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quinta-feira, 9 de novembro de 2006 Sem categoria | 10:52

Brasil vence China e mostra a que veio

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A seleção brasileira sofreu, mas venceu de virada a China nesta manhã por 3 sets a 2. As brasileiras seguem invictas no Campeonato Mundial e dividem a liderança do Grupo F com a Rússia. Com a vitória, as brasileiras estão praticamente garantidas na semifinal e a China, eliminada. O técnico José Roberto comentou que a partida pareceu uma final de campeonato. A equipe brasileira descansa nesta sexta e pega a Alemanha na madrugada deste sábado.

Nos dois primeiros sets, as chinesas mostraram melhor voleibol e um ótimo ataque. O bloqueio brasileiro não conseguiu segurar as potentes cortadas de Yimei Wang, que marcou 26 pontos em todo o jogo. Mesmo com o excelente desempenho, a atleta acha que ainda precisa melhorar. “Cometi vários erros de ataque e preciso melhorar isso. Ainda não estou realmente satisfeita com o nível do meu jogo. Tenho que melhorar as minhas habilidades e, o mais importante, ajustar a minha passada”, analisou Wang.

Do lado brasileiro, Jaqueline era a jogadora de segurança. Mas, apesar dos bons ataques, a China venceu as duas primeiras parciais por 25 a 26 e 25 a 20. “Jogamos de acordo com o nosso estilo no primeiro e no segundo set. Nossos ataques estavam bons e fomos capazes de ficar a frente no placar”, analisou o técnico chinês.

Nos sets seguintes, com o time considerado titular em quadra com a volta de Fofão e Fabiana, o Brasil acordou. A seleção conseguiu tirar a vantagem das chinesas, fez pressão e empatou a partida, vencendo o terceiro set por 25 a 21 e o quarto, por 25 a 16. “O Brasil começou a sacar muito melhor e começamos a ter problemas”, explicou a capitã chinesa Feng Kun. “A recepção brasileira melhorou demais e nós tivemos dificuldade de manter a concentração”, disse o técnico Chen Zhonghe.

No tie-break,o Brasil perdeu alguns pontos em erros bobos, o jogo ficou mais disputado ainda e a China teve a oportunidade de fechar. “Abrimos 4 pontos e achei que fossemos ganhar, mas as nosas jogadoras mais jovens não conseguiram segurar a pressão e lidar com a situação. Pude sentir a diferença do nível entre o Brasil e a China. O Brasil foi bem ao vencer os ralis, nós não”, falou o técnico. A equipe brasileira mostrou que veio ao Mundial para levar o ouro e fechou o set em 19 a 17 e a partida em 3 sets a 2.

“No 5º set O Brasil jogou como deveria e por isso ganhou. Estávamos perdendo no começo, mas conseguimos virar o placar. A China teve duas chances de fechar e nós também disperdiçamos algumas oportunidades, mas superamos tudo no final”, comentou o técnico José Roberto Guimarães. ” A emoção do tie-break foi muito excitante para todos, com grandes bloqueios, defesas e contra-ataques”, completou ele. Na partida,Walewska foi uma gigante no bloqueio e Jaqueline, uma potência no ataque.

Zé Roberto já imaginava que o jogo contra as chinesas não seria simples. “Quando eu sai do hotel hoje, eu pensei que a partida seria de 5 sets. China sempre é um adversário difícil. Se a gente permitir que elas joguem a maneira delas fica muito difícil vencer. ,O jogo foi como a grande final de um importante torneio“, falou o treinador brasileiro.

A capitã e levantadora Fofão atuou em boa parte do confronto desta quinta e mostrou que está se recuperando bem da lesão na panturrilha. Fabiana e Sassá, que também estavam no departamento médico, entraram e atuaram bem. O Brasil jogou com Walewska, Carol, Mari, Carol Gattaz, Jaqueline, Sheilla e a líbero Fabi. Entraram Fofão, Sassá, Fabiana e Renatinha. Do lado chinês, Wang, Feng, Yang, Liu, Zhou, Xu começaram em quadra. Entraram Na Zhang, Chu, Li Shan, Li Juan, Song e Ping Zhang.

Depois da folga, a Alemanha

A seleção alemã é a terceira colocada no Grupo F e ainda tme chances de se classificar para a semifinal. Para isso, precisa vencer, torcer para tropeços das outras seleções e ainda marcar muitos pontos para ficar um uma boa média. É uma missão bem complicada.

As alemãs fizeram as holandesas suarem a camisa no primeiro jogo da segunda rodada, mas perderam por 3 sets a 2. Na partida desta madrugada, contra Porto Rico, a Alemanha mostrou que se recuperou bem da derrota e superou as determinadas porto-riquenhas por 3 sets a 0.

O Brasil fez uma escala na preparação para o Mundial na Alemanha e perdeu o primeiro e venceu o segundo jogo contra as donas da casa. Desses amistoso foi tirada a lição de que as alemãs, apesar de não terem muita tradição no esporte, sabem jogar bem, tem ótimos ataques e volume de defesa. Elas são uma surpresa neste Mundial e devem vir com força total para cima do Brasil, afinal, o jogo será de vida ou morte para elas na competição.

