Seleção Feminina | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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domingo, 2 de junho de 2013 Seleção feminina | 13:34

Título para abrir a temporada da seleção feminina

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Primeira competição da temporada e primeiro título para a seleção brasileira feminina de vôlei. A equipe comandada por José Roberto Guimarães venceu a Rússia por 3 sets a 0 (25/23, 25/23 e 25/22) e faturou o ouro no torneio Montreux Volley Masters. E claro que é ótimo começar um ciclo olímpico com título e sem perder nenhum set na competição!

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Festa das brasileiras com título no torneio de Montreux

O Brasil foi para a Suíça renovado e a experiência deu certo. Na primeira fase, sem entrosamento e com muitos erros na recepção, a equipe venceu, mas teve um certo trabalho. Depois, parece ter se soltado em quadra e dominado a situação. Neste domingo, teve que buscar o resultado no primeiro set, mas empatou no final em 20 a 20 e venceu. Em seguida, se manteve firme e fechou os outros sets, com quase um passeio na última parcial.

Veja mais detalhes da final Brasil x Rússia

Agora, com título na mão, o que dizer dessa seleção brasileira? Vocês comentaram por aqui da questão da altura. Sim, esse time ficou um pouco baixo, mas se virou. E tem horas, no bloqueio por exemplo, que nem sempre ser gigante é a resposta para tudo. Tanto que, mesmo mais baixo, o Brasil de novo teve destaque nesse fundamento, com 17 pontos na partida. E no ataque, virou quando entendeu que não valia a pena encarar as jovens grandonas da Rússia.

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E em a atuação individual? O que vocês acharam? Sigo com Fernanda Garay como um dos destaques. A ponteira vem numa crescente desde que assumiu a titularidade lá em Londres, foi a capitã no Montreux e segura. Ela está à vontade em quadra e tem lugar certo nesse novo ciclo. Foi eleita com merecimento a MVP do torneio. Já na outra ponta, Pri Daroit foi bem no torneio. Ela também foi uma segurança na rede e ainda tem a vantagem de contar com um saque que atrapalha a recepção rival. Será que ela conseguiu entrar na briga pela posição?

No meio, Juciely chamou mais a atenção que Adenízia. Pode ser impressão, mas escutava mais o nome dela. E a central, mais uma da ala as baixinhas, mostrou agilidade no bloqueio e colaborou para o time. Pode já ter 32 anos e ainda ser novata na seleção, mas deu o recado.

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Para completar, Monique acabou como oposta. Tandara, com dores no ombro, nem foi relacionada. Ela tem um estilo diferente, não é tanto de pancada, mas também correspondeu. E sua irmã Michelle neste domingo entrou também na posição nas inversões de 5-1. Deu certo, tanto que o Brasil reagiu no primeiro set e embalou para a partida.

Começar com título é sempre bom e Zé Roberto agora é quem precisa decidir quem segue no time, se volta com mais veteranas e como será a seleção daqui para frente!

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  1. Oitavo título consecutivo para a seleção feminina
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sábado, 1 de junho de 2013 Seleção feminina | 15:39

Seleção feminina na primeira final da temporada

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*atualizado às 18h22

O Brasil está na decisão da Montreux Volley Masters! A seleção feminina venceu, agora há pouco, a República Dominicana por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 32/30, e vai disputar a primeira final da temporada. E o jogo desta tarde foi o primeiro teste de fato da equipe até aqui.

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Fernanda Garay foi a maior pontuadora do Brasil na semifinal

O time de Zé Roberto havia passado por Suíça, juvenis da China e reservas da Rússia. Mas agora tinha pela frente as dominicanas com jogadoras experientes, como De La Cruz, Castillo e companhia. O jogo foi o mais equilibrado e acho que o Brasil se comportou bem. Abriu no primeiro set, viu as rivais melhorarem com uma inversão de 5-1, mas logo fechou. Depois, buscou o placar na segunda parcial e, de novo, deslanchou no final para vencer. E no último set, dificuldade para acabar com a partida, mas um bloqueio resolveu o jogo.

Falando em bloqueio, o Brasil deu lavada no fundamento, marcando 18 pontos nas três parciais. No terceiro set, por exemplo, uma das viradas veio com sequência de pontos de bloqueio. Destaques para Juciely (ela costuma resolver no bloqueio na Unilever e aparece também agora na seleção), Adenízia e Pri Daroit.

