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Arquivo da Categoria Diversos

quinta-feira, 21 de maio de 2009 Diversos | 11:35

Uma notícia ruim para as mulheres e uma boa para os homens

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Rompimento de um lado e renovação do outro. O vôlei está passando por altos e baixos e sofrendo as conseqüências da crise econômica mundial. A vítima da vez foi o torneio Salonpas, que não terá edição em 2009.

A empresa japonesa Hisamitsu Pharmaceutical, principal patrocinadora da competição, disse que não vai bancar o torneio neste ano. Quem perde mais com isso são os torcedores, afinal, a Salonpas Cup reúne em São Paulo grandes times do mundo que não podemos ver nos nossos ginásios todos os dias. No ano passado, por exemplo, além de Finasa/Osasco e Rexona/Ades, estava em quadra o Pesaro, de Zé Roberto Guimarães e Jaqueline e atual campeão italiano. Resta esperar e ver se a Salonpas Cup volta no ano que vem.

Mas, falando em patrocinador, o vôlei masculino ganhou uma boa notícia! A Vivo vai seguir como patrocinadora do time do Minas por mais uma temporada. Vale lembrar que a equipe de Belo Horizonte é uma das melhores da Superliga há, pelo menos, quatro anos. Se não venceu, foi vice. Para a temporada 2008, montou um timaço com André Nascimento, André Heller, Henrique e as pratas da casa como Ezinho e Rafinha. Sofreu um pouco com o entrosamento, mas, se conseguir segurar o elenco-base, vai dar muito mais trabalho à Cimed no ano que vem.

E tem gente também ainda querendo voltar ao Brasil. Rodrigão e Dante estão estudando propostas internacionais, porém já admitiram que pensam em jogar mais uma vez no País. O central ainda está em dúvida se segue no Macerata ou se joga por aqui. Já Dante aproveita a dispensa da seleção brasileira para curtir a família e o filho Antônio, que há pouco tempo teve uma forte pneumonia, e decidir onde vai jogar na próxima temporada. Seria bom ver os dois nos nossos ginásios de novo…

Notas relacionadas:

  1. Brasileiro Leandro Visotto comanda vitória na final italiana
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quinta-feira, 14 de maio de 2009 Diversos | 20:56

Tecnologia nas quadras de vôlei

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Chega de dúvidas na hora de assinalar se a bola foi na linha, dentro ou fora. A Penalty  e a 3RCorp, em parceria com a CBV, tiraram um projeto que estava no papel desde 2005 e apresentaram nesta quinta-feira a bola inteligente, a Penalty d-Tech. A novidade pode entrar em quadra ainda neste ano, na próxima Superliga, que começa em novembro.

A nova bola contém um chip que manda informações para um palm, que ficará com o primeiro árbitro, indicando quando foi fora ou dentro. Também será possível saber a velocidade precisa de saques e ataques e, no futuro, a posição do jogador em quadra. Ou seja, tudo será vigiado e guardado no chip dentro da bola. A decisão do árbitro ainda é autônoma, mas vai ganhar uma ajuda a mais. Veja como a bola irá funcionar na galeria abaixo. O infográfico foi feito pela fabricante.

Mas, tudo isso não vai sair barato. O projeto custou US$ 2 milhões, bancados pela Penalty. Já instalar as câmeras e antenas mostradas no gráfico acima vai levar mais R$ 100 mil. Além disso, o monitoramento de cada jogo vai sair por R$ 30 mil.

Se tudo der certo, não vamos mais ver pelo menos alguns pontos que claramente favorecem uma equipe. Como na final da Superliga feminina deste ano. O Rexona/Ades estava superior em quadra, mas ganhou alguns pontos em erros claros da arbitragem e isso ajudou a desestabilizar mais ainda o ex-Finasa/Osasco, que já estava meio abalado em quadra. Isso para citar um exemplo, porque em diversos jogos da temporada alguns times ganharam uma ajudinha a mais. Vamos ver se, dessa vez, o projeto vira mesmo realidade. Ah, e que a Confederação Brasileira não se empolgue com o projeto e deixe de lado outros problemas da Superliga, como a transmissão dos jogos, a final em uma partida única no Rio…