O Brasil encara a Alemanha neste sábado, às 3h (horário de Brasília).

Outros resultados

GRUPO E

Coréia 0 x 3 Itália
Polônia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Japão 3 x 1 Turquia
Taiwan 0 x 3 Cuba

GRUPO F

Rússia 3 x 0 Holanda
Alemanha 3 x 0 Porto Rico
China 2 x 3 Brasil
Azerbaijão 3 x 2 Estados Unidos

Autor: Aretha Martins Tags:

quarta-feira, 8 de novembro de 2006 Sem categoria | 12:28

Brasil vence o Azerbaijão e tem a China pela frente

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A estréia brasileira na segunda fase do Campeonato Mundial foi tranqüila. O Brasil venceu o Azerbaijão por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/21 e 25/23. Agora, a equipe tem um desafio mais complicado no caminho. A seleção enfrenta a campeã olímpica China amanhã, às 5h (horário de Brasília).

Contra o Azerbaijão, prevaleceu a superioridade brasileira e a consistência dos ataques e bloqueios. As pontas Jaqueline e Sheilla foram as maiores ponturadoras do lado verde e amarelo. O técnico adversário Faig Garayev reconheceu a força brasileira e aposta que o time estará nas semifinais.

Apesar da diferença técnica entre as equipes, o Azerbaijão mostrou que sabe segurar a pressão e que pode contar com a estrela Mammadova, que marcou 19 pontos em todo o jogo. Com a ajuda da atacante, o Azerbaijão complicou a vida brasileira no terceiro set e chegou a ficar perto de levar a parcial. “Perdemos a concentração e o time não estava funcionando bem no terceiro set”, analisou o técnico José Roberto. “Estávamos um pouco ansiosas e cometemos erros. Mas nós vencemos em três sets e isso é um ótimo resultado”, falou a levantadora Fofão. Ela ainda se recupera de uma lesão na panturrilha e deve voltar apenas nas partidas mais importantes.

Apesar do vacilo na última parcial, Zé Roberto mantém a confiança em sua equipe. “O jogo de hoje foi muito importante por ser o primeiro da segunda rodada. Precisávamos ganhar”, completou o técnico.

Grand Prix x Olimpíada

O próximo adversário do Brasil no Campeonato Mundial será a China, na manhã desta quinta-feira. Será o duelo das campeãs do Grand Prix, as brasileiras, contra as medalha de ouro em Atenas, as chinesas.

O Brasil chega com vantagens para essa partida, pois está em melhor forma que a seleção chinesa no momento. As asiáticas ainda não mostraram todo o seu voleibol no Mundial. Elas não se saíram muito bem na primeira fase, perdendo para a Rússia e para a Alemanha. Já a seleção brasileira ainda não foi derrotada e provou que veio para levar o ouro. Na estréia na segunda fase do Mundial, as chinesas entraram mais decidadas em quadra e venceram os Estados Unidos de virada, por 3 sets a 1. “Foi uma boa oportunidade para a gente ver como o time reage se jogar sob pressão”, disse a técnica Jenny Lang Ping.

Mesmo com o histórico melhor na competição, o ténico José Roberto Guimarães prefere manter os pés no chão. “Para nós, a China sempre é um adversário difícil. Elas têm muita velocidade, uma defesa forte e uma boa treinadora”, comentou Zé Roberto. “É importante para o Brasil ter um bom bloqueio e armar a defesa. Tudo precisa estar certo para que façamos um bom jogo”, completou.

Contra o Azerbaijão, a seleção brasileira teve problemas no contra-ataque e isso precisa ser corrigido antes de encarar as chinesas. Se o Brasil vencer, coloca um pé na semifinal do Campeonato Mundial

Outros resultados

GRUPO E

Coréia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Polônia 0 x 3 Itália
Japão 1 x 3 Cuba
Taiwan 1 x 3 Turquia

GRUPO F

Rússia 3 x 0 Porto Rico
Alemanha 2 x 3 Holanda
China 3 x 1 Estados Unidos
Azerbaijão 0 x 3 Brasil

*com informações da FIVB e agências/ Foto: Mari, que melhorou seu desempenho no Mundial nas últimas partidas, supera o bloqueio do Azerbaijão/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 7 de novembro de 2006 Sem categoria | 23:17

Que venha a segunda fase!

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O Brasil terminou a primeira etapa do Campeonato Mundial sem nenhuma derrota. A última vítima foi a seleção de Camarões, que não resistiu à superioridade brasileira e foi vencido por 3 sets a 0. Os destaques desse confronto foram Renatinha e Mari. As duas estavam ainda apagadas na competição e mostraram que serão armas importantes para Zé Roberto na segunda fase do Mundial. E o Brasil estréia contra o Azerbaijão nessa fase, às 5h (horário de Brasília) da manhã desta quarta-feira.