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Além disso, a seleção não cometeu tantos erros bobos e até por isso venceu os dois primeiros sets depois de ver a situação ficar equilibrada. Já as dominicanas… Elas deram 25 pontos ao Brasil em erros! Ou seja, a equipe nacional teve que, de fato, vencer dois sets para acabar com a partida.

Como disse no outro post, acho bom Zé Roberto manter a sua equipe em quadra. De novo, só Suelen entrou em passagens de saque. O resto foi o mesmo e elas conseguiram se encontrar, virar o placar e sair com a vitória. Vi também alguns lindos ataques de Fê Garay pelo fundo e se no outro comentário elogiei Pri Daroit, aqui aprovo a atuação da outra ponteira. E Garay foi a maior pontuadora, com 15 bolas no chão. Ela está segura e confiante em quadra! Assumiu bem o papel de ser uma das experientes do time e também a capitã.

Agora é esperar a final neste domingo. A decisão será às 11h (horário de Brasília) e quem estará do outro lado será a Rússia.  A equipe venceu a Itália por 3 sets a 2 na segunda semifinal. Será que o Brasil repete a vitória da fase classificatória? Amanhã a gente descobre! Até lá!

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quinta-feira, 30 de maio de 2013 Seleção feminina | 16:28

Brasil melhora e vence Rússia em dia de Pri Daroit

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*atualizado dia 31 de maio, às 18h03

A seleção brasileira feminina de vôlei fechou a primeira fase da Mountreux Volley Masters com três vitórias e todas por 3 sets a 0. Talvez no post da vitória de quarta-feira, sobre a China, tenha sido exigente demais querendo ver logo o time mais bem encaixado e errando menos. Mas nesta tarde as brasileiras realmente se mostraram concentradas, entregaram apenas três pontos nos dois primeiros sets e soube se segurar para liquidar a partida na terceira parcial. Boa evolução!

Leia mais detalhes da partida

Zé Roberto repetiu suas titulares, com Dani Lins, Juciely, Adenízia, Fê Garay, Pri Daroit, Monique e Camila Brait. Nos dois primeiros sets, domínio e logo os 25 pontos no placar. Aqueles erros de recepção que incomodaram nos primeiros jogos voltaram a aparecer na terceira parcial e a Rússia, pela primeira vez, liderou o placar. Mas no final, o Brasil colocou uma bola não com Pri Daroit, que fez um ace logo em seguida, se segurou e fechou no erro de saque das rivais.

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Falando em Pri Daroit, foi o dia dela. A ponteira foi a maior pontuadora, com 17 pontos. Ela mostrou regularidade no ataque e está se saindo muito bem nesses primeiros testes. Além disso, tem um bom saque. Lembram dela no Grand Prix do ano passado, aqui em São Paulo, entrando nos finais dos sets e decidindo no serviço?

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Outra que vem agradando é Monique. Com dores no ombro direito, Tandara nem está sendo relacionada para a competição. Entretanto, a oposto do Praia Clube é mais uma firme no ataque, ágil, e bem com as levantadoras. Boa estreia na seleção!

E acho bom também Zé Roberto ter mexido pouco no time. Esse começo de temporada é o momento de testar, claro, mas também vale a pena deixar um grupo em quadra para que elas se entrosem e ganhem ritmo juntas aos poucos. Nesta quinta, a única mudança foi com a entrada de Suellen no saque. O resto ficou igual e o Brasil teve a sua melhor apresentação no torneio.

Que venha a semifinal! A seleção feminina vai encarar a República Dominicana na briga por um lugar na final. A partida será neste sábado, às 13h30 (horário de Brasília). Na outra semifinal o duelo será entre Rússia e Itália.

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quarta-feira, 29 de maio de 2013 Seleção feminina | 20:01

Seleção feminina e o time juvenil da China

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O segundo jogo do Brasil na Montreux Volley Masters foi diante da China, nesta quarta-feira. Só que em quadra, nada daquele time de conhecidas como Yimei Wang. Longe disso. Antes mesmo da partida, Sheilla comentava nas redes sociais: “Detalhe, a jogadora mais velha da seleção chinesa tem 19 anos!!! To velha mesmo!!!”. Pois bem, a rival da seleção era equipe juvenil do país asiático, que usa o torneio como preparatório para o Mundial da categoria. E o resultado foi mais uma vitória para o Brasil, como o esperado por atuar com sua seleção adulta, mas de novo com erros.

