deve passar para Murilo, que foi destaque no Mundial de 2010 e, agora, depois de se recuperar da inflamação no ombro, teve uma boa atuação em Londres, sendo de novo um jogador decisivo no ataque e presente no fundo de quadra.

Thiago Alves sentiu o peso de uma Olimpíada e não jogou como se mostrou, por exemplo, na Liga Mundial. Ficou devendo, mas ainda é novo, tem 26 anos, e pode render no time. E Lucarelli, que estava em Londres para ajudar nos treinos da seleção, é um futuro que já se faz presente como ponta.

Rodrigão já havia perdido a posição de titular pelo meio e acompanhou Lucão e Sidão se consolidando na equipe. Os dois, um com 26 e outro com 30 anos, seguirão até 2016 e têm grandes chances e ainda formar a dupla titular nos próximos Jogos. A renovação pode vir com Isaac, um jovem de 21 anos que é da seleção de novos e já treinou no time principal. Se quiser um bloqueio alto, ainda pode apostar em Gustavão, de 26 anos, e o melhor no fundamento na última Superliga. O central tem 2,15m e também já passou pela seleção de novos. Éder que figurou como quarto central neste ciclo ainda tem idade para fazer parte do grupo também.

Leia ainda: Bernardinho chora e diz que pode deixar seleção “para não atrapalhar Bruno”

Lembrando do que já aconteceu na equipe brasileira, o líbero Serginho deve ter a sua vaga herdada mais uma vez por Mario Jr. Foi o jogador quem ocupou o lugar do veterano e foi campeão do Mundo em 2010, por exemplo.

No levantamento, Bruninho se firmou ainda mais como titular nas Olimpíadas de Londres. Ele teve uma atuação de gala e foi bastante elogiado por Bernardinho na vitória contra a Itália na semifinal, como comentamos por aqui. Além disso, sabe ousar com os centrais e está muito bem entrosado com o elenco. Amadurecendo como está, aposto em Bruno como levantador titular para o próximo ciclo e também como um jogador para dividir a responsabilidade de capitão em quadra.

E ainda: Giba desabafa sobre críticas e vê Bruninho como líder do próximo ciclo

Já Ricardinho voltou, ajudou também a desenvolver o jogo de Bruno, mas não deve ficar muito mais na seleção. Aos 36 anos, acho que não segue por mais um ciclo. Quem já recebeu a atenção da comissão foi Murilo Radke, que atuou como reserva de Bruninho na Cimed em 2011/2012 e, agora, comanda o Medley/Campinas. É novo, tem 23 anos, já jogou na base e foi campeão no Pan-Americano de 2011. Já se a ideia foi apostar em alguém mais experiente, William, do Sada/Cruzeiro, ou Rapha são mais rodados e podem ajudar, quem sabe.

Wallace entrou na vaga de Vissotto em Londres, foi bem e tem boas chances de se firmar até 2016

A posição de oposto não precisa de uma renovação imediata, mas já tem gente nova chegando. Leandro Vissotto, com 29 anos, e Wallace, com 25, têm um caminho pela frente ainda. Vissotto finalmente se entendeu com a bola mais acelerada nos primeiros jogos em Londres. E Wallace entrou como titular depois da lesão do companheiro, mostrou personalidade soltando pancadas e se firmou. É uma das melhores “heranças” de Londres para a seleção e um oposto rápido e que salta muito, que há tempos a seleção não via.

Além deles, Renan, de 2,17 m, é a promessa para a posição no novo ciclo. Era disso que o Brasil precisava na final para encarar o gigante Muserskiy, da Rússia, e seus 2,18 m. Se tivesse um jogador tão alto quanto, ficaria mais fácil, por exemplo, armar um bloqueio. E Renan já foi central, ou seja, sabe bloquear.

Leia também: Serginho chora e pede que cuidem com carinho de sua camisa na seleção

Giba, Serginho e companhia fizeram parte da geração mais vitoriosa do vôlei brasileiros, sob o comando de Bernardinho, mas um que não sabe se segue até 2016. E se o técnico sair, quem pode comandar a equipe masculina?  Eles se despediram com a prata depois de conseguirem dois match points e levarem a virada. Agora é digerir a derrota e já começar a pensar no que fazer para buscar o ouro em casa.