Notas relacionadas:

  1. Ouro, prata, despedida, renovação… 2008 no vôlei
  2. Problemas e problemas
  3. Vôlei também tem torcida, sim!
Autor: Aretha Martins Tags: , ,

terça-feira, 5 de maio de 2009 Campeonato Italiano, Diversos | 11:44

Brasileiro Leandro Visotto comanda vitória na final italiana

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Parece que Bernardinho vai mesmo contar com o oposto de peso na seleção brasileira! Leandro Visotto, convocado para a Liga Mundial, fez mais uma excelente partida e comandou o Trentino na vitória sobre o Piacenza na primeira partida da final do Campeonato Italiano.

Leandro Visotto/Site OficialTime de Visotto defende o título italiano e encara mais uma vez o Picenza na final. No jogo da noite de segunda-feira, Trentino venceu o primeiro set (25/18), levou a virada no segundo e no terceiro (17/25 e 21/25) e arrasou na quarta parcial (25/14), forçando o tie-break. E foi no set decisivo que Leandro Visotto fez a diferença. Trentino saiu na frente, abriu 8 a 4, levou a virada e o brasileiro comandou o ataque de seu time e ainda fez o último ponto, fechando em 17 a 15.

A boa atuação do oposto brasileiro ganhou destaque no site oficial do seu time. Visotto foi considerado “uma das melhores coisas da noite “ e apontado como o homem “decisivo em todas as circunstâncias difíceis”. Visotto foi o maior pontuador da partida, com 23 bolas no chão, e assumiu o papel de homem de segurança do time. Que continue assim até a seleção brasileira!

Mais gringas do vôlei

Visotto não foi o único brasileiro em quadra lá fora. Enquanto os jogadores que atuam por aqui curtem a folga pós-Superliga, o feriado prolongado teve conquistas e derrotas para os brasileiros do exterior.

Zé Roberto e Jaqueline saem na frente: a final feminina do Campeonato Italiano também tem brasileiro. O Pesaro, de Zé Roberto e Jaqueline, venceu a primeira partida contra o Novara por 3 sets a 1. Jaqueline foi a segunda maior pontuadora, com 19 acertos.

Giba é vice na Rússia: Iskra Odintsovo perdeu mais uma para o Zenit Kazan, dos norte-americanos Ball e Stanley e ficou com o segundo lugar no Campeonato Russo. A equipe de Giba levou três derrotas seguidas decisão e não teve chance contra o Kazan.

Dante perde bronze: Dinamo Moscou, time de Dante, também não teve boa atuação na Rússia. Assim como a equipe de Giba, perdeu os três jogos da série para o Nova Urengoy e ficou apenas em quarto lugar.

Brasileiro campeão na Espanha: Teruel, time de Xanxa, faturou o título nacional na Espanha na sexta-feira. Além do ouro, brasileiro levou para casa o título de melhor jogador da fase final.

E você, viu a atuação dos brasileiros? Deixe o seu comentário!

Notas relacionadas:

  1. Depois de tropeços em casa, Renan é demitido na Itália
  2. Time de Ricardinho e companhia ajuda time de Rodrigão da Itália
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 27 de abril de 2009 Diversos | 10:47

Vôlei também tem torcida, sim!

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Tudo bem, eu sei que nós estamos no País do futebol, que as maiores torcidas são nos gramados. Mas vôlei também tem torcida sim, e não é apenas para a seleção brasileira. Prova disso é a movimentação dos fãs do antigo Finasa/Osasco para manter o time na cidade. Os posts sobre a extinção e continuidade da equipe foram os mais comentados no Mundo do Vôlei desde a polêmica saída de Ricardinho da seleção brasileira! E também teve a festa do final de semana em Osasco. Olha a torcida aí!

Sei o que é perder um time de coração e, infelizmente, isso é comum no vôlei. Em meados dos anos 90, a Superliga masculina era dominada por Olympikus, Suzano e Chapecó. Eram lá que estavam os jogadores da seleção brasileira como Maurício, Giovane, Carlão, Giba e também os estrangeiros, como os argentinos Milinkovic e Webber. Confesso que era torcedora apaixonada do Olympikus. Assista a todos os jogos na TV a cabo, ia aos ginásios, tinha camisa, boné e tudo mais.