Para o técnico José Roberto Guimarães, essa etapa é como se fosse um novo torneio. Além do Azerbaijão, a seleção brasileira encara China, Alemanha e Rússia (veja um resumo sobre cada equipe abaixo).

As brasileiras começam essa etapa como líderes do Grupo F. Os pontos conquistados nas partidas contra as seleções que passaram à segunda fase contam agora. Os dois melhores times desse grupo fazem as semifinais contra os dois melhores do Grupo E, que reúne Sérvia e Montenegro, Taiwan, Itália, Japão, Cuba, Polônia, Coréia e Turquia. As equipes jogam contra todas aquelas que não enfrentaram na primeira rodada do Mundial. Se houver empate, vale a maior média de pontos. Se o empate continuar, fica com a vaga quem vencer mais sets.

Problemas no caminho do Brasil

A seleção brasileira não terá uma tarefa simples para chegar às semifinais do Campeonato Mundial. Além de pegar algumas pedreiras pela frente, a equipe enfrenta problemas de contusão. Três importantes jogadoras estão no departamento médico e ainda não apresentam totais condições de jogo. A meio Fabiana sente dores no abdômen, a levantadora Fofão tem uma lesão na panturrilha direita e a ponta Sassá torceu o tornozelo direito no aquecimento da partida contra Camarões. Elas já estão treinando com o grupo, mas ainda precisam ir com calma.

“Treinei hoje e comecei bem devagar, mas graças a Deus não senti nada. Se o Zé precisar, acho que já dá para entrar. Estou me sentindo bem”, contou Fabiana, que foi destaque da seleção e maior pontuadora nas primeiras partidas do Mundial. Já Fofão ficou em quadra todo o tempo, mas também não forçou muito. “Hoje ajudei um pouquinho o grupo. Ficar fora é muito ruim, mas as dores estão diminuindo”, comentou a levantadora.

O técnico Zé Roberto alerta que a pior situação ainda é a de Fofão. “Ela não tem condições. Ela pode entrar no jogo, como já vem acontecendo. Ainda não é possível sair com ela e deixar que jogue normalmente. Vamos contar com ela nos momentos mais complicados da partida. Temos de segurar a Fofão. Ela está otimista, nós também, mas precisamos manter os pés no chão. Sabemos que está se locomovendo ainda com dificuldade, ainda sente dores”, explicou Zé. Ele ainda disse que Sassá e Fabiana, que estão melhores, podem entrar durante a partida, se for necessário.

O que vem por aí

Para garantir o lugar na decisão do Mundial, o Brasil precisa passar pela muralha russa, pela habilidade chinesa, pela vontade da Alemanha e não se deixar levar pela facilidade do jogo de abertura, contra o Azerbaijão. Agora, mais do que nunca, é preciso concentração total, defesa bem ligada e atacantes com cabeça no lugar para decidirem a hora certa de largar o braço ou de aliviar e explorar o bloqueio. Saiba um pouco mais de cada um dos adversários das brasileiras

AZERBAIJÃO

O país tem tradição no vôlei, afinal, já rendeu ótimas jogadoras para a União Soviética, antiga potência da modalidade. Uma partida da seleção feminina pára o Azerbaijão e arrebata uma grande torcida.

Porém, a tradição virou história e hoje a seleção não representa uma força no vôlei. Foi apenas a 10ª colocada no Grand Prix, apesar de ter complicado a vida de Rússia, China, Itália e Cuba, levando essas partidas para o tie-break. No Mundial, se classificou para a segunda fase em último lugar no Grupo B, com três derrotas e duas vitórias.

Zé Roberto alerta para Mammadova, que tem ótimas bolas altas. “Acho que o jogo será difícil e nossa defesa deve estar muito atenta”, advertiu o técnico.

CHINA

A seleção chinesa, conhecida pelo seu jogo muito rápido e atual campeã olímpica, é uma das canditadas ao pódio neste Mundial. Entretanto, as chinesas deixaram a desejar na primeira fase. O time foi derrotado pela Rússia e pela Alemanha, uma das surpresas deste torneio.

“Na primeira fase não estávamos bem e não pudemos jogar o nosso melhor. Estamos fazendo de tudo para nos prepararmos para a segunda fase e espero que a gente se saia bem”, comentou a técnica Chen Zhonghe.

O jogo contra o Brasil promete emoção. Será o confronto da líder do ranking da Federação Internacional de Voleibol, a China, contra as vices, as brasileiras. “Já jogamos bastante contra elas, conhecemos nossas adversárias e sabemos que é um time difícil de enfrentar: tem muitas variações de jogadas, bolas rápidas, jogam o tempo inteiro com o passe na mão e é sempre um jogo que merece total atenção”, alerta Mari. “A China joga muito rápido. Enfrentamos as chinesas duas vezes esse ano e ganhamos nas duas ocasiões. Sabemos que precisamos sacar muito bem contra elas. O time depende muito da Liu e da oposto Zhou”, compeletou Sheilla.

