Campeonato Italiano | Mundo do Vôlei, por Aretha Martins

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sexta-feira, 30 de março de 2012 Campeonato Italiano | 13:16

Piacenza aposenta camisa 16 que foi usada por Bovolenta

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bovolenta

Bovolenta com a camisa do Piacenza

A morte de Vigor Bovolenta, italiano várias vezes campeão da Liga Mundial e medalhista olímpico, foi o assunto da semana com homenagens em quadra, presença de campeões no funeral e até o seu time, o Peruggia, querendo agora pagar salários atrasados. E nesta sexta-feira, mais um homenagem ao central.

Leia também: Ex-companheiros levam caixão de Bovolenta

O Piacenza vai aposentar a camisa número 16, que foi usada pelo central em sua passagem pela equipe, segundo o site Volley.it. A ação é bem comum em outros esportes, como a NBA que já aposentou diversos números de ídolos ou no futebol, que “entrega” a camisa 12 para a torcida.

Leia ainda: Após autópsia em corpo de Bovolenta, médico mantém cautela

Além disso, o Piacenza, ao lado Pallavolo Modena e Lube Banca Marche Macerata, vai usar uma camisa em homenagem a Bovolenta na rodada de domingo. O uniforme terá os dizeres “Ciao Bovo. Un bacio grande”.

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domingo, 25 de março de 2012 Campeonato Italiano | 12:16

Manhã de luto no vôlei

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Bovolenta

"Sempre em nossos corações. Um abraço", dizia o site oficial do Forlí nesta manhã

Quem acompanhou a seleção masculina da Itália nos anos 90 e todas as vitórias sobre o Brasil deve se lembrar do central Vigor Bovolenta. Eu me lembrava daquele central que jogava ao lado de Andre Giani, Satoretti e companhia. E Bovolenta deixa o vôlei de luto.

“Minha cabeça está girando, me ajudem que vou cair”. Esta foi a última frase de Bovolenta

Vi a notícia no plantão aqui na redação. O jogador se sentiu mal, desmaiou e morreu em quadra, enquanto jogava pelo Forli. Bovolenta tinha 37 anos, era casado e tinha quatro filhos. Médicos falam que pode ter sofrido um ataque cardíaco, mas a causa da morte só será confirmada após exames e autópsia nesta segunda.

Veja também: Brasileiros lembram Bovolenta no Twitter

É triste um plantão assim. Ainda mais se pensar em uma seleção como aquela da Itália, durante tantos anos campeã e meu segundo time na infância e na adolescência…

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012 Campeonato Italiano, Superliga | 18:48

Por que Leandro Vissotto se dá tão bem no vôlei italiano?

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Leandro Vissotto - Divulgação

Leandro Vissotto é um dos jogadores de segurança do Cuneo

O oposto Leandro Vissotto chegou à seleção brasileira depois de títulos e várias partidas como destaque nos anos que ficou no Trentino. Na temporada passada, defendeu o Vôlei Futuro com altos e baixos e também caiu no time de Bernardinho em 2011. Na janela de mercado, voltou para a Itália e é mais uma vez o destaque, só que agora no Cuneo. Na quarta-feira, ajudou o time na classificação antecipada na Liga dos Campeões, por exemplo. Porque Leandro Vissotto vai tão bem no vôlei italiano e nem sempre tem o mesmo rendimento por aqui?

A explicação vem em um bate-papo exclusivo com o oposto de 2,12m. “A diferença entre o Campeonato Italiano e a Superliga é basicamente a bola e, com isso, muda todo o sistema de jogo. A penalty (usada no Brasil) é uma bola muito leve e de difícil controle , por isso, os sacadores a não forçam tanto. Assim, acaba ficando mais fácil passar, o que ajuda o levantador a distribuir bolas com velocidade e pelo centro. Na Itália é exatamente o contrário”, fala Vissotto.