Até que, no final de uma temporada, o time acabou. Assim como terminou também o Chapecó e o Suzano. Todos porque perderam patrocinador. Fiquei “órfã” de uma equipe de coração. Os jogos perderam um pouco do brilho…

Por isso, é fácil compreender a comoção da torcida do Osasco. Eles não queriam ficar “órfãos” também, lutaram e conseguiram! Que o vôlei tenha mais torcidas assim! Que os torcedores lotem os ginásios! Que o vôlei tenha mais espaço na TV!

Parabéns, torcedores!

Fotos enviadas por Mônica Cornellas, uma das organizadoras do movimento “Vamos Finasa”

Notas relacionadas:

  1. Torcida comemora e cobra mais jogos da TV aberta
Autor: Aretha Martins Tags: , ,

sábado, 25 de abril de 2009 Diversos, Superliga | 17:04

Torcida comemora e cobra mais jogos da TV aberta

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 A torcida do antigo time do Finasa está em festa com a continuidade da equipe adulta na cidade de Osasco e saiu pelas ruas para comemorar neste sábado. Mas agora, com o time garantido, a torcida muda o foco e pede mais espaço para os jogos de vôlei. 

“Vamos continuar o nosso abaixo assinado e agora a luta é pela transmissão de mais jogos na TV aberta porque não é todo mundo que tem TV a cabo. É uma luta não só da torcida do Osasco, mas da nação que ama o vôlei. Estamos até em parceria com o Rexona/Ades”, explicou Mônica Cornellas, uma das organizadoras do movimento contra a extinção do time paulista chamado “Vamos Finasa/Osasco”

Mônica e cerca de 100 torcedores do “novo Osasco” fizeram uma festa na manhã deste sábado. A prefeitura abriu o ginásio José Liberatti para a concentração e depois os torcedores caminharam com faixas e muito barulho pelas ruas de Osasco. Representantes de Emídio de Sousa, prefeito da cidade, também estavam presentes. 

Segundo Mônica Cornellas, a pressão da torcida ajudou para o time seguir na cidade. Estava programado um protesto para esta manhã, que deu lugar às comemorações. “Transmitimos o recado para todos. Não sei se fariam alguma coisa se não fosse a pressão da nossa torcida. A gente uniu os fãs, entrou em diversos blogs, mandou e-mail, pediu ajuda para a família e venceu a luta”, disse Mônica. “Aqui não é o time que tem uma torcida, é uma torcida que tem um time”, completou.

Vermelho continua na camisa do Osasco

Foi confirmado na festa da torcida que o vermelho vai continuar no uniforme principal, que também terá alguns detalhes em verde, cor da bandeira da cidade. Representantes dos fãs da equipe foram também convocados para uma reunião na Câmara Municipal na próxima quarta-feira, quando deve ser anunciado o nome do time e do patrocinador.  

A expectativa agora é pela formação do elenco do Osasco. Só a levantadora Carol Albuquerque assinou contrato. Paula Pequeno ainda analisa uma proposta da Rússia e não sabe se segue no Brasil. Luizomar de Moura segue em contato com as atletas.

E você, torcedor? O que achou da decisão para o time de Osasco? Participou da festa? Mande a sua opinião

Notas relacionadas:

  1. Nada de pânico com a extinção do Finasa/Osasco?!?!
  2. E agora, para onde ir?
  3. E o Osasco continua!
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , ,

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009 Diversos, Superliga | 15:51

Voltar para quadra virou moda?

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Tande, Giovane, Nalbert, Virna… Todos tiveram ótimas carreiras na quadra e, depois de alguns anos, arriscaram jogar na praia e voltaram para os ginásios. Agora, Marcelo Negrão quer seguir o mesmo caminho.  O oposto, campeão olímpico em Barcelona, se diz inspirado por Virna, que fechou com o Rexona no começo do ano, e busca mais uma chance de atuar no vôlei indoor. Será que tem espaço?