ALEMANHA

As alemãs mostraram, até agora, que formam uma seleção em ascensão. Ainda na preparação para o Campeonato Mundial, a seleção brasileira fez dois amistosos com a Alemanha na terra das adversárias. Perdeu o primeiro e venceu o segundo. A atuação das alemãs rendeu elogios do técnico José Roberto Guimarães, que ficou supreso com o ritmo de jogo da equipe.

No Mundial, as alemãs fizeram bonito na primeira fase. O objetivo era a classificação e elas alcançaram a meta com apenas uma derrota. Perderam somente para a Rússia, por 3 sets a 1, mas superaram as fortes chinesas por 3 sets a 0. Com isso, garantiram a segunda colocação do Grupo B.

Agora, o técnico Giovanni Guidetti quer mais. “Todos os jogos dessa fase serão difíceis, mas espero que possamos terminar entre as 10 primeiras colocadas”, disse ele.

RÚSSIA

Além do Brasil, a única seleção que chega invicta à segunda fase do Mundial é a Rússia. O confronto entre as duas equipes, que fecha a participação do Brasil nessa rodada, promete ser o mais complicado para a equipe de Zé Roberto.

As russas estão otimistas. “Estamos muito felizes com os resultados da primeira rodada e espero continuar assim para chegarmos às semifinais”, afirmou o treinador Giovanni Caprara.

O Brasil precisa ter atenção redobrada ao alto bloqueio e os fortes ataques vindos das pontas. Ekaterina Gamova faz uma verdadeira parede na rede, junto de Elina Godina e Yulia Merkulova. Elas podem bloquear e atacar sem muito esforço. Ainda tem o suporte de Lioubov Shashkova e Maria Borodakova

No Grand Prix, a seleção brasileira mostrou que já havia esquecido o pesadelo da seminifinal da Olimpíada de Atenas e superou as russas por 3 sets a 1 na final.

Autor: Aretha Martins Tags:

sábado, 4 de novembro de 2006 Sem categoria | 12:32

Brasil atropela as americanas e é lider

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O jogo que tinha tudo para ser o mais complicado da primeira fase foi mais simples do que o previsto. A seleção brasileira bateu os Estados Unidos por 3 sets a 0. “Nós esperávamos um jogo de 3 sets a 2 e muito apertado. As duas primeiras parciais foram apertadas, mas no geral fizemos ótimas jogadas e estou satisfeito com o resultado de hoje”, comentou o técnico José Roberto após a partida. Agora, o Brasil assume a primeira colocação do Grupo C e, para fechar a primeira fase, pega a seleção de Camarões nesta madrugada, às 3h (horário de Brasília).

Esse era o confronto das duas únicas equipes invictas do grupo. O Brasil começou devagar e sofreu com o bloqueio bem armadado das americanas. Mas ainda no primeiro set achou o seu ataque e não deu mais chances aos Estados Unidos. Quem mais virou bolas foi Sheila. A atacante foi a melhor jogadora do Grand Prix e já estava na hoa de aparecer no Mundial. Ela fez 20 pontos, quase um set inteiro. Sassá também entrou bem nessa partida e foi quem mais marcou no ataque: 14 vezes.

O diferencial desse jogo foi o excelente saque do Brasil. As brasileiras marcaram 7 pontos nesse fundamento, contra apenas 1 das americanas. Só Sheila fez 4 pontos diretos de saque. “Nós tivemos uma boa estratégia de jogo e conseguimos neutralizar a defesa dos Estados Unidos. Nosso serviço estava muito bom”, falou Zé Roberto. Como um bom saque já significa meio ponto vencido, as brasileiras ganharam várias bolas boas para contra-ataque com o estrago que fizeram na recepção adversária.

A partida foi mais uma mostra de que Zé Roberto tem um excelente time titular e também um excelente time no banco de reservas. Como na partida contra a Holanda, as reservas entraram e mudaram a cara do jogo.
O técnico está feliz com o desempenho das atletas que saem do banco
. E ele pode ficar feliz também com a volta da experiente levantadora Fofão. Ela estava sendo poupada por causa de uma dor na panturrilha, entretanto, foi para a quadra e suportou todo o jogo. “Ela (Fofão) é muito importante para o time. A contusão dela é leve e com alguns dias de descanso que temos antes da segunda fase, ela vai ficar bem”, comentou o treinador.

Se o sentimento da seleção brasileira era de dever cumprido após a partida, do lado americano, as jogadoras reconheceram a superioridade verde e amarela. “As brasileiras são muito boas no ataque e essa foi uma das razões pela qual perdemos o jogo”, disse Ping Lang. Para a capitã Robyn Ah Mow-Santos, é hora de pensar em Porto Rico. “Vamos esquecer o jogo de hoje e só se preparar para o próximo”, falou.