“Aqui o saque é muito forçado porque a bola é mais pesada e mais fácil de ser controlada. Como serviço forçado e sem o passe na não, o levantador tem que se apoiar nos atacantes de bola alta. É por isso que sou muito efetivo e um jogador de decisão no Italiano”, completa o oposto. Os resultados comprovam a boa fase do brasileiro na Itália. Ele foi eleito o melhor jogador de dezembro no campeonato nacional.

Ter 2,12m e estar acostumados e esse tipo de jogo ajuda, e muito, Vissotto na Itália e nos torneios pelo Cuneo. Mas o que falta para se dar bem também por aqui e na seleção, como fez na reta final dos torneios de 2010? Quem sabe se antecipar um pouco ao ataque para chegar às bolas mais aceleradas?

A bola pode deixar o voleibol italiano mais “quadrado” e um pouco mais lento, mas os gigantes que atacam nas pontas também pode se dar bem no Brasil. Renan, de 2,17m e destaque do BMG/São Bernardo tem ido bem e foi o principal atacante do time na vitória sobre o RJX na noite de quarta-feira. Vissotto também te jogo para isso, basta se readaptar ao vôlei nacional para se dar bem também na seleção…

Mudança na tabela da Superliga
E falando no vôlei por aqui, a Superliga masculina tem um novo líder. O Sesi venceu o Montes Claros e, com o tropeço do Vôlei Futuro diante do Vivo/Minas, assumiu a ponta da tabela (leia mais sobre a partida). Agora sim os times não ganhando a sua cara e podemos ter ideia do que acontecerá na competição. O RJX ter perdido não é alarmante, por exemplo, porque jogou sem Dante e Lipe. Mas agora os times já estão entrosados e mais bem treinados. A tendência é que o torneio fique ainda melhor.

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segunda-feira, 9 de maio de 2011 Campeonato Italiano, Mais Europa | 17:15

Torcida pelo Twitter

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O Twitter é uma ferramenta que ajuda a acompanhar o dia a dia dos atletas. E também dá para ver a torcida de uns pelos outros. Como Bruninho (@brunorezende1), que jogou os playoffs do Campeonato Italiano pelo Modena, e Dante (@dantevolei18), que ficou com o vice no Campeonato Russo.

Dante sempre acompanhava os jogos do levantador e dava a sua opinião sobre as partidas. No domingo, Bruno perdeu para o Trentino, comandado pelo também levantador brasileiro Rapha, por 3 sets a 1 (leia mais) e caiu na semifinal do torneio nacional. Rapha e companhia vão para a decisão e encaram o Cuneo. E Dante, mais uma vez, acompanhou o duelo e comentou:

“Negritin, você fez deu o teu maximo, isso que importa. Você mudou o time de Modena, parabéns! Sem você lá, eles não chegariam tão longe”, escreveu Dante.

Um dia antes, era a vez de Bruno confortar o amigo. Dante, com o Dínamo Moscou, perdeu por 3 sets a 0 para o Zenit Kazan e foi vice na Rússia. “Irmão, tenho certeza que fizeram o máximo principalmente você! Parabéns pelo campeonato todo! Bom descanso”, postou o levantador.

Depois dessa temporada lá fora, parece que Bruno colhe os melhores frutos. Foi a primeira vez que o jogador atuou no exterior e conseguiu comandar o time, se encaixando bem ao estilo de jogo deles e sendo destaque em várias partidas. Quem leva a vantagem é a seleção brasileira, que contará com um levantador mais experiente para a Liga Mundial. Acho que esses 45 dias de contrato com o Modena vão fazer bem.

Já Dante não ficou com o título, mas pelo menos chegou perto e subiu ao pódio tanto no nacional quanto na Liga dos Campeões, quando ganhou o bronze como disse no post anterior. Ele deve voltar mesmo ao Brasil e defender o RJX na próxima temporada e, assim, ficará mais fácil acompanhar a sua atuação daqui.

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  1. É hora de voltar para casa
  2. Hora de arrumar as malas, Bruninho
  3. Como foi ou como está a temporada dos brasileiros lá fora?
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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Campeonato Italiano, Mais Europa | 21:22

Como foi ou como está a temporada dos brasileiros lá fora?