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Logo de cara, a China saiu na frente e marcou uns cinco pontos em erros do Brasil. O segundo set, por exemplo, teve algumas viradas no placar. Ok, posso estar sendo exigente demais, mas não dava para esperar mais do time brasileiro, mesmo que no comecinho da temporada, diante de uma equipe juvenil?

O placar foi de 25/19, 27/25 e 25/23. Pri Daroit e Fê Garay comandaram os ataques do Brasil. O bloqueio também fez a sua parte, com 12 pontos contra quatro das chinesas. O Brasil venceu porque, mesmo a esta altura, é mais time e tem técnica. Está sofrendo com erros (21 nos três sets) e com a a falta de entrosamento. Isso vem com o tempo, não tem jeito, afinal, Zé Roberto mexeu um pouco no time. Agora tem de novo Pri Daroit, tem a estreia de Monique, volta de Fabíola…

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Com o resultado, o time nacional está na semifinal e encara a Rússia nesta quinta-feira. Se vencer, fica com a primeira colocação do grupo. Dá para esperar menos erros dessa vez?

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terça-feira, 28 de maio de 2013 Seleção feminina | 18:22

Erros na recepção, mas dever cumprido na estreia

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A seleção brasileira feminina venceu a Suíça nesta tarde, na primeira partida da temporada, na estreia na Montreux Volley Masters. O placar foi de 3 sets a 0, com parciais de 25/21, 25/23 e 25/10. O time teve muitos erros na recepção, quase se complicou no segundo set, mas cumpriu o dever na estreia, de vencer sem perder nenhuma parcial.

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Dani Lins comemora vitória na estreia com as companheiras da seleção

A recepção realmente foi o problema da equipe. No segundo set, por exemplo, o Brasil marcou 21 a 15 e empacou, sem conseguir nenhuma bola na mão de Fabíola, que havia entrado na inversão de 5-1. Sim, era só o primeiro jogo, tinha tensão da estreia e tal, porém foram erros demais. É o primeiro ponto a ser melhorado, sem dúvida.

Já o terceiro set foi uma lavada da seleção, que se impôs no saque com Pri Daroit e deslanchou de vez. Não dava para comparar muito os times na técnica. Era só ver a posição do bloqueio brasileiro, bem armado e a facilidade de ataques colocados, como as diagonais de Fê Garay. Mesmo na estreia, o Brasil é mais time, com variedade de jogadas e, por isso, dominou.

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O que deu para perceber desse jogo? Bom, além dos problemas na recepção, teve gente que pode ter sentido a pressão. Ellen fez uma Superliga e tanto pelo Pinheiros, mas não se achou muito em quadra. É nova, vai ter outras chances e logo deve corresponder. Já as gêmeas Monique e Michelle viraram quando solicitadas, assim como Pri Daroit. São três ainda novas na seleção, mas com experiência na base e isso pode ter ajudado.

Como disse, o Brasil cumpriu o seu dever. Venceu quem seria o rival mais simples e agora encara China e Rússia. Os jogos serão quarta e quinta, às 13h30 (horário de Brasília). Agora é usar o tempo e os jogos para se arrumar. Esse é só o começo do novo ciclo…

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segunda-feira, 27 de maio de 2013 Seleção feminina | 19:09

Ano da seleção começa com mais novatas que veteranas

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Começa nesta terça-feira mais um ciclo olímpico para a seleção feminina brasileira de vôlei. As comandadas por José Roberto Guimarães estreiam na Montreux Volley Masters diante da Suíça, às 16h (horário de Brasília). E para o início do trabalho, mais caras novas do que veteranas. Quem vai ser sair bem e se firmar na equipe para o ciclo que vai até 2016?

Veja os horários de jogos da Montreux Volley Masters

CBV

Tandara, Fê Garay e Ellen: mistura na seleção brasileira para começar o ciclo olímpico

As mais experientes são Dani Lins e Fabíola, Tandara, Fê Garay, Adenízia e Camila Brait. Já entre as novatas, tem gente que nem é tão nova assim na idade, mas que tem pouca rodagem da seleção, como Juciely. E outras como Claudinha, Monique, Ellen, Pri Daroit, Michelle, Letícia Hage e Suellen.

