Brasil vence China e mostra a que veio
A seleção brasileira sofreu, mas venceu de virada a China nesta manhã por 3 sets a 2. As brasileiras seguem invictas no Campeonato Mundial e dividem a liderança do Grupo F com a Rússia. Com a vitória, as brasileiras estão praticamente garantidas na semifinal e a China, eliminada. O técnico José Roberto comentou que a partida pareceu uma final de campeonato. A equipe brasileira descansa nesta sexta e pega a Alemanha na madrugada deste sábado.
Nos dois primeiros sets, as chinesas mostraram melhor voleibol e um ótimo ataque. O bloqueio brasileiro não conseguiu segurar as potentes cortadas de Yimei Wang, que marcou 26 pontos em todo o jogo. Mesmo com o excelente desempenho, a atleta acha que ainda precisa melhorar. “Cometi vários erros de ataque e preciso melhorar isso. Ainda não estou realmente satisfeita com o nível do meu jogo. Tenho que melhorar as minhas habilidades e, o mais importante, ajustar a minha passada”, analisou Wang.
Do lado brasileiro, Jaqueline era a jogadora de segurança. Mas, apesar dos bons ataques, a China venceu as duas primeiras parciais por 25 a 26 e 25 a 20. “Jogamos de acordo com o nosso estilo no primeiro e no segundo set. Nossos ataques estavam bons e fomos capazes de ficar a frente no placar”, analisou o técnico chinês.
Nos sets seguintes, com o time considerado titular em quadra com a volta de Fofão e Fabiana, o Brasil acordou. A seleção conseguiu tirar a vantagem das chinesas, fez pressão e empatou a partida, vencendo o terceiro set por 25 a 21 e o quarto, por 25 a 16. “O Brasil começou a sacar muito melhor e começamos a ter problemas”, explicou a capitã chinesa Feng Kun. “A recepção brasileira melhorou demais e nós tivemos dificuldade de manter a concentração”, disse o técnico Chen Zhonghe.
No tie-break,o Brasil perdeu alguns pontos em erros bobos, o jogo ficou mais disputado ainda e a China teve a oportunidade de fechar. “Abrimos 4 pontos e achei que fossemos ganhar, mas as nosas jogadoras mais jovens não conseguiram segurar a pressão e lidar com a situação. Pude sentir a diferença do nível entre o Brasil e a China. O Brasil foi bem ao vencer os ralis, nós não”, falou o técnico. A equipe brasileira mostrou que veio ao Mundial para levar o ouro e fechou o set em 19 a 17 e a partida em 3 sets a 2.
“No 5º set O Brasil jogou como deveria e por isso ganhou. Estávamos perdendo no começo, mas conseguimos virar o placar. A China teve duas chances de fechar e nós também disperdiçamos algumas oportunidades, mas superamos tudo no final”, comentou o técnico José Roberto Guimarães. ” A emoção do tie-break foi muito excitante para todos, com grandes bloqueios, defesas e contra-ataques”, completou ele. Na partida,Walewska foi uma gigante no bloqueio e Jaqueline, uma potência no ataque.
Zé Roberto já imaginava que o jogo contra as chinesas não seria simples. “Quando eu sai do hotel hoje, eu pensei que a partida seria de 5 sets. China sempre é um adversário difícil. Se a gente permitir que elas joguem a maneira delas fica muito difícil vencer. ,O jogo foi como a grande final de um importante torneio“, falou o treinador brasileiro.
A capitã e levantadora Fofão atuou em boa parte do confronto desta quinta e mostrou que está se recuperando bem da lesão na panturrilha. Fabiana e Sassá, que também estavam no departamento médico, entraram e atuaram bem. O Brasil jogou com Walewska, Carol, Mari, Carol Gattaz, Jaqueline, Sheilla e a líbero Fabi. Entraram Fofão, Sassá, Fabiana e Renatinha. Do lado chinês, Wang, Feng, Yang, Liu, Zhou, Xu começaram em quadra. Entraram Na Zhang, Chu, Li Shan, Li Juan, Song e Ping Zhang.