Virna foi para o Rexona sabendo que seria uma reserva de luxo, ou seja, só entraria se alguma das titulares se machucasse. Marcelo Negrão seria um reserva de luxo entre os homens também? Acho que não vale a pena…

Negrão afirmou, em entrevista ao Diário de São Paulo, que “a maioria dos times precisa de um jogador mais experiente”.  As equipes, pelo menos as grandes como Cimed, Minas, São Bernardo, Ulbra e Unisul, já têm um ótimo elenco e já foram reforçados no começo da temporada e não sei se precisam dessa experiência. É sempre bom ter um jogador renomado em quadra, mas esse jogador precisa estar em plena forma, preparado para agüentar horas de disputa no piso duro e entrosado com os companheiros.

Marcelo Negrão está há anos na praia e foi para areia para se poupar de lesões.  Ele diz que está bem e que os tempos na areia “aumentaram a sua vida útil”. Será? Jogar na quadra é muito diferente de atuar na praia e parece que os atletas se esquecem disso, tanto que voltam depois de um tempo na areia. E Negrão deixou os ginásios ainda quando o vôlei não era tão rápido, com todas as bolas chutadas. Que ele foi um excelente atacante e homem de segurança do Brasil, ninguém duvida, mas não sei tem espaço para ele voltar e ser tudo isso de novo…

E  você, leitor, o que acha da volta dos jogadores da praia para a quadra? Ainda tem espaço para eles na Superliga? Deixe a sua opinião!

Notas relacionadas:

  1. O troco e o bi na segunda final da Superliga
  2. Quando vale a pena contar com uma veterana no banco?
  3. Problemas e problemas
Autor: Aretha Martins Tags: , , , ,

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009 Diversos, Superliga | 08:42

Problemas e problemas

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Galera, desculpe! O terceiro turno da Superliga acabou, Rexona e Cimed foram campeões e nem comentei nada por aqui. Tive problemas técnicos nos últimos dias, traduzindo, fiquei sem internet e sem TV a cabo e o blog estava instável….

Parece que as coisas estão voltando ao normal por aqui e, sendo assim, posso voltar aos posts também! Logo logo escrevo sobre as finais e o que está por vir no último turno da Superliga…

Notas relacionadas:

  1. O troco e o bi na segunda final da Superliga
  2. O título por lá e a final por aqui
  3. Quem precisa da vitória x quem está classificado
Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 23 de dezembro de 2008 Diversos | 14:02

Ouro, prata, despedida, renovação… 2008 no vôlei

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Foi o ano que as mulheres amadureceram e cresceram. Foi o ano que os homens decepcionaram e viram que não são invencíveis. Foi o ano da volta para casa. Foi o ano do começo da renovação. Foi o ano de 2008. Pronto para relembrar o que aconteceu no vôlei de quadra e com os nossos brasileiros? Divirta-se!

Campeões na Europa

André NascimentoO ano de 2008 começou aqui no Brasil com a volta da Superliga masculina e feminina e todo mundo tentando mostrar serviço para conseguir uma vaga nas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e Olimpíada de Pequim. Mas os primeiros campeões de 2008 vieram da Europa.

Em março, teve brasileiro no pódio nas competições “B” da Europa. Entre as mulheres, o Pesaro, de Mari, Sheilla e do técnico José Roberto Guimarães ficou com o título da Copa CEV, segunda competição mais importante da Europa. Com o resultado, o time ganhou a vaga para a Liga dos Campeões 2008/2009, o principal torneio do continente. Para os homens, o Modena levou a Challenge Cup com ótimas atuações de André Nascimento e Murilo na final.

Já na Liga dos Campeões, Escadinha ficou apenas com o segundo lugar. Seu time, o Piacenza, perdeu para o russo Dínamo Kazan na final por 3 sets a 2. Como consolação, Escadinha foi eleito o melhor líbero da Europa. João Paulo Bravo, outro brasileiro do time, foi escolhido o melhor sacador do torneio.

Soltaram as bruxas!