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Primeiro as veteranas… Acho justa a volta de Fabíola ao time e, até agora, não entendi o seu corte para levar a Fernandinha para as Olimpíadas de Londres. Dani Lins cresceu em 2012, segurou o time em Londres e Fabíola fez de novo uma boa Superliga. Vale apostar nelas mais uma vez. Já Camila Brait tem tudo para mostrar o seu potencial sem ter que dividir o posto por enquanto com Fabi. A será a vez de Tandara aparecer como oposta. Ela também melhorou na Superliga, conseguiu ser a jogadora de segurança em diversos jogos, principalmente na segunda parte do torneio.

No lado das novatas, quero ver o desempenho de Claudinha. Como ela vai ser sair em um time grande, com mais responsabilidade. Ela vai trabalhar com Zé também no Vôlei Amil e pode ajudar nesse novo ciclo, afinal, o Brasil sofreu com levantadoras ultimamente. Dani foi fundamental em Londres, como já disse, mas isso foi uma boa surpresa.

Na posição de oposto, Monique deve colocar pressão em Tandara. Ela cresceu no Praia Clube e teve que ajudar o time quando Herrera se machucou. Já as ponteiras, quero ver Ellen, o rosto novo. A jogadora se destacou no Pinheiros, uma equipe com atletas pouco conhecidas, mas que deu trabalho. Ellen se mostrou forte no saque e consciente na rede, apesar de seus 1,79m. Vamos se terá chance na seleção e como ela se sai.

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CBV

Juciely tem 32 anos, mas é umas jogadoras da ala das menos experientes da seleção

Tem ainda as centrais. Juciely é baixa para a posição (1,84m), não é mais tão nova (tem 32 anos, 10 anos a mais que Letícia, outra central que vai para a Montreux), mas é veloz e excelente jogadora. As últimas Superligas deixaram isso bem claro. Ainda pode ser aproveitada por Zé Roberto. Pena que Bia e Angélica estão machucadas e não viajaram com a seleção. Bia, por exemplo, apareceu mais até que Fabiana no Sesi na última temporada. E Angelica foi mais um destaque do Praia Clube. Espero que ainda tenham chances.

Se há um momento para testar e colocar mais novatas que experientes em quadra é agora. E que a altura não seja um problema, porque essa seleção está um pouco baixa e, se ganha na velocidade, pode perder na marcação.

A Montreux é só o primeiro torneio da temporada e vale a pena já começar a mexer no time para ter tempo para pensar em formações, analisar desempenhos até ter um time lá no meio do ciclo que deve serguir até as Olimpíadas. Mais para frente, com Grand Prix e tal, as velhas conhecidas Sheilla, Thaísa, Fabiana e companhia devem voltar. Por enquanto, boa sorte para quem chegou! E bom desempenho para quem já estava no time!

Notas relacionadas:

  1. Mais um jogo e mais uma vitória no Mundial
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Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de maio de 2013 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 15:48

Amil anuncia Claudinha e líderes já têm suas ‘cabeças’

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O Vôlei Amil anunciou nesta terça-feira Claudinha como a levantadora para próxima temporada. Com isso, os líderes da última Superliga fecham as, digamos, cabeças de suas equipes. E acho que fizeram bons negócios.

Divulgação/ZDL

Claudinha é a nova levantadora do Vôlei Amil

O time de Campinas era justamente quem precisava de uma mudança. Zé Roberto apostou em Fernandinha, mas ela poderia ter mostrado mais. Ela sofreu com uma antiga dor nas costas e lesões e nem pode atuar em toda a temporada e, em alguns momentos, pecou nas decisões em quadra, sendo um pouco previsível. Pri Heldes entrou, e bem, em seu lugar, mas ainda é muito nova para assumir o time, apesar de ter futuro. Agora chega Claudinha.

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A ex-levantadora do Minas também é jovem, tem 25 anos, mas tem feito boas Superligas. Ela é habilidosa e ao mesmo tempo passa segurança em quadra e deve dar uma cara nova ao time. Além disso, terá dupla jornada para mostrar o trabalho a Zé Roberto, em Campinas e na seleção. Boa chance para dar um salto na carreira.