Objetivos diferentes no jogo das disparidades

O próximo jogo do Grupo C será entre uma das favoritas ao ouro e uma das novatas no Campeonato Mundial. A seleção brasileira enfrenta Camarões, que perdeu todas as partidas do torneio por 3 sets a 0, nesta madrugada. O Brasil busca o título inédito e a equipe de Camarões quer, como comentou o seu técnico, vencer ao menos um set na competição.

Camarões não tem tradição no vôlei e chegou ao Mundial desacreditado, sem ter nada a perder. É um time que joga muito mais na força do que na habilidade. “Camarões veio para essa competição arriscando tudo. Acompanhamos jogos dessa equipe e vimos que entra com um saque muito forte”, comenta Cláudio Pinheiro, assitente técnico da seleção brasileira. Com essa maneira despretensiosa de jogar, Camarões conquistou a torcida n Japão. Estar no Mundial é uma festa.

O Brasil precisa ter atenção especial à ponta Rebecca Rose Ngo Nkot. Nas primeiras partidas, a atacante mostrou um saque muito forçado e cortadas potentes que animaram a torcida. Além dela, Marie-Therese Ombassa Sombang, Ruth Diboue e Juliette Ahone Gamkoua tiveram boas atuações.

Não existe dúvidas que o a seleção brasileira é superior. Entretanto, o técnico José Roberto Guimarães alerta para os perigos de “subir no salto”. “Camarões é um time que tem de se respeitar. Obrigou todos os outros a jogarem bem. É uma equipe que se movimenta corretamente, tem a ponteira Rebeca com ataque pesado, boa defesa e cobertura. Não é um time qualquer não”, analisa Zé Roberto.

As camaronesas conseguem começar bem as partidas, fazendo jogo duro e muito forçado. Conforme o tempo passa, a falta de técnica aparece e o time cai de redimento. A seleção brasileira tem que entrar atenta em quadra e não dar chance para as camaronesas em nenhum momento da partida. É importante vencer e vencer bem essa partida, pois os resultados são levados para a próxima fase.

Outros Resultados

GRUPO A

Costa Rica 3 x 2 Quênia
Polônia 1 x 3 Taiwan
Coréia 1 x 3 Japão

GRUPO B

China 1 x 3 Rússia
Azerbaijão 0 x 3 Alemanha
República Dominicana 3 x 0 México

GRUPO C

Brasil 3 x 0 Estados Unidos
Camarões 0 x 3 Cazaquistão
Holanda 3 x o Porto Rico

GRUPO D

Sérvia e Montenegro 3 x o Egito
Peru 2 x 3 Turquia
Itália 3 x 1 Cuba

*com informações da FIVB/ Foto: Fofão entra para arrumar a equipe/Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

sexta-feira, 3 de novembro de 2006 Sem categoria | 11:10

Brasil sofre, mas garante vaga antecipada no Mundial

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A seleção brasileira precisou de 5 sets para bater as holandesas nesta madrugada. No final, o Brasil conseguiu vencer a partida por 3 sets a 2 e garantiu vaga na próxima fase do Campeonato Mundial. Na madrugada deste sábado as meninas do Brasil encaram os Estados Unidos. Quem vencer fica com a primeira posição do Grupo C.

A partida contra a Holanda, como previsto, foi o primeiro desafio real do time brasileiro no Mundial. Após um primeiro set apertado, a seleção não segurou e deixou a Holanda virar o jogo. “Foi uma boa partida. Nós vencemos dois sets contra um time de ponta”, cometou a capitã holandesa Ingrid Visser.

A cara do jogo mudou a partir do quarto set, quando veio a reação brasileira com a volta da levantadora Fofão à equipe. Ela estava sendo poupada por causa de uma dor na panturrilha que sentiu no primeiro jogo do Mundial, contra Porto Rico. Para Zé Roberto, a entrada da levantadora estabilizou a equipe. O Brasil se encontrou em quadra, o bloqueio funcionou e a variação de jogadas fez com que as atacantes chegassem sem muita marcação ao ataque. O time se uniu, como destacou Jaqueline, e fechou a partida.

Ganhar da Holanda signficou garantir vaga antecipada para a próxima fase do Mundial. Além disso, a partida dificil ajudou o Brasil a se entrosar mais dentro de quadra. “Foi um jogo muito disputado, um bom jogo. O mais importante é que acabou e conseguimos alcançar o nosso ritmo de novo”, avaliou a capitã brasileira Fofão. Apesar da vitória, o técnico Zé Roberto ficou surpreso com a potência da equipe holandesa. “Foi um jogo mais difícil do que eu imaginava. A Holanda estava muito forte. Nos últimos sets, como as adversárias sabiam o nosso jogo, nós mudamos o jeito de sacar e isso funcionou”, explica o treinador. “O mais importante é que fomos capazes de pressionar a Holanda”, concluiu Zé Roberto.

Jogo pela liderança

O próximo adversário do Brasil no Campeonato Mundial será os Estados Unidos, nesta madrugada, às 2h (horário de Brasília). Esse jogo promete ser o mais difícil da fase classificatória e o Brasl não pode repetir os mesmos erros de defesa que cometeu contra a Holanda.