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Neste ano, quase todos os atletas das seleções brasileiras jogaram por aqui. Mas teve gente que ganhou medalhas lá fora. E tem gente que ainda está na briga por um lugar no pódio. Por isso, o Mundo do Vôlei fez um pequeno balando de como foi e de como está a temporada de alguns dos nossos jogadores que estão na Itália, Turquia, Rússia…

Bruninho duela por final no Italiano

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

Bruno vibra na vitória do Modena em casa na Itália

O levantador, que já renovou com a Cimed para a próxima temporada, fez um contrato de 45 dias com o Modena para jogar os playoffs do Campeonato Italiano e está vivo na competição. O seu time empatou a série semifinal contra o Trentino, time campeão europeu e mundial e que conta com o levantador brasileiro Rapha, nesta quinta-feira. Em casa, eles venceram por 3 sets a  1 e Bruninho foi apontado pela imprensa italiana como o melhor levantador do mundo. O playoffs será decidido apenas no domingo. Quem vencer, encara Macerata ou Cuneo, que também estão empatados em 2 a 2. Essas equipes não contam com brasileiros.

Marcelinho, outro levantador brasileiro, foi dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro e fechou com o Treviso, mas caiu nas quartas de final do torneio nacional.

Finais na Rússia e na Turquia
Por lá os brasileiros também ainda disputam o ouro. Dante, com o Dinamo Moscou, faz a série final do Campeonato Russo contra o Zenit Kazan, comandado pelo campeão olímpico Ball, dos Estados Unidos. É mais um playoffs que ainda está empatado. O terceiro jogo será nesta sexta-feira. Depois, eles se enfrentam de novo no sábado e, se precisar, fazem o quinto e último confronto no dia 12. Já na Turquia, o Fenerbaçe, de Fofão e Zé Roberto Guimarães, disputa mais um título no feminino.

Quem já foi campeão

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Trentino faturou o terceiro título consecutivo na Liga dos Campeões

Desde o começo do ano, alguns brasileiros conquistaram títulos no exterior. O Trentino, de Rapha, teve um início de temporada arrasador. Depois de fechar o ano passado com o segundo título mundial, faturou o terceiro ouro na Liga dos Campeões da Europa, em março.

Ainda nos torneios europeus, Renatinha, que já passou pela seleção brasileira, foi campeã com o Chateau d’Ax Urbino na Copa CEV.

Na primeira temporada na Turquia, o ponta João Paulo Bravo, campeão mundial com o Brasil em 2010, foi campeão da Copa da Turquia com o Arkas Spor. Porém, no torneio nacional, ele ficou com a prata.

O brasileiro Fernando Maia caiu no Campeonato Português com o Castelo de Maia, mas faturou a Supertaça de Portugal.

Dessa vez não deu

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Dínamo Moscou ficou com o bronze na Liga dos Campeões

Alguns desses brasileiros também subiram ao pódio em outros torneios, mas sem o ouro. Dante, com o Dínamo Moscou, fechou a Liga dos Campeões em terceiro lugar nesta temporada. No feminino, o bronze foi para o Fofão, Zé Roberto e o Fenerbahçe.

Marcelinho, além de ter se despedido mais cedo do Italiano, faturou o vice-campeonato com o Trentino na Copa CEV. Já Rodrigão, outro dispensado pelo Pinheiros/Sky em dezembro de 2010, teve que se contentar em chegar até às quartas no torneio europeu e até às semifinais no Campeonato Turco com o Ziraat Bankasi.

Ainda falando em times turcos, João Paulo Bravo levou mais uma medalha de prata com o Arkas Spor, na Euro Challenge Cup.