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Essa semana também foi de anúncios de renovações na Unilever. Seguem no time Sarah Pavan, Valeskinha e, já que o assunto do post são levantadoras, Fofão. Aos 43 anos ela vai para mais uma temporada e ainda comandando a equipe com aquela tranquilidade aparente que lhe é peculiar. É um exemplo a ser seguido e deve mesmo se manter em quadra enquanto o físico lhe permitir.

Sollys/Nestlé e Sesi, que completaram os quatro primeiros na temporada 2012/2013 já haviam renovado com suas levantadoras e também acertaram. Fabíola, além de ter conquistado a torcida, fez duas excelentes temporadas no Osasco, enquanto Dani cresce em Londres e ainda pode ajudar o time da capital.

Cabeças definidas, agora é seguir a movimentação nas outras posições! Gostaram dos negócios até aqui?

Notas relacionadas:

  1. Líderes fazem a lição de casa na Superliga feminina
  2. Vôlei Amil já mostrou a que veio nesta Superliga?
  3. Rodada de vitória suada do Amil e surpresa do Pinheiros
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga, olimpíadas | 12:54

Retrospectiva 2012: ano das Olímpíadas, da superação de ouro, de despedidas…

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O que 2012 deixa marcado para vocês? Para mim, foi o ano da superação da seleção feminina e do choro e das despedidas na seleção masculina. Ficou um gosto amargo daquele jogo final contra a Rússia… Foi também o ano do Sollys/Nestlé, que venceu todas as finais que disputou, e de José Roberto Guimarães, tricampeão olímpico.

Agora, para se despedir de 2012 depois de contar os planos dos jogadores para as festas de final de ano, preparei a nossa já tradicional retrospectiva, dessa vez em 12 fotos. Clique em cada uma delas para ler os textos e relembrar o que aconteceu nos últimos meses.

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  1. Retrospectiva 2010
  2. Brasil no “grupo da morte” nas Olimpíadas
  3. 2012 é o ano da Sheilla
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 12:04

Técnico José Roberto Guimarães em ação

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Assistir a um jogo que pode ser considerado fácil e com pouco público tem as suas vantagens. Acompanhei da quadra a vitória do Vôlei Amil sobre o Pinheiros aqui em São Paulo pela Superliga feminina 2012/2013. A torcida do time da casa não lotou o ginásio e fez pouco barulho. O Vôlei Amil venceu sem sustos, como era esperado, por 3 sets a 0. No entanto, o que chamou a minha atenção foi a atuação do técnico José Roberto Guimarães e também a movimentação das jogadoras. Foi possível escutar conversas, orientações, broncas e ver um pouco melhor como o tricampeão olímpico trabalha. Ele ajuda e muito a equipe, mas também provoca.

Felipe Christ/Amil

Zé Roberto conversa e gesticula o tempo todo para a equipe

Como é comum no vôlei, Zé Roberto acompanha o jogo o tempo todo de pé, bem ao lado da quadra. E enquanto o técnico do Pinheiros Wagão faz o estilo mais calado, daqueles que observa as jogadas e tenta incentivar o time em alguns momentos, o treinador de Campinas fala o tempo todo.

“Às vezes mais exaltado, às vezes menos, mas eu tento me comunicar sempre. As pessoas acham que eu sou calmo, que eu falo pouco, mas é exatamente ao contrário. Eu falo o tempo inteiro e tento jogar com elas o tempo inteiro”, explicou Zé Roberto após a partida. Veja alguns exemplos:

A cubana Daymi vai para o saque com o Vôlei Amil com vantagem no placar. Do banco, Zé Roberto grita: “Pode forçar, pode forçar. ‘Vambora’”. A ponteira solta o braço, o time consegue o contra-ataque e faz mais um ponto. O técnico vibra e elogia as suas comandadas no mesmo instante.

Em outro momento, toda a didática para falar com Pri Daroit, um dos destaques da partida. A ponteira recebe uma bola na entrada de rede e está marcada pelo bloqueio do Pinheiros. Sem muita força, ela tenta explorar, mas acaba jogando por cima da marcação e a bola vai fora. Ali, enquanto o time se rival de arruma para sacar, Zé Roberto chama Pri para uma rápida conversa.

“Quebra ela lá”, diz ele apontado para o lado e mostrando qual movimento a sua atacante deveria fazer com o punho para direcionar melhor a bola. “Você bateu ela reto de novo”, completou o técnico, sem alterar o tom de voz.