Já a seleção feminina, bicampeã olímpica, não deve ter tantas despedidas. Paula Pequeno chegou a dizer que deixaria o time, mas já repensou e pode tentar uma vaga na equipe para o Rio. Mas precisa crescer de produção em relação ao que mostrou em Londres. E para posição o Brasil pode contar, por exemplo, com Priscila Daroit, que chegou a disputar alguns jogos do Grand Prix na temporada e entrou bem, principalmente no saque.

Entre as mais velhas do time estão Fabizinha e Fernandinha, com 32 anos. A líbero já tem herdeira certa, que é Camila Brait, cortada na última hora para as Olimpíadas. Já a questão da levantadora ainda segue em aberto. Fernandinha não se firmou, mas Dani Lins ganhou a posição durante os Jogos e tem ainda idade para amadurecer e seguir até 2016.

E assim como no masculino, resta saber quem comandará a equipe. Zé Roberto vai buscar o tetra em casa? Se ele não ficar, quem pode assumir? Os comentários estão abertos para vocês!

P.s.: Galera, tirei uns dias de folga depois da correria total das Olimpíadas. Para piorar, cai com uma bela gripe… Assim que estiver melhor eu volto, combinado?

Notas relacionadas:

  1. Quem fica e quem sai nas listas para o Mundial?
  2. Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?
  3. Agora sim, os comentários de mais uma virada…
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 12 de agosto de 2012 Seleção masculina | 13:32

Brasil para em Muserskiy e no técnico russo e fica com a prata

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Derrota na final olímpica dói para qualquer um. Se a derrota for de virada, então… E foi assim que a seleção brasileira masculina de vôlei perdeu a decisão deste domingo para a Rússia e ficou com a medalha de prata em Londres.

Se a equipe feminina colocou a cabeça no lugar ao longo do torneio e até se recuperou de um primeiro set no qual foi atropelada para vencer os Estados Unidos na final,  a masculina não conseguiu reagir. O time de Bernadinho venceu os dois primeiros sets contra os russos com sobras. Murilo começou o jogo arrasando e, mesmo com o saque muito forçado, o passe brasileiro estava saindo. E o saque do Brasil entrou bem no segundo set, tanto que foi a melhor parcial da seleção no bloqueio.

Tudo caminhava para os 3 sets a 0 e mais uma medalha de ouro para o vôlei. Mas aí veio a grande jogada da partida. O técnico Vladimir Alenko mudou o seu esquema e, ali, ganhou o primeiro lugar no pódio. Ele colocou o gigante Dmitry Muserskiy, de 2,018m como oposto, deslocou Maxim Mikhaylov para a ponta e ficou com Volkov e Apalikov como meios.

No começo, parecia que os belos ataques de Muserskiy não compensariam os erros de recepção de Mikhaylov. O Brasil se perdeu um pouco, mas até chegou a ter duas bolas para liquidar a partida. Errou nas duas e deixou a Rússia fechar o set e, depois,  o jogo.

Leia mais sobre a decisão: Brasil sofre pane, perde para a Rússia e fica com a prata no vôlei masculino

Alenko e Muserskiy venceram esse jogo. O técnico pela ousadia de mudar o time durante uma final olímpica. E o gigante por virar tudo quando foi acionado. Ele marcou 31 pontos e não foi parado nenhuma vez no bloqueio pelo Brasil. Já o time nacional foi se perdendo. Primeiro, parou de acertar o saque e de usar Mikhaylov lá no fundo. Depois, perdeu o passe na mão e, tendo que usar bolas mais afastadas ou altas, ficou no bloqueio da Rússia ou viu os europeus defenderem e matarem no contra-ataque, sempre com Muserskiy, até o último ponto do tie-break.

O Brasil parou em quadra com a mudança da Rússia. E os russos acreditaram que poderiam virar e viraram. Eles ganharam o ouro em quadra e também no banco de reservas. Vladimir Alenko mudou quando não tinha mais o que fazer. Era ganhar aquele set e partir para a briga ou voltar para casa. E eles conseguiram.

A seleção fez uma boa campanha em Londres e, depois da Liga Mundial bem apática e sem convicção, voltou a ser aquela seleção que joga com garra, vibração e soltando o braço no ataque. Mas nesta final foi assim no primeiro set, depois não deu mais. Ainda não assim, dá para reconhecer o que eles fizeram de bom em Londres. Bruninho se mostrou muito mais maduro, por exemplo, comandando o Brasil. Murilo voltou a decidir com sua “chicotada”. Dante ajudou no passe e também se achou no ataque ao longo do torneio. Mas na final, quando tinha que ter tudo isso e mais alguma coisa, faltou cabeça no lugar para entender a mudança dos russos e se segurar mesmo levando pancada de Muserskiy a cada ponto.