Lesão de RodrigãoO mês de março teve a primeira contusão do ano para alguém da seleção. A bruxa estava solta em 2008! A vítima foi Rodrigão. O central rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo ao cair de mau jeito depois de um bloqueio com o Macerata na Itália e precisou passar por uma cirurgia. Ele só voltou para a seleção um mês depois e quase perdeu a Olimpíada de Pequim. Voltou a atuar apenas às vésperas dos Jogos da China.

Em junho, mais um susto. Nos treinos para a estréia na Liga Mundial, Giba torceu o tornozelo esquerdo e teve que ficar fora dos primeiros jogos do Brasil na competição. Mais tarde, nas finais da Liga Mundial, Marcelinho teve uma contratura nas costas e quase perdeu a estréia do Brasil na Olimpíada, mas se recuperou a tempo. Fofão, Jaqueline e Paula Pequeno também tiveram contusões leves e perderam alguns jogos do Brasil no começo do Grand Prix, mas chegaram inteiras a Pequim.

Campeões aqui e campeões lá

Cimed campeão da SuperligaChega de lesões! Vamos voltar aos títulos de 2008! Por aqui, no mês de abril, as mesmas equipes chegaram mais uma vez à final da Superliga. Rexona e Finasa fizeram o duelo do feminino e Cimed e Minas, o do masculino. A diferença é que esse ano, a competição não foi decidida em uma série melhor de três ou de cinco. Foi só um jogo, no Maracanãzinho. Rexona, único finalista carioca, bateu o Finasa e levantou o caneco pela quinta vez. O Cimed deu o troco da última temporada e venceu o Minas.

Na Itália, mais um título para Sheilla, Mari e Zé Roberto. Pela primeira vez em sua história, o Pesaro faturou o Campeonato Italiano. Título inédito também para os homens, no começo do mês de maio. Trentino, do búlgaro Kaziyski, levou a melhor sobre o Piacenza, de Serginho, na série melhor de três e foi campeão nacional. Um dia depois, o Brasil voltou ao topo com Murcia, de Fofão e Walewska, com o título da Superliga Espanhola.

Estou na seleção! Ou não!

Abril também foi a hora de Bernardinho e Zé Roberto Guimarães montarem as suas seleções para Liga Mundial, Grand Prix e já ter a base para Pequim. E teve polêmica para os dois lados. Fernanda Venturini, que estava fora do time nacional desde a Olimpíada de Atenas, enviou um e-mail a Zé Roberto pedindo uma nova chance. O técnico foi taxativo e disse que não seria justo com toda a equipe, que estava se esforçando e treinando forte, convocar Fernanda. O pedido não foi atendido. Com os homens, a velha novela Ricardinho x Bernardinho. O levantador, que se recuperava de uma fratura na mão, ficou fora da lista de Bernardinho e o treinador afirmou que as portas da seleção estavam fechadas ao ex-capitão. Em resposta, Ricardinho disse que a seleção já é passado para ele. Mágoas para os dois lados.

Primeiro ouro das mulheres… Só uma prévia

Brasil campeão do Grand PrixO primeiro torneio da seleção feminina em 2008 foi o Grand Prix, de 20 de junho a 13 de julho. E neste torneio, as brasileiras são soberanas. Depois de uma mera quinta colocação na edição de 2007, o Brasil arrasou, não perdeu nenhum jogo na fase final e faturou o heptacampeonato.

Zé Roberto mudou o time para o Grand Prix e deu certo. Colocou a gigante Thaíssa no meio-de-rede e trocou Sassá por Mari. O Brasil ganhou volume no bloqueio e viu Mari voltar a ser a atacante fria e eficiente que a colocou em evidência antes da Olimpíada de Atenas. Tanto que ela foi escolhida a melhor em quadra na fase final.

O caminho do Brasil foi um pouco facilitado pelas adversárias na fase final. Cuba, que sempre cresce contra a seleção, estava totalmente apática na partida contra as brasileiras. Itália não estava com seu time titular. Apesar disso, o torneio serviu como um treino de luxo ao time de Zé Roberto e apenas uma prévia do que aconteceria na China…

Decepção para os homens… Só mais uma prévia

Serginho e GibaJá o primeiro torneio da seleção masculina em 2008 foi a Liga Mundial, de 14 de junho a 27 de julho. Como já era de costume, os comandados por Bernardinho eram os favoritos ao oitavo título da competição. Mas em quadra, a história foi diferente.