Agora, além da torcida por novos títulos, fica a expectativa para saber de alguns deles volta para o Brasil. Além de Bruninho, acertado com a Cimed, Rodrigão e Dante devem voltar, sim. O central está perto do Sesi e o ponteiro, do time de Eike Batista no Rio de Janeiro. Já Zé Roberto tem mais um ano de contrato com o Fenerbahçe e Fofão, apesar dos boatos, disse no Twitter que está feliz por lá. O jeito é esperar por aqui…

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quarta-feira, 30 de março de 2011 Campeonato Italiano | 11:17

Hora de arrumar as malas, Bruninho

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Bruninho, eliminado com a Cimed nas quartas de final da Superliga masculina, vai jogar na Itália. Ele acertou contrato de 45 dias para defender o Modena nos playoffs do Campeonato Italiano, a partir de 7 de abril (leia mais). Para um cara novo, que nunca atuou fora do Brasil e vive boa fase, é uma ótima maneira de fechar a temporada.

O lado ruim será o cansaço. Tentei falar com ele nesta quarta, mas ele está na correria para tirar o visto de trabalho e ainda embarcar nesta tarde para a Itália e se apresentar na quinta-feira ao time. Logo depois, já começa a treinar. E nesse começo deve sofrer um pouco para conhecer os novos companheiros e se entrosar. O levantador chega para a vaga do finlandês Mikko Esko, que está machucado, e será o único brasileiro do elenco.

Entretanto, se ele se acostumar rápido ao time, esses 45 dias podem ser bem aproveitados. O Campeonato Italiano ainda é um dos mais fortes do mundo, com jogadores das principais seleções. Bruninho vai encarar, por exemplo, times como o Trentino, do búlgaro Kaziyski, do cubano Juantonera e o italiano Sala. E ele é um levantador que sabe ser rápido e ousado, mas lhe falta essa vivência internacional. Bom, faltava.

Resta saber o que o jogador fará na próxima temporada. Bruninho disse no Twitter que quer voltar e renovar com a Cimed. Pelo que vimos na reta final da Superliga, o time catarinense depende muito de seu capitão. Mas será que um mês e meio é tempo suficiente para encantar os italianos?

E vocês, o que esperam da passagem de Bruninho pela Itália? Ele vai se dar bem por lá?

Notas relacionadas:

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  3. Leandro Vissotto volta ou não para o Brasil?
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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Mais Europa, Seleção feminina, Seleção masculina, Superliga | 08:00

Retrospectiva 2010

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2010 chega ao fim e como já é tradição no Mundo do Vôlei, eu me despeço do ano com uma retrospectiva. 2010 foi o ano do tricampeonato mundial e do enecampeonato da Liga. Foi o ano de prata para a seleção feminina. Foi o ano de Murilo. Foi o ano de agitação no mercado com volta de nomes importantes ao Brasil e também de uma longa novela de Ricardinho com a seleção masculina. Clique nas fotos para relembrar os principais fatos de 2010. E aproveite e dê sua opinião: o que foi mais marcante neste ano? Feliz Ano Novo e até 2011!

Notas relacionadas:

  1. 2009 foi ano de ouros, crise e volta de ídolos ao Brasil
  2. Ricardinho está na pré-lista para a Liga Mundial
  3. Brasil, Ricardinho, mercado e final lotada na Superliga
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quinta-feira, 24 de junho de 2010 Campeonato Italiano, Superliga | 14:44

Leandro Vissotto volta ou não para o Brasil?

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Afinal, Leandro Vissotto, oposto da seleção brasileira, está ou não de volta ao Brasil depois de quatro temporadas na Itália? Na tarde de quarta-feira, o site Volleyball.it publicou uma notícia dizendo que ele vai jogar no Vôlei Futuro na próxima temporada, ao lado do levantador Ricardinho e do central Lucão.

Assim que vi a notícia, entrei em contato com a assessoria de imprensa de Vissotto, que me respondeu hoje, por volta da hora do almoço. “Se ele deixar o Trentino, divulgaremos no momento oportuno. Ainda não há nada definido quanto a isso. São apenas especulações”, foram as frases do assessor. E agora, ele volta ou não?