Na sequência, mais uma jogada para Pri Daroit, mais uma vez marcada pelo bloqueio. Agora, ela segue as orientações que acabou de receber, desvia a bola do bloqueio e pontua. Ela corre para o banco para abraçar o treinador com jeito de professor.

E assim foi a partida toda. “Falo para não abrir antes, moçada”, avisa Zé depois de ponto do Pinheiros em uma jogada de fundo. “Levantador atrás, levantador atrás”, alerta ele para as suas jogadoras que estão na rede. Vale também, mesmo com o jogo simples, reclamar com o juiz. Depois de uma bola marcada como dentro no ataque do Pinheiros, ele vai até a linha do fundo de quadra e fala: “Aí, não. Eu estou na mesma linha que você e vi muito bem. Isso não”.

Conseguir escutar as conversas também rendeu algumas risadas. No segundo set, o árbitro marca que a bola caiu, mas as jogadoras do Pinheiros seguem, como se nada tivesse acontecido. O juiz precisa apitar mais algumas vezes para elas pararem. Ele chama a capitã Andreia para uma rápida conversa. E a comandante da equipe em quadra explica: “Desculpa, acho que deu ’tilte’”.

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  1. Técnico da seleção apenas na seleção
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  3. 37 vitórias e final em outro seleção x Zé Roberto
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 Diversos, Seleção feminina, Superliga | 10:54

2012 é o ano da Sheilla

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Ela faturou o bicampeonato olímpico, virou manchete e destaque em toda a imprensa depois de contrariar a fama e o jeito tímido e tirar a roupa para uma revista masculina, mudou de time e já foi campeã do Mundial de Clubes e, agora, é eleita a melhor atleta do ano pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro). 2012 é mesmo o ano da Sheilla!

A oposta da seleção brasileira e do Sollys/Nestlé ganhou o prêmio Brasil Olímpico na noite de terça-feira. No masculino, o escolhido foi Arthur Zanetti, ginasta ouro nas argolas em Londres. Se Zanetti conseguiu um feito inédito, a estrela do vôlei foi fundamental na conquista do bi.

Sheilla chegu a receber críticas. Por aqui, alguns comentam que ela não era mais aquela atacante decisiva e que poderia falhar na hora H. Nas Olimpíadas, viu a seleção quase ser eliminada logo na primeira fase, mas foi o grande destaque na recuperação do time, principalmente naquele jogo contra a Rússia, nas quartas de final.

Já é esperado que o oposto receba as bolas complicadas. Se o jogador está em um dia inspirado, então, é bola para ele na certa. Naquela partida, o Brasil precisou salvar seis match points para vencer. E dessas seis lances, cinco passaram pelas mãos de Sheilla. A atacante pediu bola e colocou tudo no chão. A Rússia já esperava que a jogada fosse com ela e, mesmo assim, não conseguiu pará-la.

E foi aquele jogo que reascendeu o Brasil nas Olimpíadas, sem dúvida. Por isso, Sheilla merece todos os méritos. “O voleibol é um esporte coletivo,mas tem momentos de individualismo”, como bem disse José Roberto Guimarães, que recebeu na festa o prêmio de técnico do ano.

Entretanto, vale uma ressalva de quem ama vôlei, mas acompanha os esportes em geral. Sheilla fez, sim, um grande feito e foi o nome das quartas de final. Porém, a seleção feminina de vôlei já está acostumada a ganhar, têm mídia, patrocínios, CT, conforto e tudo mais. E Sheilla concorria com Sarah Menezes e Yane Marques, outras medalhistas olímpicas. Sarah, ouro no judô logo no primeiro dia das Olimpíadas, foi uma conquista inédita, de uma menina jovem e com uma bela história. Yane, do pentatlo, ganhou bronze em um esporte pouquíssimo conhecido por aqui. Talvez o Prêmio Brasil Olímpico pudesse também ter ido para as outras atletas. Isso não desmerece em nada que Sheilla fez e o seu desempenho, mas os outros esportes também poderiam ser reconhecidos.

Notas relacionadas:

  1. Quer saber o que é um bom oposto? Veja a Sheilla!
  2. Topada na quina da porta afasta Sheilla das quadras
  3. Sollys/Nestlé é campeão paulista e fecha um 2012 perfeito
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