O Brasil teve alguns altos e baixos na primeira fase, mas lotou o ginásio do Maracanãzinho, no Rio, para as finais. Tudo estava bem até a semifinal, quando o Brasil pegou os Estados Unidos e a sua defesa praticamente impecável. Tocando em quase todas as bolas, eles tiraram a concentração dos brasileiros, ganharam espaço e venceram por 3 sets a 0. Mais uma prévia do que aconteceria na China.

Mas na Liga Mundial ainda dava para sonhar com pódio. O adversário na briga pelo bronze era a Rússia, que o Brasil já havia vencido com facilidade na competição. Entretanto, os russos estavam mais fortes no saque e no bloqueio. Do lado nacional, as bolas caiam com facilidade na quadra. O resultado foi mais uma derrota, agora por 3 sets 1, e a seleção fora do pódio da Liga Mundial pela primeira vez desde que Bernardinho assumiu o time. Um alerta de que a Olimpíada de Pequim seria muito mais difícil do que todos imaginavam.

Brasil campeão olímpico

Mari em PequimNa Olimpíada de Pequim, a seleção feminina manteve o alto nível apresentado no Grand Prix. Pela primeira vez, elas chegaram a uma final olímpica, e sem perder nenhum set! Na briga pelo ouro, mais de duas horas de bolas no alto, momentos de domínio de ambos os lados e um último set equilibradíssimo. O Brasil se manteve firme e Mari agüentou ser o alvo do forçado saque adversário até o final. Na última bola do jogo, ataque de Tom Logan. Um ataque para fora e o grito de é campeão!

A medalha foi uma resposta a todas as críticas ouvidas por essa seleção, desde o quarto lugar em Atenas e a derrota na final do Pan-americano do Rio de Janeiro. Depois da conquista da China, uma frase de Zé Roberto Guimarães resumiu o sentimento da equipe. “Amarela é a cor da nossa medalha”.

Foi o primeiro ouro para o vôlei de quadra feminino e a primeira vez um técnico conseguia colocar homens e mulheres no topo do pódio. Zé Roberto, que havia sido campeão em Barcelona, 1992, voltou ao lugar mais alto em 2008.

Segundo com gosto de último

Prata em PequimOs homens do Brasil sofreram em terras chinesas. Primeiro, a desconfiança da torcida que nasceu com o quarto lugar na Liga Mundial. Depois, a derrota para a Rússia por 3 sets a 1 na primeira fase e o alerta geral. Alguma coisa estava com o time nacional. As jogadas não saiam mais com perfeição e paravam no bloqueio adversário. A defesa não chegava mais às bolas. Com altos e baixos, Brasil chegou à final, contra os Estados Unidos.

Mais uma vez os erros ficaram evidentes. Enquanto os norte-americanos passeavam no saque e no ataque, o Brasil não conseguia colocar a bola na mão de Marcelinho e apelava para ataques óbvios. No final, 3 a 1 e medalha de ouro para os norte-americanos. A prata foi recebida pelos torcedores com gosto de último lugar. Muitos se perguntaram se Ricardinho conseguiria ter segurado o passe quebrado e salvado o time. Impossível saber.

A prata foi o fim de uma geração. Depois da Olimpíada, Gustavo e Anderson deixaram a seleção. Giba já disse que deve ficar apenas até o Mundial de 2010. A seleção passa por uma fase de renovação. E no primeiro teste do novo time masculino, mais um tropeço: derrota para Cuba por 3 sets a 2 na final da Copa América. Toda a fase de mudança exige paciência, cabeça e trabalho. Em novembro, Bernardinho renovou com a seleção para segurar essa empreitada. Quem sabe daqui a quatro anos não voltamos ao topo do mundo?

Adeus, Fofão!