As americanas também estão invictas no torneio. Venceram Cazaquistão por 3 sets a 0 e superaram a Holanda em uma partida muito equilibrada por 3 sets a 2.

Nesta madrugada, a vida dos Estados Unidos foi mais simples. Eles bateram Camarões por 3 sets a 0, sem muita dificuldade. Isso é um ponto negativo para a partida contra as brasileiras, pois as americanas estarão menos cansadas fisicamente e psicologicamente.

O confronto contra a Holanda mostrou que os Estados Unidos têm talentos em todas as posições e que brilham em momentos de pressão. O Brasil precisa ficar atento aos ataques da gigante Tayyiba Haneef, de 2m de altura, à força de Nancy Metcalf e à experiência da veterana Danielle Scott, de 34 anos, que teve uma ótima atuação no bloqueio no tie-break contra as holandesas. Além disso, a levantadora Robyn Ah Mow-Sants já mostrou que tem frieza e um excelente controle de jogo.

Para vencer e garantir a primeira posição no Grupo C, o Brasil precisa arrumar a defesa e entrar em quadra com a cabeça no lugar, para segurar a pressão americana. Jaqueline tem que voltar a virar as bolas de segurança na ponta e o bloqueio, participar mais das jogadas e, ao menos, amortecer os ataques. É necessário atenção total, afinal, sair em primeiro do grupo significa fugir das pedreiras logo no começo da segunda fase.

Outros resultados

GRUPO A

Taiwan 3 x 2 Coréia
Polônia 3 x 1 Costa Rica
Japão 3 x 0 Quênia

GRUPO B

República Dominicana 1 x 3 Azerbaijão
Rússia 3 x 1 Alemanha
México 0 x 3 China

GRUPO C

Brasil 3 x 2 Holanda
Porto Rico 3 x 1 Cazaquistão
Estados Unidos 3 x 0 Camarões

GRUPO D

Peru 2 x 3 Sérvia e Montenegro
Cuba 3 x 0 Egito
Turquia 0 x 3 Itália

*com informações da FIVB/Foto: União do time colaborou para a vitória, diz Jaqueline / Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

quarta-feira, 1 de novembro de 2006 Sem categoria | 10:24

Desconhecido e inofensivo

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No primeiro confronto entre Brasil e Cazaquistão, deu o time verde e amarelo. A seleção brasileira venceu por 3 sets a 0 o jogo desta madrugada e segue invicta no Campeonato Mundial, com duas vitórias em dois jogos. Agora o time de Zé Roberto pega as holandesas.

Diferente da primeira partida, o Brasil esteve mais atentos aos ataques e não disperdiçou boas bolas. “Não sentimos muita empolgação do time de Cazaquistão, mas nós estávamos concentradas. Com isso, pudemos fazer um jogo de alta qualidade e defender com facilidade os ataques delas”, comentou a capitã Fabiana.

O técnico José Roberto Guimarães pôde até experimentar um time reserva no final do jogo. O resultado foi ótimo: a seleção não diminuiu o rendimento e acabou a partida em apenas 3 sets. “No geral, fizemos um bom jogo hoje. Gostei da performance do time, especialmente da concentração e da determinação”, disse Zé Roberto. Agora ele espera que a equipe mantenha esse nível nos demais confrontos do Mundial. Assim como no jogo contra Porto Rico, o destaque da partida foi Fabiana, atacante de meio. Ela foi a maior pontuadora da partida, com 16 bolas no chão.

Num dia, folga, no outro, as holandesas

A seleção brasileira descansa nesta quinta e enfrenta a Holanda na madrugada de sexta, às 2h (horário de Brasília). O desafio será enfrentar a altura das holandesas. No time laranja, cinco atletas têm mais de 1,90 m.

Na primeira rodada, a Holanda passou fácil pela seleção de Camarões, mas sofreu na segunda partida do Mundial, diante dos Estados Unidos. As holandesas mostraram que são jogadoras concentradas e não deixaram as americanas se distanciarem no placar em nenhum momento, porém não resistiram à pressão e perderam por 3 sets a 2.

A Holanda mostrou que não se intimida diante de um time forte, como o americano. A equipe não terá medo de enfrentar o Brasil e buscam mais uma vitória para não se complicar na competição. As brasileiras precisam de atenção redobrada ao bloqueio e aos ataques das mais altas. Zé Roberto terá que armar bem a marcação na rede e no fundo de quadra. Além disso, será necessário ter a mesma frieza dos Estados Unidos, para impor ritmo em tempo todo, até com um placar apertado. Esse jogo será o primeiro desafio real da seleção brasileira no Campeonato Mundial.