As lesões também atrapalharam. Leandro Vissotto estava finalmente muito bem na bola mais acelerada com Bruno e ajudando quando teve a contusão na coxa. Wallace, de forma alguma leva qualquer culpa. Ele entrou, segurou as pontas e fez seu trabalho. Mas faz falta não ter um cara no banco para as inversões.

E neste domingo ainda teve Dante que saiu com dores e voltou sem o mesmo rendimento. Para completar, Giba estava muito sem ritmo. Entrou e não correspondeu. Deu lugar a Thiago Alves, que parece ter sentido demais a pressão da Olimpíada e não conseguiu render. Não restavam mais alternativas no banco, tanto que no final, até Rodrigão estava atacando pela ponta. A diferença foi que na Rússia, o meio virou oposto, função que também já estava acostumado a fazer, e foi o cara do jogo.

As Olimpíadas acabam com um ouro, uma prata e um gosto amargo desta derrota.

Notas relacionadas:

  1. O que não faz um bom técnico
  2. Liga Mundial terá mais um Brasil x Rússia
  3. Brasil volta a ter cara de Brasil no vôlei masculino
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 10 de agosto de 2012 Seleção masculina | 20:36

3 a 0 arrasador também para homens na semifinal

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Primeiro, a seleção feminina venceu por 3 a 0 na semifinal e foi para a decisão. Agora, 3 a 0 para a seleção masculina e mais um time na briga pela medalha de ouro. E que 3 sets a 0 para cima da Itália!

A primeira dúvida que poderia aparecer no time acabou com os primeiros lances. Leandro Vissotto, como esperado após a lesão na coxa das quartas de final, não atuou. Wallace, que já vinha de uma boa temporada, jogando bem até nos jogos ruins da Liga Mundial, entrou como titular. Logo recebeu bolas e virou. Ele só foi bloqueado no finalzinho do primeiro set, quando a Itália salvou um set point do Brasil. Bela atuação, sem se intimidar por estar nas Olimpíadas ou por ter sido um dos últimos a chegar no grupo.

Leia também: Vissotto confirma que está fora da final e enche a bola de Wallace

Ao longo do jogo, o Brasil foi superior em tudo. A Itália arriscou tudo no saque, mas quando não conseguia o ace (foram cinco no jogo), a bola era recepcionada e muitas vezes ia boa para a mão de Bruninho. E o levantador orquestrou bem o time. Seguro, acelerou pelo meio com Lucão e Sidão, deixou Dante livre pelo fundo e Murilo solto na ponta várias vezes. E ainda contou com Wallace. Tanto que, após a partida, Bernardinho disse que a atuação de Bruno tinha sido digna dos melhores tempos de Maurício e Ricardo. Elogio e tanto! Elogio merecido!

Leia mais: Bernardinho compara Bruno a Ricardinho e Maurício e elogia seleção

Enfim, o bloqueio funcionou até no simples de Bruninho. O saque entrou e deu trabalho a recepção italiana mesmo sem usar a força o tempo todo. Murilo fechou o jogo em um ace mais colocado do que forçado. E o Brasil aproveitou metade de suas bolas enquanto a Itália não chegou aos 15%. O ponto do segundo set, quando o Brasil sobrava e mesmo assim partiu para a bola primeiro com Murilo no fundo, depois Serginho do outro lado da quadra e terminando em um bloqueio de Dante, mostrou o espírito do time em quadra. Resumindo, atuação de gala.

Agora, mais uma vez a Rússia. Eles não devem errar tanto quando erraram na derrota para o Brasil na primeira fase. Mas com saque bem executado e bloqueio bem posicionado, dá para levar uma vantagem. O ataque já está funcionando bem, só deve apostas nas bolas rápidas para fugir do alto bloqueio russo. Com o que a seleção tem mostrado nas Olimpíadas, dá para acreditar no ouro. A partida final será no domingo, às 9h (horário de Brasília).

Notas relacionadas:

  1. Sem bloqueio e com um susto, Brasil está na semifinal
  2. Brasil controla Alemanha e vai para a semifinal
  3. Quem leva a batalha da semifinal do Mundial?
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

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