Despedida de FofãoE não foi só a seleção masculina que teve despedidas em 2008. Fofão, considerada por José Roberto Guimarães o coração do time feminino, deixou o grupo depois da conquista do torneio Final Four, em setembro, em Fortaleza. Depois de cinco olimpíadas, deixa o time coroada pelo ouro em Pequim e como o ícone de uma geração. Ela segue como jogadora, com a camisa do São Caetano.

A central Walewska disse um pequeno adeus ao time nacional. Após a medalha dourada, ela pediu um tempo para Zé Roberto sem convocações para cuidar da vida pessoal e ser mãe. Mas a meio-de-rede pretende ficar apenas dois ou três anos longe da camisa verde e amarela e pode voltar para o Mundial de Clubes, em 2010. Em dezembro, após ser eleito o melhor técnico do ano de 2008 pelo COB, Zé Roberto garantiu que a seleção estará de braços abertos para Walweska.

Superliga de estrelas

André Heller e BrunoA Superliga 2008/2009 começou em outubro recheada de olímpicos. Cansados de jogar na Europa e com saudades de casa, brasileiros decidiram voltar a atuar no País. Entre os homens, André Nascimento e André Heller deixaram a Itália e assinaram com o Minas. Serginho também saiu da terra da bota e veio reforçar do São Bernardo. Da Grécia, veio Marcelinho direto para o Unisul. Giba recebeu propostas do Cimed, mas escolheu ficar mais uma temporada na Rússia. Na edição feminina, o São Caetano se renovou com Sheilla, Mari e Fofão.

Depois de dois turnos da competição, as estrelas, que prometiam deixar o torneio mais equilibrado, não mudaram os favoritos. No feminino, Rexona, campeão carioca, segue no comando e Finasa, campeão paulista e da Salonpas, depois de vacilar no primeiro turno, voltou a dominar seus jogos. No masculino, Cimed, atual campeão, e Minas, atual vice, estão arrasadores e caminham para mais uma final. A decisão, só em 2009. Até lá!

E para você? O que mais marcou nas quadras de vôlei em 2008? Deixe o seu comentário e Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Notas relacionadas:

  1. Menina e menino do vôlei são os melhores do ano
Autor: Aretha Martins Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 Diversos, Seleção feminina | 11:34

Menina e menino do vôlei são os melhores do ano

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A medalha de ouro na Olimpíada de Pequim da seleção feminina rendeu mais troféus na noite de terça-feira. No Prêmio Brasil Olímpico, organizado pelo COB, Fofão foi eleita a melhor jogadora de vôlei do ano de 2008 e José Roberto Guimarães, o melhor técnico. Honras merecidas e na hora certa!

Fofão deu adeus à seleção brasileira do melhor jeito possível. Ela chegou aos poucos, com seu jeito calada, esperou como reserva de Fernanda Venturini e segurou a onda quando precisava. Como boa levantadora, foi a cabeça do time na conquista do ouro e ajudou o time a superar os traumas de Atenas e da final do Pan de 2007. Vai deixar saudades na seleção já que Carol Albuquerque, que deve assumir o seu lugar, é regular, mas não decisiva como Fofão.
José Roberto Guimarães
Zé Roberto provou que um bom técnico nem sempre precisa gritar nos ouvidos de seus atletas para vencer. Confesso que já reclamei do jeito calmo demais do treinador das meninas do vôlei, mas reconheço que foi assim, sendo centrado, que ele conseguiu ajudar as jogadoras a levantarem a cabeça, amadurecerem e buscar essa medalha.

Agora é treinar para continuar no topo e superar a perda de Fofão. Como aconteceu com os homens depois das conquistas de Atenas, Mundial e tudo mais, a seleção feminina será o alvo de todos os times do mundo. Mais do que nunca elas precisam ser madurar para segurarem o primeiro lugar.

E que os homens, mesmo sem prêmios neste ano, levem 2008 como uma lição. A seleção masculina ainda é uma das melhores do mundo, mas não é mais invencível e deve se adaptar às jogadas altas dos europeus e às defesas dos norte-americanos. E ainda passar pela renovação. Sigam o exemplo de Zé Roberto e Fofão: paciência! Esperam, tenham cabeça, e encontrem as meninas no topo em 2009!

Autor: Aretha Martins Tags: , , ,

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