Outros resultados

GRUPO A

Quênia 0 x 3 Taiwan
Coréia 2 x 3 Polônia
Costa Rica 0 x 3 Japão

GRUPO B

Azerbaijão 1 x 3 Rússia
Alemanha 3 x 0 México
China 3 x 0 República Dominicana

GRUPO C

Brasil 3 x 0 Cazaquistão
Camarões 0 x 3 Porto Rico
Holanda 2 x 3 Estados Unidos

GRUPO D

Egito 0 x 3 Turquia
Sérvia e Montenegro 3 x 1 Cuba
Itália 3 x 0 Peru

*com informações da FIVB / Foto: Jaqueline supera o bloqueio do Cazaquistão – Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

terça-feira, 31 de outubro de 2006 Sem categoria | 09:54

Brasil arrasa Porto Rico na estréia do Campeonato Mundial

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A seleção brasileira abriu o Campeonato Mundial e venceu Porto Rico por 3 a 0 na madrugada desta terça. As brasileiras mostraram superioridade em quadra e que vieram ao Mundial para levarem o ouro.

O Brasil foi melhor no ataque, marcando 43 pontos contra 29 de Porto Rico, e também no bloqueio, 11 contra 8. Para ajudar a vida brasileira, Porto Rico deu, em apenas 3 sets de jogo, 20 pontos de graça para o time de Zé Roberto. “Sentimos a pressão do primeiro jogo”, comentou o técnico porto-riquenho Juan Carlos Nunez. Entretanto, o time brasileiro também deu pontos de graça em erros e precisa ter mais concentração nas próximas partidas para não cometer erros bobos e conseguir manter a regularidade.

Do lado verde e amarelo, a ponta Jaqueline foi um dos destaques. Ela atuou com muita garra em todo o jogo e fez importantes ataques. Além disso, ela mostrou que atacante também pode fazer boas defesas e ajudou a fechar o fundo de quadra, principalmente no terceiro set. Na recepção, também merece destaque a líbero Fabi, que não se intimidou com as bolas de Porto Rico e colocou o passe na mão da levantadora Fofão.

Apesar do placar fácil, o técnico Zé Roberto alertou para o nervosismo das brasileiras.“Como esse foi o primeiro jogo da primeira rodada, nós estávamos tensas, mas assim que entramos em quadra, nós fomos nos sentindo melhor e melhor”, explica a capitã Fabiana. Para Zé Roberto, o Brasil esteve muito bem na defesa, porém ainda precisa crescer em alguns fundamentos. “Nós perdemos muitos ataques e isso é algo que precisamos melhorar”, disse o treinador.

Adversário desconhecido pela frente

O próximo adversário do Brasil no Campeonato Mundial será a seleção do Cazaquistão. O jogo acontece às 2h da madrugada de quarta-feira (horário de Brasília).

As brasileiras precisam de atenção redobrada, pois apesar de pouca tradição no vôlei, o time de Cazaquistão é totalmente desconhecido para a nossa seleção. Na primeira rodada, elas deram trabalho para as americanas, que só conseguiram fechar o jogo no tie-break.

Cazaquistão deve ter uma maneira de jogar parecida com a escola russa, com bolas altas na ponta da rede, e a foi a surpresa das eliminatórias continentais. Para o Brasil continuar vencendo é fundamental armar bem o fundo de quadra e o bloqueio, para parar ou, pelo menos, amortecer os ataques altos.

Na seqüência do Campeonato Mundial o Brasil enfrenta Holanda, Estados Unidos e Camarões.

Outros resultados

GRUPO A

Coréia 3 x 0 Costa Rica
Polônia 3 x 1 Quênia
Taiwan 3 x 1 Japão

GRUPO B

República Dominicana 0 x 3 Alemanha
México 0 x 0 Rússia
China 3 x 1 Azerbaijão

GRUPO C

Brasil 3 x 0 Porto Rico
Holanda 3 x 0 Camarões
Estados Unidos 3 x 2 Cazaquistão

GRUPO D

Peru 3 x 0 Egito
Turquia 0 x 3 Cuba
Itália 1 x 3 Sérvia e Montenegro

*com informações da FIVB
Foto: Líbero Fabi fecha o fundo de quadra/ Divulgação*

Autor: Aretha Martins Tags:

sábado, 28 de outubro de 2006 Sem categoria | 10:47

Calma, é hora de manter os pés no chão

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A seleção brasileira feminina chega ao Campeonato Mundial no Japão como uma das favoritas ao título. As meninas, que venceram as últimas três edições do Grand Prix, e ganharam o posto de candidata ao ouro por sua força em quadra e determinação. Entretanto, o técnico José Roberto Guimarães lembra que é preciso manter os pés no chão e que Mundial será difícil.

Em entrevista esta semana à Federação Internacional de Voleibol, Zé Roberto disse que o Brasil é apenas uma das favoritas no Mundial, mas outros times tem boas chances também. “Temos quatro, cinco ou seis equipes que podem ganhar. Acho que podemos citar China, Rússia, Itália, Cuba, Brasil, Holanda e Estados Unidos. Gosto muito da Alemanha também”, fala Zé Roberto. O Brasil fez dois amistosos com a seleção alemã na preparação para o Mundail: perdeu o primeiro por 3 sets a 0 e levou o outro por 3 a 1.