Depois da folga, a Alemanha
A seleção alemã é a terceira colocada no Grupo F e ainda tme chances de se classificar para a semifinal. Para isso, precisa vencer, torcer para tropeços das outras seleções e ainda marcar muitos pontos para ficar um uma boa média. É uma missão bem complicada.
As alemãs fizeram as holandesas suarem a camisa no primeiro jogo da segunda rodada, mas perderam por 3 sets a 2. Na partida desta madrugada, contra Porto Rico, a Alemanha mostrou que se recuperou bem da derrota e superou as determinadas porto-riquenhas por 3 sets a 0.
O Brasil fez uma escala na preparação para o Mundial na Alemanha e perdeu o primeiro e venceu o segundo jogo contra as donas da casa. Desses amistoso foi tirada a lição de que as alemãs, apesar de não terem muita tradição no esporte, sabem jogar bem, tem ótimos ataques e volume de defesa. Elas são uma surpresa neste Mundial e devem vir com força total para cima do Brasil, afinal, o jogo será de vida ou morte para elas na competição.
O Brasil encara a Alemanha neste sábado, às 3h (horário de Brasília).
Outros resultados
GRUPO E
Coréia 0 x 3 Itália
Polônia 0 x 3 Sérvia e Montenegro
Japão 3 x 1 Turquia
Taiwan 0 x 3 Cuba
GRUPO F
Rússia 3 x 0 Holanda
Alemanha 3 x 0 Porto Rico
China 2 x 3 Brasil
Azerbaijão 3 x 2 Estados Unidos
Contra o Azerbaijão, prevaleceu a superioridade brasileira e a consistência dos ataques e bloqueios.
O técnico Zé Roberto alerta que a pior situação ainda é a de Fofão. “Ela não tem condições. Ela pode entrar no jogo, como já vem acontecendo. Ainda não é possível sair com ela e deixar que jogue normalmente. Vamos contar com ela nos momentos mais complicados da partida. Temos de segurar a Fofão. Ela está otimista, nós também, mas precisamos manter os pés no chão. Sabemos que está se locomovendo ainda com dificuldade, ainda sente dores”, explicou Zé. Ele ainda disse que Sassá e Fabiana, que estão melhores, podem entrar durante a partida, se for necessário.
O diferencial desse jogo foi o
A cara do jogo mudou a partir do quarto set, quando veio a reação brasileira com a volta da levantadora Fofão à equipe. Ela estava sendo poupada por causa de uma dor na panturrilha que sentiu no primeiro jogo do Mundial, contra Porto Rico. Para Zé Roberto,
Diferente da primeira partida, o Brasil esteve mais atentos aos ataques e não disperdiçou boas bolas. “Não sentimos muita empolgação do time de Cazaquistão, mas nós estávamos concentradas. Com isso, pudemos fazer um jogo de alta qualidade e defender com facilidade os ataques delas”, comentou a capitã Fabiana.
quadra, principalmente no terceiro set. Na recepção, também merece destaque a líbero Fabi, que não se intimidou com as bolas de Porto Rico e colocou o passe na mão da levantadora Fofão.
Em entrevista esta semana à Federação Internacional de Voleibol, Zé Roberto disse que o Brasil é apenas uma das favoritas no Mundial, mas outros times tem boas chances também. “Temos quatro, cinco ou seis equipes que podem ganhar. Acho que podemos citar China, Rússia, Itália, Cuba, Brasil, Holanda e Estados Unidos. Gosto muito da Alemanha também”, fala Zé Roberto. O Brasil fez dois amistosos com a seleção alemã na preparação para o Mundail: perdeu o primeiro por 3 sets a 0 e levou o outro por 3 a 1.
As jogadoras justificaram o desempenho abaixo do esperado no inicio do confronto com o cansaço das viagens. “O time começou devagar e contra o Japão não se pode jogar assim”, disse a levantadora Carol. “Mas, aos poucos, melhoramos. Fora o primeiro set, fizemos um bom jogo. Os outros quatro sets foram legais, deu para treinar o time inteiro e para ver que, se vacilarmos, os outros times vêm para cima e ganham”, ressaltou a atacante Sheila.