Se a negociação se concretizar, será mais uma estrela no time de Araçatuba. E será interessante ver o gigante de 2,12m atuando ao lado de Ricardinho, conhecido por suas jogadas de velocidade. Vissotto é o típico oposto, que pega as bolas altas, e teria que se adaptar ao estilo do levantador, ou vice e versa. Porém, se conseguir aliar altura e velocidade, dará muito trabalho ao bloqueio adversário. Na seleção ele está ainda se acertando nas bolas aceleradas com Bruninho. Pode ser um começo…

O mesmo site italiano também afirmou que Lorena fechou com o Perugia. Já sabíamos que o maior pontuador da história da Superliga não seguiria mesmo no Bonsucesso/Montes Claros e ele era mais um jogador nos sonhos do Vôlei Futuro. O time paulista pode ter perdido um oposto, mas garantido outro. Será?

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  1. Estrela do Trentino, Leandro Vissotto quer vaga na seleção
  2. 2009 foi ano de ouros, crise e volta de ídolos ao Brasil
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quarta-feira, 12 de maio de 2010 Campeonato Italiano | 09:10

A final do Campeonato Italiano direto da quadra

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O Trentino, bicampeão europeu, campeão da Copa da Itália e atual vice italiano, era o time a ser batido na final do Campeonato Italiano. Mas quem disse que o Cuneo se intimidou do outro lado da quadra? Na primeira temporada em decisão em jogo único, no último domingo, o Cuneo venceu por 3 sets a 1 e faturou o scudetto pela primeira vez. Mas eu não vou contar como foi a partida. Com a palavra, os brasileiros que estavam por lá: Leandro Vissotto, oposto do Trentino, e Rapha, levantador. Cada um fala sob um ponto de vista, já que Vissotto jogou e Rapha ficou como espectador, ainda se recuperando de uma fratura no dedo da mão.

Primeiro set – domínio do Trentino
Vissotto: “Começamos bem o jogo, com um primeiro set muito consistente e com um bom ritmo. Fechamos com uma grande vantagem e tudo caminhava bem, até então. Fomos perfeitos no bloqueio e no ataque, principalmente”
Rapha: “Conseguimos ser muito agressivos no saque e essa foi a diferença nesse set, ganhamos fácil”
Resultado: Trentino 25 x 14 Cuneo

Segundo set – pane no ataque
Vissotto: “O jogo ficou mais equilibrado. Ficamos um pouco atrás no marcador na metade da parcial e corremos atrás do prejuízo, mas erramos alguns saques. Quando tentamos forçar e eles acabaram vencendo. Nosso ataque simplesmente não funcionou no set”
Rapha: “Cuneo conseguiu entrar no jogo e começou a neutralizar os pontos fortes do nosso time (ataque e saque)”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Terceiro set – faltou cabeça
Vissotto: “Nós começamos muito mal, errando muito e eles abriram cinco pontos na primeira parada. Isso nos desestabilizou um pouco. Após o segundo tempo técnico, tentamos buscar o resultado, mas já não dava tempo”
Resultado: Trentino 22 x 25 Cuneo

Quarto set – o fim
Rapha: “A partir do terceiro set, fomos totalmente dominados por Cuneo, que com seus jogadores muito experientes conseguiram manter a calma e manter esse ritmo agressivo até o final do jogo”
Vissotto: “Até começamos bem, equilibramos o jogo novamente, mas outra vez apareceram os mesmos problemas dos sets anteriores e acabamos perdendo”
Resultado: Trentino 20 x 25 Cuneo

Resumindo…
Vissotto: “Foi uma partida decidida em detalhes, eles estavam um pouco mais concentrados e conseguiram tirar proveito dos nossos erros para vencer. O aspecto físico também foi determinante. Vínhamos de uma decisão desgastante na Champions League, tivemos dois jogos em dois dias no Final Four, enquanto o Cuneo está descansando desde o último jogo da semifinal do Italiano, alguns dias antes. Mesmo assim, eles estão de parabéns pelo scudetto. Fizeram uma bela partida e mereceram vencer”
Rapha: “Foi um jogo muito estranho. Foi uma noite muito triste para o nosso time, parabenizo Cuneo pela excelente partida que fizeram. Mas fazendo uma analise geral de toda temporada, acabo muito feliz por todas conquistas que obtivemos”
Resultado: Trentino 1 x 3 Cuneo