O técnico ainda ressalta a dificuldade do Campeonato Mundial, competição que o Brasil ainda não venceu. “Estamos em boa forma, mas temos um grupo difícil com Porto Rico, Holanda e Estados Unidos”, comenta o comandante brasileiro. “E depois, quando os grupos se cruzarem na segunda rodada, vai ficar mais perigoso para todos”, completa.

Apesar de ter pela frente seleções fortes, campeãs olímpicas e mundias, o Brasil sabe que vive uma boa fase. A campanha na conquista do Grand Prix deste ano foi excelente e a equipe brasileira passou por russas, italianas, dominicanas – que são consideradas as melhores seleções hoje em dia. Porém, Zé Roberto prefere manter a calma. “Eu não gosto de pensar nisso”, diz o treinador. “Tenho meus pés no chão. Esse é o nosso sonho, mas eu não sei se é possível. Nós estamos aqui e vamos tentar vencer, porém temos que jogar bem todas as duras partidas que teremos”, finaliza Zé Roberto.

O primeiro jogo do Brasil no Mundial será contra Porto Rico, na próxima terça, em Kobe, às 2h (horário de Brasília)

Autor: Aretha Martins Tags:

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 Sem categoria | 13:09

Mais uma goleada da seleção

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A preparação da seleção feminina para o Camepeonato Mundial mostra que o vôlei não termina quando uma seleção vence três sets. O time de Zé Roberto deu de goleada no Japão mais uma vez por 4 a 1, com parciais de 25/17, 25/20, 21/25, 25/15 e 15/10. Mas existe uma explicação para o placar estranho para o esporte: as equipes decidiram disputar 5 sets, independente dos resultados das parciais.

Diferente do 4 a 1 do meio da semana, as jogadoras do Brasil já entraram em quadra mais concentradas e começaram ganhando. “As meninas melhoram a cada dia. Gostei do treino de hoje com o Japão. É sempre bom jogar com as japonesas, pela velocidade que elas impõem”, comentou o técnico José Roberto.

As brasileiras estão no Japão desde segunda-feira e o resultado de hoje mostrou que elas estão bem mais adaptadas ao fuso-horário. Isso é fundamental para um bom desempenho no Campeonato Mundial, pois todos os jogos exigiram atenção total.

Esses amistosos também ajudam Zé Roberto a decidir qual o time que ira entrar em quadra no Mundial e ter certeza de que todas as atletas estão em boa forma. Como é uma competição desgaste, com jogos seguidos e todos eles podendo decidir o futuro do Brasil, é fundamental ter titulares e reservas bem entrosadas. Assim como na seleção masculina, o time não pode cair de produção com a entrada de reservas ao longo do Mundial.

O campeonato começa no dia 31 de outubro e o Brasil pega a seleção de Porto Rico na estréia.

*com informações da CBV*

Autor: Aretha Martins Tags:

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 Sem categoria | 14:43

Na terra do Mundial

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A seleção brasileira chegou nesta segunda ao Japão, palco do Campeonato Mundial de Vôlei, e não teve descanso. Hoje enfrentaram as donas da casa em um jogo treino e venceram.

A partida foi um esquenta para as duas equipes. O Brasil entrou sem atenção no primeiro set e não acompanhou o ritmo acelerado e as boas defesas do Japão. Nos sets seguintes, a seleção de Zé Roberto acordou e conseguiu bater as anfitriãs por 4 a 1, com parciais de 16/25, 25/13, 25/10, 25/17 e 15/10, para levar o jogo.

As jogadoras justificaram o desempenho abaixo do esperado no inicio do confronto com o cansaço das viagens. “O time começou devagar e contra o Japão não se pode jogar assim”, disse a levantadora Carol. “Mas, aos poucos, melhoramos. Fora o primeiro set, fizemos um bom jogo. Os outros quatro sets foram legais, deu para treinar o time inteiro e para ver que, se vacilarmos, os outros times vêm para cima e ganham”, ressaltou a atacante Sheila.

Enfrentar os japonesas foi uma boa experiência, segundo Zé Roberto para dar ritmo às atletas e pela velocidade de jogo das adversárias. As brasileiras concordam com o treinador e sabem que precisam “acordar” antes do Mundial para não levarem um set como no começo da partida. Apesar de ter feito uma fase de adaptação na Alemanha, as brasileiras ainda sentiram muito a diferença de fuso horário e por isso não estava muito concentrada durante a partida.

Esse jogo foi apenas uma mostra de que a vida da equipe de Zé Roberto pode não ser fácil. Entretanto, a vitória e bom desempenho nos sets finais mostra que o Brasil tem capacidade de recuperação e necessita somente de um tempo e treinamento adequado para se acostumar com o horário japonês.

A seleção começa a busca pelo título inédito no Campeonato Mundial no dia 31, contra Porto Rico, às 2h (horário de Brasília)

*com informações da CBV*

Autor: Aretha Martins Tags:

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