Com o primeiro título na história, o Cuneo deu o troco na final da Copa da Itália, quando foi derrotado pelo Trentino. Os jogadores fizeram festa na quadra, lotada por 8426 fãs e até ficaram sem roupa! Veja as fotos da comemoração

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  1. Vissotto empata série final na Itália com João Paulo Bravo
  2. Trentino lidera Italiano e arrasa na Liga dos Campeões
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quinta-feira, 6 de maio de 2010 Campeonato Italiano, Diversos, Superliga | 12:07

Festa em Floripa, Montes Claros e na Europa

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*atualizado às 11h44, dia 7/05

Demorei um pouco, mas consegui! Aproveitando o final de semana que foi de festa no vôlei, com final da Superliga por aqui e título do Trentino na Liga dos Campeões da Europa, conversei com um atleta de cada time para saber um pouco dos bastidores das conquistas. Eles me contaram o que fizeram para comemorar e o que estão fazendo agora, depois das conquistas.

Leandro Vissotto – bicampeão da Liga dos Campeões pelo Trentino
Comemoração na Polônia, na Itália e na banca de jornal

Vissotto com o troféu no jantar do Trentino - blog oficial

Vissotto com o troféu no jantar do Trentino - blog oficial

O Trentino fez uma final mais simples do que esperava. Diante de casa cheia na Polônia, país totalmente apaixonado por vôlei, os italianos venceram o Dínamo Moscou, time de Dante, por 3 sets a 0 (leia mais sobre a partida) e Leandro Vissotto foi o maior pontuador do confronto, com 14 bolas no chão. “A partida não foi tão dura quando esperávamos. Os nossos jogadores foram muito bem e o time deles não estava em um bom dia”, analisou Vissotto. “A torcida é mesmo apaixonada e estava do nosso lado”, completou.

Para ele, o bi é diferente do primeiro título. “Tem um outro sabor. Se confirmar no topo é sempre mais difícil que chegar uma vez. Por isso o título foi bem especial”.

Vissotto e Rapha na banca de jornal - foto da esposa de Rapha

Vissotto e Rapha na banca de jornal - foto da esposa de Rapha

A festa começou na quadra em Lodz, com medalhas, troféu e Leandro Vissotto comandando um peixinho com os companheiros e seguiu até a volta para casa, Trento, na Itália. “A recepção aqui foi muito calorosa. No desembarque no aeroporto, muitos fãs nos esperavam, cantando e festejando muito. Depois, fomos ao nosso ginásio e continuamos a festa”, disse. Os jogadores ainda tiveram um jantar de gala para comemorar.

Leandro Vissotto e Rapha, levantador que se recupera de uma fratura no dedinho da mão direita, ainda se divertiram em um passeio pelas ruas de Trento. Ana Paula, mulher da Rapha, registrou os dois diante de uma banca com todos os jornais estampando o título do Trentino na capa. Seria bom se no Brasil também fosse assim…

Lucão – tetracampeão da Superliga com a Cimed
“Nada mais justo do que recepcionar os torcedores”

Rebolation dos campeões da Cimed - divulgação/CBV

Rebolation dos campeões da Cimed - Divulgação/CBV

Por aqui, a gente acompanhou como foi o título. A Cimed venceu o Bonsucesso/Montes Claros por 3 sets a 0 no sábado, no ginásio do Ibirapuera (leia mais). A festa começou em quadra, com “rebolation” dos campeões. Depois da farra, o meio-de-rede fez as malas e voltou para casa, em Novo Hamburgo. Ele conversou comigo na quarta-feira, enquanto ia com Éder, outro central da Cimed, ao estádio Olímpico assistir a Grêmio x Fluminense. Gremista apaixonado, Lucão deve ter ficado feliz com a classificação do seu time para a semifinal da Copa do Brasil.

Do trânsito, ele me contou o dia de comemoração da Cimed. E foi longo… “Saímos do ginásio do Ibirapuera e fomos almoçar em uma churrascaria em São Paulo. De lá, fomos direto para o aeroporto para pegar um voo para Florianópolis. No avião foi uma bagunça. Tinha gente cantando, batucando. Quando a galera mais bagunceira cansou e dormiu, a gente conseguiu dormir um pouco também”.

“No aeroporto de Florianópolis, a gente manteve a tradição. Em todos os títulos a gente entra com a taça na esteira de bagagem. Os seguranças sempre implicam, mas a gente dá um jeito. Esse ano, conseguimos de novo! Depois, passeamos pela cidade com carro de bombeiro. Quem estava nos apartamentos saiu na sacada e alguns carros nos acompanharam”

“Por volta de 11 horas da noite fomos para o nosso ginásio encontrar os ônibus com os torcedores que foram nos ver em São Paulo. Lá teve a exibição de vídeo, mostramos a taça e as medalhas e teve rodada de chopp para todo mundo. Não tinha nada mais justo do que recepcionar esses torcedores que enfrentaram um dia de viagem para ver o jogo”

“Ainda tínhamos um camarote reservado em uma danceteria. Todos nós jogadores demos uma passada lá, mas ninguém ficou muito tempo. Eu estava muito cansado e aguentei até 1 hora da manhã”. Agora, Lucão aproveita a folga antes da seleção. “Não estou fazendo nada. Estou em casa, dormindo e descansando”. Pedi fotos de toda a comemoração, mas ele disse que tinha apenas feito vídeo de tudo, mas “censurou” o conteúdo…

Diogo – vice-campeão com o Bonsucesso/Montes Claros
“Renasceu o orgulho de ser de Montes Claros”

Diogo e a galera em Montes Claros - arquivo pessoal do atacante

Diogo e a galera em Montes Claros - arquivo pessoal do atacante

O Montes Claros é um dos times com a maior torcida no vôlei nacional. A cidade viveu a temporada com o time. E também reclamou muito porque quando Diogo não foi eleito o melhor atacante da Superliga. Ele também não entendeu muito o que aconteceu, mas ficou feliz com a festa na volta para casa. Quem disse que segundo lugar não é valorizado?

“Fico contente pelo Thiago Alves (eleito o melhor atacante), mas não entendo quais são os critérios para a escolha. Eu sei que tentei fazer o meu melhor”, disse.

Assim como os jogadores da Cimed, os atletas do Montes Claros tiveram recepção no aeroporto, desfile em carro aberto e ganharam uma festa no centro da cidade. “Quando chegamos tinham mais de 2 mil pessoas no aeroporto gritando os nosso nomes. Só colocamos as malas em uma van e fomos para a festa. Andamos pela cidade e paramos no centro. Lá tinha um palco armado tocando funk e axé e todo mundo falou alguma coisa para os torcedores”. Ele me mandou essa foto com a galera ao fundo no centro de Montes Claros.

“É muito bom ter esse trabalho reconhecido por eles. O nosso ginásio passou a encher mais a partir do segundo turno da Superliga. No final, tinha gente dormindo na fila para comprar ingressos. A gente tinha que agradecer. Acho que renasceu o orgulho de nascer e morar em Montes Claros”.

Que a alegria continue e os patrocinadores também! O time do Montes Claros tem menos de um ano e ótimos jogadores e merece manter com a formação para seguir brigando na próxima temporada. Diogo disse que quer ficar, se essa for também a intenção da diretoria…

De volta ao trabalho
A festa foi boa, mas tem gente que já está trabalhando. O Trentino voltou aos treinos para a decisão do Campeonato Italiano neste final de semana. Já tem gente também treinando com a seleção brasileira. Os campeões da Cimed ainda têm uns dias de folga e devem se apresentar na semana que vem. Enquanto isso, continuo tentando acompanhar tudo daqui! E aí, gostaram das festas?

P.s.: clique nas fotos se quiser vê-la ampliadas

Notas relacionadas:

  1. Montes Claros 3 x 1 Cimed é uma boa surpresa
  2. Cimed vence, e Montes Claros não é mais o mesmo
  3. Bonsucesso/Montes Claros está na final da Superliga
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